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Principais Matérias

Brasil Lidera Importação Global de Carros Chineses: Eletrificados Impulsionam Salto Histórico e Transformam o Mercado Automotivo

Brasil se consolida como o principal destino mundial para veículos chineses, impulsionado pela forte demanda por eletrificados. No primeiro semestre deste ano, o Brasil alcançou uma marca histórica ao se tornar o **maior importador de carros chineses do mundo**, superando a Rússia. O feito, divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), reflete uma mudança significativa no cenário automotivo global e nacional. Os dados, baseados em informações da alfândega chinesa, revelam que o Brasil importou um valor impressionante de **US$ 5,2 bilhões em veículos** entre janeiro e maio. Esse montante deixou a Rússia, segunda colocada, para trás, com importações de US$ 5 bilhões. O crescimento brasileiro em relação ao mesmo período do ano passado foi extraordinário, atingindo quase **147%**. Esse crescimento expressivo nas importações de veículos chineses é majoritariamente impulsionado pela categoria dos **eletrificados**, que representaram **US$ 4,5 bilhões** desse total. Segundo o CEBC, os veículos elétricos já compõem **15% de todas as importações brasileiras provenientes da China**, indicando uma clara preferência do consumidor por essa tecnologia. Mercado Brasileiro: Um Destino Prioritário para Montadoras Chinesas O Brasil é visto pelas montadoras chinesas como um **mercado prioritário** para sua expansão comercial. A combinação de **preços competitivos** e uma **ampla oferta de veículos eletrificados** tem permitido que marcas como BYD e GWM expandam rapidamente sua participação no mercado nacional. Essa estratégia tem se mostrado muito eficaz. A projeção para os próximos anos é ainda mais impactante. Estima-se que os veículos elétricos e híbridos importados da China para o Brasil saltarão de **33% em 2021 para impressionantes 87% em 2025**. Essa tendência aponta para uma **transformação estrutural** no setor automotivo brasileiro. Vendas de Eletrificados Disparam no Brasil Os números da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) corroboram essa tendência. Nos primeiros seis meses do ano, o Brasil emplacou **pouco mais de 215 mil veículos leves eletrificados**, um **aumento de 125%** em comparação com as 95.493 unidades vendidas no mesmo período do ano anterior. O mercado de veículos leves eletrificados mais que dobrou em 12 meses. Em junho, o mercado brasileiro de veículos leves eletrificados registrou um **recorde de participação (market share) de 18%**, e ao longo do primeiro semestre, alcançou **16%**. Isso significa que, de cada 100 veículos leves comercializados no Brasil nos primeiros seis meses, **16 eram eletrificados**. A média mensal de vendas no semestre foi de 35.837 unidades. Mudança Estrutural no Comportamento do Consumidor Para a ABVE, esses números indicam uma **mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro**. Enquanto o mercado automotivo total do setor cresceu 20% no semestre, os veículos eletrificados apresentaram um crescimento de **125%**, seis vezes superior. O presidente da ABVE, Ricardo Bastos, celebrou os resultados, destacando o trabalho pela inovação tecnológica e pelo transporte limpo. A ascensão dos veículos chineses no mercado mundial já causa repercussões globais, com notícias de demissões em outros países para se adaptar à nova realidade da demanda. A Alemanha, por exemplo, anunciou um plano para demitir até 100 mil funcionários diante da crescente presença dos modelos chineses.

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Irã dispara mísseis contra EUA no Oriente Médio: Ataque surpresa interceptado, tensão aumenta após Trump recuar de ofensiva maior

Irã lança mísseis contra forças dos EUA no Oriente Médio, aumentando a tensão regional Os Estados Unidos anunciaram que o Irã realizou o lançamento de múltiplos mísseis balísticos contra suas forças no Oriente Médio. A ação representa uma retomada de ataques do tipo por parte da República Islâmica contra alvos americanos na região, após o presidente Donald Trump ter, na semana passada, recuado de uma promessa de escalar o conflito. O Comando Central das Forças Armadas Americanas (Centcom), responsável pela área, divulgou em comunicado que os projéteis foram disparados em uma “tentativa de ataque surpresa”. A nota, publicada na rede social X, assegura que “todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso” e que as forças americanas permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão. Apesar da confirmação do ataque, os detalhes sobre os alvos específicos não foram divulgados, e o regime iraniano ainda não comentou oficialmente o ocorrido. Informações preliminares, citadas pelo site Axios com base em uma autoridade americana não nomeada, apontam que os mísseis balísticos iranianos teriam sido direcionados a uma base dos EUA na Jordânia. Conforme informação divulgada pelo Axios, o presidente americano, Donald Trump, havia considerado um “ataque maciço” contra o Irã, mas suspendeu as retaliações após advertências de sua cúpula militar. Retomada de ataques e incertezas políticas A recente ofensiva iraniana ocorre em um momento de particular instabilidade. Na quinta-feira passada, Donald Trump chegou a declarar que estava “considerando um ataque maciço, maior do que nunca” contra o Irã. No entanto, na sexta-feira, ele suspendeu os ataques planejados ao regime, após ser alertado pela cúpula militar americana sobre a redução dos estoques de armas do país sem o efeito desejado. Trump, por sua vez, negou problemas no arsenal americano, afirmando que Washington possui munição suficiente. Recentemente, Trump indicou estar “em conversas muito profundas com o Irã”. Contudo, o regime persa publicamente rejeita negociações, buscando fortalecer sua posição enquanto mantém suas ações de interrupção no estreito de Hormuz. Essa estratégia é amplificada pela atuação dos rebeldes houthis no Iêmen, aliados do Irã, que têm ameaçado navios e portos na Arábia Saudita no Mar Vermelho, aumentando o risco de disrupção global. Alianças regionais e o papel de Israel A escalada de tensões também coincide com uma nova visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca. Netanyahu se reuniu a portas fechadas com Trump e participou de um evento em memória ao senador republicano Lindsey Graham, um conhecido apoiador de ações contra o Irã. A Arábia Saudita, que apoia a coalizão que combate os houthis, voltou a bombardear os rebeldes na semana passada, intensificando o conflito regional. O Irã, por meio de seus aliados, busca consolidar sua influência na região, enquanto os Estados Unidos mantêm uma postura de vigilância e defesa. A dinâmica de ataques e contra-ataques, aliada às complexas relações diplomáticas e militares, sugere um cenário de crescente instabilidade no Oriente Médio, com potenciais desdobramentos globais.

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Terremoto de Magnitude 7,1 Atinge Sul do Japão, Derruba Prédios e Deixa Mortos em Shopping

Fortes tremores sacodem o sul do Japão, com epicentro em Kumamoto, provocando destruição e pânico. Autoridades confirmam mortos em shopping center, enquanto equipes de resgate trabalham contra o tempo. Um grave terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na terça-feira (28), causando **destruição generalizada**. Edifícios desabaram, estradas foram danificadas e incêndios eclodiram em diversas áreas, gerando um cenário de caos. O impacto mais dramático ocorreu em um shopping center na cidade de Kashima, onde o desabamento do segundo andar e uma subsequente explosão deixaram mortos, segundo informações da TV Asahi citando a polícia. Dezenas de trabalhadores estariam desaparecidos e presos nos escombros, conforme relatado pela emissora japonesa NHK. A primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou que a extensão total das vítimas e dos danos ainda está sendo avaliada, mas já há relatos de feridos. O governo anunciou o envio de 3.600 militares para auxiliar nas operações de resgate, em meio a contínuas réplicas do tremor na ilha de Kyushu. Conforme informação divulgada pela imprensa local, o evento representa um duro golpe para a região, que já sofreu com um terremoto devastador em 2016. Desabamentos e Tragédia em Shopping Center O shopping da rede Aeon, em Kashima, que havia sido recentemente reinaugurado após ser destruído por um terremoto em 2016, foi palco de uma tragédia. Uma lateral inteira do edifício, que abrigava cerca de 200 lojas, foi completamente destruída, expondo vigas de aço e espalhando destroços por um estacionamento adjacente. Equipes de resgate trabalham intensamente para retirar pessoas dos escombros, com a NHK reportando que entre 20 e 30 trabalhadores do centro comercial estão desaparecidos. Infraestrutura Danificada e Serviços Interrompidos O terremoto causou **interrupções significativas no fornecimento de energia**, deixando cerca de 40 mil residências sem eletricidade, segundo a concessionária Kyushu Electric Power. Falhas nas redes de transmissão e a falta de energia também afetaram os serviços de telefonia móvel. Rodovias apresentaram grandes rachaduras, um trem de carga descarrilou e a circulação ferroviária foi paralisada. Passageiros de um trem-bala também ficaram feridos, informou o jornal Nikkei. Repercussões e Alerta para Novos Tremores O aeroporto de Kumamoto foi fechado, levando ao cancelamento e desvio de voos. A Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para o **risco de novos tremores fortes** ao longo da próxima semana, além da possibilidade de deslizamentos de terra. Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas e procurar abrigos seguros. A fabricante de chips TSMC e empresas como Sony e Fujifilm evacuaram suas fábricas na região por precaução, embora a TSMC tenha informado que as operações retornarão à normalidade gradualmente. Contexto Sísmico do Japão O Japão, localizado no Anel de Fogo do Pacífico, é uma das regiões com maior atividade sísmica do mundo. O país registra aproximadamente 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior em todo o planeta. O terremoto de 2016 em Kumamoto, por exemplo, foi o mais letal no Japão entre 2011 e 2024, deixando 277 mortos e mais de 2.800 feridos. Partes do histórico castelo de

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Advogados Argentinos Denunciam Javier Milei por Uso de Dinheiro Público em Comício de Flávio Bolsonaro no Brasil

Advogados Argentinos Denunciam Javier Milei por Uso de Dinheiro Público em Comício de Flávio Bolsonaro no Brasil O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta uma denúncia criminal apresentada por dois advogados argentinos. A acusação central é o uso indevido de recursos públicos para participar de um evento político em São Paulo, no Brasil, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A ação judicial alega que Milei cometeu crimes como malversação de recursos públicos e descumprimento de seus deveres como funcionário público. O argumento é que ele utilizou o avião presidencial, sua comitiva oficial e verbas do Estado para comparecer a um ato com caráter estritamente partidário em território brasileiro. A denúncia, conforme noticiado, foi apresentada um dia após o governo brasileiro reagir às declarações feitas por Milei durante o evento. A controvérsia gerou reações diplomáticas e políticas entre os dois países vizinhos. Milei Acusado de Desvio de Finalidade e Interferência Política Os advogados José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio sustentam que o presidente argentino desviou a finalidade de sua viagem oficial. Segundo a denúncia, isso ocorreu ao fazer ataques diretos ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem se referiu como “presidiário”, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, chamado de “lixo careca”. Moraes foi citado pois, anteriormente, não permitiu que Milei se encontrasse com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. As declarações de Milei, segundo os denunciantes, ocorreram em um contexto de oposição e configuraram uma clara interferência na política interna brasileira, violando o princípio internacional da não intervenção. Princípios Internacionais Citados na Denúncia Para fundamentar a denúncia, a petição cita documentos importantes como a Carta da ONU (Organização das Nações Unidas) e a Carta da OEA (Organização dos Estados Americanos). Além disso, menciona a Resolução 2625 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que estabelece que um Estado não deve intervir nos assuntos internos de outro. Os advogados também solicitam que órgãos como a Casa Militar e a Chefia de Gabinete informem detalhadamente os gastos da viagem, a lista de integrantes da comitiva, as diárias pagas e as ordens de voo da aeronave presidencial. Eles pedem, ainda, que Javier Milei seja interrogado após a conclusão da produção das provas. Repercussão Diplomática e Política no Brasil A denúncia contra Javier Milei surge em um momento de tensão diplomática. O governo brasileiro já havia reagido às declarações do presidente argentino. Lula ironizou a figura de Milei com a pergunta “Quem é esse cara?”. Em resposta às falas de Milei, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas. Adicionalmente, o representante argentino no Brasil foi chamado para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. A embaixada argentina no Brasil foi procurada para comentar o caso, mas, até o momento da publicação desta notícia, ainda não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações.

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Odessa: O Balneário Ucraniano Onde Turistas Ignoram Bombas em Praias Lotadas, Preços Disparam e o Luxo Convive com o Perigo Constante

Odessa: Luxo, Lazer e o Risco Constante de Bombas em um Refúgio Ucraniano A Ucrânia, em meio ao conflito com a Rússia, apresenta um cenário surpreendente em Odessa. O popular balneário, conhecido como a “pérola do Mar Negro”, atrai turistas em busca de descanso e lazer, mesmo sob a ameaça iminente de bombardeios. A cidade, que ostenta um estilo arquitetônico mediterrâneo com influências francesas e italianas, tornou-se um símbolo de resiliência, onde o luxo e a vida cotidiana convivem lado a lado com a guerra. Apesar do perigo constante, as praias de Odessa permanecem lotadas, e a população local parece ter desenvolvido uma notável indiferença aos ataques. Essa atitude, embora chocante, reflete a adaptação a uma nova realidade. As sirenes de ataque aéreo soam de quatro a seis vezes por dia, e mísseis cruzam o céu, mas a vida segue, com vendedores ambulantes e banhistas ignorando os avisos, conforme relatos. A experiência em Odessa é marcada por fortes contrastes, onde a busca por normalidade se choca com a brutalidade da guerra. Preços elevados, restaurantes lotados e a necessidade de reservas com antecedência compõem o cenário de lazer, enquanto o som de geradores e os cortes de energia à noite remetem à dura realidade do país. Essa dualidade foi detalhada em um relato recente, que capturou a essência dessa cidade ucraniana única. A Fascinação e o Alto Custo de Odessa A viagem a Odessa, mesmo com os perigos, atrai por seu apelo turístico. No entanto, conforme relatado, a gasolina para chegar à cidade a partir de Kiev já custa em torno de US$ 130 (aproximadamente R$ 722) a viagem de ida e volta. Em Odessa, o custo de vida também surpreende: em três dias, duas pessoas podem gastar cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.552), sem luxos excessivos, mantendo um padrão de classe média. A culinária, embora saborosa, também pesa no bolso, com um jantar simples para duas pessoas custando em média US$ 50 (R$ 278). Praias Lotadas Sob o Risco de Bombas e Mísseis O que mais impressiona em Odessa é a convivência pacífica aparente entre o luxo e a ameaça constante de ataques. As praias, reabertas oficialmente, atraem multidões, mesmo com a proximidade de ataques recentes. Em 19 de julho, um ataque russo com mísseis próximo ao porto matou dez pessoas. No dia seguinte, outro bombardeio deixou três mortos. Em 21 de julho, o centro histórico foi atingido. Apesar disso, os banhistas demonstram uma calma impressionante, muitas vezes ignorando alertas de mísseis que se aproximam. Os abrigos existem, mas ficam a dez minutos de caminhada, levando a maioria a permanecer nas areias, observando o céu. Em um bombardeio mais intenso, o refúgio improvisado foi um bar com teto de palha, uma proteção mais psicológica do que física. A indiferença diante dos mísseis, como comentado por alguns, é um retrato da adaptação a uma guerra que se tornou parte do cotidiano. A Importância Estratégica e Histórica de Odessa Odessa, com mais de um milhão de habitantes, é um

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Novo oficializa Romeu Zema para Presidência em 2026: Empresário e ex-governador mira o Planalto com foco em gestão

Romeu Zema é o escolhido pelo Novo para a corrida presidencial de 2026 O Partido Novo confirmou oficialmente, nesta segunda-feira (27), a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República em 2026. A decisão foi tomada em convenção nacional realizada em Brasília, marcando o início formal da jornada eleitoral do ex-governador de Minas Gerais rumo ao Planalto. Apesar da oficialização de Zema como cabeça de chapa, o partido ainda não definiu quem será o seu vice. A convenção contou com a presença de importantes figuras do Novo, como o presidente nacional Eduardo Ribeiro e o senador Eduardo Girão, que se filiou à legenda recentemente. Romeu Zema, com formação em administração de empresas pela FGV, construiu sua carreira no setor empresarial antes de ingressar na política. Sua primeira incursão eleitoral foi em 2018, quando conquistou o governo de Minas Gerais, sendo reeleito em 2022. A renúncia ao cargo em março deste ano foi um passo estratégico para se dedicar integralmente à campanha presidencial, conforme divulgado pelo partido. Trajetória de Zema: do empresariado à disputa pelo Planalto A trajetória de Romeu Zema na política começou com uma vitória expressiva em 2018, quando se elegeu governador de Minas Gerais pelo Novo. Sua gestão foi marcada por uma linha de austeridade e foco em eficiência administrativa, características que ele pretende levar para a esfera federal. A reeleição em 2022 reforçou sua popularidade no estado. A renúncia ao governo de Minas Gerais, em março deste ano, sinalizou a ambição presidencial de Zema. O movimento permitiu que ele se desvinculasse das responsabilidades estaduais para se dedicar inteiramente à construção de sua campanha nacional e à articulação com outras forças políticas. A estratégia visa consolidar sua imagem como um nome forte para a sucessão do atual governo federal. Convenções partidárias marcam o calendário eleitoral A oficialização da candidatura de Romeu Zema pelo Novo se insere em um calendário intenso de convenções partidárias. A Agência Brasil tem acompanhado de perto esses eventos, que definem os rumos das principais legendas na corrida eleitoral. Outros partidos já agendaram suas convenções, como o PCdoB, PSTU e PV, previstos para o final de julho, seguidos pelo PCO, PT e PSB no início de agosto. Essas convenções são momentos cruciais para a definição de alianças, escolha de candidatos a vice-presidente e o lançamento oficial das plataformas políticas que disputarão a preferência do eleitorado. O Novo, ao lançar Zema, busca se posicionar como uma alternativa de gestão e renovação na política brasileira, apostando na experiência de seu candidato.

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Governo Lula libera R$ 200 Bilhões em Créditos de Risco e Deixa Conta para o Brasil, Economistas Alertam

Governo Lula libera R$ 200 Bilhões em Créditos de Risco e Deixa Conta para o Brasil Nos primeiros três anos do mandato do governo Lula, foram autorizadas operações de crédito que somam R$ 207 bilhões para estados e municípios. Contudo, um estudo recente aponta que o sistema utilizado para conceder essas liberações falha em identificar a real situação fiscal das administrações locais. A União atua como fiadora em grande parte dessas transações, assumindo a dívida caso estados e municípios não honrem seus compromissos. Apesar da exigência de contragarantias, a recuperação dos recursos tem sido dificultada, pois entes federativos inadimplentes frequentemente recorrem à Justiça. Esse cenário levanta preocupações sobre a socialização dos riscos entre todos os contribuintes brasileiros, como destaca o analista Murilo Viana. Conforme informações divulgadas por economistas da FGV Ibre, o modelo atual de avaliação fiscal pode estar deixando a conta para o país. Pesquisadores Criticam Critérios de Avaliação Fiscal do Governo Um estudo conduzido pelos economistas Manoel Pires e Felipe Luduvice, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), testou os principais indicadores usados pelo Tesouro Nacional para medir a capacidade de pagamento de estados e municípios. O objetivo era verificar se esses critérios conseguiriam prever com antecedência dificuldades financeiras. A análise de episódios ocorridos entre 2004 e 2019, como inadimplências em dívidas garantidas pela União e atrasos no pagamento de salários, levou à conclusão de que os critérios centrais da Capacidade de Pagamento (Capag) não se mostraram estatisticamente relevantes para prever crises fiscais. Mesmo o nível de endividamento, um dos indicadores mais observados na política fiscal, não foi suficiente para identificar estados em trajetória de deterioração financeira. A principal fragilidade, segundo Viana, é que o governo avalia o crédito olhando para o passado, sem examinar suficientemente a sustentabilidade futura das receitas e o crescimento das despesas obrigatórias. Amapá: Exemplo de Risco Assumido pela União Um exemplo prático dessa fragilidade foi o caso do Amapá. O estado admitiu um rombo de quase R$ 1 bilhão em seu caixa pouco mais de um mês após contratar um empréstimo de R$ 536 milhões com garantia do Tesouro Nacional. Com o aval da União, o governo federal terá que honrar os pagamentos caso o Amapá não quite a dívida. Essa situação ilustra como a União se torna o “grande irmão” no federalismo brasileiro, assumindo riscos que podem sobrecarregar os cofres públicos. A liberação de créditos de risco com base em indicadores falhos aumenta a possibilidade de que as consequências recaiam sobre todos os contribuintes. Estudo Propõe Mudanças para Avaliação de Risco Mais Precisa Diante das falhas identificadas na Capag, o estudo sugere a adoção de novos critérios para uma previsão mais precisa de crises fiscais. Os pesquisadores apontam que a evolução da Receita Corrente Líquida (RCL), o resultado primário, o peso das despesas com pessoal e o envelhecimento da população são variáveis com maior capacidade preditiva. Estados com crescimento mais fraco da RCL e pior resultado primário apresentam maior risco. O estudo também indica que o risco aumenta

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Haiti marca eleições presidenciais para dezembro após década sem votação, mas insegurança e gangues geram ceticismo

Haiti define data para eleições presidenciais após 10 anos de hiato, com desafios de segurança em foco O Haiti tem um novo cronograma para as primeiras eleições presidenciais em uma década. O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) anunciou que o primeiro turno ocorrerá em 13 de dezembro, com um possível segundo turno em fevereiro. Esta votação, que também incluirá eleições legislativas e referendo constitucional, estava originalmente prevista para agosto, mas foi adiada devido à grave crise de segurança no país. A nação caribenha não realiza eleições desde 2016, e a instabilidade política se agravou com o assassinato do presidente Jovenel Moise em 2021. Governos subsequentes citaram a violência generalizada, impulsionada por gangues armadas, como impedimento para a realização de pleitos democráticos. Apesar do anúncio do calendário, analistas expressam ceticismo sobre a efetiva realização das eleições. A persistente violência das gangues, que controlam grande parte da capital, Porto Príncipe, e expandiram sua influência para áreas rurais, gera um cenário de incerteza. A informação é do portal Reuters. Calendário eleitoral e condições para realização O novo calendário eleitoral estabelecido pelo CEP prevê o primeiro turno para 13 de dezembro, com a divulgação dos resultados finais em 7 de março de 2025. Um eventual segundo turno está agendado para 21 de fevereiro. As eleições permitirão aos cidadãos votar em um referendo sobre mudanças constitucionais e eleger representantes locais, além do presidente. Contudo, o próprio conselho ressaltou que a realização do processo eleitoral depende fundamentalmente do “estabelecimento de um clima de segurança aceitável e da disponibilidade dos recursos necessários para conduzir as operações eleitorais”. Essa condição sublinha a magnitude dos desafios enfrentados pelo Haiti. Violência de gangues e o impacto na população A violência perpetrada por gangues armadas, muitas delas unidas na aliança Viv Ansanm, tem um impacto devastador na vida dos haitianos. Relatos indicam escassez de alimentos, extorsões, sequestros e deslocamentos forçados, com cerca de 12% da população vivendo em acampamentos improvisados ou com familiares. A aliança Viv Ansanm, que busca reconhecimento político, é acusada de crimes graves como sequestros em massa, estupros coletivos e assassinatos indiscriminados. A expansão do controle territorial por parte das gangues, que já dominam a maior parte da capital e sua região metropolitana, dificulta o acesso a locais de votação. O presidente do CEP, Jacques Desrosiers, já havia apontado a piora no acesso a centenas de locais avaliados anteriormente, à medida que a atuação das gangues se intensificava para além de Porto Príncipe. Preparativos em andamento e ceticismo persistente Em paralelo ao anúncio do calendário, o CEP informou que iniciou o registro de eleitores e o treinamento de agentes de segurança eleitoral. Uma lista definitiva com mais de 300 partidos políticos aprovados para participar do processo também foi publicada. No entanto, a situação de insegurança generalizada alimenta o ceticismo entre observadores e a própria população sobre a capacidade do país de realizar eleições livres e justas. A comunidade internacional tem acompanhado de perto a situação no Haiti, com preocupações sobre a estabilidade e a necessidade de um processo democrático

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Trump pede à Suprema Corte para restringir voto por correio antes das eleições de meio de mandato nos EUA

Governo Trump recorre à Suprema Corte para restringir voto por correio em eleições de meio de mandato O governo do presidente Donald Trump fez um apelo à Suprema Corte dos Estados Unidos para que autorize a implementação nacional de um decreto que visa impor restrições à votação por correio. A medida busca impactar as eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro e definirão o controle do Congresso. O Departamento de Justiça solicitou aos ministros da corte que suspendam uma decisão anterior de uma juíza federal. Essa decisão impedia a aplicação da diretiva de Trump na capital e em 23 estados, muitos deles governados por democratas, que consideram o decreto inconstitucional. Uma resposta sobre o caso é esperada até o dia 3 de agosto. O decreto de Trump, emitido em março, faz parte de seus esforços contínuos para promover mudanças no sistema eleitoral americano. O republicano, que tem feito alegações infundadas de fraude eleitoral, pressiona o Congresso, controlado por republicanos, a aprovar o controverso pacote de restrições ao voto conhecido como Lei Save America. Conforme informação divulgada pela fonte, o presidente prometeu acabar com o uso de cédulas de votação por correio em todo o país, questionando sua segurança, apesar da raridade de fraudes comprovadas. Decisão judicial inicial e argumentos dos estados A juíza federal Indira Talwani rejeitou o argumento do governo de que os estados não teriam legitimidade para contestar o decreto presidencial. Ela decidiu que o presidente não possuía autoridade para determinar mudanças na condução das eleições federais pelos estados, pois a Constituição dos EUA atribui a eles a responsabilidade de estabelecer os critérios de elegibilidade dos eleitores. Os estados que contestam a medida, como Califórnia e Massachusetts, entraram com ações na Justiça federal em Boston. Eles argumentam que o decreto impactaria a administração de seus sistemas eleitorais, aumentando custos e gerando ameaça de responsabilização criminal. A juíza Talwani também considerou que as agências federais não possuem capacidade para compilar listas precisas de cidadãos para cada estado. Conteúdo do decreto e os próximos passos legais Além de restringir a votação por correio, o decreto de Trump determinou que o Departamento de Segurança Interna (DHS) elaborasse e encaminhasse aos estados uma lista de cidadãos americanos aptos a votar. O Departamento de Justiça também deveria priorizar investigações e processos contra autoridades eleitorais que emitissem cédulas para pessoas consideradas inelegíveis. O Serviço Postal dos EUA também foi instruído a entregar cédulas apenas aos eleitores incluídos nas listas estaduais aprovadas para votação por correio, uma diretriz que o órgão começou a implementar recentemente. O Departamento de Justiça havia tentado suspender a decisão de Talwani junto ao Tribunal de Apelações do 1º Circuito dos Estados Unidos, mas o pedido foi rejeitado no último sábado (25). Impacto nas eleições de meio de mandato A tentativa de restringir o voto por correio tende a beneficiar os republicanos, uma vez que eleitores democratas utilizam esse método com maior frequência. A decisão da Suprema Corte sobre o caso é aguardada com expectativa, pois pode moldar significativamente

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Trump: A Linguagem Narcisista e a Mobilização de Medos Primitivos que Criam Vínculos Fortes com Apoiadores, Analisam Especialistas

Donald Trump: O Mestre da Comunicação Narcisista que Conecta com o Eleitorado Através de Medos e Superioridade A forma como Donald Trump se comunica tem sido objeto de intenso estudo por especialistas. Sua retórica, marcada pela autoexaltação, simplificação de temas complexos e o apelo a emoções primárias, como medo e raiva, é vista como uma estratégia eficaz para construir e manter um forte vínculo com seus apoiadores. Essa abordagem discursiva, segundo analistas, não é acidental, mas sim um reflexo de uma autoimagem poderosa e de uma visão de mundo sem freios. A capacidade de Trump em se conectar com as angústias e desejos de seu público, mesmo que de forma controversa, é um dos pilares de seu sucesso político. A análise de suas falas revela um padrão consistente que busca mobilizar sentimentos de pertencimento e admiração, ao mesmo tempo em que demoniza oponentes. Essa dinâmica, conforme apontam especialistas, ecoa táticas de comunicação política de outras épocas, mas adaptada ao contexto contemporâneo. As informações são de análise de quase 4.000 falas públicas do ex-presidente, conforme Folha. A Linguagem Narcisista e a Superioridade como Pilar Discursivo O professor Caetano Galindo, especialista em linguística, descreve Donald Trump como um narcisista com poucas obsessões, sendo a ideia de **superioridade** a principal delas. Segundo Galindo, Trump se interessa em semear conflitos contra inimigos externos por meio de discursos paranoicos e simples, uma tática que visa fortalecer a imagem de um líder forte e inabalável diante de ameaças. Essa postura se manifesta não apenas pela confiança expressa em suas falas, mas também pela correlação entre o uso de pronomes da terceira pessoa do plural e o aumento de sentimentos como **raiva e medo**. A estrutura de seus discursos, por vezes comparada à infantil, com baixa variedade vocabular, veicula ideias diretas e impactantes, que precisam ser apresentadas de forma crua para serem compreendidas por seu público. Ecoando Táticas Históricas de Mobilização e Divisão Galindo aponta semelhanças entre a retórica de Trump e a tradição da comunicação política que remete a figuras como Adolf Hitler, moldada por Joseph Goebbels. As mensagens divisivas, a concentração de poucas ideias repetidas exaustivamente, são elementos que visam criar um **senso de unidade** entre os apoiadores contra um inimigo comum. No entanto, o professor não vê Trump como alguém moldado por assessores com discursos calculados. Pelo contrário, ele o define como um orador espontâneo que atinge os **medos primais** de seu público, como o medo do outro e do diferente. Esses medos, segundo ele, servem de combustível para alimentar fúria, raiva e ódio, sentimentos poderosos agregadores. Populismo Autoritário e a Exploração do Inconsciente Coletivo Para o historiador John Abromeit, considerar o contexto social é fundamental para entender o uso da linguagem por líderes políticos. Ele nota semelhanças entre Trump e outros populistas autoritários analisados por teóricos da Escola de Frankfurt. A característica principal desses discursos é a mobilização de pessoas, muitas vezes de classes mais baixas, para objetivos políticos que podem ir contra seus próprios interesses. Abromeit argumenta que Trump opera dessa forma,

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Brasil Lidera Importação Global de Carros Chineses: Eletrificados Impulsionam Salto Histórico e Transformam o Mercado Automotivo

Brasil se consolida como o principal destino mundial para veículos chineses, impulsionado pela forte demanda por eletrificados. No primeiro semestre deste ano, o Brasil alcançou uma marca histórica ao se tornar o **maior importador de carros chineses do mundo**, superando a Rússia. O feito, divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), reflete uma mudança significativa no cenário automotivo global e nacional. Os dados, baseados em informações da alfândega chinesa, revelam que o Brasil importou um valor impressionante de **US$ 5,2 bilhões em veículos** entre janeiro e maio. Esse montante deixou a Rússia, segunda colocada, para trás, com importações de US$ 5 bilhões. O crescimento brasileiro em relação ao mesmo período do ano passado foi extraordinário, atingindo quase **147%**. Esse crescimento expressivo nas importações de veículos chineses é majoritariamente impulsionado pela categoria dos **eletrificados**, que representaram **US$ 4,5 bilhões** desse total. Segundo o CEBC, os veículos elétricos já compõem **15% de todas as importações brasileiras provenientes da China**, indicando uma clara preferência do consumidor por essa tecnologia. Mercado Brasileiro: Um Destino Prioritário para Montadoras Chinesas O Brasil é visto pelas montadoras chinesas como um **mercado prioritário** para sua expansão comercial. A combinação de **preços competitivos** e uma **ampla oferta de veículos eletrificados** tem permitido que marcas como BYD e GWM expandam rapidamente sua participação no mercado nacional. Essa estratégia tem se mostrado muito eficaz. A projeção para os próximos anos é ainda mais impactante. Estima-se que os veículos elétricos e híbridos importados da China para o Brasil saltarão de **33% em 2021 para impressionantes 87% em 2025**. Essa tendência aponta para uma **transformação estrutural** no setor automotivo brasileiro. Vendas de Eletrificados Disparam no Brasil Os números da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) corroboram essa tendência. Nos primeiros seis meses do ano, o Brasil emplacou **pouco mais de 215 mil veículos leves eletrificados**, um **aumento de 125%** em comparação com as 95.493 unidades vendidas no mesmo período do ano anterior. O mercado de veículos leves eletrificados mais que dobrou em 12 meses. Em junho, o mercado brasileiro de veículos leves eletrificados registrou um **recorde de participação (market share) de 18%**, e ao longo do primeiro semestre, alcançou **16%**. Isso significa que, de cada 100 veículos leves comercializados no Brasil nos primeiros seis meses, **16 eram eletrificados**. A média mensal de vendas no semestre foi de 35.837 unidades. Mudança Estrutural no Comportamento do Consumidor Para a ABVE, esses números indicam uma **mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro**. Enquanto o mercado automotivo total do setor cresceu 20% no semestre, os veículos eletrificados apresentaram um crescimento de **125%**, seis vezes superior. O presidente da ABVE, Ricardo Bastos, celebrou os resultados, destacando o trabalho pela inovação tecnológica e pelo transporte limpo. A ascensão dos veículos chineses no mercado mundial já causa repercussões globais, com notícias de demissões em outros países para se adaptar à nova realidade da demanda. A Alemanha, por exemplo, anunciou um plano para demitir até 100 mil funcionários diante da crescente presença dos modelos chineses.

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Irã dispara mísseis contra EUA no Oriente Médio: Ataque surpresa interceptado, tensão aumenta após Trump recuar de ofensiva maior

Irã lança mísseis contra forças dos EUA no Oriente Médio, aumentando a tensão regional Os Estados Unidos anunciaram que o Irã realizou o lançamento de múltiplos mísseis balísticos contra suas forças no Oriente Médio. A ação representa uma retomada de ataques do tipo por parte da República Islâmica contra alvos americanos na região, após o presidente Donald Trump ter, na semana passada, recuado de uma promessa de escalar o conflito. O Comando Central das Forças Armadas Americanas (Centcom), responsável pela área, divulgou em comunicado que os projéteis foram disparados em uma “tentativa de ataque surpresa”. A nota, publicada na rede social X, assegura que “todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso” e que as forças americanas permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão. Apesar da confirmação do ataque, os detalhes sobre os alvos específicos não foram divulgados, e o regime iraniano ainda não comentou oficialmente o ocorrido. Informações preliminares, citadas pelo site Axios com base em uma autoridade americana não nomeada, apontam que os mísseis balísticos iranianos teriam sido direcionados a uma base dos EUA na Jordânia. Conforme informação divulgada pelo Axios, o presidente americano, Donald Trump, havia considerado um “ataque maciço” contra o Irã, mas suspendeu as retaliações após advertências de sua cúpula militar. Retomada de ataques e incertezas políticas A recente ofensiva iraniana ocorre em um momento de particular instabilidade. Na quinta-feira passada, Donald Trump chegou a declarar que estava “considerando um ataque maciço, maior do que nunca” contra o Irã. No entanto, na sexta-feira, ele suspendeu os ataques planejados ao regime, após ser alertado pela cúpula militar americana sobre a redução dos estoques de armas do país sem o efeito desejado. Trump, por sua vez, negou problemas no arsenal americano, afirmando que Washington possui munição suficiente. Recentemente, Trump indicou estar “em conversas muito profundas com o Irã”. Contudo, o regime persa publicamente rejeita negociações, buscando fortalecer sua posição enquanto mantém suas ações de interrupção no estreito de Hormuz. Essa estratégia é amplificada pela atuação dos rebeldes houthis no Iêmen, aliados do Irã, que têm ameaçado navios e portos na Arábia Saudita no Mar Vermelho, aumentando o risco de disrupção global. Alianças regionais e o papel de Israel A escalada de tensões também coincide com uma nova visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca. Netanyahu se reuniu a portas fechadas com Trump e participou de um evento em memória ao senador republicano Lindsey Graham, um conhecido apoiador de ações contra o Irã. A Arábia Saudita, que apoia a coalizão que combate os houthis, voltou a bombardear os rebeldes na semana passada, intensificando o conflito regional. O Irã, por meio de seus aliados, busca consolidar sua influência na região, enquanto os Estados Unidos mantêm uma postura de vigilância e defesa. A dinâmica de ataques e contra-ataques, aliada às complexas relações diplomáticas e militares, sugere um cenário de crescente instabilidade no Oriente Médio, com potenciais desdobramentos globais.

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Terremoto de Magnitude 7,1 Atinge Sul do Japão, Derruba Prédios e Deixa Mortos em Shopping

Fortes tremores sacodem o sul do Japão, com epicentro em Kumamoto, provocando destruição e pânico. Autoridades confirmam mortos em shopping center, enquanto equipes de resgate trabalham contra o tempo. Um grave terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na terça-feira (28), causando **destruição generalizada**. Edifícios desabaram, estradas foram danificadas e incêndios eclodiram em diversas áreas, gerando um cenário de caos. O impacto mais dramático ocorreu em um shopping center na cidade de Kashima, onde o desabamento do segundo andar e uma subsequente explosão deixaram mortos, segundo informações da TV Asahi citando a polícia. Dezenas de trabalhadores estariam desaparecidos e presos nos escombros, conforme relatado pela emissora japonesa NHK. A primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou que a extensão total das vítimas e dos danos ainda está sendo avaliada, mas já há relatos de feridos. O governo anunciou o envio de 3.600 militares para auxiliar nas operações de resgate, em meio a contínuas réplicas do tremor na ilha de Kyushu. Conforme informação divulgada pela imprensa local, o evento representa um duro golpe para a região, que já sofreu com um terremoto devastador em 2016. Desabamentos e Tragédia em Shopping Center O shopping da rede Aeon, em Kashima, que havia sido recentemente reinaugurado após ser destruído por um terremoto em 2016, foi palco de uma tragédia. Uma lateral inteira do edifício, que abrigava cerca de 200 lojas, foi completamente destruída, expondo vigas de aço e espalhando destroços por um estacionamento adjacente. Equipes de resgate trabalham intensamente para retirar pessoas dos escombros, com a NHK reportando que entre 20 e 30 trabalhadores do centro comercial estão desaparecidos. Infraestrutura Danificada e Serviços Interrompidos O terremoto causou **interrupções significativas no fornecimento de energia**, deixando cerca de 40 mil residências sem eletricidade, segundo a concessionária Kyushu Electric Power. Falhas nas redes de transmissão e a falta de energia também afetaram os serviços de telefonia móvel. Rodovias apresentaram grandes rachaduras, um trem de carga descarrilou e a circulação ferroviária foi paralisada. Passageiros de um trem-bala também ficaram feridos, informou o jornal Nikkei. Repercussões e Alerta para Novos Tremores O aeroporto de Kumamoto foi fechado, levando ao cancelamento e desvio de voos. A Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para o **risco de novos tremores fortes** ao longo da próxima semana, além da possibilidade de deslizamentos de terra. Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas e procurar abrigos seguros. A fabricante de chips TSMC e empresas como Sony e Fujifilm evacuaram suas fábricas na região por precaução, embora a TSMC tenha informado que as operações retornarão à normalidade gradualmente. Contexto Sísmico do Japão O Japão, localizado no Anel de Fogo do Pacífico, é uma das regiões com maior atividade sísmica do mundo. O país registra aproximadamente 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior em todo o planeta. O terremoto de 2016 em Kumamoto, por exemplo, foi o mais letal no Japão entre 2011 e 2024, deixando 277 mortos e mais de 2.800 feridos. Partes do histórico castelo de

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Advogados Argentinos Denunciam Javier Milei por Uso de Dinheiro Público em Comício de Flávio Bolsonaro no Brasil

Advogados Argentinos Denunciam Javier Milei por Uso de Dinheiro Público em Comício de Flávio Bolsonaro no Brasil O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta uma denúncia criminal apresentada por dois advogados argentinos. A acusação central é o uso indevido de recursos públicos para participar de um evento político em São Paulo, no Brasil, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A ação judicial alega que Milei cometeu crimes como malversação de recursos públicos e descumprimento de seus deveres como funcionário público. O argumento é que ele utilizou o avião presidencial, sua comitiva oficial e verbas do Estado para comparecer a um ato com caráter estritamente partidário em território brasileiro. A denúncia, conforme noticiado, foi apresentada um dia após o governo brasileiro reagir às declarações feitas por Milei durante o evento. A controvérsia gerou reações diplomáticas e políticas entre os dois países vizinhos. Milei Acusado de Desvio de Finalidade e Interferência Política Os advogados José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio sustentam que o presidente argentino desviou a finalidade de sua viagem oficial. Segundo a denúncia, isso ocorreu ao fazer ataques diretos ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem se referiu como “presidiário”, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, chamado de “lixo careca”. Moraes foi citado pois, anteriormente, não permitiu que Milei se encontrasse com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. As declarações de Milei, segundo os denunciantes, ocorreram em um contexto de oposição e configuraram uma clara interferência na política interna brasileira, violando o princípio internacional da não intervenção. Princípios Internacionais Citados na Denúncia Para fundamentar a denúncia, a petição cita documentos importantes como a Carta da ONU (Organização das Nações Unidas) e a Carta da OEA (Organização dos Estados Americanos). Além disso, menciona a Resolução 2625 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que estabelece que um Estado não deve intervir nos assuntos internos de outro. Os advogados também solicitam que órgãos como a Casa Militar e a Chefia de Gabinete informem detalhadamente os gastos da viagem, a lista de integrantes da comitiva, as diárias pagas e as ordens de voo da aeronave presidencial. Eles pedem, ainda, que Javier Milei seja interrogado após a conclusão da produção das provas. Repercussão Diplomática e Política no Brasil A denúncia contra Javier Milei surge em um momento de tensão diplomática. O governo brasileiro já havia reagido às declarações do presidente argentino. Lula ironizou a figura de Milei com a pergunta “Quem é esse cara?”. Em resposta às falas de Milei, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas. Adicionalmente, o representante argentino no Brasil foi chamado para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. A embaixada argentina no Brasil foi procurada para comentar o caso, mas, até o momento da publicação desta notícia, ainda não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações.

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Odessa: O Balneário Ucraniano Onde Turistas Ignoram Bombas em Praias Lotadas, Preços Disparam e o Luxo Convive com o Perigo Constante

Odessa: Luxo, Lazer e o Risco Constante de Bombas em um Refúgio Ucraniano A Ucrânia, em meio ao conflito com a Rússia, apresenta um cenário surpreendente em Odessa. O popular balneário, conhecido como a “pérola do Mar Negro”, atrai turistas em busca de descanso e lazer, mesmo sob a ameaça iminente de bombardeios. A cidade, que ostenta um estilo arquitetônico mediterrâneo com influências francesas e italianas, tornou-se um símbolo de resiliência, onde o luxo e a vida cotidiana convivem lado a lado com a guerra. Apesar do perigo constante, as praias de Odessa permanecem lotadas, e a população local parece ter desenvolvido uma notável indiferença aos ataques. Essa atitude, embora chocante, reflete a adaptação a uma nova realidade. As sirenes de ataque aéreo soam de quatro a seis vezes por dia, e mísseis cruzam o céu, mas a vida segue, com vendedores ambulantes e banhistas ignorando os avisos, conforme relatos. A experiência em Odessa é marcada por fortes contrastes, onde a busca por normalidade se choca com a brutalidade da guerra. Preços elevados, restaurantes lotados e a necessidade de reservas com antecedência compõem o cenário de lazer, enquanto o som de geradores e os cortes de energia à noite remetem à dura realidade do país. Essa dualidade foi detalhada em um relato recente, que capturou a essência dessa cidade ucraniana única. A Fascinação e o Alto Custo de Odessa A viagem a Odessa, mesmo com os perigos, atrai por seu apelo turístico. No entanto, conforme relatado, a gasolina para chegar à cidade a partir de Kiev já custa em torno de US$ 130 (aproximadamente R$ 722) a viagem de ida e volta. Em Odessa, o custo de vida também surpreende: em três dias, duas pessoas podem gastar cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.552), sem luxos excessivos, mantendo um padrão de classe média. A culinária, embora saborosa, também pesa no bolso, com um jantar simples para duas pessoas custando em média US$ 50 (R$ 278). Praias Lotadas Sob o Risco de Bombas e Mísseis O que mais impressiona em Odessa é a convivência pacífica aparente entre o luxo e a ameaça constante de ataques. As praias, reabertas oficialmente, atraem multidões, mesmo com a proximidade de ataques recentes. Em 19 de julho, um ataque russo com mísseis próximo ao porto matou dez pessoas. No dia seguinte, outro bombardeio deixou três mortos. Em 21 de julho, o centro histórico foi atingido. Apesar disso, os banhistas demonstram uma calma impressionante, muitas vezes ignorando alertas de mísseis que se aproximam. Os abrigos existem, mas ficam a dez minutos de caminhada, levando a maioria a permanecer nas areias, observando o céu. Em um bombardeio mais intenso, o refúgio improvisado foi um bar com teto de palha, uma proteção mais psicológica do que física. A indiferença diante dos mísseis, como comentado por alguns, é um retrato da adaptação a uma guerra que se tornou parte do cotidiano. A Importância Estratégica e Histórica de Odessa Odessa, com mais de um milhão de habitantes, é um

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Novo oficializa Romeu Zema para Presidência em 2026: Empresário e ex-governador mira o Planalto com foco em gestão

Romeu Zema é o escolhido pelo Novo para a corrida presidencial de 2026 O Partido Novo confirmou oficialmente, nesta segunda-feira (27), a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República em 2026. A decisão foi tomada em convenção nacional realizada em Brasília, marcando o início formal da jornada eleitoral do ex-governador de Minas Gerais rumo ao Planalto. Apesar da oficialização de Zema como cabeça de chapa, o partido ainda não definiu quem será o seu vice. A convenção contou com a presença de importantes figuras do Novo, como o presidente nacional Eduardo Ribeiro e o senador Eduardo Girão, que se filiou à legenda recentemente. Romeu Zema, com formação em administração de empresas pela FGV, construiu sua carreira no setor empresarial antes de ingressar na política. Sua primeira incursão eleitoral foi em 2018, quando conquistou o governo de Minas Gerais, sendo reeleito em 2022. A renúncia ao cargo em março deste ano foi um passo estratégico para se dedicar integralmente à campanha presidencial, conforme divulgado pelo partido. Trajetória de Zema: do empresariado à disputa pelo Planalto A trajetória de Romeu Zema na política começou com uma vitória expressiva em 2018, quando se elegeu governador de Minas Gerais pelo Novo. Sua gestão foi marcada por uma linha de austeridade e foco em eficiência administrativa, características que ele pretende levar para a esfera federal. A reeleição em 2022 reforçou sua popularidade no estado. A renúncia ao governo de Minas Gerais, em março deste ano, sinalizou a ambição presidencial de Zema. O movimento permitiu que ele se desvinculasse das responsabilidades estaduais para se dedicar inteiramente à construção de sua campanha nacional e à articulação com outras forças políticas. A estratégia visa consolidar sua imagem como um nome forte para a sucessão do atual governo federal. Convenções partidárias marcam o calendário eleitoral A oficialização da candidatura de Romeu Zema pelo Novo se insere em um calendário intenso de convenções partidárias. A Agência Brasil tem acompanhado de perto esses eventos, que definem os rumos das principais legendas na corrida eleitoral. Outros partidos já agendaram suas convenções, como o PCdoB, PSTU e PV, previstos para o final de julho, seguidos pelo PCO, PT e PSB no início de agosto. Essas convenções são momentos cruciais para a definição de alianças, escolha de candidatos a vice-presidente e o lançamento oficial das plataformas políticas que disputarão a preferência do eleitorado. O Novo, ao lançar Zema, busca se posicionar como uma alternativa de gestão e renovação na política brasileira, apostando na experiência de seu candidato.

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Governo Lula libera R$ 200 Bilhões em Créditos de Risco e Deixa Conta para o Brasil, Economistas Alertam

Governo Lula libera R$ 200 Bilhões em Créditos de Risco e Deixa Conta para o Brasil Nos primeiros três anos do mandato do governo Lula, foram autorizadas operações de crédito que somam R$ 207 bilhões para estados e municípios. Contudo, um estudo recente aponta que o sistema utilizado para conceder essas liberações falha em identificar a real situação fiscal das administrações locais. A União atua como fiadora em grande parte dessas transações, assumindo a dívida caso estados e municípios não honrem seus compromissos. Apesar da exigência de contragarantias, a recuperação dos recursos tem sido dificultada, pois entes federativos inadimplentes frequentemente recorrem à Justiça. Esse cenário levanta preocupações sobre a socialização dos riscos entre todos os contribuintes brasileiros, como destaca o analista Murilo Viana. Conforme informações divulgadas por economistas da FGV Ibre, o modelo atual de avaliação fiscal pode estar deixando a conta para o país. Pesquisadores Criticam Critérios de Avaliação Fiscal do Governo Um estudo conduzido pelos economistas Manoel Pires e Felipe Luduvice, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), testou os principais indicadores usados pelo Tesouro Nacional para medir a capacidade de pagamento de estados e municípios. O objetivo era verificar se esses critérios conseguiriam prever com antecedência dificuldades financeiras. A análise de episódios ocorridos entre 2004 e 2019, como inadimplências em dívidas garantidas pela União e atrasos no pagamento de salários, levou à conclusão de que os critérios centrais da Capacidade de Pagamento (Capag) não se mostraram estatisticamente relevantes para prever crises fiscais. Mesmo o nível de endividamento, um dos indicadores mais observados na política fiscal, não foi suficiente para identificar estados em trajetória de deterioração financeira. A principal fragilidade, segundo Viana, é que o governo avalia o crédito olhando para o passado, sem examinar suficientemente a sustentabilidade futura das receitas e o crescimento das despesas obrigatórias. Amapá: Exemplo de Risco Assumido pela União Um exemplo prático dessa fragilidade foi o caso do Amapá. O estado admitiu um rombo de quase R$ 1 bilhão em seu caixa pouco mais de um mês após contratar um empréstimo de R$ 536 milhões com garantia do Tesouro Nacional. Com o aval da União, o governo federal terá que honrar os pagamentos caso o Amapá não quite a dívida. Essa situação ilustra como a União se torna o “grande irmão” no federalismo brasileiro, assumindo riscos que podem sobrecarregar os cofres públicos. A liberação de créditos de risco com base em indicadores falhos aumenta a possibilidade de que as consequências recaiam sobre todos os contribuintes. Estudo Propõe Mudanças para Avaliação de Risco Mais Precisa Diante das falhas identificadas na Capag, o estudo sugere a adoção de novos critérios para uma previsão mais precisa de crises fiscais. Os pesquisadores apontam que a evolução da Receita Corrente Líquida (RCL), o resultado primário, o peso das despesas com pessoal e o envelhecimento da população são variáveis com maior capacidade preditiva. Estados com crescimento mais fraco da RCL e pior resultado primário apresentam maior risco. O estudo também indica que o risco aumenta

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Haiti marca eleições presidenciais para dezembro após década sem votação, mas insegurança e gangues geram ceticismo

Haiti define data para eleições presidenciais após 10 anos de hiato, com desafios de segurança em foco O Haiti tem um novo cronograma para as primeiras eleições presidenciais em uma década. O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) anunciou que o primeiro turno ocorrerá em 13 de dezembro, com um possível segundo turno em fevereiro. Esta votação, que também incluirá eleições legislativas e referendo constitucional, estava originalmente prevista para agosto, mas foi adiada devido à grave crise de segurança no país. A nação caribenha não realiza eleições desde 2016, e a instabilidade política se agravou com o assassinato do presidente Jovenel Moise em 2021. Governos subsequentes citaram a violência generalizada, impulsionada por gangues armadas, como impedimento para a realização de pleitos democráticos. Apesar do anúncio do calendário, analistas expressam ceticismo sobre a efetiva realização das eleições. A persistente violência das gangues, que controlam grande parte da capital, Porto Príncipe, e expandiram sua influência para áreas rurais, gera um cenário de incerteza. A informação é do portal Reuters. Calendário eleitoral e condições para realização O novo calendário eleitoral estabelecido pelo CEP prevê o primeiro turno para 13 de dezembro, com a divulgação dos resultados finais em 7 de março de 2025. Um eventual segundo turno está agendado para 21 de fevereiro. As eleições permitirão aos cidadãos votar em um referendo sobre mudanças constitucionais e eleger representantes locais, além do presidente. Contudo, o próprio conselho ressaltou que a realização do processo eleitoral depende fundamentalmente do “estabelecimento de um clima de segurança aceitável e da disponibilidade dos recursos necessários para conduzir as operações eleitorais”. Essa condição sublinha a magnitude dos desafios enfrentados pelo Haiti. Violência de gangues e o impacto na população A violência perpetrada por gangues armadas, muitas delas unidas na aliança Viv Ansanm, tem um impacto devastador na vida dos haitianos. Relatos indicam escassez de alimentos, extorsões, sequestros e deslocamentos forçados, com cerca de 12% da população vivendo em acampamentos improvisados ou com familiares. A aliança Viv Ansanm, que busca reconhecimento político, é acusada de crimes graves como sequestros em massa, estupros coletivos e assassinatos indiscriminados. A expansão do controle territorial por parte das gangues, que já dominam a maior parte da capital e sua região metropolitana, dificulta o acesso a locais de votação. O presidente do CEP, Jacques Desrosiers, já havia apontado a piora no acesso a centenas de locais avaliados anteriormente, à medida que a atuação das gangues se intensificava para além de Porto Príncipe. Preparativos em andamento e ceticismo persistente Em paralelo ao anúncio do calendário, o CEP informou que iniciou o registro de eleitores e o treinamento de agentes de segurança eleitoral. Uma lista definitiva com mais de 300 partidos políticos aprovados para participar do processo também foi publicada. No entanto, a situação de insegurança generalizada alimenta o ceticismo entre observadores e a própria população sobre a capacidade do país de realizar eleições livres e justas. A comunidade internacional tem acompanhado de perto a situação no Haiti, com preocupações sobre a estabilidade e a necessidade de um processo democrático

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Trump pede à Suprema Corte para restringir voto por correio antes das eleições de meio de mandato nos EUA

Governo Trump recorre à Suprema Corte para restringir voto por correio em eleições de meio de mandato O governo do presidente Donald Trump fez um apelo à Suprema Corte dos Estados Unidos para que autorize a implementação nacional de um decreto que visa impor restrições à votação por correio. A medida busca impactar as eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro e definirão o controle do Congresso. O Departamento de Justiça solicitou aos ministros da corte que suspendam uma decisão anterior de uma juíza federal. Essa decisão impedia a aplicação da diretiva de Trump na capital e em 23 estados, muitos deles governados por democratas, que consideram o decreto inconstitucional. Uma resposta sobre o caso é esperada até o dia 3 de agosto. O decreto de Trump, emitido em março, faz parte de seus esforços contínuos para promover mudanças no sistema eleitoral americano. O republicano, que tem feito alegações infundadas de fraude eleitoral, pressiona o Congresso, controlado por republicanos, a aprovar o controverso pacote de restrições ao voto conhecido como Lei Save America. Conforme informação divulgada pela fonte, o presidente prometeu acabar com o uso de cédulas de votação por correio em todo o país, questionando sua segurança, apesar da raridade de fraudes comprovadas. Decisão judicial inicial e argumentos dos estados A juíza federal Indira Talwani rejeitou o argumento do governo de que os estados não teriam legitimidade para contestar o decreto presidencial. Ela decidiu que o presidente não possuía autoridade para determinar mudanças na condução das eleições federais pelos estados, pois a Constituição dos EUA atribui a eles a responsabilidade de estabelecer os critérios de elegibilidade dos eleitores. Os estados que contestam a medida, como Califórnia e Massachusetts, entraram com ações na Justiça federal em Boston. Eles argumentam que o decreto impactaria a administração de seus sistemas eleitorais, aumentando custos e gerando ameaça de responsabilização criminal. A juíza Talwani também considerou que as agências federais não possuem capacidade para compilar listas precisas de cidadãos para cada estado. Conteúdo do decreto e os próximos passos legais Além de restringir a votação por correio, o decreto de Trump determinou que o Departamento de Segurança Interna (DHS) elaborasse e encaminhasse aos estados uma lista de cidadãos americanos aptos a votar. O Departamento de Justiça também deveria priorizar investigações e processos contra autoridades eleitorais que emitissem cédulas para pessoas consideradas inelegíveis. O Serviço Postal dos EUA também foi instruído a entregar cédulas apenas aos eleitores incluídos nas listas estaduais aprovadas para votação por correio, uma diretriz que o órgão começou a implementar recentemente. O Departamento de Justiça havia tentado suspender a decisão de Talwani junto ao Tribunal de Apelações do 1º Circuito dos Estados Unidos, mas o pedido foi rejeitado no último sábado (25). Impacto nas eleições de meio de mandato A tentativa de restringir o voto por correio tende a beneficiar os republicanos, uma vez que eleitores democratas utilizam esse método com maior frequência. A decisão da Suprema Corte sobre o caso é aguardada com expectativa, pois pode moldar significativamente

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Trump: A Linguagem Narcisista e a Mobilização de Medos Primitivos que Criam Vínculos Fortes com Apoiadores, Analisam Especialistas

Donald Trump: O Mestre da Comunicação Narcisista que Conecta com o Eleitorado Através de Medos e Superioridade A forma como Donald Trump se comunica tem sido objeto de intenso estudo por especialistas. Sua retórica, marcada pela autoexaltação, simplificação de temas complexos e o apelo a emoções primárias, como medo e raiva, é vista como uma estratégia eficaz para construir e manter um forte vínculo com seus apoiadores. Essa abordagem discursiva, segundo analistas, não é acidental, mas sim um reflexo de uma autoimagem poderosa e de uma visão de mundo sem freios. A capacidade de Trump em se conectar com as angústias e desejos de seu público, mesmo que de forma controversa, é um dos pilares de seu sucesso político. A análise de suas falas revela um padrão consistente que busca mobilizar sentimentos de pertencimento e admiração, ao mesmo tempo em que demoniza oponentes. Essa dinâmica, conforme apontam especialistas, ecoa táticas de comunicação política de outras épocas, mas adaptada ao contexto contemporâneo. As informações são de análise de quase 4.000 falas públicas do ex-presidente, conforme Folha. A Linguagem Narcisista e a Superioridade como Pilar Discursivo O professor Caetano Galindo, especialista em linguística, descreve Donald Trump como um narcisista com poucas obsessões, sendo a ideia de **superioridade** a principal delas. Segundo Galindo, Trump se interessa em semear conflitos contra inimigos externos por meio de discursos paranoicos e simples, uma tática que visa fortalecer a imagem de um líder forte e inabalável diante de ameaças. Essa postura se manifesta não apenas pela confiança expressa em suas falas, mas também pela correlação entre o uso de pronomes da terceira pessoa do plural e o aumento de sentimentos como **raiva e medo**. A estrutura de seus discursos, por vezes comparada à infantil, com baixa variedade vocabular, veicula ideias diretas e impactantes, que precisam ser apresentadas de forma crua para serem compreendidas por seu público. Ecoando Táticas Históricas de Mobilização e Divisão Galindo aponta semelhanças entre a retórica de Trump e a tradição da comunicação política que remete a figuras como Adolf Hitler, moldada por Joseph Goebbels. As mensagens divisivas, a concentração de poucas ideias repetidas exaustivamente, são elementos que visam criar um **senso de unidade** entre os apoiadores contra um inimigo comum. No entanto, o professor não vê Trump como alguém moldado por assessores com discursos calculados. Pelo contrário, ele o define como um orador espontâneo que atinge os **medos primais** de seu público, como o medo do outro e do diferente. Esses medos, segundo ele, servem de combustível para alimentar fúria, raiva e ódio, sentimentos poderosos agregadores. Populismo Autoritário e a Exploração do Inconsciente Coletivo Para o historiador John Abromeit, considerar o contexto social é fundamental para entender o uso da linguagem por líderes políticos. Ele nota semelhanças entre Trump e outros populistas autoritários analisados por teóricos da Escola de Frankfurt. A característica principal desses discursos é a mobilização de pessoas, muitas vezes de classes mais baixas, para objetivos políticos que podem ir contra seus próprios interesses. Abromeit argumenta que Trump opera dessa forma,

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