Natanzinho Lima choca ao admitir uso de Venvanse 70mg para aguentar agenda lotada e relata episódio de arritmia cardíaca
O cantor sertanejo Natanzinho Lima, de apenas 23 anos, gerou grande repercussão ao revelar em entrevista ao podcast Podpah que utiliza a dosagem máxima do medicamento Venvanse, um psicoestimulante de tarja preta, para suportar a intensa rotina de shows.
A declaração expõe a dura realidade de muitos artistas que se submetem a agendas exaustivas, muitas vezes cruzando estados para realizar múltiplas apresentações em um mesmo dia. A equipe do artista, por exemplo, confirmou 22 shows em oito estados apenas para o mês de maio, com diversas “dobradinhas” em cidades distantes.
O artista confessou que a necessidade de manter um alto nível de energia o levou a usar o Venvanse 70mg, a dose mais alta disponível, antes de suas apresentações. O relato, divulgado pelo g1, levanta sérias preocupações sobre a saúde e o bem-estar de músicos que enfrentam pressões extremas em suas carreiras.
Uso de Venvanse e histórico com estimulantes: o que diz a ciência
Natanzinho Lima detalhou que o Venvanse, cujo princípio ativo é o dimesilato de lisdexanfetamina, lhe proporciona uma “vontade de viver” e uma “alegria tão grande”. É importante ressaltar que o Venvanse é um medicamento estritamente indicado para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e do Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA) em adultos, exigindo retenção de receita médica.
O cantor também compartilhou um histórico familiar com estimulantes, revelando ter experimentado “rebite”, uma anfetamina sintética usada ilegalmente por motoristas para inibir o sono, pela primeira vez aos 12 anos. Ele admitiu ter consumido a substância cinco vezes ao longo da vida, contextualizando o uso dentro de um ambiente familiar ligado a motoristas de caminhão.
O uso inadequado de anfetaminas e derivados, como o Venvanse, pode sobrecarregar o sistema cardiovascular. Diretrizes médicas alertam para o risco de episódios agudos de taquicardia, oscilações severas na pressão arterial, colapsos cardíacos e, em casos extremos, morte súbita, especialmente quando combinados com álcool e outras substâncias.
O episódio de arritmia e o perigo da combinação
Durante a entrevista, Natanzinho Lima relatou um incidente alarmante em que combinou o Venvanse 70mg com bebidas alcoólicas e cigarros em uma festa particular. Ele descreveu ter sentido uma **arritmia cardíaca tão intensa que acreditou que “ia morrer”**. Este episódio serve como um alerta grave sobre os riscos de misturar medicamentos controlados com substâncias lícitas e ilícitas.
A combinação de estimulantes com álcool pode potencializar efeitos negativos no coração e no sistema nervoso, aumentando significativamente o risco de eventos cardiovasculares adversos. A falta de acompanhamento médico adequado e o uso recreativo ou para fins de desempenho podem ter consequências devastadoras para a saúde.
A rotina exaustiva da música sertaneja em debate
A declaração de Natanzinho Lima joga luz sobre um debate recorrente no mercado da música brasileira: a **rotina exaustiva de shows**. A necessidade de realizar múltiplas apresentações em curtos períodos, muitas vezes em locais geograficamente distantes, leva muitos artistas a buscarem soluções para manter o pique, o que pode incluir o uso de substâncias.
A agenda de shows de Natanzinho Lima para maio, com 22 apresentações distribuídas em oito estados, incluindo “dobradinhas” em cidades como Alta Floresta (MT) e Várzea Grande (MT), separadas por cerca de 800 quilômetros, exemplifica essa maratona. Outro exemplo é a apresentação em Lavras (MG) e Dourados (MS) no mesmo dia, exigindo um deslocamento interestadual.
Até o fechamento desta matéria, a assessoria de imprensa do cantor não havia se pronunciado oficialmente sobre se o artista possui diagnóstico médico para o uso do Venvanse ou se conta com acompanhamento profissional para gerenciar sua rotina de saúde. O espaço permanece aberto para manifestação.




