Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Principais Matérias

Lula Anuncia Perdão de Dívidas para MEIs a 12 Dias da Eleição: R$ 12,6 Bilhões em Anistia e Pix de R$ 5 Mil para Negócios

Pacote de Medidas para MEIs: Anistia e Crédito Direto Anunciados pelo Governo Federal O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um ambicioso pacote de medidas voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs) a apenas 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais. A iniciativa promete perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias, beneficiando cerca de 3,6 milhões de trabalhadores autônomos em todo o país. Além da anistia fiscal, o conjunto de ações inclui a renegociação de dívidas bancárias e a previsão de repasses diretos para investimentos nos negócios. O governo também planeja simplificar regras de emissão de notas fiscais, buscando aliviar a carga burocrática sobre os pequenos empreendedores. Essas medidas, divulgadas em um momento crucial do calendário eleitoral, visam atender a demandas antigas dos MEIs e fortalecer o empreendedorismo no Brasil. O presidente Lula reconheceu a possibilidade de questionamentos sobre o momento do anúncio, mas ressaltou a importância de atender às aspirações dos trabalhadores. Conforme informação divulgada pelo governo federal, o pacote foi apresentado nesta terça-feira (13). Anistia Tributária e Renegociação de Dívidas com Descontos Significativos A principal medida anunciada é a anistia tributária, que, se aprovada pelo Congresso Nacional, permitirá o **perdão integral dos débitos** elegíveis. Paralelamente, o governo pretende lançar um edital do programa Desenrola específico para MEIs, com o objetivo de adquirir R$ 6 bilhões em dívidas privadas desses empreendedores junto a instituições financeiras. A proposta exige que os bancos ofereçam descontos mínimos de 90% nessas renegociações, tornando o acesso ao crédito mais acessível. “Pix MEI”: Recursos de até R$ 5 Mil para Investimento em Negócios Outra iniciativa de destaque é o chamado “Pix MEI”, que prevê a transferência de até R$ 5 mil por beneficiário para ser utilizado em investimentos diretos nos seus próprios negócios. Segundo o ministro Paulo Pereira, da pasta de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, esses recursos **não serão considerados empréstimos** e, portanto, não precisarão ser devolvidos pelos empreendedores. O objetivo é financiar melhorias que impulsionem a capacidade produtiva, como a aquisição de equipamentos e veículos para entrega. Simplificação Fiscal e Defesa do Aumento do Limite de Faturamento para MEIs O pacote também contempla mudanças nas obrigações fiscais dos microempreendedores. Um decreto presidencial em estudo visa dispensar os MEIs da emissão de notas fiscais em vendas de produtos e serviços para pessoas físicas. Adicionalmente, nanoempreendedores com faturamento anual de até R$ 40,5 mil poderão ser isentos da emissão de notas e da necessidade de abrir um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O governo também reiterou a defesa do aumento do limite de faturamento anual para enquadramento como MEI, atualmente em R$ 81 mil, com projetos em tramitação que visam elevar esse teto gradualmente. Contexto Eleitoral e Medidas de Fortalecimento do Empreendedorismo Esta nova iniciativa do presidente Lula se insere em um contexto de diversas medidas econômicas anunciadas ao longo do ano, especialmente em período eleitoral. Programas de renegociação de dívidas, linhas de crédito facilitadas e ajustes em benefícios e subsídios têm sido apresentados pelo governo com o objetivo de

Leia mais

Alckmin defende Justiça Eleitoral isenta e guardiã da liberdade de expressão em Aparecida

Vice-presidente Geraldo Alckmin defende Justiça Eleitoral isenta e guardiã da liberdade de expressão em Aparecida Em visita a Aparecida, no interior de São Paulo, o vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, abordou a importância de uma Justiça Eleitoral imparcial e que proteja a liberdade de expressão. As declarações surgiram após questionamentos sobre a percepção de parcialidade na condução de casos eleitorais. Alckmin enfatizou que a justiça deve ser um pilar para a democracia, garantindo o livre debate de ideias sem interferências indevidas. O vice-presidente também comentou sobre a liberdade religiosa, reforçando a importância do respeito a todas as crenças e a manutenção das tradições culturais do país. As informações são do portal G1. Justiça Eleitoral e a Liberdade de Expressão Geraldo Alckmin declarou que “o que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”. A fala do vice-presidente ocorre em um contexto de debates sobre a atuação da Justiça Eleitoral. Recentemente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a retirada de um canal no WhatsApp chamado “Exército do Lula” do ar, sob alegação de disseminação de notícias falsas. No entanto, a decisão foi posteriormente derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, que determinou a reativação do canal. Um relatório técnico do próprio TSE, divulgado nesta segunda-feira (12), informou que não foram encontradas publicações falsas no referido canal, que foi criado para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A polêmica evidencia a complexidade em equilibrar a liberdade de expressão com o combate à desinformação no período eleitoral. Respeito à Liberdade Religiosa em Foco Durante sua visita ao Santuário Nacional, Alckmin também foi questionado sobre a polêmica envolvendo a possibilidade de Nossa Senhora Aparecida perder o título de padroeira do Brasil. Informações circularam sobre a suposta reprovação ao título por parte de grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro, que negou a intenção de destituir a santa como padroeira. “O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos, enfim. Religião é religar, do latim religare. Religar a terra ao céu”, afirmou o vice-presidente. Alckmin ressaltou a importância da diversidade religiosa e o respeito mútuo. Ele mencionou a lei sancionada pelo presidente Lula em 2003, sobre liberdade religiosa. “O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado”, concluiu. A Importância da Imparcialidade Eleitoral A defesa de uma Justiça Eleitoral isenta por parte de Geraldo Alckmin reforça a necessidade de instituições fortes e confiáveis para a condução do processo democrático.

Leia mais

Refém do Hamas: A Coragem de Eli Sharabi em 491 Dias de Túneis em Gaza e a Busca por Notícias da Família

A Guerra Vista de um Buraco: O Testemunho de Eli Sharabi Após 491 Dias como Refém do Hamas em Gaza A guerra, com suas explosões e incertezas, é contada de uma perspectiva inimaginável: o fundo de um túnel em Gaza. Eli Sharabi, um israelense arrancado de sua casa em 7 de outubro de 2023, viveu 491 dias como refém do Hamas, uma experiência que ele agora relata no livro “Refém”. Durante seu cativeiro, a guerra era um som distante, fragmentos de informação trazidos pelos captores ou ouvidos em meio ao medo constante. A vida se resumia à escuridão, ao pouco oxigênio e à esperança de um pequeno alívio, como a descoberta de uma garrafa de Fanta, um verdadeiro tesouro em meio ao desespero. O livro “Refém” oferece um olhar íntimo sobre a resiliência humana em condições extremas, onde um gole de refrigerante pode representar um momento de alegria em um universo de medo e ansiedade. A obra, escrita com a urgência de quem precisa processar uma experiência traumática, é um testemunho poderoso da guerra e suas consequências devastadoras. Conforme relatado por Sharabi, a informação sobre o destino de sua família só chegou após sua libertação. A Sobrevivência em Meio ao Medo e à Escuridão Os túneis do Hamas, palco principal do cativeiro de Sharabi, eram um ambiente hostil. Com pouca ventilação, escuridão constante e odores insuportáveis, os dias eram marcados pela fome e pela acorrentamento. Os reféns, incluindo Sharabi, alimentavam-se de pão pita e, ocasionalmente, de sopas ou macarrão, em um ciclo de privações que o fazia mal reconhecer o próprio reflexo no espelho. A precisão com que Sharabi descreve esses detalhes confere ao livro uma força impressionante. A narrativa prende o leitor, que compartilha da urgência de esperar por uma porta que se abre ou por uma notícia do mundo exterior. A monotonia do cativeiro, onde dias de fome, medo e espera se tornam indistinguíveis, é retratada de forma crua, mas o ritmo da narrativa logo retorna com a intensidade da luta pela sobrevivência. A Dinâmica do Cativeiro e os Conflitos Internos Sendo o mais velho entre os prisioneiros, Sharabi assumiu um papel de liderança, tentando organizar a convivência, acalmar os mais vulneráveis e evitar que o desespero tomasse conta do grupo. No entanto, nem sempre obteve sucesso. Disputas por comida e espaço para dormir eram frequentes, e em um momento, quatro prisioneiros chegaram a se separar em grupos rivais por motivos triviais, evidenciando a dificuldade de manter a união em circunstâncias tão extremas. “Formamos partidos”, escreve Sharabi, expressando seu espanto com a capacidade humana de se dividir mesmo em condições impossíveis. Essa constatação, embora tingida de humor, não traz alívio, pois os captores mantinham o controle total sobre a alimentação, os movimentos e a informação, utilizando os reféns como moeda de troca. A Busca pela Verdade e a Reconstrução da Vida A escrita de “Refém” pouco depois de sua libertação reflete a urgência de Sharabi em registrar sua experiência, um processo que ele descreve como uma forma de

Leia mais

SBT Pede Desculpas e Admite Erro em Acusação Contra EBC por Falha de Áudio em Propaganda de Flávio Bolsonaro

SBT se retrata e EBC rebate acusações sobre falha técnica em propaganda eleitoral O SBT admitiu publicamente ter se equivocado ao atribuir à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a responsabilidade por uma falha de áudio ocorrida em uma propaganda eleitoral do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A emissora veiculou uma nota em seu portal de notícias pedindo desculpas pelo erro, após a veiculação da propaganda ter sido prejudicada pela ausência de som. A confusão gerou notas de esclarecimento tanto da EBC quanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A EBC, em comunicado oficial, refutou veementemente qualquer participação em falhas na exibição do material e detalhou o funcionamento do pool de emissoras responsável pela veiculação. O Tribunal Superior Eleitoral, por sua vez, explicou que o problema técnico ocorreu durante a finalização das mídias, antes mesmo da exibição, afetando inicialmente ambas as propagandas do segundo turno. Conforme informação divulgada pelo TSE, houve tempo hábil para a correção antes da exibição da propaganda de Luiz Inácio Lula da Silva. Detalhamento da Falha e Responsabilidades Segundo o SBT, a falha de áudio na propaganda de Flávio Bolsonaro teria ocorrido durante um processo de conversão técnica do programa. No entanto, em sua nota de retratação, o portal do SBT News esclareceu que a EBC é responsável apenas pela transmissão do material já finalizado. Pelo erro cometido, o SBT News pediu desculpas formalmente. A EBC, em sua nota à imprensa, enfatizou que a falha de áudio atingiu todas as emissoras que transmitem o horário eleitoral gratuito, e que toda a operação de exibição da propaganda presidencial é de responsabilidade do pool de emissoras. A emissora estatal destacou que a exibição do dia estava a cargo de outra empresa integrante desse pool. O Papel do Pool de Emissoras e da ABERT O pool de emissoras é organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), conforme estabelecido na Resolução TSE nº 23.610/2019. De acordo com o plano de mídia do segundo turno, definido pela Resolução TSE nº 23.778/2026, o pool é responsável por receber as mídias das campanhas e gerar o sinal que é distribuído a todo o país. A divisão de tarefas internas é definida pela própria ABERT. A EBC reiterou sua posição, refutando mais uma vez qualquer responsabilidade por erros na exibição e agradeceu ao SBT pelo reconhecimento público de seu equívoco ao acusar injustamente a empresa. A EBC aguarda um pronunciamento oficial da ABERT sobre as causas da ocorrência técnica. TSE Esclarece Processo de Exibição e Correção O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que o problema de áudio foi causado por uma dificuldade técnica no pool de mídias. O tribunal informou que, no momento da finalização, os áudios de ambas as propagandas eleitorais não foram carregados corretamente. Contudo, o TSE destacou que houve tempo suficiente para corrigir o problema antes da exibição da propaganda do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Essa situação ressalta a complexidade técnica envolvida na veiculação do horário eleitoral gratuito e a importância da comunicação clara entre as

Leia mais

Flávio Bolsonaro na Catedral: Missa, Visita ao Pai e a Polêmica da Padroeira do Brasil

Flávio Bolsonaro participa de missa na Catedral de Brasília e fala sobre visita ao pai preso O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, esteve presente em uma missa na Catedral de Brasília na última segunda-feira (12). Ele informou que o convite para a cerimônia partiu do cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano de Brasília, reforçando a importância da fé em sua trajetória. Recentemente, boatos circularam sobre a possível retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro atribuiu a disseminação dessas informações a “gente de dentro da CNBB”, declaração que foi prontamente negada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que afirmou não ter elaborado ou divulgado qualquer dado falso relacionado ao atual processo eleitoral. O próprio candidato já havia negado ter qualquer intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país. Ao deixar a Catedral, Flávio Bolsonaro expressou sua satisfação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar a retomada das visitas ao seu pai, Jair Bolsonaro, que se encontra preso. A liberação das visitas representa um alívio para a família, especialmente considerando o estado de saúde do ex-presidente. Conforme informação divulgada pelo g1, a fonte do conteúdo, Flávio Bolsonaro celebrou a decisão judicial. Visitas ao pai: uma nova etapa para Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro comemorou a autorização para visitar Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar devido a problemas de pneumonia. Ele mencionou que, embora ainda não tenha definido o horário exato, a visita deve ocorrer nesta terça-feira (13). “Estou feliz com a volta das visitas regulares, mas ainda vamos ser informados sobre o horário”, declarou o candidato, demonstrando otimismo com a possibilidade de contato regular. As visitas ao ex-presidente estavam suspensas desde julho deste ano, após Flávio divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro em apoio à sua candidatura. No entanto, é importante ressaltar que Flávio Bolsonaro continua **proibido de usar a visita com caráter político-eleitoral** e de divulgar quaisquer manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro. A Justiça impõe limites claros para evitar o uso indevido da figura do ex-presidente na campanha. Conselhos para a campanha e a proibição de uso político Questionado sobre a possibilidade de buscar conselhos de seu pai para a campanha presidencial, Flávio Bolsonaro preferiu não se aprofundar no assunto, alegando o desejo de evitar problemas com a Justiça. Essa postura demonstra a cautela do candidato em relação a qualquer ação que possa ser interpretada como descumprimento das determinações judiciais. Flávio Bolsonaro está atualmente no segundo turno da corrida presidencial, disputando a vaga com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão do STF sobre as visitas, portanto, ocorre em um momento crucial da campanha eleitoral, onde cada apoio e estratégia podem fazer a diferença. O candidato busca equilibrar sua vida pessoal com as exigências da disputa eleitoral, sempre sob o olhar atento da Justiça. O contexto da prisão de Jair Bolsonaro É relevante lembrar o contexto que levou à prisão de Jair Bolsonaro. No ano passado, ele foi condenado a 27

Leia mais

Israel: Netanyahu Acelera Expansão de Assentamentos na Cisjordânia Antes de Eleição, Gerando Tensão Internacional

Israel: Netanyahu Acelera Expansão de Assentamentos na Cisjordânia Antes de Eleição, Gerando Tensão Internacional O governo de Benjamin Netanyahu intensifica a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em uma estratégia vista por analistas como uma tentativa de criar fatos consumados antes das próximas eleições. O plano visa dificultar futuras negociações de paz e a criação de um Estado palestino independente. As licitações para milhares de novas unidades habitacionais em áreas como E1, consideradas um obstáculo à viabilidade de um Estado palestino, foram lançadas em um período eleitoral sensível. Essa medida, juntamente com outras ações do governo, reforça o controle israelense sobre territórios palestinos, gerando forte preocupação internacional. Organizações de direitos humanos e observadores internacionais alertam que as ações do governo Netanyahu podem ter consequências irreversíveis para o processo de paz. A expansão dos assentamentos, ilegal segundo o direito internacional, também coincide com um aumento alarmante na violência de colonos contra palestinos. Conforme informação divulgada pela organização israelense de direitos humanos Peace Now, o governo está claramente tentando criar fatos consumados que serão muito difíceis de reverter pelo próximo governo. “Essa é a ideologia deles, e eles não a escondem”, afirma Yonatan Mizrachi, da Peace Now. Expansão em E1: Um Golpe Fatal para a Solução de Dois Estados A área de E1, localizada nos arredores de Jerusalém, é particularmente estratégica. A construção de assentamentos ali dividiria a Cisjordânia em duas partes, isolando Jerusalém Oriental e fragmentando o território palestino. O Ministério da Habitação lançou licitações para 1.200 e, posteriormente, para mais 2.100 unidades habitacionais na região. A apresentação de propostas para a segunda licitação ocorreu apenas dois dias antes da votação em 27 de outubro, levantando suspeitas de uso eleitoral. Bezalel Smotrich, Ministro das Finanças e ele próprio um colono ultranacionalista, declarou que E1 “sepultará” a ideia de um Estado palestino. A expansão de assentamentos é justificada por alguns como necessidade de segurança, enquanto outros defendem um direito divino sobre a região, referida como Judeia e Samaria. Aumento da Violência de Colonos e Impunidade A expansão dos assentamentos israelenses tem sido acompanhada por um aumento sem precedentes na violência praticada por colonos contra palestinos. De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), desde que o partido de Netanyahu assumiu o poder em 2022, colonos realizaram 6.100 ataques contra palestinos e suas propriedades, resultando no deslocamento total ou parcial de mais de 6.500 palestinos e 132 comunidades. A impunidade para esses atos é notória. Um estudo da organização de direitos humanos Yesh Din revelou que, entre 2005 e 2024, apenas 3% das investigações sobre crimes cometidos por israelenses contra palestinos na Cisjordânia terminaram em condenações. As Forças de Defesa de Israel raramente intervêm para impedir os ataques, e poucos agressores são responsabilizados. Medidas Estratégicas para Consolidar o Controle Além das licitações em E1, o governo implementou medidas menos visíveis, mas igualmente estratégicas, para ampliar assentamentos em toda a Cisjordânia. O Ministério das Finanças destinou 36 milhões de shekels (aproximadamente R$ 58,8 milhões) para o registro

Leia mais

China Acena à Direita Latino-Americana, Incluindo Brasil, às Vésperas do Segundo Turno

China busca manter relações amistosas na América Latina, mesmo com ascensão de governos de direita, incluindo o Brasil. Em um movimento estratégico, a China sinalizou sua disposição em estreitar laços com países latino-americanos, independentemente de suas orientações políticas. O encarregado especial chinês para a região, Qiu Xiaoqi, afirmou que Pequim desenvolverá relações amistosas com todas as nações, mesmo aquelas governadas por direitas e com proximidade aos Estados Unidos. A declaração ocorre em um momento crucial para o Brasil, com o candidato Flávio Bolsonaro liderando pesquisas para o segundo turno presidencial. Apesar do contexto, a autoridade chinesa não mencionou nomes específicos de líderes ou candidatos, conforme noticiado pelo jornal estatal Global Times. “A China tem aderido consistentemente ao princípio da não interferência em assuntos internos e respeita as escolhas feitas pelos povos dos países latino-americanos”, declarou Qiu durante um evento sobre as relações sino-latino-americanas. Conforme a fonte, Pequim está aberto a intercâmbios com todos os países da América Latina e Caribe, sem impor barreiras ideológicas, com a única ressalva sendo o reconhecimento do princípio de “Uma Só China”. O Princípio de “Uma Só China” como Linha Vermelha O reconhecimento do princípio de “Uma Só China” é um ponto inegociável para Pequim nas relações diplomáticas. Este princípio estabelece que Taiwan é parte integrante do território chinês, uma alegação que a ilha, com seu próprio governo democraticamente eleito, contesta. Países que reconhecem a soberania taiwanesa não mantêm relações diplomáticas formais com a China continental. Um exemplo notório é o Paraguai, o único país sul-americano que reconhece Taiwan. Recentemente, o presidente paraguaio Santiago Peña visitou Taipé, o que gerou forte protesto do Ministério das Relações Exteriores da China. O porta-voz chinês, Guo Jiakun, condenou a ação, acusando políticos paraguaios de se tornarem “peões das forças separatistas pró-independência de Taiwan”. Em resposta a essa postura, Pequim impôs sanções ao ministro da Informação e Comunicação paraguaio, Gustavo Villate, congelando seus bens na China e proibindo sua entrada no país, em Hong Kong e em Macau. O Brasil, por outro lado, já reconhece o princípio de “Uma Só China”, considerado uma “linha vermelha” por Pequim. Brasil: Pragmatismo em Foco diante de Possível Mudança de Governo O futuro da relação entre Brasil e China tem sido alvo de especulações, especialmente com a ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e seu alinhamento com Donald Trump, figura central em disputas comerciais e tecnológicas com a China. Bolsonaro tem defendido uma postura pragmática em relação à China, contrastando com críticas ao governo atual e seu alinhamento com Pequim. Fontes indicam que Pequim está preparada para avançar na agenda bilateral com o Brasil, independentemente do resultado eleitoral. Em resposta a questionamentos sobre a possível eleição de Bolsonaro, a chancelaria chinesa afirmou que “a China está disposta a trabalhar com o lado brasileiro para que as relações avancem de forma estável e duradoura”. Histórico de Cooperação e Desejo de Estabilidade A China destacou a longevidade e a boa dinâmica de desenvolvimento das relações sino-brasileiras ao longo dos 52 anos desde o estabelecimento de

Leia mais

R$ 6 Bilhões em Tributos: Como Luciano Hang Venceu o “Estado Hostil” e Cresceu a Havan no Brasil

Havan: A Saga de Crescimento Contra o “Estado Hostil” e a Alta Carga Tributária Brasileira Em um cenário de desafios para o empreendedorismo no Brasil, a Havan, fundada por Luciano Hang, emerge como um exemplo de resiliência e expansão. A rede varejista, que iniciou em 1986 com uma modesta loja de 45 metros quadrados em Brusque (SC), completa 40 anos em junho com quase 200 unidades e projeção de faturamento de R$ 22 bilhões. A trajetória de sucesso da Havan é marcada pelo espírito empreendedor de seu fundador, que enfrentou um ambiente de negócios considerado hostil, com alta carga tributária e burocracia excessiva. A empresa, que em 2026 deve recolher cerca de R$ 6 bilhões em tributos, demonstra como é possível prosperar mesmo diante de obstáculos significativos impostos pelo Estado brasileiro. Esta matéria faz parte da série “Apesar do Estado”, da Gazeta do Povo, que retrata empresários que superaram as dificuldades de empreender no Brasil. Acompanhe os detalhes da jornada de Luciano Hang e da Havan, uma história de determinação e visão de futuro, conforme divulgado pelas fontes consultadas. O “DNA Catarinense” que Construiu um Gigante do Varejo Luciano Hang, filho de operários da indústria têxtil catarinense e diagnosticado tardiamente com dislexia, começou sua jornada empreendedora vendendo bolachas na escola. Aos 16 anos, já estava no mundo do trabalho, passando por diversas experiências no setor têxtil antes de fundar, em 1986, a Havan ao lado de Vanderlei de Limas. A sociedade evoluiu, e Hang assumiu o controle total da empresa, expandindo-a significativamente. A primeira filial fora de Brusque foi aberta em Curitiba em 1995, adotando a icônica fachada branca inspirada na Casa Branca, ideia que surgiu após uma viagem de Hang aos Estados Unidos. Atualmente, a Havan conta com 196 unidades em 23 estados, com a meta de atingir 200 megalojas até o fim de dezembro, presente em todos os 27 estados brasileiros e com cerca de 25 mil colaboradores. Burocracia: Um Obstáculo Crônico na Trajetória da Havan Para Luciano Hang, a burocracia é um dos maiores entraves ao setor produtivo do país, um desafio constante desde a fundação da Havan. Ele relata casos em que a obtenção de alvarás e licenças para funcionamento de unidades levou anos, como uma loja que demorou 22 anos para conseguir todas as autorizações necessárias. Um exemplo citado é um terreno de 30 mil metros quadrados em Matinhos (PR), destinado a uma megaloja com cinema e praça de alimentação, que permanece parado há quatro anos devido a impasses com o Instituto Água e Terra (IAT) e o Ministério Público. Hang atribui esses atrasos à falta de agilidade e à resistência ao crescimento, afirmando que “lamentavelmente não deixam o Brasil crescer”. A capital paulista, maior mercado consumidor do país, ainda não possui uma loja Havan, o que o empresário atribui à burocracia municipal. Apesar disso, o estado de São Paulo conta com 36 unidades da rede, um número que empata com o Paraná. Carga Tributária Elevada: Impostos Superam Lucro e Gastos com Fornecedores A carga

Leia mais

Greta Thunberg se une a estudantes em protestos na França: Jovens pedem melhores condições de aprendizado e denunciam violência policial

Greta Thunberg na França: Ativista climática apoia protestos estudantis por educação e contra violência A ativista sueca Greta Thunberg marcou presença em protestos de estudantes do ensino médio na França nesta terça-feira (13). A jovem de 23 anos, conhecida mundialmente por sua luta contra as mudanças climáticas, demonstrou apoio às reivindicações dos alunos por melhores condições de aprendizado e mais inclusão no debate sobre o futuro da educação no país. A mobilização, que ganhou força com o apoio de sindicatos e partidos de oposição, ocorre em meio a preocupações com a violência policial e o número de detidos. Greta Thunberg se juntou aos manifestantes em frente a uma escola em Saint-Denis, um dos maiores subúrbios de Paris, onde advogados formaram um cordão humano para proteger os estudantes. “Os jovens não estão sendo incluídos no debate. Nosso futuro está sendo roubado de nós”, declarou Thunberg, reforçando o coro de insatisfação que tem levado milhares às ruas. Acompanhe os detalhes desta importante manifestação, conforme informações divulgadas pela imprensa francesa. Estudantes exigem voz e condições dignas de aprendizado Os estudantes franceses estão determinados a pressionar o governo para que sejam abordados problemas urgentes nas escolas. Entre as principais queixas estão o **excesso de professores ausentes**, a **deterioração dos prédios escolares**, a **sobrecarga nos horários** e outras falhas estruturais que afetam diretamente a qualidade do ensino. As manifestações, que começaram no final de setembro, têm visto estudantes bloquearem entradas de escolas e, em alguns casos, utilizarem contêineres de lixo e incêndios controlados para chamar atenção. Preocupação com violência e repressão policial As autoridades francesas expressaram preocupação com a possibilidade de novos episódios de violência durante os protestos. Embora a maioria das manifestações tenha sido pacífica, confrontos com a polícia têm ocorrido. Na segunda-feira (12), o Ministério da Educação informou que **oito membros do corpo docente ficaram feridos**, principalmente nas regiões de Paris, Bordeaux e Lyon. O presidente Emmanuel Macron pediu moderação, afirmando que as questões exigem tempo, consulta e diálogo. O Ministério da Justiça reportou que mais de **6.800 pessoas, em sua maioria menores de idade, foram detidas** ao longo dos protestos. A polícia abriu investigações internas sobre 24 denúncias de violência contra manifestantes. Governo anuncia medidas e escolas fecham preventivamente Em resposta às mobilizações, o governo francês prometeu mobilizar cerca de **3.000 professores substitutos** para suprir a falta de profissionais nas 114 escolas de ensino médio mais afetadas. Segundo o ministro da Educação, Edouard Geffray, nesta terça-feira, 35% desses substitutos já haviam sido designados. Algumas escolas próximas aos trajetos das manifestações foram fechadas preventivamente para evitar danos. O ministro também mencionou que cerca de 200 escolas estavam fechadas, um número menor que na semana anterior, indicando uma possível diminuição da força dos protestos antes do recesso escolar. Greta Thunberg: um símbolo de apoio global A presença de Greta Thunberg em Paris adiciona um peso internacional significativo ao movimento estudantil francês. Sua participação reforça a ideia de que as questões educacionais e o futuro dos jovens são temas globais que exigem atenção e ação.

Leia mais

Luciano Hang desafia impostos e burocracia: Havan mira 200 lojas e R$ 22 bi em faturamento até 2026

Havan projeta expansão ambiciosa apesar dos desafios tributários e burocráticos O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, lidera um plano de expansão audacioso para a rede de lojas, com o objetivo de alcançar a marca de 200 unidades em todo o Brasil até o final de 2026. A empresa, que teve início em Brusque, Santa Catarina, projeta um faturamento expressivo de R$ 22 bilhões para o ano corrente. Este crescimento expressivo ocorre em um cenário repleto de desafios. A Havan se prepara para desembolsar aproximadamente R$ 6 bilhões em impostos ainda em 2023, um valor que supera o lucro líquido estimado para o mesmo período. A jornada de Hang, de filho de operários a um dos maiores nomes do varejo nacional, é marcada pela persistência. A Havan, que hoje conta com 196 lojas e emprega cerca de 22 mil pessoas, mantém sua essência catarinense. A rede enfrenta, contudo, a alta carga tributária e a complexa burocracia estatal, que impactam diretamente a operação e o ritmo de crescimento. Conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo, a empresa busca superar esses obstáculos com uma estratégia focada em diversificação e expansão geográfica. A trajetória de Luciano Hang e a fundação da Havan Luciano Hang demonstrou seu espírito empreendedor desde a infância, vendendo bolachas na escola. Após experiências em fábricas de tecidos, ele fundou a Havan em 1986, em uma pequena sala de 45 metros quadrados em Brusque. Inicialmente focada em tecidos importados, a loja evoluiu e, em 1995, inaugurou sua primeira filial em Curitiba, com a icônica fachada inspirada na Casa Branca, símbolo que se tornaria marca registrada da rede. O peso dos impostos no faturamento da Havan A carga tributária é apontada pela Havan como o **maior custo operacional**, superando gastos com fornecedores e o próprio lucro líquido. Para 2023, a previsão é de que a empresa recolha cerca de R$ 6 bilhões em tributos, o que representa aproximadamente 30% do faturamento total. Luciano Hang critica a **assimetria tributária**, especialmente a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50, que gera uma concorrência desigual. O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) brasileiro é estimado entre 26,5% e 28%, um dos mais altos do mundo, bem acima da média de países desenvolvidos da OCDE. Essa alta carga tributária é um dos principais entraves para o planejamento e expansão de negócios no país, exigindo das empresas estratégias robustas para manter a rentabilidade. Burocracia estatal: um obstáculo crônico para a expansão A burocracia estatal é frequentemente descrita como um **obstáculo crônico que retarda o crescimento econômico** no Brasil. Hang relata casos em que a obtenção de alvarás para novas lojas levou até 22 anos. Projetos em cidades como Matinhos e Joinville enfrentam impasses com órgãos ambientais e promotores públicos, evidenciando a lentidão dos processos. Um exemplo notório é a cidade de São Paulo, o maior mercado consumidor do país, onde a Havan ainda não possui nenhuma loja devido às dificuldades de licenciamento. Para o empresário, o problema central não é o investimento financeiro, mas

Leia mais

Lula Anuncia Perdão de Dívidas para MEIs a 12 Dias da Eleição: R$ 12,6 Bilhões em Anistia e Pix de R$ 5 Mil para Negócios

Pacote de Medidas para MEIs: Anistia e Crédito Direto Anunciados pelo Governo Federal O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um ambicioso pacote de medidas voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs) a apenas 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais. A iniciativa promete perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias, beneficiando cerca de 3,6 milhões de trabalhadores autônomos em todo o país. Além da anistia fiscal, o conjunto de ações inclui a renegociação de dívidas bancárias e a previsão de repasses diretos para investimentos nos negócios. O governo também planeja simplificar regras de emissão de notas fiscais, buscando aliviar a carga burocrática sobre os pequenos empreendedores. Essas medidas, divulgadas em um momento crucial do calendário eleitoral, visam atender a demandas antigas dos MEIs e fortalecer o empreendedorismo no Brasil. O presidente Lula reconheceu a possibilidade de questionamentos sobre o momento do anúncio, mas ressaltou a importância de atender às aspirações dos trabalhadores. Conforme informação divulgada pelo governo federal, o pacote foi apresentado nesta terça-feira (13). Anistia Tributária e Renegociação de Dívidas com Descontos Significativos A principal medida anunciada é a anistia tributária, que, se aprovada pelo Congresso Nacional, permitirá o **perdão integral dos débitos** elegíveis. Paralelamente, o governo pretende lançar um edital do programa Desenrola específico para MEIs, com o objetivo de adquirir R$ 6 bilhões em dívidas privadas desses empreendedores junto a instituições financeiras. A proposta exige que os bancos ofereçam descontos mínimos de 90% nessas renegociações, tornando o acesso ao crédito mais acessível. “Pix MEI”: Recursos de até R$ 5 Mil para Investimento em Negócios Outra iniciativa de destaque é o chamado “Pix MEI”, que prevê a transferência de até R$ 5 mil por beneficiário para ser utilizado em investimentos diretos nos seus próprios negócios. Segundo o ministro Paulo Pereira, da pasta de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, esses recursos **não serão considerados empréstimos** e, portanto, não precisarão ser devolvidos pelos empreendedores. O objetivo é financiar melhorias que impulsionem a capacidade produtiva, como a aquisição de equipamentos e veículos para entrega. Simplificação Fiscal e Defesa do Aumento do Limite de Faturamento para MEIs O pacote também contempla mudanças nas obrigações fiscais dos microempreendedores. Um decreto presidencial em estudo visa dispensar os MEIs da emissão de notas fiscais em vendas de produtos e serviços para pessoas físicas. Adicionalmente, nanoempreendedores com faturamento anual de até R$ 40,5 mil poderão ser isentos da emissão de notas e da necessidade de abrir um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O governo também reiterou a defesa do aumento do limite de faturamento anual para enquadramento como MEI, atualmente em R$ 81 mil, com projetos em tramitação que visam elevar esse teto gradualmente. Contexto Eleitoral e Medidas de Fortalecimento do Empreendedorismo Esta nova iniciativa do presidente Lula se insere em um contexto de diversas medidas econômicas anunciadas ao longo do ano, especialmente em período eleitoral. Programas de renegociação de dívidas, linhas de crédito facilitadas e ajustes em benefícios e subsídios têm sido apresentados pelo governo com o objetivo de

Leia mais

Alckmin defende Justiça Eleitoral isenta e guardiã da liberdade de expressão em Aparecida

Vice-presidente Geraldo Alckmin defende Justiça Eleitoral isenta e guardiã da liberdade de expressão em Aparecida Em visita a Aparecida, no interior de São Paulo, o vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, abordou a importância de uma Justiça Eleitoral imparcial e que proteja a liberdade de expressão. As declarações surgiram após questionamentos sobre a percepção de parcialidade na condução de casos eleitorais. Alckmin enfatizou que a justiça deve ser um pilar para a democracia, garantindo o livre debate de ideias sem interferências indevidas. O vice-presidente também comentou sobre a liberdade religiosa, reforçando a importância do respeito a todas as crenças e a manutenção das tradições culturais do país. As informações são do portal G1. Justiça Eleitoral e a Liberdade de Expressão Geraldo Alckmin declarou que “o que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”. A fala do vice-presidente ocorre em um contexto de debates sobre a atuação da Justiça Eleitoral. Recentemente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a retirada de um canal no WhatsApp chamado “Exército do Lula” do ar, sob alegação de disseminação de notícias falsas. No entanto, a decisão foi posteriormente derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, que determinou a reativação do canal. Um relatório técnico do próprio TSE, divulgado nesta segunda-feira (12), informou que não foram encontradas publicações falsas no referido canal, que foi criado para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A polêmica evidencia a complexidade em equilibrar a liberdade de expressão com o combate à desinformação no período eleitoral. Respeito à Liberdade Religiosa em Foco Durante sua visita ao Santuário Nacional, Alckmin também foi questionado sobre a polêmica envolvendo a possibilidade de Nossa Senhora Aparecida perder o título de padroeira do Brasil. Informações circularam sobre a suposta reprovação ao título por parte de grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro, que negou a intenção de destituir a santa como padroeira. “O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos, enfim. Religião é religar, do latim religare. Religar a terra ao céu”, afirmou o vice-presidente. Alckmin ressaltou a importância da diversidade religiosa e o respeito mútuo. Ele mencionou a lei sancionada pelo presidente Lula em 2003, sobre liberdade religiosa. “O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado”, concluiu. A Importância da Imparcialidade Eleitoral A defesa de uma Justiça Eleitoral isenta por parte de Geraldo Alckmin reforça a necessidade de instituições fortes e confiáveis para a condução do processo democrático.

Leia mais

Refém do Hamas: A Coragem de Eli Sharabi em 491 Dias de Túneis em Gaza e a Busca por Notícias da Família

A Guerra Vista de um Buraco: O Testemunho de Eli Sharabi Após 491 Dias como Refém do Hamas em Gaza A guerra, com suas explosões e incertezas, é contada de uma perspectiva inimaginável: o fundo de um túnel em Gaza. Eli Sharabi, um israelense arrancado de sua casa em 7 de outubro de 2023, viveu 491 dias como refém do Hamas, uma experiência que ele agora relata no livro “Refém”. Durante seu cativeiro, a guerra era um som distante, fragmentos de informação trazidos pelos captores ou ouvidos em meio ao medo constante. A vida se resumia à escuridão, ao pouco oxigênio e à esperança de um pequeno alívio, como a descoberta de uma garrafa de Fanta, um verdadeiro tesouro em meio ao desespero. O livro “Refém” oferece um olhar íntimo sobre a resiliência humana em condições extremas, onde um gole de refrigerante pode representar um momento de alegria em um universo de medo e ansiedade. A obra, escrita com a urgência de quem precisa processar uma experiência traumática, é um testemunho poderoso da guerra e suas consequências devastadoras. Conforme relatado por Sharabi, a informação sobre o destino de sua família só chegou após sua libertação. A Sobrevivência em Meio ao Medo e à Escuridão Os túneis do Hamas, palco principal do cativeiro de Sharabi, eram um ambiente hostil. Com pouca ventilação, escuridão constante e odores insuportáveis, os dias eram marcados pela fome e pela acorrentamento. Os reféns, incluindo Sharabi, alimentavam-se de pão pita e, ocasionalmente, de sopas ou macarrão, em um ciclo de privações que o fazia mal reconhecer o próprio reflexo no espelho. A precisão com que Sharabi descreve esses detalhes confere ao livro uma força impressionante. A narrativa prende o leitor, que compartilha da urgência de esperar por uma porta que se abre ou por uma notícia do mundo exterior. A monotonia do cativeiro, onde dias de fome, medo e espera se tornam indistinguíveis, é retratada de forma crua, mas o ritmo da narrativa logo retorna com a intensidade da luta pela sobrevivência. A Dinâmica do Cativeiro e os Conflitos Internos Sendo o mais velho entre os prisioneiros, Sharabi assumiu um papel de liderança, tentando organizar a convivência, acalmar os mais vulneráveis e evitar que o desespero tomasse conta do grupo. No entanto, nem sempre obteve sucesso. Disputas por comida e espaço para dormir eram frequentes, e em um momento, quatro prisioneiros chegaram a se separar em grupos rivais por motivos triviais, evidenciando a dificuldade de manter a união em circunstâncias tão extremas. “Formamos partidos”, escreve Sharabi, expressando seu espanto com a capacidade humana de se dividir mesmo em condições impossíveis. Essa constatação, embora tingida de humor, não traz alívio, pois os captores mantinham o controle total sobre a alimentação, os movimentos e a informação, utilizando os reféns como moeda de troca. A Busca pela Verdade e a Reconstrução da Vida A escrita de “Refém” pouco depois de sua libertação reflete a urgência de Sharabi em registrar sua experiência, um processo que ele descreve como uma forma de

Leia mais

SBT Pede Desculpas e Admite Erro em Acusação Contra EBC por Falha de Áudio em Propaganda de Flávio Bolsonaro

SBT se retrata e EBC rebate acusações sobre falha técnica em propaganda eleitoral O SBT admitiu publicamente ter se equivocado ao atribuir à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a responsabilidade por uma falha de áudio ocorrida em uma propaganda eleitoral do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A emissora veiculou uma nota em seu portal de notícias pedindo desculpas pelo erro, após a veiculação da propaganda ter sido prejudicada pela ausência de som. A confusão gerou notas de esclarecimento tanto da EBC quanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A EBC, em comunicado oficial, refutou veementemente qualquer participação em falhas na exibição do material e detalhou o funcionamento do pool de emissoras responsável pela veiculação. O Tribunal Superior Eleitoral, por sua vez, explicou que o problema técnico ocorreu durante a finalização das mídias, antes mesmo da exibição, afetando inicialmente ambas as propagandas do segundo turno. Conforme informação divulgada pelo TSE, houve tempo hábil para a correção antes da exibição da propaganda de Luiz Inácio Lula da Silva. Detalhamento da Falha e Responsabilidades Segundo o SBT, a falha de áudio na propaganda de Flávio Bolsonaro teria ocorrido durante um processo de conversão técnica do programa. No entanto, em sua nota de retratação, o portal do SBT News esclareceu que a EBC é responsável apenas pela transmissão do material já finalizado. Pelo erro cometido, o SBT News pediu desculpas formalmente. A EBC, em sua nota à imprensa, enfatizou que a falha de áudio atingiu todas as emissoras que transmitem o horário eleitoral gratuito, e que toda a operação de exibição da propaganda presidencial é de responsabilidade do pool de emissoras. A emissora estatal destacou que a exibição do dia estava a cargo de outra empresa integrante desse pool. O Papel do Pool de Emissoras e da ABERT O pool de emissoras é organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), conforme estabelecido na Resolução TSE nº 23.610/2019. De acordo com o plano de mídia do segundo turno, definido pela Resolução TSE nº 23.778/2026, o pool é responsável por receber as mídias das campanhas e gerar o sinal que é distribuído a todo o país. A divisão de tarefas internas é definida pela própria ABERT. A EBC reiterou sua posição, refutando mais uma vez qualquer responsabilidade por erros na exibição e agradeceu ao SBT pelo reconhecimento público de seu equívoco ao acusar injustamente a empresa. A EBC aguarda um pronunciamento oficial da ABERT sobre as causas da ocorrência técnica. TSE Esclarece Processo de Exibição e Correção O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que o problema de áudio foi causado por uma dificuldade técnica no pool de mídias. O tribunal informou que, no momento da finalização, os áudios de ambas as propagandas eleitorais não foram carregados corretamente. Contudo, o TSE destacou que houve tempo suficiente para corrigir o problema antes da exibição da propaganda do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Essa situação ressalta a complexidade técnica envolvida na veiculação do horário eleitoral gratuito e a importância da comunicação clara entre as

Leia mais

Flávio Bolsonaro na Catedral: Missa, Visita ao Pai e a Polêmica da Padroeira do Brasil

Flávio Bolsonaro participa de missa na Catedral de Brasília e fala sobre visita ao pai preso O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, esteve presente em uma missa na Catedral de Brasília na última segunda-feira (12). Ele informou que o convite para a cerimônia partiu do cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano de Brasília, reforçando a importância da fé em sua trajetória. Recentemente, boatos circularam sobre a possível retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro atribuiu a disseminação dessas informações a “gente de dentro da CNBB”, declaração que foi prontamente negada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que afirmou não ter elaborado ou divulgado qualquer dado falso relacionado ao atual processo eleitoral. O próprio candidato já havia negado ter qualquer intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país. Ao deixar a Catedral, Flávio Bolsonaro expressou sua satisfação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar a retomada das visitas ao seu pai, Jair Bolsonaro, que se encontra preso. A liberação das visitas representa um alívio para a família, especialmente considerando o estado de saúde do ex-presidente. Conforme informação divulgada pelo g1, a fonte do conteúdo, Flávio Bolsonaro celebrou a decisão judicial. Visitas ao pai: uma nova etapa para Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro comemorou a autorização para visitar Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar devido a problemas de pneumonia. Ele mencionou que, embora ainda não tenha definido o horário exato, a visita deve ocorrer nesta terça-feira (13). “Estou feliz com a volta das visitas regulares, mas ainda vamos ser informados sobre o horário”, declarou o candidato, demonstrando otimismo com a possibilidade de contato regular. As visitas ao ex-presidente estavam suspensas desde julho deste ano, após Flávio divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro em apoio à sua candidatura. No entanto, é importante ressaltar que Flávio Bolsonaro continua **proibido de usar a visita com caráter político-eleitoral** e de divulgar quaisquer manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro. A Justiça impõe limites claros para evitar o uso indevido da figura do ex-presidente na campanha. Conselhos para a campanha e a proibição de uso político Questionado sobre a possibilidade de buscar conselhos de seu pai para a campanha presidencial, Flávio Bolsonaro preferiu não se aprofundar no assunto, alegando o desejo de evitar problemas com a Justiça. Essa postura demonstra a cautela do candidato em relação a qualquer ação que possa ser interpretada como descumprimento das determinações judiciais. Flávio Bolsonaro está atualmente no segundo turno da corrida presidencial, disputando a vaga com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão do STF sobre as visitas, portanto, ocorre em um momento crucial da campanha eleitoral, onde cada apoio e estratégia podem fazer a diferença. O candidato busca equilibrar sua vida pessoal com as exigências da disputa eleitoral, sempre sob o olhar atento da Justiça. O contexto da prisão de Jair Bolsonaro É relevante lembrar o contexto que levou à prisão de Jair Bolsonaro. No ano passado, ele foi condenado a 27

Leia mais

Israel: Netanyahu Acelera Expansão de Assentamentos na Cisjordânia Antes de Eleição, Gerando Tensão Internacional

Israel: Netanyahu Acelera Expansão de Assentamentos na Cisjordânia Antes de Eleição, Gerando Tensão Internacional O governo de Benjamin Netanyahu intensifica a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em uma estratégia vista por analistas como uma tentativa de criar fatos consumados antes das próximas eleições. O plano visa dificultar futuras negociações de paz e a criação de um Estado palestino independente. As licitações para milhares de novas unidades habitacionais em áreas como E1, consideradas um obstáculo à viabilidade de um Estado palestino, foram lançadas em um período eleitoral sensível. Essa medida, juntamente com outras ações do governo, reforça o controle israelense sobre territórios palestinos, gerando forte preocupação internacional. Organizações de direitos humanos e observadores internacionais alertam que as ações do governo Netanyahu podem ter consequências irreversíveis para o processo de paz. A expansão dos assentamentos, ilegal segundo o direito internacional, também coincide com um aumento alarmante na violência de colonos contra palestinos. Conforme informação divulgada pela organização israelense de direitos humanos Peace Now, o governo está claramente tentando criar fatos consumados que serão muito difíceis de reverter pelo próximo governo. “Essa é a ideologia deles, e eles não a escondem”, afirma Yonatan Mizrachi, da Peace Now. Expansão em E1: Um Golpe Fatal para a Solução de Dois Estados A área de E1, localizada nos arredores de Jerusalém, é particularmente estratégica. A construção de assentamentos ali dividiria a Cisjordânia em duas partes, isolando Jerusalém Oriental e fragmentando o território palestino. O Ministério da Habitação lançou licitações para 1.200 e, posteriormente, para mais 2.100 unidades habitacionais na região. A apresentação de propostas para a segunda licitação ocorreu apenas dois dias antes da votação em 27 de outubro, levantando suspeitas de uso eleitoral. Bezalel Smotrich, Ministro das Finanças e ele próprio um colono ultranacionalista, declarou que E1 “sepultará” a ideia de um Estado palestino. A expansão de assentamentos é justificada por alguns como necessidade de segurança, enquanto outros defendem um direito divino sobre a região, referida como Judeia e Samaria. Aumento da Violência de Colonos e Impunidade A expansão dos assentamentos israelenses tem sido acompanhada por um aumento sem precedentes na violência praticada por colonos contra palestinos. De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), desde que o partido de Netanyahu assumiu o poder em 2022, colonos realizaram 6.100 ataques contra palestinos e suas propriedades, resultando no deslocamento total ou parcial de mais de 6.500 palestinos e 132 comunidades. A impunidade para esses atos é notória. Um estudo da organização de direitos humanos Yesh Din revelou que, entre 2005 e 2024, apenas 3% das investigações sobre crimes cometidos por israelenses contra palestinos na Cisjordânia terminaram em condenações. As Forças de Defesa de Israel raramente intervêm para impedir os ataques, e poucos agressores são responsabilizados. Medidas Estratégicas para Consolidar o Controle Além das licitações em E1, o governo implementou medidas menos visíveis, mas igualmente estratégicas, para ampliar assentamentos em toda a Cisjordânia. O Ministério das Finanças destinou 36 milhões de shekels (aproximadamente R$ 58,8 milhões) para o registro

Leia mais

China Acena à Direita Latino-Americana, Incluindo Brasil, às Vésperas do Segundo Turno

China busca manter relações amistosas na América Latina, mesmo com ascensão de governos de direita, incluindo o Brasil. Em um movimento estratégico, a China sinalizou sua disposição em estreitar laços com países latino-americanos, independentemente de suas orientações políticas. O encarregado especial chinês para a região, Qiu Xiaoqi, afirmou que Pequim desenvolverá relações amistosas com todas as nações, mesmo aquelas governadas por direitas e com proximidade aos Estados Unidos. A declaração ocorre em um momento crucial para o Brasil, com o candidato Flávio Bolsonaro liderando pesquisas para o segundo turno presidencial. Apesar do contexto, a autoridade chinesa não mencionou nomes específicos de líderes ou candidatos, conforme noticiado pelo jornal estatal Global Times. “A China tem aderido consistentemente ao princípio da não interferência em assuntos internos e respeita as escolhas feitas pelos povos dos países latino-americanos”, declarou Qiu durante um evento sobre as relações sino-latino-americanas. Conforme a fonte, Pequim está aberto a intercâmbios com todos os países da América Latina e Caribe, sem impor barreiras ideológicas, com a única ressalva sendo o reconhecimento do princípio de “Uma Só China”. O Princípio de “Uma Só China” como Linha Vermelha O reconhecimento do princípio de “Uma Só China” é um ponto inegociável para Pequim nas relações diplomáticas. Este princípio estabelece que Taiwan é parte integrante do território chinês, uma alegação que a ilha, com seu próprio governo democraticamente eleito, contesta. Países que reconhecem a soberania taiwanesa não mantêm relações diplomáticas formais com a China continental. Um exemplo notório é o Paraguai, o único país sul-americano que reconhece Taiwan. Recentemente, o presidente paraguaio Santiago Peña visitou Taipé, o que gerou forte protesto do Ministério das Relações Exteriores da China. O porta-voz chinês, Guo Jiakun, condenou a ação, acusando políticos paraguaios de se tornarem “peões das forças separatistas pró-independência de Taiwan”. Em resposta a essa postura, Pequim impôs sanções ao ministro da Informação e Comunicação paraguaio, Gustavo Villate, congelando seus bens na China e proibindo sua entrada no país, em Hong Kong e em Macau. O Brasil, por outro lado, já reconhece o princípio de “Uma Só China”, considerado uma “linha vermelha” por Pequim. Brasil: Pragmatismo em Foco diante de Possível Mudança de Governo O futuro da relação entre Brasil e China tem sido alvo de especulações, especialmente com a ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e seu alinhamento com Donald Trump, figura central em disputas comerciais e tecnológicas com a China. Bolsonaro tem defendido uma postura pragmática em relação à China, contrastando com críticas ao governo atual e seu alinhamento com Pequim. Fontes indicam que Pequim está preparada para avançar na agenda bilateral com o Brasil, independentemente do resultado eleitoral. Em resposta a questionamentos sobre a possível eleição de Bolsonaro, a chancelaria chinesa afirmou que “a China está disposta a trabalhar com o lado brasileiro para que as relações avancem de forma estável e duradoura”. Histórico de Cooperação e Desejo de Estabilidade A China destacou a longevidade e a boa dinâmica de desenvolvimento das relações sino-brasileiras ao longo dos 52 anos desde o estabelecimento de

Leia mais

R$ 6 Bilhões em Tributos: Como Luciano Hang Venceu o “Estado Hostil” e Cresceu a Havan no Brasil

Havan: A Saga de Crescimento Contra o “Estado Hostil” e a Alta Carga Tributária Brasileira Em um cenário de desafios para o empreendedorismo no Brasil, a Havan, fundada por Luciano Hang, emerge como um exemplo de resiliência e expansão. A rede varejista, que iniciou em 1986 com uma modesta loja de 45 metros quadrados em Brusque (SC), completa 40 anos em junho com quase 200 unidades e projeção de faturamento de R$ 22 bilhões. A trajetória de sucesso da Havan é marcada pelo espírito empreendedor de seu fundador, que enfrentou um ambiente de negócios considerado hostil, com alta carga tributária e burocracia excessiva. A empresa, que em 2026 deve recolher cerca de R$ 6 bilhões em tributos, demonstra como é possível prosperar mesmo diante de obstáculos significativos impostos pelo Estado brasileiro. Esta matéria faz parte da série “Apesar do Estado”, da Gazeta do Povo, que retrata empresários que superaram as dificuldades de empreender no Brasil. Acompanhe os detalhes da jornada de Luciano Hang e da Havan, uma história de determinação e visão de futuro, conforme divulgado pelas fontes consultadas. O “DNA Catarinense” que Construiu um Gigante do Varejo Luciano Hang, filho de operários da indústria têxtil catarinense e diagnosticado tardiamente com dislexia, começou sua jornada empreendedora vendendo bolachas na escola. Aos 16 anos, já estava no mundo do trabalho, passando por diversas experiências no setor têxtil antes de fundar, em 1986, a Havan ao lado de Vanderlei de Limas. A sociedade evoluiu, e Hang assumiu o controle total da empresa, expandindo-a significativamente. A primeira filial fora de Brusque foi aberta em Curitiba em 1995, adotando a icônica fachada branca inspirada na Casa Branca, ideia que surgiu após uma viagem de Hang aos Estados Unidos. Atualmente, a Havan conta com 196 unidades em 23 estados, com a meta de atingir 200 megalojas até o fim de dezembro, presente em todos os 27 estados brasileiros e com cerca de 25 mil colaboradores. Burocracia: Um Obstáculo Crônico na Trajetória da Havan Para Luciano Hang, a burocracia é um dos maiores entraves ao setor produtivo do país, um desafio constante desde a fundação da Havan. Ele relata casos em que a obtenção de alvarás e licenças para funcionamento de unidades levou anos, como uma loja que demorou 22 anos para conseguir todas as autorizações necessárias. Um exemplo citado é um terreno de 30 mil metros quadrados em Matinhos (PR), destinado a uma megaloja com cinema e praça de alimentação, que permanece parado há quatro anos devido a impasses com o Instituto Água e Terra (IAT) e o Ministério Público. Hang atribui esses atrasos à falta de agilidade e à resistência ao crescimento, afirmando que “lamentavelmente não deixam o Brasil crescer”. A capital paulista, maior mercado consumidor do país, ainda não possui uma loja Havan, o que o empresário atribui à burocracia municipal. Apesar disso, o estado de São Paulo conta com 36 unidades da rede, um número que empata com o Paraná. Carga Tributária Elevada: Impostos Superam Lucro e Gastos com Fornecedores A carga

Leia mais

Greta Thunberg se une a estudantes em protestos na França: Jovens pedem melhores condições de aprendizado e denunciam violência policial

Greta Thunberg na França: Ativista climática apoia protestos estudantis por educação e contra violência A ativista sueca Greta Thunberg marcou presença em protestos de estudantes do ensino médio na França nesta terça-feira (13). A jovem de 23 anos, conhecida mundialmente por sua luta contra as mudanças climáticas, demonstrou apoio às reivindicações dos alunos por melhores condições de aprendizado e mais inclusão no debate sobre o futuro da educação no país. A mobilização, que ganhou força com o apoio de sindicatos e partidos de oposição, ocorre em meio a preocupações com a violência policial e o número de detidos. Greta Thunberg se juntou aos manifestantes em frente a uma escola em Saint-Denis, um dos maiores subúrbios de Paris, onde advogados formaram um cordão humano para proteger os estudantes. “Os jovens não estão sendo incluídos no debate. Nosso futuro está sendo roubado de nós”, declarou Thunberg, reforçando o coro de insatisfação que tem levado milhares às ruas. Acompanhe os detalhes desta importante manifestação, conforme informações divulgadas pela imprensa francesa. Estudantes exigem voz e condições dignas de aprendizado Os estudantes franceses estão determinados a pressionar o governo para que sejam abordados problemas urgentes nas escolas. Entre as principais queixas estão o **excesso de professores ausentes**, a **deterioração dos prédios escolares**, a **sobrecarga nos horários** e outras falhas estruturais que afetam diretamente a qualidade do ensino. As manifestações, que começaram no final de setembro, têm visto estudantes bloquearem entradas de escolas e, em alguns casos, utilizarem contêineres de lixo e incêndios controlados para chamar atenção. Preocupação com violência e repressão policial As autoridades francesas expressaram preocupação com a possibilidade de novos episódios de violência durante os protestos. Embora a maioria das manifestações tenha sido pacífica, confrontos com a polícia têm ocorrido. Na segunda-feira (12), o Ministério da Educação informou que **oito membros do corpo docente ficaram feridos**, principalmente nas regiões de Paris, Bordeaux e Lyon. O presidente Emmanuel Macron pediu moderação, afirmando que as questões exigem tempo, consulta e diálogo. O Ministério da Justiça reportou que mais de **6.800 pessoas, em sua maioria menores de idade, foram detidas** ao longo dos protestos. A polícia abriu investigações internas sobre 24 denúncias de violência contra manifestantes. Governo anuncia medidas e escolas fecham preventivamente Em resposta às mobilizações, o governo francês prometeu mobilizar cerca de **3.000 professores substitutos** para suprir a falta de profissionais nas 114 escolas de ensino médio mais afetadas. Segundo o ministro da Educação, Edouard Geffray, nesta terça-feira, 35% desses substitutos já haviam sido designados. Algumas escolas próximas aos trajetos das manifestações foram fechadas preventivamente para evitar danos. O ministro também mencionou que cerca de 200 escolas estavam fechadas, um número menor que na semana anterior, indicando uma possível diminuição da força dos protestos antes do recesso escolar. Greta Thunberg: um símbolo de apoio global A presença de Greta Thunberg em Paris adiciona um peso internacional significativo ao movimento estudantil francês. Sua participação reforça a ideia de que as questões educacionais e o futuro dos jovens são temas globais que exigem atenção e ação.

Leia mais

Luciano Hang desafia impostos e burocracia: Havan mira 200 lojas e R$ 22 bi em faturamento até 2026

Havan projeta expansão ambiciosa apesar dos desafios tributários e burocráticos O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, lidera um plano de expansão audacioso para a rede de lojas, com o objetivo de alcançar a marca de 200 unidades em todo o Brasil até o final de 2026. A empresa, que teve início em Brusque, Santa Catarina, projeta um faturamento expressivo de R$ 22 bilhões para o ano corrente. Este crescimento expressivo ocorre em um cenário repleto de desafios. A Havan se prepara para desembolsar aproximadamente R$ 6 bilhões em impostos ainda em 2023, um valor que supera o lucro líquido estimado para o mesmo período. A jornada de Hang, de filho de operários a um dos maiores nomes do varejo nacional, é marcada pela persistência. A Havan, que hoje conta com 196 lojas e emprega cerca de 22 mil pessoas, mantém sua essência catarinense. A rede enfrenta, contudo, a alta carga tributária e a complexa burocracia estatal, que impactam diretamente a operação e o ritmo de crescimento. Conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo, a empresa busca superar esses obstáculos com uma estratégia focada em diversificação e expansão geográfica. A trajetória de Luciano Hang e a fundação da Havan Luciano Hang demonstrou seu espírito empreendedor desde a infância, vendendo bolachas na escola. Após experiências em fábricas de tecidos, ele fundou a Havan em 1986, em uma pequena sala de 45 metros quadrados em Brusque. Inicialmente focada em tecidos importados, a loja evoluiu e, em 1995, inaugurou sua primeira filial em Curitiba, com a icônica fachada inspirada na Casa Branca, símbolo que se tornaria marca registrada da rede. O peso dos impostos no faturamento da Havan A carga tributária é apontada pela Havan como o **maior custo operacional**, superando gastos com fornecedores e o próprio lucro líquido. Para 2023, a previsão é de que a empresa recolha cerca de R$ 6 bilhões em tributos, o que representa aproximadamente 30% do faturamento total. Luciano Hang critica a **assimetria tributária**, especialmente a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50, que gera uma concorrência desigual. O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) brasileiro é estimado entre 26,5% e 28%, um dos mais altos do mundo, bem acima da média de países desenvolvidos da OCDE. Essa alta carga tributária é um dos principais entraves para o planejamento e expansão de negócios no país, exigindo das empresas estratégias robustas para manter a rentabilidade. Burocracia estatal: um obstáculo crônico para a expansão A burocracia estatal é frequentemente descrita como um **obstáculo crônico que retarda o crescimento econômico** no Brasil. Hang relata casos em que a obtenção de alvarás para novas lojas levou até 22 anos. Projetos em cidades como Matinhos e Joinville enfrentam impasses com órgãos ambientais e promotores públicos, evidenciando a lentidão dos processos. Um exemplo notório é a cidade de São Paulo, o maior mercado consumidor do país, onde a Havan ainda não possui nenhuma loja devido às dificuldades de licenciamento. Para o empresário, o problema central não é o investimento financeiro, mas

Leia mais

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!