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Mundo

Protestos na Índia: Modi propõe “tribunais rápidos” contra vazamento de provas, mas oposição exige renúncia de ministro

Crise de vazamento de provas na Índia: Jovens exigem justiça e oposição pressiona governo após promessa de “tribunais rápidos”. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta quinta-feira (23) a criação de “tribunais de julgamento rápido” para punir os responsáveis pelo vazamento de provas nacionais. A medida surge em resposta a dias de intensos protestos de jovens e à pressão da oposição, que pede a renúncia do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. No entanto, a proposta de Modi foi prontamente rejeitada por manifestantes e partidos de oposição. Eles insistem na renúncia imediata do ministro como condição para o fim das manifestações e das interrupções nos trabalhos do Parlamento, que já ocorrem pelo quarto dia consecutivo nesta semana. Os protestos representam o maior desafio da juventude ao governo de Modi desde 2014 e ganharam força com o apoio da oposição, que interrompeu a sessão parlamentar. A crise política atinge o terceiro mandato de Modi, iniciado em 2024, e levanta questões sobre o futuro dos jovens indianos. A informação é baseada no conteúdo divulgado pela fonte 1. Oposição e manifestantes rejeitam “tribunais rápidos” e exigem demissão do ministro Em sua primeira declaração pública sobre o escândalo, Modi postou no X (antigo Twitter) que “nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro de nossos jovens!”. Ele declarou que os “tribunais de julgamento acelerado” garantirão punições rápidas e rigorosas aos envolvidos no vazamento de provas, assegurando que aqueles que tentarem prejudicar o futuro dos jovens “não serão poupados”. Os tribunais de julgamento acelerado, que já existem na Índia para crimes como os de natureza sexual contra mulheres e crianças, terrorismo, lavagem de dinheiro e crimes cometidos por legisladores, visam agilizar processos em um sistema judiciário notoriamente sobrecarregado e lento. A intenção é contornar a morosidade que pode levar anos para concluir casos. Vazamentos de provas afetam milhões e geram revolta nacional O autodenominado Cockroach Janta Party (CJP), ou “Partido das Baratas”, tem liderado os protestos, que foram desencadeados pelos vazamentos de provas que afetaram cerca de 2 milhões de estudantes e foram associados a diversos suicídios. O porta-voz do movimento, Ashutosh Ranka, questionou a eficácia da medida de Modi. “Mas, Modi-ji, diga-nos por que os vazamentos de provas estão ocorrendo neste país, para começar?”, indagou Ranka. Ele também expressou ceticismo sobre a resolução de problemas com a criação de tribunais especiais, afirmando que a resposta à pergunta sobre se eles realmente resolveram as questões “você sabe a resposta, e nós também”. O fundador do CJP, Abhijeet Dipke, declarou que os protestos continuarão até que o Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, renuncie. O líder do principal partido de oposição, o Partido do Congresso, Rahul Gandhi, também acusou Modi de ser o maior prejudicador do futuro dos jovens indianos. Parlamento paralisado e confrontos nas ruas marcam a crise Parlamentares da oposição têm interrompido os trabalhos no Parlamento, exibindo cartazes e gritando slogans que exigem a renúncia de Pradhan. Essa paralisação forçou a suspensão repetida das sessões legislativas. Em contrapartida, parlamentares do partido de

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Monções Devastam Índia, Paquistão e Afeganistão: Mais de 82 Mortos em Tragédia Climática

Chuvas de monções provocam cenário de devastação em três países da Ásia, com mais de 80 vítimas fatais. Um cenário desolador se instalou na Índia, Paquistão e Afeganistão devido às intensas chuvas de monções que assolaram a região nesta semana. Autoridades locais confirmam que ao menos 82 pessoas perderam a vida em meio a inundações catastróficas e deslizamentos de terra. A situação mais crítica é observada no estado indiano de Assam, onde as últimas 24 horas registraram 10 novas mortes, elevando o total para 36 vítimas. O governador Himanta Biswa Sarma descreveu a devastação como algo “sem precedentes”, com precipitações que superaram em 436% a média histórica em algumas áreas montanhosas. Esses volumes extremos de chuva desencadearam enchentes em vilarejos que, segundo o governador, nunca haviam presenciado tamanha destruição. Cerca de 900 mil pessoas em mais de 1.800 vilarejos foram diretamente afetadas, com aproximadamente 30 mil deslocados buscando refúgio em quase 150 abrigos temporários. Conforme informação divulgada pelas autoridades locais, os alagamentos foram intensificados pelas chuvas excepcionais que atingiram o estado vizinho de Nagaland entre os dias 18 e 20 de maio, elevando o nível dos rios, incluindo o Brahmaputra, que corta Assam. Resgates em Larga Escala e Apoio Aéreo em Áreas Isoladas As operações de resgate em Assam contam com o trabalho incessante da Força Aérea da Índia, da Força Estadual de Resposta a Desastres e da Força Nacional de Resposta a Desastres. Para alcançar regiões de difícil acesso, equipes utilizam drones de transporte de carga e mais de 50 pequenas embarcações, adaptadas para navegar em águas rasas onde barcos maiores não conseguem operar. Paquistão e Afeganistão Também Sofrem com as Monções A tragédia não se restringe à Índia. No Afeganistão, na província de Nuristão, e no Paquistão, na província de Khyber Pakhtunkhwa, as enchentes causaram pelo menos 46 mortes e deixaram mais de 100 feridos nas últimas 72 horas. A força das águas foi tamanha que arrastou casas e hotéis, deixando um rastro de destruição total, segundo relatos de moradores locais. A vulnerabilidade desses países às mudanças climáticas é um fator agravante. Especialistas alertam que o aumento na frequência e intensidade de eventos extremos, como enchentes e secas, além do derretimento acelerado de geleiras, coloca milhões de pessoas em risco iminente. Monções: Essenciais, mas Perigosas As chuvas de monções, embora vitais para a agricultura e o abastecimento de água na Índia, também são responsáveis por desastres recorrentes entre os meses de junho e agosto. As mudanças climáticas, em conjunto com a urbanização desenfreada, têm intensificado a frequência e a severidade desses fenômenos naturais, tornando a preparação e a resposta a desastres cada vez mais cruciais. Histórico de Tragédias Ligadas às Monções Este não é um evento isolado. Na semana passada, outras 19 mortes foram registradas em enchentes repentinas e deslizamentos de terra causados pelas monções nos estados indianos de Nagaland e na Caxemira administrada pela Índia, reforçando o padrão de perigo associado a este período do ano.

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Trump Impõe Condição Chocante para Acordo Nuclear com Arábia Saudita: Paz com Israel é Essencial!

Trump Vincula Acordo Nuclear Saudita à Paz com Israel e Nega Enriquecimento de Urânio Em um movimento inesperado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo nuclear civil com a Arábia Saudita está condicionado à paz entre o reino árabe e Israel. A afirmação, feita através de sua rede social Truth Social, contradiz informações anteriores sobre o arranjo e adiciona uma nova camada de complexidade às relações diplomáticas na região. A declaração surge um dia após Washington e Riad confirmarem o acordo, que agora precisará passar pela aprovação do Congresso americano. As reações iniciais indicam uma recepção positiva por parte de Israel, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificando a condição como um “salto histórico à frente” para a paz regional. Os termos exatos do acordo e a ciência prévia da Arábia Saudita sobre a exigência de Trump ainda são pontos de interrogação. No entanto, a posição do ex-presidente, que já se manifestou anteriormente sobre a importância dos Acordos de Abraão, sugere uma estratégia clara para expandir a normalização das relações no Oriente Médio. Conforme informação divulgada pelo Truth Social, o acordo nuclear civil “não haverá enriquecimento de material” e é “totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”. O Legado dos Acordos de Abraão e a Geopolítica Regional Os Acordos de Abraão, promovidos por Trump durante seu primeiro mandato, buscaram normalizar as relações entre Israel e diversas nações árabes, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. O objetivo estratégico principal era isolar o Irã, principal potência xiita da região, em contraste com os vizinhos árabes predominantemente sunitas. A expansão desses acordos para incluir a Arábia Saudita era vista como o próximo grande passo. No entanto, as negociações foram impactadas por conflitos recentes, como os ataques do Hamas a Israel e a subsequente ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Historicamente, a Arábia Saudita condicionava qualquer acordo de paz com Israel à criação de um Estado palestino autônomo, um cenário que se tornou mais distante com o atual contexto de guerra e a recusa do governo Netanyahu em avançar nesse sentido. Preocupações com o Enriquecimento de Urânio e a Proliferação Nuclear Uma das principais preocupações levantadas sobre o acordo nuclear com a Arábia Saudita era a possibilidade de permitir o enriquecimento de urânio no reino com tecnologia americana. Essa perspectiva gerou críticas em Israel e em outros países, temendo uma corrida armamentista nuclear no volátil Oriente Médio. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) confirmou estar ciente das discussões e que americanos e sauditas “planejam pedir à agência para que implementem medidas de verificação”. Contudo, Trump negou explicitamente que o acordo permitirá o enriquecimento de urânio. Ele sugeriu que o acordo saudita seguirá o formato dos acordos anteriores, como o assinado com os Emirados Árabes Unidos em 2009, que prevê a importação de urânio enriquecido dos EUA e submissão a inspeções adicionais da AIEA. A possibilidade de que centrífugas usadas para fins civis possam ser adaptadas para a produção de armas

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Ex-político suíço da ultradireita acusado de estuprar enteada mais de 40 vezes sob sedação; vítimas ameaçadas de deportação

Ultradireitista suíço Patrick Frei é acusado de estuprar enteada sedada mais de 40 vezes; mãe e filha polonesas enfrentam ameaça de deportação Um escândalo abala a Suíça com a denúncia contra Patrick Frei, ex-político local do Partido do Povo Suíço (SVP), acusado de drogar e estuprar sua enteada, então criança, em mais de 40 ocasiões. Os crimes teriam ocorrido sob sedação da vítima, dificultando até mesmo sua memória dos abusos. A mãe da menina, companheira de Frei na época, também teria sido vítima de estupro e outras agressões. As acusações são múltiplas, incluindo tentativa de homicídio e abuso sexual infantil. O caso ganha contornos ainda mais chocantes com a reação das autoridades locais. Em vez de oferecerem o suporte necessário à mãe e à filha, que são cidadãs polonesas, o município de Untersiggenthal e o departamento de imigração de Aargau negaram assistência social integral e ordenaram que deixem o país. A mãe, Iwona L., e a filha, Paula L., agora com 18 anos, relatam sentir-se “vitimizadas duas vezes, duplamente traumatizadas”, tanto pelo agressor quanto pelas autoridades suíças. Patrick Frei, especialista em TI e com 57 anos, ocupava um cargo no parlamento cantonal de Aargau até sua prisão em 2023. Durante sua carreira política, ele frequentemente culpava estrangeiros pela violência contra mulheres e, ironicamente, pouco antes de ser detido, assinou uma petição por medidas mais rigorosas contra pedófilos. O Ministério Público suíço pede prisão perpétua para Frei, que nega grande parte das acusações. Conforme informação divulgada pelo jornal suíço Tages-Anzeiger, as vítimas decidiram tornar seus nomes públicos para encorajar outras vítimas de violência sexual. Acusações graves contra ex-político do SVP A acusação formal contra Patrick Frei demorou quase três anos para ser apresentada, devido à complexidade e à necessidade de análise de um extenso material de imagens e vídeos apreendidos. O Ministério Público detalha que Frei teria sedado a filha de 14 anos de sua então companheira para cometer os estupros, que teriam sido registrados por ele mesmo em vídeos. A lista de crimes imputados a Frei é extensa e inclui múltiplas tentativas de homicídio, estupros, coerção sexual, atentado ao pudor, atos sexuais com crianças, agressões, crimes relacionados a drogas, pornografia e violação de privacidade. As vítimas corriam risco de morte devido à sedação, conforme aponta o Ministério Público. Frei, que atuava como empregador de Iwona L., negociava com ela um contrato de trabalho que, segundo a acusação, poderia ter sido uma farsa para mantê-la na Suíça. A mãe e a filha eram financeiramente dependentes dele, e após sua prisão, continuaram morando na mesma casa, no mesmo quarto onde os abusos ocorreram, o que Paula L. descreveu como “terrível”. Mãe e filha polonesas enfrentam deportação e negam assistência social Após a prisão de Frei, Iwona L. solicitou assistência social ao município de Untersiggenthal, mas o caso foi encaminhado ao departamento de imigração, que suspeitou de fraude no contrato de trabalho. Como resultado, as autoridades decidiram que mãe e filha, cidadãs polonesas, deveriam deixar a Suíça sob ameaça de deportação forçada. O

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Houthis Atingem Petroleiros Sauditas no Mar Vermelho Após Bloqueio Naval, Tensão Aumenta no Oriente Médio

Houthis Declararam Bloqueio Naval e Atacaram Petroleiros; Tráfego Marítimo em Alerta Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram nesta quarta-feira (22) a realização de uma operação militar contra dois petroleiros sauditas. Segundo o grupo, as embarcações teriam violado um bloqueio naval previamente imposto por eles. A agência marítima britânica UKMTO confirmou que um navio foi atingido, mas não forneceu detalhes adicionais sobre a extensão do dano. Este incidente ocorre em meio a um alerta emitido pela força naval multinacional que atua na região. Navegantes foram informados sobre a preparação dos houthis para atacar embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, um corredor marítimo vital que liga o sul da região ao oceano Índico. Conforme informações de fontes próximas ao grupo rebelde, os houthis teriam completado os preparativos para atacar navios, incluindo a instalação de mísseis e drones nas proximidades de Bab el-Mandeb. O alerta foi divulgado pelo centro de informações da CMF (Forças Marítimas Combinadas), que representa a maior coalizão naval do mundo. A guerra entre Israel e Hamas, que já incluía ataques houthis a navios, expandiu o escopo de atuação da CMF. As informações são baseadas em um texto divulgado na segunda-feira (20) à noite, quando os aliados do Irã, que controlam o oeste do Iêmen, decretaram o embargo a portos sauditas, abrindo uma nova frente no conflito do Oriente Médio. O alerta só circulou na mídia nesta quarta-feira (22). Missão Naval da UE Alerta Navios Mercantes e Impacto no Tráfego Marítimo A missão naval da União Europeia no Oriente Médio emitiu um alerta nesta quarta-feira (22), recomendando que “navios mercantes ligados a interesses israelenses, americanos ou sauditas devem evitar o trânsito no mar Vermelho e no golfo de Aden até que o nível de ameaça diminua”. A ameaça houthis já provoca mudanças significativas no tráfego marítimo da região. O mar Vermelho é uma rota crucial para exportação de petróleo saudita, representando quase 70% do total devido à interdição no estreito de Hormuz. Desde segunda-feira (20), pelo menos nove petroleiros que navegavam no mar Vermelho optaram por retornar em direção ao canal de Suez, no norte, para contornar a África em direção à Ásia. Essa manobra aumenta o tempo de viagem em quase 50%, resultando em custos adicionais importantes. Outros navios também deram meia-volta sem estarem carregados, evitando ir até portos sauditas como Yanbu. A incerteza paira sobre outros navios que utilizam a rota para transportar diversos tipos de bens, especialmente da China para a Europa. Embora os houthis afirmem que essas embarcações não são alvos, a situação permanece tensa. Queda no Tráfego e Aumento no Preço do Petróleo Após Incidentes Dados do monitor MaritimeTraffic, da consultoria Kpler, indicam uma redução drástica no tráfego em Bab el-Mandeb. O número de navios que passaram pelo estreito caiu de 73 na segunda-feira (20) para 29 na terça-feira (21). O preço do petróleo em contratos futuros subiu mais de 3% nesta quarta-feira (22), flutuando em torno de US$ 94 o barril. Este aumento ocorre após uma queda para quase US$ 70 com a trégua

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Terremoto na Venezuela: Disputa Política Rodeia Número Real de Vítimas e Dimensão da Tragédia

Venezuela: A Tragédia do Terremoto e a Guerra de Narrativas sobre Vítimas A magnitude de uma tragédia como o terremoto na Venezuela geralmente atrai atenção global nos primeiros dias. No entanto, o impacto para os sobreviventes se estende muito além das manchetes iniciais, marcando o início de uma árdua jornada de busca por desaparecidos, reconstrução e, crucialmente, a disputa por narrativas e dados oficiais. Esta edição da Cercanías, newsletter da Folha sobre a América Latina, retorna ao evento para analisar as complexidades que emergem após o desastre. O foco principal recai sobre as incertezas em torno do número de afetados e vítimas, um ponto central na atual crise venezuelana. As informações sobre o terremoto na Venezuela, divulgadas pelo regime, têm sido questionadas por especialistas e pela imprensa internacional. Essa divergência de números não é meramente estatística, mas sim uma tentativa de compreender a real dimensão de um desastre em um país já fragilizado. Conforme aponta a matéria, a disputa pelos números rapidamente ganhou contornos políticos, com estimativas independentes sendo usadas para questionar se a extensão da tragédia está sendo minimizada pelas autoridades, conforme reportado pelo New York Times. Governo Venezolano e Números Oficiais Questionados O governo venezuelano afirma que o número de mortos ultrapassa 5.000. Contudo, especialistas em gestão de desastres alertam que o número real de vítimas pode nunca ser conhecido. A estimativa de desaparecidos também é considerada subdimensionada, dado o colapso de edifícios e bairros inteiros. Enquanto isso, grupos da sociedade civil continuam a trabalhar incansavelmente nos escombros em busca de corpos e desaparecidos. A líder interina, Delcy Rodríguez, defende a atuação das autoridades, afirmando que milhares de funcionários públicos e equipes de resgate foram mobilizados desde as primeiras horas após os terremotos, conforme noticiado pelo The Guardian. O governo rejeita a leitura de que a dimensão da tragédia estaria sendo minimizada. Desastres Revelam a Real Capacidade de um Regime O cientista político Javier Corrales, em artigo para o Journal of Democracy, propõe uma reflexão pertinente: grandes desastres não criam governos eficientes ou ineficientes, mas sim tornam visível o que eles já são. As primeiras semanas após os terremotos na Venezuela foram marcadas por dificuldades na coordenação de resgates, barreiras para o acesso de voluntários a áreas atingidas e um aparato estatal cuja capacidade de resposta foi intensamente escrutinada. A Fragilidade Exposta Pelo Terremoto na Venezuela Luz Mely Reyes, jornalista venezuelana e fundadora do site independente Efecto Cocuyo, em análise publicada no El País, descreve o terremoto como um evento que não apenas destruiu infraestrutura, mas também expôs dramaticamente a fragilidade do regime venezuelano. Nas primeiras 48 horas, famílias recorreram às redes sociais em busca de socorro, enquanto voluntários tentavam organizar resgates diante de um aparelho público incapaz de atender à escala da tragédia. Para Reyes, a remoção dos escombros é apenas parte do desafio. A reconstrução da Venezuela exigirá também a reconstrução de suas instituições. Ela apresenta propostas de intelectuais e especialistas venezuelanos para a criação de uma Junta de Emergência, visando um futuro mais resiliente para

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Acordo Nuclear EUA-Arábia Saudita Acende Alerta em Israel: Corrida Armamentista no Horizonte do Oriente Médio?

EUA e Arábia Saudita firmam acordo nuclear histórico, gerando preocupação em Israel Os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram um acordo de cooperação nuclear para fins civis, um pacto considerado histórico e de longa duração. O Secretário de Energia americano, Chris Wright, e o Ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram o acordo e um texto separado sobre salvaguardas. O Departamento de Energia dos EUA destacou que os acordos estabelecem a base jurídica para uma parceria multibilionária, promovendo objetivos econômicos e estratégicos, incluindo a não proliferação nuclear. No entanto, o anúncio gerou imediatas preocupações em Israel, que teme que a iniciativa possa desencadear uma perigosa corrida armamentista na região. A medida também evidencia uma nova dinâmica nas relações dos EUA na região, com Washington traçando um caminho que parece, em parte, independente das prioridades de Tel Aviv. A possibilidade de a Arábia Saudita enriquecer seu próprio combustível nuclear surpreendeu muitos em Israel, país que mantém um programa nuclear militar não declarado. Fontes do governo americano, que pediram anonimato, indicam que o objetivo é garantir que qualquer enriquecimento nuclear ocorra sob supervisão americana, evitando a transferência de tecnologia sensível para Riad e minimizando o risco de desvio para fins militares. O acordo, com duração prevista de 30 anos e avaliado em dezenas de bilhões de dólares, também visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e China. Israel vê deterioração de sua influência em Washington Figuras da oposição israelense e ex-autoridades classificaram o acordo como o mais recente sinal de deterioração da influência de Israel em Washington. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia pressionado por um conflito contra o Irã, posição que, segundo relatos, não era popular nos EUA. O ex-presidente Donald Trump chegou a chamar Netanyahu de “louco” por sua busca agressiva por guerra contra o Hezbollah, aliado iraniano. O acordo nuclear entre EUA e Arábia Saudita não foi comentado diretamente por Netanyahu. Contudo, o Ministro da Economia de Israel, Nir Barkat, tentou acalmar os ânimos, afirmando que Israel pode lidar com um programa nuclear saudita para fins civis, caso seja para necessidades energéticas pacíficas. Barkat também reiterou que a normalização das relações com a Arábia Saudita “ainda está em pauta” e que Netanyahu e Trump não tomariam medidas que colocassem Tel Aviv em risco. Preocupações com a proliferação e o monopólio nuclear israelense Israel detém, há anos, um suposto monopólio sobre armas nucleares na região, embora nunca tenha admitido possuir o armamento. O programa nuclear do Irã, principal rival de Israel, é visto por ambos os países como uma ameaça à segurança nacional. A preocupação agora é que o acordo com a Arábia Saudita possa encorajar outros países, como a Turquia, a desenvolverem seus próprios programas de enriquecimento nuclear, intensificando uma potencial corrida armamentista. Líderes da oposição israelense, como o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, alertaram que o enriquecimento de material nuclear em território saudita pode desencadear uma corrida nuclear com consequências desastrosas. Avigdor Liberman, ex-ministro da Defesa, ecoou

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Nicarágua sem Eleições: Ortega Planeja Fim do Processo Democrático com Apoio da Assembleia Nacional

Assembleia da Nicarágua inicia plano de Ortega para acabar com eleições no país A Nicarágua caminha para um futuro sem eleições, após o presidente Daniel Ortega anunciar sua intenção de encerrar o processo democrático no país. A Assembleia Nacional, controlada por seus aliados, já sinalizou que iniciará as análises necessárias para implementar essa diretriz. A declaração de Ortega, feita durante celebrações da Revolução Sandinista, visa impedir que partidos considerados “criados pelos ianques” cheguem ao poder. “Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder”, afirmou o presidente. Essa medida era amplamente esperada, dada a forte influência de Ortega sobre os poderes no país, onde governa há quase duas décadas. A separação de poderes na Nicarágua é, na prática, uma formalidade, com o Legislativo frequentemente atendendo às antecipações e discursos do líder. Reforma Constitucional e Consolidação do Poder Familiar A história recente da Nicarágua mostra um padrão de alterações constitucionais para consolidar o poder. Em 2014, uma reforma aprovada pela Assembleia Nacional autorizou a reeleição presidencial por tempo indefinido, algo que já havia sido flexibilizado pela Suprema Corte, também sob influência de Ortega. Mais recentemente, em 2025, outra modificação na Constituição concedeu à sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, o cargo de copresidente. Essa manobra é vista como uma estratégia para assegurar a permanência da família Ortega no poder, especialmente diante da saúde fragilizada do presidente, de 80 anos. Eleições Futuras e Classificação como Autocracia As próximas eleições presidenciais estavam previstas para 2027, após a extensão do mandato presidencial de cinco para seis anos. Contudo, o processo eleitoral na Nicarágua já era questionado há tempos. Desde 2008, o instituto V-Dem, referência global em classificação de regimes políticos, classifica o país como uma **autocracia eleitoral**. Essa classificação é atribuída a regimes que realizam eleições multipartidárias, mas onde a votação não é considerada livre nem justa. Denúncias de **fraudes eleitorais** são recorrentes desde 2008. No pleito presidencial de 2021, todos os opositores com chances reais de vitória foram presos antes da votação. Atualmente, muitos críticos do regime foram forçados ao exílio ou perderam a nacionalidade nicaraguense, punidos por serem considerados “traidores da pátria”. A decisão de acabar com as eleições aprofunda a autocratização do país, gerando protestos internacionais. Reações Internacionais e Condenação do Regime A comunidade internacional reagiu com preocupação às novas medidas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que a proposta “revela a verdadeira natureza autoritária” do regime de Ortega e Murillo. Ele apelou para que a comunidade internacional se una em demonstrações de que a ditadura não pode esperar manter relações comerciais normais enquanto frustra os princípios democráticos do hemisfério. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, também se pronunciou, afirmando que os acontecimentos “aprofundam ainda mais as severas restrições às liberdades fundamentais, o desmantelamento do espaço cívico e a erosão constante do Estado de Direito”. Ele reiterou a importância do direito de votar e de se candidatar a cargos públicos para todas as convicções políticas, em conformidade com

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Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades

Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, em uma votação apertada, um orçamento de defesa sem precedentes para o ano fiscal de 2027. A Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) autoriza um gasto de US$ 1,15 trilhão (aproximadamente R$ 5,8 trilhões) para as Forças Armadas, um valor que já gera intensos debates no país. A proposta, que ainda precisa ser votada no Senado, passou na Câmara com 216 votos a favor e 212 contra. A divisão na votação refletiu as profundas divergências partidárias, com a maioria dos republicanos apoiando a medida e a maioria dos democratas se opondo a ela. Essa oposição se intensifica em um momento de cortes em programas sociais. Os democratas expressaram preocupação com o montante destinado ao Pentágono, argumentando que ele contrasta com a redução de verbas para áreas sociais. Além disso, a impopular guerra com o Irã, que já consumiu US$ 37,5 bilhões dos cofres americanos, também é um ponto de discórdia significativo. Conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Republicanos defendem investimento massivo em defesa Em contrapartida, os defensores do orçamento argumentam que os trilhões de dólares são essenciais para fortalecer as Forças Armadas diante dos conflitos globais. Eles citam a necessidade de financiar o desenvolvimento de novos sistemas de defesa, a aquisição de equipamentos modernos e a garantia de benefícios para os militares, como aumentos salariais de até 7% e melhorias nas moradias para tropas e suas famílias. O orçamento proposto para 2027 representa um aumento substancial em relação aos quase US$ 1 trilhão planejados para 2026. O governo Trump já havia sinalizado a intenção de solicitar um aumento de 50%, elevando os gastos militares para US$ 1,5 trilhão. Essa projeção, se concretizada, tornaria as Forças Armadas americanas mais caras que a soma dos exércitos de diversos países importantes, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). Para contextualizar, o orçamento do Ministério da Defesa brasileiro para o mesmo período é de cerca de R$ 145,7 bilhões, representando apenas 2,5% do valor aprovado nos EUA. Essa disparidade evidencia a magnitude do investimento americano em sua capacidade militar. Democratas criticam cortes sociais e ampliação de cooperação com Israel Um dos pontos de maior preocupação para os democratas é a inclusão de uma disposição que visa expandir a cooperação tecnológica militar entre os EUA e Israel. Essa medida vai de encontro aos apelos de muitos cidadãos americanos que defendem a redução do apoio do país ao governo israelense, especialmente em um contexto de tensões regionais. A votação também envolveu a aprovação de um plano orçamentário separado, que abre caminho para gastos adicionais de US$ 95 bilhões. Esses recursos, se aprovados, enviariam mais US$ 60 bilhões ao Pentágono, destinados, segundo o republicano Jodey Arrington, a apoiar as tropas em “prontidão básica de campo de batalha, munição e bombas para terminar o trabalho e voltar para casa em segurança

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Trump aprova acordo nuclear com Arábia Saudita: Enriquecimento de urânio em Riad sob supervisão americana gera debates e preocupações

Acordo Nuclear Histórico entre EUA e Arábia Saudita: Potencial para Enriquecimento de Urânio sob Vigilância Americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita, que pode, no futuro, permitir o enriquecimento de urânio em território saudita. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ), com base em declarações de autoridades do governo americano. O pacto, com duração prevista de 30 anos, tem um valor estimado em dezenas de bilhões de dólares e visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e da China. Segundo o WSJ, o acordo estipula que companhias dos EUA poderiam construir uma planta de enriquecimento de urânio no país. Isso dependeria de um estudo conjunto entre os dois governos, com prazo de dois anos, para avaliar a viabilidade comercial da etapa. Caso os Estados Unidos vetem o avanço do enriquecimento após o estudo, a Arábia Saudita ficaria impedida de buscar essa capacidade sozinha ou com outro parceiro estrangeiro pelos dez anos seguintes. A intenção, segundo autoridades da administração Trump citadas na reportagem, é garantir que qualquer enriquecimento futuro ocorra sob supervisão americana. Esse arranjo tem como objetivo impedir a transferência de tecnologia sensível para Riad e reduzir o risco de desvio de material para fins militares. O acordo está programado para ser assinado nesta quarta-feira (22) pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e pelo ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman. Após a assinatura, o texto será enviado ao Congresso americano para análise, embora a aprovação parlamentar seja considerada desafiadora, pois exigiria uma maioria de dois terços para superar um eventual veto presidencial. Preocupações com Proliferação Nuclear e a Posição Saudita O acordo é considerado sensível devido à recusa da Arábia Saudita em aderir ao chamado “protocolo adicional” da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que permite inspeções mais rigorosas. Além disso, o reino não aceitou o compromisso conhecido como “padrão-ouro”, adotado pelos Emirados Árabes Unidos, de nunca enriquecer urânio nem reprocessar combustível nuclear em solo próprio. Essa postura levanta preocupações sobre a proliferação nuclear na região, especialmente em um contexto de instabilidade no Oriente Médio. Robert Einhorn, ex-autoridade do Departamento de Estado com experiência em não proliferação, destacou ao WSJ que o acordo pode revitalizar a indústria nuclear americana e fortalecer os laços com Riad. Contudo, ele alertou que, sem restrições adequadas sobre o enriquecimento, o risco de proliferação no Oriente Médio e além pode aumentar. Henry Sokolski, diretor-executivo do Centro Educacional de Política de Não-Proliferação, previu que o movimento saudita pode ser seguido por outros países da região, como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Egito, classificando a ideia de um desfecho tranquilo como “delirante”. Diferenças com Governos Anteriores e o Contexto Regional O WSJ também aponta uma diferença em relação à gestão anterior de Joe Biden, que condicionava qualquer cooperação nuclear com os sauditas à normalização das relações do reino com Israel. Esse processo foi interrompido após o

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Protestos na Índia: Modi propõe “tribunais rápidos” contra vazamento de provas, mas oposição exige renúncia de ministro

Crise de vazamento de provas na Índia: Jovens exigem justiça e oposição pressiona governo após promessa de “tribunais rápidos”. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta quinta-feira (23) a criação de “tribunais de julgamento rápido” para punir os responsáveis pelo vazamento de provas nacionais. A medida surge em resposta a dias de intensos protestos de jovens e à pressão da oposição, que pede a renúncia do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. No entanto, a proposta de Modi foi prontamente rejeitada por manifestantes e partidos de oposição. Eles insistem na renúncia imediata do ministro como condição para o fim das manifestações e das interrupções nos trabalhos do Parlamento, que já ocorrem pelo quarto dia consecutivo nesta semana. Os protestos representam o maior desafio da juventude ao governo de Modi desde 2014 e ganharam força com o apoio da oposição, que interrompeu a sessão parlamentar. A crise política atinge o terceiro mandato de Modi, iniciado em 2024, e levanta questões sobre o futuro dos jovens indianos. A informação é baseada no conteúdo divulgado pela fonte 1. Oposição e manifestantes rejeitam “tribunais rápidos” e exigem demissão do ministro Em sua primeira declaração pública sobre o escândalo, Modi postou no X (antigo Twitter) que “nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro de nossos jovens!”. Ele declarou que os “tribunais de julgamento acelerado” garantirão punições rápidas e rigorosas aos envolvidos no vazamento de provas, assegurando que aqueles que tentarem prejudicar o futuro dos jovens “não serão poupados”. Os tribunais de julgamento acelerado, que já existem na Índia para crimes como os de natureza sexual contra mulheres e crianças, terrorismo, lavagem de dinheiro e crimes cometidos por legisladores, visam agilizar processos em um sistema judiciário notoriamente sobrecarregado e lento. A intenção é contornar a morosidade que pode levar anos para concluir casos. Vazamentos de provas afetam milhões e geram revolta nacional O autodenominado Cockroach Janta Party (CJP), ou “Partido das Baratas”, tem liderado os protestos, que foram desencadeados pelos vazamentos de provas que afetaram cerca de 2 milhões de estudantes e foram associados a diversos suicídios. O porta-voz do movimento, Ashutosh Ranka, questionou a eficácia da medida de Modi. “Mas, Modi-ji, diga-nos por que os vazamentos de provas estão ocorrendo neste país, para começar?”, indagou Ranka. Ele também expressou ceticismo sobre a resolução de problemas com a criação de tribunais especiais, afirmando que a resposta à pergunta sobre se eles realmente resolveram as questões “você sabe a resposta, e nós também”. O fundador do CJP, Abhijeet Dipke, declarou que os protestos continuarão até que o Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, renuncie. O líder do principal partido de oposição, o Partido do Congresso, Rahul Gandhi, também acusou Modi de ser o maior prejudicador do futuro dos jovens indianos. Parlamento paralisado e confrontos nas ruas marcam a crise Parlamentares da oposição têm interrompido os trabalhos no Parlamento, exibindo cartazes e gritando slogans que exigem a renúncia de Pradhan. Essa paralisação forçou a suspensão repetida das sessões legislativas. Em contrapartida, parlamentares do partido de

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Monções Devastam Índia, Paquistão e Afeganistão: Mais de 82 Mortos em Tragédia Climática

Chuvas de monções provocam cenário de devastação em três países da Ásia, com mais de 80 vítimas fatais. Um cenário desolador se instalou na Índia, Paquistão e Afeganistão devido às intensas chuvas de monções que assolaram a região nesta semana. Autoridades locais confirmam que ao menos 82 pessoas perderam a vida em meio a inundações catastróficas e deslizamentos de terra. A situação mais crítica é observada no estado indiano de Assam, onde as últimas 24 horas registraram 10 novas mortes, elevando o total para 36 vítimas. O governador Himanta Biswa Sarma descreveu a devastação como algo “sem precedentes”, com precipitações que superaram em 436% a média histórica em algumas áreas montanhosas. Esses volumes extremos de chuva desencadearam enchentes em vilarejos que, segundo o governador, nunca haviam presenciado tamanha destruição. Cerca de 900 mil pessoas em mais de 1.800 vilarejos foram diretamente afetadas, com aproximadamente 30 mil deslocados buscando refúgio em quase 150 abrigos temporários. Conforme informação divulgada pelas autoridades locais, os alagamentos foram intensificados pelas chuvas excepcionais que atingiram o estado vizinho de Nagaland entre os dias 18 e 20 de maio, elevando o nível dos rios, incluindo o Brahmaputra, que corta Assam. Resgates em Larga Escala e Apoio Aéreo em Áreas Isoladas As operações de resgate em Assam contam com o trabalho incessante da Força Aérea da Índia, da Força Estadual de Resposta a Desastres e da Força Nacional de Resposta a Desastres. Para alcançar regiões de difícil acesso, equipes utilizam drones de transporte de carga e mais de 50 pequenas embarcações, adaptadas para navegar em águas rasas onde barcos maiores não conseguem operar. Paquistão e Afeganistão Também Sofrem com as Monções A tragédia não se restringe à Índia. No Afeganistão, na província de Nuristão, e no Paquistão, na província de Khyber Pakhtunkhwa, as enchentes causaram pelo menos 46 mortes e deixaram mais de 100 feridos nas últimas 72 horas. A força das águas foi tamanha que arrastou casas e hotéis, deixando um rastro de destruição total, segundo relatos de moradores locais. A vulnerabilidade desses países às mudanças climáticas é um fator agravante. Especialistas alertam que o aumento na frequência e intensidade de eventos extremos, como enchentes e secas, além do derretimento acelerado de geleiras, coloca milhões de pessoas em risco iminente. Monções: Essenciais, mas Perigosas As chuvas de monções, embora vitais para a agricultura e o abastecimento de água na Índia, também são responsáveis por desastres recorrentes entre os meses de junho e agosto. As mudanças climáticas, em conjunto com a urbanização desenfreada, têm intensificado a frequência e a severidade desses fenômenos naturais, tornando a preparação e a resposta a desastres cada vez mais cruciais. Histórico de Tragédias Ligadas às Monções Este não é um evento isolado. Na semana passada, outras 19 mortes foram registradas em enchentes repentinas e deslizamentos de terra causados pelas monções nos estados indianos de Nagaland e na Caxemira administrada pela Índia, reforçando o padrão de perigo associado a este período do ano.

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Trump Impõe Condição Chocante para Acordo Nuclear com Arábia Saudita: Paz com Israel é Essencial!

Trump Vincula Acordo Nuclear Saudita à Paz com Israel e Nega Enriquecimento de Urânio Em um movimento inesperado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo nuclear civil com a Arábia Saudita está condicionado à paz entre o reino árabe e Israel. A afirmação, feita através de sua rede social Truth Social, contradiz informações anteriores sobre o arranjo e adiciona uma nova camada de complexidade às relações diplomáticas na região. A declaração surge um dia após Washington e Riad confirmarem o acordo, que agora precisará passar pela aprovação do Congresso americano. As reações iniciais indicam uma recepção positiva por parte de Israel, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificando a condição como um “salto histórico à frente” para a paz regional. Os termos exatos do acordo e a ciência prévia da Arábia Saudita sobre a exigência de Trump ainda são pontos de interrogação. No entanto, a posição do ex-presidente, que já se manifestou anteriormente sobre a importância dos Acordos de Abraão, sugere uma estratégia clara para expandir a normalização das relações no Oriente Médio. Conforme informação divulgada pelo Truth Social, o acordo nuclear civil “não haverá enriquecimento de material” e é “totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”. O Legado dos Acordos de Abraão e a Geopolítica Regional Os Acordos de Abraão, promovidos por Trump durante seu primeiro mandato, buscaram normalizar as relações entre Israel e diversas nações árabes, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. O objetivo estratégico principal era isolar o Irã, principal potência xiita da região, em contraste com os vizinhos árabes predominantemente sunitas. A expansão desses acordos para incluir a Arábia Saudita era vista como o próximo grande passo. No entanto, as negociações foram impactadas por conflitos recentes, como os ataques do Hamas a Israel e a subsequente ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Historicamente, a Arábia Saudita condicionava qualquer acordo de paz com Israel à criação de um Estado palestino autônomo, um cenário que se tornou mais distante com o atual contexto de guerra e a recusa do governo Netanyahu em avançar nesse sentido. Preocupações com o Enriquecimento de Urânio e a Proliferação Nuclear Uma das principais preocupações levantadas sobre o acordo nuclear com a Arábia Saudita era a possibilidade de permitir o enriquecimento de urânio no reino com tecnologia americana. Essa perspectiva gerou críticas em Israel e em outros países, temendo uma corrida armamentista nuclear no volátil Oriente Médio. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) confirmou estar ciente das discussões e que americanos e sauditas “planejam pedir à agência para que implementem medidas de verificação”. Contudo, Trump negou explicitamente que o acordo permitirá o enriquecimento de urânio. Ele sugeriu que o acordo saudita seguirá o formato dos acordos anteriores, como o assinado com os Emirados Árabes Unidos em 2009, que prevê a importação de urânio enriquecido dos EUA e submissão a inspeções adicionais da AIEA. A possibilidade de que centrífugas usadas para fins civis possam ser adaptadas para a produção de armas

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Ex-político suíço da ultradireita acusado de estuprar enteada mais de 40 vezes sob sedação; vítimas ameaçadas de deportação

Ultradireitista suíço Patrick Frei é acusado de estuprar enteada sedada mais de 40 vezes; mãe e filha polonesas enfrentam ameaça de deportação Um escândalo abala a Suíça com a denúncia contra Patrick Frei, ex-político local do Partido do Povo Suíço (SVP), acusado de drogar e estuprar sua enteada, então criança, em mais de 40 ocasiões. Os crimes teriam ocorrido sob sedação da vítima, dificultando até mesmo sua memória dos abusos. A mãe da menina, companheira de Frei na época, também teria sido vítima de estupro e outras agressões. As acusações são múltiplas, incluindo tentativa de homicídio e abuso sexual infantil. O caso ganha contornos ainda mais chocantes com a reação das autoridades locais. Em vez de oferecerem o suporte necessário à mãe e à filha, que são cidadãs polonesas, o município de Untersiggenthal e o departamento de imigração de Aargau negaram assistência social integral e ordenaram que deixem o país. A mãe, Iwona L., e a filha, Paula L., agora com 18 anos, relatam sentir-se “vitimizadas duas vezes, duplamente traumatizadas”, tanto pelo agressor quanto pelas autoridades suíças. Patrick Frei, especialista em TI e com 57 anos, ocupava um cargo no parlamento cantonal de Aargau até sua prisão em 2023. Durante sua carreira política, ele frequentemente culpava estrangeiros pela violência contra mulheres e, ironicamente, pouco antes de ser detido, assinou uma petição por medidas mais rigorosas contra pedófilos. O Ministério Público suíço pede prisão perpétua para Frei, que nega grande parte das acusações. Conforme informação divulgada pelo jornal suíço Tages-Anzeiger, as vítimas decidiram tornar seus nomes públicos para encorajar outras vítimas de violência sexual. Acusações graves contra ex-político do SVP A acusação formal contra Patrick Frei demorou quase três anos para ser apresentada, devido à complexidade e à necessidade de análise de um extenso material de imagens e vídeos apreendidos. O Ministério Público detalha que Frei teria sedado a filha de 14 anos de sua então companheira para cometer os estupros, que teriam sido registrados por ele mesmo em vídeos. A lista de crimes imputados a Frei é extensa e inclui múltiplas tentativas de homicídio, estupros, coerção sexual, atentado ao pudor, atos sexuais com crianças, agressões, crimes relacionados a drogas, pornografia e violação de privacidade. As vítimas corriam risco de morte devido à sedação, conforme aponta o Ministério Público. Frei, que atuava como empregador de Iwona L., negociava com ela um contrato de trabalho que, segundo a acusação, poderia ter sido uma farsa para mantê-la na Suíça. A mãe e a filha eram financeiramente dependentes dele, e após sua prisão, continuaram morando na mesma casa, no mesmo quarto onde os abusos ocorreram, o que Paula L. descreveu como “terrível”. Mãe e filha polonesas enfrentam deportação e negam assistência social Após a prisão de Frei, Iwona L. solicitou assistência social ao município de Untersiggenthal, mas o caso foi encaminhado ao departamento de imigração, que suspeitou de fraude no contrato de trabalho. Como resultado, as autoridades decidiram que mãe e filha, cidadãs polonesas, deveriam deixar a Suíça sob ameaça de deportação forçada. O

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Houthis Atingem Petroleiros Sauditas no Mar Vermelho Após Bloqueio Naval, Tensão Aumenta no Oriente Médio

Houthis Declararam Bloqueio Naval e Atacaram Petroleiros; Tráfego Marítimo em Alerta Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram nesta quarta-feira (22) a realização de uma operação militar contra dois petroleiros sauditas. Segundo o grupo, as embarcações teriam violado um bloqueio naval previamente imposto por eles. A agência marítima britânica UKMTO confirmou que um navio foi atingido, mas não forneceu detalhes adicionais sobre a extensão do dano. Este incidente ocorre em meio a um alerta emitido pela força naval multinacional que atua na região. Navegantes foram informados sobre a preparação dos houthis para atacar embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, um corredor marítimo vital que liga o sul da região ao oceano Índico. Conforme informações de fontes próximas ao grupo rebelde, os houthis teriam completado os preparativos para atacar navios, incluindo a instalação de mísseis e drones nas proximidades de Bab el-Mandeb. O alerta foi divulgado pelo centro de informações da CMF (Forças Marítimas Combinadas), que representa a maior coalizão naval do mundo. A guerra entre Israel e Hamas, que já incluía ataques houthis a navios, expandiu o escopo de atuação da CMF. As informações são baseadas em um texto divulgado na segunda-feira (20) à noite, quando os aliados do Irã, que controlam o oeste do Iêmen, decretaram o embargo a portos sauditas, abrindo uma nova frente no conflito do Oriente Médio. O alerta só circulou na mídia nesta quarta-feira (22). Missão Naval da UE Alerta Navios Mercantes e Impacto no Tráfego Marítimo A missão naval da União Europeia no Oriente Médio emitiu um alerta nesta quarta-feira (22), recomendando que “navios mercantes ligados a interesses israelenses, americanos ou sauditas devem evitar o trânsito no mar Vermelho e no golfo de Aden até que o nível de ameaça diminua”. A ameaça houthis já provoca mudanças significativas no tráfego marítimo da região. O mar Vermelho é uma rota crucial para exportação de petróleo saudita, representando quase 70% do total devido à interdição no estreito de Hormuz. Desde segunda-feira (20), pelo menos nove petroleiros que navegavam no mar Vermelho optaram por retornar em direção ao canal de Suez, no norte, para contornar a África em direção à Ásia. Essa manobra aumenta o tempo de viagem em quase 50%, resultando em custos adicionais importantes. Outros navios também deram meia-volta sem estarem carregados, evitando ir até portos sauditas como Yanbu. A incerteza paira sobre outros navios que utilizam a rota para transportar diversos tipos de bens, especialmente da China para a Europa. Embora os houthis afirmem que essas embarcações não são alvos, a situação permanece tensa. Queda no Tráfego e Aumento no Preço do Petróleo Após Incidentes Dados do monitor MaritimeTraffic, da consultoria Kpler, indicam uma redução drástica no tráfego em Bab el-Mandeb. O número de navios que passaram pelo estreito caiu de 73 na segunda-feira (20) para 29 na terça-feira (21). O preço do petróleo em contratos futuros subiu mais de 3% nesta quarta-feira (22), flutuando em torno de US$ 94 o barril. Este aumento ocorre após uma queda para quase US$ 70 com a trégua

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Terremoto na Venezuela: Disputa Política Rodeia Número Real de Vítimas e Dimensão da Tragédia

Venezuela: A Tragédia do Terremoto e a Guerra de Narrativas sobre Vítimas A magnitude de uma tragédia como o terremoto na Venezuela geralmente atrai atenção global nos primeiros dias. No entanto, o impacto para os sobreviventes se estende muito além das manchetes iniciais, marcando o início de uma árdua jornada de busca por desaparecidos, reconstrução e, crucialmente, a disputa por narrativas e dados oficiais. Esta edição da Cercanías, newsletter da Folha sobre a América Latina, retorna ao evento para analisar as complexidades que emergem após o desastre. O foco principal recai sobre as incertezas em torno do número de afetados e vítimas, um ponto central na atual crise venezuelana. As informações sobre o terremoto na Venezuela, divulgadas pelo regime, têm sido questionadas por especialistas e pela imprensa internacional. Essa divergência de números não é meramente estatística, mas sim uma tentativa de compreender a real dimensão de um desastre em um país já fragilizado. Conforme aponta a matéria, a disputa pelos números rapidamente ganhou contornos políticos, com estimativas independentes sendo usadas para questionar se a extensão da tragédia está sendo minimizada pelas autoridades, conforme reportado pelo New York Times. Governo Venezolano e Números Oficiais Questionados O governo venezuelano afirma que o número de mortos ultrapassa 5.000. Contudo, especialistas em gestão de desastres alertam que o número real de vítimas pode nunca ser conhecido. A estimativa de desaparecidos também é considerada subdimensionada, dado o colapso de edifícios e bairros inteiros. Enquanto isso, grupos da sociedade civil continuam a trabalhar incansavelmente nos escombros em busca de corpos e desaparecidos. A líder interina, Delcy Rodríguez, defende a atuação das autoridades, afirmando que milhares de funcionários públicos e equipes de resgate foram mobilizados desde as primeiras horas após os terremotos, conforme noticiado pelo The Guardian. O governo rejeita a leitura de que a dimensão da tragédia estaria sendo minimizada. Desastres Revelam a Real Capacidade de um Regime O cientista político Javier Corrales, em artigo para o Journal of Democracy, propõe uma reflexão pertinente: grandes desastres não criam governos eficientes ou ineficientes, mas sim tornam visível o que eles já são. As primeiras semanas após os terremotos na Venezuela foram marcadas por dificuldades na coordenação de resgates, barreiras para o acesso de voluntários a áreas atingidas e um aparato estatal cuja capacidade de resposta foi intensamente escrutinada. A Fragilidade Exposta Pelo Terremoto na Venezuela Luz Mely Reyes, jornalista venezuelana e fundadora do site independente Efecto Cocuyo, em análise publicada no El País, descreve o terremoto como um evento que não apenas destruiu infraestrutura, mas também expôs dramaticamente a fragilidade do regime venezuelano. Nas primeiras 48 horas, famílias recorreram às redes sociais em busca de socorro, enquanto voluntários tentavam organizar resgates diante de um aparelho público incapaz de atender à escala da tragédia. Para Reyes, a remoção dos escombros é apenas parte do desafio. A reconstrução da Venezuela exigirá também a reconstrução de suas instituições. Ela apresenta propostas de intelectuais e especialistas venezuelanos para a criação de uma Junta de Emergência, visando um futuro mais resiliente para

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Acordo Nuclear EUA-Arábia Saudita Acende Alerta em Israel: Corrida Armamentista no Horizonte do Oriente Médio?

EUA e Arábia Saudita firmam acordo nuclear histórico, gerando preocupação em Israel Os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram um acordo de cooperação nuclear para fins civis, um pacto considerado histórico e de longa duração. O Secretário de Energia americano, Chris Wright, e o Ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram o acordo e um texto separado sobre salvaguardas. O Departamento de Energia dos EUA destacou que os acordos estabelecem a base jurídica para uma parceria multibilionária, promovendo objetivos econômicos e estratégicos, incluindo a não proliferação nuclear. No entanto, o anúncio gerou imediatas preocupações em Israel, que teme que a iniciativa possa desencadear uma perigosa corrida armamentista na região. A medida também evidencia uma nova dinâmica nas relações dos EUA na região, com Washington traçando um caminho que parece, em parte, independente das prioridades de Tel Aviv. A possibilidade de a Arábia Saudita enriquecer seu próprio combustível nuclear surpreendeu muitos em Israel, país que mantém um programa nuclear militar não declarado. Fontes do governo americano, que pediram anonimato, indicam que o objetivo é garantir que qualquer enriquecimento nuclear ocorra sob supervisão americana, evitando a transferência de tecnologia sensível para Riad e minimizando o risco de desvio para fins militares. O acordo, com duração prevista de 30 anos e avaliado em dezenas de bilhões de dólares, também visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e China. Israel vê deterioração de sua influência em Washington Figuras da oposição israelense e ex-autoridades classificaram o acordo como o mais recente sinal de deterioração da influência de Israel em Washington. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia pressionado por um conflito contra o Irã, posição que, segundo relatos, não era popular nos EUA. O ex-presidente Donald Trump chegou a chamar Netanyahu de “louco” por sua busca agressiva por guerra contra o Hezbollah, aliado iraniano. O acordo nuclear entre EUA e Arábia Saudita não foi comentado diretamente por Netanyahu. Contudo, o Ministro da Economia de Israel, Nir Barkat, tentou acalmar os ânimos, afirmando que Israel pode lidar com um programa nuclear saudita para fins civis, caso seja para necessidades energéticas pacíficas. Barkat também reiterou que a normalização das relações com a Arábia Saudita “ainda está em pauta” e que Netanyahu e Trump não tomariam medidas que colocassem Tel Aviv em risco. Preocupações com a proliferação e o monopólio nuclear israelense Israel detém, há anos, um suposto monopólio sobre armas nucleares na região, embora nunca tenha admitido possuir o armamento. O programa nuclear do Irã, principal rival de Israel, é visto por ambos os países como uma ameaça à segurança nacional. A preocupação agora é que o acordo com a Arábia Saudita possa encorajar outros países, como a Turquia, a desenvolverem seus próprios programas de enriquecimento nuclear, intensificando uma potencial corrida armamentista. Líderes da oposição israelense, como o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, alertaram que o enriquecimento de material nuclear em território saudita pode desencadear uma corrida nuclear com consequências desastrosas. Avigdor Liberman, ex-ministro da Defesa, ecoou

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Nicarágua sem Eleições: Ortega Planeja Fim do Processo Democrático com Apoio da Assembleia Nacional

Assembleia da Nicarágua inicia plano de Ortega para acabar com eleições no país A Nicarágua caminha para um futuro sem eleições, após o presidente Daniel Ortega anunciar sua intenção de encerrar o processo democrático no país. A Assembleia Nacional, controlada por seus aliados, já sinalizou que iniciará as análises necessárias para implementar essa diretriz. A declaração de Ortega, feita durante celebrações da Revolução Sandinista, visa impedir que partidos considerados “criados pelos ianques” cheguem ao poder. “Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder”, afirmou o presidente. Essa medida era amplamente esperada, dada a forte influência de Ortega sobre os poderes no país, onde governa há quase duas décadas. A separação de poderes na Nicarágua é, na prática, uma formalidade, com o Legislativo frequentemente atendendo às antecipações e discursos do líder. Reforma Constitucional e Consolidação do Poder Familiar A história recente da Nicarágua mostra um padrão de alterações constitucionais para consolidar o poder. Em 2014, uma reforma aprovada pela Assembleia Nacional autorizou a reeleição presidencial por tempo indefinido, algo que já havia sido flexibilizado pela Suprema Corte, também sob influência de Ortega. Mais recentemente, em 2025, outra modificação na Constituição concedeu à sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, o cargo de copresidente. Essa manobra é vista como uma estratégia para assegurar a permanência da família Ortega no poder, especialmente diante da saúde fragilizada do presidente, de 80 anos. Eleições Futuras e Classificação como Autocracia As próximas eleições presidenciais estavam previstas para 2027, após a extensão do mandato presidencial de cinco para seis anos. Contudo, o processo eleitoral na Nicarágua já era questionado há tempos. Desde 2008, o instituto V-Dem, referência global em classificação de regimes políticos, classifica o país como uma **autocracia eleitoral**. Essa classificação é atribuída a regimes que realizam eleições multipartidárias, mas onde a votação não é considerada livre nem justa. Denúncias de **fraudes eleitorais** são recorrentes desde 2008. No pleito presidencial de 2021, todos os opositores com chances reais de vitória foram presos antes da votação. Atualmente, muitos críticos do regime foram forçados ao exílio ou perderam a nacionalidade nicaraguense, punidos por serem considerados “traidores da pátria”. A decisão de acabar com as eleições aprofunda a autocratização do país, gerando protestos internacionais. Reações Internacionais e Condenação do Regime A comunidade internacional reagiu com preocupação às novas medidas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que a proposta “revela a verdadeira natureza autoritária” do regime de Ortega e Murillo. Ele apelou para que a comunidade internacional se una em demonstrações de que a ditadura não pode esperar manter relações comerciais normais enquanto frustra os princípios democráticos do hemisfério. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, também se pronunciou, afirmando que os acontecimentos “aprofundam ainda mais as severas restrições às liberdades fundamentais, o desmantelamento do espaço cívico e a erosão constante do Estado de Direito”. Ele reiterou a importância do direito de votar e de se candidatar a cargos públicos para todas as convicções políticas, em conformidade com

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Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades

Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, em uma votação apertada, um orçamento de defesa sem precedentes para o ano fiscal de 2027. A Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) autoriza um gasto de US$ 1,15 trilhão (aproximadamente R$ 5,8 trilhões) para as Forças Armadas, um valor que já gera intensos debates no país. A proposta, que ainda precisa ser votada no Senado, passou na Câmara com 216 votos a favor e 212 contra. A divisão na votação refletiu as profundas divergências partidárias, com a maioria dos republicanos apoiando a medida e a maioria dos democratas se opondo a ela. Essa oposição se intensifica em um momento de cortes em programas sociais. Os democratas expressaram preocupação com o montante destinado ao Pentágono, argumentando que ele contrasta com a redução de verbas para áreas sociais. Além disso, a impopular guerra com o Irã, que já consumiu US$ 37,5 bilhões dos cofres americanos, também é um ponto de discórdia significativo. Conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Republicanos defendem investimento massivo em defesa Em contrapartida, os defensores do orçamento argumentam que os trilhões de dólares são essenciais para fortalecer as Forças Armadas diante dos conflitos globais. Eles citam a necessidade de financiar o desenvolvimento de novos sistemas de defesa, a aquisição de equipamentos modernos e a garantia de benefícios para os militares, como aumentos salariais de até 7% e melhorias nas moradias para tropas e suas famílias. O orçamento proposto para 2027 representa um aumento substancial em relação aos quase US$ 1 trilhão planejados para 2026. O governo Trump já havia sinalizado a intenção de solicitar um aumento de 50%, elevando os gastos militares para US$ 1,5 trilhão. Essa projeção, se concretizada, tornaria as Forças Armadas americanas mais caras que a soma dos exércitos de diversos países importantes, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). Para contextualizar, o orçamento do Ministério da Defesa brasileiro para o mesmo período é de cerca de R$ 145,7 bilhões, representando apenas 2,5% do valor aprovado nos EUA. Essa disparidade evidencia a magnitude do investimento americano em sua capacidade militar. Democratas criticam cortes sociais e ampliação de cooperação com Israel Um dos pontos de maior preocupação para os democratas é a inclusão de uma disposição que visa expandir a cooperação tecnológica militar entre os EUA e Israel. Essa medida vai de encontro aos apelos de muitos cidadãos americanos que defendem a redução do apoio do país ao governo israelense, especialmente em um contexto de tensões regionais. A votação também envolveu a aprovação de um plano orçamentário separado, que abre caminho para gastos adicionais de US$ 95 bilhões. Esses recursos, se aprovados, enviariam mais US$ 60 bilhões ao Pentágono, destinados, segundo o republicano Jodey Arrington, a apoiar as tropas em “prontidão básica de campo de batalha, munição e bombas para terminar o trabalho e voltar para casa em segurança

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Trump aprova acordo nuclear com Arábia Saudita: Enriquecimento de urânio em Riad sob supervisão americana gera debates e preocupações

Acordo Nuclear Histórico entre EUA e Arábia Saudita: Potencial para Enriquecimento de Urânio sob Vigilância Americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita, que pode, no futuro, permitir o enriquecimento de urânio em território saudita. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ), com base em declarações de autoridades do governo americano. O pacto, com duração prevista de 30 anos, tem um valor estimado em dezenas de bilhões de dólares e visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e da China. Segundo o WSJ, o acordo estipula que companhias dos EUA poderiam construir uma planta de enriquecimento de urânio no país. Isso dependeria de um estudo conjunto entre os dois governos, com prazo de dois anos, para avaliar a viabilidade comercial da etapa. Caso os Estados Unidos vetem o avanço do enriquecimento após o estudo, a Arábia Saudita ficaria impedida de buscar essa capacidade sozinha ou com outro parceiro estrangeiro pelos dez anos seguintes. A intenção, segundo autoridades da administração Trump citadas na reportagem, é garantir que qualquer enriquecimento futuro ocorra sob supervisão americana. Esse arranjo tem como objetivo impedir a transferência de tecnologia sensível para Riad e reduzir o risco de desvio de material para fins militares. O acordo está programado para ser assinado nesta quarta-feira (22) pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e pelo ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman. Após a assinatura, o texto será enviado ao Congresso americano para análise, embora a aprovação parlamentar seja considerada desafiadora, pois exigiria uma maioria de dois terços para superar um eventual veto presidencial. Preocupações com Proliferação Nuclear e a Posição Saudita O acordo é considerado sensível devido à recusa da Arábia Saudita em aderir ao chamado “protocolo adicional” da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que permite inspeções mais rigorosas. Além disso, o reino não aceitou o compromisso conhecido como “padrão-ouro”, adotado pelos Emirados Árabes Unidos, de nunca enriquecer urânio nem reprocessar combustível nuclear em solo próprio. Essa postura levanta preocupações sobre a proliferação nuclear na região, especialmente em um contexto de instabilidade no Oriente Médio. Robert Einhorn, ex-autoridade do Departamento de Estado com experiência em não proliferação, destacou ao WSJ que o acordo pode revitalizar a indústria nuclear americana e fortalecer os laços com Riad. Contudo, ele alertou que, sem restrições adequadas sobre o enriquecimento, o risco de proliferação no Oriente Médio e além pode aumentar. Henry Sokolski, diretor-executivo do Centro Educacional de Política de Não-Proliferação, previu que o movimento saudita pode ser seguido por outros países da região, como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Egito, classificando a ideia de um desfecho tranquilo como “delirante”. Diferenças com Governos Anteriores e o Contexto Regional O WSJ também aponta uma diferença em relação à gestão anterior de Joe Biden, que condicionava qualquer cooperação nuclear com os sauditas à normalização das relações do reino com Israel. Esse processo foi interrompido após o

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