
Protestos na Índia: Modi propõe “tribunais rápidos” contra vazamento de provas, mas oposição exige renúncia de ministro
Crise de vazamento de provas na Índia: Jovens exigem justiça e oposição pressiona governo após promessa de “tribunais rápidos”. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta quinta-feira (23) a criação de “tribunais de julgamento rápido” para punir os responsáveis pelo vazamento de provas nacionais. A medida surge em resposta a dias de intensos protestos de jovens e à pressão da oposição, que pede a renúncia do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. No entanto, a proposta de Modi foi prontamente rejeitada por manifestantes e partidos de oposição. Eles insistem na renúncia imediata do ministro como condição para o fim das manifestações e das interrupções nos trabalhos do Parlamento, que já ocorrem pelo quarto dia consecutivo nesta semana. Os protestos representam o maior desafio da juventude ao governo de Modi desde 2014 e ganharam força com o apoio da oposição, que interrompeu a sessão parlamentar. A crise política atinge o terceiro mandato de Modi, iniciado em 2024, e levanta questões sobre o futuro dos jovens indianos. A informação é baseada no conteúdo divulgado pela fonte 1. Oposição e manifestantes rejeitam “tribunais rápidos” e exigem demissão do ministro Em sua primeira declaração pública sobre o escândalo, Modi postou no X (antigo Twitter) que “nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro de nossos jovens!”. Ele declarou que os “tribunais de julgamento acelerado” garantirão punições rápidas e rigorosas aos envolvidos no vazamento de provas, assegurando que aqueles que tentarem prejudicar o futuro dos jovens “não serão poupados”. Os tribunais de julgamento acelerado, que já existem na Índia para crimes como os de natureza sexual contra mulheres e crianças, terrorismo, lavagem de dinheiro e crimes cometidos por legisladores, visam agilizar processos em um sistema judiciário notoriamente sobrecarregado e lento. A intenção é contornar a morosidade que pode levar anos para concluir casos. Vazamentos de provas afetam milhões e geram revolta nacional O autodenominado Cockroach Janta Party (CJP), ou “Partido das Baratas”, tem liderado os protestos, que foram desencadeados pelos vazamentos de provas que afetaram cerca de 2 milhões de estudantes e foram associados a diversos suicídios. O porta-voz do movimento, Ashutosh Ranka, questionou a eficácia da medida de Modi. “Mas, Modi-ji, diga-nos por que os vazamentos de provas estão ocorrendo neste país, para começar?”, indagou Ranka. Ele também expressou ceticismo sobre a resolução de problemas com a criação de tribunais especiais, afirmando que a resposta à pergunta sobre se eles realmente resolveram as questões “você sabe a resposta, e nós também”. O fundador do CJP, Abhijeet Dipke, declarou que os protestos continuarão até que o Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, renuncie. O líder do principal partido de oposição, o Partido do Congresso, Rahul Gandhi, também acusou Modi de ser o maior prejudicador do futuro dos jovens indianos. Parlamento paralisado e confrontos nas ruas marcam a crise Parlamentares da oposição têm interrompido os trabalhos no Parlamento, exibindo cartazes e gritando slogans que exigem a renúncia de Pradhan. Essa paralisação forçou a suspensão repetida das sessões legislativas. Em contrapartida, parlamentares do partido de








