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Principais Matérias

Como o voto nos EUA se tornou perigoso sob Trump: Julgadora da Suprema Corte denuncia manobras eleitorais e “desdobramento kafkiano”

Suprema Corte dos EUA emite decisão polêmica sobre regras eleitorais de Trump, com voto dissidente de juíza renomada A figura da magistrada Ketanji Brown Jackson, uma das juízas da Suprema Corte americana, volta a ser centro das atenções. Após destacar sua coragem em sua estreia como colunista neste espaço, a jurista se manifesta novamente com um voto que questiona um decreto presidencial de Donald Trump. A decisão de Jackson sobre as novas regras eleitorais impostas pelo ex-presidente é vista como um exercício de lucidez em meio a turbulências políticas. A Suprema Corte, em uma decisão recente, derrubou uma liminar que impedia a aplicação de partes cruciais do decreto de Trump. Com isso, o ex-presidente tem a possibilidade de seguir adiante com suas regras eleitorais. A manifestação da corte ocorreu em resposta a um recurso de emergência apresentado pelo governo Trump, onde seis juízes formaram a maioria, enquanto três juízas apresentaram votos dissidentes. Destacam-se os votos de Sonia Sotomayor, acompanhada por Elena Kagan, em um despacho de três páginas, e o de Ketanji Brown Jackson, em um parecer separado de 23 páginas. A juíza Jackson, em sua análise, não hesitou em criticar as manobras de Trump com o objetivo de desvirtuar o processo eleitoral, direcionando suas observações diretamente a seus pares na mais alta corte do país. Conforme a análise da juíza, a decisão majoritária da corte viola precedentes e pode injetar caos nas eleições de meio de mandato, configurando um “desdobramento kafkiano” em favor do ex-presidente. A informação foi divulgada em reportagem sobre o tema. Jackson aponta inconstitucionalidade em decreto de Trump Ketanji Brown Jackson estabeleceu, de início, que a condução das eleições é uma delegação constitucional aos estados americanos, e não algo que um presidente possa controlar, incluindo seus resultados. A juíza, em seu voto, demoliu três pontos centrais do decreto de Trump. O primeiro ponto questionado foi a determinação para que o secretário de Segurança Interna elaborasse “listas da cidadania”, definindo quem estaria apto a votar no país. O segundo ponto criticado refere-se à autorização para investigar e processar agentes estaduais que emitam cédulas eleitorais para pessoas não aptas a votar. Por fim, Jackson se insurgiu contra a exigência de que toda cédula enviada pelo correio fosse postada em envelopes especiais, com marcas e códigos de barras federais. A juíza expressou forte oposição a uma corte que, segundo ela, não analisa o mérito diante de uma inconstitucionalidade clara, permitindo que o “descalabro avance”, segundo a reportagem. Justificativa da maioria e a “balela” de “ainda é cedo” A justificativa apresentada pela maioria da corte para não intervir foi a de que os estados americanos “ainda é cedo” para reclamar na Justiça, pois os efeitos das medidas ainda não teriam sido plenamente sentidos. No entanto, Jackson se mostrou inarredável em seu posicionamento, insistindo que o presidente não possui qualquer autoridade para alterar as regras do jogo eleitoral. A reportagem aponta que a justificativa da corte é considerada “balela” por quem julga desviando de ambiguidades. Embora ainda haja incertezas sobre a

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Genealogia Genética Revoluciona Identificação de Vítimas do 11 de Setembro: Nova Ferramenta Traz Esperança para Famílias

Genealogia Genética: Uma Nova Fronteira na Identificação de Vítimas do 11 de Setembro Por quase 25 anos, cientistas forenses têm trabalhado incansavelmente na análise de fragmentos ósseos e outros restos mortais encontrados no local dos ataques terroristas de 11 de setembro ao World Trade Center. Até o momento, mais de 1.600 vítimas foram identificadas graças a esses esforços dedicados. Na segunda-feira (24), o prefeito Zohran Mamdani e o instituto médico-legal da cidade de Nova York anunciaram uma nova identificação, a primeira em quase um ano. A novidade reside na aplicação de uma ferramenta inovadora: a combinação da análise de DNA com o trabalho investigativo do Departamento de Polícia, que pesquisou a árvore genealógica da vítima. Essa abordagem pioneira utiliza o que é conhecido como “genealogia genética forense”. O instituto médico-legal contou com o apoio do Esquadrão de Genealogia Genética Investigativa, um grupo especializado em pesquisar bancos de dados genealógicos públicos. O objetivo é encontrar indivíduos cujos perfis genéticos possam ser vinculados a evidências de DNA coletadas em cenas de crimes, mesmo em casos arquivados por falta de pistas. Conforme informação divulgada pelo instituto médico-legal, foi a primeira vez que esses métodos foram empregados para identificar uma vítima do 11 de Setembro. Avanço Significativo na Busca por Respostas O dr. Jason Graham, chefe do instituto médico-legal da cidade, celebrou o avanço: “Conseguimos um avanço”. Ele expressou otimismo de que essa nova ferramenta possa auxiliar na devolução de mais restos mortais às famílias das vítimas, proporcionando um fechamento tão aguardado. A identificação mais recente representa a 1.654ª realizada pelo instituto médico-legal desde 2001. A vítima, uma mulher adulta, teve sua identidade mantida em sigilo a pedido de sua família, conforme informou um porta-voz do órgão. O prefeito Mamdani destacou a importância da descoberta, afirmando que ela é “um exemplo poderoso do que é possível quando aliamos tecnologia de ponta a um compromisso inabalável com aqueles que perdemos”. Desafios Persistentes e Esforços Contínuos Apesar deste importante progresso, a busca por identificar todas as vítimas do 11 de Setembro continua. Cerca de 40% das 2.753 pessoas que morreram nos ataques ainda não tiveram seus nomes associados a restos mortais, segundo Graham. Ele ressaltou a magnitude do evento, definindo-o como “o maior assassinato em massa da história dos Estados Unidos”, o que, por sua vez, “deu origem aos esforços de identificação mais complexos de nossa história”. A natureza dos restos mortais, submetidos a pressões e calor extremos no local do ataque, tem sido um obstáculo significativo para os cientistas forenses. Essas condições dificultaram a coleta de amostras de DNA e sua subsequente análise. As três identificações anteriores de vítimas do 11 de Setembro em Nova York ocorreram em agosto de 2025. Na ocasião, o instituto médico-legal identificou Ryan Fitzgerald, de Floral Park, Long Island, e Barbara Keating, de Palm Springs, Califórnia. Uma terceira vítima, uma mulher adulta, também foi identificada, mas seu nome não foi divulgado a pedido da família. O Futuro da Genealogia Genética na Justiça Graham explicou que, embora as análises tradicionais de

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STF Forma Maioria Para Tributar Lucros da Vale no Exterior: Gigante da Mineração Pode Pagar R$ 34 Bilhões

STF decide a favor da União e pode taxar lucros internacionais da Vale O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (27) para autorizar a cobrança de impostos sobre os lucros de empresas controladas pela mineradora Vale S/A no exterior. A decisão atende a um recurso da União e reverte entendimento anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A disputa gira em torno da tributação de lucros de subsidiárias da Vale localizadas na Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo. O STJ havia vetado a incidência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre esses lucros, argumentando que tratados contra a dupla tributação impediam a cobrança antes da distribuição de dividendos à matriz brasileira. A decisão do STF, que ainda será finalizada em sessão virtual nesta sexta-feira (28), pode gerar um impacto financeiro significativo para a Vale, estimado em cerca de R$ 34 bilhões. Conforme dados da Receita Federal de 2023, o potencial de arrecadação para os cofres públicos chega a R$ 142,5 bilhões entre 2017 e 2021, além de uma projeção anual de R$ 28,5 bilhões para os anos futuros. A informação foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal. Entendimento do STF: Universalidade e Tratados Internacionais A maioria dos ministros acompanhou o voto divergente do ministro Gilmar Mendes. Ele defendeu que a Receita Federal não tributa o lucro da empresa estrangeira diretamente no exterior, mas sim o **acréscimo patrimonial** da matriz brasileira, que é a controladora. Mendes argumentou que, sob o princípio da universalidade, a pessoa jurídica residente no Brasil deve reportar seu rendimento global. Para Gilmar Mendes, os tratados de bitributação têm como objetivo evitar a “dupla tributação jurídica”, onde o mesmo sujeito é tributado pela mesma renda por dois Estados. Na situação da Vale, ocorreria apenas a “dupla tributação econômica”, afetando pessoas jurídicas distintas (matriz e subsidiária), que pode ser mitigada por mecanismos internos de compensação de impostos. Este entendimento foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, totalizando seis votos. Voto do Relator e Divergência Parcial O relator do processo, ministro André Mendonça, votou contra o recurso da União, mantendo a decisão favorável à Vale. Ele sustentou que as convenções internacionais para evitar a bitributação devem prevalecer sobre a legislação interna, com base no critério da especialidade, conforme o Código Tributário Nacional e a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados. O ministro Luiz Fux acompanhou integralmente seu voto. Por outro lado, o ministro Dias Toffoli apresentou uma terceira corrente, votando pelo provimento parcial do recurso. Ele concordou com o relator em afastar a cobrança sobre os lucros das subsidiárias em países com tratados contra bitributação com o Brasil (Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo). Contudo, Toffoli votou a favor do Fisco em relação à subsidiária nas Bermudas, reconhecendo a constitucionalidade do uso do Método de Equivalência Patrimonial (MEP) para tributar lucros em paraísos fiscais. Impacto da Decisão para a Vale e o Fisco A decisão do STF representa uma mudança

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Rei Harald 5º da Noruega, o reformista que modernizou a monarquia, morre aos 89 anos em meio a crises familiares

Rei Harald 5º da Noruega falece aos 89 anos, encerrando um reinado de 33 anos marcado por reformas e popularidade. O Rei Harald 5º da Noruega, conhecido por sua postura reformista e por tirar a monarquia da sombra de seu pai, faleceu nesta sexta-feira (28), aos 89 anos. A notícia foi divulgada pelo palácio real, em um período de intensas turbulências para a família real norueguesa. Harald, que era o monarca vivo mais velho da Europa, foi internado no Hospital Universitário de Oslo no dia 17 de agosto, onde tratou de uma infecção bacteriana no sangue. Sua saúde já vinha sendo motivo de atenção, com internações anteriores em 2024, incluindo um episódio na Malásia que resultou na implantação de um marca-passo. O reinado de Harald, que se iniciou em 1991, foi caracterizado por sua capacidade de modernizar a monarquia e adaptá-la aos tempos atuais. Ele sempre demonstrou compromisso com seu juramento, descartando a ideia de abdicar e afirmando que seu papel como rei era vitalício. Conforme informações divulgadas pelo palácio real, o Rei Harald morreu tranquilamente no hospital às 6h35 (horário local). Um Rei Próximo do Povo e Símbolo de Resiliência Ao longo de seu reinado, o Rei Harald 5º se destacou por sua proximidade com o povo norueguês. Ele desempenhou um papel crucial em momentos de luto nacional, como após o atentado de Anders Behring Breivik em 2011, quando confortou a nação com um discurso marcante sobre a força da liberdade sobre o medo. Em situações de desastres naturais, como enchentes e tempestades, o rei era frequentemente visto visitando as áreas afetadas, vestindo botas de borracha e jaquetas simples, para oferecer apoio direto às vítimas. Essa postura humanizada contribuiu para sua alta popularidade, que, segundo pesquisa de fevereiro de 2026, o colocava como o membro da realeza mais representativo do país, com nota 9,2 em uma escala de 1 a 10. Defensor da Tolerância e Abertura Real O Rei Harald 5º também se firmou como um defensor da tolerância e da diversidade. Em um discurso em 2016, ele ressaltou que os noruegueses podiam ter diversas origens, crenças e orientações sexuais, promovendo uma mensagem de inclusão. Em 2005, em celebração ao centenário da independência da Noruega, ele e a Rainha Sonja convidaram 550 noruegueses para um baile. Na ocasião, Harald expressou sua visão de que as famílias reais europeias não deveriam recuar em relação aos avanços em abertura, afirmando que “depois que se abre o portão, é muito difícil fechá-lo novamente”. Essa declaração refletia sua crença na importância da monarquia se manter acessível e conectada com a sociedade. Paixões e Influências de um Reformista Assim como seu pai, Olav, o Rei Harald 5º era um entusiasta de esportes e automobilismo, dirigindo com frequência seu próprio carro. Como velejador, conquistou um título mundial e participou de diversas Olimpíadas, embora não tenha alcançado a medalha de ouro olímpica de seu pai. Um de seus grandes sonhos foi realizado aos 76 anos, quando passou quatro dias na Amazônia brasileira, convivendo com o povo

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Agenda Presidencial: Lula em sabatina, Zema foca em infraestrutura e Caiado visita hospital

Presidenciáveis em campanha: Veja os destaques da agenda desta quinta-feira (27) A quinta-feira (27) foi marcada por uma série de atividades dos candidatos à Presidência da República. As agendas incluíram desde sabatinas importantes em veículos de comunicação até visitas a locais que representam demandas sociais e econômicas. Os presidenciáveis buscaram diversificar seus compromissos, transitando entre entrevistas, visitas a hospitais e abrigos, e ações em feiras e locais de trabalho. O objetivo é alcançar diferentes setores do eleitorado e apresentar suas propostas. O dia também contou com atividades relacionadas a obras públicas e outras ações de campanha, demonstrando a intensidade da corrida eleitoral. Conforme divulgado pelas assessorias dos candidatos, as agendas refletem as prioridades de cada campanha. Lula foca em salário mínimo e sabatina na TV Globo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um dia com foco em comunicação e propostas econômicas. O candidato participou de uma **sabatina na TV Globo** na noite desta quinta-feira (27). Em suas redes sociais, Lula reforçou seu compromisso com a política de reajuste do **salário mínimo**, defendendo que os aumentos ocorram acima da inflação para garantir ganho real aos trabalhadores. Ele afirmou que, caso eleito, manterá essa política. Romeu Zema destaca infraestrutura para o agronegócio Romeu Zema (Novo) direcionou sua agenda para o interior de Minas Gerais. O candidato **vistoriou obras na cidade de São Francisco**, no norte do estado. Durante a visita, Zema enfatizou a necessidade de **mais infraestrutura para o escoamento das safras agrícolas** e para aumentar a competitividade do setor. “O nosso agro é muito eficiente da porteira para dentro, mas paga um preço caríssimo da porteira para fora”, declarou Zema ao percorrer uma ponte crucial para a região. Ronaldo Caiado visita hospital e promete mais investimentos em saúde O candidato Ronaldo Caiado (PSD) teve uma agenda voltada para a área da saúde em São Paulo. Ele concedeu entrevista a uma rádio local e, em seguida, **visitou o Hospital Santa Marcelina**. Na saída da unidade de saúde, Caiado **prometeu aumentar o investimento na atenção primária**, visando reduzir a demanda nos hospitais, e também o repasse de recursos federais para unidades hospitalares via SUS. À noite, o presidenciável participou do lançamento da candidatura de Otoni de Paula a deputado federal no Rio de Janeiro. Outros candidatos cumprem agendas pelo país Renan Santos (Missão) participou de sabatinas no Rio de Janeiro, defendendo o fim da Justiça do Trabalho. Romeu Zema (Novo) vistoriou obras em Minas Gerais. Ronaldo Caiado (PSD) visitou um hospital em São Paulo e participou de um evento no Rio de Janeiro. Rui Costa Pimenta (PCO) explanou sobre geopolítica em um canal do YouTube. Samara Martins (UP) realizou atividades de campanha no Recife, incluindo bandeiraço e caminhada. Wilson Grassi (Democrata) focou sua agenda em São Paulo na defesa da causa animal, participando de campanha de castração de pets. Clariana Barão (DC) visitou instituições em Cuiabá, como hospital e abrigo. Hertz Dias (PSTU) esteve com trabalhadores da indústria em São José dos Campos (SP), defendendo a manutenção de empregos e direitos trabalhistas,

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Alerta no Himalaia: Mudanças Climáticas Amplificam Risco de Inundações Catastróficas e Deslizamentos Chocantes

Desastres no Himalaia Ligados às Mudanças Climáticas: Especialistas Preocupados com Inundações e Deslizamentos Cientistas apontam que as mudanças climáticas estão criando um cenário de risco elevado para desastres na região do Himalaia, como as recentes e catastróficas enchentes na fronteira entre Nepal e Tibete, na China. A situação é alarmante, com milhares de pessoas desaparecidas após um deslizamento massivo de lama e rochas que atingiu um rio. O evento, que ocorreu nesta quarta-feira, causou inundações devastadoras em cidades e vales, deixando um rastro de destruição. Autoridades reportaram aproximadamente 1.500 desaparecidos, incluindo 800 estrangeiros, evidenciando a magnitude da tragédia e a vulnerabilidade da região. A causa exata do desastre está sob investigação, mas a avaliação preliminar de especialistas sugere que uma avalanche de gelo e rochas nas encostas do pico Langtang Lirung, no Nepal, pode ter iniciado a sequência de eventos. Essa massa atingiu o rio Lhende Khola, no lado tibetano, desencadeando as enxurradas. Conforme informação divulgada por cientistas, as mudanças climáticas estão gerando condições capazes de desestabilizar rochas e gelo em regiões de alta montanha, tornando desmoronamentos mais frequentes. Instabilidade Geológica Amplificada pelo Aquecimento Global Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea do Earth Sciences New Zealand, explica que o aquecimento global contribui para a desestabilização de encostas em áreas de alta montanha. O aumento das temperaturas e o consequente derretimento de geleiras e gelo reduzem o suporte em terrenos íngremes. Isso, por sua vez, pode fragilizar as montanhas e aumentar a probabilidade de grandes desmoronamentos, como o observado recentemente. O desastre desta quarta-feira causou danos significativos, incluindo a destruição de pelo menos seis grandes usinas hidrelétricas e parte da infraestrutura do polo comercial de Gyirong. Os rios foram alterados em mais de 100 km, chegando perto da fronteira com a Índia, demonstrando o alcance e a gravidade do evento. Eventos Semelhantes Crescem em Frequência e Intensidade Não é a primeira vez que a região do Himalaia enfrenta tragédias dessa natureza. Nos últimos anos, ocorreram eventos catastróficos semelhantes, embora em menor escala. Em 2025, uma inundação atingiu Gyirong, e em 2024, o rompimento de um lago glacial ocorreu na aldeia sherpa de Thame. Em 2023, um evento similar aconteceu em Sikkim, no nordeste da Índia. O Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (Icimod), com sede no Nepal, alerta que inundações, deslizamentos, avalanches e secas estão se tornando mais frequentes e intensos em toda a cordilheira Hindu Kush. As rápidas mudanças no clima e no ambiente representam uma grande ameaça para a população local. O Impacto da Perda de Gelo e a Ameaça de Eventos Compostos Farooq Azam, especialista em criosfera do Icimod, destaca que o aumento das temperaturas nas montanhas torna a criosfera, a parte do planeta coberta de gelo, muito mais vulnerável. A combinação do intenso derretimento da neve com a atividade sísmica é apontada como um provável gatilho para a avalanche inicial que resultou na inundação. A tendência de longo prazo é preocupante. Um relatório das Nações Unidas de 2023 indicou que o aquecimento global

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Desespero em Hidrelétrica no Nepal: Funcionário filma fuga de enchente devastadora que deixou mais de 1.300 desaparecidos

Enchente catastrófica no Nepal: imagens chocantes de usina hidrelétrica revelam o pânico e a destruição Um vídeo dramático capturado por um funcionário de uma usina hidrelétrica no distrito de Rasuwa, uma das áreas mais severamente atingidas pelas enchentes que assolaram o Nepal na última quarta-feira (27), está comovendo o mundo. As imagens, que rapidamente viralizaram nas redes sociais, mostram o exato momento em que o trabalhador e seus colegas precisam fugir desesperadamente da enxurrada de lama e água que avançava sobre a instalação. As gravações, que já ultrapassaram a marca de 36 milhões de visualizações, iniciam com o funcionário, identificado como Vivek Shrestha, filmando a aproximação da água. A percepção da imensa força e volume da correnteza o leva a abandonar a filmagem e correr em direção a pontos mais elevados da montanha, em busca de segurança. Em publicações posteriores, Shrestha documentou a evolução da situação, mostrando-se em um local seguro e registrando a força destrutiva da massa de lama descendo pelo leito do rio. Mais tarde, com o fluxo de água diminuindo, ele filmou o grupo aguardando o resgate em meio ao cenário desolador. Conforme informações divulgadas pela Reuters, um outro vídeo, também gravado no distrito de Rasuwa, evidencia a destruição de uma usina hidrelétrica em construção. As imagens chocantes revelam a violência da enxurrada cobrindo completamente o local de trabalho, onde máquinas pesadas e funcionários operavam momentos antes. O poder avassalador da natureza A força da enchente foi tamanha que a estrutura da usina em construção foi rapidamente submersa por uma onda de água e lama. A pessoa que filmava a cena, posicionada no alto da montanha, precisou se afastar rapidamente, com a câmera tremendo em suas mãos devido ao susto e à urgência da situação. Balanço trágico e busca por desaparecidos As enchentes atingiram a região do Himalaia, afetando tanto o Nepal quanto o Tibete, e deixaram um rastro de destruição sem precedentes. As equipes de resgate continuam as buscas por mais de 1.300 pessoas desaparecidas. Até a última quinta-feira (27), o número de mortos já havia chegado a 362, segundo balanços ainda preliminares das autoridades. Impacto devastador nos povoados A tragédia resultou na devastação e submersão de povoados inteiros sob uma espessa camada de lama. Do total de vítimas fatais, 359 foram registradas no Nepal, de acordo com informações oficiais, enquanto três mortes ocorreram no lado chinês, conforme noticiado pela imprensa estatal. É importante notar que as informações sobre o número de vítimas não são centralizadas, sendo divulgadas separadamente pelas autoridades de cada país e pela imprensa. Origem da tragédia: colapso de geleira A enxurrada de água e lama, descrita como semelhante a um tsunami, foi desencadeada pelo colapso de uma geleira. O evento teve uma intensidade comparável a um “evento sísmico” de magnitude 5,2, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, evidenciando a magnitude da catástrofe natural que assola a região.

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Colapso Glacial Devasta Nepal e Tibete: Entenda o Fenômeno que Causou Enchentes Catastróficas e Deixou Centenas de Vítimas

Colapso Glacial: A Causa da Enchente Devastadora no Nepal e Tibete que Deixou Centenas de Mortos e Desaparecidos Uma enchente repentina e devastadora atingiu o Nepal e o Tibete na manhã de quarta-feira (26), causando centenas de mortos e desaparecidos. Imagens chocantes registraram o momento em que comunidades inteiras foram varridas por uma enorme massa de lama, destruindo pontes, edifícios e outras estruturas em segundos. Inicialmente, cogitou-se um terremoto como o gatilho do desastre, mas investigações posteriores revelaram um fenômeno mais complexo e alarmante: um colapso glacial. A força da água e dos detritos gerou uma onda avassaladora que percorreu rios da região, como o Lhende Khola, Bhote Koshi, Trishuli e Narayani. A geografia acidentada do Himalaia, com vales estreitos e encostas íngremes, intensificou a velocidade e o poder destrutivo dessa enxurrada. Especialistas alertam para o risco de novas inundações nos próximos dias, pois grandes quantidades de detritos podem formar novos bloqueios nos rios. O evento levanta sérias preocupações sobre o papel das mudanças climáticas nesse tipo de desastre. O aquecimento global pode estar desestabilizando o permafrost, solo congelado que sustenta encostas de montanha, aumentando a probabilidade de deslizamentos, colapsos de geleiras e rompimentos de lagos glaciais. O Nepal já perdeu quase um terço de seu gelo nas últimas três décadas, com geleiras derretendo em ritmo acelerado, segundo a ONU. Conforme informações divulgadas pela BBC News e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o desastre se deu por um grande deslocamento de gelo e detritos. O Fenômeno do Colapso Glacial Explicado O que inicialmente foi registrado como um tremor de magnitude 4,4 pelo USGS, logo foi corrigido. O próprio serviço americano constatou que o evento sísmico, com magnitude equivalente a 5,2, foi uma consequência direta de um colapso glacial. Uma grande porção de uma geleira se desprendeu em uma área montanhosa e despencou vale abaixo, arrastando consigo gelo, pedras e sedimentos. Imagens de satélite corroboram essa hipótese, mostrando o desaparecimento de parte de uma geleira próxima à área afetada, indicando uma avalanche de gelo ou um desprendimento maciço. Simon Cook, especialista em glaciologia da Universidade de Dundee, explicou à BBC News que o colapso da geleira ao atingir o fundo do vale gerou o tremor. Essa massa de gelo e detritos atingiu o rio Lhende Khola, bloqueando temporariamente seu curso. Quando o bloqueio cedeu, uma enorme onda de água, gelo, pedras e lama avançou rio abaixo, devastando tudo em seu caminho. Risco Iminente de Novas Tragédias e Alerta para o Futuro A geografia da região, com vales estreitos e terrenos muito íngremes, favorece a propagação rápida dessas ondas de água e detritos. Basanta Raj Adhikari, diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, alertou para o risco de “segunda e terceira ondas” de inundações. Ele destacou que a quantidade de detritos carregada pelos rios pode criar novos bloqueios em trechos mais estreitos, elevando o perigo de formação de novas represas e, consequentemente, novas enchentes destrutivas. As autoridades e cientistas estão trabalhando intensamente para avaliar a

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iFood Lança Programa “Rota da Casa Própria” Para Entregadores Alcançarem Financiamento Habitacional e Realizarem o Sonho da Casa Própria

iFood Facilita o Sonho da Casa Própria Para Entregadores com Programa Inovador A conquista da casa própria é um objetivo para muitos brasileiros, e agora, entregadores que utilizam o aplicativo iFood terão um caminho mais claro para realizar esse sonho. A plataforma lançou o programa “Rota da Casa Própria”, uma iniciativa pioneira que visa aproximar esses trabalhadores do financiamento habitacional. O principal obstáculo para quem trabalha com aplicativos de entrega, como o iFood, é a comprovação de renda. Frequentemente, os ganhos variáveis e a ausência de um holerite tradicional dificultam a aprovação de crédito. A nova ferramenta do iFood busca solucionar essa questão, gerando um documento oficial com o histórico de rendimentos na plataforma. Essa facilidade na comprovação de renda, segundo o Valor, é crucial para a análise de crédito. A iniciativa, que já conta com a adesão de construtoras renomadas, promete abrir portas para milhares de entregadores que dependem dessa flexibilidade financeira para dar o primeiro passo rumo à aquisição de um imóvel. Conforme informação divulgada pelo Valor, o programa “Rota da Casa Própria” do iFood foi criado para simplificar o acesso ao financiamento habitacional para os entregadores. Parceria com Construtoras Oferece Condições Especiais Para tornar a compra de imóveis ainda mais acessível, o iFood estabeleceu parcerias estratégicas com grandes construtoras do mercado: Tenda, MRV e Direcional. Estas empresas oferecerão condições exclusivas para os entregadores participantes do programa. As condições podem variar dependendo do empreendimento, incluindo facilitação na entrada, redução do custo total do imóvel, simplificação nas formas de pagamento e até mesmo auxílio na aquisição de móveis. Após a emissão do histórico de ganhos pelo aplicativo Entregador iFood, o trabalhador deverá contatar os canais oficiais das construtoras para dar andamento ao processo. Programa Inicial com Público Restrito, Mas Grande Potencial Apesar do grande alcance do programa, a fase inicial do “Rota da Casa Própria” atenderá um público mais restrito. Serão elegíveis os entregadores que cumprem, em média, 40 horas semanais na plataforma. Este grupo representa cerca de 1,5% do total de 600 mil entregadores inscritos no iFood, o que equivale a aproximadamente 9 mil pessoas. Apesar de ser um número inicial, o iFood destaca que a casa própria é um desejo de 72% dos seus entregadores. A plataforma já realizou testes, e os resultados preliminares foram promissores, com dois entregadores já assinando contratos de financiamento habitacional. A expectativa é expandir o programa gradualmente. iFood Atua Como Facilitador, Sem Venda ou Crédito Direto É importante ressaltar que o iFood não atuará como vendedor de imóveis nem concederá crédito diretamente. A plataforma funcionará como uma facilitadora, simplificando a comprovação de renda e conectando os entregadores às construtoras e aos seus processos de financiamento. A Caixa Econômica Federal, embora tenha passado a reconhecer ganhos de plataformas de delivery como renda formal em julho, não integra este programa específico do iFood nem possui exclusividade nele. A iniciativa do iFood abre um novo horizonte para os entregadores, mostrando que é possível conciliar a flexibilidade do trabalho autônomo com a segurança e a realização

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Terras Raras: Ministro Brasileiro Vê Oportunidade Estratégica em Disputa EUA-China por Minerais Críticos

Minério estratégico: Brasil na mira de potências mundiais em busca de terras raras O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o potencial do Brasil como fornecedor de terras raras, minerais essenciais para tecnologias modernas e para a indústria bélica. A declaração surge em um contexto de intensa disputa geopolítica entre Estados Unidos e China pelo controle dessas matérias-primas, conforme relatado pelo ministro após conversas com representantes americanos. Silveira compartilhou que, durante uma visita a Washington em maio, ouviu de Donald Trump e sua equipe que os Estados Unidos “perderam a corrida dos minerais críticos para a China”. Essa admissão ressalta a urgência americana em diversificar suas fontes de suprimento e a importância estratégica do Brasil nesse cenário. A fala do ministro ocorreu durante a Exposibram, um importante congresso de mineração em Belo Horizonte. Ele enfatizou a necessidade de atrair capital estrangeiro para o processamento desses minerais em território nacional, visando agregar valor e gerar empregos no país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25). EUA buscam alternativas ao domínio chinês em terras raras O Ministro Alexandre Silveira explicou que os Estados Unidos reconhecem a dificuldade e o custo mais elevado de produzir terras raras em seu próprio território, tornando o Brasil uma alternativa viável e necessária. A China, por sua vez, domina grande parte da tecnologia de processamento e refino desses minerais, o que pode limitar seu interesse em investir em etapas de maior valor agregado no Brasil. Recentemente, o Departamento de Defesa americano anunciou um investimento de US$ 750 milhões (aproximadamente R$ 3,8 bilhões) para a aquisição de carbonato misto de terras raras da Serra Verde, em Goiás. Este aporte eleva o total de investimentos previstos para o projeto a US$ 1,5 bilhão, incluindo contratos de compra antecipada e dívidas bancárias. Serra Verde: um ativo estratégico com novo direcionamento comercial A mina de Serra Verde, atualmente a única em operação no Brasil, tinha seus contratos de exportação voltados majoritariamente para processadores chineses. No entanto, a aquisição do ativo pela USA Rare Earth por cerca de US$ 2,8 bilhões marca uma mudança significativa nesse panorama, com um acordo de offtake de quinze anos com os Estados Unidos. Essa transição, embora garanta um comprador estratégico, levanta questionamentos sobre a real agregação de valor dentro do Brasil. A etapa de separação e processamento dos minerais críticos, que concentra a maior parte do valor econômico, continua sendo realizada fora do país, o que pode limitar os benefícios econômicos de longo prazo para o Brasil. Brasil em busca de equilíbrio na geopolítica dos minerais A decisão de priorizar o comprador americano para a produção da Serra Verde pode estreitar o espaço para a política de equidistância defendida pelo governo brasileiro. A escolha de onde o valor agregado será gerado passa a ser influenciada por acordos internacionais, distanciando a tomada de decisão estratégica de Brasília. A notícia sobre o investimento americano ocorre em paralelo a outros desenvolvimentos na relação Brasil-China. A China e a Índia, por exemplo, concordaram em buscar soluções para disputas

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Como o voto nos EUA se tornou perigoso sob Trump: Julgadora da Suprema Corte denuncia manobras eleitorais e “desdobramento kafkiano”

Suprema Corte dos EUA emite decisão polêmica sobre regras eleitorais de Trump, com voto dissidente de juíza renomada A figura da magistrada Ketanji Brown Jackson, uma das juízas da Suprema Corte americana, volta a ser centro das atenções. Após destacar sua coragem em sua estreia como colunista neste espaço, a jurista se manifesta novamente com um voto que questiona um decreto presidencial de Donald Trump. A decisão de Jackson sobre as novas regras eleitorais impostas pelo ex-presidente é vista como um exercício de lucidez em meio a turbulências políticas. A Suprema Corte, em uma decisão recente, derrubou uma liminar que impedia a aplicação de partes cruciais do decreto de Trump. Com isso, o ex-presidente tem a possibilidade de seguir adiante com suas regras eleitorais. A manifestação da corte ocorreu em resposta a um recurso de emergência apresentado pelo governo Trump, onde seis juízes formaram a maioria, enquanto três juízas apresentaram votos dissidentes. Destacam-se os votos de Sonia Sotomayor, acompanhada por Elena Kagan, em um despacho de três páginas, e o de Ketanji Brown Jackson, em um parecer separado de 23 páginas. A juíza Jackson, em sua análise, não hesitou em criticar as manobras de Trump com o objetivo de desvirtuar o processo eleitoral, direcionando suas observações diretamente a seus pares na mais alta corte do país. Conforme a análise da juíza, a decisão majoritária da corte viola precedentes e pode injetar caos nas eleições de meio de mandato, configurando um “desdobramento kafkiano” em favor do ex-presidente. A informação foi divulgada em reportagem sobre o tema. Jackson aponta inconstitucionalidade em decreto de Trump Ketanji Brown Jackson estabeleceu, de início, que a condução das eleições é uma delegação constitucional aos estados americanos, e não algo que um presidente possa controlar, incluindo seus resultados. A juíza, em seu voto, demoliu três pontos centrais do decreto de Trump. O primeiro ponto questionado foi a determinação para que o secretário de Segurança Interna elaborasse “listas da cidadania”, definindo quem estaria apto a votar no país. O segundo ponto criticado refere-se à autorização para investigar e processar agentes estaduais que emitam cédulas eleitorais para pessoas não aptas a votar. Por fim, Jackson se insurgiu contra a exigência de que toda cédula enviada pelo correio fosse postada em envelopes especiais, com marcas e códigos de barras federais. A juíza expressou forte oposição a uma corte que, segundo ela, não analisa o mérito diante de uma inconstitucionalidade clara, permitindo que o “descalabro avance”, segundo a reportagem. Justificativa da maioria e a “balela” de “ainda é cedo” A justificativa apresentada pela maioria da corte para não intervir foi a de que os estados americanos “ainda é cedo” para reclamar na Justiça, pois os efeitos das medidas ainda não teriam sido plenamente sentidos. No entanto, Jackson se mostrou inarredável em seu posicionamento, insistindo que o presidente não possui qualquer autoridade para alterar as regras do jogo eleitoral. A reportagem aponta que a justificativa da corte é considerada “balela” por quem julga desviando de ambiguidades. Embora ainda haja incertezas sobre a

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Genealogia Genética Revoluciona Identificação de Vítimas do 11 de Setembro: Nova Ferramenta Traz Esperança para Famílias

Genealogia Genética: Uma Nova Fronteira na Identificação de Vítimas do 11 de Setembro Por quase 25 anos, cientistas forenses têm trabalhado incansavelmente na análise de fragmentos ósseos e outros restos mortais encontrados no local dos ataques terroristas de 11 de setembro ao World Trade Center. Até o momento, mais de 1.600 vítimas foram identificadas graças a esses esforços dedicados. Na segunda-feira (24), o prefeito Zohran Mamdani e o instituto médico-legal da cidade de Nova York anunciaram uma nova identificação, a primeira em quase um ano. A novidade reside na aplicação de uma ferramenta inovadora: a combinação da análise de DNA com o trabalho investigativo do Departamento de Polícia, que pesquisou a árvore genealógica da vítima. Essa abordagem pioneira utiliza o que é conhecido como “genealogia genética forense”. O instituto médico-legal contou com o apoio do Esquadrão de Genealogia Genética Investigativa, um grupo especializado em pesquisar bancos de dados genealógicos públicos. O objetivo é encontrar indivíduos cujos perfis genéticos possam ser vinculados a evidências de DNA coletadas em cenas de crimes, mesmo em casos arquivados por falta de pistas. Conforme informação divulgada pelo instituto médico-legal, foi a primeira vez que esses métodos foram empregados para identificar uma vítima do 11 de Setembro. Avanço Significativo na Busca por Respostas O dr. Jason Graham, chefe do instituto médico-legal da cidade, celebrou o avanço: “Conseguimos um avanço”. Ele expressou otimismo de que essa nova ferramenta possa auxiliar na devolução de mais restos mortais às famílias das vítimas, proporcionando um fechamento tão aguardado. A identificação mais recente representa a 1.654ª realizada pelo instituto médico-legal desde 2001. A vítima, uma mulher adulta, teve sua identidade mantida em sigilo a pedido de sua família, conforme informou um porta-voz do órgão. O prefeito Mamdani destacou a importância da descoberta, afirmando que ela é “um exemplo poderoso do que é possível quando aliamos tecnologia de ponta a um compromisso inabalável com aqueles que perdemos”. Desafios Persistentes e Esforços Contínuos Apesar deste importante progresso, a busca por identificar todas as vítimas do 11 de Setembro continua. Cerca de 40% das 2.753 pessoas que morreram nos ataques ainda não tiveram seus nomes associados a restos mortais, segundo Graham. Ele ressaltou a magnitude do evento, definindo-o como “o maior assassinato em massa da história dos Estados Unidos”, o que, por sua vez, “deu origem aos esforços de identificação mais complexos de nossa história”. A natureza dos restos mortais, submetidos a pressões e calor extremos no local do ataque, tem sido um obstáculo significativo para os cientistas forenses. Essas condições dificultaram a coleta de amostras de DNA e sua subsequente análise. As três identificações anteriores de vítimas do 11 de Setembro em Nova York ocorreram em agosto de 2025. Na ocasião, o instituto médico-legal identificou Ryan Fitzgerald, de Floral Park, Long Island, e Barbara Keating, de Palm Springs, Califórnia. Uma terceira vítima, uma mulher adulta, também foi identificada, mas seu nome não foi divulgado a pedido da família. O Futuro da Genealogia Genética na Justiça Graham explicou que, embora as análises tradicionais de

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STF Forma Maioria Para Tributar Lucros da Vale no Exterior: Gigante da Mineração Pode Pagar R$ 34 Bilhões

STF decide a favor da União e pode taxar lucros internacionais da Vale O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (27) para autorizar a cobrança de impostos sobre os lucros de empresas controladas pela mineradora Vale S/A no exterior. A decisão atende a um recurso da União e reverte entendimento anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A disputa gira em torno da tributação de lucros de subsidiárias da Vale localizadas na Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo. O STJ havia vetado a incidência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre esses lucros, argumentando que tratados contra a dupla tributação impediam a cobrança antes da distribuição de dividendos à matriz brasileira. A decisão do STF, que ainda será finalizada em sessão virtual nesta sexta-feira (28), pode gerar um impacto financeiro significativo para a Vale, estimado em cerca de R$ 34 bilhões. Conforme dados da Receita Federal de 2023, o potencial de arrecadação para os cofres públicos chega a R$ 142,5 bilhões entre 2017 e 2021, além de uma projeção anual de R$ 28,5 bilhões para os anos futuros. A informação foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal. Entendimento do STF: Universalidade e Tratados Internacionais A maioria dos ministros acompanhou o voto divergente do ministro Gilmar Mendes. Ele defendeu que a Receita Federal não tributa o lucro da empresa estrangeira diretamente no exterior, mas sim o **acréscimo patrimonial** da matriz brasileira, que é a controladora. Mendes argumentou que, sob o princípio da universalidade, a pessoa jurídica residente no Brasil deve reportar seu rendimento global. Para Gilmar Mendes, os tratados de bitributação têm como objetivo evitar a “dupla tributação jurídica”, onde o mesmo sujeito é tributado pela mesma renda por dois Estados. Na situação da Vale, ocorreria apenas a “dupla tributação econômica”, afetando pessoas jurídicas distintas (matriz e subsidiária), que pode ser mitigada por mecanismos internos de compensação de impostos. Este entendimento foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, totalizando seis votos. Voto do Relator e Divergência Parcial O relator do processo, ministro André Mendonça, votou contra o recurso da União, mantendo a decisão favorável à Vale. Ele sustentou que as convenções internacionais para evitar a bitributação devem prevalecer sobre a legislação interna, com base no critério da especialidade, conforme o Código Tributário Nacional e a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados. O ministro Luiz Fux acompanhou integralmente seu voto. Por outro lado, o ministro Dias Toffoli apresentou uma terceira corrente, votando pelo provimento parcial do recurso. Ele concordou com o relator em afastar a cobrança sobre os lucros das subsidiárias em países com tratados contra bitributação com o Brasil (Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo). Contudo, Toffoli votou a favor do Fisco em relação à subsidiária nas Bermudas, reconhecendo a constitucionalidade do uso do Método de Equivalência Patrimonial (MEP) para tributar lucros em paraísos fiscais. Impacto da Decisão para a Vale e o Fisco A decisão do STF representa uma mudança

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Rei Harald 5º da Noruega, o reformista que modernizou a monarquia, morre aos 89 anos em meio a crises familiares

Rei Harald 5º da Noruega falece aos 89 anos, encerrando um reinado de 33 anos marcado por reformas e popularidade. O Rei Harald 5º da Noruega, conhecido por sua postura reformista e por tirar a monarquia da sombra de seu pai, faleceu nesta sexta-feira (28), aos 89 anos. A notícia foi divulgada pelo palácio real, em um período de intensas turbulências para a família real norueguesa. Harald, que era o monarca vivo mais velho da Europa, foi internado no Hospital Universitário de Oslo no dia 17 de agosto, onde tratou de uma infecção bacteriana no sangue. Sua saúde já vinha sendo motivo de atenção, com internações anteriores em 2024, incluindo um episódio na Malásia que resultou na implantação de um marca-passo. O reinado de Harald, que se iniciou em 1991, foi caracterizado por sua capacidade de modernizar a monarquia e adaptá-la aos tempos atuais. Ele sempre demonstrou compromisso com seu juramento, descartando a ideia de abdicar e afirmando que seu papel como rei era vitalício. Conforme informações divulgadas pelo palácio real, o Rei Harald morreu tranquilamente no hospital às 6h35 (horário local). Um Rei Próximo do Povo e Símbolo de Resiliência Ao longo de seu reinado, o Rei Harald 5º se destacou por sua proximidade com o povo norueguês. Ele desempenhou um papel crucial em momentos de luto nacional, como após o atentado de Anders Behring Breivik em 2011, quando confortou a nação com um discurso marcante sobre a força da liberdade sobre o medo. Em situações de desastres naturais, como enchentes e tempestades, o rei era frequentemente visto visitando as áreas afetadas, vestindo botas de borracha e jaquetas simples, para oferecer apoio direto às vítimas. Essa postura humanizada contribuiu para sua alta popularidade, que, segundo pesquisa de fevereiro de 2026, o colocava como o membro da realeza mais representativo do país, com nota 9,2 em uma escala de 1 a 10. Defensor da Tolerância e Abertura Real O Rei Harald 5º também se firmou como um defensor da tolerância e da diversidade. Em um discurso em 2016, ele ressaltou que os noruegueses podiam ter diversas origens, crenças e orientações sexuais, promovendo uma mensagem de inclusão. Em 2005, em celebração ao centenário da independência da Noruega, ele e a Rainha Sonja convidaram 550 noruegueses para um baile. Na ocasião, Harald expressou sua visão de que as famílias reais europeias não deveriam recuar em relação aos avanços em abertura, afirmando que “depois que se abre o portão, é muito difícil fechá-lo novamente”. Essa declaração refletia sua crença na importância da monarquia se manter acessível e conectada com a sociedade. Paixões e Influências de um Reformista Assim como seu pai, Olav, o Rei Harald 5º era um entusiasta de esportes e automobilismo, dirigindo com frequência seu próprio carro. Como velejador, conquistou um título mundial e participou de diversas Olimpíadas, embora não tenha alcançado a medalha de ouro olímpica de seu pai. Um de seus grandes sonhos foi realizado aos 76 anos, quando passou quatro dias na Amazônia brasileira, convivendo com o povo

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Agenda Presidencial: Lula em sabatina, Zema foca em infraestrutura e Caiado visita hospital

Presidenciáveis em campanha: Veja os destaques da agenda desta quinta-feira (27) A quinta-feira (27) foi marcada por uma série de atividades dos candidatos à Presidência da República. As agendas incluíram desde sabatinas importantes em veículos de comunicação até visitas a locais que representam demandas sociais e econômicas. Os presidenciáveis buscaram diversificar seus compromissos, transitando entre entrevistas, visitas a hospitais e abrigos, e ações em feiras e locais de trabalho. O objetivo é alcançar diferentes setores do eleitorado e apresentar suas propostas. O dia também contou com atividades relacionadas a obras públicas e outras ações de campanha, demonstrando a intensidade da corrida eleitoral. Conforme divulgado pelas assessorias dos candidatos, as agendas refletem as prioridades de cada campanha. Lula foca em salário mínimo e sabatina na TV Globo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um dia com foco em comunicação e propostas econômicas. O candidato participou de uma **sabatina na TV Globo** na noite desta quinta-feira (27). Em suas redes sociais, Lula reforçou seu compromisso com a política de reajuste do **salário mínimo**, defendendo que os aumentos ocorram acima da inflação para garantir ganho real aos trabalhadores. Ele afirmou que, caso eleito, manterá essa política. Romeu Zema destaca infraestrutura para o agronegócio Romeu Zema (Novo) direcionou sua agenda para o interior de Minas Gerais. O candidato **vistoriou obras na cidade de São Francisco**, no norte do estado. Durante a visita, Zema enfatizou a necessidade de **mais infraestrutura para o escoamento das safras agrícolas** e para aumentar a competitividade do setor. “O nosso agro é muito eficiente da porteira para dentro, mas paga um preço caríssimo da porteira para fora”, declarou Zema ao percorrer uma ponte crucial para a região. Ronaldo Caiado visita hospital e promete mais investimentos em saúde O candidato Ronaldo Caiado (PSD) teve uma agenda voltada para a área da saúde em São Paulo. Ele concedeu entrevista a uma rádio local e, em seguida, **visitou o Hospital Santa Marcelina**. Na saída da unidade de saúde, Caiado **prometeu aumentar o investimento na atenção primária**, visando reduzir a demanda nos hospitais, e também o repasse de recursos federais para unidades hospitalares via SUS. À noite, o presidenciável participou do lançamento da candidatura de Otoni de Paula a deputado federal no Rio de Janeiro. Outros candidatos cumprem agendas pelo país Renan Santos (Missão) participou de sabatinas no Rio de Janeiro, defendendo o fim da Justiça do Trabalho. Romeu Zema (Novo) vistoriou obras em Minas Gerais. Ronaldo Caiado (PSD) visitou um hospital em São Paulo e participou de um evento no Rio de Janeiro. Rui Costa Pimenta (PCO) explanou sobre geopolítica em um canal do YouTube. Samara Martins (UP) realizou atividades de campanha no Recife, incluindo bandeiraço e caminhada. Wilson Grassi (Democrata) focou sua agenda em São Paulo na defesa da causa animal, participando de campanha de castração de pets. Clariana Barão (DC) visitou instituições em Cuiabá, como hospital e abrigo. Hertz Dias (PSTU) esteve com trabalhadores da indústria em São José dos Campos (SP), defendendo a manutenção de empregos e direitos trabalhistas,

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Alerta no Himalaia: Mudanças Climáticas Amplificam Risco de Inundações Catastróficas e Deslizamentos Chocantes

Desastres no Himalaia Ligados às Mudanças Climáticas: Especialistas Preocupados com Inundações e Deslizamentos Cientistas apontam que as mudanças climáticas estão criando um cenário de risco elevado para desastres na região do Himalaia, como as recentes e catastróficas enchentes na fronteira entre Nepal e Tibete, na China. A situação é alarmante, com milhares de pessoas desaparecidas após um deslizamento massivo de lama e rochas que atingiu um rio. O evento, que ocorreu nesta quarta-feira, causou inundações devastadoras em cidades e vales, deixando um rastro de destruição. Autoridades reportaram aproximadamente 1.500 desaparecidos, incluindo 800 estrangeiros, evidenciando a magnitude da tragédia e a vulnerabilidade da região. A causa exata do desastre está sob investigação, mas a avaliação preliminar de especialistas sugere que uma avalanche de gelo e rochas nas encostas do pico Langtang Lirung, no Nepal, pode ter iniciado a sequência de eventos. Essa massa atingiu o rio Lhende Khola, no lado tibetano, desencadeando as enxurradas. Conforme informação divulgada por cientistas, as mudanças climáticas estão gerando condições capazes de desestabilizar rochas e gelo em regiões de alta montanha, tornando desmoronamentos mais frequentes. Instabilidade Geológica Amplificada pelo Aquecimento Global Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea do Earth Sciences New Zealand, explica que o aquecimento global contribui para a desestabilização de encostas em áreas de alta montanha. O aumento das temperaturas e o consequente derretimento de geleiras e gelo reduzem o suporte em terrenos íngremes. Isso, por sua vez, pode fragilizar as montanhas e aumentar a probabilidade de grandes desmoronamentos, como o observado recentemente. O desastre desta quarta-feira causou danos significativos, incluindo a destruição de pelo menos seis grandes usinas hidrelétricas e parte da infraestrutura do polo comercial de Gyirong. Os rios foram alterados em mais de 100 km, chegando perto da fronteira com a Índia, demonstrando o alcance e a gravidade do evento. Eventos Semelhantes Crescem em Frequência e Intensidade Não é a primeira vez que a região do Himalaia enfrenta tragédias dessa natureza. Nos últimos anos, ocorreram eventos catastróficos semelhantes, embora em menor escala. Em 2025, uma inundação atingiu Gyirong, e em 2024, o rompimento de um lago glacial ocorreu na aldeia sherpa de Thame. Em 2023, um evento similar aconteceu em Sikkim, no nordeste da Índia. O Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (Icimod), com sede no Nepal, alerta que inundações, deslizamentos, avalanches e secas estão se tornando mais frequentes e intensos em toda a cordilheira Hindu Kush. As rápidas mudanças no clima e no ambiente representam uma grande ameaça para a população local. O Impacto da Perda de Gelo e a Ameaça de Eventos Compostos Farooq Azam, especialista em criosfera do Icimod, destaca que o aumento das temperaturas nas montanhas torna a criosfera, a parte do planeta coberta de gelo, muito mais vulnerável. A combinação do intenso derretimento da neve com a atividade sísmica é apontada como um provável gatilho para a avalanche inicial que resultou na inundação. A tendência de longo prazo é preocupante. Um relatório das Nações Unidas de 2023 indicou que o aquecimento global

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Desespero em Hidrelétrica no Nepal: Funcionário filma fuga de enchente devastadora que deixou mais de 1.300 desaparecidos

Enchente catastrófica no Nepal: imagens chocantes de usina hidrelétrica revelam o pânico e a destruição Um vídeo dramático capturado por um funcionário de uma usina hidrelétrica no distrito de Rasuwa, uma das áreas mais severamente atingidas pelas enchentes que assolaram o Nepal na última quarta-feira (27), está comovendo o mundo. As imagens, que rapidamente viralizaram nas redes sociais, mostram o exato momento em que o trabalhador e seus colegas precisam fugir desesperadamente da enxurrada de lama e água que avançava sobre a instalação. As gravações, que já ultrapassaram a marca de 36 milhões de visualizações, iniciam com o funcionário, identificado como Vivek Shrestha, filmando a aproximação da água. A percepção da imensa força e volume da correnteza o leva a abandonar a filmagem e correr em direção a pontos mais elevados da montanha, em busca de segurança. Em publicações posteriores, Shrestha documentou a evolução da situação, mostrando-se em um local seguro e registrando a força destrutiva da massa de lama descendo pelo leito do rio. Mais tarde, com o fluxo de água diminuindo, ele filmou o grupo aguardando o resgate em meio ao cenário desolador. Conforme informações divulgadas pela Reuters, um outro vídeo, também gravado no distrito de Rasuwa, evidencia a destruição de uma usina hidrelétrica em construção. As imagens chocantes revelam a violência da enxurrada cobrindo completamente o local de trabalho, onde máquinas pesadas e funcionários operavam momentos antes. O poder avassalador da natureza A força da enchente foi tamanha que a estrutura da usina em construção foi rapidamente submersa por uma onda de água e lama. A pessoa que filmava a cena, posicionada no alto da montanha, precisou se afastar rapidamente, com a câmera tremendo em suas mãos devido ao susto e à urgência da situação. Balanço trágico e busca por desaparecidos As enchentes atingiram a região do Himalaia, afetando tanto o Nepal quanto o Tibete, e deixaram um rastro de destruição sem precedentes. As equipes de resgate continuam as buscas por mais de 1.300 pessoas desaparecidas. Até a última quinta-feira (27), o número de mortos já havia chegado a 362, segundo balanços ainda preliminares das autoridades. Impacto devastador nos povoados A tragédia resultou na devastação e submersão de povoados inteiros sob uma espessa camada de lama. Do total de vítimas fatais, 359 foram registradas no Nepal, de acordo com informações oficiais, enquanto três mortes ocorreram no lado chinês, conforme noticiado pela imprensa estatal. É importante notar que as informações sobre o número de vítimas não são centralizadas, sendo divulgadas separadamente pelas autoridades de cada país e pela imprensa. Origem da tragédia: colapso de geleira A enxurrada de água e lama, descrita como semelhante a um tsunami, foi desencadeada pelo colapso de uma geleira. O evento teve uma intensidade comparável a um “evento sísmico” de magnitude 5,2, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, evidenciando a magnitude da catástrofe natural que assola a região.

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Colapso Glacial Devasta Nepal e Tibete: Entenda o Fenômeno que Causou Enchentes Catastróficas e Deixou Centenas de Vítimas

Colapso Glacial: A Causa da Enchente Devastadora no Nepal e Tibete que Deixou Centenas de Mortos e Desaparecidos Uma enchente repentina e devastadora atingiu o Nepal e o Tibete na manhã de quarta-feira (26), causando centenas de mortos e desaparecidos. Imagens chocantes registraram o momento em que comunidades inteiras foram varridas por uma enorme massa de lama, destruindo pontes, edifícios e outras estruturas em segundos. Inicialmente, cogitou-se um terremoto como o gatilho do desastre, mas investigações posteriores revelaram um fenômeno mais complexo e alarmante: um colapso glacial. A força da água e dos detritos gerou uma onda avassaladora que percorreu rios da região, como o Lhende Khola, Bhote Koshi, Trishuli e Narayani. A geografia acidentada do Himalaia, com vales estreitos e encostas íngremes, intensificou a velocidade e o poder destrutivo dessa enxurrada. Especialistas alertam para o risco de novas inundações nos próximos dias, pois grandes quantidades de detritos podem formar novos bloqueios nos rios. O evento levanta sérias preocupações sobre o papel das mudanças climáticas nesse tipo de desastre. O aquecimento global pode estar desestabilizando o permafrost, solo congelado que sustenta encostas de montanha, aumentando a probabilidade de deslizamentos, colapsos de geleiras e rompimentos de lagos glaciais. O Nepal já perdeu quase um terço de seu gelo nas últimas três décadas, com geleiras derretendo em ritmo acelerado, segundo a ONU. Conforme informações divulgadas pela BBC News e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o desastre se deu por um grande deslocamento de gelo e detritos. O Fenômeno do Colapso Glacial Explicado O que inicialmente foi registrado como um tremor de magnitude 4,4 pelo USGS, logo foi corrigido. O próprio serviço americano constatou que o evento sísmico, com magnitude equivalente a 5,2, foi uma consequência direta de um colapso glacial. Uma grande porção de uma geleira se desprendeu em uma área montanhosa e despencou vale abaixo, arrastando consigo gelo, pedras e sedimentos. Imagens de satélite corroboram essa hipótese, mostrando o desaparecimento de parte de uma geleira próxima à área afetada, indicando uma avalanche de gelo ou um desprendimento maciço. Simon Cook, especialista em glaciologia da Universidade de Dundee, explicou à BBC News que o colapso da geleira ao atingir o fundo do vale gerou o tremor. Essa massa de gelo e detritos atingiu o rio Lhende Khola, bloqueando temporariamente seu curso. Quando o bloqueio cedeu, uma enorme onda de água, gelo, pedras e lama avançou rio abaixo, devastando tudo em seu caminho. Risco Iminente de Novas Tragédias e Alerta para o Futuro A geografia da região, com vales estreitos e terrenos muito íngremes, favorece a propagação rápida dessas ondas de água e detritos. Basanta Raj Adhikari, diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, alertou para o risco de “segunda e terceira ondas” de inundações. Ele destacou que a quantidade de detritos carregada pelos rios pode criar novos bloqueios em trechos mais estreitos, elevando o perigo de formação de novas represas e, consequentemente, novas enchentes destrutivas. As autoridades e cientistas estão trabalhando intensamente para avaliar a

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iFood Lança Programa “Rota da Casa Própria” Para Entregadores Alcançarem Financiamento Habitacional e Realizarem o Sonho da Casa Própria

iFood Facilita o Sonho da Casa Própria Para Entregadores com Programa Inovador A conquista da casa própria é um objetivo para muitos brasileiros, e agora, entregadores que utilizam o aplicativo iFood terão um caminho mais claro para realizar esse sonho. A plataforma lançou o programa “Rota da Casa Própria”, uma iniciativa pioneira que visa aproximar esses trabalhadores do financiamento habitacional. O principal obstáculo para quem trabalha com aplicativos de entrega, como o iFood, é a comprovação de renda. Frequentemente, os ganhos variáveis e a ausência de um holerite tradicional dificultam a aprovação de crédito. A nova ferramenta do iFood busca solucionar essa questão, gerando um documento oficial com o histórico de rendimentos na plataforma. Essa facilidade na comprovação de renda, segundo o Valor, é crucial para a análise de crédito. A iniciativa, que já conta com a adesão de construtoras renomadas, promete abrir portas para milhares de entregadores que dependem dessa flexibilidade financeira para dar o primeiro passo rumo à aquisição de um imóvel. Conforme informação divulgada pelo Valor, o programa “Rota da Casa Própria” do iFood foi criado para simplificar o acesso ao financiamento habitacional para os entregadores. Parceria com Construtoras Oferece Condições Especiais Para tornar a compra de imóveis ainda mais acessível, o iFood estabeleceu parcerias estratégicas com grandes construtoras do mercado: Tenda, MRV e Direcional. Estas empresas oferecerão condições exclusivas para os entregadores participantes do programa. As condições podem variar dependendo do empreendimento, incluindo facilitação na entrada, redução do custo total do imóvel, simplificação nas formas de pagamento e até mesmo auxílio na aquisição de móveis. Após a emissão do histórico de ganhos pelo aplicativo Entregador iFood, o trabalhador deverá contatar os canais oficiais das construtoras para dar andamento ao processo. Programa Inicial com Público Restrito, Mas Grande Potencial Apesar do grande alcance do programa, a fase inicial do “Rota da Casa Própria” atenderá um público mais restrito. Serão elegíveis os entregadores que cumprem, em média, 40 horas semanais na plataforma. Este grupo representa cerca de 1,5% do total de 600 mil entregadores inscritos no iFood, o que equivale a aproximadamente 9 mil pessoas. Apesar de ser um número inicial, o iFood destaca que a casa própria é um desejo de 72% dos seus entregadores. A plataforma já realizou testes, e os resultados preliminares foram promissores, com dois entregadores já assinando contratos de financiamento habitacional. A expectativa é expandir o programa gradualmente. iFood Atua Como Facilitador, Sem Venda ou Crédito Direto É importante ressaltar que o iFood não atuará como vendedor de imóveis nem concederá crédito diretamente. A plataforma funcionará como uma facilitadora, simplificando a comprovação de renda e conectando os entregadores às construtoras e aos seus processos de financiamento. A Caixa Econômica Federal, embora tenha passado a reconhecer ganhos de plataformas de delivery como renda formal em julho, não integra este programa específico do iFood nem possui exclusividade nele. A iniciativa do iFood abre um novo horizonte para os entregadores, mostrando que é possível conciliar a flexibilidade do trabalho autônomo com a segurança e a realização

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Terras Raras: Ministro Brasileiro Vê Oportunidade Estratégica em Disputa EUA-China por Minerais Críticos

Minério estratégico: Brasil na mira de potências mundiais em busca de terras raras O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o potencial do Brasil como fornecedor de terras raras, minerais essenciais para tecnologias modernas e para a indústria bélica. A declaração surge em um contexto de intensa disputa geopolítica entre Estados Unidos e China pelo controle dessas matérias-primas, conforme relatado pelo ministro após conversas com representantes americanos. Silveira compartilhou que, durante uma visita a Washington em maio, ouviu de Donald Trump e sua equipe que os Estados Unidos “perderam a corrida dos minerais críticos para a China”. Essa admissão ressalta a urgência americana em diversificar suas fontes de suprimento e a importância estratégica do Brasil nesse cenário. A fala do ministro ocorreu durante a Exposibram, um importante congresso de mineração em Belo Horizonte. Ele enfatizou a necessidade de atrair capital estrangeiro para o processamento desses minerais em território nacional, visando agregar valor e gerar empregos no país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25). EUA buscam alternativas ao domínio chinês em terras raras O Ministro Alexandre Silveira explicou que os Estados Unidos reconhecem a dificuldade e o custo mais elevado de produzir terras raras em seu próprio território, tornando o Brasil uma alternativa viável e necessária. A China, por sua vez, domina grande parte da tecnologia de processamento e refino desses minerais, o que pode limitar seu interesse em investir em etapas de maior valor agregado no Brasil. Recentemente, o Departamento de Defesa americano anunciou um investimento de US$ 750 milhões (aproximadamente R$ 3,8 bilhões) para a aquisição de carbonato misto de terras raras da Serra Verde, em Goiás. Este aporte eleva o total de investimentos previstos para o projeto a US$ 1,5 bilhão, incluindo contratos de compra antecipada e dívidas bancárias. Serra Verde: um ativo estratégico com novo direcionamento comercial A mina de Serra Verde, atualmente a única em operação no Brasil, tinha seus contratos de exportação voltados majoritariamente para processadores chineses. No entanto, a aquisição do ativo pela USA Rare Earth por cerca de US$ 2,8 bilhões marca uma mudança significativa nesse panorama, com um acordo de offtake de quinze anos com os Estados Unidos. Essa transição, embora garanta um comprador estratégico, levanta questionamentos sobre a real agregação de valor dentro do Brasil. A etapa de separação e processamento dos minerais críticos, que concentra a maior parte do valor econômico, continua sendo realizada fora do país, o que pode limitar os benefícios econômicos de longo prazo para o Brasil. Brasil em busca de equilíbrio na geopolítica dos minerais A decisão de priorizar o comprador americano para a produção da Serra Verde pode estreitar o espaço para a política de equidistância defendida pelo governo brasileiro. A escolha de onde o valor agregado será gerado passa a ser influenciada por acordos internacionais, distanciando a tomada de decisão estratégica de Brasília. A notícia sobre o investimento americano ocorre em paralelo a outros desenvolvimentos na relação Brasil-China. A China e a Índia, por exemplo, concordaram em buscar soluções para disputas

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