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Toquinho aos 80: O craque do violão que revela ser um hilário hipocondríaco, colando até dentes quebrados

Documentário “Toquinho – Encontros e um violão” revela o lado hipocondríaco e a maestria do músico em seus 80 anos de vida.

Aos 80 anos, Toquinho celebra uma trajetória marcada pela genialidade no violão e por sucessos inesquecíveis. O documentário “Toquinho – Encontros e um violão”, dirigido por Erica Bernardini, lança luz sobre a vida e obra do artista, conhecido por hits como “Aquarela” e pela icônica parceria com Vinicius de Moraes.

O filme, que estreia em circuito na próxima quinta-feira, 9 de julho, coincide com a semana em que o músico completa oito décadas de vida. Através de uma estrutura linear, o documentário apresenta Toquinho relembrando momentos cruciais de sua carreira, entrelaçados com depoimentos de personalidades como Ivan Lins, Andreas Kisser e Pedro Bial.

Mas o que salta aos olhos na obra é a revelação de um lado surpreendente de Toquinho: sua fama de hipocondríaco. O artista, que sempre se destacou pela precisão e emoção ao tocar seu violão, também é retratado como um indivíduo que leva a saúde a sério, a ponto de carregar um verdadeiro arsenal médico em suas viagens.

A maestria do violão: um prodígio desde cedo

Antonio Pecci Filho, nascido em São Paulo em 6 de julho de 1946, não é apenas o intérprete de canções que encantam gerações, mas também um violonista excepcional. Desde jovem, seu talento com o instrumento impressionou mestres como Paulinho Nogueira, Isaías Sáviio e Leo Peracchi, com quem aprimorou sua técnica intuitiva.

A forma como Toquinho concilia a pegada popular com o rigor técnico dos eruditos é um dos pilares de sua carreira, algo que o documentário faz questão de evidenciar. Seu toque preciso e ritmicamente impecável o consolidou como um dos grandes nomes do violão brasileiro.

Parcerias que marcaram época e a relação com Vinicius de Moraes

A década de 1970 foi um período de ouro para Toquinho, especialmente pela sua parceria musical com Vinicius de Moraes. Juntos, criaram sambas leves e sedutores que se tornaram clássicos, como “A tonga da mironga do kabuletê”, “Regra três” e “Tarde em Itapuã”.

A influência dessa dupla é inegável na música brasileira, e o documentário revisita esses momentos de intensa colaboração criativa. A obra também aborda a gravação de um álbum na Itália com a cantora Ornella Vanoni, reforçando a projeção internacional do artista.

O lado hipocondríaco e o episódio inusitado do dente colado

Para além dos palcos e estúdios, o filme de Erica Bernardini explora a intimidade de Toquinho, incluindo sua relação com o irmão João Carlos Pecci e sua conhecida hipocondria. O artista confirma, com bom humor, a fama de ser precavido com a saúde.

Um dos episódios mais curiosos relatados é a vez em que Toquinho, em plena turnê, conseguiu colar o dente quebrado de um músico utilizando uma cola norte-americana específica para uso odontológico. Essa atitude demonstra não apenas sua preocupação, mas também sua capacidade de improviso, mesmo fora do universo musical.

80 anos e 60 anos de carreira solo

Em 2026, Toquinho não apenas completará 80 anos, mas também celebrará os 60 anos de seu primeiro álbum solo, “A bossa de Toquinho”, lançado em 1966. O disco, produzido por Manoel Barenbain, trazia um repertório focado em compositores da Bossa Nova.

Seu primeiro grande sucesso, “Que maravilha”, veio em 1969, em parceria com Jorge Ben Jor. O documentário, uma justa homenagem a este craque do violão, promete emocionar e surpreender o público com as múltiplas facetas de um artista que continua a encantar o Brasil.

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