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Principais Matérias

Análise Revela: Confiança é Marca de Trump, Mas Medo e Raiva Crescem ao Falar de Outros

Análise de Falas de Donald Trump Detalha Padrão Emocional e Evolução do Vocabulário Donald Trump demonstra consistentemente emoções como confiança, expectativa e alegria em suas aparições públicas. Este padrão emocional tem sido observado desde a pré-campanha de 2015 até fevereiro de 2026, período analisado pela Folha em um levantamento de aproximadamente 4.000 discursos e declarações. A análise, realizada com algoritmos de aprendizado de máquina em mais de 20 milhões de palavras, classifica as falas de Trump por sua carga emocional. Mesmo diante de públicos variados, como jornalistas, o público geral ou outros candidatos, a confiança e a expectativa permanecem como sentimentos dominantes. A pesquisa, com base em dados compilados pela Folha, indica que a confiança de Trump não é inabalável, tendo atingido seu auge na primeira metade de seu primeiro mandato e em um breve período após deixar a presidência. Conforme informação divulgada pela Folha, o estudo detalha a metodologia utilizada, incluindo o processamento de texto em larga escala e a análise lexical de emoções. Vocabulário Repetitivo e Linguagem Divisiva Marcantes no Estilo de Trump O vocabulário de Donald Trump é caracterizado pela repetição de termos e pela simplicidade das frases. Em média, ele utiliza 12,9 palavras por oração, e as 50 palavras mais frequentes, excluindo artigos e preposições, representam 33% do total de suas falas. Essa variedade vocabular limitada diminuiu ao longo dos anos, segundo o levantamento. Um estudo da Universidade de Chicago, comparando candidatos à presidência dos EUA desde 1960, aponta que Trump utiliza as sentenças mais curtas, simples e repetitivas entre todos. Sua linguagem é frequentemente descrita como divisiva, pois é usada para atacar e deslegitimar oponentes, conforme indicam análises linguísticas. Hostilidade Aumenta ao Falar de Terceiros, Conforme Análise A análise da Folha revela que, quando Trump se refere a outras pessoas ou entidades, utilizando pronomes como “eles” e “deles”, suas falas mostram uma alta correlação com emoções como medo e raiva. Nesses momentos, os sentimentos de alegria e confiança tendem a diminuir significativamente. A frequência com que Trump fala sobre outros, incluindo cidadãos e países estrangeiros, tem aumentado ao longo do tempo, o que corrobora descobertas de outras pesquisas. A hostilidade em seu discurso, especialmente ao abordar temas externos, é um ponto de destaque na análise. Momentos de Crise Política Refletem Oscilações Emocionais nas Falas de Trump As transições emocionais nas falas de Trump frequentemente coincidem com momentos políticos de grande impacto. O final de 2018, marcado por reveses, viu o predomínio de raiva e medo, influenciado por eventos como a publicação do livro “Medo: Trump na Casa Branca” e a prisão de seu ex-advogado Michael Cohen. A derrota nas eleições de 2020 para Joe Biden e a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 representaram o ponto mais baixo de confiança nas declarações de Trump desde 2015. Houve uma recuperação temporária entre 2021 e 2022, período em que ele viajava pelo país e lançava seu conglomerado de mídia, incluindo a rede social Truth Social. Padrão de Raiva e Medo Prevaleceu, com Tristeza Emergindo

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Povo Ashaninka sob Cerco: Crime Organizado Ameaça Terras Indígenas na Fronteira Brasil-Peru

Fronteira Amazônica em Alerta: Comunidades Indígenas Ashaninka Denunciam Ameaças do Crime Organizado Lideranças do povo Ashaninka, que habita um vasto território entre o Peru e o estado do Acre, no Brasil, emitiram um alerta urgente sobre a crescente ameaça do crime organizado em suas terras. A situação se agravou após a invasão de uma aldeia por homens armados, que buscavam intimidar e ameaçar as lideranças locais. O incidente, ocorrido em julho na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, na fronteira com o Peru, evidenciou a vulnerabilidade das comunidades indígenas diante da expansão de atividades ilícitas como o narcotráfico, o garimpo e a exploração ilegal de madeira na região amazônica. Segundo relatos das próprias comunidades, o objetivo dos invasores era silenciar os líderes Ashaninka, que têm sido voz ativa na defesa de seus territórios e direitos. As organizações criminosas buscam controlar rotas de drogas e recursos naturais, transformando os povos originários em reféns de suas operações. O fato foi noticiado por veículos internacionais como a Associated Press e o The Guardian, conforme informações divulgadas pelas lideranças indígenas. Avanço do Crime e Fragilidade das Fronteiras A Amazônia, com sua vasta extensão e complexidade geográfica, abrigada por oito países e territórios soberanos, tem se tornado um terreno fértil para a atuação de redes criminosas transnacionais. A falta de uma coordenação de segurança eficaz entre as nações permite que essas organizações se movam com relativa facilidade, explorando as brechas na fiscalização. O Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), institucionalizado em 1998 através da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), busca promover a cooperação regional em diversas frentes, incluindo a segurança. No entanto, apesar dos esforços, as estruturas de cooperação em segurança ainda se mostram fragmentadas, contrastando com a agilidade das redes criminosas em cruzar fronteiras. Acordo Brasil-Peru e a Luta pela Proteção Em resposta à crescente pressão, o Ministério dos Povos Indígenas do Brasil anunciou um importante passo em direção à cooperação bilateral. Foi assinado um memorando de entendimento com o Ministério da Cultura do Peru com o objetivo de fortalecer a proteção das terras indígenas na fronteira, com foco especial nos povos em isolamento voluntário. Este acordo, negociado desde o início de 2024, visa estabelecer um marco para o compartilhamento de informações e a coordenação de ações conjuntas entre Brasil e Peru. A iniciativa busca dar um suporte mais efetivo às comunidades indígenas que vivem sob a constante ameaça da violência e da invasão de seus territórios. Rotas do Crime e Conexão Global As fronteiras amazônicas tornaram-se pontos estratégicos para o crime organizado. A chamada rota do Solimões, um complexo sistema de rios navegáveis, é utilizada como principal corredor para o escoamento de cocaína produzida em países como Peru, Colômbia e Bolívia. Essa droga, ao adentrar o território brasileiro, segue para Manaus e, de lá, para portos no Atlântico, com destino final à Europa. A violência contra os povos indígenas na região está diretamente ligada ao comércio global de drogas, bem como à extração ilegal de ouro. O minério, uma vez extraído clandestinamente,

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Teatros da Amazônia são Novos Patrimônios Culturais Mundiais da UNESCO: Um Triunfo para o Brasil

Teatros da Amazônia Ganham o Mundo: Reconhecimento da UNESCO Celebra a Cultura Brasileira O Brasil celebra um marco cultural significativo com o reconhecimento de dois de seus mais emblemáticos teatros como patrimônios culturais mundiais pela UNESCO. O anúncio, feito durante o 48º comitê internacional da organização em Busan, na Coreia do Sul, eleva os Teatros Amazonas, em Manaus, e o Teatro da Paz, em Belém, a um patamar de destaque global. Essa conquista representa não apenas a preservação de monumentos históricos, mas também a valorização da identidade e da história da Amazônia. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi fundamental na articulação e defesa da candidatura conjunta dos dois teatros, que agora são reconhecidos como um conjunto sob a inscrição “Teatros da Amazônia”. A decisão da UNESCO reforça a importância da Amazônia como um território de cultura e memória, indo além de sua reconhecida riqueza natural. Essa chancela internacional abre portas para o turismo, a economia e a projeção da cultura amazônica para o mundo, conforme informações divulgadas pelo Iphan. Um Conjunto Histórico e Cultural Unificado O título de patrimônio mundial foi concedido aos Teatros Amazonas e da Paz como um bem seriado, um reconhecimento que une diferentes unidades sob uma única inscrição. Essa abordagem, similar a outras reconhecidas pela UNESCO, como as academias coreanas Seowon, destaca a complementaridade e a relação histórica entre os dois edifícios. Ambos os teatros foram construídos durante o ciclo da borracha, um período de grande efervescência econômica e cultural na região. O Teatro da Paz, inaugurado em 1878, foi projetado para espetáculos líricos, enquanto o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, tornou-se um ícone de Manaus. Ambos são tombados pelo Iphan desde as décadas de 1960. A candidatura conjunta foi defendida com base na forte ligação histórica, econômica e política que une os teatros, refletindo sua importância na formação urbana das metrópoles amazônicas. “Eles têm uma relação de complementaridade”, afirmou o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, destacando a unidade do contexto em que foram erguidos. Impacto e Futuro dos Novos Patrimônios Mundiais O reconhecimento da UNESCO traz uma nova perspectiva para a Amazônia, que já possui a Reserva da Biosfera da Amazônia Central como patrimônio natural mundial desde 2000. Com a adição dos teatros, o Brasil agora soma 26 patrimônios mundiais, incluindo bens culturais, naturais e mistos. A visibilidade internacional proporcionada pelo título de patrimônio mundial deve impulsionar o turismo e a economia na região. Contudo, o aumento de visitantes exigirá um plano de gestão robusto, focado na conservação dessas edificações históricas diante do potencial turismo de massa, conforme ressaltou o presidente do Iphan. A construção de um plano de gestão para a conservação e promoção dos teatros é o próximo passo essencial. Essa iniciativa, exigida pela UNESCO, visa garantir que esses locais sejam mantidos e valorizados como um patrimônio cultural de importância global, brasileira e amazônica. A Amazônia: Natureza e Cultura em Harmonia O reconhecimento dos teatros da Amazônia contribui para desmistificar a ideia de que a região é composta apenas

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Entregadores de Aplicativo Rompidos com Lula: Críticas à Regulamentação e Crédito Insuficiente

Entregadores de Aplicativo em Confronto com o Governo Lula: Entenda as Críticas Apesar das iniciativas do governo federal para regulamentar o trabalho e oferecer linhas de crédito, a categoria de entregadores de aplicativos demonstra profundo descontentamento. Lideranças do setor apontam que as medidas propostas, como o programa Move Brasil, não abordam as principais demandas, como a baixa remuneração, e são vistas como ações com viés eleitoreiro. O desgaste com o presidente Lula e o ministro Guilherme Boulos é palpável. A insatisfação se manifesta na percepção de que o governo tem focado em aspectos pontuais, como o valor por corrida e o INSS, negligenciando discussões cruciais sobre proteção social, um piso salarial real e a jornada de trabalho. Essa abordagem gera um racha no movimento, com acusações de que o ministro Boulos estaria utilizando entidades representativas para promover seus interesses eleitorais, distanciando-se das reais necessidades da base trabalhadora. A reportagem da Gazeta do Povo detalha como as tentativas de solução apresentadas pelo governo, como o programa Move Brasil, enfrentam obstáculos significativos. A dificuldade de acesso ao crédito, devido a restrições bancárias dos trabalhadores, e a ineficácia de programas anteriores, como o de financiamento para motoristas de carros, alimentam o ceticismo da categoria. Para os entregadores, o foco deveria estar na remuneração justa pelas plataformas, e não em mais endividamento. Programa Move Brasil: Uma Solução de Crédito com Obstáculos O programa Move Brasil, que oferece uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para a aquisição de motos e bicicletas elétricas, visa subsidiar juros e oferecer prazos estendidos para renovação de veículos. No entanto, a categoria relata **dificuldades de acesso ao financiamento**, pois muitos trabalhadores possuem dívidas ou restrições bancárias, impedindo a aprovação. Uma experiência anterior com motoristas de aplicativos de carro serviu de alerta. Um teste revelou que bancos ofereceram financiamento parcial, cobrindo apenas cerca de 25% do valor do veículo. Sem o restante para a entrada, **nenhum motorista conseguiu concluir a compra**, gerando forte ceticismo sobre a eficácia do novo programa para os entregadores. Regulamentação Frustrada e Desgaste com Guilherme Boulos O projeto de regulamentação do trabalho por aplicativo travou na Câmara dos Deputados, enfrentando resistência tanto de empresas quanto de trabalhadores. O ponto central de conflito foi a proposta de uma **remuneração mínima de R$ 10 por entrega**, que não avançou. A relação com o ministro Guilherme Boulos está **profundamente desgastada**. Entregadores acusam o ministro de usar entidades para promover seus interesses eleitorais, e até mesmo antigos aliados, como o ativista Paulo Galo, romperam publicamente com ele. A criação de uma narrativa única para as negociações, que não refletiria os anseios da base, é apontada como um fator de divisão no movimento. Crédito como Solução Insuficiente: O Risco do Endividamento As associações de entregadores argumentam que o governo tenta resolver um problema de renda com **mais endividamento**. Oferecer empréstimos sem melhorar o pagamento das plataformas, como iFood e 99, é visto como uma forma de **empurrar o trabalhador para uma armadilha financeira**. Além disso, o aumento temporário de ganhos

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Tragédia em Seattle: Tiroteio Chocante Perto do Space Needle Deixa 3 Mortos e Criança Ferida Durante Festival

Tiroteio em Seattle: Caos e Luto Próximo ao Space Needle Deixam Três Mortos e Quatro Feridos Um **tiroteio trágico** próximo ao icônico Space Needle, em Seattle, nos Estados Unidos, resultou na morte de três pessoas e deixou ao menos quatro feridos, incluindo uma criança pequena, conforme informado pelas autoridades locais neste domingo (26). O incidente ocorreu em meio ao popular festival gastronômico ‘Bite of Seattle’, em uma área turística conhecida mundialmente, adicionando uma camada de horror a um evento que deveria ser de celebração e convívio social. A polícia já anunciou a detenção de um suspeito e segue na busca por um segundo indivíduo envolvido nos disparos, que abalaram a tranquilidade da cidade no noroeste dos EUA. As informações foram divulgadas pelas forças de segurança locais, que estão investigando a fundo o ocorrido. Investigação e Mobilização das Autoridades Após Ataque Violento De acordo com o subdiretor da polícia, Tyrone Davis, os disparos foram ouvidos por volta das 18h locais. Ele detalhou que “duas pessoas estavam atirando uma contra a outra” no local, onde duas armas foram recuperadas pelas autoridades. A rápida resposta policial foi crucial para a contenção inicial da situação. O governador de Washington, Bob Ferguson, confirmou que agentes da equipe SWAT da Patrulha Estadual foram mobilizados para auxiliar a polícia local no atendimento e na investigação do caso. A prefeita Katie Wilson classificou o tiroteio como um “ato de violência atroz”, expressando profunda consternação. “Nossa atenção está voltada para as pessoas que perderam a vida, para aqueles que lutam para se recuperar e para as famílias que os acompanham”, declarou a prefeita em um comunicado oficial, reforçando o apoio às vítimas e seus entes queridos. Vítimas e Estado de Saúde Após o Tiroteio O Centro Médico Harborview atendeu a quatro pacientes vítimas do tiroteio. Susan Gregg, porta-voz do hospital, informou que entre os feridos estão uma criança, uma mulher de 39 anos, um homem de 23 anos e outra mulher cuja idade não foi divulgada, que precisou ser encaminhada para o centro cirúrgico. Felizmente, segundo o subdiretor da polícia, os hospitalizados estão em “condição estável”. O incidente chocou os presentes no festival. Várias testemunhas relataram ao canal de televisão KIRO, de Seattle, terem ouvido múltiplos disparos antes de correrem para se proteger. A confusão e o medo tomaram conta da área turística. Relatos de Testemunhas e o Clima de Medo “No começo pensei que fossem fogos de artifício, e depois todo mundo começou a sair em massa e passavam correndo na nossa frente”, contou Nick Bate à emissora. O relato evidencia o pânico inicial e a rápida percepção de que se tratava de uma situação de perigo real. Outra testemunha descreveu à AFP o momento de desespero: “Começamos a correr. Eu não sabia, não olhei para onde a pessoa estava indo. Só ouvia tudo”. O medo e a incerteza dominaram a cena, deixando marcas profundas em quem presenciou o tiroteio em Seattle.

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Caos Moderno Valoriza o Simples: Como o Mercado Imobiliário Redescobre o Essencial para Vender Lares

O fascínio pelo simples em tempos de complexidade: uma nova era para o mercado imobiliário Em um mundo cada vez mais veloz e tecnológico, o que antes era comum agora se torna um luxo. Essa tendência, observada inicialmente em setores como a moda, com a valorização do conforto e de peças feitas à mão, encontra um paralelo direto no mercado imobiliário. A busca por o que é essencial e humano se reflete nas novas demandas e na forma como as transações imobiliárias acontecem. As mudanças no comportamento das pessoas, impulsionadas pela tecnologia e por um desejo crescente de autenticidade, impactam diretamente o setor. A adaptação a essas novas realidades exige uma compreensão profunda do que realmente importa para os clientes, indo além das características técnicas de um imóvel. Aprender a observar e a conectar-se com as necessidades mais profundas dos compradores é a chave para o sucesso. Conforme informações compartilhadas em um artigo recente, a observação atenta dos sinais sutis no consumo, vestuário e hábitos das pessoas antecipa comportamentos que moldam o futuro da moradia, e é aí que reside a grande oportunidade para quem sabe olhar. Esta matéria explora como o mercado imobiliário está, e deve, abraçar essa simplicidade extraordinária. A Evolução do Mercado Imobiliário: Do Analógico ao Digital e de Volta ao Humano Com mais de 25 anos de experiência no mercado imobiliário, é possível testemunhar transformações radicais. A era dos classificados impressos, com suas abreviações enigmáticas, deu lugar ao reinado dos algoritmos e das garantias digitais. Panfletos foram substituídos por campanhas segmentadas em tempo real, e até robôs surgem com a promessa de vender apartamentos. No entanto, a essência da negociação, a conexão humana, permanece insubstituível. Essa jornada tecnológica, embora impressionante, nos leva a refletir sobre o que realmente agrega valor. Em um cenário de constantes inovações, o que ganha força é aquilo que nos aproxima, que acolhe e que nos reconecta com o que é fundamental. O simples, que na verdade exige um profundo entendimento, torna-se o novo extraordinário. Moda e Arquitetura: O Espelho das Novas Prioridades A moda é um reflexo claro dessa mudança. A ostentação cede espaço ao conforto, e peças feitas com tempo e cuidado manual são cada vez mais valorizadas. Esse luxo do tempo e da dedicação se manifesta em outras áreas, como a arquitetura e a decoração, onde tons neutros, materiais naturais e espaços integrados promovem uma sensação de respiro e bem-estar. Essa busca por tranquilidade e naturalidade é uma resposta direta ao caos urbano e à aceleração do dia a dia. As pessoas anseiam por ambientes que permitam desacelerar e se reconectar consigo mesmas e com a natureza, mesmo dentro de grandes cidades. O Novo Lar: Tecnologia e Convivência em Equilíbrio No mercado imobiliário, essa tendência é palpável. Lançamentos que se destacam hoje oferecem não apenas infraestrutura moderna, como vagas para carros elétricos e espaços para mobilidade, mas também priorizam áreas verdes, espaços de convivência e um convite ao respiro. Os clientes desejam a conveniência da tecnologia, mas não abrem

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Split Payment: Como a Nova Regra Tributária Pode Impactar o Caixa e o Endividamento das Empresas?

Reforma Tributária e o Split Payment: O Que Você Precisa Saber Sobre o Impacto no Caixa das Empresas A reforma tributária traz consigo uma novidade que promete revolucionar a forma como os impostos são recolhidos no Brasil: o **split payment**. Esse mecanismo, que retira os tributos automaticamente no momento da venda, visa combater a sonegação fiscal, mas já acende um sinal de alerta entre empresários e empreendedores. A principal preocupação gira em torno da **perda imediata de capital de giro**. Muitas empresas utilizam os valores destinados aos impostos, que só seriam pagos semanas depois, para financiar suas operações diárias. Com a nova regra, essa “folga” financeira desaparece, exigindo um planejamento mais rigoroso. Especialistas e entidades empresariais, como a CNC e a FecomercioSP, alertam para os efeitos mais acentuados em setores com **margens de lucro apertadas** e que movimentam um grande volume de mercadorias. O impacto do split payment pode ser significativo, exigindo adaptação rápida para evitar dificuldades financeiras. Conforme informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, essa mudança pode afetar diretamente a saúde financeira dos negócios. Como o Split Payment Funciona na Prática? O split payment é, essencialmente, um **sistema de pagamento eletrônico inteligente**. No exato momento em que um cliente realiza uma compra, seja por Pix ou cartão, o valor correspondente aos impostos (IBS e CBS) é direcionado diretamente para os cofres públicos. O restante do montante, após a dedução dos tributos, é creditado na conta do vendedor. Atualmente, o fluxo é diferente: as empresas recebem o valor total da venda e efetuam o pagamento dos impostos apenas em datas posteriores. Esse intervalo temporal é crucial para muitas delas, servindo como uma linha de crédito natural para cobrir despesas operacionais. O Impacto Direto no Fluxo de Caixa das Empresas A consequência mais imediata do split payment é a **redução do capital de giro**. Empresas que dependem desse dinheiro, que ainda não foi efetivamente recolhido, para pagar fornecedores, salários e outras obrigações diárias, sentirão a diferença abruptamente. A ausência dessa reserva pode forçar a busca por **empréstimos bancários**, elevando os custos financeiros. Esses custos financeiros adicionais, por sua vez, podem acabar sendo repassados ao consumidor final, resultando em um **aumento nos preços dos produtos e serviços**. A medida, embora vise a legalidade, pode gerar um efeito cascata na economia. Créditos Tributários e o Cálculo do Imposto Retido É importante notar que o split payment não significa que a empresa pagará imposto sobre o valor total da venda de forma indiscriminada. O sistema permite a **dedução dos créditos tributários**. Esses créditos são os impostos que a empresa já pagou na aquisição de insumos de seus fornecedores. Por exemplo, se uma venda gera um imposto devido de R$ 280, mas a empresa possui R$ 180 em créditos tributários acumulados, apenas a diferença de R$ 100 será retida no momento da venda. Caso não seja possível verificar esses créditos instantaneamente, o governo reterá o valor total, com a promessa de **devolução do excedente em até três dias úteis**. Setores Mais

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Jornalista relata saudade de reportar escondido do Estado Islâmico: “Sentia adrenalina e anonimato”

Omar Mohammed, o historiador que virou jornalista anônimo contra o Estado Islâmico, compartilha reflexões sobre a profissão e os riscos da atuação em regimes autoritários. A cidade de Mossul, Iraque, foi capturada pelo Estado Islâmico (EI) em 2014, mergulhando a população em um período de brutalidade e opressão. Em meio a esse cenário, o historiador Omar Mohammed iniciou uma perigosa jornada dupla: professor universitário de dia e jornalista anônimo, autor do blog Mosul Eye, à noite. Por quase dois anos, Mohammed documentou a vida sob o regime do EI, arriscando sua própria existência para trazer ao mundo a verdade sobre as atrocidades cometidas. Sua atuação secreta, embora repleta de medo, também lhe proporcionou um senso de propósito e adrenalina que ele hoje, paradoxalmente, sente falta. Em entrevista, Mohammed expressa a impossibilidade de retornar ao seu país natal e a Mossul, sua amada cidade, devido a ameaças de morte de milícias paramilitares e remanescentes do Estado Islâmico. Sua história, marcada pela coragem e pela busca pela informação, foi divulgada em reportagem da Folha de S.Paulo. A vida dupla sob o olhar do terror Omar Mohammed, que nasceu e cresceu em Mossul, viu sua vida mudar drasticamente quando o Estado Islâmico tomou sua cidade. O grupo terrorista, que chegou a controlar um território de 8 milhões de pessoas, impôs uma ocupação violenta, com execuções públicas, estupros sistemáticos e perseguição a minorias. Para registrar a história e manter-se vivo, Mohammed precisou se portar de maneira subserviente às exigências do EI, como usar calças acima dos tornozelos e frequentar as rezas obrigatórias. Sua atuação anônima no blog Mosul Eye se tornou uma das principais fontes de informação independente sobre a vida em Mossul entre junho de 2014 e dezembro de 2015. O preço do anonimato e a saudade da adrenalina Após conseguir fugir para a Turquia em dezembro de 2015 e, posteriormente, revelar sua identidade em 2017, Mohammed vive no exílio. Ele afirma que não pode retornar ao Iraque, temendo por sua vida. “Sei o que aconteceria se eu voltasse. As milícias paramilitares deixaram muito claro que me matariam na hora”, declarou à Folha. Apesar do medo e do trauma vivenciados, Mohammed confessa sentir falta do período em que viveu uma vida dupla. “Não sinto falta do medo e do trauma. Mas sinto falta de controlar meu anonimato. Eles não conseguiam me encontrar, não conseguiam descobrir quem estava por trás [do blog]. Tenho saudade do sentido que isso me dava — e da adrenalina”, afirmou. Pressões sobre o jornalismo: regimes autoritários e o público Atualmente, Omar Mohammed leciona na Sciences Po, em Paris, e participou do 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. Ele avalia que a profissão de jornalista sofre uma dupla pressão: de regimes autoritários e do público, que cada vez mais exige posicionamento. “Ditaduras sempre querem controlá-lo”, disse Mohammed, enfatizando que jornalistas tornam a mentira custosa. No entanto, ele critica a pressão do público para que jornalistas tomem lados. “No momento em que você faz isso, não é mais jornalista,

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Irã Rejeita Negociações Após Ataques de Trump, Mas Trump Nega Falta de Munição e Tensão Persiste

Irã recusa diálogo após ofensiva americana, enquanto Trump nega escassez de munição e mercados reagem à instabilidade no Golfo Pérsico. Apesar de Donald Trump ter suspendido no fim de semana os ataques pontuais contra o Irã, após advertências militares sobre a ineficácia da campanha, o governo iraniano rejeitou nesta segunda-feira (27) a possibilidade de reabrir negociações de paz. O porta-voz diplomático do país, Esmail Baghaer, afirmou que o Irã cessará os ataques retaliatórios contra aliados americanos no Golfo Pérsico se Trump fizer o mesmo. A ofensiva americana teve início após Trump declarar nulo, no dia 8, o cessar-fogo de 60 dias assinado em 17 de junho. Este acordo ratificava o congelamento da guerra na região, cuja fase mais intensa durou cinco semanas a partir do primeiro ataque dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro. Conforme informação divulgada pela imprensa americana, a pausa nos combates, iniciada na noite de sexta (24), trouxe um alívio temporário aos mercados, com o preço do barril de Brent caindo para menos de US$ 90, após superar os US$ 100 na semana anterior. A decisão de pausar os ataques, segundo múltiplos relatos na imprensa dos EUA, foi motivada por um alerta de Dan Caine, o principal chefe militar americano. O general teria informado que não havia mais alvos viáveis para os bombardeios pontuais, com risco de exaustão da defesa antiaérea na região. Contudo, em declarações ao jornal Washington Post nesta segunda, Trump negou qualquer problema de munição, afirmando que os EUA possuem “muito mais munição do que precisam”. Ataques e Retaliações: Um Jogo de Forças no Golfo A campanha retaliatória do Irã foi particularmente impactante, atingindo bases americanas na Jordânia, Kuwait e Bahrein, com relatos de quatro militares mortos. Embora os danos sejam censurados, imagens sugerem a destruição de aeronaves e radares. No domingo (26), o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, indicou que a pausa visava incentivar negociações, mas que Trump não descartava ampliar a guerra, uma ameaça já feita na semana anterior. Ao rejeitar as conversas, a teocracia iraniana busca consolidar uma posição de força e celebrar uma vitória diplomática, tendo resistido à campanha de ataques. O Irã também se beneficia da renovada disputa entre seus aliados houthis do Iêmen e a Arábia Saudita, que ameaça a exportação de petróleo pelo Mar Vermelho. A possibilidade de fechamento dos estreitos em ambos os lados da Península Arábica aumenta a pressão sobre Trump. Estratégias e Interesses: Paciência e Eleições em Jogo Apesar da postura firme, o Irã tem demonstrado nuances em sua estratégia. O regime evitou envolver Israel diretamente nesta fase do conflito e sinalizou escalada com ataques a infraestrutura civil no Golfo, sem empregar força total. A estratégia iraniana parece ser um jogo de paciência, retaliando de forma pontual para evitar um conflito amplo, dada a degradação de suas forças militares. Por outro lado, Trump também busca evitar uma guerra em larga escala, especialmente com as eleições legislativas de novembro se aproximando, onde corre o risco de perder o controle de ambas

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Trump encurralado na guerra com Irã: “Maior martelo do mundo” não garante vitória, alertam aliados

Trump em impasse na guerra com o Irã: o dilema do “maior martelo do mundo” sem saída clara Donald Trump, conhecido por sua imprevisibilidade, encontra-se em uma posição delicada no conflito com o Irã. Apesar de possuir o que ele chama de “o maior martelo do mundo”, o presidente americano parece encurralado, sem uma estratégia clara para encerrar a guerra que se arrasta e consome sua administração. As ambições de Trump de rápido fim para o programa nuclear iraniano e derrubada do regime, anunciadas em fevereiro, permanecem distantes. Cinco meses depois, os objetivos não foram alcançados e a hesitação em novas operações militares em larga escala é palpável, com agências de inteligência alertando para a baixa probabilidade de sucesso em Teerã. A situação é agravada pela impopularidade da guerra nos EUA, com apenas 29% aprovando a gestão do conflito, conforme pesquisa do Washington Post e Ipsos. Aliados republicanos, como o presidente da Câmara, Mike Johnson, expressam a necessidade de “encerrar isso”, mas um caminho viável para a vitória, ou mesmo para uma retirada honrosa, parece inexistente. Conforme apurado pelo The New York Times, Trump não conseguiu controlar a alta dos preços do petróleo nem seus efeitos no mercado de ações. O tráfego marítimo, crucial para o abastecimento global, continua ameaçado em pontos estratégicos como o estreito de Hormuz e o golfo de Aden. A busca por uma saída: opções limitadas e arriscadas O presidente americano tem debatido três opções principais com assessores: escalada militar, repressão econômica ou declaração de vitória com retirada. Todas, no entanto, apresentam obstáculos significativos e riscos consideráveis. A escalada militar, que envolveria bombardeios de grande magnitude, foi considerada, mas recuada. Há o receio de um alto número de vítimas civis, fome em massa e a possibilidade de constituição de crimes de guerra, além do esgotamento dos estoques americanos de mísseis interceptadores. Relatos indicam que metade dos estoques de alguns interceptadores-chave já poderia ter sido utilizada, com números criticamente baixos após intensos ataques e contra-ataques. Sanções econômicas: uma estratégia lenta e incerta A segunda opção, a repressão econômica através de sanções, tem se mostrado lenta. Desde 2018, quando Trump retirou os EUA do acordo nuclear, sanções “esmagadoras” foram impostas, mas o regime iraniano permanece de pé. Essa estratégia exige uma presença militar contínua e onerosa, com risco de confrontos intermitentes e ataques a aliados. Declarar vitória: um legado incerto A terceira via, declarar vitória e se retirar, também carrega custos. Deixar o Irã com seu programa nuclear avançado e controle sobre o estreito de Hormuz pode ser interpretado como uma falha em resolver o problema inicial e criar novas dificuldades para os mercados de energia. Isso deixaria claro que o alcance do poder de Trump, que ele acreditava ser ilimitado em janeiro, possui restrições significativas. A angústia de Trump é clara ao prometer interromper o programa nuclear iraniano a qualquer custo, enquanto aliados republicanos buscam uma saída. A dificuldade em encontrar um caminho para a vitória, ou mesmo para uma retirada que não comprometa sua reputação, define

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Análise Revela: Confiança é Marca de Trump, Mas Medo e Raiva Crescem ao Falar de Outros

Análise de Falas de Donald Trump Detalha Padrão Emocional e Evolução do Vocabulário Donald Trump demonstra consistentemente emoções como confiança, expectativa e alegria em suas aparições públicas. Este padrão emocional tem sido observado desde a pré-campanha de 2015 até fevereiro de 2026, período analisado pela Folha em um levantamento de aproximadamente 4.000 discursos e declarações. A análise, realizada com algoritmos de aprendizado de máquina em mais de 20 milhões de palavras, classifica as falas de Trump por sua carga emocional. Mesmo diante de públicos variados, como jornalistas, o público geral ou outros candidatos, a confiança e a expectativa permanecem como sentimentos dominantes. A pesquisa, com base em dados compilados pela Folha, indica que a confiança de Trump não é inabalável, tendo atingido seu auge na primeira metade de seu primeiro mandato e em um breve período após deixar a presidência. Conforme informação divulgada pela Folha, o estudo detalha a metodologia utilizada, incluindo o processamento de texto em larga escala e a análise lexical de emoções. Vocabulário Repetitivo e Linguagem Divisiva Marcantes no Estilo de Trump O vocabulário de Donald Trump é caracterizado pela repetição de termos e pela simplicidade das frases. Em média, ele utiliza 12,9 palavras por oração, e as 50 palavras mais frequentes, excluindo artigos e preposições, representam 33% do total de suas falas. Essa variedade vocabular limitada diminuiu ao longo dos anos, segundo o levantamento. Um estudo da Universidade de Chicago, comparando candidatos à presidência dos EUA desde 1960, aponta que Trump utiliza as sentenças mais curtas, simples e repetitivas entre todos. Sua linguagem é frequentemente descrita como divisiva, pois é usada para atacar e deslegitimar oponentes, conforme indicam análises linguísticas. Hostilidade Aumenta ao Falar de Terceiros, Conforme Análise A análise da Folha revela que, quando Trump se refere a outras pessoas ou entidades, utilizando pronomes como “eles” e “deles”, suas falas mostram uma alta correlação com emoções como medo e raiva. Nesses momentos, os sentimentos de alegria e confiança tendem a diminuir significativamente. A frequência com que Trump fala sobre outros, incluindo cidadãos e países estrangeiros, tem aumentado ao longo do tempo, o que corrobora descobertas de outras pesquisas. A hostilidade em seu discurso, especialmente ao abordar temas externos, é um ponto de destaque na análise. Momentos de Crise Política Refletem Oscilações Emocionais nas Falas de Trump As transições emocionais nas falas de Trump frequentemente coincidem com momentos políticos de grande impacto. O final de 2018, marcado por reveses, viu o predomínio de raiva e medo, influenciado por eventos como a publicação do livro “Medo: Trump na Casa Branca” e a prisão de seu ex-advogado Michael Cohen. A derrota nas eleições de 2020 para Joe Biden e a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 representaram o ponto mais baixo de confiança nas declarações de Trump desde 2015. Houve uma recuperação temporária entre 2021 e 2022, período em que ele viajava pelo país e lançava seu conglomerado de mídia, incluindo a rede social Truth Social. Padrão de Raiva e Medo Prevaleceu, com Tristeza Emergindo

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Povo Ashaninka sob Cerco: Crime Organizado Ameaça Terras Indígenas na Fronteira Brasil-Peru

Fronteira Amazônica em Alerta: Comunidades Indígenas Ashaninka Denunciam Ameaças do Crime Organizado Lideranças do povo Ashaninka, que habita um vasto território entre o Peru e o estado do Acre, no Brasil, emitiram um alerta urgente sobre a crescente ameaça do crime organizado em suas terras. A situação se agravou após a invasão de uma aldeia por homens armados, que buscavam intimidar e ameaçar as lideranças locais. O incidente, ocorrido em julho na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, na fronteira com o Peru, evidenciou a vulnerabilidade das comunidades indígenas diante da expansão de atividades ilícitas como o narcotráfico, o garimpo e a exploração ilegal de madeira na região amazônica. Segundo relatos das próprias comunidades, o objetivo dos invasores era silenciar os líderes Ashaninka, que têm sido voz ativa na defesa de seus territórios e direitos. As organizações criminosas buscam controlar rotas de drogas e recursos naturais, transformando os povos originários em reféns de suas operações. O fato foi noticiado por veículos internacionais como a Associated Press e o The Guardian, conforme informações divulgadas pelas lideranças indígenas. Avanço do Crime e Fragilidade das Fronteiras A Amazônia, com sua vasta extensão e complexidade geográfica, abrigada por oito países e territórios soberanos, tem se tornado um terreno fértil para a atuação de redes criminosas transnacionais. A falta de uma coordenação de segurança eficaz entre as nações permite que essas organizações se movam com relativa facilidade, explorando as brechas na fiscalização. O Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), institucionalizado em 1998 através da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), busca promover a cooperação regional em diversas frentes, incluindo a segurança. No entanto, apesar dos esforços, as estruturas de cooperação em segurança ainda se mostram fragmentadas, contrastando com a agilidade das redes criminosas em cruzar fronteiras. Acordo Brasil-Peru e a Luta pela Proteção Em resposta à crescente pressão, o Ministério dos Povos Indígenas do Brasil anunciou um importante passo em direção à cooperação bilateral. Foi assinado um memorando de entendimento com o Ministério da Cultura do Peru com o objetivo de fortalecer a proteção das terras indígenas na fronteira, com foco especial nos povos em isolamento voluntário. Este acordo, negociado desde o início de 2024, visa estabelecer um marco para o compartilhamento de informações e a coordenação de ações conjuntas entre Brasil e Peru. A iniciativa busca dar um suporte mais efetivo às comunidades indígenas que vivem sob a constante ameaça da violência e da invasão de seus territórios. Rotas do Crime e Conexão Global As fronteiras amazônicas tornaram-se pontos estratégicos para o crime organizado. A chamada rota do Solimões, um complexo sistema de rios navegáveis, é utilizada como principal corredor para o escoamento de cocaína produzida em países como Peru, Colômbia e Bolívia. Essa droga, ao adentrar o território brasileiro, segue para Manaus e, de lá, para portos no Atlântico, com destino final à Europa. A violência contra os povos indígenas na região está diretamente ligada ao comércio global de drogas, bem como à extração ilegal de ouro. O minério, uma vez extraído clandestinamente,

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Teatros da Amazônia são Novos Patrimônios Culturais Mundiais da UNESCO: Um Triunfo para o Brasil

Teatros da Amazônia Ganham o Mundo: Reconhecimento da UNESCO Celebra a Cultura Brasileira O Brasil celebra um marco cultural significativo com o reconhecimento de dois de seus mais emblemáticos teatros como patrimônios culturais mundiais pela UNESCO. O anúncio, feito durante o 48º comitê internacional da organização em Busan, na Coreia do Sul, eleva os Teatros Amazonas, em Manaus, e o Teatro da Paz, em Belém, a um patamar de destaque global. Essa conquista representa não apenas a preservação de monumentos históricos, mas também a valorização da identidade e da história da Amazônia. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi fundamental na articulação e defesa da candidatura conjunta dos dois teatros, que agora são reconhecidos como um conjunto sob a inscrição “Teatros da Amazônia”. A decisão da UNESCO reforça a importância da Amazônia como um território de cultura e memória, indo além de sua reconhecida riqueza natural. Essa chancela internacional abre portas para o turismo, a economia e a projeção da cultura amazônica para o mundo, conforme informações divulgadas pelo Iphan. Um Conjunto Histórico e Cultural Unificado O título de patrimônio mundial foi concedido aos Teatros Amazonas e da Paz como um bem seriado, um reconhecimento que une diferentes unidades sob uma única inscrição. Essa abordagem, similar a outras reconhecidas pela UNESCO, como as academias coreanas Seowon, destaca a complementaridade e a relação histórica entre os dois edifícios. Ambos os teatros foram construídos durante o ciclo da borracha, um período de grande efervescência econômica e cultural na região. O Teatro da Paz, inaugurado em 1878, foi projetado para espetáculos líricos, enquanto o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, tornou-se um ícone de Manaus. Ambos são tombados pelo Iphan desde as décadas de 1960. A candidatura conjunta foi defendida com base na forte ligação histórica, econômica e política que une os teatros, refletindo sua importância na formação urbana das metrópoles amazônicas. “Eles têm uma relação de complementaridade”, afirmou o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, destacando a unidade do contexto em que foram erguidos. Impacto e Futuro dos Novos Patrimônios Mundiais O reconhecimento da UNESCO traz uma nova perspectiva para a Amazônia, que já possui a Reserva da Biosfera da Amazônia Central como patrimônio natural mundial desde 2000. Com a adição dos teatros, o Brasil agora soma 26 patrimônios mundiais, incluindo bens culturais, naturais e mistos. A visibilidade internacional proporcionada pelo título de patrimônio mundial deve impulsionar o turismo e a economia na região. Contudo, o aumento de visitantes exigirá um plano de gestão robusto, focado na conservação dessas edificações históricas diante do potencial turismo de massa, conforme ressaltou o presidente do Iphan. A construção de um plano de gestão para a conservação e promoção dos teatros é o próximo passo essencial. Essa iniciativa, exigida pela UNESCO, visa garantir que esses locais sejam mantidos e valorizados como um patrimônio cultural de importância global, brasileira e amazônica. A Amazônia: Natureza e Cultura em Harmonia O reconhecimento dos teatros da Amazônia contribui para desmistificar a ideia de que a região é composta apenas

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Entregadores de Aplicativo Rompidos com Lula: Críticas à Regulamentação e Crédito Insuficiente

Entregadores de Aplicativo em Confronto com o Governo Lula: Entenda as Críticas Apesar das iniciativas do governo federal para regulamentar o trabalho e oferecer linhas de crédito, a categoria de entregadores de aplicativos demonstra profundo descontentamento. Lideranças do setor apontam que as medidas propostas, como o programa Move Brasil, não abordam as principais demandas, como a baixa remuneração, e são vistas como ações com viés eleitoreiro. O desgaste com o presidente Lula e o ministro Guilherme Boulos é palpável. A insatisfação se manifesta na percepção de que o governo tem focado em aspectos pontuais, como o valor por corrida e o INSS, negligenciando discussões cruciais sobre proteção social, um piso salarial real e a jornada de trabalho. Essa abordagem gera um racha no movimento, com acusações de que o ministro Boulos estaria utilizando entidades representativas para promover seus interesses eleitorais, distanciando-se das reais necessidades da base trabalhadora. A reportagem da Gazeta do Povo detalha como as tentativas de solução apresentadas pelo governo, como o programa Move Brasil, enfrentam obstáculos significativos. A dificuldade de acesso ao crédito, devido a restrições bancárias dos trabalhadores, e a ineficácia de programas anteriores, como o de financiamento para motoristas de carros, alimentam o ceticismo da categoria. Para os entregadores, o foco deveria estar na remuneração justa pelas plataformas, e não em mais endividamento. Programa Move Brasil: Uma Solução de Crédito com Obstáculos O programa Move Brasil, que oferece uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para a aquisição de motos e bicicletas elétricas, visa subsidiar juros e oferecer prazos estendidos para renovação de veículos. No entanto, a categoria relata **dificuldades de acesso ao financiamento**, pois muitos trabalhadores possuem dívidas ou restrições bancárias, impedindo a aprovação. Uma experiência anterior com motoristas de aplicativos de carro serviu de alerta. Um teste revelou que bancos ofereceram financiamento parcial, cobrindo apenas cerca de 25% do valor do veículo. Sem o restante para a entrada, **nenhum motorista conseguiu concluir a compra**, gerando forte ceticismo sobre a eficácia do novo programa para os entregadores. Regulamentação Frustrada e Desgaste com Guilherme Boulos O projeto de regulamentação do trabalho por aplicativo travou na Câmara dos Deputados, enfrentando resistência tanto de empresas quanto de trabalhadores. O ponto central de conflito foi a proposta de uma **remuneração mínima de R$ 10 por entrega**, que não avançou. A relação com o ministro Guilherme Boulos está **profundamente desgastada**. Entregadores acusam o ministro de usar entidades para promover seus interesses eleitorais, e até mesmo antigos aliados, como o ativista Paulo Galo, romperam publicamente com ele. A criação de uma narrativa única para as negociações, que não refletiria os anseios da base, é apontada como um fator de divisão no movimento. Crédito como Solução Insuficiente: O Risco do Endividamento As associações de entregadores argumentam que o governo tenta resolver um problema de renda com **mais endividamento**. Oferecer empréstimos sem melhorar o pagamento das plataformas, como iFood e 99, é visto como uma forma de **empurrar o trabalhador para uma armadilha financeira**. Além disso, o aumento temporário de ganhos

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Tragédia em Seattle: Tiroteio Chocante Perto do Space Needle Deixa 3 Mortos e Criança Ferida Durante Festival

Tiroteio em Seattle: Caos e Luto Próximo ao Space Needle Deixam Três Mortos e Quatro Feridos Um **tiroteio trágico** próximo ao icônico Space Needle, em Seattle, nos Estados Unidos, resultou na morte de três pessoas e deixou ao menos quatro feridos, incluindo uma criança pequena, conforme informado pelas autoridades locais neste domingo (26). O incidente ocorreu em meio ao popular festival gastronômico ‘Bite of Seattle’, em uma área turística conhecida mundialmente, adicionando uma camada de horror a um evento que deveria ser de celebração e convívio social. A polícia já anunciou a detenção de um suspeito e segue na busca por um segundo indivíduo envolvido nos disparos, que abalaram a tranquilidade da cidade no noroeste dos EUA. As informações foram divulgadas pelas forças de segurança locais, que estão investigando a fundo o ocorrido. Investigação e Mobilização das Autoridades Após Ataque Violento De acordo com o subdiretor da polícia, Tyrone Davis, os disparos foram ouvidos por volta das 18h locais. Ele detalhou que “duas pessoas estavam atirando uma contra a outra” no local, onde duas armas foram recuperadas pelas autoridades. A rápida resposta policial foi crucial para a contenção inicial da situação. O governador de Washington, Bob Ferguson, confirmou que agentes da equipe SWAT da Patrulha Estadual foram mobilizados para auxiliar a polícia local no atendimento e na investigação do caso. A prefeita Katie Wilson classificou o tiroteio como um “ato de violência atroz”, expressando profunda consternação. “Nossa atenção está voltada para as pessoas que perderam a vida, para aqueles que lutam para se recuperar e para as famílias que os acompanham”, declarou a prefeita em um comunicado oficial, reforçando o apoio às vítimas e seus entes queridos. Vítimas e Estado de Saúde Após o Tiroteio O Centro Médico Harborview atendeu a quatro pacientes vítimas do tiroteio. Susan Gregg, porta-voz do hospital, informou que entre os feridos estão uma criança, uma mulher de 39 anos, um homem de 23 anos e outra mulher cuja idade não foi divulgada, que precisou ser encaminhada para o centro cirúrgico. Felizmente, segundo o subdiretor da polícia, os hospitalizados estão em “condição estável”. O incidente chocou os presentes no festival. Várias testemunhas relataram ao canal de televisão KIRO, de Seattle, terem ouvido múltiplos disparos antes de correrem para se proteger. A confusão e o medo tomaram conta da área turística. Relatos de Testemunhas e o Clima de Medo “No começo pensei que fossem fogos de artifício, e depois todo mundo começou a sair em massa e passavam correndo na nossa frente”, contou Nick Bate à emissora. O relato evidencia o pânico inicial e a rápida percepção de que se tratava de uma situação de perigo real. Outra testemunha descreveu à AFP o momento de desespero: “Começamos a correr. Eu não sabia, não olhei para onde a pessoa estava indo. Só ouvia tudo”. O medo e a incerteza dominaram a cena, deixando marcas profundas em quem presenciou o tiroteio em Seattle.

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Caos Moderno Valoriza o Simples: Como o Mercado Imobiliário Redescobre o Essencial para Vender Lares

O fascínio pelo simples em tempos de complexidade: uma nova era para o mercado imobiliário Em um mundo cada vez mais veloz e tecnológico, o que antes era comum agora se torna um luxo. Essa tendência, observada inicialmente em setores como a moda, com a valorização do conforto e de peças feitas à mão, encontra um paralelo direto no mercado imobiliário. A busca por o que é essencial e humano se reflete nas novas demandas e na forma como as transações imobiliárias acontecem. As mudanças no comportamento das pessoas, impulsionadas pela tecnologia e por um desejo crescente de autenticidade, impactam diretamente o setor. A adaptação a essas novas realidades exige uma compreensão profunda do que realmente importa para os clientes, indo além das características técnicas de um imóvel. Aprender a observar e a conectar-se com as necessidades mais profundas dos compradores é a chave para o sucesso. Conforme informações compartilhadas em um artigo recente, a observação atenta dos sinais sutis no consumo, vestuário e hábitos das pessoas antecipa comportamentos que moldam o futuro da moradia, e é aí que reside a grande oportunidade para quem sabe olhar. Esta matéria explora como o mercado imobiliário está, e deve, abraçar essa simplicidade extraordinária. A Evolução do Mercado Imobiliário: Do Analógico ao Digital e de Volta ao Humano Com mais de 25 anos de experiência no mercado imobiliário, é possível testemunhar transformações radicais. A era dos classificados impressos, com suas abreviações enigmáticas, deu lugar ao reinado dos algoritmos e das garantias digitais. Panfletos foram substituídos por campanhas segmentadas em tempo real, e até robôs surgem com a promessa de vender apartamentos. No entanto, a essência da negociação, a conexão humana, permanece insubstituível. Essa jornada tecnológica, embora impressionante, nos leva a refletir sobre o que realmente agrega valor. Em um cenário de constantes inovações, o que ganha força é aquilo que nos aproxima, que acolhe e que nos reconecta com o que é fundamental. O simples, que na verdade exige um profundo entendimento, torna-se o novo extraordinário. Moda e Arquitetura: O Espelho das Novas Prioridades A moda é um reflexo claro dessa mudança. A ostentação cede espaço ao conforto, e peças feitas com tempo e cuidado manual são cada vez mais valorizadas. Esse luxo do tempo e da dedicação se manifesta em outras áreas, como a arquitetura e a decoração, onde tons neutros, materiais naturais e espaços integrados promovem uma sensação de respiro e bem-estar. Essa busca por tranquilidade e naturalidade é uma resposta direta ao caos urbano e à aceleração do dia a dia. As pessoas anseiam por ambientes que permitam desacelerar e se reconectar consigo mesmas e com a natureza, mesmo dentro de grandes cidades. O Novo Lar: Tecnologia e Convivência em Equilíbrio No mercado imobiliário, essa tendência é palpável. Lançamentos que se destacam hoje oferecem não apenas infraestrutura moderna, como vagas para carros elétricos e espaços para mobilidade, mas também priorizam áreas verdes, espaços de convivência e um convite ao respiro. Os clientes desejam a conveniência da tecnologia, mas não abrem

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Split Payment: Como a Nova Regra Tributária Pode Impactar o Caixa e o Endividamento das Empresas?

Reforma Tributária e o Split Payment: O Que Você Precisa Saber Sobre o Impacto no Caixa das Empresas A reforma tributária traz consigo uma novidade que promete revolucionar a forma como os impostos são recolhidos no Brasil: o **split payment**. Esse mecanismo, que retira os tributos automaticamente no momento da venda, visa combater a sonegação fiscal, mas já acende um sinal de alerta entre empresários e empreendedores. A principal preocupação gira em torno da **perda imediata de capital de giro**. Muitas empresas utilizam os valores destinados aos impostos, que só seriam pagos semanas depois, para financiar suas operações diárias. Com a nova regra, essa “folga” financeira desaparece, exigindo um planejamento mais rigoroso. Especialistas e entidades empresariais, como a CNC e a FecomercioSP, alertam para os efeitos mais acentuados em setores com **margens de lucro apertadas** e que movimentam um grande volume de mercadorias. O impacto do split payment pode ser significativo, exigindo adaptação rápida para evitar dificuldades financeiras. Conforme informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, essa mudança pode afetar diretamente a saúde financeira dos negócios. Como o Split Payment Funciona na Prática? O split payment é, essencialmente, um **sistema de pagamento eletrônico inteligente**. No exato momento em que um cliente realiza uma compra, seja por Pix ou cartão, o valor correspondente aos impostos (IBS e CBS) é direcionado diretamente para os cofres públicos. O restante do montante, após a dedução dos tributos, é creditado na conta do vendedor. Atualmente, o fluxo é diferente: as empresas recebem o valor total da venda e efetuam o pagamento dos impostos apenas em datas posteriores. Esse intervalo temporal é crucial para muitas delas, servindo como uma linha de crédito natural para cobrir despesas operacionais. O Impacto Direto no Fluxo de Caixa das Empresas A consequência mais imediata do split payment é a **redução do capital de giro**. Empresas que dependem desse dinheiro, que ainda não foi efetivamente recolhido, para pagar fornecedores, salários e outras obrigações diárias, sentirão a diferença abruptamente. A ausência dessa reserva pode forçar a busca por **empréstimos bancários**, elevando os custos financeiros. Esses custos financeiros adicionais, por sua vez, podem acabar sendo repassados ao consumidor final, resultando em um **aumento nos preços dos produtos e serviços**. A medida, embora vise a legalidade, pode gerar um efeito cascata na economia. Créditos Tributários e o Cálculo do Imposto Retido É importante notar que o split payment não significa que a empresa pagará imposto sobre o valor total da venda de forma indiscriminada. O sistema permite a **dedução dos créditos tributários**. Esses créditos são os impostos que a empresa já pagou na aquisição de insumos de seus fornecedores. Por exemplo, se uma venda gera um imposto devido de R$ 280, mas a empresa possui R$ 180 em créditos tributários acumulados, apenas a diferença de R$ 100 será retida no momento da venda. Caso não seja possível verificar esses créditos instantaneamente, o governo reterá o valor total, com a promessa de **devolução do excedente em até três dias úteis**. Setores Mais

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Jornalista relata saudade de reportar escondido do Estado Islâmico: “Sentia adrenalina e anonimato”

Omar Mohammed, o historiador que virou jornalista anônimo contra o Estado Islâmico, compartilha reflexões sobre a profissão e os riscos da atuação em regimes autoritários. A cidade de Mossul, Iraque, foi capturada pelo Estado Islâmico (EI) em 2014, mergulhando a população em um período de brutalidade e opressão. Em meio a esse cenário, o historiador Omar Mohammed iniciou uma perigosa jornada dupla: professor universitário de dia e jornalista anônimo, autor do blog Mosul Eye, à noite. Por quase dois anos, Mohammed documentou a vida sob o regime do EI, arriscando sua própria existência para trazer ao mundo a verdade sobre as atrocidades cometidas. Sua atuação secreta, embora repleta de medo, também lhe proporcionou um senso de propósito e adrenalina que ele hoje, paradoxalmente, sente falta. Em entrevista, Mohammed expressa a impossibilidade de retornar ao seu país natal e a Mossul, sua amada cidade, devido a ameaças de morte de milícias paramilitares e remanescentes do Estado Islâmico. Sua história, marcada pela coragem e pela busca pela informação, foi divulgada em reportagem da Folha de S.Paulo. A vida dupla sob o olhar do terror Omar Mohammed, que nasceu e cresceu em Mossul, viu sua vida mudar drasticamente quando o Estado Islâmico tomou sua cidade. O grupo terrorista, que chegou a controlar um território de 8 milhões de pessoas, impôs uma ocupação violenta, com execuções públicas, estupros sistemáticos e perseguição a minorias. Para registrar a história e manter-se vivo, Mohammed precisou se portar de maneira subserviente às exigências do EI, como usar calças acima dos tornozelos e frequentar as rezas obrigatórias. Sua atuação anônima no blog Mosul Eye se tornou uma das principais fontes de informação independente sobre a vida em Mossul entre junho de 2014 e dezembro de 2015. O preço do anonimato e a saudade da adrenalina Após conseguir fugir para a Turquia em dezembro de 2015 e, posteriormente, revelar sua identidade em 2017, Mohammed vive no exílio. Ele afirma que não pode retornar ao Iraque, temendo por sua vida. “Sei o que aconteceria se eu voltasse. As milícias paramilitares deixaram muito claro que me matariam na hora”, declarou à Folha. Apesar do medo e do trauma vivenciados, Mohammed confessa sentir falta do período em que viveu uma vida dupla. “Não sinto falta do medo e do trauma. Mas sinto falta de controlar meu anonimato. Eles não conseguiam me encontrar, não conseguiam descobrir quem estava por trás [do blog]. Tenho saudade do sentido que isso me dava — e da adrenalina”, afirmou. Pressões sobre o jornalismo: regimes autoritários e o público Atualmente, Omar Mohammed leciona na Sciences Po, em Paris, e participou do 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. Ele avalia que a profissão de jornalista sofre uma dupla pressão: de regimes autoritários e do público, que cada vez mais exige posicionamento. “Ditaduras sempre querem controlá-lo”, disse Mohammed, enfatizando que jornalistas tornam a mentira custosa. No entanto, ele critica a pressão do público para que jornalistas tomem lados. “No momento em que você faz isso, não é mais jornalista,

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Irã Rejeita Negociações Após Ataques de Trump, Mas Trump Nega Falta de Munição e Tensão Persiste

Irã recusa diálogo após ofensiva americana, enquanto Trump nega escassez de munição e mercados reagem à instabilidade no Golfo Pérsico. Apesar de Donald Trump ter suspendido no fim de semana os ataques pontuais contra o Irã, após advertências militares sobre a ineficácia da campanha, o governo iraniano rejeitou nesta segunda-feira (27) a possibilidade de reabrir negociações de paz. O porta-voz diplomático do país, Esmail Baghaer, afirmou que o Irã cessará os ataques retaliatórios contra aliados americanos no Golfo Pérsico se Trump fizer o mesmo. A ofensiva americana teve início após Trump declarar nulo, no dia 8, o cessar-fogo de 60 dias assinado em 17 de junho. Este acordo ratificava o congelamento da guerra na região, cuja fase mais intensa durou cinco semanas a partir do primeiro ataque dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro. Conforme informação divulgada pela imprensa americana, a pausa nos combates, iniciada na noite de sexta (24), trouxe um alívio temporário aos mercados, com o preço do barril de Brent caindo para menos de US$ 90, após superar os US$ 100 na semana anterior. A decisão de pausar os ataques, segundo múltiplos relatos na imprensa dos EUA, foi motivada por um alerta de Dan Caine, o principal chefe militar americano. O general teria informado que não havia mais alvos viáveis para os bombardeios pontuais, com risco de exaustão da defesa antiaérea na região. Contudo, em declarações ao jornal Washington Post nesta segunda, Trump negou qualquer problema de munição, afirmando que os EUA possuem “muito mais munição do que precisam”. Ataques e Retaliações: Um Jogo de Forças no Golfo A campanha retaliatória do Irã foi particularmente impactante, atingindo bases americanas na Jordânia, Kuwait e Bahrein, com relatos de quatro militares mortos. Embora os danos sejam censurados, imagens sugerem a destruição de aeronaves e radares. No domingo (26), o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, indicou que a pausa visava incentivar negociações, mas que Trump não descartava ampliar a guerra, uma ameaça já feita na semana anterior. Ao rejeitar as conversas, a teocracia iraniana busca consolidar uma posição de força e celebrar uma vitória diplomática, tendo resistido à campanha de ataques. O Irã também se beneficia da renovada disputa entre seus aliados houthis do Iêmen e a Arábia Saudita, que ameaça a exportação de petróleo pelo Mar Vermelho. A possibilidade de fechamento dos estreitos em ambos os lados da Península Arábica aumenta a pressão sobre Trump. Estratégias e Interesses: Paciência e Eleições em Jogo Apesar da postura firme, o Irã tem demonstrado nuances em sua estratégia. O regime evitou envolver Israel diretamente nesta fase do conflito e sinalizou escalada com ataques a infraestrutura civil no Golfo, sem empregar força total. A estratégia iraniana parece ser um jogo de paciência, retaliando de forma pontual para evitar um conflito amplo, dada a degradação de suas forças militares. Por outro lado, Trump também busca evitar uma guerra em larga escala, especialmente com as eleições legislativas de novembro se aproximando, onde corre o risco de perder o controle de ambas

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Trump encurralado na guerra com Irã: “Maior martelo do mundo” não garante vitória, alertam aliados

Trump em impasse na guerra com o Irã: o dilema do “maior martelo do mundo” sem saída clara Donald Trump, conhecido por sua imprevisibilidade, encontra-se em uma posição delicada no conflito com o Irã. Apesar de possuir o que ele chama de “o maior martelo do mundo”, o presidente americano parece encurralado, sem uma estratégia clara para encerrar a guerra que se arrasta e consome sua administração. As ambições de Trump de rápido fim para o programa nuclear iraniano e derrubada do regime, anunciadas em fevereiro, permanecem distantes. Cinco meses depois, os objetivos não foram alcançados e a hesitação em novas operações militares em larga escala é palpável, com agências de inteligência alertando para a baixa probabilidade de sucesso em Teerã. A situação é agravada pela impopularidade da guerra nos EUA, com apenas 29% aprovando a gestão do conflito, conforme pesquisa do Washington Post e Ipsos. Aliados republicanos, como o presidente da Câmara, Mike Johnson, expressam a necessidade de “encerrar isso”, mas um caminho viável para a vitória, ou mesmo para uma retirada honrosa, parece inexistente. Conforme apurado pelo The New York Times, Trump não conseguiu controlar a alta dos preços do petróleo nem seus efeitos no mercado de ações. O tráfego marítimo, crucial para o abastecimento global, continua ameaçado em pontos estratégicos como o estreito de Hormuz e o golfo de Aden. A busca por uma saída: opções limitadas e arriscadas O presidente americano tem debatido três opções principais com assessores: escalada militar, repressão econômica ou declaração de vitória com retirada. Todas, no entanto, apresentam obstáculos significativos e riscos consideráveis. A escalada militar, que envolveria bombardeios de grande magnitude, foi considerada, mas recuada. Há o receio de um alto número de vítimas civis, fome em massa e a possibilidade de constituição de crimes de guerra, além do esgotamento dos estoques americanos de mísseis interceptadores. Relatos indicam que metade dos estoques de alguns interceptadores-chave já poderia ter sido utilizada, com números criticamente baixos após intensos ataques e contra-ataques. Sanções econômicas: uma estratégia lenta e incerta A segunda opção, a repressão econômica através de sanções, tem se mostrado lenta. Desde 2018, quando Trump retirou os EUA do acordo nuclear, sanções “esmagadoras” foram impostas, mas o regime iraniano permanece de pé. Essa estratégia exige uma presença militar contínua e onerosa, com risco de confrontos intermitentes e ataques a aliados. Declarar vitória: um legado incerto A terceira via, declarar vitória e se retirar, também carrega custos. Deixar o Irã com seu programa nuclear avançado e controle sobre o estreito de Hormuz pode ser interpretado como uma falha em resolver o problema inicial e criar novas dificuldades para os mercados de energia. Isso deixaria claro que o alcance do poder de Trump, que ele acreditava ser ilimitado em janeiro, possui restrições significativas. A angústia de Trump é clara ao prometer interromper o programa nuclear iraniano a qualquer custo, enquanto aliados republicanos buscam uma saída. A dificuldade em encontrar um caminho para a vitória, ou mesmo para uma retirada que não comprometa sua reputação, define

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