
Irã força Trump a “engolir sapo”: A guerra que pode custar caro aos EUA e fortalecer Teerã
A guerra com o Irã deixa duas questões em aberto: qual o tamanho da humilhação que Trump terá que aceitar para encerrar o conflito e como ele apresentará essa derrota ao público. A análise do The New York Times sugere que qualquer acordo pode fortalecer o regime iraniano, apesar de possíveis concessões americanas. O conflito entre Estados Unidos e Irã levanta questões cruciais sobre o desfecho e suas implicações. A grande incógnita é o preço que o presidente Donald Trump estará disposto a pagar para selar um acordo, e como ele o venderá para a opinião pública. Especialistas alertam que, mesmo com vitórias aparentes, o resultado pode ser um Irã fortalecido. A possibilidade de o Irã abrir mão de seu urânio enriquecido, um passo crucial para evitar a proliferação nuclear, é vista como um objetivo desejável. No entanto, o caminho para alcançá-lo pode significar a manutenção do regime iraniano no poder, com consequências preocupantes para a estabilidade regional e global. Conforme aponta o The New York Times, a estratégia americana pode inadvertidamente dar uma nova sobrevida a um regime sob pressão interna e fortalecer sua posição no cenário internacional. A forma como essa complexa teia de eventos será interpretada e apresentada ao mundo ainda é uma incógnita. Um acordo custoso: o urânio iraniano e o fortalecimento do regime A principal preocupação reside na possibilidade de que, para obter o controle do urânio iraniano, os Estados Unidos precisem suspender o bloqueio de exportações de petróleo e outras sanções econômicas. Esse alívio financeiro, segundo o The New York Times, pode injetar recursos vitais no regime iraniano, permitindo-lhe reprimir opositores internos e financiar grupos aliados na região. Robert Litwak, especialista em controle de armas, é citado pelo jornal americano afirmando que Trump, que iniciou a guerra com o objetivo de mudança de regime, pode encerrá-la com um acordo transacional, uma variação do acordo de 2015 negociado por Barack Obama, que Trump abandonou. Essa abordagem, ao que tudo indica, restringirá as ambições nucleares iranianas, mas deixará o regime islâmico intacto. A falha no planejamento: o Irã descobre sua arma secreta A análise sugere que a administração Trump falhou em antecipar as reações do Irã diante de uma guerra. A aposta em uma rápida queda do regime iraniano, baseada em promessas israelenses, mostrou-se equivocada. O Irã, com a “costas contra a parede”, descobriu seu poder de barganha: o estreito de Hormuz. Com o uso de drones e mísseis, o Irã demonstrou a capacidade de fechar essa rota vital para o transporte de petróleo, por onde passa cerca de 20% do petróleo bruto mundial. Essa habilidade, descrita como uma arma de “destruição em massa” funcional, coloca a economia global sob ameaça direta e confere ao regime iraniano uma alavancagem sem precedentes nas negociações. O preço da ingenuidade: drones baratos e o estrangulamento econômico A inteligência americana, ao que parece, subestimou o poder de armas de baixo custo, como drones. A comparação é feita com a Ucrânia, que utilizou drones para resistir à Rússia. A falha em








