Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Saúde e bem estar

Ebola: República Democrática do Congo confirma 71 novos casos e totaliza 452 infecções; OMS lança plano de resposta continental

República Democrática do Congo eleva o alerta com 71 novos casos de Ebola confirmados em 24 horas, elevando o total para 452 infecções e 82 mortes. A República Democrática do Congo registrou um aumento preocupante no número de casos confirmados de Ebola, com 71 novas infecções reportadas em apenas 24 horas, elevando o total para 452. Deste montante, 82 pessoas perderam a vida em decorrência da doença. As informações foram divulgadas pelo governo congolês e repercutidas pela agência Reuters. Este surto, causado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, é considerado um dos mais graves desde a descoberta da doença. Além do Congo, o vírus já se espalhou para Uganda, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Em resposta à crescente crise sanitária, a OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, sob a égide da União Africana, anunciaram um plano conjunto de resposta continental. A iniciativa visa arrecadar 518 milhões de dólares para fortalecer a capacidade de preparação, detecção e resposta em países africanos e parceiros, com duração prevista de junho de 2026 a novembro de 2026. Foco em resiliência e prevenção em países de risco Diante da ausência de vacinas ou tratamentos específicos para a cepa Bundibugyo do Ebola, o plano conjunto de resposta continental prioriza o aumento da resiliência dos sistemas de saúde. As medidas implementadas visam preparar os países para lidar com emergências sanitárias agudas, mesmo sem intervenções terapêuticas diretas contra o vírus. A execução dessas ações já teve início nas nações mais afetadas e naquelas consideradas sob maior risco de importação da doença. Expansão do risco para países vizinhos Além da República Democrática do Congo e Uganda, onde os casos já foram confirmados, outros dez países africanos estão sob observação e considerados de maior ameaça para a importação do vírus Ebola. Estes incluem Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo (Brazzaville) e Burundi. A vigilância intensificada e a preparação são cruciais para evitar a propagação do surto. Plano de contingência e investimento em saúde pública O plano de resposta continental, anunciado nesta sexta-feira (5), representa um esforço coordenado para combater o surto de Ebola. O montante de 518 milhões de dólares será direcionado para a implementação de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e resposta rápida. O objetivo é garantir que os sistemas de saúde africanos estejam mais preparados para futuras emergências, fortalecendo a capacidade de resposta a doenças infecciosas e protegendo a população. A colaboração entre a OMS e a União Africana, juntamente com o apoio financeiro internacional, é fundamental para o sucesso deste plano. A luta contra o Ebola exige um esforço conjunto e contínuo, com foco na segurança sanitária e no bem-estar das comunidades afetadas e em risco. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com atribuição ao governo da República Democrática do Congo.

Leia mais

Mercúrio em Gestantes Munduruku: 97% com níveis perigosos, bebês nascem contaminados e com risco neurológico

Mercúrio em gestantes e bebês Munduruku: um alerta grave para a saúde indígena na Amazônia Mulheres grávidas da Terra Indígena Munduruku, localizada na região do Médio Tapajós, no Pará, apresentam níveis de mercúrio no corpo alarmantemente elevados. A contaminação chega a ser quatro vezes e meio superior ao limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados preliminares do Estudo Longitudinal de Gestantes e Recém-Nascidos Indígenas Expostos ao Mercúrio na Amazônia, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), foram apresentados durante a Rio Nature & Climate Week. A pesquisa, coordenada por Paulo Basta, aponta para uma grave crise de saúde pública que afeta diretamente a população Munduruku, com repercussões que se estendem desde o período gestacional até os primeiros anos de vida dos bebês. Conforme informação divulgada pela Fiocruz. 97% das gestantes Munduruku com mercúrio acima do limite seguro O estudo monitorou 195 mulheres, e os resultados são preocupantes: 97% delas apresentaram níveis de mercúrio no corpo acima do limite seguro. A média encontrada foi de 9,1 microgramas do metal para cada grama de cabelo (µg/g), enquanto o limite seguro estabelecido pela OMS é de 2 µg/g. Em um caso extremo, uma mulher registrou 39,9 µg/g, o que representa 20 vezes o valor tolerável. Bebês nascem contaminados e em risco de problemas neurológicos Dos 134 bebês já nascidos entre as mulheres monitoradas, cerca de 90% nascem contaminados pelo mercúrio. O metal tóxico atravessa a placenta, afetando o desenvolvimento fetal. A média de contaminação nos bebês é de 5,8 µg/g, três vezes acima do limite seguro. Um caso extremo registrou 30,8 µg/g, 15 vezes o nível seguro. Paulo Basta explica que a exposição ao mercúrio durante a gestação pode causar retardo nos marcos do neurodesenvolvimento. O mercúrio é uma neurotoxina que afeta o sistema nervoso central, e as lesões causadas são irreversíveis. O pesquisador cita o aumento de crianças nascendo com doenças neurológicas raras, síndromes e anomalias congênitas, todas com suspeita de relação com a contaminação por mercúrio. Garimpo ilegal como principal causa da contaminação A contaminação por mercúrio na Terra Indígena Munduruku está diretamente ligada ao garimpo ilegal de ouro, uma atividade que assola a região há décadas. O mercúrio é utilizado no processo de separação do ouro da terra, contaminando rios e a cadeia alimentar. A principal via de contaminação para os indígenas é o consumo de peixes contaminados, que compõem a base de sua dieta. Alessandra Korap Munduruku, liderança da comunidade, relata a revolta e o desespero das mulheres ao receberem os primeiros resultados em 2022. “Estávamos doentes, mas sem exames, não sabíamos o que estava acontecendo. Quando tivemos os resultados, fizemos uma reunião e as mulheres estavam bem revoltadas. Perguntavam se deveriam interromper a gravidez porque o útero estaria contaminado e o leite materno também poderia contaminar os filhos”, conta. “Nossa principal fonte de alimento é o peixe e não há como fugir disso. Para quem mora na cidade é muito fácil. Vão nas prateleiras, compram frango e carne, tem outras opções.

Leia mais

Anvisa Alerta: Lotes de Medicamentos Cruciais para Hipertensão e Câncer Têm Venda Suspensa; Veja Quais São

Anvisa Suspende Lotes de Medicamentos Vitais para Hipertensão e Câncer de Mama A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão da venda, distribuição e consumo de importantes medicamentos. A medida abrange produtos utilizados no controle da pressão arterial e no tratamento de câncer de mama, impactando diretamente pacientes que dependem dessas terapias. A decisão foi oficializada por meio da Resolução 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União. Um dos medicamentos afetados é o Halaven (mesilato de eribulina), um tratamento para câncer fabricado pela United Medical Ltda. O lote específico em questão, 148386, foi recolhido voluntariamente pela empresa devido a um desvio de qualidade. Constatou-se que o teor do princípio ativo estava abaixo do especificado, o que poderia comprometer a eficácia do tratamento oncológico. Outro medicamento sob suspensão é o maleato de enalapril, amplamente utilizado no combate à hipertensão e à insuficiência cardíaca, produzido pela Hipolabor Farmacêutica Ltda. Neste caso, a Anvisa identificou um erro nas embalagens. As caixas do medicamento, que deveria conter 20 mg, apresentavam equivocadamente a indicação de 10 mg na descrição da composição. Essa falha pode gerar confusão e risco para os pacientes. Medicamentos Afetados e Lotes Suspensos Para o Halaven (mesilato de eribulina), o lote 148386 foi suspenso. Já o maleato de enalapril 20 mg, da Hipolabor, tem os seguintes lotes sob proibição: 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M. A Anvisa determinou o recolhimento imediato desses produtos do mercado. Orientações para Pacientes e Profissionais de Saúde Diante da suspensão, a Anvisa orienta que os pacientes que possuam esses medicamentos em casa interrompam imediatamente o uso. É fundamental buscar orientação médica ou farmacêutica para entender como proceder e, se necessário, obter a substituição do medicamento. O contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas fabricantes, United Medical Ltda e Hipolabor Farmacêutica Ltda, também é recomendado para esclarecimentos. Outras Proibições da Anvisa Além dos medicamentos para hipertensão e câncer, a Anvisa também suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A, após apresentar resultado insatisfatório em inspeção de qualidade. Outra medida importante foi a apreensão de todos os lotes das Cápsulas de óleo de pequi, da R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda, pois o produto não possui registro e a fabricante não tem autorização de funcionamento. A comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso deste último foram proibidos. As ações da Anvisa visam garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos disponíveis à população, reforçando a importância da fiscalização e do controle sanitário sobre produtos de uso contínuo e terapêutico.

Leia mais

Febre Amarela: Estado de São Paulo registra quinta morte em 2026, homem de 54 anos em Lençóis Paulista não vacinado

Febre Amarela: São Paulo confirma quinta morte em 2026 e alerta para vacinação O governo do estado de São Paulo confirmou o quinto óbito causado pela febre amarela em 2026. A vítima mais recente é um homem de 54 anos, morador de Lençóis Paulista, na região de Bauru, que não possuía histórico de vacinação contra a doença. O caso foi oficializado nesta segunda-feira, 1º de abril. Este triste ocorrido eleva para dez o número de casos confirmados de febre amarela em São Paulo neste ano. Desses, cinco resultaram em morte, concentrados na região do Vale do Paraíba. Outro caso foi registrado em Sorocaba, sem óbito, e o mais recente em Bauru, que culminou na morte do paciente. É crucial ressaltar que, em todas as dez ocorrências da doença em 2026 no estado, nenhum dos pacientes havia sido vacinado. Essa informação, divulgada pelo governo estadual, reforça a eficácia da imunização como principal medida preventiva. Vacinação gratuita e essencial contra a febre amarela A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, enfatizou a disponibilidade da vacina contra a febre amarela. “A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde”, afirmou Lang. Ela aconselha que pessoas que ainda não se vacinaram procurem a unidade mais próxima, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus. Proteção antecipada: o tempo é crucial A recomendação é que a vacina seja administrada pelo menos dez dias antes de qualquer exposição ao risco. A imunização é considerada essencial para toda a população e pode ser acessada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Não é necessário aguardar o surgimento de novos casos para buscar a proteção. “A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus. A orientação é que a população verifique a carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes”, reforçou a diretora do CVE-SP, destacando a importância da proatividade. Sintomas e transmissão da febre amarela Os primeiros sinais da febre amarela incluem um quadro de febre de início súbito, acompanhado por calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, além de náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo vírus. Existem dois ciclos de transmissão: o silvestre, onde os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os vetores principais e primatas não humanos podem ser infectados, e o urbano, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Leia mais

Adeus, PMMA: Conselho de Medicina Proíbe Uso de Substância Injetável na Pele e Alerta para Riscos Graves

Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos e reparadores na pele O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou uma medida drástica para coibir os riscos associados ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em preenchimentos na pele. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor nesta terça-feira (2) e proíbe a aplicação injetável do produto por médicos, com o objetivo de garantir a segurança da população. A decisão surge após a constatação de uma série de complicações graves, que vão desde reações inflamatórias crônicas, formação de granulomas e migração do material, até consequências severas como deformações, necrose, perda de partes do corpo, infecções e, em casos extremos, a morte. Essas sequelas foram apontadas pelo CFM como justificativa para a proibição do PMMA como substância de preenchimento. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, enfatizou a importância da medida como um ato ético fundamental para a proteção dos pacientes. A resolução se concentra no ato médico, não estabelecendo regras para outras profissões, conforme esclareceu a relatora da norma, Graziela Bonin. Conforme informação divulgada pelo CFM, a partir de agora, qualquer uso do PMMA e sua publicidade configurarão infração ética, independentemente de causar dano ou de haver denúncia formal. O que é o PMMA e seus Perigos Ocultos O PMMA, um material plástico transparente, quando utilizado em procedimentos estéticos injetáveis, apresenta-se como um gel com microesferas, funcionando como um preenchedor de efeito definitivo. No entanto, sociedades médicas como a de Cirurgia Plástica e a de Dermatologia alertam que o produto desencadeia uma reação inflamatória crônica. Essa inflamação persistente, segundo a relatora Graziela Bonin, pode levar, ao longo do tempo, à formação de granulomas, migração do material para outras áreas do corpo e até mesmo ao desenvolvimento de hipercalcemia e doença renal crônica. O risco é diretamente proporcional ao volume injetado, tornando procedimentos corporais particularmente perigosos. A remoção do PMMA do corpo, quando ocorrem complicações, é descrita como um processo extremamente difícil e mutilante. Em muitos casos, exige a retirada de vastas áreas de tecido saudável, como gordura subcutânea e músculos, resultando em mutilações significativas nos pacientes. Alternativas como o uso de imunossupressores potentes podem ser necessárias, mas implicam em tratamento contínuo e para a vida toda. Exceção Terapêutica: Lipodistrofia em Pacientes com HIV/Aids A resolução do CFM prevê uma única exceção para o uso do PMMA como preenchimento: o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, condição frequentemente associada ao uso de antirretrovirais. Esta técnica, incorporada pelo Ministério da Saúde em 2004, será autorizada apenas em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS, seguindo protocolos clínicos específicos. CFM Pede Banimento Total à Anvisa, que Mantém Posição Em janeiro de 2025, o CFM já havia solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o banimento total da comercialização do PMMA como preenchedor. A motivação eram mortes atribuídas ao uso do produto por profissionais não médicos. Na época, a Anvisa respondeu que não via necessidade de intervenção, considerando o produto seguro quando usado dentro das regras aprovadas.

Leia mais

Vapes Disfarçados: Tecnologia Oculta Cigarros Eletrônicos, Aumentando o Risco de Câncer e Dependência em Jovens

Vapes disfarçados se tornam nova ameaça à saúde pública, especialmente para jovens O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, traz um alerta preocupante sobre a crescente popularidade dos cigarros eletrônicos, os chamados vapes, entre os jovens. Novas tecnologias e designs inovadores estão camuflando esses dispositivos, tornando-os mais atraentes e de difícil identificação, o que representa um sério desafio para as políticas de saúde pública no Brasil. Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, destaca que esses avanços tecnológicos, embora pareçam modernos, mascaram um perigo real. A estratégia da indústria visa seduzir uma nova geração para a dependência da nicotina, revertendo anos de progresso no controle do tabagismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça essa preocupação com o tema da campanha deste ano: “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A proibição da comercialização de vapes pela Anvisa desde 2009 não tem sido suficiente para conter seu uso, que se expande rapidamente por meio de redes sociais e comércio informal. A tecnologia a serviço do vício: disfarces imperceptíveis Os cigarros eletrônicos proibidos no Brasil ganham novas formas para se tornarem quase indetectáveis. Muitos desses dispositivos não possuem cheiro, ou utilizam aromatizantes que despistam os mais desatentos. O vapor inalado, muitas vezes, passa despercebido, facilitando o início do vício precocemente. A inovação vai além: surgem os chamados “dispositivos disfarçados”. Estes aparelhos se integram ao cotidiano de forma sutil, aparecendo em acessórios e objetos comuns. Um exemplo alarmante são os vaporizer hoodies, moletons com vaporizadores embutidos no tecido, onde o bocal fica escondido na ponta do cordão do capuz. Maltoni critica essa abordagem, classificando-a como uma tática antiética para viciar jovens. “De uma maneira totalmente articulada, e muito mal articulada do ponto de vista da ética, criam até casaco com bocal escondido para a pessoa fumar”, lamenta. A intenção é clara: permitir o uso discreto em locais públicos, como metrô ou escolas, para atrair e manter os jovens dependentes. Crescimento alarmante e o risco de retrocesso nas políticas de saúde A facilidade de acesso é gritante. Dados da Receita Federal revelam a apreensão de mais de 238 mil unidades de cigarros eletrônicos entre janeiro e fevereiro de 2026, o que equivale a uma média de mais de 4 mil dispositivos por dia. Essa realidade compromete décadas de avanços no controle do tabaco no Brasil, que já foi referência mundial. “O que estamos vendo agora é um risco real de retrocesso, agora embalado em tecnologia e integrado ao cotidiano dos jovens”, alerta Maltoni. A Fundação do Câncer intensifica sua campanha “Spoiler: ele não te ama”, utilizando um filme que compara o vício em vapes a um relacionamento abusivo, buscando conscientizar a juventude sobre os perigos reais por trás do apelo da indústria. Dependência digital e química: a nova fronteira do vício Os novos vapes incorporam tecnologia de ponta, com telas sensíveis ao toque, jogos, música e sistemas de mensagens, alinhados aos hábitos digitais dos jovens. Alguns dispositivos possuem mecanismos que reagem quando o uso é

Leia mais

Homem com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite meningocócica, mas investigação para o vírus Ebola continua

Suspeita de Ebola em SP: Homem testa positivo para meningite, mas alerta para o vírus persiste Um paciente internado em São Paulo com sintomas que levantaram a suspeita de **Ebola** recebeu um diagnóstico inicial para **meningite meningocócica**. O homem, de 37 anos, apresentava febre intensa após retornar de viagem recente à República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença viral. Ele está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência estadual para esses casos. A confirmação da meningite meningocócica veio após um exame de sangue PCR. No entanto, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que a **suspeita de Ebola ainda segue em investigação**. Novas análises laboratoriais e genômicas serão realizadas para descartar ou confirmar a presença do vírus Ebola. O caso acendeu um alerta em São Paulo, seguindo os protocolos estabelecidos para doenças infecciosas graves. A agilidade na comunicação e nos exames é fundamental para o controle de possíveis surtos. Conforme informado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o diagnóstico diferencial para o Ebola está a cargo do Instituto Adolfo Lutz. Investigação de Ebola segue em andamento em São Paulo Apesar do diagnóstico positivo para meningite meningocócica, a equipe médica e a vigilância epidemiológica mantêm a cautela em relação à **suspeita de Ebola**. O paciente, que esteve na República Democrática do Congo, é monitorado de perto. A investigação para o vírus Ebola envolve a realização de exames laboratoriais e genômicos mais aprofundados, visando um diagnóstico definitivo. Protocolo de segurança é seguido rigorosamente O estado de São Paulo possui um protocolo claro para o manejo de casos suspeitos de doenças como o Ebola. Ao chegar ao Brasil e apresentar sintomas como febre alta, o paciente foi imediatamente encaminhado para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde está em **isolamento total**. A vigilância epidemiológica municipal e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) foram comunicados prontamente. Entenda a meningite meningocócica e a suspeita de Ebola A **meningite meningocócica** é uma infecção bacteriana grave que afeta as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Já o **Ebola** é um vírus que causa uma doença hemorrágica grave e muitas vezes fatal. A semelhança em alguns sintomas iniciais, como a febre alta, exige uma investigação cuidadosa para diferenciar as duas condições e garantir o tratamento adequado e o controle de possíveis contaminações. Próximos passos na investigação do caso O paciente continuará em observação e sob monitoramento rigoroso. As **análises laboratoriais e genômicas** em andamento são cruciais para determinar se há, de fato, a presença do vírus Ebola. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo reforça a importância do acompanhamento e da divulgação de informações precisas sobre o caso, mantendo a população informada sobre os desdobramentos da investigação.

Leia mais

INCA Alerta: Cigarros com Sabor e Vapes Viram Armadilha da Nicotina para Jovens Brasileiros

INCA Expõe Estratégias da Indústria da Nicotina para Atrair Jovens com Sabores e Aromas em Cigarros e Vapes O Brasil enfrenta um novo desafio no combate ao tabagismo, que vai além do cigarro tradicional. A luta agora é contra a expansão da “indústria da nicotina”, que utiliza produtos com sabores, aromas e tecnologias avançadas para atrair adolescentes e jovens. Essa preocupação foi destacada pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco. Roberto Gil ressaltou a necessidade de combater a desinformação, lembrando que um produto que mata metade de seus usuários não deveria existir. A campanha deste ano, com o tema “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”, foca nas táticas usadas pela indústria para capturar novos consumidores, especialmente os mais jovens. A Secretaria-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva, alertou para a transição global de cigarros para produtos com nicotina sintética, sais de nicotina e dispositivos eletrônicos, que aumentam a atratividade para futuras gerações se tornarem dependentes. Conforme dados da Opas, milhões de adolescentes nas Américas já consomem tabaco e cigarros eletrônicos, com projeções de gastos bilionários para o Brasil com doenças relacionadas ao fumo. Cigarros Aromatizados e Dispositivos Eletrônicos: A Nova Fronteira da Dependência O Ministério da Saúde tem emitido alertas sobre o uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como vapes e pods. Esses produtos adicionam sabores doces, refrescantes, cheiros e cores, tornando a iniciação ao tabaco mais “atrativa e palatável”, especialmente para o público jovem. A facilidade de acesso e a percepção de menor risco contribuem para a disseminação desses itens entre adolescentes e adultos jovens. A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, enfatizou que “não há dispositivo eletrônico para fumar seguro”. Ela destacou que essa fase da vida, marcada pela construção de identidade e pertencimento social, torna os jovens mais vulneráveis à experimentação e à influência das redes sociais, onde esses produtos são frequentemente promovidos. Regulamentação e Desafios Legais Contra Aditivos Aromatizantes Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu aditivos que conferem sabor, aroma, cores ou aumentam a palatabilidade em produtos de tabaco, através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012. O objetivo é reduzir o apelo desses produtos. No entanto, a indústria fumageira contesta a legalidade dessa norma em instâncias judiciais, argumentando que a proibição inviabilizaria a produção nacional. Um estudo recente publicado pela revista científica Tobacco Control, lançado pelo INCA, refuta esse argumento. Pesquisadores analisaram dados da própria Anvisa e constataram que cerca de metade das marcas de cigarros manufaturados registradas no Brasil em 2025 não utilizava os aditivos vetados. “O que a gente tá mostrando é que há viabilidade logística, e há viabilidade de produção, o que não há é interesse mercadológico das indústrias de tabaco de colocar um produto que não tem esses aromas e sabores

Leia mais

Alerta em SP: Homem de 37 anos com sintomas de Ebola é internado em hospital de referência; investigação em andamento

São Paulo investiga possível caso de Ebola em homem de 37 anos com febre alta e sintomas graves Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com sintomas que levantam suspeitas de Ebola. O diagnóstico definitivo ainda está em andamento, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) confirmou que medidas de contingência foram imediatamente acionadas. O paciente apresentou febre intensa e outros sinais compatíveis com a doença após uma recente viagem ao seu país de origem, onde ocorre um surto de Ebola classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional. As autoridades de saúde seguem protocolos rigorosos para investigar o caso e evitar qualquer risco de disseminação. A rápida ação visa garantir a segurança da população, com o paciente isolado e sob observação médica intensiva. A investigação epidemiológica e laboratorial está a cargo de equipes especializadas para determinar a causa dos sintomas. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Protocolos de Segurança e Investigação em Curso Ao chegar em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com febre alta e exames inconclusivos para malária, o paciente foi transferido para o Emílio Ribas. Lá, ele apresentou um quadro de saúde grave, incluindo diarreia, desorientação e rápida piora clínica, necessitando de intubação. A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) são os responsáveis pela análise detalhada do caso suspeito de Ebola. Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da CCD, enfatizou que todas as medidas previstas em plano de contingência foram adotadas. “O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, explicou. O Instituto Adolfo Lutz é a unidade de referência para a investigação laboratorial e o diagnóstico diferencial. Risco de Introdução da Doença Considerado Baixo Apesar da gravidade do caso suspeito, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avalia o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul como muito baixo. Fatores como a ausência histórica de transmissão autóctone na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e o continente, e a forma de transmissão do Ebola, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas, contribuem para essa avaliação. A transmissão do Ebola ocorre somente após o início dos sintomas, que incluem febre alta, dores intensas de cabeça e musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias. Tratamentos e Vacinas em Desenvolvimento Atualmente, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto na República Democrática do Congo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não apresentam eficácia comprovada para esta variante. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou recentemente que tratamentos e vacinas contra

Leia mais

Ypê: Anvisa libera fábrica de detergentes e lava-roupas após correções, mas alerta sobre lotes específicos

Anvisa autoriza retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo e libera comercialização de produtos feitos a partir de 1º de abril A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a liberação da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, interior de São Paulo. A decisão foi tomada após a constatação de que a empresa, Quimica Amparo, implementou correções significativas nas falhas sanitárias identificadas em inspeções anteriores. Com a liberação, a fábrica pode operar imediatamente, e os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 voltam a ser comercializados e utilizados normalmente. A Anvisa, no entanto, reforça a necessidade de atenção a lotes específicos que ainda permanecem suspensos. A medida representa um avanço importante para a marca Ypê, que enfrentou restrições em sua produção. A agência sanitária continuará o monitoramento para garantir a manutenção das boas práticas. A informação foi divulgada pela Anvisa. Mudanças e Garantias Sanitárias na Fábrica da Ypê A Quimica Amparo apresentou um plano detalhado para atender às 76 exigências sanitárias apontadas pela Anvisa em uma inspeção realizada em abril deste ano. Entre as melhorias implementadas, destacam-se o aprimoramento dos processos de fabricação, o reforço no rastreamento dos produtos e um controle de qualidade mais rigoroso, além de um monitoramento mais eficaz de potenciais riscos sanitários. O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou em nota que a fábrica da Ypê agora reúne as condições necessárias para operar com segurança, assegurando a disponibilização de produtos sem riscos à saúde da população brasileira. A agência, contudo, manterá um acompanhamento contínuo das ações corretivas adotadas pela empresa. Produtos Liberados e Restrições que Persistem A liberação da fábrica da Ypê permite que produtos como lava-roupas líquidos, detergentes para louças líquidos e desinfetantes, produzidos a partir de 1º de abril de 2026, retornem ao mercado. Essa decisão traz alívio para consumidores e para a própria empresa, que poderá retomar a produção e comercialização desses itens essenciais. Apesar da boa notícia, a Anvisa esclarece que uma parte dos produtos da marca Ypê continua com a comercialização e o uso suspensos. A restrição se aplica a todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes cujos lotes terminam com o número “1”. Para esses produtos suspensos, a recomendação da Anvisa é que permaneçam armazenados em local seguro e não sejam descartados. Sua liberação para o mercado dependerá da apresentação, pela empresa, de laudos de laboratórios autorizados pela agência sanitária, que atestem a segurança dos lotes. Entenda o Caso: Da Suspensão à Liberação Gradual A crise sanitária envolvendo a Ypê teve início em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos. A medida foi motivada pela identificação de falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo, que incluíam 76 irregularidades sanitárias e apontavam para um risco de contaminação microbiológica. A situação ganhou ainda mais atenção devido a um episódio anterior, registrado em novembro de 2025, quando a empresa já havia enfrentado uma contaminação microbiológica. Naquela ocasião, a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada

Leia mais

Ebola: República Democrática do Congo confirma 71 novos casos e totaliza 452 infecções; OMS lança plano de resposta continental

República Democrática do Congo eleva o alerta com 71 novos casos de Ebola confirmados em 24 horas, elevando o total para 452 infecções e 82 mortes. A República Democrática do Congo registrou um aumento preocupante no número de casos confirmados de Ebola, com 71 novas infecções reportadas em apenas 24 horas, elevando o total para 452. Deste montante, 82 pessoas perderam a vida em decorrência da doença. As informações foram divulgadas pelo governo congolês e repercutidas pela agência Reuters. Este surto, causado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, é considerado um dos mais graves desde a descoberta da doença. Além do Congo, o vírus já se espalhou para Uganda, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Em resposta à crescente crise sanitária, a OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, sob a égide da União Africana, anunciaram um plano conjunto de resposta continental. A iniciativa visa arrecadar 518 milhões de dólares para fortalecer a capacidade de preparação, detecção e resposta em países africanos e parceiros, com duração prevista de junho de 2026 a novembro de 2026. Foco em resiliência e prevenção em países de risco Diante da ausência de vacinas ou tratamentos específicos para a cepa Bundibugyo do Ebola, o plano conjunto de resposta continental prioriza o aumento da resiliência dos sistemas de saúde. As medidas implementadas visam preparar os países para lidar com emergências sanitárias agudas, mesmo sem intervenções terapêuticas diretas contra o vírus. A execução dessas ações já teve início nas nações mais afetadas e naquelas consideradas sob maior risco de importação da doença. Expansão do risco para países vizinhos Além da República Democrática do Congo e Uganda, onde os casos já foram confirmados, outros dez países africanos estão sob observação e considerados de maior ameaça para a importação do vírus Ebola. Estes incluem Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo (Brazzaville) e Burundi. A vigilância intensificada e a preparação são cruciais para evitar a propagação do surto. Plano de contingência e investimento em saúde pública O plano de resposta continental, anunciado nesta sexta-feira (5), representa um esforço coordenado para combater o surto de Ebola. O montante de 518 milhões de dólares será direcionado para a implementação de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e resposta rápida. O objetivo é garantir que os sistemas de saúde africanos estejam mais preparados para futuras emergências, fortalecendo a capacidade de resposta a doenças infecciosas e protegendo a população. A colaboração entre a OMS e a União Africana, juntamente com o apoio financeiro internacional, é fundamental para o sucesso deste plano. A luta contra o Ebola exige um esforço conjunto e contínuo, com foco na segurança sanitária e no bem-estar das comunidades afetadas e em risco. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com atribuição ao governo da República Democrática do Congo.

Leia mais

Mercúrio em Gestantes Munduruku: 97% com níveis perigosos, bebês nascem contaminados e com risco neurológico

Mercúrio em gestantes e bebês Munduruku: um alerta grave para a saúde indígena na Amazônia Mulheres grávidas da Terra Indígena Munduruku, localizada na região do Médio Tapajós, no Pará, apresentam níveis de mercúrio no corpo alarmantemente elevados. A contaminação chega a ser quatro vezes e meio superior ao limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados preliminares do Estudo Longitudinal de Gestantes e Recém-Nascidos Indígenas Expostos ao Mercúrio na Amazônia, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), foram apresentados durante a Rio Nature & Climate Week. A pesquisa, coordenada por Paulo Basta, aponta para uma grave crise de saúde pública que afeta diretamente a população Munduruku, com repercussões que se estendem desde o período gestacional até os primeiros anos de vida dos bebês. Conforme informação divulgada pela Fiocruz. 97% das gestantes Munduruku com mercúrio acima do limite seguro O estudo monitorou 195 mulheres, e os resultados são preocupantes: 97% delas apresentaram níveis de mercúrio no corpo acima do limite seguro. A média encontrada foi de 9,1 microgramas do metal para cada grama de cabelo (µg/g), enquanto o limite seguro estabelecido pela OMS é de 2 µg/g. Em um caso extremo, uma mulher registrou 39,9 µg/g, o que representa 20 vezes o valor tolerável. Bebês nascem contaminados e em risco de problemas neurológicos Dos 134 bebês já nascidos entre as mulheres monitoradas, cerca de 90% nascem contaminados pelo mercúrio. O metal tóxico atravessa a placenta, afetando o desenvolvimento fetal. A média de contaminação nos bebês é de 5,8 µg/g, três vezes acima do limite seguro. Um caso extremo registrou 30,8 µg/g, 15 vezes o nível seguro. Paulo Basta explica que a exposição ao mercúrio durante a gestação pode causar retardo nos marcos do neurodesenvolvimento. O mercúrio é uma neurotoxina que afeta o sistema nervoso central, e as lesões causadas são irreversíveis. O pesquisador cita o aumento de crianças nascendo com doenças neurológicas raras, síndromes e anomalias congênitas, todas com suspeita de relação com a contaminação por mercúrio. Garimpo ilegal como principal causa da contaminação A contaminação por mercúrio na Terra Indígena Munduruku está diretamente ligada ao garimpo ilegal de ouro, uma atividade que assola a região há décadas. O mercúrio é utilizado no processo de separação do ouro da terra, contaminando rios e a cadeia alimentar. A principal via de contaminação para os indígenas é o consumo de peixes contaminados, que compõem a base de sua dieta. Alessandra Korap Munduruku, liderança da comunidade, relata a revolta e o desespero das mulheres ao receberem os primeiros resultados em 2022. “Estávamos doentes, mas sem exames, não sabíamos o que estava acontecendo. Quando tivemos os resultados, fizemos uma reunião e as mulheres estavam bem revoltadas. Perguntavam se deveriam interromper a gravidez porque o útero estaria contaminado e o leite materno também poderia contaminar os filhos”, conta. “Nossa principal fonte de alimento é o peixe e não há como fugir disso. Para quem mora na cidade é muito fácil. Vão nas prateleiras, compram frango e carne, tem outras opções.

Leia mais

Anvisa Alerta: Lotes de Medicamentos Cruciais para Hipertensão e Câncer Têm Venda Suspensa; Veja Quais São

Anvisa Suspende Lotes de Medicamentos Vitais para Hipertensão e Câncer de Mama A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão da venda, distribuição e consumo de importantes medicamentos. A medida abrange produtos utilizados no controle da pressão arterial e no tratamento de câncer de mama, impactando diretamente pacientes que dependem dessas terapias. A decisão foi oficializada por meio da Resolução 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União. Um dos medicamentos afetados é o Halaven (mesilato de eribulina), um tratamento para câncer fabricado pela United Medical Ltda. O lote específico em questão, 148386, foi recolhido voluntariamente pela empresa devido a um desvio de qualidade. Constatou-se que o teor do princípio ativo estava abaixo do especificado, o que poderia comprometer a eficácia do tratamento oncológico. Outro medicamento sob suspensão é o maleato de enalapril, amplamente utilizado no combate à hipertensão e à insuficiência cardíaca, produzido pela Hipolabor Farmacêutica Ltda. Neste caso, a Anvisa identificou um erro nas embalagens. As caixas do medicamento, que deveria conter 20 mg, apresentavam equivocadamente a indicação de 10 mg na descrição da composição. Essa falha pode gerar confusão e risco para os pacientes. Medicamentos Afetados e Lotes Suspensos Para o Halaven (mesilato de eribulina), o lote 148386 foi suspenso. Já o maleato de enalapril 20 mg, da Hipolabor, tem os seguintes lotes sob proibição: 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M. A Anvisa determinou o recolhimento imediato desses produtos do mercado. Orientações para Pacientes e Profissionais de Saúde Diante da suspensão, a Anvisa orienta que os pacientes que possuam esses medicamentos em casa interrompam imediatamente o uso. É fundamental buscar orientação médica ou farmacêutica para entender como proceder e, se necessário, obter a substituição do medicamento. O contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas fabricantes, United Medical Ltda e Hipolabor Farmacêutica Ltda, também é recomendado para esclarecimentos. Outras Proibições da Anvisa Além dos medicamentos para hipertensão e câncer, a Anvisa também suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A, após apresentar resultado insatisfatório em inspeção de qualidade. Outra medida importante foi a apreensão de todos os lotes das Cápsulas de óleo de pequi, da R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda, pois o produto não possui registro e a fabricante não tem autorização de funcionamento. A comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso deste último foram proibidos. As ações da Anvisa visam garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos disponíveis à população, reforçando a importância da fiscalização e do controle sanitário sobre produtos de uso contínuo e terapêutico.

Leia mais

Febre Amarela: Estado de São Paulo registra quinta morte em 2026, homem de 54 anos em Lençóis Paulista não vacinado

Febre Amarela: São Paulo confirma quinta morte em 2026 e alerta para vacinação O governo do estado de São Paulo confirmou o quinto óbito causado pela febre amarela em 2026. A vítima mais recente é um homem de 54 anos, morador de Lençóis Paulista, na região de Bauru, que não possuía histórico de vacinação contra a doença. O caso foi oficializado nesta segunda-feira, 1º de abril. Este triste ocorrido eleva para dez o número de casos confirmados de febre amarela em São Paulo neste ano. Desses, cinco resultaram em morte, concentrados na região do Vale do Paraíba. Outro caso foi registrado em Sorocaba, sem óbito, e o mais recente em Bauru, que culminou na morte do paciente. É crucial ressaltar que, em todas as dez ocorrências da doença em 2026 no estado, nenhum dos pacientes havia sido vacinado. Essa informação, divulgada pelo governo estadual, reforça a eficácia da imunização como principal medida preventiva. Vacinação gratuita e essencial contra a febre amarela A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, enfatizou a disponibilidade da vacina contra a febre amarela. “A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde”, afirmou Lang. Ela aconselha que pessoas que ainda não se vacinaram procurem a unidade mais próxima, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus. Proteção antecipada: o tempo é crucial A recomendação é que a vacina seja administrada pelo menos dez dias antes de qualquer exposição ao risco. A imunização é considerada essencial para toda a população e pode ser acessada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Não é necessário aguardar o surgimento de novos casos para buscar a proteção. “A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus. A orientação é que a população verifique a carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes”, reforçou a diretora do CVE-SP, destacando a importância da proatividade. Sintomas e transmissão da febre amarela Os primeiros sinais da febre amarela incluem um quadro de febre de início súbito, acompanhado por calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, além de náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo vírus. Existem dois ciclos de transmissão: o silvestre, onde os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os vetores principais e primatas não humanos podem ser infectados, e o urbano, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Leia mais

Adeus, PMMA: Conselho de Medicina Proíbe Uso de Substância Injetável na Pele e Alerta para Riscos Graves

Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos e reparadores na pele O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou uma medida drástica para coibir os riscos associados ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em preenchimentos na pele. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor nesta terça-feira (2) e proíbe a aplicação injetável do produto por médicos, com o objetivo de garantir a segurança da população. A decisão surge após a constatação de uma série de complicações graves, que vão desde reações inflamatórias crônicas, formação de granulomas e migração do material, até consequências severas como deformações, necrose, perda de partes do corpo, infecções e, em casos extremos, a morte. Essas sequelas foram apontadas pelo CFM como justificativa para a proibição do PMMA como substância de preenchimento. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, enfatizou a importância da medida como um ato ético fundamental para a proteção dos pacientes. A resolução se concentra no ato médico, não estabelecendo regras para outras profissões, conforme esclareceu a relatora da norma, Graziela Bonin. Conforme informação divulgada pelo CFM, a partir de agora, qualquer uso do PMMA e sua publicidade configurarão infração ética, independentemente de causar dano ou de haver denúncia formal. O que é o PMMA e seus Perigos Ocultos O PMMA, um material plástico transparente, quando utilizado em procedimentos estéticos injetáveis, apresenta-se como um gel com microesferas, funcionando como um preenchedor de efeito definitivo. No entanto, sociedades médicas como a de Cirurgia Plástica e a de Dermatologia alertam que o produto desencadeia uma reação inflamatória crônica. Essa inflamação persistente, segundo a relatora Graziela Bonin, pode levar, ao longo do tempo, à formação de granulomas, migração do material para outras áreas do corpo e até mesmo ao desenvolvimento de hipercalcemia e doença renal crônica. O risco é diretamente proporcional ao volume injetado, tornando procedimentos corporais particularmente perigosos. A remoção do PMMA do corpo, quando ocorrem complicações, é descrita como um processo extremamente difícil e mutilante. Em muitos casos, exige a retirada de vastas áreas de tecido saudável, como gordura subcutânea e músculos, resultando em mutilações significativas nos pacientes. Alternativas como o uso de imunossupressores potentes podem ser necessárias, mas implicam em tratamento contínuo e para a vida toda. Exceção Terapêutica: Lipodistrofia em Pacientes com HIV/Aids A resolução do CFM prevê uma única exceção para o uso do PMMA como preenchimento: o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, condição frequentemente associada ao uso de antirretrovirais. Esta técnica, incorporada pelo Ministério da Saúde em 2004, será autorizada apenas em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS, seguindo protocolos clínicos específicos. CFM Pede Banimento Total à Anvisa, que Mantém Posição Em janeiro de 2025, o CFM já havia solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o banimento total da comercialização do PMMA como preenchedor. A motivação eram mortes atribuídas ao uso do produto por profissionais não médicos. Na época, a Anvisa respondeu que não via necessidade de intervenção, considerando o produto seguro quando usado dentro das regras aprovadas.

Leia mais

Vapes Disfarçados: Tecnologia Oculta Cigarros Eletrônicos, Aumentando o Risco de Câncer e Dependência em Jovens

Vapes disfarçados se tornam nova ameaça à saúde pública, especialmente para jovens O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, traz um alerta preocupante sobre a crescente popularidade dos cigarros eletrônicos, os chamados vapes, entre os jovens. Novas tecnologias e designs inovadores estão camuflando esses dispositivos, tornando-os mais atraentes e de difícil identificação, o que representa um sério desafio para as políticas de saúde pública no Brasil. Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, destaca que esses avanços tecnológicos, embora pareçam modernos, mascaram um perigo real. A estratégia da indústria visa seduzir uma nova geração para a dependência da nicotina, revertendo anos de progresso no controle do tabagismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça essa preocupação com o tema da campanha deste ano: “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A proibição da comercialização de vapes pela Anvisa desde 2009 não tem sido suficiente para conter seu uso, que se expande rapidamente por meio de redes sociais e comércio informal. A tecnologia a serviço do vício: disfarces imperceptíveis Os cigarros eletrônicos proibidos no Brasil ganham novas formas para se tornarem quase indetectáveis. Muitos desses dispositivos não possuem cheiro, ou utilizam aromatizantes que despistam os mais desatentos. O vapor inalado, muitas vezes, passa despercebido, facilitando o início do vício precocemente. A inovação vai além: surgem os chamados “dispositivos disfarçados”. Estes aparelhos se integram ao cotidiano de forma sutil, aparecendo em acessórios e objetos comuns. Um exemplo alarmante são os vaporizer hoodies, moletons com vaporizadores embutidos no tecido, onde o bocal fica escondido na ponta do cordão do capuz. Maltoni critica essa abordagem, classificando-a como uma tática antiética para viciar jovens. “De uma maneira totalmente articulada, e muito mal articulada do ponto de vista da ética, criam até casaco com bocal escondido para a pessoa fumar”, lamenta. A intenção é clara: permitir o uso discreto em locais públicos, como metrô ou escolas, para atrair e manter os jovens dependentes. Crescimento alarmante e o risco de retrocesso nas políticas de saúde A facilidade de acesso é gritante. Dados da Receita Federal revelam a apreensão de mais de 238 mil unidades de cigarros eletrônicos entre janeiro e fevereiro de 2026, o que equivale a uma média de mais de 4 mil dispositivos por dia. Essa realidade compromete décadas de avanços no controle do tabaco no Brasil, que já foi referência mundial. “O que estamos vendo agora é um risco real de retrocesso, agora embalado em tecnologia e integrado ao cotidiano dos jovens”, alerta Maltoni. A Fundação do Câncer intensifica sua campanha “Spoiler: ele não te ama”, utilizando um filme que compara o vício em vapes a um relacionamento abusivo, buscando conscientizar a juventude sobre os perigos reais por trás do apelo da indústria. Dependência digital e química: a nova fronteira do vício Os novos vapes incorporam tecnologia de ponta, com telas sensíveis ao toque, jogos, música e sistemas de mensagens, alinhados aos hábitos digitais dos jovens. Alguns dispositivos possuem mecanismos que reagem quando o uso é

Leia mais

Homem com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite meningocócica, mas investigação para o vírus Ebola continua

Suspeita de Ebola em SP: Homem testa positivo para meningite, mas alerta para o vírus persiste Um paciente internado em São Paulo com sintomas que levantaram a suspeita de **Ebola** recebeu um diagnóstico inicial para **meningite meningocócica**. O homem, de 37 anos, apresentava febre intensa após retornar de viagem recente à República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença viral. Ele está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência estadual para esses casos. A confirmação da meningite meningocócica veio após um exame de sangue PCR. No entanto, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que a **suspeita de Ebola ainda segue em investigação**. Novas análises laboratoriais e genômicas serão realizadas para descartar ou confirmar a presença do vírus Ebola. O caso acendeu um alerta em São Paulo, seguindo os protocolos estabelecidos para doenças infecciosas graves. A agilidade na comunicação e nos exames é fundamental para o controle de possíveis surtos. Conforme informado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o diagnóstico diferencial para o Ebola está a cargo do Instituto Adolfo Lutz. Investigação de Ebola segue em andamento em São Paulo Apesar do diagnóstico positivo para meningite meningocócica, a equipe médica e a vigilância epidemiológica mantêm a cautela em relação à **suspeita de Ebola**. O paciente, que esteve na República Democrática do Congo, é monitorado de perto. A investigação para o vírus Ebola envolve a realização de exames laboratoriais e genômicos mais aprofundados, visando um diagnóstico definitivo. Protocolo de segurança é seguido rigorosamente O estado de São Paulo possui um protocolo claro para o manejo de casos suspeitos de doenças como o Ebola. Ao chegar ao Brasil e apresentar sintomas como febre alta, o paciente foi imediatamente encaminhado para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde está em **isolamento total**. A vigilância epidemiológica municipal e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) foram comunicados prontamente. Entenda a meningite meningocócica e a suspeita de Ebola A **meningite meningocócica** é uma infecção bacteriana grave que afeta as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Já o **Ebola** é um vírus que causa uma doença hemorrágica grave e muitas vezes fatal. A semelhança em alguns sintomas iniciais, como a febre alta, exige uma investigação cuidadosa para diferenciar as duas condições e garantir o tratamento adequado e o controle de possíveis contaminações. Próximos passos na investigação do caso O paciente continuará em observação e sob monitoramento rigoroso. As **análises laboratoriais e genômicas** em andamento são cruciais para determinar se há, de fato, a presença do vírus Ebola. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo reforça a importância do acompanhamento e da divulgação de informações precisas sobre o caso, mantendo a população informada sobre os desdobramentos da investigação.

Leia mais

INCA Alerta: Cigarros com Sabor e Vapes Viram Armadilha da Nicotina para Jovens Brasileiros

INCA Expõe Estratégias da Indústria da Nicotina para Atrair Jovens com Sabores e Aromas em Cigarros e Vapes O Brasil enfrenta um novo desafio no combate ao tabagismo, que vai além do cigarro tradicional. A luta agora é contra a expansão da “indústria da nicotina”, que utiliza produtos com sabores, aromas e tecnologias avançadas para atrair adolescentes e jovens. Essa preocupação foi destacada pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco. Roberto Gil ressaltou a necessidade de combater a desinformação, lembrando que um produto que mata metade de seus usuários não deveria existir. A campanha deste ano, com o tema “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”, foca nas táticas usadas pela indústria para capturar novos consumidores, especialmente os mais jovens. A Secretaria-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva, alertou para a transição global de cigarros para produtos com nicotina sintética, sais de nicotina e dispositivos eletrônicos, que aumentam a atratividade para futuras gerações se tornarem dependentes. Conforme dados da Opas, milhões de adolescentes nas Américas já consomem tabaco e cigarros eletrônicos, com projeções de gastos bilionários para o Brasil com doenças relacionadas ao fumo. Cigarros Aromatizados e Dispositivos Eletrônicos: A Nova Fronteira da Dependência O Ministério da Saúde tem emitido alertas sobre o uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como vapes e pods. Esses produtos adicionam sabores doces, refrescantes, cheiros e cores, tornando a iniciação ao tabaco mais “atrativa e palatável”, especialmente para o público jovem. A facilidade de acesso e a percepção de menor risco contribuem para a disseminação desses itens entre adolescentes e adultos jovens. A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, enfatizou que “não há dispositivo eletrônico para fumar seguro”. Ela destacou que essa fase da vida, marcada pela construção de identidade e pertencimento social, torna os jovens mais vulneráveis à experimentação e à influência das redes sociais, onde esses produtos são frequentemente promovidos. Regulamentação e Desafios Legais Contra Aditivos Aromatizantes Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu aditivos que conferem sabor, aroma, cores ou aumentam a palatabilidade em produtos de tabaco, através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012. O objetivo é reduzir o apelo desses produtos. No entanto, a indústria fumageira contesta a legalidade dessa norma em instâncias judiciais, argumentando que a proibição inviabilizaria a produção nacional. Um estudo recente publicado pela revista científica Tobacco Control, lançado pelo INCA, refuta esse argumento. Pesquisadores analisaram dados da própria Anvisa e constataram que cerca de metade das marcas de cigarros manufaturados registradas no Brasil em 2025 não utilizava os aditivos vetados. “O que a gente tá mostrando é que há viabilidade logística, e há viabilidade de produção, o que não há é interesse mercadológico das indústrias de tabaco de colocar um produto que não tem esses aromas e sabores

Leia mais

Alerta em SP: Homem de 37 anos com sintomas de Ebola é internado em hospital de referência; investigação em andamento

São Paulo investiga possível caso de Ebola em homem de 37 anos com febre alta e sintomas graves Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com sintomas que levantam suspeitas de Ebola. O diagnóstico definitivo ainda está em andamento, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) confirmou que medidas de contingência foram imediatamente acionadas. O paciente apresentou febre intensa e outros sinais compatíveis com a doença após uma recente viagem ao seu país de origem, onde ocorre um surto de Ebola classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional. As autoridades de saúde seguem protocolos rigorosos para investigar o caso e evitar qualquer risco de disseminação. A rápida ação visa garantir a segurança da população, com o paciente isolado e sob observação médica intensiva. A investigação epidemiológica e laboratorial está a cargo de equipes especializadas para determinar a causa dos sintomas. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Protocolos de Segurança e Investigação em Curso Ao chegar em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com febre alta e exames inconclusivos para malária, o paciente foi transferido para o Emílio Ribas. Lá, ele apresentou um quadro de saúde grave, incluindo diarreia, desorientação e rápida piora clínica, necessitando de intubação. A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) são os responsáveis pela análise detalhada do caso suspeito de Ebola. Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da CCD, enfatizou que todas as medidas previstas em plano de contingência foram adotadas. “O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, explicou. O Instituto Adolfo Lutz é a unidade de referência para a investigação laboratorial e o diagnóstico diferencial. Risco de Introdução da Doença Considerado Baixo Apesar da gravidade do caso suspeito, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avalia o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul como muito baixo. Fatores como a ausência histórica de transmissão autóctone na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e o continente, e a forma de transmissão do Ebola, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas, contribuem para essa avaliação. A transmissão do Ebola ocorre somente após o início dos sintomas, que incluem febre alta, dores intensas de cabeça e musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias. Tratamentos e Vacinas em Desenvolvimento Atualmente, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto na República Democrática do Congo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não apresentam eficácia comprovada para esta variante. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou recentemente que tratamentos e vacinas contra

Leia mais

Ypê: Anvisa libera fábrica de detergentes e lava-roupas após correções, mas alerta sobre lotes específicos

Anvisa autoriza retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo e libera comercialização de produtos feitos a partir de 1º de abril A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a liberação da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, interior de São Paulo. A decisão foi tomada após a constatação de que a empresa, Quimica Amparo, implementou correções significativas nas falhas sanitárias identificadas em inspeções anteriores. Com a liberação, a fábrica pode operar imediatamente, e os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 voltam a ser comercializados e utilizados normalmente. A Anvisa, no entanto, reforça a necessidade de atenção a lotes específicos que ainda permanecem suspensos. A medida representa um avanço importante para a marca Ypê, que enfrentou restrições em sua produção. A agência sanitária continuará o monitoramento para garantir a manutenção das boas práticas. A informação foi divulgada pela Anvisa. Mudanças e Garantias Sanitárias na Fábrica da Ypê A Quimica Amparo apresentou um plano detalhado para atender às 76 exigências sanitárias apontadas pela Anvisa em uma inspeção realizada em abril deste ano. Entre as melhorias implementadas, destacam-se o aprimoramento dos processos de fabricação, o reforço no rastreamento dos produtos e um controle de qualidade mais rigoroso, além de um monitoramento mais eficaz de potenciais riscos sanitários. O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou em nota que a fábrica da Ypê agora reúne as condições necessárias para operar com segurança, assegurando a disponibilização de produtos sem riscos à saúde da população brasileira. A agência, contudo, manterá um acompanhamento contínuo das ações corretivas adotadas pela empresa. Produtos Liberados e Restrições que Persistem A liberação da fábrica da Ypê permite que produtos como lava-roupas líquidos, detergentes para louças líquidos e desinfetantes, produzidos a partir de 1º de abril de 2026, retornem ao mercado. Essa decisão traz alívio para consumidores e para a própria empresa, que poderá retomar a produção e comercialização desses itens essenciais. Apesar da boa notícia, a Anvisa esclarece que uma parte dos produtos da marca Ypê continua com a comercialização e o uso suspensos. A restrição se aplica a todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes cujos lotes terminam com o número “1”. Para esses produtos suspensos, a recomendação da Anvisa é que permaneçam armazenados em local seguro e não sejam descartados. Sua liberação para o mercado dependerá da apresentação, pela empresa, de laudos de laboratórios autorizados pela agência sanitária, que atestem a segurança dos lotes. Entenda o Caso: Da Suspensão à Liberação Gradual A crise sanitária envolvendo a Ypê teve início em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos. A medida foi motivada pela identificação de falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo, que incluíam 76 irregularidades sanitárias e apontavam para um risco de contaminação microbiológica. A situação ganhou ainda mais atenção devido a um episódio anterior, registrado em novembro de 2025, quando a empresa já havia enfrentado uma contaminação microbiológica. Naquela ocasião, a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada

Leia mais

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!