Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Saúde e bem estar

Vacinação nas Escolas: Campanha Nacional Busca Imunizar 27 Milhões de Estudantes Contra Doenças Graves Até 30 de Maio

A Semana de Vacinação nas Escolas está a todo vapor, com o objetivo ambicioso de imunizar 27 milhões de estudantes em todo o país. A campanha, que teve início na última sexta-feira (24), se estenderá até a próxima quinta-feira, 30 de maio, focando na atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo abrange jovens de 9 meses a 15 anos, com a oferta de seis tipos de vacinas cruciais para a prevenção de diversas doenças. A iniciativa busca garantir que a nova geração esteja protegida contra enfermidades que podem ter sérias consequências à saúde. Além disso, a campanha estende a proteção contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. A ação é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação, integrando o Programa Saúde na Escola (PSE). Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, a campanha oferece vacinas contra HPV, febre amarela, tríplice viral, DTP (difteria, tétano e coqueluche), meningocócica ACWY e covid-19. A vacinação é conduzida por profissionais de saúde qualificados e requer autorização dos pais ou responsáveis legais. Atualização e Inovação: A Caderneta Digital no Meu SUS App O governo também tem incentivado o uso da Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. Lançada em abril de 2025, a ferramenta já registrou mais de 3,3 milhões de acessos, permitindo o acompanhamento do histórico vacinal e a consulta de próximas doses. Recentemente, o aplicativo ganhou uma nova funcionalidade: o envio de lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis. Esses alertas são gerados com base na idade das crianças, promovendo ativamente a atualização das cadernetas de vacinação e reforçando a importância da imunização contínua. Reversão Histórica: Coberturas Vacinais em Ascensão O Ministério da Saúde celebrou a reversão da queda nas coberturas vacinais observada nos anos anteriores, um cenário agravado pelos impactos da pandemia de covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram um aumento significativo em suas coberturas, comparado a 2022. Um destaque é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Sua cobertura alcançou 92,96%, um avanço notável em relação aos 80,7% registrados em 2022. Esse resultado é fundamental para manter o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do aumento de casos em outras regiões. Proteção Contra HPV e Meningite Reforçada A vacinação contra o HPV, essencial na prevenção do câncer de colo de útero, também apresentou resultados positivos. A cobertura atingiu 86,11% entre meninas de 9 a 14 anos e 74,46% entre os meninos. No público feminino, o índice é notavelmente superior à média mundial, demonstrando o compromisso com a saúde das jovens brasileiras. No combate à meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY saltou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. Esses dados reforçam a eficácia das estratégias de vacinação e a importância da adesão da população às campanhas.

Leia mais

Febre Amarela Mata Mais Duas Pessoas no Estado de São Paulo, Reforçando Alerta para Vacinação Gratuita

Estado de São Paulo registra duas novas mortes por febre amarela, acendendo sinal de alerta sobre a importância da vacinação O estado de São Paulo confirmou mais dois óbitos em decorrência da febre amarela, elevando o número de casos e mortes pela doença no território paulista. A Secretaria da Saúde divulgou nesta quinta-feira (23) um boletim com três novos casos registrados, sendo que dois pacientes, ambos homens residentes do Vale do Paraíba, não resistiram ao vírus. As vítimas fatais tinham 56 e 53 anos e eram moradores da cidade de Lagoinha. O terceiro caso confirmado foi em Araçariquama, na região de Sorocaba, mas o paciente, um homem de 43 anos, conseguiu se recuperar da doença, demonstrando a importância do acompanhamento médico. A pasta da Saúde reforça que a vacinação é a medida mais eficaz e segura para a prevenção da febre amarela. Todos os casos recentes registrados neste ano tiveram como característica comum a **falta de histórico de vacinação** nos pacientes infectados. A vacina é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e postos de saúde do SUS. Casos Anteriores e Recomendações de Vacinação Na semana anterior, a Secretaria de Saúde já havia notificado outros três casos de febre amarela. Desses, um homem de 38 anos, da cidade de Cunha, também localizado no Vale do Paraíba, faleceu. Em Cruzeiro, outra cidade da mesma região, dois pacientes se recuperaram da doença. Esses dados reforçam a circulação do vírus em algumas áreas do estado. Esquema Vacinal para Todas as Idades A vacina contra a febre amarela é fundamental para a proteção individual e coletiva. Para crianças, o esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam a primeira dose antes dos 5 anos devem procurar um posto de saúde para tomar o reforço. Quem Deve se Vacinar? A orientação é que pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas contra a febre amarela também recebam a dose. A vacina é a principal ferramenta para evitar o desenvolvimento da forma grave da doença e, consequentemente, óbitos. A Secretaria da Saúde de São Paulo incentiva a população a verificar seu cartão de vacinação e procurar a unidade de saúde mais próxima. A Febre Amarela: Sintomas e Prevenção A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por mosquitos infectados. Os sintomas podem incluir febre alta, dores musculares, dor de cabeça e icterícia (pele e olhos amarelados). A doença pode evoluir para quadros hemorrágicos e levar à morte em casos graves. A **vacinação é a forma mais eficaz de prevenção** e está disponível gratuitamente pelo SUS.

Leia mais

Anvisa Libera Mounjaro para Crianças e Adolescentes com Diabetes Tipo 2: Nova Era no Tratamento Pediátrico

Anvisa aprova Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (22) uma importante atualização em suas diretrizes: a aprovação do uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças a partir dos 10 anos de idade. Esta decisão representa uma ampliação significativa do acesso a terapias inovadoras para a população pediátrica, que antes contava apenas com indicações para uso adulto. A novidade foi comunicada pela Anvisa por meio de uma nota oficial, onde a agência esclarece que as demais indicações do Mounjaro permanecem restritas aos adultos. A única alteração, portanto, foca na expansão da faixa etária para o tratamento do diabetes, passando a incluir o público infantojuvenil. O Mounjaro, conhecido por sua eficácia, pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, um grupo de medicamentos popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A aprovação para uso pediátrico abre novas perspectivas para o controle da doença em jovens pacientes. Conforme informado pela Anvisa, essa mudança visa oferecer mais opções terapêuticas seguras e eficazes para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2. Avanços na Regulamentação de Medicamentos Paralelamente a esta importante aprovação, a Anvisa tem intensificado seus esforços na regulamentação de medicamentos. Na próxima semana, a diretoria colegiada da agência debaterá uma proposta de instrução normativa que definirá procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação das “canetas emagrecedoras”. Esta nova norma integra um plano de ação mais amplo, anunciado recentemente, que engloba medidas regulatórias e de fiscalização. O objetivo é garantir a segurança e a qualidade desses medicamentos, especialmente diante de seu uso crescente. Grupos de Trabalho para Segurança e Controle A agência também tem atuado na criação de mecanismos para fortalecer a vigilância sanitária. Na semana passada, foram publicadas portarias que estabelecem dois grupos de trabalho dedicados a dar suporte à atuação da Anvisa no controle sanitário e na segurança de pacientes que utilizam “canetas emagrecedoras”. O primeiro grupo, instituído pela Portaria 488/2026, contará com a participação de representantes de importantes conselhos federais, como Farmácia, Medicina e Odontologia. O segundo grupo, formalizado pela Portaria 489/2026, terá a tarefa de acompanhar e avaliar a implementação do plano de ação da Anvisa, além de subsidiar a diretoria colegiada com propostas de aprimoramento contínuo.

Leia mais

Goiás em Alerta: 42% dos Casos de Síndrome Respiratória em Bebês Ligados à SRAG com Variante de Influenza em Circulação

Goiás decreta emergência de saúde pública devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O estado de Goiás declarou situação de emergência em saúde pública nesta semana, diante do expressivo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida visa intensificar as ações de combate e monitoramento da doença que tem afetado principalmente os mais jovens. Dados recentes revelam que uma parcela significativa dos casos registrados está relacionada a bebês com até dois anos de idade. Essa faixa etária concentra 42% do total de diagnósticos, um número que acende um alerta para as autoridades de saúde e pais em todo o estado, exigindo atenção especial e medidas preventivas eficazes. Além dos bebês, idosos com mais de 60 anos também representam um grupo de risco, com 482 casos, o que corresponde a 18% do total. Conforme informações divulgadas pelo painel oficial, já foram registradas 115 mortes no estado em decorrência da SRAG, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade da emergência decretada. Avanço da SRAG e circulação viral em Goiás A situação em Goiás é agravada pela circulação de vírus respiratórios, incluindo a variante K do Influenza. Segundo o painel de monitoramento, 148 casos estão associados à circulação do vírus da Influenza e 1.080 a outros vírus respiratórios. A variante K do Influenza tem sido apontada como um dos focos de atenção, especialmente pela sua rápida disseminação. O decreto de emergência, válido por 180 dias, autoriza a implementação de medidas urgentes, como a criação de um centro de operações para monitoramento e gestão da crise. O governo estadual também prevê a aquisição especial de insumos, materiais e a contratação de serviços essenciais, com dispensa de licitação, para garantir o atendimento à população afetada. A contratação de pessoal por tempo determinado também foi autorizada para reforçar as equipes de combate à epidemia. Todos os processos relacionados ao decreto tramitarão em regime de urgência e prioridade nos órgãos públicos estaduais, visando agilizar as respostas e mitigar os impactos da SRAG. Onda de SRAG atinge crianças em todo o país O cenário de aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos não se restringe a Goiás. Um boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta um crescimento de hospitalizações por Síndrome Respiratória em quatro das cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como o principal causador desse aumento. Os casos graves de Covid-19, por outro lado, seguem em baixa no país, de acordo com o mesmo boletim da Fiocruz. A atenção se volta, portanto, para as demais infecções respiratórias que têm sobrecarregado o sistema de saúde, especialmente em bebês e crianças pequenas. Recomendações e vacinação como estratégia de prevenção Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19. A campanha nacional de vacinação contra a gripe prioriza crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, grupos mais suscetíveis a quadros graves. A vacina contra a

Leia mais

Anvisa Cria Normas e Grupos de Trabalho para Controlar “Canetas Emagrecedoras” e Combater Mercado Ilegal

Anvisa Define Diretrizes e Reforça Fiscalização sobre “Canetas Emagrecedoras” para Proteger Consumidores A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está intensificando seus esforços para regular e fiscalizar o uso das populares “canetas emagrecedoras”. A medida visa combater o crescente mercado ilegal desses medicamentos, que podem apresentar riscos significativos à saúde pública. A agência anunciou um plano de ação abrangente, incluindo a discussão de uma nova instrução normativa que estabelecerá procedimentos técnicos rigorosos para a manipulação e comercialização desses produtos. O objetivo é garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos injetáveis que se tornaram febre entre aqueles que buscam emagrecimento. O plano da Anvisa envolve a criação de grupos de trabalho e parcerias com conselhos profissionais para monitorar e avaliar a implementação de novas estratégias. A iniciativa busca alinhar ações regulatórias e de fiscalização, além de promover o uso consciente e seguro dessas substâncias. Conforme informação divulgada pela Anvisa, a nova norma abordará aspectos cruciais como importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). Nova Instrução Normativa Detalhará Procedimentos para “Canetas Emagrecedoras” A diretoria colegiada da Anvisa discutirá em breve uma proposta de instrução normativa focada na manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, amplamente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Essa nova regulamentação é parte de um conjunto de estratégias para coibir o comércio irregular e garantir a segurança dos pacientes. A instrução normativa definirá requisitos técnicos específicos para a importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos insumos farmacêuticos. A popularização dessas canetas, que contêm princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, impulsionou um mercado ilegal de versões manipuladas sem autorização, aumentando os riscos à saúde da população. Grupos de Trabalho e Parcerias para Fortalecer o Controle Sanitário Em resposta à necessidade de um controle sanitário mais eficaz, a Anvisa publicou portarias que instituíram dois grupos de trabalho. O primeiro GT, formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO), visa dar suporte à atuação da autarquia. Já o segundo grupo, criado pela Portaria 489/2026, acompanhará a implementação do plano de ação da Anvisa e proporá aprimoramentos. Adicionalmente, a Anvisa firmou uma carta de intenções com o CFM, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o CFF. O objetivo é promover o uso racional e seguro das “canetas emagrecedoras”, prevenindo riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares e zelando pela saúde da população brasileira. Anvisa Determina Apreensão e Proíbe Comercialização de Produtos Irregulares Na última quarta-feira (15), a Anvisa tomou medidas enérgicas ao determinar a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por uma empresa não identificada. A agência também proibiu a comercialização, distribuição, importação e uso desses produtos. Esses medicamentos, divulgados na internet como injetáveis de GLP-1 e conhecidos como “canetas emagrecedoras”, não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Em nota, a agência ressaltou que, por serem produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantia quanto ao

Leia mais

Fiocruz e Ministério das Cidades Unem Cultura e Saúde em Editais Inovadores para Periferias

Fiocruz e Ministério das Cidades impulsionam cultura nas periferias com novos editais A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério das Cidades anunciaram nesta sexta-feira (17), no Rio de Janeiro, o lançamento de dois editais inovadores. A iniciativa visa fortalecer o cenário cultural em territórios periféricos, promovendo a transformação social através da arte e da capacitação profissional. O anúncio ocorreu durante o evento “Cultura & Saúde – parceria que dá certo!”, parte das celebrações de 125 anos da Fiocruz. A colaboração entre as instituições reforça a visão de que a cultura é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento e o enfrentamento de desigualdades. A Fiocruz, com sua forte atuação em áreas periféricas, busca unir ciência e arte para promover qualidade de vida e combater o racismo e outras formas de opressão, reafirmando seu compromisso com a vida. Os editais buscam não apenas apoiar projetos existentes, mas também criar novas oportunidades de qualificação e expressão artística. Com foco nas periferias, a parceria promete expandir o alcance de políticas públicas e estimular a inovação social, conforme divulgado pelas instituições. Programa de Formação em Captação para Organizações de Periferias Um dos editais lançados é o Programa de Formação em Captação para Organizações de Periferias, sob coordenação da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades. O objetivo principal é oferecer qualificação especializada para gestores culturais que atuam em áreas periféricas. Essa formação visa aprimorar as habilidades de captação de recursos e gestão de projetos culturais. Segundo Marly Marques da Cruz, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, a iniciativa é fundamental para ampliar as possibilidades nas periferias e reconhecer a cultura como instrumento de transformação social. Ela destacou que a Fiocruz se dedica a construir projetos que combatam desigualdades, racismo e tudo que seja contrário à vida, pois “fazemos ciência para a vida”. Grafite Fiocruz 125 anos: Arte e Memória nos Muros da Fundação O segundo edital, intitulado Grafite Fiocruz 125 anos, selecionará sete propostas artísticas para intervenções visuais nos muros dos campi Manguinhos e Maré, no Rio de Janeiro. As obras deverão dialogar com a história da Fiocruz e com o tema da saúde pública, fortalecendo a memória institucional e a conexão com os territórios onde a fundação está inserida. Gustavo Amaral, representante da Fiotec, entidade patrocinadora, ressaltou que o projeto busca renovar o ambiente da Fundação e ampliar o diálogo com a sociedade. Ele acredita que a iniciativa trará “uma nova energia para o campus da Fundação” e promoverá “uma cultura de crítica social e de enfrentamento às desigualdades nas nossas comunidades”. A gestão cultural do projeto Grafite Fiocruz 125 anos é realizada pela Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SocultFio). Para Luis Fernando Donadio, diretor institucional da SocultFio, a integração entre cultura e saúde representa uma grande conquista e amplia o alcance das políticas públicas. Ele enfatizou que “produzir cultura é também produzir saúde na veia”. Periferias como Espaços de Inovação e Oportunidade Breno Lacet Lucena, representante do Ministério das Cidades, destacou o potencial das periferias como centros de

Leia mais

Instituições de Saúde do Brasil Unem Forças para Criar Diretrizes Essenciais de Pesquisa sobre Vapes e Cigarros Eletrônicos

Iniciativa inédita busca fortalecer a base científica para combater a ameaça dos vapes à saúde pública brasileira, especialmente entre jovens. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com outras renomadas instituições de pesquisa do país, estão desenvolvendo uma **carta conjunta com recomendações e orientações cruciais** para a realização de estudos sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), categoria que inclui os populares vapes e cigarros eletrônicos. Este documento inovador, que visa nortear futuras investigações, será formalmente endossado por figuras de liderança como o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, e a vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, além de representantes de diversas universidades e centros de pesquisa nacionais. A iniciativa surge após um seminário realizado no Rio de Janeiro, onde especialistas debateram a construção de uma agenda de pesquisa prioritária para o Brasil. O objetivo é **identificar lacunas no conhecimento e direcionar esforços científicos** para enfrentar um problema de saúde pública crescente. Conforme informação divulgada pelas instituições, o levantamento realizado entre 2019 e março de 2025 identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional, demonstrando a urgência de um aprofundamento coordenado. Mapeamento e Priorização de Estudos sobre DEFs O seminário, intitulado “Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil”, foi um marco para a organização do conhecimento existente. Os pesquisadores analisaram estudos que abordam desde os danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas relacionadas aos vapes. O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, ressaltou a importância do encontro como um **esforço coletivo para definir prioridades de pesquisa**. Ele enfatizou que o objetivo é fortalecer a base científica que subsidia as políticas públicas e ampliar a capacidade do país em responder a essa ameaça, que representa um sério risco à saúde da população, especialmente para as novas gerações. Respostas Científicas Rápidas e Coordenadas Ana Paula Natividade, pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), destacou que o encontro buscou **organizar o conhecimento científico atual e apontar caminhos para novas investigações**. Ela alertou que o avanço acelerado desses produtos e as estratégias da indústria do tabaco exigem respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas para proteger a saúde pública. A colaboração entre Inca, Fiocruz e outras instituições é fundamental para **gerar evidências robustas sobre os riscos dos vapes**. Essas evidências serão essenciais para a formulação de políticas públicas eficazes e para a conscientização da população sobre os perigos associados ao uso desses dispositivos eletrônicos.

Leia mais

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer Pesquisadores da Fundação do Câncer apontam que os bancos de dados oficiais sobre câncer de pele no Brasil apresentam falhas significativas. Essas lacunas de informação comprometem o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz da doença, que, somente em 2023, resultou em 5.588 óbitos em todo o país. A análise de dados de registros hospitalares e de mortalidade revelou carências importantes, especialmente em informações sobre raça/cor e escolaridade dos pacientes. Essas omissões dificultam a elaboração de políticas públicas mais assertivas e direcionadas para a prevenção e o combate ao câncer de pele. O epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo, destaca a relevância dessas informações em um país com alta incidência de radiação ultravioleta. Ele ressalta que dados mais completos poderiam otimizar ações de prevenção e auxiliar na detecção e tratamento precoces, contribuindo para a redução dos diagnósticos tardios. Lacunas de Informação Prejudicam Análises e Políticas Públicas Ao examinar dados de Registros Hospitalares de Câncer (RHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, a equipe identificou que mais de 36% dos casos carecem de informações sobre raça e cor da pele dos pacientes. Além disso, cerca de 26% dos registros não incluem dados sobre a escolaridade. Essas falhas são particularmente preocupantes em regiões como a Sudeste, que apresentou a maior porcentagem de falta de informações sobre raça/cor em casos de câncer de pele não melanoma (66,4%) e melanoma (68,7%). Essa incompletude, segundo Scaff, “limita análises mais precisas sobre desigualdades raciais.” No Centro-Oeste, a maior carência de dados foi observada em relação à escolaridade, com 74% de falta de informação para câncer não melanoma e 67% para o melanoma. A falta desses dados, conforme aponta a pesquisa da Fundação do Câncer, **dificulta a definição de políticas públicas eficazes** para a prevenção e o tratamento da doença no Brasil. Câncer de Pele: O Mais Comum no Brasil e Seus Riscos Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil. Os principais subtipos são o carcinoma basocelular e o espinocelular, enquanto o melanoma, embora mais raro, é mais agressivo e com maior potencial de disseminação. As projeções do Inca indicam que, entre 2026 e 2028, deverão ser registrados anualmente cerca de 263.282 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de melanoma. A região Sul é a que apresenta as mais elevadas taxas de mortalidade por melanoma, especialmente entre homens. A exposição à **radiação ultravioleta** é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. Pessoas de pele clara são mais suscetíveis, e o risco varia conforme a intensidade e o padrão de exposição solar. Histórico familiar, pintas atípicas, queimaduras solares na infância e adolescência, e fatores ocupacionais também aumentam o perigo. Exposição Solar e Outros Fatores de Risco para Câncer de Pele O epidemiologista Alfredo Scaff alerta que a percepção comum sobre os riscos do câncer de pele se limita à

Leia mais

Genéricos e Similares Veterinários: Governo Abre Consulta Pública para Nova Legislação e Impacto nas Compras e Prescrições

Governo lança consulta pública sobre medicamentos genéricos e similares veterinários, buscando aprimorar a legislação e beneficiar o mercado. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu uma consulta pública de 45 dias para a minuta da Portaria 1.590/2026. O objetivo é estabelecer um regulamento técnico para o registro de medicamentos genéricos e similares intercambiáveis de uso veterinário. Esta iniciativa visa coletar sugestões e esclarecimentos da sociedade para aprimorar o texto e garantir uma futura legislação mais eficaz e clara para o setor. As contribuições devem ser tecnicamente fundamentadas e enviadas pelo Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman) do Mapa. A consulta pública é uma etapa crucial para democratizar o processo de criação de normas, permitindo que especialistas, empresas e demais interessados contribuam para a formulação de regras que impactarão diretamente as compras governamentais e as prescrições veterinárias no país, conforme divulgado pelo Mapa. Definições Claras para Medicamentos Veterinários A minuta da portaria propõe distinções importantes entre os tipos de medicamentos veterinários. Um medicamento de referência é aquele já registrado no Mapa, com eficácia e segurança comprovadas. Já o medicamento genérico será identificado exclusivamente pela Denominação Comum Brasileira (DCB) do princípio ativo, sendo proibido o uso de nome comercial. O similar intercambiável, por sua vez, poderá ter nome comercial, mas deverá comprovar comparabilidade com um medicamento de referência. É vedado o uso da DCB ou Denominação Comum Internacional (DCI) como marca comercial para este tipo de produto. Esta clareza nas definições é fundamental para a segurança e a rastreabilidade dos produtos no mercado. Equivalência Terapêutica e Prioridade para Genéricos A comprovação da equivalência terapêutica será um pilar na nova regulamentação. Ela ocorrerá quando medicamentos equivalentes farmacêuticos apresentarem a mesma eficácia, segurança e período de carência, administrados na mesma dose e via. A validação desses estudos poderá ser feita por laboratórios reconhecidos pelo ministério. Um ponto de destaque é a obrigatoriedade do uso da denominação genérica (DCB ou DCI) em compras governamentais e prescrições veterinárias. Em condições de igualdade de preço, medicamentos genéricos terão preferência nas aquisições públicas. Nas prescrições, o acréscimo do nome comercial será opcional. Prazo para Adaptação e Rotulagem Específica Empresas que utilizam nomes comerciais contendo a DCB ou DCI, mas cujos produtos não são genéricos, terão um prazo de dois anos para alterar suas marcas após a publicação final da portaria. Essa medida visa evitar confusões no mercado e garantir a correta identificação dos medicamentos genéricos. Adicionalmente, o Mapa estabelece que todas as embalagens de medicamentos genéricos deverão conter a frase clara: “Medicamento genérico de uso veterinário”. Essa padronização facilitará a identificação pelo consumidor e profissionais. Exceções na Regulamentação É importante notar que a nova regulamentação proposta pela consulta pública não abrangerá todos os produtos de uso veterinário. Ficam de fora desta norma produtos biológicos, fitoterápicos, derivados do plasma e sangue, cosméticos veterinários, produtos para fins diagnósticos, radiofármacos e gases medicinais. A consulta pública segue aberta até 29 de maio, quando o Mapa consolidará as contribuições recebidas.

Leia mais

Pré-natal Integral: Indígenas e Mulheres com Pouca Escolaridade Enfrentam Barreiras no Brasil, Revela Estudo

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo No Brasil, a universalidade do pré-natal, fundamental para a saúde materna e infantil, ainda é um desafio. Embora quase todas as gestantes iniciem o acompanhamento, a continuidade e a completude das consultas são significativamente menores entre mulheres indígenas, com baixa escolaridade e residentes na Região Norte do país. Um estudo recente, divulgado pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel) em parceria com a Umane, revela que a cobertura das consultas de pré-natal cai consideravelmente ao longo da gestação para esses grupos. A pesquisa, baseada em dados de mais de 2,5 milhões de nascimentos em 2023, destaca a importância de políticas públicas voltadas para grupos em maior vulnerabilidade para garantir o direito à saúde para todas as gestantes. Conforme informação divulgada pelo estudo, o acesso integral ao pré-natal é um reflexo das desigualdades sociais no Brasil. Disparidades na Cobertura do Pré-natal A média de cobertura do pré-natal integral, que idealmente deve iniciar logo no início da gestação, apresenta grandes diferenças entre os perfis de mulheres. Enquanto a cobertura inicial é próxima de 99,4%, a taxa cai para 78,1% ao considerar a sétima consulta. Esse percentual é ainda menor para mulheres com menor escolaridade e para as indígenas. Gestantes com maior nível de educação formal alcançam 86,5% de cobertura completa. Em contrapartida, aquelas que tiveram menos acesso à educação formal chegam a apenas 44,2%. Essa é uma das principais barreiras identificadas pelo estudo. Mulheres Indígenas e a Baixa Escolaridade: Duplos Obstáculos Mulheres indígenas com baixa escolaridade acumulam dois fatores de vulnerabilidade: a origem étnico-racial e o menor número de anos de estudo formal. Apenas 19% delas conseguem realizar a quantidade recomendada de consultas de pré-natal. Em comparação, 88,7% das mulheres brancas com 12 anos ou mais de escolaridade completam o acompanhamento. A disparidade é gritante, evidenciando a exclusão de grupos minoritários no acesso à saúde. Ao analisar a finalização do acompanhamento, 51,5% das mulheres de povos originários conseguem concluir. Esse número é significativamente menor que o de mulheres brancas (84,3%), pretas (75,7%) e pardas (75,3%). O abandono do pré-natal entre indígenas chega a ser três vezes maior do que entre mulheres brancas. Impacto Regional e Idade das Gestantes A Região Norte do Brasil apresenta a menor taxa de pré-natal integralmente respeitado, com 63,3% das gestantes sendo plenamente atendidas. As regiões Nordeste (76,1%) e Centro-Oeste (77%) também mostram taxas inferiores às do Sudeste (81,5%) e Sul (85%). As gestantes adolescentes, com menos de 20 anos, também enfrentam desafios, com apenas 67,7% delas completando o pré-natal integralmente. Esse índice é inferior aos 82,6% observados em mulheres com mais de 35 anos, indicando a necessidade de políticas específicas para essa faixa etária. Recomendações e o Futuro do Pré-natal no Brasil Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo, enfatiza a necessidade de combater o racismo estrutural e a discriminação no acesso à saúde. Ela defende programas voltados para adolescentes e mulheres com menor escolaridade, focando na educação sexual e na

Leia mais

Vacinação nas Escolas: Campanha Nacional Busca Imunizar 27 Milhões de Estudantes Contra Doenças Graves Até 30 de Maio

A Semana de Vacinação nas Escolas está a todo vapor, com o objetivo ambicioso de imunizar 27 milhões de estudantes em todo o país. A campanha, que teve início na última sexta-feira (24), se estenderá até a próxima quinta-feira, 30 de maio, focando na atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo abrange jovens de 9 meses a 15 anos, com a oferta de seis tipos de vacinas cruciais para a prevenção de diversas doenças. A iniciativa busca garantir que a nova geração esteja protegida contra enfermidades que podem ter sérias consequências à saúde. Além disso, a campanha estende a proteção contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. A ação é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação, integrando o Programa Saúde na Escola (PSE). Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, a campanha oferece vacinas contra HPV, febre amarela, tríplice viral, DTP (difteria, tétano e coqueluche), meningocócica ACWY e covid-19. A vacinação é conduzida por profissionais de saúde qualificados e requer autorização dos pais ou responsáveis legais. Atualização e Inovação: A Caderneta Digital no Meu SUS App O governo também tem incentivado o uso da Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. Lançada em abril de 2025, a ferramenta já registrou mais de 3,3 milhões de acessos, permitindo o acompanhamento do histórico vacinal e a consulta de próximas doses. Recentemente, o aplicativo ganhou uma nova funcionalidade: o envio de lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis. Esses alertas são gerados com base na idade das crianças, promovendo ativamente a atualização das cadernetas de vacinação e reforçando a importância da imunização contínua. Reversão Histórica: Coberturas Vacinais em Ascensão O Ministério da Saúde celebrou a reversão da queda nas coberturas vacinais observada nos anos anteriores, um cenário agravado pelos impactos da pandemia de covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram um aumento significativo em suas coberturas, comparado a 2022. Um destaque é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Sua cobertura alcançou 92,96%, um avanço notável em relação aos 80,7% registrados em 2022. Esse resultado é fundamental para manter o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do aumento de casos em outras regiões. Proteção Contra HPV e Meningite Reforçada A vacinação contra o HPV, essencial na prevenção do câncer de colo de útero, também apresentou resultados positivos. A cobertura atingiu 86,11% entre meninas de 9 a 14 anos e 74,46% entre os meninos. No público feminino, o índice é notavelmente superior à média mundial, demonstrando o compromisso com a saúde das jovens brasileiras. No combate à meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY saltou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. Esses dados reforçam a eficácia das estratégias de vacinação e a importância da adesão da população às campanhas.

Leia mais

Febre Amarela Mata Mais Duas Pessoas no Estado de São Paulo, Reforçando Alerta para Vacinação Gratuita

Estado de São Paulo registra duas novas mortes por febre amarela, acendendo sinal de alerta sobre a importância da vacinação O estado de São Paulo confirmou mais dois óbitos em decorrência da febre amarela, elevando o número de casos e mortes pela doença no território paulista. A Secretaria da Saúde divulgou nesta quinta-feira (23) um boletim com três novos casos registrados, sendo que dois pacientes, ambos homens residentes do Vale do Paraíba, não resistiram ao vírus. As vítimas fatais tinham 56 e 53 anos e eram moradores da cidade de Lagoinha. O terceiro caso confirmado foi em Araçariquama, na região de Sorocaba, mas o paciente, um homem de 43 anos, conseguiu se recuperar da doença, demonstrando a importância do acompanhamento médico. A pasta da Saúde reforça que a vacinação é a medida mais eficaz e segura para a prevenção da febre amarela. Todos os casos recentes registrados neste ano tiveram como característica comum a **falta de histórico de vacinação** nos pacientes infectados. A vacina é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e postos de saúde do SUS. Casos Anteriores e Recomendações de Vacinação Na semana anterior, a Secretaria de Saúde já havia notificado outros três casos de febre amarela. Desses, um homem de 38 anos, da cidade de Cunha, também localizado no Vale do Paraíba, faleceu. Em Cruzeiro, outra cidade da mesma região, dois pacientes se recuperaram da doença. Esses dados reforçam a circulação do vírus em algumas áreas do estado. Esquema Vacinal para Todas as Idades A vacina contra a febre amarela é fundamental para a proteção individual e coletiva. Para crianças, o esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam a primeira dose antes dos 5 anos devem procurar um posto de saúde para tomar o reforço. Quem Deve se Vacinar? A orientação é que pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas contra a febre amarela também recebam a dose. A vacina é a principal ferramenta para evitar o desenvolvimento da forma grave da doença e, consequentemente, óbitos. A Secretaria da Saúde de São Paulo incentiva a população a verificar seu cartão de vacinação e procurar a unidade de saúde mais próxima. A Febre Amarela: Sintomas e Prevenção A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por mosquitos infectados. Os sintomas podem incluir febre alta, dores musculares, dor de cabeça e icterícia (pele e olhos amarelados). A doença pode evoluir para quadros hemorrágicos e levar à morte em casos graves. A **vacinação é a forma mais eficaz de prevenção** e está disponível gratuitamente pelo SUS.

Leia mais

Anvisa Libera Mounjaro para Crianças e Adolescentes com Diabetes Tipo 2: Nova Era no Tratamento Pediátrico

Anvisa aprova Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (22) uma importante atualização em suas diretrizes: a aprovação do uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças a partir dos 10 anos de idade. Esta decisão representa uma ampliação significativa do acesso a terapias inovadoras para a população pediátrica, que antes contava apenas com indicações para uso adulto. A novidade foi comunicada pela Anvisa por meio de uma nota oficial, onde a agência esclarece que as demais indicações do Mounjaro permanecem restritas aos adultos. A única alteração, portanto, foca na expansão da faixa etária para o tratamento do diabetes, passando a incluir o público infantojuvenil. O Mounjaro, conhecido por sua eficácia, pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, um grupo de medicamentos popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A aprovação para uso pediátrico abre novas perspectivas para o controle da doença em jovens pacientes. Conforme informado pela Anvisa, essa mudança visa oferecer mais opções terapêuticas seguras e eficazes para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2. Avanços na Regulamentação de Medicamentos Paralelamente a esta importante aprovação, a Anvisa tem intensificado seus esforços na regulamentação de medicamentos. Na próxima semana, a diretoria colegiada da agência debaterá uma proposta de instrução normativa que definirá procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação das “canetas emagrecedoras”. Esta nova norma integra um plano de ação mais amplo, anunciado recentemente, que engloba medidas regulatórias e de fiscalização. O objetivo é garantir a segurança e a qualidade desses medicamentos, especialmente diante de seu uso crescente. Grupos de Trabalho para Segurança e Controle A agência também tem atuado na criação de mecanismos para fortalecer a vigilância sanitária. Na semana passada, foram publicadas portarias que estabelecem dois grupos de trabalho dedicados a dar suporte à atuação da Anvisa no controle sanitário e na segurança de pacientes que utilizam “canetas emagrecedoras”. O primeiro grupo, instituído pela Portaria 488/2026, contará com a participação de representantes de importantes conselhos federais, como Farmácia, Medicina e Odontologia. O segundo grupo, formalizado pela Portaria 489/2026, terá a tarefa de acompanhar e avaliar a implementação do plano de ação da Anvisa, além de subsidiar a diretoria colegiada com propostas de aprimoramento contínuo.

Leia mais

Goiás em Alerta: 42% dos Casos de Síndrome Respiratória em Bebês Ligados à SRAG com Variante de Influenza em Circulação

Goiás decreta emergência de saúde pública devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O estado de Goiás declarou situação de emergência em saúde pública nesta semana, diante do expressivo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida visa intensificar as ações de combate e monitoramento da doença que tem afetado principalmente os mais jovens. Dados recentes revelam que uma parcela significativa dos casos registrados está relacionada a bebês com até dois anos de idade. Essa faixa etária concentra 42% do total de diagnósticos, um número que acende um alerta para as autoridades de saúde e pais em todo o estado, exigindo atenção especial e medidas preventivas eficazes. Além dos bebês, idosos com mais de 60 anos também representam um grupo de risco, com 482 casos, o que corresponde a 18% do total. Conforme informações divulgadas pelo painel oficial, já foram registradas 115 mortes no estado em decorrência da SRAG, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade da emergência decretada. Avanço da SRAG e circulação viral em Goiás A situação em Goiás é agravada pela circulação de vírus respiratórios, incluindo a variante K do Influenza. Segundo o painel de monitoramento, 148 casos estão associados à circulação do vírus da Influenza e 1.080 a outros vírus respiratórios. A variante K do Influenza tem sido apontada como um dos focos de atenção, especialmente pela sua rápida disseminação. O decreto de emergência, válido por 180 dias, autoriza a implementação de medidas urgentes, como a criação de um centro de operações para monitoramento e gestão da crise. O governo estadual também prevê a aquisição especial de insumos, materiais e a contratação de serviços essenciais, com dispensa de licitação, para garantir o atendimento à população afetada. A contratação de pessoal por tempo determinado também foi autorizada para reforçar as equipes de combate à epidemia. Todos os processos relacionados ao decreto tramitarão em regime de urgência e prioridade nos órgãos públicos estaduais, visando agilizar as respostas e mitigar os impactos da SRAG. Onda de SRAG atinge crianças em todo o país O cenário de aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos não se restringe a Goiás. Um boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta um crescimento de hospitalizações por Síndrome Respiratória em quatro das cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como o principal causador desse aumento. Os casos graves de Covid-19, por outro lado, seguem em baixa no país, de acordo com o mesmo boletim da Fiocruz. A atenção se volta, portanto, para as demais infecções respiratórias que têm sobrecarregado o sistema de saúde, especialmente em bebês e crianças pequenas. Recomendações e vacinação como estratégia de prevenção Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19. A campanha nacional de vacinação contra a gripe prioriza crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, grupos mais suscetíveis a quadros graves. A vacina contra a

Leia mais

Anvisa Cria Normas e Grupos de Trabalho para Controlar “Canetas Emagrecedoras” e Combater Mercado Ilegal

Anvisa Define Diretrizes e Reforça Fiscalização sobre “Canetas Emagrecedoras” para Proteger Consumidores A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está intensificando seus esforços para regular e fiscalizar o uso das populares “canetas emagrecedoras”. A medida visa combater o crescente mercado ilegal desses medicamentos, que podem apresentar riscos significativos à saúde pública. A agência anunciou um plano de ação abrangente, incluindo a discussão de uma nova instrução normativa que estabelecerá procedimentos técnicos rigorosos para a manipulação e comercialização desses produtos. O objetivo é garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos injetáveis que se tornaram febre entre aqueles que buscam emagrecimento. O plano da Anvisa envolve a criação de grupos de trabalho e parcerias com conselhos profissionais para monitorar e avaliar a implementação de novas estratégias. A iniciativa busca alinhar ações regulatórias e de fiscalização, além de promover o uso consciente e seguro dessas substâncias. Conforme informação divulgada pela Anvisa, a nova norma abordará aspectos cruciais como importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). Nova Instrução Normativa Detalhará Procedimentos para “Canetas Emagrecedoras” A diretoria colegiada da Anvisa discutirá em breve uma proposta de instrução normativa focada na manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, amplamente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Essa nova regulamentação é parte de um conjunto de estratégias para coibir o comércio irregular e garantir a segurança dos pacientes. A instrução normativa definirá requisitos técnicos específicos para a importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos insumos farmacêuticos. A popularização dessas canetas, que contêm princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, impulsionou um mercado ilegal de versões manipuladas sem autorização, aumentando os riscos à saúde da população. Grupos de Trabalho e Parcerias para Fortalecer o Controle Sanitário Em resposta à necessidade de um controle sanitário mais eficaz, a Anvisa publicou portarias que instituíram dois grupos de trabalho. O primeiro GT, formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO), visa dar suporte à atuação da autarquia. Já o segundo grupo, criado pela Portaria 489/2026, acompanhará a implementação do plano de ação da Anvisa e proporá aprimoramentos. Adicionalmente, a Anvisa firmou uma carta de intenções com o CFM, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o CFF. O objetivo é promover o uso racional e seguro das “canetas emagrecedoras”, prevenindo riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares e zelando pela saúde da população brasileira. Anvisa Determina Apreensão e Proíbe Comercialização de Produtos Irregulares Na última quarta-feira (15), a Anvisa tomou medidas enérgicas ao determinar a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por uma empresa não identificada. A agência também proibiu a comercialização, distribuição, importação e uso desses produtos. Esses medicamentos, divulgados na internet como injetáveis de GLP-1 e conhecidos como “canetas emagrecedoras”, não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Em nota, a agência ressaltou que, por serem produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantia quanto ao

Leia mais

Fiocruz e Ministério das Cidades Unem Cultura e Saúde em Editais Inovadores para Periferias

Fiocruz e Ministério das Cidades impulsionam cultura nas periferias com novos editais A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério das Cidades anunciaram nesta sexta-feira (17), no Rio de Janeiro, o lançamento de dois editais inovadores. A iniciativa visa fortalecer o cenário cultural em territórios periféricos, promovendo a transformação social através da arte e da capacitação profissional. O anúncio ocorreu durante o evento “Cultura & Saúde – parceria que dá certo!”, parte das celebrações de 125 anos da Fiocruz. A colaboração entre as instituições reforça a visão de que a cultura é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento e o enfrentamento de desigualdades. A Fiocruz, com sua forte atuação em áreas periféricas, busca unir ciência e arte para promover qualidade de vida e combater o racismo e outras formas de opressão, reafirmando seu compromisso com a vida. Os editais buscam não apenas apoiar projetos existentes, mas também criar novas oportunidades de qualificação e expressão artística. Com foco nas periferias, a parceria promete expandir o alcance de políticas públicas e estimular a inovação social, conforme divulgado pelas instituições. Programa de Formação em Captação para Organizações de Periferias Um dos editais lançados é o Programa de Formação em Captação para Organizações de Periferias, sob coordenação da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades. O objetivo principal é oferecer qualificação especializada para gestores culturais que atuam em áreas periféricas. Essa formação visa aprimorar as habilidades de captação de recursos e gestão de projetos culturais. Segundo Marly Marques da Cruz, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, a iniciativa é fundamental para ampliar as possibilidades nas periferias e reconhecer a cultura como instrumento de transformação social. Ela destacou que a Fiocruz se dedica a construir projetos que combatam desigualdades, racismo e tudo que seja contrário à vida, pois “fazemos ciência para a vida”. Grafite Fiocruz 125 anos: Arte e Memória nos Muros da Fundação O segundo edital, intitulado Grafite Fiocruz 125 anos, selecionará sete propostas artísticas para intervenções visuais nos muros dos campi Manguinhos e Maré, no Rio de Janeiro. As obras deverão dialogar com a história da Fiocruz e com o tema da saúde pública, fortalecendo a memória institucional e a conexão com os territórios onde a fundação está inserida. Gustavo Amaral, representante da Fiotec, entidade patrocinadora, ressaltou que o projeto busca renovar o ambiente da Fundação e ampliar o diálogo com a sociedade. Ele acredita que a iniciativa trará “uma nova energia para o campus da Fundação” e promoverá “uma cultura de crítica social e de enfrentamento às desigualdades nas nossas comunidades”. A gestão cultural do projeto Grafite Fiocruz 125 anos é realizada pela Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SocultFio). Para Luis Fernando Donadio, diretor institucional da SocultFio, a integração entre cultura e saúde representa uma grande conquista e amplia o alcance das políticas públicas. Ele enfatizou que “produzir cultura é também produzir saúde na veia”. Periferias como Espaços de Inovação e Oportunidade Breno Lacet Lucena, representante do Ministério das Cidades, destacou o potencial das periferias como centros de

Leia mais

Instituições de Saúde do Brasil Unem Forças para Criar Diretrizes Essenciais de Pesquisa sobre Vapes e Cigarros Eletrônicos

Iniciativa inédita busca fortalecer a base científica para combater a ameaça dos vapes à saúde pública brasileira, especialmente entre jovens. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com outras renomadas instituições de pesquisa do país, estão desenvolvendo uma **carta conjunta com recomendações e orientações cruciais** para a realização de estudos sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), categoria que inclui os populares vapes e cigarros eletrônicos. Este documento inovador, que visa nortear futuras investigações, será formalmente endossado por figuras de liderança como o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, e a vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, além de representantes de diversas universidades e centros de pesquisa nacionais. A iniciativa surge após um seminário realizado no Rio de Janeiro, onde especialistas debateram a construção de uma agenda de pesquisa prioritária para o Brasil. O objetivo é **identificar lacunas no conhecimento e direcionar esforços científicos** para enfrentar um problema de saúde pública crescente. Conforme informação divulgada pelas instituições, o levantamento realizado entre 2019 e março de 2025 identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional, demonstrando a urgência de um aprofundamento coordenado. Mapeamento e Priorização de Estudos sobre DEFs O seminário, intitulado “Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil”, foi um marco para a organização do conhecimento existente. Os pesquisadores analisaram estudos que abordam desde os danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas relacionadas aos vapes. O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, ressaltou a importância do encontro como um **esforço coletivo para definir prioridades de pesquisa**. Ele enfatizou que o objetivo é fortalecer a base científica que subsidia as políticas públicas e ampliar a capacidade do país em responder a essa ameaça, que representa um sério risco à saúde da população, especialmente para as novas gerações. Respostas Científicas Rápidas e Coordenadas Ana Paula Natividade, pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), destacou que o encontro buscou **organizar o conhecimento científico atual e apontar caminhos para novas investigações**. Ela alertou que o avanço acelerado desses produtos e as estratégias da indústria do tabaco exigem respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas para proteger a saúde pública. A colaboração entre Inca, Fiocruz e outras instituições é fundamental para **gerar evidências robustas sobre os riscos dos vapes**. Essas evidências serão essenciais para a formulação de políticas públicas eficazes e para a conscientização da população sobre os perigos associados ao uso desses dispositivos eletrônicos.

Leia mais

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer Pesquisadores da Fundação do Câncer apontam que os bancos de dados oficiais sobre câncer de pele no Brasil apresentam falhas significativas. Essas lacunas de informação comprometem o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz da doença, que, somente em 2023, resultou em 5.588 óbitos em todo o país. A análise de dados de registros hospitalares e de mortalidade revelou carências importantes, especialmente em informações sobre raça/cor e escolaridade dos pacientes. Essas omissões dificultam a elaboração de políticas públicas mais assertivas e direcionadas para a prevenção e o combate ao câncer de pele. O epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo, destaca a relevância dessas informações em um país com alta incidência de radiação ultravioleta. Ele ressalta que dados mais completos poderiam otimizar ações de prevenção e auxiliar na detecção e tratamento precoces, contribuindo para a redução dos diagnósticos tardios. Lacunas de Informação Prejudicam Análises e Políticas Públicas Ao examinar dados de Registros Hospitalares de Câncer (RHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, a equipe identificou que mais de 36% dos casos carecem de informações sobre raça e cor da pele dos pacientes. Além disso, cerca de 26% dos registros não incluem dados sobre a escolaridade. Essas falhas são particularmente preocupantes em regiões como a Sudeste, que apresentou a maior porcentagem de falta de informações sobre raça/cor em casos de câncer de pele não melanoma (66,4%) e melanoma (68,7%). Essa incompletude, segundo Scaff, “limita análises mais precisas sobre desigualdades raciais.” No Centro-Oeste, a maior carência de dados foi observada em relação à escolaridade, com 74% de falta de informação para câncer não melanoma e 67% para o melanoma. A falta desses dados, conforme aponta a pesquisa da Fundação do Câncer, **dificulta a definição de políticas públicas eficazes** para a prevenção e o tratamento da doença no Brasil. Câncer de Pele: O Mais Comum no Brasil e Seus Riscos Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil. Os principais subtipos são o carcinoma basocelular e o espinocelular, enquanto o melanoma, embora mais raro, é mais agressivo e com maior potencial de disseminação. As projeções do Inca indicam que, entre 2026 e 2028, deverão ser registrados anualmente cerca de 263.282 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de melanoma. A região Sul é a que apresenta as mais elevadas taxas de mortalidade por melanoma, especialmente entre homens. A exposição à **radiação ultravioleta** é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. Pessoas de pele clara são mais suscetíveis, e o risco varia conforme a intensidade e o padrão de exposição solar. Histórico familiar, pintas atípicas, queimaduras solares na infância e adolescência, e fatores ocupacionais também aumentam o perigo. Exposição Solar e Outros Fatores de Risco para Câncer de Pele O epidemiologista Alfredo Scaff alerta que a percepção comum sobre os riscos do câncer de pele se limita à

Leia mais

Genéricos e Similares Veterinários: Governo Abre Consulta Pública para Nova Legislação e Impacto nas Compras e Prescrições

Governo lança consulta pública sobre medicamentos genéricos e similares veterinários, buscando aprimorar a legislação e beneficiar o mercado. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu uma consulta pública de 45 dias para a minuta da Portaria 1.590/2026. O objetivo é estabelecer um regulamento técnico para o registro de medicamentos genéricos e similares intercambiáveis de uso veterinário. Esta iniciativa visa coletar sugestões e esclarecimentos da sociedade para aprimorar o texto e garantir uma futura legislação mais eficaz e clara para o setor. As contribuições devem ser tecnicamente fundamentadas e enviadas pelo Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman) do Mapa. A consulta pública é uma etapa crucial para democratizar o processo de criação de normas, permitindo que especialistas, empresas e demais interessados contribuam para a formulação de regras que impactarão diretamente as compras governamentais e as prescrições veterinárias no país, conforme divulgado pelo Mapa. Definições Claras para Medicamentos Veterinários A minuta da portaria propõe distinções importantes entre os tipos de medicamentos veterinários. Um medicamento de referência é aquele já registrado no Mapa, com eficácia e segurança comprovadas. Já o medicamento genérico será identificado exclusivamente pela Denominação Comum Brasileira (DCB) do princípio ativo, sendo proibido o uso de nome comercial. O similar intercambiável, por sua vez, poderá ter nome comercial, mas deverá comprovar comparabilidade com um medicamento de referência. É vedado o uso da DCB ou Denominação Comum Internacional (DCI) como marca comercial para este tipo de produto. Esta clareza nas definições é fundamental para a segurança e a rastreabilidade dos produtos no mercado. Equivalência Terapêutica e Prioridade para Genéricos A comprovação da equivalência terapêutica será um pilar na nova regulamentação. Ela ocorrerá quando medicamentos equivalentes farmacêuticos apresentarem a mesma eficácia, segurança e período de carência, administrados na mesma dose e via. A validação desses estudos poderá ser feita por laboratórios reconhecidos pelo ministério. Um ponto de destaque é a obrigatoriedade do uso da denominação genérica (DCB ou DCI) em compras governamentais e prescrições veterinárias. Em condições de igualdade de preço, medicamentos genéricos terão preferência nas aquisições públicas. Nas prescrições, o acréscimo do nome comercial será opcional. Prazo para Adaptação e Rotulagem Específica Empresas que utilizam nomes comerciais contendo a DCB ou DCI, mas cujos produtos não são genéricos, terão um prazo de dois anos para alterar suas marcas após a publicação final da portaria. Essa medida visa evitar confusões no mercado e garantir a correta identificação dos medicamentos genéricos. Adicionalmente, o Mapa estabelece que todas as embalagens de medicamentos genéricos deverão conter a frase clara: “Medicamento genérico de uso veterinário”. Essa padronização facilitará a identificação pelo consumidor e profissionais. Exceções na Regulamentação É importante notar que a nova regulamentação proposta pela consulta pública não abrangerá todos os produtos de uso veterinário. Ficam de fora desta norma produtos biológicos, fitoterápicos, derivados do plasma e sangue, cosméticos veterinários, produtos para fins diagnósticos, radiofármacos e gases medicinais. A consulta pública segue aberta até 29 de maio, quando o Mapa consolidará as contribuições recebidas.

Leia mais

Pré-natal Integral: Indígenas e Mulheres com Pouca Escolaridade Enfrentam Barreiras no Brasil, Revela Estudo

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo No Brasil, a universalidade do pré-natal, fundamental para a saúde materna e infantil, ainda é um desafio. Embora quase todas as gestantes iniciem o acompanhamento, a continuidade e a completude das consultas são significativamente menores entre mulheres indígenas, com baixa escolaridade e residentes na Região Norte do país. Um estudo recente, divulgado pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel) em parceria com a Umane, revela que a cobertura das consultas de pré-natal cai consideravelmente ao longo da gestação para esses grupos. A pesquisa, baseada em dados de mais de 2,5 milhões de nascimentos em 2023, destaca a importância de políticas públicas voltadas para grupos em maior vulnerabilidade para garantir o direito à saúde para todas as gestantes. Conforme informação divulgada pelo estudo, o acesso integral ao pré-natal é um reflexo das desigualdades sociais no Brasil. Disparidades na Cobertura do Pré-natal A média de cobertura do pré-natal integral, que idealmente deve iniciar logo no início da gestação, apresenta grandes diferenças entre os perfis de mulheres. Enquanto a cobertura inicial é próxima de 99,4%, a taxa cai para 78,1% ao considerar a sétima consulta. Esse percentual é ainda menor para mulheres com menor escolaridade e para as indígenas. Gestantes com maior nível de educação formal alcançam 86,5% de cobertura completa. Em contrapartida, aquelas que tiveram menos acesso à educação formal chegam a apenas 44,2%. Essa é uma das principais barreiras identificadas pelo estudo. Mulheres Indígenas e a Baixa Escolaridade: Duplos Obstáculos Mulheres indígenas com baixa escolaridade acumulam dois fatores de vulnerabilidade: a origem étnico-racial e o menor número de anos de estudo formal. Apenas 19% delas conseguem realizar a quantidade recomendada de consultas de pré-natal. Em comparação, 88,7% das mulheres brancas com 12 anos ou mais de escolaridade completam o acompanhamento. A disparidade é gritante, evidenciando a exclusão de grupos minoritários no acesso à saúde. Ao analisar a finalização do acompanhamento, 51,5% das mulheres de povos originários conseguem concluir. Esse número é significativamente menor que o de mulheres brancas (84,3%), pretas (75,7%) e pardas (75,3%). O abandono do pré-natal entre indígenas chega a ser três vezes maior do que entre mulheres brancas. Impacto Regional e Idade das Gestantes A Região Norte do Brasil apresenta a menor taxa de pré-natal integralmente respeitado, com 63,3% das gestantes sendo plenamente atendidas. As regiões Nordeste (76,1%) e Centro-Oeste (77%) também mostram taxas inferiores às do Sudeste (81,5%) e Sul (85%). As gestantes adolescentes, com menos de 20 anos, também enfrentam desafios, com apenas 67,7% delas completando o pré-natal integralmente. Esse índice é inferior aos 82,6% observados em mulheres com mais de 35 anos, indicando a necessidade de políticas específicas para essa faixa etária. Recomendações e o Futuro do Pré-natal no Brasil Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo, enfatiza a necessidade de combater o racismo estrutural e a discriminação no acesso à saúde. Ela defende programas voltados para adolescentes e mulheres com menor escolaridade, focando na educação sexual e na

Leia mais

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!