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Tafenoquina no SUS: Medicamento Revolucionário Reduz Casos de Malária a Menor Nível Histórico no Brasil

Malária em Queda Livre: Brasil Atinge Menor Índice da História com Medicamento Inovador do SUS

O Brasil celebra um marco histórico na luta contra a malária, registrando em 2025 a menor taxa de casos da doença desde 1978. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde apontam para uma redução expressiva, com queda de 30% nas mortes e 15% nos casos contraídos em território nacional. Este avanço significativo é atribuído, em grande parte, à introdução e ampliação do uso da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova medicação, utilizada em dose única, tem se mostrado fundamental na prevenção de novas manifestações da malária. Combinada com a expansão do diagnóstico e a oferta de tratamento adequado, a tafenoquina representa um dos principais avanços terapêuticos disponibilizados gratuitamente à população brasileira. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância desses resultados, ressaltando o compromisso do governo em erradicar a doença.

Os dados foram apresentados pelo ministro após sua participação no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília. A estratégia do Ministério da Saúde, que inclui o acesso facilitado à tafenoquina, tem impactado positivamente áreas de maior incidência, como terras indígenas e assentamentos rurais na região amazônica. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina em seu sistema público de saúde.

Tafenoquina: Um Pilar no Combate à Malária

A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023, sendo indicada para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso a partir de 35 quilos. Sua ação prolongada em dose única é crucial para evitar a reincidência da malária. Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas foram tratadas com o medicamento, sendo que 3.920 desses tratamentos ocorreram em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

O impacto da tafenoquina é notável em comunidades indígenas. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, por exemplo, 1.515 pessoas receberam o tratamento. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária nesta região caíram 61,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. De janeiro a julho, os casos da doença no território Yanomami diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil.

Vitória nas Terras Indígenas e Ampliação para Crianças

O Ministro Alexandre Padilha ressaltou a importância da ação coordenada no território Yanomami, que resultou em uma redução de mais de 50% nos casos de malária e mais de 70% nos óbitos, além de ações de recuperação nutricional. Ele afirmou que, felizmente, foi possível interromper um “verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami”.

A eficácia da tafenoquina também se estende às crianças. Desde março de 2026, uma formulação específica para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos está disponível. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes foram beneficiados com este tratamento em todo o país, reforçando o compromisso do SUS com a saúde de todas as faixas etárias.

Sarampo Sob Controle com Reforço na Vacinação

Em outro front de combate a doenças infecciosas, o Ministério da Saúde tem intensificado a vacinação contra o sarampo em todo o Brasil. A medida ocorre após o registro de 38 casos importados da doença em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. Apesar desses casos, o Brasil manteve o certificado de país livre de sarampo em 2025, graças às ações de vacinação.

O ministro lembrou que o país havia perdido o certificado em 2019 devido à falta de ações de controle, que levaram a surtos em diversas cidades. Atualmente, a faixa etária para vacinação em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo foi ampliada, com mais de 70 mil pessoas vacinadas apenas na capital paulista. Os casos importados identificados possuíam cepas circulantes nos Estados Unidos e Canadá, países que têm enfrentado um aumento expressivo de casos de sarampo.

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