
Espriella na Colômbia: Advogado Adota Símbolos de Bolsonaro e Bukele em Campanha Eleitoral Surpreendente
Espriella emula símbolos de Bolsonaro e Bukele na Colômbia, gerando controvérsia A campanha eleitoral na Colômbia tem ganhado contornos que remetem a estratégias políticas já vistas em outros países da América Latina. O advogado Abelardo de la Espriella, que surpreendeu ao avançar para o segundo turno das eleições presidenciais, tem adotado símbolos e táticas que lembram figuras como Jair Bolsonaro, no Brasil, e Nayib Bukele, em El Salvador. A utilização da camisa amarela da seleção colombiana, um símbolo nacional, em comícios tem sido um dos pontos centrais de polêmica. Assim como ocorreu com Jair Bolsonaro em 2018, a apropriação do uniforme gera desconforto na esquerda, que vê uma tentativa de capitalização de um sentimento patriótico para fins eleitorais. Essa estratégia visual e de comunicação, que mistura elementos do futebol, redes sociais e um discurso direto, tem sido apontada por analistas como uma das chaves para o sucesso de Espriella. Conforme informações divulgadas pelo conteúdo fonte, a esquerda colombiana parece ter dificuldade em compreender essa nova linguagem simbólica, o que pode afastá-la de parte do eleitorado. A Camisa Amarela como Símbolo de Patriotismo e Controvérsia Em Barranquilla, um comício reuniu milhares de apoiadores de Abelardo de la Espriella, muitos vestindo a tradicional camisa amarela da seleção colombiana. O candidato incentivou o uso da vestimenta tricolor, descrevendo-a como um “sentimento de patriotismo, uma demonstração de amor pela nossa nação e de união entre os colombianos”. A escolha da camisa amarela evoca diretamente a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 no Brasil. Na época, o uniforme, antes associado a protestos de direita desde 2013, tornou-se um símbolo da campanha bolsonarista. A esquerda brasileira, em um primeiro momento, criticou a apropriação, para depois tentar retomar o uso dos símbolos nacionais. O adversário de Espriella, Iván Cepeda, criticou o uso eleitoral da camisa da seleção. Em uma publicação na rede social X, Cepeda questionou a Federação Colombiana de Futebol sobre a utilização do uniforme, argumentando que a seleção pertence a todos os colombianos e que seu manto é um símbolo nacional sujeito a restrições comerciais e políticas. Espriella Adota Estilo Visual e Discursivo de Líderes de Direita A estratégia de Espriella vai além do uniforme, incorporando elementos visuais e discursivos de outros líderes de direita. Do argentino Javier Milei, adota o “tigre” como símbolo em detrimento do leão, presente em telões e redes sociais. Da retórica de Bolsonaro, absorve a agressividade, com ameaças aos adversários. No entanto, é com Nayib Bukele, presidente de El Salvador, que Espriella mais se assemelha, inclusive fisicamente. O uso do boné como marca registrada e a barba alinhada são características compartilhadas. Nas redes sociais, ambos utilizam vídeos com trilhas sonoras triunfantes e uma linguagem messiânica, intercalada com fotos familiares. Show nos Palcos e a Popularidade de Bukele na Colômbia Os comícios de Espriella são concebidos como verdadeiros shows, com jogos de luzes, efeitos especiais e entradas triunfais. Um exemplo foi a formação de um tigre por drones no céu de Barranquilla, similar ao que ocorreu em San Salvador para celebrar








