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Principais Matérias

Educação e Oportunidades: O Que Moradores de Favelas do Rio Pedem aos Candidatos nas Eleições

Prioridades nas Favelas Cariocas: Educação, Trabalho e Participação Social no Foco dos Eleitores O cenário eleitoral no Rio de Janeiro, com 12,8 milhões de eleitores aptos, inclui 2,1 milhões de moradores de favelas, segundo dados do IBGE. Essas áreas, marcadas por desafios históricos de urbanização e acesso a serviços públicos, agora direcionam suas expectativas para os candidatos, priorizando a educação como um pilar fundamental para o futuro. A busca por um governo que dialogue e compreenda as realidades locais é unânime. Moradores expressam a necessidade de políticos que apresentem propostas concretas e estejam dispostos a ouvir as demandas das comunidades, como melhorias na mobilidade, cultura, lazer e saúde. A segurança, embora uma preocupação constante, é vista por muitos como um reflexo da ausência de políticas públicas eficazes. A educação e a geração de oportunidades são apontadas como caminhos mais eficientes para a transformação social, conforme informações divulgadas pela Agência Brasil. Educação como Ferramenta de Transformação Social Para Letícia Vitória Guimarães, jovem moradora do Complexo do Alemão, a educação é um diferencial na hora de escolher um candidato. Ela busca perfis comprometidos com pautas sociais, direitos humanos e com a população, que saibam ouvir e dialogar. A falta de transporte público adequado, que dificulta o acesso à cidade e a oportunidades de emprego, também é uma de suas principais preocupações. João*, de 26 anos, que vive de bicos em uma favela da zona norte, reforça a importância da educação. Ele anseia por mais cursos técnicos e profissionalizantes, além de projetos esportivos que sejam concluídos. A falta de oportunidades de estudo e qualificação impacta diretamente a busca por uma vida melhor e o desenvolvimento pessoal. Sara Sant’anna, estudante de história e moradora da Favela do Rodo, destaca a carência de centros culturais e polos de educação superior nas áreas periféricas. Ela cobra a instalação dessas estruturas para que jovens e adultos tenham acesso a formação de qualidade sem a necessidade de longos deslocamentos. Oportunidades de Trabalho e Fim da Escala 6×1 A jornalista Isabelle Rodrigues Trindade, da Rocinha, aponta a carência de oportunidades profissionais como um grande obstáculo. Ela e outros moradores das favelas buscam propostas que incentivem o emprego e renda, com destaque para o fim da escala de trabalho 6×1, que dificulta a conciliação entre trabalho, família e estudo, especialmente para quem enfrenta longos deslocamentos. A precariedade dos programas como o Jovem Aprendiz, que muitas vezes não cobrem os custos de transporte e alimentação, também foi criticada. Letícia Vitória ressalta que os valores repassados são insuficientes para suprir as necessidades básicas, evidenciando a necessidade de políticas mais robustas de inserção no mercado de trabalho. Enfrentamento ao Racismo e Saúde nas Comunidades O racismo é outra barreira significativa para a conquista de melhores condições de vida nas favelas. Hugo Oliveira, fundador da organização Galeria Providência, destaca que o racismo se manifesta em diversas esferas, desde o acesso à saúde até a abordagem policial. Ele aponta a necessidade de um debate mais aprofundado sobre o tema, que muitas vezes é tratado de

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Presidente da Colômbia Revoga Restrição de Armas: Defesa Própria ou Risco Ampliado?

Presidente da Colômbia Revoga Restrição de Armas: Defesa Própria ou Risco Ampliado? O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, tomou uma decisão controversa ao revogar o decreto que restringia o porte de armas no país há mais de uma década. A medida, que entra em vigor imediatamente, visa devolver à população o direito de se defender, segundo o mandatário. Espriella argumenta que as regras vigentes não impediram criminosos de acessarem armamento ilegal. A decisão presidencial atende a uma promessa de campanha do ultradireitista, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês. Ele venceu as eleições presidenciais com a bandeira de endurecer o combate ao crime, em um contexto de aumento de sequestros no país. A revogação do decreto visa flexibilizar as regras relacionadas ao armamento legal. Para justificar sua decisão, Espriella citou dados de apreensões de armas de fogo pela força pública, afirmando que o foco deve ser na apreensão de armamento ilegal. No entanto, a medida já gera debates e preocupações sobre o impacto na segurança pública. Conforme informação divulgada pelo presidente em sua conta no X, entre 1º de janeiro e 3 de setembro, foram apreendidas 15,7 mil armas de fogo, sendo que 14.179 estavam ligadas à prática de crimes. Fim da Proibição de Mais de Dez Anos A restrição ao porte de armas fora de locais autorizados estava em vigor desde dezembro de 2015, quando um decreto assinado pelo então presidente Juan Manuel Santos suspendeu o porte por um ano. A justificativa na época baseava-se em evidências de que o porte de armas poderia aumentar a violência. Antes disso, era possível obter permissão após comprovar idoneidade física e mental. Os sucessores de Santos, Iván Duque e Gustavo Petro, mantiveram a proibição ao longo dos anos, renovando o decreto. Agora, o novo decreto presidencial determina que o direito de portar arma de fogo será limitado à arma especificada na autorização e às condições nela estabelecidas. O presidente Espriella declarou que a “verdadeira ameaça” não reside no porte legal de armas, mas sim no armamento ilegal nas mãos de criminosos. Comparativo Regional e Alertas de Especialistas De acordo com o Small Arms Survey, pesquisa de 2017, a Colômbia possuía 10,1 armas por habitante, ocupando a sétima posição entre os países sul-americanos. O Brasil, na mesma pesquisa, registrava 8,3 armas per capita. Essa flexibilização de regras para o porte de armas na Colômbia ecoa agendas de outros líderes de direita na região, como o ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil, que também promoveu alterações nas leis de posse e porte de armas durante seu mandato. No entanto, estudos no Brasil indicam que a flexibilização das regras de armamento não resultou em melhorias significativas na segurança pública. Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz apontou que a medida alterou o perfil do armamento apreendido e impulsionou a modernização do arsenal de criminosos, com aumento na apreensão de pistolas 9mm, modelo cuja compra foi facilitada. A decisão na Colômbia também tem gerado alertas de outros atores políticos. Hugo Acero, ex-secretário

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Gazeta do Povo é finalista em prêmio nacional de jornalismo por reportagem inspiradora sobre mulheres empreendedoras e crédito cooperativo

Gazeta do Povo se destaca em premiação nacional com reportagem sobre empreendedorismo feminino A força e a resiliência de mulheres que transformaram suas vidas através do empreendedorismo e do crédito cooperativo ganharam destaque nacional. A reportagem “Elas venceram guerras, doenças e dificuldades com apoio do crédito cooperativo”, publicada pela Gazeta do Povo, foi selecionada entre as finalistas do Prêmio Sicredi Comunicação em Rede, uma importante honraria para o jornalismo brasileiro. A matéria, assinada pela jornalista Juliet Manfrin, narra as trajetórias inspiradoras de quatro mulheres de diferentes regiões do Brasil. Elas encontraram no cooperativismo de crédito e na iniciativa própria um caminho para reconstruir suas histórias, superando desafios extremos como guerras, pobreza, doenças graves, luto e barreiras à inclusão. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, a reportagem disputará o prêmio em nível nacional na categoria de reportagem em texto. A fase final é decidida por votação popular, onde a matéria com maior número de votos será a vencedora. A jornalista Juliet Manfrin já havia sido reconhecida recentemente, conquistando o segundo lugar em sua categoria no 11º Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo. Histórias de Superação e Empreendedorismo em Destaque A reportagem da Gazeta do Povo não apenas documenta, mas também celebra a capacidade de superação de mulheres que, apesar de enfrentarem cenários adversos, encontraram no crédito cooperativo e no empreendedorismo ferramentas poderosas para alcançar a independência e realizar seus sonhos. Jornalismo que Inspira e Transforma Com mais de mil inscritos na premiação, a seleção da Gazeta do Povo para a fase final demonstra a relevância e a qualidade do jornalismo produzido pelo veículo. A matéria sobre as mulheres empreendedoras se destaca por trazer à tona narrativas de força e esperança, mostrando como o apoio financeiro e a rede de confiança proporcionada pelo cooperativismo podem ser decisivos para a transformação social. Votação Popular Define Vencedora Nacional A etapa decisiva do Prêmio Sicredi Comunicação em Rede está aberta à participação do público. A reportagem da Gazeta do Povo concorre com outras duas matérias finalistas. O resultado final será anunciado com base na preferência popular, dando a todos a oportunidade de apoiar e dar visibilidade a essas histórias de sucesso e resiliência.

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AIEA Denuncia Irã ao Conselho de Segurança da ONU: Tensão Nuclear Aumenta em Meio a Conflito Global

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deu um passo histórico ao denunciar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU, marcando a primeira vez em duas décadas que tal medida é tomada. A decisão, impulsionada pelos Estados Unidos e seus aliados europeus, visa aumentar a pressão sobre Teerã em relação ao seu programa nuclear e à falta de transparência exigida. A resolução, aprovada pelo Conselho de Governadores da AIEA com 23 votos a favor, 8 abstenções (incluindo o Brasil) e 3 votos contra (Rússia, China e Níger), sinaliza uma escalada nas tensões diplomáticas. Embora a AIEA não possua poderes de sanção, o encaminhamento da queixa ao Conselho de Segurança da ONU eleva o debate a um fórum de maior impacto político, apesar dos desafios impostos pelo poder de veto de Rússia e China. O Irã, por sua vez, reagiu com descontentamento, classificando a resolução como resultado de “atos criminosos de agressão pelos EUA e pelo regime israelense”. Teerã alega que a busca americana por um “objetivo ilusório” visa forçar a rendição do país e a apropriação de seu petróleo, em um contexto de crescentes confrontos no estreito de Hormuz. A falta de inspeções da AIEA nas instalações nucleares iranianas é o cerne da questão. Tais inspeções são fundamentais tanto para a adesão do país ao Tratado de Não Proliferação Nuclear quanto para as provisões do acordo de 2015, do qual os EUA se retiraram em 2018. Desde então, o Irã acumulou uma quantidade significativa de urânio enriquecido, estimada em 440,9 kg a 60%, material suficiente para a fabricação de ogivas nucleares rudimentares, conforme dados da AIEA. Aceleração do Programa Nuclear Iraniano Sob Escrutínio Novas imagens de satélite divulgadas pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) dos EUA indicam um ritmo acelerado de obras nas principais instalações nucleares do Irã, especialmente na montanha da Picareta, perto de Natanz. Estes locais abrigam laboratórios e centrífugas para enriquecimento de urânio. A expansão observada levanta preocupações sobre a possível aceleração do programa nuclear iraniano. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, enfatizou a importância das inspeções para garantir que o país não esteja desenvolvendo armas nucleares. Ele mencionou que o Irã acumula estoques de urânio enriquecido sem fiscalização adequada, especialmente após os ataques pontuais de 2025 e 2026, que continuam o conflito neste ano. Grossi nega as alegações iranianas de conluio com os EUA. Histórico de Tensões e Acusações Mútuas O Irã justifica a dificuldade nas inspeções devido ao estado de guerra, criando um impasse. O país já havia ameaçado retaliar caso a resolução fosse aprovada, mas optou por criticar seus termos. As acusações iranianas direcionadas aos EUA e Israel remetem a um histórico de conflitos e desconfiança mútua na região. A AIEA também aprovou o encerramento de investigações sobre o não cumprimento de obrigações nucleares pela Síria. Após um programa secreto durante a ditadura de Bashar al-Assad, que foi alvo de um ataque israelense em 2007 e declarado em violação pela AIEA em 2011, o governo sírio, agora sob nova liderança após

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Trump prevê fim da guerra com o Irã após eleições de meio de mandato nos EUA, Netanyahu também aponta colapso iminente

Trump acredita que guerra com o Irã terminará logo após eleições de meio de mandato nos EUA, com Netanyahu vendo regime persa à beira do colapso O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o conflito com o Irã chegará ao fim imediatamente após as eleições de meio de mandato, que ocorrem em novembro. Segundo Trump, o Irã estaria tentando influenciar o resultado da votação americana, mas não conseguiria suportar a pressão econômica imposta pelos EUA por muito mais tempo. “Acho que a guerra vai acabar imediatamente após a eleição, porque eles não conseguem mais resistir. Estão desesperados para tentar influenciar a eleição”, afirmou Trump a repórteres antes de viajar para Dallas, no Texas, para a Convenção Nacional Republicana. A guerra entre os EUA e o Irã já dura sete meses sem um fim aparente. Trump já havia declarado anteriormente que o conflito estaria próximo do fim, mas essas previsões não se concretizaram até o momento. A retomada dos confrontos foi marcada por ataques iranianos a navios perto do estreito de Hormuz, após os EUA afundarem petroleiros iranianos, elevando os preços do petróleo. Conforme divulgado pela Reuters e AFP, a situação tem afetado a popularidade de Trump, com eleitores frustrados pela guerra e pela crise econômica. Tensão aumenta com ataques e contra-ataques no Golfo Pérsico Na última quarta-feira, o Irã comunicou ter atacado dez navios próximos ao estreito de Hormuz. Essa ação ocorreu logo após os Estados Unidos terem afundado cinco petroleiros iranianos. A escalada da violência elevou significativamente o preço do petróleo no mercado internacional, refletindo a instabilidade na região. Os índices de aprovação de Donald Trump têm apresentado queda, em parte devido à insatisfação dos eleitores com a continuidade da guerra contra o Irã e o agravamento da crise econômica nos Estados Unidos. As eleições de meio de mandato, que acontecem em 3 de novembro, são vistas como um referendo sobre a gestão do presidente e podem resultar na perda do controle do Congresso pelos republicanos. Netanyahu vê Irã perto do colapso e reafirma presença israelense na Síria O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, também expressou uma visão semelhante sobre a situação do Irã. Durante uma visita a tropas israelenses no sul da Síria, Netanyahu declarou que o regime persa está à beira do colapso, em meio à intensificação dos combates. “Ainda há trabalho a ser feito. A principal tarefa é derrubar o regime terrorista no Irã. Estamos muito próximos disso”, disse Netanyahu, referindo-se aos grupos aliados do Irã no Oriente Médio. Ele acrescentou que “todo o eixo acabará por entrar em colapso”. As forças israelenses estão estacionadas em uma “zona de segurança” no sul da Síria, desde a queda do ditador Bashar al-Assad. Esta área era anteriormente patrulhada pela ONU e separava as forças israelenses e sírias nas colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel há décadas. “Não permitiremos que nenhum exército terrorista se estabeleça em nossa fronteira”, garantiu Netanyahu. Damasco condena incursão israelense e Katz envia mensagem a Assad A presença de Netanyahu e

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Houthis Atacam Cidades Sauditas Pelo Segundo Dia, Aumentando Tensão em Conflito Regional; Riad Promete Resposta Responsável

Houthis Atacam Cidades Sauditas Pelo Segundo Dia, Aumentando Tensão em Conflito Regional; Riad Promete Resposta Responsável O grupo rebelde Houthi, do Iêmen, intensificou seus ataques ao sul da Arábia Saudita, atingindo as cidades de Abha, Khamis Mushait e Jazan nesta quarta-feira. Este marca o segundo dia consecutivo de ofensivas houthis, elevando significativamente a tensão e a preocupação com uma possível escalada do conflito na região. A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen confirmou os ataques, que envolveram o uso de mísseis balísticos e drones. Conforme comunicado do porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, os rebeldes continuam a visar ativos nacionais e infraestruturas do país. A Defesa Civil saudita suspendeu os alertas em Khamis Mushait e Abha nesta quarta-feira. No dia anterior, ataques houthis nessas e em outras duas cidades causaram 73 feridos e incêndios em instalações petrolíferas. A Arábia Saudita classificou os ataques como uma escalada perigosa. Conforme informações divulgadas pela Reuters, a coalizão afirmou que adotará medidas para dissuadir novos ataques, enquanto os houthis declaram que suas ações são uma resposta à escalada saudita. Rebelião Houthi e o Conflito no Iêmen Os houthis, apoiados pelo Irã, e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita, estão em conflito há anos. A guerra se tornou um palco da rivalidade regional entre Irã e Arábia Saudita, com os houthis sendo aliados próximos de Teerã e Riad alinhada com os Estados Unidos. Uma trégua mediada pela ONU em 2022 havia, em grande parte, interrompido os confrontos por um período. Ataques e Resposta Saudita Na terça-feira, os houthis atingiram uma base aérea em Khamis Mushait e instalações petrolíferas em cidades vizinhas. O porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, declarou que a coalizão responderá aos ataques “de forma responsável”, com o objetivo de proteger a soberania, os ativos nacionais e os civis sauditas. Esses ataques representam um dos maiores ocorridos na Arábia Saudita desde o início da guerra, que se intensificou nos últimos meses. Ofensiva Recente e Temores de Escalada Nos últimos dias, forças do governo iemenita, com apoio saudita, lançaram uma ofensiva em várias frentes contra áreas controladas pelos houthis. O governo afirma que sua intenção é retomar todo o território sob controle rebelde. Em contrapartida, a emissora controlada pelos houthis, Al Masirah TV, relatou que pelo menos 32 pessoas morreram nos últimos dois dias devido a ataques sauditas contra Al Jawf, no Iêmen. A Arábia Saudita não confirmou ofensivas na região. Contexto Histórico e Bloqueio Naval A Arábia Saudita lidera uma coalizão árabe que apoia um governo sediado no sul do Iêmen, expulso pelos houthis da capital, Sanaa, há 12 anos. Em julho, os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, o que levou a coalizão saudita a atacar o que alegou serem instalações militares houthis no Iêmen. Os confrontos recentes aumentam os temores de uma retomada de um conflito mais amplo e abrangente.

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Agenda dos Candidatos à Presidência: De Sabatinas a Visitas a Fábricas, Veja o Que Fizeram os Políticos Nesta Terça (8)

Candidatos à Presidência Cumprem Agendas Diversas Nesta Terça-feira (8) A terça-feira, 8 de agosto, foi marcada por uma série de atividades dos candidatos à presidência do Brasil. Enquanto alguns focaram em entrevistas e sabatinas para expor suas propostas, outros dedicaram o dia a visitas a locais de relevância social e tecnológica, buscando ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade. As agendas públicas refletiram as estratégias de campanha de cada concorrente ao Palácio do Planalto. Houve desde compromissos em Lisboa até visitas a ocupações urbanas e fábricas no interior de São Paulo, demonstrando a diversidade de abordagens na corrida presidencial. As informações foram divulgadas com base nas agendas dos candidatos. Confira um resumo de como foi o dia dos presidenciáveis e os principais destaques de suas movimentações e declarações, conforme divulgado pelas suas assessorias e pela imprensa. Hertz Dias Visita Ocupação e Fábrica, Defendendo Moradia Popular O candidato Hertz Dias (PSTU) teve um dia produtivo em São Paulo. Ele visitou a Ocupação Coração Valente e a fábrica Armco, em Jacareí. Posteriormente, em São Bernardo do Campo, participou de uma panfletagem na Escola Técnica Estadual Lauro Gomes e de um evento de hip hop, ampliando seu contato com diferentes públicos. Durante suas atividades, Hertz Dias ressaltou a necessidade de um plano nacional de moradia popular. Ele afirmou que “milhões de famílias brasileiras enfrentam dificuldades para ter um teto enquanto existe terra, tecnologia e recursos suficientes para garantir habitação digna para todos”, atribuindo o problema a uma “escolha política que privilegia o lucro”. Romeu Zema se Reúne com Emissoras de Rádio e TV Romeu Zema (Novo) concentrou sua agenda em Brasília, onde participou de uma reunião com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O encontro buscou debater temas relevantes para o setor de comunicação e suas contribuições para o país. Ronaldo Caiado Promete Dobrar Investimento em Ciência e Tecnologia O candidato Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Campinas, no interior de São Paulo, visitando o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). Ele aproveitou a oportunidade para prometer dobrar o investimento em ciência e tecnologia, buscando alcançar 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Caiado também defendeu uma política de industrialização nacional focada em setores estratégicos como semicondutores, baterias, ligas metálicas e turbinas. Em Jaguariúna, cidade próxima, ele comentou sobre a situação das contas públicas e sinalizou um possível corte de 25% nos repasses destinados a todos os Poderes, caso eleito, para “colocar o país no lugar”. Renan Santos e Samara Martins em Sabatinas e Entrevistas Renan Santos (Missão) participou de uma sabatina na Jovem Pan e concedeu entrevista ao canal Paulo Mathias, em São Paulo. Já Samara Martins (UP) esteve em Brasília, participando de sabatina no jornal Correio Braziliense e concedendo entrevista ao portal Metrópoles, além de realizar uma caminhada na Rodoviária do Plano Piloto. Outros Candidatos Cumprem Agendas Variadas Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tiveram agendas públicas de campanha divulgadas nesta terça-feira. Edmilson Costa (PCB) cumpriu agenda em Lisboa. Rui

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Tensões no Golfo: EUA atacam petroleiros do Irã perto de ilha estratégica, Irã ameaça e apreende drone americano

Escalada de Conflito no Oriente Médio: Ataques e Ameaças Marcam Dia de Alta Tensão no Golfo Pérsico A região do Golfo Pérsico foi palco de uma escalada significativa nas tensões entre Estados Unidos e Irã nesta terça-feira (8). Um petroleiro iraniano foi atingido por um míssil americano nas proximidades da ilha de Kharg, um ponto vital para as exportações de petróleo do país persa. O incidente, que não deixou vítimas, é parte de uma retaliação iraniana a ataques prévios a navios americanos. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, declarou ter atacado uma base americana na Jordânia e ameaçou navios em portos do Kuwait e Bahrein. Em um movimento adicional, o Irã anunciou a apreensão de um drone submarino americano não tripulado na estratégica região do Estreito de Hormuz. Esses eventos ocorrem em meio a um conflito mais amplo no Oriente Médio, com repercussões que já alcançam outros pontos da região, como ataques recentes dos houthis no sul da Arábia Saudita. A situação exige atenção, pois qualquer desdobramento pode ter impacto global no fornecimento de energia. Conforme informações divulgadas pela imprensa iraniana, um pequeno petroleiro do país foi atingido por um míssil lançado pelo exército americano a cerca de 6,4 quilômetros da ilha de Kharg. A ilha, onde se localiza a principal instalação petrolífera do Irã, é um ponto crucial para a economia do país. Ataque e Retaliação no Mar A agência de notícias Tasnim relatou que o petroleiro iraniano foi atingido por um projétil em sua área de fundeio. Anteriormente, a mídia iraniana já havia reportado explosões na ilha de Kharg e na cidade portuária de Jask, próxima ao Estreito de Hormuz, por onde transita grande parte do petróleo iraniano. Em resposta, o Comando Central das Forças Armadas americanas afirmou que cinco petroleiros iranianos foram destruídos. Essa ação retaliatória se deu após a Guarda Revolucionária do Irã ter atacado um navio americano com mísseis balísticos em duas ocasiões recentes. Os Estados Unidos declararam que o navio americano evadiu os ataques sem feridos. Apreensão de Drone e Ameaças de Bloqueio A tensão aumentou ainda mais com o anúncio da Guarda Revolucionária do Irã sobre a apreensão de um drone submarino americano não tripulado no Estreito de Hormuz. O Irã descreveu o equipamento como um dos mais modernos e inteligentes do exército americano, equipado com tecnologia avançada para reconhecimento e vigilância subaquática. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que os EUA continuarão destruindo petroleiros iranianos em retaliação aos ataques do regime. A Guarda Revolucionária, por sua vez, ameaçou atacar petroleiros em portos do Kuwait e Bahrein, alertando as tripulações para evacuar as áreas. Impacto Global e Expansão do Conflito O Estreito de Hormuz é uma via marítima vital, por onde passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito. O Irã tem mantido um bloqueio na região, uma ação que os Estados Unidos se opõem veementemente e que levou à imposição de bloqueios americanos aos portos iranianos. Além disso, o conflito se expandiu

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Alemanha em Território Desconhecido: Professor de História Alerta Sobre Ascensão da AfD e Crise na Democracia

Professor de História Alemã Alerta: “Sistema Democrático Não Funciona Mais” Diante da Ascensão da AfD A Alemanha se encontra em um cenário político sem precedentes desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A ascensão contínua da Alternativa para a Alemanha (AfD), especialmente com sua recente vitória expressiva na Saxônia-Anhalt, representa um “território desconhecido” para o país. O sistema político outrora robusto, projetado para impedir o ressurgimento de ideologias extremistas, parece ter perdido sua eficácia. O professor associado de História Alemã Moderna da Universidade de Cambridge, Marcus B öick, natural da região afetada, descreve a situação como “desesperadora”, mas não surpreendente. Ele aponta para um isolamento ineficaz dos outros partidos em relação à AfD e um argumento enfraquecido em defesa da democracia. Em entrevista exclusiva, B öick detalha como a estratégia da AfD, focada em criar um sentimento de pertencimento e suprir a ausência de representatividade dos partidos tradicionais, tem sido fundamental para seu sucesso eleitoral. Conforme informação divulgada pela Folha, a AfD obteve quase 44% dos votos na Saxônia-Anhalt, um resultado que superou as expectativas e colocou o partido em uma posição de liderança inédita. O “Brandmauer” Alemão em Xeque e a Perda de Argumentos Democráticos O chamado “Brandmauer”, ou “muro de fogo”, um mecanismo de isolamento político contra a extrema direita, tem sido um pilar da política alemã. No entanto, B öick observa que este “cordão sanitário” parece estar perdendo força. “A defesa do sistema democrático não é mais argumento”, afirma o historiador, destacando que a AfD pode simplesmente contrapor que o voto popular em si é a expressão máxima da democracia. A estratégia da AfD de se apresentar como uma alternativa viável, com candidatos carismáticos e que “cumprem promessas”, contrasta com a percepção de decadência dos partidos tradicionais. A crise econômica europeia, os desafios geopolíticos com a Rússia e a China, e a imprevisibilidade dos EUA criam um cenário de instabilidade que os partidos estabelecidos têm dificuldade em gerenciar. Nostalgia e Sentimento de Pertencimento: As Armas da AfD no Leste Alemão A AfD tem explorado habilmente a nostalgia e o sentimento de pertencimento, especialmente nas regiões rurais do leste da Alemanha. B öick, que nasceu em Aschersleben, Saxônia-Anhalt, descreve o declínio econômico e social dessas áreas nas últimas décadas, com o fechamento de cinemas, escolas e hospitais. Nesse vácuo, a AfD surge com eventos comunitários e uma mensagem de “retorno a um passado glorioso”, seja ele da Alemanha Oriental, do Império ou de uma “grande nação orgulhosa”. O historiador explica que, embora haja elementos neonazistas e pós-nazistas dentro da AfD, o apelo da sigla à sociedade em geral transcende a ideologia. A falta de um senso de comunidade e a forte competição individual deixam as pessoas “perdidas e sozinhas”, e a AfD oferece uma sensação de “estar aqui e começar a mudar as coisas”. Essa capacidade de criar uma “colagem digital de nostalgias” tem sido crucial para seu sucesso. A Nova Face da Extrema Direita: “Genro dos Sonhos” e a Perda de Identidade Um dos fatores que B

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Plano&Plano Reduz Lançamentos em SP e Foca em Goiânia: Concorrência Aumenta no MCMV e Impacta Vendas

Plano&Plano desacelera expansão em São Paulo e mira Goiânia em meio à alta da concorrência no programa Minha Casa, Minha Vida. A construtora Plano&Plano está reavaliando sua estratégia de expansão, com planos de diminuir o ritmo de lançamentos em São Paulo e explorar o mercado de Goiânia. A decisão surge como resposta ao aumento acirrado da concorrência no segmento de habitação de baixa renda na capital paulista. O mercado de imóveis voltados ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em São Paulo registrou um crescimento expressivo na oferta, o que elevou a competição e impactou as vendas da companhia. A análise, divulgada pelo Itaú BBA após reunião com a alta gestão da Plano&Plano, indica uma mudança de rota focada em otimizar operações e buscar novos mercados promissores. A maior disputa por clientes e o aumento dos custos de construção têm pressionado as margens da empresa, levando a Plano&Plano a rever seus planos de investimento. A busca por um ambiente de negócios menos saturado é um dos fatores que impulsionam a companhia a olhar para Goiânia. Aumento da Oferta e Concorrência em São Paulo O cenário em São Paulo tornou-se desafiador para a Plano&Plano. Segundo dados do Itaú BBA, baseados em informações da Secovi-SP, os lançamentos de imóveis do programa MCMV na cidade saltaram de cerca de 30 mil unidades anuais entre 2020 e 2023 para impressionantes 90 mil unidades nos doze meses anteriores a abril de 2026. Esse aumento expressivo na oferta de moradias de baixa renda intensificou a competição. Empresas que tradicionalmente atuavam em segmentos de médio e alto padrão passaram a investir mais fortemente no MCMV, como a Eztec e a Cyrela, que aumentou a participação de seus produtos Vivaz nesse segmento. Essa movimentação ampliou a disputa, especialmente nas faixas 3 e 4 do MCMV. Como reflexo dessa maior competição, a participação de mercado (market share) da Plano&Plano em São Paulo no segmento de baixa renda caiu de 25% em 2022 e 2024 para 23% em 2025 e 16% no primeiro semestre de 2026, conforme apontado pelo Itaú BBA. Impacto nas Vendas e Margens da Plano&Plano A maior concorrência em São Paulo afetou diretamente a comercialização dos empreendimentos da Plano&Plano. As vendas não acompanharam a força dos lançamentos, e a empresa precisou intensificar o controle de estoque e oferecer descontos para impulsionar as negociações. Essa estratégia, combinada com a pressão nos custos de construção, impactou negativamente as margens brutas da companhia. O relatório do Itaú BBA também menciona que vendas mais fracas e repasses de recebíveis mais lentos, especialmente de unidades de média renda e compradores informais, contribuíram para que o fluxo de caixa livre (FCF) ficasse abaixo das expectativas. Os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 refletiram esse cenário. Embora a receita líquida tenha crescido 16,7% para R$ 914,8 milhões, o lucro líquido consolidado caiu 34,5%, chegando a R$ 67,3 milhões. A margem bruta ajustada também recuou, de 34,5% para 29,7%. Goiânia como Nova Fronteira de Crescimento Diante deste panorama, a Plano&Plano decidiu diversificar sua atuação

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Educação e Oportunidades: O Que Moradores de Favelas do Rio Pedem aos Candidatos nas Eleições

Prioridades nas Favelas Cariocas: Educação, Trabalho e Participação Social no Foco dos Eleitores O cenário eleitoral no Rio de Janeiro, com 12,8 milhões de eleitores aptos, inclui 2,1 milhões de moradores de favelas, segundo dados do IBGE. Essas áreas, marcadas por desafios históricos de urbanização e acesso a serviços públicos, agora direcionam suas expectativas para os candidatos, priorizando a educação como um pilar fundamental para o futuro. A busca por um governo que dialogue e compreenda as realidades locais é unânime. Moradores expressam a necessidade de políticos que apresentem propostas concretas e estejam dispostos a ouvir as demandas das comunidades, como melhorias na mobilidade, cultura, lazer e saúde. A segurança, embora uma preocupação constante, é vista por muitos como um reflexo da ausência de políticas públicas eficazes. A educação e a geração de oportunidades são apontadas como caminhos mais eficientes para a transformação social, conforme informações divulgadas pela Agência Brasil. Educação como Ferramenta de Transformação Social Para Letícia Vitória Guimarães, jovem moradora do Complexo do Alemão, a educação é um diferencial na hora de escolher um candidato. Ela busca perfis comprometidos com pautas sociais, direitos humanos e com a população, que saibam ouvir e dialogar. A falta de transporte público adequado, que dificulta o acesso à cidade e a oportunidades de emprego, também é uma de suas principais preocupações. João*, de 26 anos, que vive de bicos em uma favela da zona norte, reforça a importância da educação. Ele anseia por mais cursos técnicos e profissionalizantes, além de projetos esportivos que sejam concluídos. A falta de oportunidades de estudo e qualificação impacta diretamente a busca por uma vida melhor e o desenvolvimento pessoal. Sara Sant’anna, estudante de história e moradora da Favela do Rodo, destaca a carência de centros culturais e polos de educação superior nas áreas periféricas. Ela cobra a instalação dessas estruturas para que jovens e adultos tenham acesso a formação de qualidade sem a necessidade de longos deslocamentos. Oportunidades de Trabalho e Fim da Escala 6×1 A jornalista Isabelle Rodrigues Trindade, da Rocinha, aponta a carência de oportunidades profissionais como um grande obstáculo. Ela e outros moradores das favelas buscam propostas que incentivem o emprego e renda, com destaque para o fim da escala de trabalho 6×1, que dificulta a conciliação entre trabalho, família e estudo, especialmente para quem enfrenta longos deslocamentos. A precariedade dos programas como o Jovem Aprendiz, que muitas vezes não cobrem os custos de transporte e alimentação, também foi criticada. Letícia Vitória ressalta que os valores repassados são insuficientes para suprir as necessidades básicas, evidenciando a necessidade de políticas mais robustas de inserção no mercado de trabalho. Enfrentamento ao Racismo e Saúde nas Comunidades O racismo é outra barreira significativa para a conquista de melhores condições de vida nas favelas. Hugo Oliveira, fundador da organização Galeria Providência, destaca que o racismo se manifesta em diversas esferas, desde o acesso à saúde até a abordagem policial. Ele aponta a necessidade de um debate mais aprofundado sobre o tema, que muitas vezes é tratado de

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Presidente da Colômbia Revoga Restrição de Armas: Defesa Própria ou Risco Ampliado?

Presidente da Colômbia Revoga Restrição de Armas: Defesa Própria ou Risco Ampliado? O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, tomou uma decisão controversa ao revogar o decreto que restringia o porte de armas no país há mais de uma década. A medida, que entra em vigor imediatamente, visa devolver à população o direito de se defender, segundo o mandatário. Espriella argumenta que as regras vigentes não impediram criminosos de acessarem armamento ilegal. A decisão presidencial atende a uma promessa de campanha do ultradireitista, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês. Ele venceu as eleições presidenciais com a bandeira de endurecer o combate ao crime, em um contexto de aumento de sequestros no país. A revogação do decreto visa flexibilizar as regras relacionadas ao armamento legal. Para justificar sua decisão, Espriella citou dados de apreensões de armas de fogo pela força pública, afirmando que o foco deve ser na apreensão de armamento ilegal. No entanto, a medida já gera debates e preocupações sobre o impacto na segurança pública. Conforme informação divulgada pelo presidente em sua conta no X, entre 1º de janeiro e 3 de setembro, foram apreendidas 15,7 mil armas de fogo, sendo que 14.179 estavam ligadas à prática de crimes. Fim da Proibição de Mais de Dez Anos A restrição ao porte de armas fora de locais autorizados estava em vigor desde dezembro de 2015, quando um decreto assinado pelo então presidente Juan Manuel Santos suspendeu o porte por um ano. A justificativa na época baseava-se em evidências de que o porte de armas poderia aumentar a violência. Antes disso, era possível obter permissão após comprovar idoneidade física e mental. Os sucessores de Santos, Iván Duque e Gustavo Petro, mantiveram a proibição ao longo dos anos, renovando o decreto. Agora, o novo decreto presidencial determina que o direito de portar arma de fogo será limitado à arma especificada na autorização e às condições nela estabelecidas. O presidente Espriella declarou que a “verdadeira ameaça” não reside no porte legal de armas, mas sim no armamento ilegal nas mãos de criminosos. Comparativo Regional e Alertas de Especialistas De acordo com o Small Arms Survey, pesquisa de 2017, a Colômbia possuía 10,1 armas por habitante, ocupando a sétima posição entre os países sul-americanos. O Brasil, na mesma pesquisa, registrava 8,3 armas per capita. Essa flexibilização de regras para o porte de armas na Colômbia ecoa agendas de outros líderes de direita na região, como o ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil, que também promoveu alterações nas leis de posse e porte de armas durante seu mandato. No entanto, estudos no Brasil indicam que a flexibilização das regras de armamento não resultou em melhorias significativas na segurança pública. Uma pesquisa do Instituto Sou da Paz apontou que a medida alterou o perfil do armamento apreendido e impulsionou a modernização do arsenal de criminosos, com aumento na apreensão de pistolas 9mm, modelo cuja compra foi facilitada. A decisão na Colômbia também tem gerado alertas de outros atores políticos. Hugo Acero, ex-secretário

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Gazeta do Povo é finalista em prêmio nacional de jornalismo por reportagem inspiradora sobre mulheres empreendedoras e crédito cooperativo

Gazeta do Povo se destaca em premiação nacional com reportagem sobre empreendedorismo feminino A força e a resiliência de mulheres que transformaram suas vidas através do empreendedorismo e do crédito cooperativo ganharam destaque nacional. A reportagem “Elas venceram guerras, doenças e dificuldades com apoio do crédito cooperativo”, publicada pela Gazeta do Povo, foi selecionada entre as finalistas do Prêmio Sicredi Comunicação em Rede, uma importante honraria para o jornalismo brasileiro. A matéria, assinada pela jornalista Juliet Manfrin, narra as trajetórias inspiradoras de quatro mulheres de diferentes regiões do Brasil. Elas encontraram no cooperativismo de crédito e na iniciativa própria um caminho para reconstruir suas histórias, superando desafios extremos como guerras, pobreza, doenças graves, luto e barreiras à inclusão. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, a reportagem disputará o prêmio em nível nacional na categoria de reportagem em texto. A fase final é decidida por votação popular, onde a matéria com maior número de votos será a vencedora. A jornalista Juliet Manfrin já havia sido reconhecida recentemente, conquistando o segundo lugar em sua categoria no 11º Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo. Histórias de Superação e Empreendedorismo em Destaque A reportagem da Gazeta do Povo não apenas documenta, mas também celebra a capacidade de superação de mulheres que, apesar de enfrentarem cenários adversos, encontraram no crédito cooperativo e no empreendedorismo ferramentas poderosas para alcançar a independência e realizar seus sonhos. Jornalismo que Inspira e Transforma Com mais de mil inscritos na premiação, a seleção da Gazeta do Povo para a fase final demonstra a relevância e a qualidade do jornalismo produzido pelo veículo. A matéria sobre as mulheres empreendedoras se destaca por trazer à tona narrativas de força e esperança, mostrando como o apoio financeiro e a rede de confiança proporcionada pelo cooperativismo podem ser decisivos para a transformação social. Votação Popular Define Vencedora Nacional A etapa decisiva do Prêmio Sicredi Comunicação em Rede está aberta à participação do público. A reportagem da Gazeta do Povo concorre com outras duas matérias finalistas. O resultado final será anunciado com base na preferência popular, dando a todos a oportunidade de apoiar e dar visibilidade a essas histórias de sucesso e resiliência.

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AIEA Denuncia Irã ao Conselho de Segurança da ONU: Tensão Nuclear Aumenta em Meio a Conflito Global

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deu um passo histórico ao denunciar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU, marcando a primeira vez em duas décadas que tal medida é tomada. A decisão, impulsionada pelos Estados Unidos e seus aliados europeus, visa aumentar a pressão sobre Teerã em relação ao seu programa nuclear e à falta de transparência exigida. A resolução, aprovada pelo Conselho de Governadores da AIEA com 23 votos a favor, 8 abstenções (incluindo o Brasil) e 3 votos contra (Rússia, China e Níger), sinaliza uma escalada nas tensões diplomáticas. Embora a AIEA não possua poderes de sanção, o encaminhamento da queixa ao Conselho de Segurança da ONU eleva o debate a um fórum de maior impacto político, apesar dos desafios impostos pelo poder de veto de Rússia e China. O Irã, por sua vez, reagiu com descontentamento, classificando a resolução como resultado de “atos criminosos de agressão pelos EUA e pelo regime israelense”. Teerã alega que a busca americana por um “objetivo ilusório” visa forçar a rendição do país e a apropriação de seu petróleo, em um contexto de crescentes confrontos no estreito de Hormuz. A falta de inspeções da AIEA nas instalações nucleares iranianas é o cerne da questão. Tais inspeções são fundamentais tanto para a adesão do país ao Tratado de Não Proliferação Nuclear quanto para as provisões do acordo de 2015, do qual os EUA se retiraram em 2018. Desde então, o Irã acumulou uma quantidade significativa de urânio enriquecido, estimada em 440,9 kg a 60%, material suficiente para a fabricação de ogivas nucleares rudimentares, conforme dados da AIEA. Aceleração do Programa Nuclear Iraniano Sob Escrutínio Novas imagens de satélite divulgadas pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) dos EUA indicam um ritmo acelerado de obras nas principais instalações nucleares do Irã, especialmente na montanha da Picareta, perto de Natanz. Estes locais abrigam laboratórios e centrífugas para enriquecimento de urânio. A expansão observada levanta preocupações sobre a possível aceleração do programa nuclear iraniano. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, enfatizou a importância das inspeções para garantir que o país não esteja desenvolvendo armas nucleares. Ele mencionou que o Irã acumula estoques de urânio enriquecido sem fiscalização adequada, especialmente após os ataques pontuais de 2025 e 2026, que continuam o conflito neste ano. Grossi nega as alegações iranianas de conluio com os EUA. Histórico de Tensões e Acusações Mútuas O Irã justifica a dificuldade nas inspeções devido ao estado de guerra, criando um impasse. O país já havia ameaçado retaliar caso a resolução fosse aprovada, mas optou por criticar seus termos. As acusações iranianas direcionadas aos EUA e Israel remetem a um histórico de conflitos e desconfiança mútua na região. A AIEA também aprovou o encerramento de investigações sobre o não cumprimento de obrigações nucleares pela Síria. Após um programa secreto durante a ditadura de Bashar al-Assad, que foi alvo de um ataque israelense em 2007 e declarado em violação pela AIEA em 2011, o governo sírio, agora sob nova liderança após

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Trump prevê fim da guerra com o Irã após eleições de meio de mandato nos EUA, Netanyahu também aponta colapso iminente

Trump acredita que guerra com o Irã terminará logo após eleições de meio de mandato nos EUA, com Netanyahu vendo regime persa à beira do colapso O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o conflito com o Irã chegará ao fim imediatamente após as eleições de meio de mandato, que ocorrem em novembro. Segundo Trump, o Irã estaria tentando influenciar o resultado da votação americana, mas não conseguiria suportar a pressão econômica imposta pelos EUA por muito mais tempo. “Acho que a guerra vai acabar imediatamente após a eleição, porque eles não conseguem mais resistir. Estão desesperados para tentar influenciar a eleição”, afirmou Trump a repórteres antes de viajar para Dallas, no Texas, para a Convenção Nacional Republicana. A guerra entre os EUA e o Irã já dura sete meses sem um fim aparente. Trump já havia declarado anteriormente que o conflito estaria próximo do fim, mas essas previsões não se concretizaram até o momento. A retomada dos confrontos foi marcada por ataques iranianos a navios perto do estreito de Hormuz, após os EUA afundarem petroleiros iranianos, elevando os preços do petróleo. Conforme divulgado pela Reuters e AFP, a situação tem afetado a popularidade de Trump, com eleitores frustrados pela guerra e pela crise econômica. Tensão aumenta com ataques e contra-ataques no Golfo Pérsico Na última quarta-feira, o Irã comunicou ter atacado dez navios próximos ao estreito de Hormuz. Essa ação ocorreu logo após os Estados Unidos terem afundado cinco petroleiros iranianos. A escalada da violência elevou significativamente o preço do petróleo no mercado internacional, refletindo a instabilidade na região. Os índices de aprovação de Donald Trump têm apresentado queda, em parte devido à insatisfação dos eleitores com a continuidade da guerra contra o Irã e o agravamento da crise econômica nos Estados Unidos. As eleições de meio de mandato, que acontecem em 3 de novembro, são vistas como um referendo sobre a gestão do presidente e podem resultar na perda do controle do Congresso pelos republicanos. Netanyahu vê Irã perto do colapso e reafirma presença israelense na Síria O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, também expressou uma visão semelhante sobre a situação do Irã. Durante uma visita a tropas israelenses no sul da Síria, Netanyahu declarou que o regime persa está à beira do colapso, em meio à intensificação dos combates. “Ainda há trabalho a ser feito. A principal tarefa é derrubar o regime terrorista no Irã. Estamos muito próximos disso”, disse Netanyahu, referindo-se aos grupos aliados do Irã no Oriente Médio. Ele acrescentou que “todo o eixo acabará por entrar em colapso”. As forças israelenses estão estacionadas em uma “zona de segurança” no sul da Síria, desde a queda do ditador Bashar al-Assad. Esta área era anteriormente patrulhada pela ONU e separava as forças israelenses e sírias nas colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel há décadas. “Não permitiremos que nenhum exército terrorista se estabeleça em nossa fronteira”, garantiu Netanyahu. Damasco condena incursão israelense e Katz envia mensagem a Assad A presença de Netanyahu e

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Houthis Atacam Cidades Sauditas Pelo Segundo Dia, Aumentando Tensão em Conflito Regional; Riad Promete Resposta Responsável

Houthis Atacam Cidades Sauditas Pelo Segundo Dia, Aumentando Tensão em Conflito Regional; Riad Promete Resposta Responsável O grupo rebelde Houthi, do Iêmen, intensificou seus ataques ao sul da Arábia Saudita, atingindo as cidades de Abha, Khamis Mushait e Jazan nesta quarta-feira. Este marca o segundo dia consecutivo de ofensivas houthis, elevando significativamente a tensão e a preocupação com uma possível escalada do conflito na região. A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen confirmou os ataques, que envolveram o uso de mísseis balísticos e drones. Conforme comunicado do porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, os rebeldes continuam a visar ativos nacionais e infraestruturas do país. A Defesa Civil saudita suspendeu os alertas em Khamis Mushait e Abha nesta quarta-feira. No dia anterior, ataques houthis nessas e em outras duas cidades causaram 73 feridos e incêndios em instalações petrolíferas. A Arábia Saudita classificou os ataques como uma escalada perigosa. Conforme informações divulgadas pela Reuters, a coalizão afirmou que adotará medidas para dissuadir novos ataques, enquanto os houthis declaram que suas ações são uma resposta à escalada saudita. Rebelião Houthi e o Conflito no Iêmen Os houthis, apoiados pelo Irã, e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita, estão em conflito há anos. A guerra se tornou um palco da rivalidade regional entre Irã e Arábia Saudita, com os houthis sendo aliados próximos de Teerã e Riad alinhada com os Estados Unidos. Uma trégua mediada pela ONU em 2022 havia, em grande parte, interrompido os confrontos por um período. Ataques e Resposta Saudita Na terça-feira, os houthis atingiram uma base aérea em Khamis Mushait e instalações petrolíferas em cidades vizinhas. O porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, declarou que a coalizão responderá aos ataques “de forma responsável”, com o objetivo de proteger a soberania, os ativos nacionais e os civis sauditas. Esses ataques representam um dos maiores ocorridos na Arábia Saudita desde o início da guerra, que se intensificou nos últimos meses. Ofensiva Recente e Temores de Escalada Nos últimos dias, forças do governo iemenita, com apoio saudita, lançaram uma ofensiva em várias frentes contra áreas controladas pelos houthis. O governo afirma que sua intenção é retomar todo o território sob controle rebelde. Em contrapartida, a emissora controlada pelos houthis, Al Masirah TV, relatou que pelo menos 32 pessoas morreram nos últimos dois dias devido a ataques sauditas contra Al Jawf, no Iêmen. A Arábia Saudita não confirmou ofensivas na região. Contexto Histórico e Bloqueio Naval A Arábia Saudita lidera uma coalizão árabe que apoia um governo sediado no sul do Iêmen, expulso pelos houthis da capital, Sanaa, há 12 anos. Em julho, os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, o que levou a coalizão saudita a atacar o que alegou serem instalações militares houthis no Iêmen. Os confrontos recentes aumentam os temores de uma retomada de um conflito mais amplo e abrangente.

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Agenda dos Candidatos à Presidência: De Sabatinas a Visitas a Fábricas, Veja o Que Fizeram os Políticos Nesta Terça (8)

Candidatos à Presidência Cumprem Agendas Diversas Nesta Terça-feira (8) A terça-feira, 8 de agosto, foi marcada por uma série de atividades dos candidatos à presidência do Brasil. Enquanto alguns focaram em entrevistas e sabatinas para expor suas propostas, outros dedicaram o dia a visitas a locais de relevância social e tecnológica, buscando ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade. As agendas públicas refletiram as estratégias de campanha de cada concorrente ao Palácio do Planalto. Houve desde compromissos em Lisboa até visitas a ocupações urbanas e fábricas no interior de São Paulo, demonstrando a diversidade de abordagens na corrida presidencial. As informações foram divulgadas com base nas agendas dos candidatos. Confira um resumo de como foi o dia dos presidenciáveis e os principais destaques de suas movimentações e declarações, conforme divulgado pelas suas assessorias e pela imprensa. Hertz Dias Visita Ocupação e Fábrica, Defendendo Moradia Popular O candidato Hertz Dias (PSTU) teve um dia produtivo em São Paulo. Ele visitou a Ocupação Coração Valente e a fábrica Armco, em Jacareí. Posteriormente, em São Bernardo do Campo, participou de uma panfletagem na Escola Técnica Estadual Lauro Gomes e de um evento de hip hop, ampliando seu contato com diferentes públicos. Durante suas atividades, Hertz Dias ressaltou a necessidade de um plano nacional de moradia popular. Ele afirmou que “milhões de famílias brasileiras enfrentam dificuldades para ter um teto enquanto existe terra, tecnologia e recursos suficientes para garantir habitação digna para todos”, atribuindo o problema a uma “escolha política que privilegia o lucro”. Romeu Zema se Reúne com Emissoras de Rádio e TV Romeu Zema (Novo) concentrou sua agenda em Brasília, onde participou de uma reunião com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O encontro buscou debater temas relevantes para o setor de comunicação e suas contribuições para o país. Ronaldo Caiado Promete Dobrar Investimento em Ciência e Tecnologia O candidato Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Campinas, no interior de São Paulo, visitando o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). Ele aproveitou a oportunidade para prometer dobrar o investimento em ciência e tecnologia, buscando alcançar 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Caiado também defendeu uma política de industrialização nacional focada em setores estratégicos como semicondutores, baterias, ligas metálicas e turbinas. Em Jaguariúna, cidade próxima, ele comentou sobre a situação das contas públicas e sinalizou um possível corte de 25% nos repasses destinados a todos os Poderes, caso eleito, para “colocar o país no lugar”. Renan Santos e Samara Martins em Sabatinas e Entrevistas Renan Santos (Missão) participou de uma sabatina na Jovem Pan e concedeu entrevista ao canal Paulo Mathias, em São Paulo. Já Samara Martins (UP) esteve em Brasília, participando de sabatina no jornal Correio Braziliense e concedendo entrevista ao portal Metrópoles, além de realizar uma caminhada na Rodoviária do Plano Piloto. Outros Candidatos Cumprem Agendas Variadas Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tiveram agendas públicas de campanha divulgadas nesta terça-feira. Edmilson Costa (PCB) cumpriu agenda em Lisboa. Rui

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Tensões no Golfo: EUA atacam petroleiros do Irã perto de ilha estratégica, Irã ameaça e apreende drone americano

Escalada de Conflito no Oriente Médio: Ataques e Ameaças Marcam Dia de Alta Tensão no Golfo Pérsico A região do Golfo Pérsico foi palco de uma escalada significativa nas tensões entre Estados Unidos e Irã nesta terça-feira (8). Um petroleiro iraniano foi atingido por um míssil americano nas proximidades da ilha de Kharg, um ponto vital para as exportações de petróleo do país persa. O incidente, que não deixou vítimas, é parte de uma retaliação iraniana a ataques prévios a navios americanos. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, declarou ter atacado uma base americana na Jordânia e ameaçou navios em portos do Kuwait e Bahrein. Em um movimento adicional, o Irã anunciou a apreensão de um drone submarino americano não tripulado na estratégica região do Estreito de Hormuz. Esses eventos ocorrem em meio a um conflito mais amplo no Oriente Médio, com repercussões que já alcançam outros pontos da região, como ataques recentes dos houthis no sul da Arábia Saudita. A situação exige atenção, pois qualquer desdobramento pode ter impacto global no fornecimento de energia. Conforme informações divulgadas pela imprensa iraniana, um pequeno petroleiro do país foi atingido por um míssil lançado pelo exército americano a cerca de 6,4 quilômetros da ilha de Kharg. A ilha, onde se localiza a principal instalação petrolífera do Irã, é um ponto crucial para a economia do país. Ataque e Retaliação no Mar A agência de notícias Tasnim relatou que o petroleiro iraniano foi atingido por um projétil em sua área de fundeio. Anteriormente, a mídia iraniana já havia reportado explosões na ilha de Kharg e na cidade portuária de Jask, próxima ao Estreito de Hormuz, por onde transita grande parte do petróleo iraniano. Em resposta, o Comando Central das Forças Armadas americanas afirmou que cinco petroleiros iranianos foram destruídos. Essa ação retaliatória se deu após a Guarda Revolucionária do Irã ter atacado um navio americano com mísseis balísticos em duas ocasiões recentes. Os Estados Unidos declararam que o navio americano evadiu os ataques sem feridos. Apreensão de Drone e Ameaças de Bloqueio A tensão aumentou ainda mais com o anúncio da Guarda Revolucionária do Irã sobre a apreensão de um drone submarino americano não tripulado no Estreito de Hormuz. O Irã descreveu o equipamento como um dos mais modernos e inteligentes do exército americano, equipado com tecnologia avançada para reconhecimento e vigilância subaquática. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que os EUA continuarão destruindo petroleiros iranianos em retaliação aos ataques do regime. A Guarda Revolucionária, por sua vez, ameaçou atacar petroleiros em portos do Kuwait e Bahrein, alertando as tripulações para evacuar as áreas. Impacto Global e Expansão do Conflito O Estreito de Hormuz é uma via marítima vital, por onde passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito. O Irã tem mantido um bloqueio na região, uma ação que os Estados Unidos se opõem veementemente e que levou à imposição de bloqueios americanos aos portos iranianos. Além disso, o conflito se expandiu

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Alemanha em Território Desconhecido: Professor de História Alerta Sobre Ascensão da AfD e Crise na Democracia

Professor de História Alemã Alerta: “Sistema Democrático Não Funciona Mais” Diante da Ascensão da AfD A Alemanha se encontra em um cenário político sem precedentes desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A ascensão contínua da Alternativa para a Alemanha (AfD), especialmente com sua recente vitória expressiva na Saxônia-Anhalt, representa um “território desconhecido” para o país. O sistema político outrora robusto, projetado para impedir o ressurgimento de ideologias extremistas, parece ter perdido sua eficácia. O professor associado de História Alemã Moderna da Universidade de Cambridge, Marcus B öick, natural da região afetada, descreve a situação como “desesperadora”, mas não surpreendente. Ele aponta para um isolamento ineficaz dos outros partidos em relação à AfD e um argumento enfraquecido em defesa da democracia. Em entrevista exclusiva, B öick detalha como a estratégia da AfD, focada em criar um sentimento de pertencimento e suprir a ausência de representatividade dos partidos tradicionais, tem sido fundamental para seu sucesso eleitoral. Conforme informação divulgada pela Folha, a AfD obteve quase 44% dos votos na Saxônia-Anhalt, um resultado que superou as expectativas e colocou o partido em uma posição de liderança inédita. O “Brandmauer” Alemão em Xeque e a Perda de Argumentos Democráticos O chamado “Brandmauer”, ou “muro de fogo”, um mecanismo de isolamento político contra a extrema direita, tem sido um pilar da política alemã. No entanto, B öick observa que este “cordão sanitário” parece estar perdendo força. “A defesa do sistema democrático não é mais argumento”, afirma o historiador, destacando que a AfD pode simplesmente contrapor que o voto popular em si é a expressão máxima da democracia. A estratégia da AfD de se apresentar como uma alternativa viável, com candidatos carismáticos e que “cumprem promessas”, contrasta com a percepção de decadência dos partidos tradicionais. A crise econômica europeia, os desafios geopolíticos com a Rússia e a China, e a imprevisibilidade dos EUA criam um cenário de instabilidade que os partidos estabelecidos têm dificuldade em gerenciar. Nostalgia e Sentimento de Pertencimento: As Armas da AfD no Leste Alemão A AfD tem explorado habilmente a nostalgia e o sentimento de pertencimento, especialmente nas regiões rurais do leste da Alemanha. B öick, que nasceu em Aschersleben, Saxônia-Anhalt, descreve o declínio econômico e social dessas áreas nas últimas décadas, com o fechamento de cinemas, escolas e hospitais. Nesse vácuo, a AfD surge com eventos comunitários e uma mensagem de “retorno a um passado glorioso”, seja ele da Alemanha Oriental, do Império ou de uma “grande nação orgulhosa”. O historiador explica que, embora haja elementos neonazistas e pós-nazistas dentro da AfD, o apelo da sigla à sociedade em geral transcende a ideologia. A falta de um senso de comunidade e a forte competição individual deixam as pessoas “perdidas e sozinhas”, e a AfD oferece uma sensação de “estar aqui e começar a mudar as coisas”. Essa capacidade de criar uma “colagem digital de nostalgias” tem sido crucial para seu sucesso. A Nova Face da Extrema Direita: “Genro dos Sonhos” e a Perda de Identidade Um dos fatores que B

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Plano&Plano Reduz Lançamentos em SP e Foca em Goiânia: Concorrência Aumenta no MCMV e Impacta Vendas

Plano&Plano desacelera expansão em São Paulo e mira Goiânia em meio à alta da concorrência no programa Minha Casa, Minha Vida. A construtora Plano&Plano está reavaliando sua estratégia de expansão, com planos de diminuir o ritmo de lançamentos em São Paulo e explorar o mercado de Goiânia. A decisão surge como resposta ao aumento acirrado da concorrência no segmento de habitação de baixa renda na capital paulista. O mercado de imóveis voltados ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em São Paulo registrou um crescimento expressivo na oferta, o que elevou a competição e impactou as vendas da companhia. A análise, divulgada pelo Itaú BBA após reunião com a alta gestão da Plano&Plano, indica uma mudança de rota focada em otimizar operações e buscar novos mercados promissores. A maior disputa por clientes e o aumento dos custos de construção têm pressionado as margens da empresa, levando a Plano&Plano a rever seus planos de investimento. A busca por um ambiente de negócios menos saturado é um dos fatores que impulsionam a companhia a olhar para Goiânia. Aumento da Oferta e Concorrência em São Paulo O cenário em São Paulo tornou-se desafiador para a Plano&Plano. Segundo dados do Itaú BBA, baseados em informações da Secovi-SP, os lançamentos de imóveis do programa MCMV na cidade saltaram de cerca de 30 mil unidades anuais entre 2020 e 2023 para impressionantes 90 mil unidades nos doze meses anteriores a abril de 2026. Esse aumento expressivo na oferta de moradias de baixa renda intensificou a competição. Empresas que tradicionalmente atuavam em segmentos de médio e alto padrão passaram a investir mais fortemente no MCMV, como a Eztec e a Cyrela, que aumentou a participação de seus produtos Vivaz nesse segmento. Essa movimentação ampliou a disputa, especialmente nas faixas 3 e 4 do MCMV. Como reflexo dessa maior competição, a participação de mercado (market share) da Plano&Plano em São Paulo no segmento de baixa renda caiu de 25% em 2022 e 2024 para 23% em 2025 e 16% no primeiro semestre de 2026, conforme apontado pelo Itaú BBA. Impacto nas Vendas e Margens da Plano&Plano A maior concorrência em São Paulo afetou diretamente a comercialização dos empreendimentos da Plano&Plano. As vendas não acompanharam a força dos lançamentos, e a empresa precisou intensificar o controle de estoque e oferecer descontos para impulsionar as negociações. Essa estratégia, combinada com a pressão nos custos de construção, impactou negativamente as margens brutas da companhia. O relatório do Itaú BBA também menciona que vendas mais fracas e repasses de recebíveis mais lentos, especialmente de unidades de média renda e compradores informais, contribuíram para que o fluxo de caixa livre (FCF) ficasse abaixo das expectativas. Os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 refletiram esse cenário. Embora a receita líquida tenha crescido 16,7% para R$ 914,8 milhões, o lucro líquido consolidado caiu 34,5%, chegando a R$ 67,3 milhões. A margem bruta ajustada também recuou, de 34,5% para 29,7%. Goiânia como Nova Fronteira de Crescimento Diante deste panorama, a Plano&Plano decidiu diversificar sua atuação

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