
Governo Lula oficializa novas regras contra fraudes em combustíveis: o que muda para postos e consumidores
Governo Lula intensifica combate a fraudes no mercado de combustíveis com novas regras O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, deu um passo importante para **combater fraudes e adulterações no setor de combustíveis e derivados de petróleo**. Uma nova resolução, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), oficializa medidas que prometem fortalecer a fiscalização e a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Essas novas diretrizes visam aprimorar os mecanismos de prevenção e correção de irregularidades, utilizando **análise de risco e tecnologia** para identificar atividades suspeitas. A resolução também incentiva uma maior colaboração entre diferentes órgãos de fiscalização e defesa do consumidor. A principal novidade para os postos de combustíveis é a obrigatoriedade da escrituração eletrônica certificada. A partir de agora, toda a movimentação de compra, venda e estoque de combustíveis líquidos deverá ser registrada digitalmente, um esforço para **aumentar a rastreabilidade e dificultar a sonegação fiscal e fraudes mercadológicas**. Conforme informação divulgada pelo governo, a ANP terá 180 dias para regulamentar o Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC) e padronizar o envio mensal desses dados. Escrituração Eletrônica Certificada: Mudança Essencial para o Varejo A obrigatoriedade da **escrituração eletrônica certificada** representa uma das alterações mais significativas para os postos de combustíveis. Essa medida exige que o registro de estoques, preços e toda a movimentação de compra e venda de combustíveis líquidos seja feito exclusivamente por meios digitais. O objetivo é claro: **ampliar a rastreabilidade** de cada produto que chega e sai dos estabelecimentos, tornando mais difícil a prática de sonegação de tributos e outras fraudes. ANP Ganha Mais Ferramentas e Deveres na Fiscalização A ANP terá um papel ainda mais central na fiscalização do setor. A resolução prevê que a agência **intensifique suas ações preventivas e corretivas**, empregando metodologias de análise de risco e ferramentas tecnológicas para detectar indícios de condutas ilegais. Além disso, a resolução incentiva a **articulação institucional**, promovendo parcerias e o intercâmbio de informações com órgãos como Procons, Ministérios Públicos, Polícias Civil e Federal, órgãos fazendários e o Inmetro. Produção e Importação Sob Nova Vigília As unidades produtoras de derivados de petróleo e biocombustíveis também serão alvo de análises mais detalhadas. Seus modelos operacionais passarão por verificações anuais para garantir que a produção seja compatível com as matérias-primas utilizadas e os equipamentos autorizados. A manutenção da autorização para operar dependerá da comprovação do exercício efetivo da atividade. No caso de indícios de fraudes ou adulterações, o **pedido de licença de importação poderá ser suspenso** até que as inconsistências sejam esclarecidas. Relatórios Anuais e Prazo para Implementação Para assegurar a eficácia das novas medidas, a ANP deverá apresentar um **relatório anual detalhado ao CNPE**. Este documento incluirá indicadores de desempenho, análise de riscos identificados e os impactos das fiscalizações no mercado e para os consumidores. A agência tem um prazo de um ano para implementar todas as diretrizes regulatórias e administrativas necessárias para o cumprimento integral da nova resolução, garantindo um **mercado de combustíveis mais seguro e transparente**.








