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Principais Matérias

Israel em Crise: Fuga de Cérebros e Êxodo Incomum Pressionam o Futuro do País Após Guerra e Instabilidade Política

Israel registra êxodo incomum após guerra e crise política interna, levando à fuga de cérebros e pressionando a economia. Um número crescente de israelenses, incluindo profissionais altamente qualificados, está optando por deixar o país. Este fenômeno, impulsionado pela prolongada guerra na Faixa de Gaza e pela instabilidade política interna, está invertendo o histórico saldo migratório positivo de Israel. A situação atual é vista como um ponto de virada, com famílias buscando segurança e estabilidade longe do conflito e das tensões sociais. A saída dessas pessoas levanta sérias preocupações sobre o futuro econômico e a capacidade de defesa do país. As razões para essa emigração são complexas, envolvendo desde a busca por uma vida mais tranquila até a insatisfação com a direção política do país. Conforme aponta o Financial Times, a onda de saídas é incomum para Israel, que tradicionalmente se define pela imigração. A Crise Política e o Impacto da Guerra na Emigração Israelense O ano de 2023 marcou o início de uma profunda crise interna em Israel com a controversa reforma judicial proposta pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Essa iniciativa desencadeou protestos massivos e acirrou divisões sociais. Pouco depois, o ataque do Hamas em 7 de outubro mergulhou o país em um conflito que se estendeu regionalmente. Esses eventos, combinados com o estresse contínuo da guerra e as pressões econômicas, criaram um ambiente que muitos israelenses consideram insustentável. Jonathan, um profissional do setor imobiliário na casa dos 30 anos, exemplifica essa situação ao relatar sua decisão de se mudar com a família para os Estados Unidos. A percepção de que crianças crescem em um ciclo de conflito e insegurança foi um gatilho para sua partida. Um Saldo Migratório Negativo e a Preocupação com a Fuga de Cérebros Pela primeira vez em décadas, Israel registrou um saldo migratório negativo em 2023 e a expectativa é que 2024 também feche com números negativos. Segundo Sergio DellaPergola, professor emérito da Universidade Hebraica de Jerusalém, essa sequência de anos com mais saídas do que chegadas é

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Eleições 2026: Entenda as Funções Essenciais do Presidente e Vice-Presidente da República e Como Eles Governam o Brasil

Entenda as Funções do Presidente e Vice-Presidente da República: Guia Completo para Eleições 2026 O Brasil se prepara para as eleições de 2026, um momento democrático fundamental onde os cidadãos escolherão os líderes do Poder Executivo. Mais do que nomes e partidos, é essencial compreender as responsabilidades dos cargos que moldarão o futuro do país pelos próximos quatro anos. Conhecer a fundo as atribuições do presidente e do vice-presidente da República é um passo crucial para uma escolha informada. Afinal, esses cargos detêm um poder significativo sobre a administração federal e a representação do Brasil no cenário mundial. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2026, e um possível segundo turno em 25 de outubro, o eleitor tem a oportunidade de definir os rumos da nação. Para auxiliar nessa decisão, vamos detalhar as competências de cada um desses importantes cargos, conforme a Constituição Federal. As informações foram divulgadas em matéria informativa sobre as eleições. Presidente da República: O Chefe de Estado e de Governo O presidente da República, conforme estabelecido pela Constituição Federal, acumula as funções de **chefe de Estado** e **chefe de Governo** do Brasil. Como chefe de Estado, sua responsabilidade é representar o país tanto em território nacional quanto internacionalmente. Na posição de chefe de Governo, o presidente é o principal condutor da **administração federal**. Isso envolve a execução das leis aprovadas pelo Congresso Nacional, a formulação de políticas públicas de alcance nacional e a condução geral do país. Entre suas principais atribuições estão a capacidade de **sancionar ou vetar projetos** de lei vindos do Legislativo, encaminhar propostas orçamentárias ao Congresso, editar medidas provisórias em situações específicas previstas na Constituição e nomear ministros de Estado para compor seu gabinete. No âmbito internacional, o presidente é o **representante oficial do Brasil** em relações com outros países e organismos internacionais. Além disso, ele detém o **comando supremo das Forças Armadas** e tem responsabilidades cruciais relacionadas à defesa nacional. O mandato presidencial tem a duração de **quatro anos**, com a possibilidade de uma única reeleição consecutiva. A eleição ocorre em chapa única com o vice-presidente. Caso um candidato obtenha a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, é eleito. Caso contrário, um segundo turno é realizado entre os dois candidatos mais votados. Vice-Presidente da República: Sucessor e Auxiliar Estratégico O vice-presidente da República é eleito juntamente com o presidente, integrando a mesma chapa. Sua função primordial é **substituir o presidente** em suas ausências temporárias, como viagens internacionais, ou de forma definitiva, em casos de vacância do cargo. Essa atuação garante a **continuidade administrativa do Poder Executivo Federal**, assegurando que o governo possa operar sem interrupções, mesmo em situações de ausência ou vacância da presidência. O vice-presidente também pode ser **convocado pelo presidente para missões especiais**. Estas podem incluir representações oficiais em eventos, articulações políticas ou o cumprimento de outras tarefas delegadas pelo chefe do Executivo federal. A Constituição também prevê a possibilidade de que outras atribuições sejam conferidas ao vice-presidente por meio de lei complementar, ampliando seu escopo

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Eleição Simulada no Maranhão: Urna Eletrônica Aprovada em Teste Voluntário do TSE com Alta Participação e Segurança Garantida

Eleição Simulada no Maranhão Testa Urna Eletrônica com Sucesso Eleitores do município de Paulino Neves, no Maranhão, participaram no último domingo (23) de uma eleição simulada promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo foi testar os sistemas que serão utilizados nas Eleições Gerais de outubro deste ano, garantindo a segurança e a eficiência do processo eleitoral. A iniciativa, que já é uma referência nacional desde 2004, contou com a adesão voluntária de 1.398 pessoas, representando 9,22% do eleitorado local. Este percentual foi considerado positivo, dentro do padrão esperado para o evento, que visa aprimorar os procedimentos e a confiança no voto eletrônico. A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, destacou o bom andamento da simulação, sem qualquer problema técnico ou logístico. A declaração reforça a mensagem de que a urna eletrônica é confiável e que a Justiça Eleitoral opera com seriedade e transparência, amparada por especialistas com décadas de experiência no assunto. Conforme informação divulgada pelo TSE, o sistema é auditável e seguro, com resultados totalizados em apenas 14 minutos. Segurança e Transparência no Foco da Simulação A eleição simulada mobilizou 24 seções eleitorais, tanto na área urbana quanto na rural de Paulino Neves. A atividade contou com o acompanhamento de técnicos e observadores do TSE, que coletaram dados em tempo real sobre a transmissão de resultados e o atendimento aos eleitores nas urnas. Essa coleta de informações é crucial para identificar possíveis gargalos e promover o aperfeiçoamento contínuo dos sistemas e treinamentos. Voluntários Treinados para Garantir o Fluxo da Votação Um total de 96 mesários e mesárias atuou na eleição simulada, participando de treinamentos práticos. Eles simularam o fluxo de eleitores, testaram a acessibilidade e aprenderam a lidar com eventuais falhas nos equipamentos. O treinamento reproduziu fielmente a rotina do dia oficial de votação, preparando os voluntários para operarem a urna eletrônica de forma eficiente. Presidente do TSE Reforça a Soberania do Voto A abertura da eleição simulada contou com a presença do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ele enfatizou a dedicação da Justiça Eleitoral em assegurar a **soberania do voto** e a **transparência das urnas eletrônicas**. O ministro ressaltou que o conhecimento adquirido neste teste de campo servirá como base sólida para que o pleito oficial de outubro ocorra com paz, fluidez e segurança para todos os cidadãos brasileiros. Referência Nacional em Testes Eleitorais A eleição simulada para teste dos sistemas eleitorais foi criada no Maranhão em 2004 e, desde então, tornou-se uma importante referência para todo o Brasil. A iniciativa demonstra o compromisso da Justiça Eleitoral em garantir um processo eleitoral **confiável, transparente e seguro**, utilizando a tecnologia para fortalecer a democracia e a confiança do eleitor no sistema de votação.

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Minerais Críticos: Brasil Possui Poder de Barganha Estratégico com EUA e Mundo, Mas Precisa Ir Além da Extração

Minerais Críticos: O Brasil e o Jogo Global da Riqueza e Soberania A forma como os recursos naturais, empresas, sanções e política externa se entrelaçam foi evidenciada pelas recentes ações dos Estados Unidos na Venezuela. Este cenário serve como um alerta para a importância de analisar cuidadosamente as condições de quaisquer acordos e, crucialmente, para entender a localização estratégica dos minerais. O Brasil, com suas vastas reservas de minerais críticos, está em uma posição privilegiada para negociar seu futuro. Um relatório da Amcham, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, projeta investimentos significativos entre 2026 e 2030, totalizando US$ 20,5 bilhões. Deste montante, US$ 8,62 bilhões são destinados ao cobre, com foco no Pará e na Bahia. O níquel, com US$ 4,74 bilhões, prevê investimentos no Pará e em Goiás. As terras raras atrairão US$ 2,39 bilhões, concentrados em Goiás e Minas Gerais, enquanto o lítio, essencial para a transição energética, receberá US$ 1,17 bilhão em Minas Gerais. No entanto, a corrida por esses minerais levanta preocupações significativas. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) identificou mais de 1.300 requerimentos minerários em Terras Indígenas na Amazônia, com 390 apresentando sobreposição total. O Observatório da Mineração também detectou requerimentos em territórios quilombolas e processos de terras raras impactando 96 assentamentos do Incra. Essas informações, conforme divulgado pela Apib e pelo Observatório da Mineração, revelam a crescente pressão sobre territórios tradicionais. O Equilíbrio Entre Mineração e Direitos Territoriais É fundamental compreender que um requerimento minerário não se traduz automaticamente em uma mina em operação. Os levantamentos apontam para áreas onde a pressão da atividade minerária aumenta e onde futuras decisões sobre licenciamento, direitos territoriais e consulta às comunidades se tornarão cruciais. A dimensão socioambiental e os direitos das comunidades locais, contudo, parecem subestimados nas projeções econômicas que focam apenas em PIB, emprego e exportações. Uma política eficaz para minerais críticos precisa ir além dos cálculos econômicos convencionais. É essencial incorporar na análise o impacto sobre as populações que vivem nos territórios afetados, a preservação da biodiversidade, a disponibilidade de água e os passivos ambientais e sociais que podem perdurar por décadas após o encerramento das atividades de mineração. A Amcham, em seu estudo, destaca a importância desses fatores para um desenvolvimento mais equilibrado. Brasil Busca Valor Agregado e Soberania na Cadeia Produtiva O Brasil já está em movimento para ascender na cadeia de valor dos minerais críticos. Uma iniciativa conjunta do BNDES e da Finep recebeu 124 propostas, selecionando 56 planos de negócios que somam R$ 45,8 bilhões para fomento ao processamento e ao adensamento industrial. Essa busca por maior valor agregado é um passo estratégico para o país, conforme informações divulgadas pelo BNDES e Finep. A discussão sobre minerais críticos e terras raras deve envolver todos os atores relevantes: quem financiará a expansão, quem controlará as etapas estratégicas da cadeia, onde a transformação industrial ocorrerá e sob quais condições os territórios serão explorados. A consideração dos impactos socioambientais, especialmente sobre povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, é inegociável.

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Jovens Quilombolas Fortalecem Voto: A Luta por Direitos e Territórios na Urna em 2026

Jovens Eleitores Quilombolas: A Voz da Luta e da Consciência Política Ganha Força nas Urnas O cenário político brasileiro presencia um fortalecimento notável da participação dos eleitores quilombolas, com destaque para o engajamento crescente da juventude. Este movimento reflete uma busca ativa por representatividade e a defesa de ideais que impactam diretamente a vida e os territórios dessas comunidades tradicionais. Avanços na conscientização e no letramento político têm impulsionado a compreensão sobre a importância do voto como ferramenta de transformação. Jovens como Thauany Silva, de 16 anos, em sua primeira experiência eleitoral, e universitários como Franciele Silva, de 27 anos, demonstram um profundo senso de responsabilidade cívica. Essa mobilização se traduz em números: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou um aumento expressivo no número de eleitores que se identificam como quilombolas, praticamente dobrando entre 2024 e 2026. Conforme divulgado pelo TSE, o eleitorado quilombola saltou de 95.409 para 188.371 pessoas em 2026, evidenciando uma participação cada vez mais ativa e consciente. Em Goiás, o número subiu de 3.625 para 5.394 eleitores quilombolas. A Importância do Voto na Defesa de Direitos e Territórios Para Mayara Silva, mãe de Thauany, o acompanhamento das decisões políticas é fundamental, pois elas interferem diretamente no cotidiano de sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, afirma, ressaltando a necessidade de educar os filhos sobre esse tema. Thauany compartilha desse sentimento, ao dizer que “quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”. Essa percepção se estende a outras comunidades, como em Rio dos Macacos, na Bahia, onde Franciele Silva, estudante de direito, enfatiza que “até o ar que a gente respira tem a ver com política”. Franciele, que possui título de eleitor desde os 18 anos, explica que sua mãe sempre a incentivou a lutar pelos seus direitos e os de sua comunidade. Ao estudar direito na UFBA, ela passou a levar mais informações para sua comunidade sobre a defesa de seus territórios, reforçando que “votar é fundamental”. Crescimento do Eleitorado Quilombola: Conscientização e Visibilidade Ampliadas A professora Bia Nunes, pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), avalia que o crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais está ligado à ampliação da visibilidade e da conscientização política. “Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias”, explica. O engajamento, segundo Bia Nunes, ocorre a partir do letramento sobre o papel dos quilombolas como guardiões da natureza e da floresta, e a importância de seus territórios para a biodiversidade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”, complementa. A população quilombola tem compreendido a necessidade de exigir dos governantes compromisso com a proteção das pessoas e o avanço na titulação de territórios. O engajamento dos jovens é visto como um caminho essencial para alcançar esses objetivos. Desafios e Fortalecimento Político nas Comunidades Quilombolas Apesar do avanço, Bia Nunes aponta a necessidade de mais campanhas estatais para estimular eleitores

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Israel intensifica bombardeios em Gaza após ataques com pipas, deixando mortos e feridos

Israel intensifica bombardeios em Gaza após ataques com pipas, deixando mortos e feridos Ao menos duas pessoas, incluindo um menino de quatro anos, foram mortas e sete ficaram feridas neste domingo (23) por dois bombardeios aéreos feitos por Israel na Faixa de Gaza, segundo as autoridades de saúde palestinas. O primeiro ataque atingiu um prédio na cidade de Zawayda, na região central de Gaza, enquanto o segundo ocorreu no campo de refugiados de Nuseirat. Os bombardeios ocorreram após o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, advertir que Tel Aviv intensificaria sua ofensiva caso os lançamentos de balões, drones e pipas vindos de Gaza em direção ao país não cessassem imediatamente. A situação é tensa, com ambos os lados trocando acusações. A imprensa israelense reportou a derrubada de uma pipa e a descoberta de outras quatro em comunidades próximas à fronteira com a Faixa de Gaza no último sábado e domingo. Embora os itens não contivessem explosivos, o Exército israelense acredita que o Hamas pode estar por trás dos lançamentos para testar a reação de Israel. Hamas nega envolvimento e acusa Israel de usar pipas como pretexto Uma autoridade de alto escalão do Hamas, Basem Naim, rebateu a declaração de Israel, afirmando que as pipas foram lançadas por “crianças que buscam sua infância inocente entre os escombros”. Em outro comunicado, a organização acusou Israel de usar as pipas como pretexto para os ataques aéreos. A comunidade internacional, incluindo Turquia, Qatar e Egito, acusa Israel de não cumprir com o acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025, que previa a retirada de soldados israelenses da Faixa de Gaza. Contudo, soldados israelenses ainda ocupam boa parte do território palestino. Israel afirma ter matado membro sênior do Hamas Em comunicado divulgado na noite de sábado, Israel afirmou ter atacado e matado um membro de alta patente do Hamas, Sharif Al-Hasnat, na cidade de Deir Al-Balah. Segundo o comunicado, ele liderava os esforços para restaurar a “infraestrutura subterrânea” do grupo terrorista. O Hamas, por sua vez, acusa Israel de violar o cessar-fogo e prejudicar os esforços para implementar um plano mais amplo do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza, que também prevê o desarmamento do grupo terrorista. “Não há cessar-fogo, não há nada”, disse Abu Ahmed, um palestino deslocado que estava abrigado próximo ao prédio atingido em Zawayda. “Queremos soluções, queremos viver em paz”, afirmou, expressando o anseio por tranquilidade na região.

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Domingo de Debate Presidencial 2026: Veja Agenda dos Candidatos e Quem Ficou de Fora

O domingo (23) foi marcado por intensas agendas dos candidatos à Presidência da República, com foco principal no primeiro debate eleitoral de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. Enquanto alguns participaram ativamente do embate televisivo e de compromissos públicos, outros optaram por atividades mais reservadas, como estudos e preparação de propostas, e um grupo significativo sequer teve agenda divulgada. A corrida presidencial de 2026 já demonstra seus contornos, com os candidatos intensificando suas movimentações. O domingo (23) foi um dia crucial para a exposição de plataformas e para o contato com o eleitorado, seja através de debates televisionados, atos políticos ou religiosos. A diversidade de agendas reflete as diferentes estratégias adotadas pelas campanhas neste início de jornada eleitoral. Enquanto alguns presidenciáveis estiveram sob os holofotes do debate na Band TV, outros preferiram um ritmo mais discreto, dedicando o dia a compromissos menos midiáticos ou ao aprimoramento de suas propostas. Acompanhe os detalhes de como foi o dia dos candidatos e quem se ausentou das atividades públicas, conforme informações divulgadas. Candidatos em Destaque no Debate e em Atos Públicos Três candidatos à Presidência participaram do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. **Augusto Cury (Avante)**, **Renan Santos (Missão)** e **Ronaldo Caiado (PSD)** estiveram presentes no debate em São Paulo, a partir das 20h, apresentando suas visões e propostas para o país. Edmilson Costa (PCB) optou por uma estratégia diferente, prometendo um react do debate em uma live no canal do YouTube Poder Popular. Hertz Dias (PSTU) esteve em Osasco (SP) em um evento que celebrou os 13 anos da Ocupação Esperança, onde defendeu um **amplo plano nacional de obras públicas** focado na geração de empregos e direitos sociais. Ele destacou a importância de construção de moradias, escolas, hospitais e saneamento básico. Samara Martins (UP) teve uma agenda cheia em Fortaleza, participando de uma entrevista coletiva na Ocupação Mulher Preta Simoa e, posteriormente, de um Ato Político Cultural no Parque Raquel de Queiroz. Romeu Zema (Novo) iniciou o dia cedo, participando da Missa da Penha no Rio de Janeiro, mas desistiu de comparecer ao debate da Band diante da ausência de outros concorrentes. Agenda Reservada e Ausências Notáveis Alguns candidatos optaram por agendas mais discretas ou focadas em trabalho interno. **Wilson Grassi (Democrata)** dedicou o dia ao estudo, detalhamento e definição de propostas suplementares ao seu plano de governo. Essa é uma estratégia comum para aprofundar a plataforma e preparar respostas para os desafios eleitorais. Por outro lado, um grupo de candidatos não teve agenda pública divulgada para este domingo. **Clariana Barão (DC)**, **Flávio Bolsonaro (PL)**, **Luiz Inácio Lula da Silva (PT)** e **Rui Costa Pimenta (PCO)** não realizaram atos de campanha abertos ao público, o que pode indicar dias de descanso, reuniões internas ou outras atividades não comunicadas. Pablo Marçal Sob Restrições da Justiça Eleitoral Uma situação particular é a do candidato **Pablo Marçal (PRTB)**. Devido a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele está proibido de realizar campanha eleitoral, comparecer a debates

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Díaz-Canel: EUA ‘asfixiam’ Cuba e negam guinada capitalista; “Não nos rendemos”

Díaz-Canel defende resistência cubana contra “asfixia” dos EUA e nega capitalismo Em uma entrevista exclusiva, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu a situação atual do país como um momento crucial, sob forte pressão dos Estados Unidos. Ele negou veementemente que as recentes reformas econômicas representem uma guinada capitalista, classificando-as como medidas de resistência e sobrevivência diante do que chamou de “genocídio silencioso” promovido por Washington. Díaz-Canel afirmou que o bloqueio imposto pelos EUA visa “asfixiar economicamente” a ilha para provocar uma “explosão social” e derrubar a Revolução Cubana. Ele comparou a situação a um “bombardeio sem bombas”, com consequências devastadoras na vida cotidiana dos cidadãos cubanos, afetando o fornecimento de luz, água, transporte, alimentos e medicamentos. As declarações foram feitas em meio a uma crise aguda, agravada pela suspensão do envio de combustível e insumos, que resultou em longos apagões e escassez generalizada. Conforme informações divulgadas, o presidente cubano reiterou a determinação do país em resistir, apesar das adversidades. Bloqueio dos EUA causa “genocídio silencioso” e crise humanitária O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descreveu a política dos Estados Unidos em relação a Cuba como uma “guerra multidimensional” com o objetivo de “asfixiar economicamente” a ilha. Ele detalhou que as sanções impostas pelo governo norte-americano, especialmente sob a administração de Donald Trump, endureceram o bloqueio e levaram à escassez crítica de combustível. “Em sete meses, entrou neste país apenas um navio petroleiro”, relatou Díaz-Canel, explicando que essa falta de energia impacta diretamente a vida cotidiana, desde o fornecimento de luz e água até os processos produtivos e serviços essenciais como saúde e educação. As consequências são graves, com mais de 98 mil pacientes aguardando cirurgias, incluindo 12 mil crianças, e dificuldades no tratamento de câncer e hemodiálise. A mortalidade infantil, segundo o presidente, “mais que dobrou”, com mortes evitáveis. Reformas econômicas: resistência, não capitulação ao capitalismo Apesar da grave crise, Díaz-Canel rejeita a ideia de que as reformas econômicas recentes sinalizem uma volta ao capitalismo em Cuba. Ele assegura que o povo cubano não permitiria tal mudança e que as medidas são uma estratégia para fortalecer a soberania e a independência da nação. “Não há reformas capitalistas”, declarou o presidente, explicando que o socialismo defende a justiça social e a soberania, princípios que Cuba continua a defender. Ele argumentou que a abertura ao setor privado e ao investimento estrangeiro visa, na verdade, impulsionar a produção e beneficiar a população, mantendo os principais meios de produção nas mãos do Estado. Díaz-Canel mencionou que o socialismo em Cuba foi “bloqueado desde que surgiu” e que questionar o sistema sob essas condições é “cínico”. Ele ressaltou que, mesmo com as dificuldades, Cuba conseguiu solucionar problemas de justiça social que ainda persistem nos EUA. Resistência e a “Guerra de Todo o Povo” O presidente cubano expressou a determinação do país em resistir, afirmando que “não temos alternativa senão resistir”. Ele comparou a situação cubana à de Gaza, alertando para o risco de um “genocídio silencioso” se a comunidade internacional não intervir. Díaz-Canel também abordou

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Trump Retorna: América Latina Cede à Agenda dos EUA de “América para os Americanos” sob Nova Doutrina Monroe

América Latina Sob a Nova Era Trump: Entre Cooperação e Pressão dos EUA Desde seu retorno ao poder em 2025, Donald Trump tem posicionado a América Latina como prioridade em sua política externa. Utilizando uma combinação de pressão econômica, pacotes de ajuda financeira e até mesmo ações militares, o governo americano busca reafirmar sua hegemonia na região, citando a histórica Doutrina Monroe. A estratégia de Trump para a América Latina, oficializada na Estratégia de Segurança Nacional de novembro passado, tem como objetivo restaurar a “preeminência americana no Hemisfério Ocidental”. Essa abordagem, resumida na máxima “América para os americanos”, marca um retorno a políticas intervencionistas, embora com nuances distintas das eras anteriores. O recente interesse dos EUA na América Latina é visto por analistas como uma resposta aos crescentes investimentos da China na região. Essa mudança de foco levou a uma retirada gradual do envolvimento americano em conflitos como os do Iraque e Afeganistão, redirecionando esforços para o que Washington considera seu “quintal”. A informação é de Juan Gabriel Tokatlian, professor de relações internacionais na Universidade Torcuato Di Tella, na Argentina, e Michael Shifter, pesquisador e ex-presidente do Inter-American Dialogue. A Doutrina Monroe Revisitada e a Influência Chinesa A Doutrina Monroe, originalmente formulada no século XIX, ganha nova roupagem na política de Trump. Segundo Michael Shifter, não se trata de conter ideologias como na Guerra Fria, mas sim de projetar poder e demonstrar superioridade militar. A estratégia americana busca consolidar sua influência em um momento de crescente presença chinesa na América Latina. Essa disputa por influência pode levar a um aumento do ressentimento contra os EUA e seus governos aliados na região, alertam analistas. O histórico de intervenções militares unilaterais americanas é mal visto, e a percepção de subordinação de governos locais a Washington pode gerar instabilidade e retrocessos nas relações bilaterais por muitos anos. Líderes de Ultra-Direita e a Nova Ordem Regional A eleição de líderes alinhados à ultra-direita tem facilitado a aproximação com os Estados Unidos. Países como Argentina, Chile, Equador e Peru têm visto a ascensão de figuras como Javier Milei, José Antonio Kast e Keiko Fujimori, que demonstram disposição em cooperar com a agenda americana. Essa cooperação, segundo Tokatlian, ocorre “por convite, não por imposição”, com os países buscando recursos, assistência ou promessas em troca. Um exemplo é o resgate financeiro dos EUA à Argentina, que evitou uma crise cambial antes das eleições legislativas. Venezuela e Cuba: Exemplos de Pressão e Adaptação Enquanto alguns países se alinham voluntariamente, outros enfrentam pressão e sanções. A Venezuela, por exemplo, passou de uma suposta ameaça a um “neoprotetorado por imposição”, segundo Tokatlian. Cuba, por sua vez, enfrenta uma crise energética devido ao bloqueio americano, forçando o país a realizar sua maior reforma econômica desde a revolução. O Brasil e o México se encontram em posições intermediárias, alternando entre a reivindicação de soberania e a negociação com os EUA. O México, em particular, tem cooperado ativamente na entrega de líderes do narcotráfico e no reforço de fronteiras. Nicarágua e a Transacionalidade

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Itália é o Novo Epicentro da Crise Migratória na Europa: Seis Países Preparam Devolução de Imigrantes para Roma

Itália torna-se alvo de vizinhos europeus na crise migratória, com devoluções sob novo pacto da UE A Europa vive um novo capítulo de tensão na gestão migratória. Após a Espanha suspender o Tratado de Schengen em resposta a um fluxo massivo de imigrantes em Ceuta, a Itália agora se vê no centro das atenções. Seis países europeus anunciaram a intenção de enviar de volta para o território italiano milhares de imigrantes que buscam proteção internacional. A medida, baseada nas regras do Sistema de Dublin, considera a Itália como país de primeiro ingresso para muitos desses estrangeiros, tornando-a responsável pela análise de seus pedidos de asilo. Essa decisão acirra o debate sobre responsabilidades e a eficácia das políticas migratórias no bloco europeu, especialmente com a proximidade de eleições em diversos países. As recentes movimentações indicam uma postura mais firme dos países membros da União Europeia em relação ao cumprimento das regras estabelecidas, impactando diretamente a Itália, uma das principais portas de entrada no continente. Conforme divulgado pela imprensa, a situação reflete um endurecimento nas políticas migratórias europeias. Itália sob pressão: Seis países sinalizam devolução de imigrantes Alemanha, Suíça, Áustria, Finlândia, Suécia e Holanda manifestaram nos últimos dias a preparação para retomar o envio de imigrantes para a Itália. Esses indivíduos entraram irregularmente na Itália, viajaram para outros países da UE e solicitaram asilo nesses locais. De acordo com o Sistema de Dublin, a responsabilidade de analisar esses pedidos recai sobre o país de primeiro ingresso, que neste caso seria a Itália. A situação se intensifica com a entrada em vigor do novo Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo em junho. Segundo Lena Riemer, professora de direito especializada em asilo e direitos humanos, as novas regras reforçam a responsabilidade dos países de chegada. Anteriormente, a omissão italiana em aceitar transferências resultava na responsabilidade do país solicitante. Agora, a inércia italiana implica aceitação automática do pedido. “A mudança legal foi que não dizer nada significa, até certo ponto, um consentimento”, explica Riemer. A especialista ressalta que a ação coordenada de seis países não está diretamente ligada aos eventos em Ceuta, mas sim a um sinal de firmeza para que as regras europeias sejam cumpridas. O impacto do novo Pacto Europeu e a suspensão do Schengen O número exato de pessoas que podem ser transferidas para a Itália ainda é incerto. Em 2023, o país recebeu 24 mil solicitações de asilo, mas efetuou apenas 85 transferências. A interrupção dessas transferências pela Itália, iniciada em 2022 sob o governo de Giorgia Meloni, sob a justificativa de falta de estruturas de acolhimento, contrasta com a nova dinâmica. A suspensão do Tratado de Schengen pela Espanha, motivada pela crise em Ceuta, é vista por parte da oposição italiana, como Elly Schlein, líder do Partido Democrático, como um “bumerangue” da política migratória do governo Meloni. Schlein argumenta que a medida espanhola criou um precedente perigoso, levando a Espanha a também controlar fronteiras com a Itália. Giorgia Meloni, no entanto, rejeitou a ideia de efeito bumerangue, afirmando que o

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Israel em Crise: Fuga de Cérebros e Êxodo Incomum Pressionam o Futuro do País Após Guerra e Instabilidade Política

Israel registra êxodo incomum após guerra e crise política interna, levando à fuga de cérebros e pressionando a economia. Um número crescente de israelenses, incluindo profissionais altamente qualificados, está optando por deixar o país. Este fenômeno, impulsionado pela prolongada guerra na Faixa de Gaza e pela instabilidade política interna, está invertendo o histórico saldo migratório positivo de Israel. A situação atual é vista como um ponto de virada, com famílias buscando segurança e estabilidade longe do conflito e das tensões sociais. A saída dessas pessoas levanta sérias preocupações sobre o futuro econômico e a capacidade de defesa do país. As razões para essa emigração são complexas, envolvendo desde a busca por uma vida mais tranquila até a insatisfação com a direção política do país. Conforme aponta o Financial Times, a onda de saídas é incomum para Israel, que tradicionalmente se define pela imigração. A Crise Política e o Impacto da Guerra na Emigração Israelense O ano de 2023 marcou o início de uma profunda crise interna em Israel com a controversa reforma judicial proposta pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Essa iniciativa desencadeou protestos massivos e acirrou divisões sociais. Pouco depois, o ataque do Hamas em 7 de outubro mergulhou o país em um conflito que se estendeu regionalmente. Esses eventos, combinados com o estresse contínuo da guerra e as pressões econômicas, criaram um ambiente que muitos israelenses consideram insustentável. Jonathan, um profissional do setor imobiliário na casa dos 30 anos, exemplifica essa situação ao relatar sua decisão de se mudar com a família para os Estados Unidos. A percepção de que crianças crescem em um ciclo de conflito e insegurança foi um gatilho para sua partida. Um Saldo Migratório Negativo e a Preocupação com a Fuga de Cérebros Pela primeira vez em décadas, Israel registrou um saldo migratório negativo em 2023 e a expectativa é que 2024 também feche com números negativos. Segundo Sergio DellaPergola, professor emérito da Universidade Hebraica de Jerusalém, essa sequência de anos com mais saídas do que chegadas é

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Eleições 2026: Entenda as Funções Essenciais do Presidente e Vice-Presidente da República e Como Eles Governam o Brasil

Entenda as Funções do Presidente e Vice-Presidente da República: Guia Completo para Eleições 2026 O Brasil se prepara para as eleições de 2026, um momento democrático fundamental onde os cidadãos escolherão os líderes do Poder Executivo. Mais do que nomes e partidos, é essencial compreender as responsabilidades dos cargos que moldarão o futuro do país pelos próximos quatro anos. Conhecer a fundo as atribuições do presidente e do vice-presidente da República é um passo crucial para uma escolha informada. Afinal, esses cargos detêm um poder significativo sobre a administração federal e a representação do Brasil no cenário mundial. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2026, e um possível segundo turno em 25 de outubro, o eleitor tem a oportunidade de definir os rumos da nação. Para auxiliar nessa decisão, vamos detalhar as competências de cada um desses importantes cargos, conforme a Constituição Federal. As informações foram divulgadas em matéria informativa sobre as eleições. Presidente da República: O Chefe de Estado e de Governo O presidente da República, conforme estabelecido pela Constituição Federal, acumula as funções de **chefe de Estado** e **chefe de Governo** do Brasil. Como chefe de Estado, sua responsabilidade é representar o país tanto em território nacional quanto internacionalmente. Na posição de chefe de Governo, o presidente é o principal condutor da **administração federal**. Isso envolve a execução das leis aprovadas pelo Congresso Nacional, a formulação de políticas públicas de alcance nacional e a condução geral do país. Entre suas principais atribuições estão a capacidade de **sancionar ou vetar projetos** de lei vindos do Legislativo, encaminhar propostas orçamentárias ao Congresso, editar medidas provisórias em situações específicas previstas na Constituição e nomear ministros de Estado para compor seu gabinete. No âmbito internacional, o presidente é o **representante oficial do Brasil** em relações com outros países e organismos internacionais. Além disso, ele detém o **comando supremo das Forças Armadas** e tem responsabilidades cruciais relacionadas à defesa nacional. O mandato presidencial tem a duração de **quatro anos**, com a possibilidade de uma única reeleição consecutiva. A eleição ocorre em chapa única com o vice-presidente. Caso um candidato obtenha a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, é eleito. Caso contrário, um segundo turno é realizado entre os dois candidatos mais votados. Vice-Presidente da República: Sucessor e Auxiliar Estratégico O vice-presidente da República é eleito juntamente com o presidente, integrando a mesma chapa. Sua função primordial é **substituir o presidente** em suas ausências temporárias, como viagens internacionais, ou de forma definitiva, em casos de vacância do cargo. Essa atuação garante a **continuidade administrativa do Poder Executivo Federal**, assegurando que o governo possa operar sem interrupções, mesmo em situações de ausência ou vacância da presidência. O vice-presidente também pode ser **convocado pelo presidente para missões especiais**. Estas podem incluir representações oficiais em eventos, articulações políticas ou o cumprimento de outras tarefas delegadas pelo chefe do Executivo federal. A Constituição também prevê a possibilidade de que outras atribuições sejam conferidas ao vice-presidente por meio de lei complementar, ampliando seu escopo

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Eleição Simulada no Maranhão: Urna Eletrônica Aprovada em Teste Voluntário do TSE com Alta Participação e Segurança Garantida

Eleição Simulada no Maranhão Testa Urna Eletrônica com Sucesso Eleitores do município de Paulino Neves, no Maranhão, participaram no último domingo (23) de uma eleição simulada promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo foi testar os sistemas que serão utilizados nas Eleições Gerais de outubro deste ano, garantindo a segurança e a eficiência do processo eleitoral. A iniciativa, que já é uma referência nacional desde 2004, contou com a adesão voluntária de 1.398 pessoas, representando 9,22% do eleitorado local. Este percentual foi considerado positivo, dentro do padrão esperado para o evento, que visa aprimorar os procedimentos e a confiança no voto eletrônico. A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, destacou o bom andamento da simulação, sem qualquer problema técnico ou logístico. A declaração reforça a mensagem de que a urna eletrônica é confiável e que a Justiça Eleitoral opera com seriedade e transparência, amparada por especialistas com décadas de experiência no assunto. Conforme informação divulgada pelo TSE, o sistema é auditável e seguro, com resultados totalizados em apenas 14 minutos. Segurança e Transparência no Foco da Simulação A eleição simulada mobilizou 24 seções eleitorais, tanto na área urbana quanto na rural de Paulino Neves. A atividade contou com o acompanhamento de técnicos e observadores do TSE, que coletaram dados em tempo real sobre a transmissão de resultados e o atendimento aos eleitores nas urnas. Essa coleta de informações é crucial para identificar possíveis gargalos e promover o aperfeiçoamento contínuo dos sistemas e treinamentos. Voluntários Treinados para Garantir o Fluxo da Votação Um total de 96 mesários e mesárias atuou na eleição simulada, participando de treinamentos práticos. Eles simularam o fluxo de eleitores, testaram a acessibilidade e aprenderam a lidar com eventuais falhas nos equipamentos. O treinamento reproduziu fielmente a rotina do dia oficial de votação, preparando os voluntários para operarem a urna eletrônica de forma eficiente. Presidente do TSE Reforça a Soberania do Voto A abertura da eleição simulada contou com a presença do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ele enfatizou a dedicação da Justiça Eleitoral em assegurar a **soberania do voto** e a **transparência das urnas eletrônicas**. O ministro ressaltou que o conhecimento adquirido neste teste de campo servirá como base sólida para que o pleito oficial de outubro ocorra com paz, fluidez e segurança para todos os cidadãos brasileiros. Referência Nacional em Testes Eleitorais A eleição simulada para teste dos sistemas eleitorais foi criada no Maranhão em 2004 e, desde então, tornou-se uma importante referência para todo o Brasil. A iniciativa demonstra o compromisso da Justiça Eleitoral em garantir um processo eleitoral **confiável, transparente e seguro**, utilizando a tecnologia para fortalecer a democracia e a confiança do eleitor no sistema de votação.

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Minerais Críticos: Brasil Possui Poder de Barganha Estratégico com EUA e Mundo, Mas Precisa Ir Além da Extração

Minerais Críticos: O Brasil e o Jogo Global da Riqueza e Soberania A forma como os recursos naturais, empresas, sanções e política externa se entrelaçam foi evidenciada pelas recentes ações dos Estados Unidos na Venezuela. Este cenário serve como um alerta para a importância de analisar cuidadosamente as condições de quaisquer acordos e, crucialmente, para entender a localização estratégica dos minerais. O Brasil, com suas vastas reservas de minerais críticos, está em uma posição privilegiada para negociar seu futuro. Um relatório da Amcham, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, projeta investimentos significativos entre 2026 e 2030, totalizando US$ 20,5 bilhões. Deste montante, US$ 8,62 bilhões são destinados ao cobre, com foco no Pará e na Bahia. O níquel, com US$ 4,74 bilhões, prevê investimentos no Pará e em Goiás. As terras raras atrairão US$ 2,39 bilhões, concentrados em Goiás e Minas Gerais, enquanto o lítio, essencial para a transição energética, receberá US$ 1,17 bilhão em Minas Gerais. No entanto, a corrida por esses minerais levanta preocupações significativas. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) identificou mais de 1.300 requerimentos minerários em Terras Indígenas na Amazônia, com 390 apresentando sobreposição total. O Observatório da Mineração também detectou requerimentos em territórios quilombolas e processos de terras raras impactando 96 assentamentos do Incra. Essas informações, conforme divulgado pela Apib e pelo Observatório da Mineração, revelam a crescente pressão sobre territórios tradicionais. O Equilíbrio Entre Mineração e Direitos Territoriais É fundamental compreender que um requerimento minerário não se traduz automaticamente em uma mina em operação. Os levantamentos apontam para áreas onde a pressão da atividade minerária aumenta e onde futuras decisões sobre licenciamento, direitos territoriais e consulta às comunidades se tornarão cruciais. A dimensão socioambiental e os direitos das comunidades locais, contudo, parecem subestimados nas projeções econômicas que focam apenas em PIB, emprego e exportações. Uma política eficaz para minerais críticos precisa ir além dos cálculos econômicos convencionais. É essencial incorporar na análise o impacto sobre as populações que vivem nos territórios afetados, a preservação da biodiversidade, a disponibilidade de água e os passivos ambientais e sociais que podem perdurar por décadas após o encerramento das atividades de mineração. A Amcham, em seu estudo, destaca a importância desses fatores para um desenvolvimento mais equilibrado. Brasil Busca Valor Agregado e Soberania na Cadeia Produtiva O Brasil já está em movimento para ascender na cadeia de valor dos minerais críticos. Uma iniciativa conjunta do BNDES e da Finep recebeu 124 propostas, selecionando 56 planos de negócios que somam R$ 45,8 bilhões para fomento ao processamento e ao adensamento industrial. Essa busca por maior valor agregado é um passo estratégico para o país, conforme informações divulgadas pelo BNDES e Finep. A discussão sobre minerais críticos e terras raras deve envolver todos os atores relevantes: quem financiará a expansão, quem controlará as etapas estratégicas da cadeia, onde a transformação industrial ocorrerá e sob quais condições os territórios serão explorados. A consideração dos impactos socioambientais, especialmente sobre povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, é inegociável.

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Jovens Quilombolas Fortalecem Voto: A Luta por Direitos e Territórios na Urna em 2026

Jovens Eleitores Quilombolas: A Voz da Luta e da Consciência Política Ganha Força nas Urnas O cenário político brasileiro presencia um fortalecimento notável da participação dos eleitores quilombolas, com destaque para o engajamento crescente da juventude. Este movimento reflete uma busca ativa por representatividade e a defesa de ideais que impactam diretamente a vida e os territórios dessas comunidades tradicionais. Avanços na conscientização e no letramento político têm impulsionado a compreensão sobre a importância do voto como ferramenta de transformação. Jovens como Thauany Silva, de 16 anos, em sua primeira experiência eleitoral, e universitários como Franciele Silva, de 27 anos, demonstram um profundo senso de responsabilidade cívica. Essa mobilização se traduz em números: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou um aumento expressivo no número de eleitores que se identificam como quilombolas, praticamente dobrando entre 2024 e 2026. Conforme divulgado pelo TSE, o eleitorado quilombola saltou de 95.409 para 188.371 pessoas em 2026, evidenciando uma participação cada vez mais ativa e consciente. Em Goiás, o número subiu de 3.625 para 5.394 eleitores quilombolas. A Importância do Voto na Defesa de Direitos e Territórios Para Mayara Silva, mãe de Thauany, o acompanhamento das decisões políticas é fundamental, pois elas interferem diretamente no cotidiano de sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, afirma, ressaltando a necessidade de educar os filhos sobre esse tema. Thauany compartilha desse sentimento, ao dizer que “quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”. Essa percepção se estende a outras comunidades, como em Rio dos Macacos, na Bahia, onde Franciele Silva, estudante de direito, enfatiza que “até o ar que a gente respira tem a ver com política”. Franciele, que possui título de eleitor desde os 18 anos, explica que sua mãe sempre a incentivou a lutar pelos seus direitos e os de sua comunidade. Ao estudar direito na UFBA, ela passou a levar mais informações para sua comunidade sobre a defesa de seus territórios, reforçando que “votar é fundamental”. Crescimento do Eleitorado Quilombola: Conscientização e Visibilidade Ampliadas A professora Bia Nunes, pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), avalia que o crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais está ligado à ampliação da visibilidade e da conscientização política. “Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias”, explica. O engajamento, segundo Bia Nunes, ocorre a partir do letramento sobre o papel dos quilombolas como guardiões da natureza e da floresta, e a importância de seus territórios para a biodiversidade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”, complementa. A população quilombola tem compreendido a necessidade de exigir dos governantes compromisso com a proteção das pessoas e o avanço na titulação de territórios. O engajamento dos jovens é visto como um caminho essencial para alcançar esses objetivos. Desafios e Fortalecimento Político nas Comunidades Quilombolas Apesar do avanço, Bia Nunes aponta a necessidade de mais campanhas estatais para estimular eleitores

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Israel intensifica bombardeios em Gaza após ataques com pipas, deixando mortos e feridos

Israel intensifica bombardeios em Gaza após ataques com pipas, deixando mortos e feridos Ao menos duas pessoas, incluindo um menino de quatro anos, foram mortas e sete ficaram feridas neste domingo (23) por dois bombardeios aéreos feitos por Israel na Faixa de Gaza, segundo as autoridades de saúde palestinas. O primeiro ataque atingiu um prédio na cidade de Zawayda, na região central de Gaza, enquanto o segundo ocorreu no campo de refugiados de Nuseirat. Os bombardeios ocorreram após o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, advertir que Tel Aviv intensificaria sua ofensiva caso os lançamentos de balões, drones e pipas vindos de Gaza em direção ao país não cessassem imediatamente. A situação é tensa, com ambos os lados trocando acusações. A imprensa israelense reportou a derrubada de uma pipa e a descoberta de outras quatro em comunidades próximas à fronteira com a Faixa de Gaza no último sábado e domingo. Embora os itens não contivessem explosivos, o Exército israelense acredita que o Hamas pode estar por trás dos lançamentos para testar a reação de Israel. Hamas nega envolvimento e acusa Israel de usar pipas como pretexto Uma autoridade de alto escalão do Hamas, Basem Naim, rebateu a declaração de Israel, afirmando que as pipas foram lançadas por “crianças que buscam sua infância inocente entre os escombros”. Em outro comunicado, a organização acusou Israel de usar as pipas como pretexto para os ataques aéreos. A comunidade internacional, incluindo Turquia, Qatar e Egito, acusa Israel de não cumprir com o acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025, que previa a retirada de soldados israelenses da Faixa de Gaza. Contudo, soldados israelenses ainda ocupam boa parte do território palestino. Israel afirma ter matado membro sênior do Hamas Em comunicado divulgado na noite de sábado, Israel afirmou ter atacado e matado um membro de alta patente do Hamas, Sharif Al-Hasnat, na cidade de Deir Al-Balah. Segundo o comunicado, ele liderava os esforços para restaurar a “infraestrutura subterrânea” do grupo terrorista. O Hamas, por sua vez, acusa Israel de violar o cessar-fogo e prejudicar os esforços para implementar um plano mais amplo do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza, que também prevê o desarmamento do grupo terrorista. “Não há cessar-fogo, não há nada”, disse Abu Ahmed, um palestino deslocado que estava abrigado próximo ao prédio atingido em Zawayda. “Queremos soluções, queremos viver em paz”, afirmou, expressando o anseio por tranquilidade na região.

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Domingo de Debate Presidencial 2026: Veja Agenda dos Candidatos e Quem Ficou de Fora

O domingo (23) foi marcado por intensas agendas dos candidatos à Presidência da República, com foco principal no primeiro debate eleitoral de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. Enquanto alguns participaram ativamente do embate televisivo e de compromissos públicos, outros optaram por atividades mais reservadas, como estudos e preparação de propostas, e um grupo significativo sequer teve agenda divulgada. A corrida presidencial de 2026 já demonstra seus contornos, com os candidatos intensificando suas movimentações. O domingo (23) foi um dia crucial para a exposição de plataformas e para o contato com o eleitorado, seja através de debates televisionados, atos políticos ou religiosos. A diversidade de agendas reflete as diferentes estratégias adotadas pelas campanhas neste início de jornada eleitoral. Enquanto alguns presidenciáveis estiveram sob os holofotes do debate na Band TV, outros preferiram um ritmo mais discreto, dedicando o dia a compromissos menos midiáticos ou ao aprimoramento de suas propostas. Acompanhe os detalhes de como foi o dia dos candidatos e quem se ausentou das atividades públicas, conforme informações divulgadas. Candidatos em Destaque no Debate e em Atos Públicos Três candidatos à Presidência participaram do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. **Augusto Cury (Avante)**, **Renan Santos (Missão)** e **Ronaldo Caiado (PSD)** estiveram presentes no debate em São Paulo, a partir das 20h, apresentando suas visões e propostas para o país. Edmilson Costa (PCB) optou por uma estratégia diferente, prometendo um react do debate em uma live no canal do YouTube Poder Popular. Hertz Dias (PSTU) esteve em Osasco (SP) em um evento que celebrou os 13 anos da Ocupação Esperança, onde defendeu um **amplo plano nacional de obras públicas** focado na geração de empregos e direitos sociais. Ele destacou a importância de construção de moradias, escolas, hospitais e saneamento básico. Samara Martins (UP) teve uma agenda cheia em Fortaleza, participando de uma entrevista coletiva na Ocupação Mulher Preta Simoa e, posteriormente, de um Ato Político Cultural no Parque Raquel de Queiroz. Romeu Zema (Novo) iniciou o dia cedo, participando da Missa da Penha no Rio de Janeiro, mas desistiu de comparecer ao debate da Band diante da ausência de outros concorrentes. Agenda Reservada e Ausências Notáveis Alguns candidatos optaram por agendas mais discretas ou focadas em trabalho interno. **Wilson Grassi (Democrata)** dedicou o dia ao estudo, detalhamento e definição de propostas suplementares ao seu plano de governo. Essa é uma estratégia comum para aprofundar a plataforma e preparar respostas para os desafios eleitorais. Por outro lado, um grupo de candidatos não teve agenda pública divulgada para este domingo. **Clariana Barão (DC)**, **Flávio Bolsonaro (PL)**, **Luiz Inácio Lula da Silva (PT)** e **Rui Costa Pimenta (PCO)** não realizaram atos de campanha abertos ao público, o que pode indicar dias de descanso, reuniões internas ou outras atividades não comunicadas. Pablo Marçal Sob Restrições da Justiça Eleitoral Uma situação particular é a do candidato **Pablo Marçal (PRTB)**. Devido a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele está proibido de realizar campanha eleitoral, comparecer a debates

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Díaz-Canel: EUA ‘asfixiam’ Cuba e negam guinada capitalista; “Não nos rendemos”

Díaz-Canel defende resistência cubana contra “asfixia” dos EUA e nega capitalismo Em uma entrevista exclusiva, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu a situação atual do país como um momento crucial, sob forte pressão dos Estados Unidos. Ele negou veementemente que as recentes reformas econômicas representem uma guinada capitalista, classificando-as como medidas de resistência e sobrevivência diante do que chamou de “genocídio silencioso” promovido por Washington. Díaz-Canel afirmou que o bloqueio imposto pelos EUA visa “asfixiar economicamente” a ilha para provocar uma “explosão social” e derrubar a Revolução Cubana. Ele comparou a situação a um “bombardeio sem bombas”, com consequências devastadoras na vida cotidiana dos cidadãos cubanos, afetando o fornecimento de luz, água, transporte, alimentos e medicamentos. As declarações foram feitas em meio a uma crise aguda, agravada pela suspensão do envio de combustível e insumos, que resultou em longos apagões e escassez generalizada. Conforme informações divulgadas, o presidente cubano reiterou a determinação do país em resistir, apesar das adversidades. Bloqueio dos EUA causa “genocídio silencioso” e crise humanitária O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descreveu a política dos Estados Unidos em relação a Cuba como uma “guerra multidimensional” com o objetivo de “asfixiar economicamente” a ilha. Ele detalhou que as sanções impostas pelo governo norte-americano, especialmente sob a administração de Donald Trump, endureceram o bloqueio e levaram à escassez crítica de combustível. “Em sete meses, entrou neste país apenas um navio petroleiro”, relatou Díaz-Canel, explicando que essa falta de energia impacta diretamente a vida cotidiana, desde o fornecimento de luz e água até os processos produtivos e serviços essenciais como saúde e educação. As consequências são graves, com mais de 98 mil pacientes aguardando cirurgias, incluindo 12 mil crianças, e dificuldades no tratamento de câncer e hemodiálise. A mortalidade infantil, segundo o presidente, “mais que dobrou”, com mortes evitáveis. Reformas econômicas: resistência, não capitulação ao capitalismo Apesar da grave crise, Díaz-Canel rejeita a ideia de que as reformas econômicas recentes sinalizem uma volta ao capitalismo em Cuba. Ele assegura que o povo cubano não permitiria tal mudança e que as medidas são uma estratégia para fortalecer a soberania e a independência da nação. “Não há reformas capitalistas”, declarou o presidente, explicando que o socialismo defende a justiça social e a soberania, princípios que Cuba continua a defender. Ele argumentou que a abertura ao setor privado e ao investimento estrangeiro visa, na verdade, impulsionar a produção e beneficiar a população, mantendo os principais meios de produção nas mãos do Estado. Díaz-Canel mencionou que o socialismo em Cuba foi “bloqueado desde que surgiu” e que questionar o sistema sob essas condições é “cínico”. Ele ressaltou que, mesmo com as dificuldades, Cuba conseguiu solucionar problemas de justiça social que ainda persistem nos EUA. Resistência e a “Guerra de Todo o Povo” O presidente cubano expressou a determinação do país em resistir, afirmando que “não temos alternativa senão resistir”. Ele comparou a situação cubana à de Gaza, alertando para o risco de um “genocídio silencioso” se a comunidade internacional não intervir. Díaz-Canel também abordou

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Trump Retorna: América Latina Cede à Agenda dos EUA de “América para os Americanos” sob Nova Doutrina Monroe

América Latina Sob a Nova Era Trump: Entre Cooperação e Pressão dos EUA Desde seu retorno ao poder em 2025, Donald Trump tem posicionado a América Latina como prioridade em sua política externa. Utilizando uma combinação de pressão econômica, pacotes de ajuda financeira e até mesmo ações militares, o governo americano busca reafirmar sua hegemonia na região, citando a histórica Doutrina Monroe. A estratégia de Trump para a América Latina, oficializada na Estratégia de Segurança Nacional de novembro passado, tem como objetivo restaurar a “preeminência americana no Hemisfério Ocidental”. Essa abordagem, resumida na máxima “América para os americanos”, marca um retorno a políticas intervencionistas, embora com nuances distintas das eras anteriores. O recente interesse dos EUA na América Latina é visto por analistas como uma resposta aos crescentes investimentos da China na região. Essa mudança de foco levou a uma retirada gradual do envolvimento americano em conflitos como os do Iraque e Afeganistão, redirecionando esforços para o que Washington considera seu “quintal”. A informação é de Juan Gabriel Tokatlian, professor de relações internacionais na Universidade Torcuato Di Tella, na Argentina, e Michael Shifter, pesquisador e ex-presidente do Inter-American Dialogue. A Doutrina Monroe Revisitada e a Influência Chinesa A Doutrina Monroe, originalmente formulada no século XIX, ganha nova roupagem na política de Trump. Segundo Michael Shifter, não se trata de conter ideologias como na Guerra Fria, mas sim de projetar poder e demonstrar superioridade militar. A estratégia americana busca consolidar sua influência em um momento de crescente presença chinesa na América Latina. Essa disputa por influência pode levar a um aumento do ressentimento contra os EUA e seus governos aliados na região, alertam analistas. O histórico de intervenções militares unilaterais americanas é mal visto, e a percepção de subordinação de governos locais a Washington pode gerar instabilidade e retrocessos nas relações bilaterais por muitos anos. Líderes de Ultra-Direita e a Nova Ordem Regional A eleição de líderes alinhados à ultra-direita tem facilitado a aproximação com os Estados Unidos. Países como Argentina, Chile, Equador e Peru têm visto a ascensão de figuras como Javier Milei, José Antonio Kast e Keiko Fujimori, que demonstram disposição em cooperar com a agenda americana. Essa cooperação, segundo Tokatlian, ocorre “por convite, não por imposição”, com os países buscando recursos, assistência ou promessas em troca. Um exemplo é o resgate financeiro dos EUA à Argentina, que evitou uma crise cambial antes das eleições legislativas. Venezuela e Cuba: Exemplos de Pressão e Adaptação Enquanto alguns países se alinham voluntariamente, outros enfrentam pressão e sanções. A Venezuela, por exemplo, passou de uma suposta ameaça a um “neoprotetorado por imposição”, segundo Tokatlian. Cuba, por sua vez, enfrenta uma crise energética devido ao bloqueio americano, forçando o país a realizar sua maior reforma econômica desde a revolução. O Brasil e o México se encontram em posições intermediárias, alternando entre a reivindicação de soberania e a negociação com os EUA. O México, em particular, tem cooperado ativamente na entrega de líderes do narcotráfico e no reforço de fronteiras. Nicarágua e a Transacionalidade

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Itália é o Novo Epicentro da Crise Migratória na Europa: Seis Países Preparam Devolução de Imigrantes para Roma

Itália torna-se alvo de vizinhos europeus na crise migratória, com devoluções sob novo pacto da UE A Europa vive um novo capítulo de tensão na gestão migratória. Após a Espanha suspender o Tratado de Schengen em resposta a um fluxo massivo de imigrantes em Ceuta, a Itália agora se vê no centro das atenções. Seis países europeus anunciaram a intenção de enviar de volta para o território italiano milhares de imigrantes que buscam proteção internacional. A medida, baseada nas regras do Sistema de Dublin, considera a Itália como país de primeiro ingresso para muitos desses estrangeiros, tornando-a responsável pela análise de seus pedidos de asilo. Essa decisão acirra o debate sobre responsabilidades e a eficácia das políticas migratórias no bloco europeu, especialmente com a proximidade de eleições em diversos países. As recentes movimentações indicam uma postura mais firme dos países membros da União Europeia em relação ao cumprimento das regras estabelecidas, impactando diretamente a Itália, uma das principais portas de entrada no continente. Conforme divulgado pela imprensa, a situação reflete um endurecimento nas políticas migratórias europeias. Itália sob pressão: Seis países sinalizam devolução de imigrantes Alemanha, Suíça, Áustria, Finlândia, Suécia e Holanda manifestaram nos últimos dias a preparação para retomar o envio de imigrantes para a Itália. Esses indivíduos entraram irregularmente na Itália, viajaram para outros países da UE e solicitaram asilo nesses locais. De acordo com o Sistema de Dublin, a responsabilidade de analisar esses pedidos recai sobre o país de primeiro ingresso, que neste caso seria a Itália. A situação se intensifica com a entrada em vigor do novo Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo em junho. Segundo Lena Riemer, professora de direito especializada em asilo e direitos humanos, as novas regras reforçam a responsabilidade dos países de chegada. Anteriormente, a omissão italiana em aceitar transferências resultava na responsabilidade do país solicitante. Agora, a inércia italiana implica aceitação automática do pedido. “A mudança legal foi que não dizer nada significa, até certo ponto, um consentimento”, explica Riemer. A especialista ressalta que a ação coordenada de seis países não está diretamente ligada aos eventos em Ceuta, mas sim a um sinal de firmeza para que as regras europeias sejam cumpridas. O impacto do novo Pacto Europeu e a suspensão do Schengen O número exato de pessoas que podem ser transferidas para a Itália ainda é incerto. Em 2023, o país recebeu 24 mil solicitações de asilo, mas efetuou apenas 85 transferências. A interrupção dessas transferências pela Itália, iniciada em 2022 sob o governo de Giorgia Meloni, sob a justificativa de falta de estruturas de acolhimento, contrasta com a nova dinâmica. A suspensão do Tratado de Schengen pela Espanha, motivada pela crise em Ceuta, é vista por parte da oposição italiana, como Elly Schlein, líder do Partido Democrático, como um “bumerangue” da política migratória do governo Meloni. Schlein argumenta que a medida espanhola criou um precedente perigoso, levando a Espanha a também controlar fronteiras com a Itália. Giorgia Meloni, no entanto, rejeitou a ideia de efeito bumerangue, afirmando que o

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