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Rommel Barion: A Saga Familiar que Transformou a Barion em Gigante do Chocolate Apesar do “Custo Brasil” e Recuperação Judicial

Rommel Barion: A Força do Chocolate Paranaense em Meio a Desafios Industriais e Sucessão Familiar A história da Barion, uma das principais fabricantes de chocolate do Paraná, é marcada pela visão empreendedora de Rommel Barion. Aos 73 anos, o empresário lidera a consolidação da empresa como uma potência industrial em Colombo, mesmo diante de adversidades como a recuperação judicial em 2025 e o complexo “custo Brasil”. A jornada de sucesso da Barion começou modestamente em 1959, com uma pequena loja de doces em Curitiba, fundada pelo patriarca Ricardo Barion. Rommel, o filho mais novo, deu seus primeiros passos no negócio familiar ainda na adolescência, aos 14 anos, trabalhando no balcão. A experiência adquirida na Alemanha, onde buscou especialização técnica, foi um divisor de águas. Essa vivência internacional permitiu a Rommel trazer para o Brasil uma visão industrial moderna e tecnologias inovadoras, fundamentais para expandir a fábrica e solidificar a marca. Conforme apurado pela equipe de reportagem, a Barion hoje produz cerca de 300 toneladas de chocolates e doces mensalmente, empregando aproximadamente 350 funcionários fixos, número que cresce para mais de 400 na Páscoa, período crucial para o setor. Os Obstáculos do “Custo Brasil” na Produção de Chocolate Produzir chocolate no Brasil, segundo Rommel Barion, enfrenta barreiras significativas. A **alta carga tributária**, a **insegurança jurídica** e a **baixa produtividade** são apontados como grandes entraves para o crescimento do setor. Esses fatores, somados a crises externas, pressionam as empresas do ramo. Recentemente, a Barion precisou se reorganizar através de um processo de recuperação judicial. Dificuldades financeiras surgiram em decorrência da crise em grandes redes varejistas e de uma **disparada expressiva no preço do cacau**. Em poucos meses, o valor da matéria-prima saltou de 2,5 mil para 12,5 mil dólares, um impacto direto na operação da fábrica. Expansão e Estratégia de Mercado da Barion A Barion já teve sua presença em 14 países, mas atualmente concentra seus esforços de exportação no Mercosul, incluindo mercados como Argentina, Paraguai e Uruguai. A meta é que as vendas internacionais representem 10% da produção total, impulsionando a marca além das fronteiras nacionais. No entanto, exportar exige um olhar atento para os riscos. Rommel Barion destaca a importância de gerenciar a **inadimplência** e as **barreiras sanitárias**, além de enfrentar a forte concorrência do chocolate europeu, especialmente em períodos de valorização do real brasileiro. A estratégia de internacionalização é, portanto, cuidadosamente planejada. Sucessão Familiar: Um Processo Rigoroso para a Terceira Geração A transição de liderança para a terceira geração da família Barion foi conduzida com **regras rígididas e profissionalismo**. Rommel Barion implementou um processo seletivo criterioso. Dos oito membros da terceira geração que iniciaram o processo de sucessão, apenas três continuaram na operação. Os critérios de permanência incluíram a **formação acadêmica** e a **experiência profissional externa**, garantindo que apenas os mais preparados assumissem responsabilidades. Rommel Barion defende a ideia de que os herdeiros devem compreender que recebem a participação em uma sociedade com regras claras, e não apenas um negócio pronto, assegurando a continuidade e o futuro da Barion.

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Barata vira “estrela” política na Índia: o que o meme inseto revela sobre a juventude e a frustração online

A inusitada ascensão da barata como ícone político na Índia e o que isso significa para a juventude Um inseto detestado e considerado indestrutível se tornou um improvável símbolo político na Índia, conectando-se com jovens indianos nas redes sociais. A barata, antes associada a comentários controversos de um juiz da Suprema Corte, agora lidera um movimento satírico que desafia a política tradicional. O “Cockroach Janta Party” (CJP), como é chamado o coletivo online, nasceu de uma piada, mas rapidamente acumulou milhões de seguidores e apoio de figuras da oposição. O movimento reflete a frustração e o cansaço de uma geração que se sente alienada do cenário político. Com hashtags como #MainBhiCockroach (“Eu também sou uma barata”), o CJP transformou o que era uma ofensa em um grito de união, com jovens vestidos de baratas em protestos e mutirões de limpeza. A BBC News aponta que este fenômeno, impulsionado por memes e humor ácido, pode ser apenas o começo de novas formas de expressão política juvenil no país. O “Cockroach Janta Party”: uma sátira que se tornou fenômeno O “Cockroach Janta Party” (CJP) não é um partido político formal, mas um coletivo online com critérios de adesão que incluem estar desempregado, ser preguiçoso, passar muito tempo online e ter a “habilidade profissional de reclamar”. Criado por Abhijeet Dipke, estrategista de comunicação política, o CJP começou como uma brincadeira. A ideia de Dipke, que já trabalhou com o Partido Aam Aadmi (AAP), conhecido por sua forte presença digital, era criar uma plataforma para unir pessoas com sentimentos semelhantes. O que se seguiu superou todas as expectativas, com dezenas de milhares de inscrições em poucos dias e a hashtag #MainBhiCockroach viralizando. O movimento ganhou tração com o apoio de políticos da oposição, como Mahua Moitra e Kirti Azad, e do advogado sênior Prashant Bhushan. A adesão teatral, com jovens se fantasiando de baratas em eventos públicos, demonstra a forma como o CJP ressoa com o público. A força da juventude indiana e a fadiga política A Índia possui uma das populações mais jovens do mundo, com cerca de metade de seus 1,4 bilhão de habitantes com menos de 30 anos. No entanto, a participação política formal entre esses jovens é limitada. Uma pesquisa recente indicou que 29% evitam o engajamento político, e apenas 11% são membros de partidos. Dipke ressalta que “as pessoas estão frustradas porque não se sentem ouvidas ou representadas”. Essa frustração é um reflexo de desafios como o mercado de trabalho instável, a desigualdade e o custo de vida crescente, que afetam a promessa de mobilidade ascendente para muitos jovens. A economia indiana em rápido crescimento não tem sido suficiente para aliviar as preocupações com emprego e desigualdade. Para muitos que estão entrando na vida adulta, a educação não garante mais estabilidade, tornando a perspectiva de ascensão social cada vez mais frágil. Um novo idioma para a insatisfação: memes, humor e representatividade O CJP se descreve como “a voz dos preguiçosos e desempregados”, com um site que emula a cultura

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Forças de Paz da ONU Encolhem Pela Metade em 10 Anos: Crise de Financiamento e Mudança no Cenário Global

Forças de Paz da ONU Encolhem Pela Metade em 10 Anos: Crise de Financiamento e Mudança no Cenário Global O número de militares envolvidos em missões de paz lideradas pela ONU e outras organizações internacionais sofreu uma redução drástica, caindo pela metade em uma década. Um novo estudo do Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri) aponta que essa diminuição se intensificou, com uma queda de 17% apenas entre 2024 e 2025. Essa retração reflete uma crise no modelo de manejo de conflitos armados que tem sido prevalente no século XXI, intensificada por dificuldades de financiamento e uma mudança no panorama geopolítico. As perspectivas para a gestão multilateral de conflitos não são promissoras, conforme alertam os autores do estudo, Claudia Pfeifer Cruz e Jaïr van der Lijn. Os números apresentados são um reflexo claro dessa preocupação. Em 2016, considerado o auge do modelo, 152.803 militares estavam engajados em 61 missões de paz. Deste total, 22 eram lideradas diretamente pela ONU, com os famosos capacetes azuis, e outras 42.800 pessoas serviam em operações comandadas por entidades multilaterais ou países envolvidos nas crises. Uma década depois, a realidade é outra. Atualmente, são 78.633 militares atuando em 58 operações, sendo que 18 delas ainda são chefiadas pelas Nações Unidas. Ao todo, 34 países são palco dessas missões. Essa redução expressiva no efetivo e no número de operações sinaliza um enfraquecimento significativo das iniciativas de paz globais. Conforme informação divulgada pelo Sipri, essa queda é um indicativo de que o modelo de manejo de conflitos armados está em crise. A Escassez de Recursos Financeiros e o Corte nos Orçamentos Um dos principais fatores que explicam essa retração é a escassez de financiamento. Os recursos destinados pela ONU para missões de paz, após correção monetária, caíram pela metade, passando de US$ 11 bilhões em 2016 para US$ 5,5 bilhões previstos para 2025. Essa diminuição é ainda mais preocupante quando se considera que esses valores representam apenas o que é autorizado para ser bancado pelos 193 membros plenos da ONU. A decisão do ex-presidente americano Donald Trump, em seu segundo mandato, de cortar financiamentos à ONU, por considerá-la um item obsoleto do pós-guerra, teve um impacto considerável. Os Estados Unidos eram o maior contribuinte financeiro da organização, e sua saída gerou um déficit significativo. Segundo a própria ONU, faltam cerca de US$ 2 bilhões para fechar o orçamento de 2025 das operações de paz. Impacto dos Cortes e a Mudança nas Estratégias de Paz Esse rombo financeiro forçou cortes lineares de 15% nas operações, resultando em uma queda de 25% no pessoal militar alocado pela ONU, o que, por sua vez, puxou o declínio geral. O cenário reflete também uma mudança na forma como o mundo lida com conflitos, priorizando ações mais focadas em detrimento de grandes operações politicamente complexas. Atualmente, 4 das 10 maiores missões de paz não são lideradas pela ONU, como é o caso da terceira maior operação, na Somália, onde a União Africana emprega quase 12 mil soldados e policiais.

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Xi Jinping explode em ataque contra Japão em cúpula com Trump, temendo “neomilitarismo”

Xi Jinping critica “remilitarização” do Japão em cúpula com Trump, gerando tensão O líder chinês, Xi Jinping, protagonizou um momento de alta tensão durante uma cúpula com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao fazer um discurso acalorado contra o que chamou de “remilitarização” do Japão. A repreensão direcionada à então primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, surpreendeu as autoridades americanas, pois o tema não estava na pauta oficial das conversas. O embate verbal de Xi Jinping, descrito como exaltado e agitado, foi o ponto mais crítico dos dois dias de reunião. A China tem expressado crescente preocupação com o aumento dos gastos militares do Japão e sua postura de segurança mais assertiva, especialmente em relação a Taiwan. Em contrapartida, Trump teria argumentado que o Japão necessitava de uma postura de segurança mais forte diante da ameaça crescente da Coreia do Norte. Conforme informações de pessoas familiarizadas com o encontro em Pequim, a China tem intensificado seus ataques verbais e ações concretas contra o Japão desde declarações de Takaichi sobre Taiwan, o que deteriorou as relações bilaterais. Japão busca autossuficiência em segurança diante das críticas chinesas Christopher Johnstone, ex-alto funcionário da Casa Branca para o Japão, comentou que a “abordagem cáustica” de Xi Jinping em relação ao Japão, e a tentativa de explorar o desejo de Trump por relações estáveis entre EUA e China, apenas reforçam a busca de Tóquio pela própria autossuficiência em segurança. Ele destacou a “falta de autoconsciência de Xi”, afirmando que suas próprias ações estão acelerando o surgimento de um Japão mais forte. A retórica anti-Japão da China, segundo Johnstone, não encontra eco além de suas fronteiras. Tóquio, por sua vez, tem fortalecido laços de segurança com parceiros regionais como Austrália, Filipinas e Coreia do Sul, que demonstram maior preocupação com a assertividade chinesa do que com um Japão em processo de “remilitarização”. China aponta “neomilitarismo” japonês e aumento de gastos militares O Ministério das Relações Exteriores da China informou que o Japão aumentou seus gastos militares em 9,7% até 2025. O país asiático tem citado a ameaça representada pela China como prioritária em seus relatórios anuais de defesa, descrevendo as atividades militares chinesas como o “maior desafio estratégico”. Pequim acusa o Japão de deslizar rumo ao “neomilitarismo”, com o orçamento de defesa japonês aumentando por 14 anos consecutivos. A China, por sua vez, aumentou seus próprios gastos com defesa em 7,4% no ano passado, alcançando US$ 336 bilhões, o 31º aumento anual consecutivo, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo. O Japão gastou US$ 62 bilhões. Preocupações de Tóquio com a aliança EUA-Japão e atrasos em entregas militares Tóquio também demonstra apreensão quanto ao estado da aliança com os Estados Unidos, especialmente após Trump impor tarifas a aliados e diante de novas preocupações de que a dissuasão militar americana contra a China esteja sendo diluída pela guerra com o Irã. Relatos indicam que os EUA informaram ao Japão sobre sérios atrasos na entrega de 400 mísseis Tomahawk, encomendados por Tóquio para servirem como

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Lula defende investimento em ciência e tecnologia: “Brasil não é menor nem menos competitivo que ninguém”

Brasil tem potencial para ser gigante, afirma Lula em inauguração de centro tecnológico da Fiocruz no Rio Em um evento marcado pela celebração da ciência e inovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou neste sábado (23) a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A entrega de um empreendimento como este, segundo o presidente, reforça a convicção de que o Brasil não possui limitações intrínsecas em termos de capacidade ou competitividade global. “Esse centro tecnológico dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém. Basta a gente ousar, ter coragem e fazer,” declarou Lula, enfatizando o potencial do país quando há investimento e determinação. As palavras do presidente vieram após informações divulgadas pelo governo federal sobre a importância estratégica da nova estrutura. O centro é voltado para o desenvolvimento de tecnologias, medicamentos, vacinas, diagnósticos e soluções inovadoras cruciais para o Sistema Único de Saúde (SUS), demonstrando um compromisso com o avanço científico e a saúde pública brasileira. A pesquisa como motor do desenvolvimento Lula destacou que o investimento em pesquisa, embora nem sempre popular devido à incerteza de resultados imediatos, é fundamental para o progresso. Ele comparou a situação à descoberta de petróleo, que só é possível através de extensos trabalhos de pesquisa. Para o presidente, a pesquisa é a base para todas as inovações e descobertas que impulsionam o país. Superando os entraves financeiros para a ciência O presidente também abordou os desafios comuns enfrentados pela área de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Ele mencionou que a justificativa frequente para a falta de investimentos é o alto custo, com frases como “custa muito”, “é muito caro” ou “não tem dinheiro”. Lula contrapôs essa visão ao questionar o custo de não fazer, sugerindo que a ausência de investimento em ciência e tecnologia gera perdas maiores a longo prazo. O Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde: um hub de inovação A nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz representa um marco significativo. Com 15 mil metros quadrados, o espaço foi projetado para funcionar como um polo de inovação em saúde. O objetivo é reunir pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e parceiros, tanto nacionais quanto internacionais, para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias. Criado em 2002 com o apoio do Ministério da Saúde, o centro já tem um histórico de sucesso na conexão entre a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico. Sua atuação é focada em acelerar projetos que visam a criação de vacinas, biofármacos, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias essenciais para fortalecer o SUS e garantir o acesso à saúde de qualidade para todos os brasileiros.

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Conflitos Societários Disparam: Estresse Financeiro e Troca de Gerações Pressionam Empresas no Brasil

Disputas Societárias em Alta: Entenda os Fatores que Agitam o Mundo Corporativo Brasileiro O cenário empresarial brasileiro tem sido palco de um aumento significativo em conflitos societários. Desde o início de 2026 até abril, foram registrados 889 novos processos de dissolução parcial de sociedade, indicando uma tendência de crescimento nas desavenças entre sócios. Especialistas apontam que a **instabilidade econômica**, somada a **mudanças geracionais** nas lideranças e alterações na legislação, têm contribuído para esse aumento. A judicialização do ambiente corporativo se intensificou nos últimos anos, com diversas ações como apuração de haveres, exclusão de sócios e prestação de contas apresentando crescimento. Conflitos recentes, como o caso entre os sócios Alexandre Birman e Roberto Jatahy na Azzas, evidenciam a complexidade e a frequência dessas disputas. Esses desentendimentos refletem a combinação de um **cenário econômico desafiador** com o **amadurecimento dos mecanismos de governança** corporativa. Essa dinâmica tem levado a explosões no número de desentendimentos entre blocos de controle, acionistas minoritários e fundadores de empresas, conforme apontado por Laura Isabel Nogarolli, gestora jurídica e sócia da Tahech Advogados. A informação foi divulgada pelo InfoMoney. O Impacto da Economia e da Sucessão Familiar nos Conflitos A **alta persistente da taxa de juros (Selic)** no Brasil é apontada como um dos principais vilões por trás do estresse financeiro das empresas. Eduardo Terashima, sócio do NHM Advogados, explica que empresas endividadas tendem a reduzir o pagamento de dividendos e a demandar aportes que nem sempre os sócios minoritários conseguem acompanhar. Isso gera brigas sobre a alocação de caixa e frequentemente coloca o sócio minoritário descontente como protagonista em processos de apuração de haveres. Além do aperto financeiro, a **transição geracional em empresas familiares** fundadas nas décadas de 1980 e 1990 também é um fator crucial. A pulverização da herança entre herdeiros com perfis e visões de futuro incompatíveis frequentemente resulta em conflitos societários acirrados, segundo Terashima. Venture Capital, Reestruturações e o Papel da Legislação O boom do **venture capital** entre 2020 e 2021, que viu empresas atingirem valuations elevados, foi seguido por um período de escassez de financiamento. Essa seca no mercado levou a reestruturações de capital e trocas de controle, cujas resoluções judiciais podem levar de um a três anos, mantendo litígios ativos por um longo período. É importante notar que os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre dissolução parcial de sociedade não abrangem todos os casos. Grandes corporações, especialmente sociedades anônimas, preferem a **arbitragem ou mediação**, vias rápidas e técnicas, mas com custo proibitivo para pequenas e médias empresas, segundo Nogarolli. Novas Leis e a Facilitação de Conflitos Mudanças recentes na legislação também contribuem para o cenário de conflitos. A **Lei 14.451/2022**, por exemplo, reduziu o quórum para deliberações importantes em sociedades limitadas, como alterações contratuais, fusões e dissoluções. Bruno Boris, sócio fundador do Bruno Boris Advogados, destaca que essa alteração permite que a maioria simples possa aprovar questões relevantes. Essa flexibilização pode, com o tempo, facilitar a reorganização de minoritários para obter a maioria simples, um processo mais acessível do que a

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Trump Impulsiona Mudanças Drásticas em Mapas Eleitorais nos EUA: 20% dos Distritos Alterados Antes das Midterms

A pressão de Donald Trump para alterar o mapa eleitoral nos Estados Unidos já mudou ou está em processo de mudar divisões de distritos eleitorais em 10 estados, o que representa 20% do total. O objetivo é favorecer um ou outro partido nas próximas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, em novembro. Donald Trump tem exigido de aliados em estados de maioria republicana que os distritos eleitorais sejam redefinidos. A meta explícita é aumentar as chances do partido eleger candidatos em locais onde tradicionalmente não detêm maioria. O foco principal é ampliar a estreita maioria republicana na Câmara dos Representantes. Atualmente, o partido conta com 217 republicanos contra 212 democratas, com um independente que geralmente vota com os republicanos, compondo a maioria simples de 218 deputados. Estados como Texas, Missouri, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Flórida, Tennessee e Alabama já tiveram ou estão em processo de mudanças em seus mapas eleitorais para favorecer os republicanos. Já a Califórnia e Utah estão inclinados a mudanças que beneficiam os democratas. Conforme informação divulgada pelo conteúdo original, com essas alterações, espera-se que os republicanos conquistem de 8 a 10 cadeiras a mais, mesmo com a reação democrata. O que é ‘Gerrymandering’ e por que é controverso? A prática de manipular o desenho dos distritos eleitorais, conhecida como ‘gerrymandering’, não é nova na política americana. No entanto, a pressão de Trump traz um elemento de novidade: essas alterações geralmente ocorrem a cada dez anos, após a atualização dos dados do Censo nacional. Desta vez, o processo está ocorrendo no meio da década, com dados demográficos desatualizados, tornando o processo mais explicitamente político. Essa alteração flagrantemente partidária no meio da década era mais comum no século 19 e foi caindo em desuso. No início do século 20, alguns estados com força política concentrada em zonas rurais passaram a recusar mudanças para evitar que as áreas urbanas, cada vez mais populosas, ganhassem proeminência. A partir da década de 1960, decisões da Suprema Corte estabeleceram que os distritos precisavam ser redesenhados para garantir que os votos de cada eleitor tivessem a mesma força. Isso abriu portas para que mapas estaduais fossem questionados na Justiça. A influência da Suprema Corte e a nova interpretação da Lei dos Direitos do Voto Dos 40 redesenhos de distritos realizados no meio da década entre 1970 e 2025, 36 foram por ordem judicial, segundo o Pew Research Center. Esse cenário indica um período de novas normas e judicialização. Contudo, sob a influência de Trump, o número de redesenhos voluntários pelos estados no meio da década já supera em mais de duas vezes o registrado nos 55 anos anteriores. Em agosto passado, a pressão de Trump se intensificou em abril. A Suprema Corte, com maioria conservadora, mudou seu entendimento sobre a Lei dos Direitos do Voto ao declarar inconstitucional um mapa da Louisiana que adicionava um segundo distrito eleitoral de maioria negra. Essa decisão, na prática, permite que estados usem a raça como critério para desenhar os distritos. Michael

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Alerta Europa: Repatriação de Brasileiros Quase Dobra em 2025, Entrada na UE Mais Difícil

Eurostat aponta aumento drástico de brasileiros repatriados da União Europeia em 2025, indicando endurecimento nas políticas migratórias. Um levantamento divulgado pelo Eurostat, o instituto de estatísticas da União Europeia, acende um alerta para os brasileiros que planejam ou já residem no bloco. Os dados relativos a 2025 mostram um aumento significativo no número de cidadãos brasileiros impedidos de entrar na UE, notificados para deixar o bloco e, consequentemente, repatriados. O Brasil figura entre as 15 nacionalidades com maior incidência em barreiras de entrada e repatriações. O número de brasileiros que tiveram que deixar a União Europeia quase dobrou em um ano, refletindo uma política de fronteiras mais restritiva e fiscalização intensificada. Essas estatísticas, divulgadas no início de maio, sinalizam um endurecimento nas regras de imigração e um controle mais rigoroso sobre a permanência de estrangeiros nos países membros. Acompanhe os detalhes deste cenário em transformação. Brasileiros Repatriados Quase Dobram em 2025 Os números revelados pelo Eurostat são contundentes: em 2025, o total de brasileiros repatriados para fora da União Europeia atingiu 3.050 pessoas. Este dado representa um **aumento expressivo de 94%** em comparação com o ano anterior, 2024, colocando o Brasil na 13ª posição entre cerca de 170 nacionalidades. Este cenário de alta na repatriação de brasileiros reflete um endurecimento nas políticas migratórias da UE. O aumento expressivo indica que mais brasileiros foram identificados em situação irregular ou tiveram sua entrada negada nos portos e aeroportos europeus. Entrada na UE Dificultada e Notificações de Saída em Alta Além das repatriações, outros indicadores também apontam para um controle mais rígido. O número de estrangeiros impedidos de entrar na UE em suas fronteiras externas aumentou 7% em 2025, totalizando 132,6 mil pessoas. Deste total, os brasileiros ocupam a 12ª posição, com 2.910 pessoas barradas, sendo a **grande maioria (92%) em aeroportos**. Portugal e Irlanda foram os países que mais rejeitaram a entrada de brasileiros, ambos com grandes comunidades de compatriotas, o que pode atrair outros em busca de oportunidades, mas que acabam sendo barrados pela falta de documentação adequada. Outro índice que registrou alta foi o de notificações para deixar um país da UE devido a situação irregular, como falta de autorização de residência ou visto de trabalho. Em 2025, 6.875 brasileiros receberam esta ordem, um aumento de 57% em relação a 2024. Bélgica, França e Portugal foram os países que mais emitiram essas notificações. Mudanças Legislativas e Efeito Escala no Aumento da Repatriação Em Portugal, as mudanças na legislação, como a extinção da “manifestação de interesse”, que permitia a regularização de turistas sem visto, contribuíram para o aumento de brasileiros notificados a sair. Agora, vistos de trabalho ou estudo devem ser obtidos antes da viagem. Os países que mais repatriaram brasileiros foram Bélgica, França, Portugal e Irlanda. A maioria (56%) foi repatriada voluntariamente com assistência, enquanto cerca de 30% foram deportados. Em Portugal, brasileiros representaram 74% do total de repatriados. Pedro Góis, professor da Universidade de Coimbra, explica que os dados refletem o **aumento do rigor na aplicação das regras da

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Rússia Lança Supermíssil “Orechnik” em Ataque Massivo Contra Ucrânia, Sinalizando Escalada Nuclear na Europa

Rússia Emprega Supermíssil “Orechnik” em Maior Ataque Aéreo Contra Ucrânia em Quatro Anos A Rússia realizou um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início da guerra, na madrugada deste domingo, 24 de março. Pela primeira vez no conflito, o país utilizou o supermíssil balístico de alcance intermediário “Orechnik”, que pode carregar múltiplas ogivas capazes de atingir velocidades hipersônicas, tornando-as praticamente indefensáveis. O ataque, que atingiu um alvo próximo a Kiev, resultou na morte de ao menos 4 pessoas e deixou outras 80 feridas. O Ministério da Defesa russo classificou a ação como uma retaliação ao bombardeio que vitimou 18 pessoas em um dormitório estudantil na região de Lugansk, ocupada pela Rússia, na sexta-feira, 22 de março. “Foi uma noite terrível em Kiev”, declarou o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, em sua conta no Telegram. A ação russa concentrou-se na cidade, empregando cerca de 90 mísseis e 600 drones, um escopo de equipamento sem precedentes no conflito, conforme divulgado por fontes jornalísticas. “Orechnik”: Um Sinal de Força com Potencial Nuclear O lançamento do supermíssil “Orechnik”, cujo nome significa “aveleira” em russo, é interpretado como um forte sinal para a Europa, que busca uma solução diplomática para o conflito. Este míssil, projetado para cenários de conflito nuclear, foi disparado apenas outras duas vezes no conflito, em novembro de 2024 e janeiro deste ano. Em ataques anteriores contra a Ucrânia, ogivas sem explosivos foram utilizadas, causando destruição unicamente por sua força cinética. Neste domingo, o alvo principal foi Bila Tservka, cidade localizada a 64 km ao sul de Kiev. Relatos não confirmados indicam um segundo ataque contra a própria capital ucraniana. O uso do “Orechnik” demonstra a capacidade russa de atingir qualquer capital europeia em questão de minutos, elevando a tensão na região. Maior Exercício Nuclear Recente e o Papel da Bielorrússia A ação russa segue um padrão de demonstração de força, evidenciado na semana passada com o maior exercício nuclear desde a Guerra Fria. Nesse exercício, foram disparados mísseis estratégicos e táticos, estes últimos em conjunto com a Bielorrússia, aliada da Rússia e fronteiriça a membros da OTAN. Essa demonstração visava enviar uma mensagem a potências como os Estados Unidos, representados por Donald Trump, e a China, com o líder Xi Jinping tendo recebido Vladimir Putin recentemente. O míssil “Orechnik” se encaixa nesse contexto de ameaça, capaz de atingir alvos em toda a Europa. O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, já criticou a ação em sua conta no X (antigo Twitter), classificando-a como uma “escalada irresponsável”, demonstrando a preocupação europeia com o uso de armamentos de ponta. Armas Hipersônicas e Pressão sobre Putin na Ucrânia Além do “Orechnik”, a Rússia empregou grande parte de seu arsenal operacional de armas hipersônicas, incluindo os mísseis ar-terra “Kinjal” e os “Tsirkon”, estes últimos disparados de baterias costeiras “Bastion” posicionadas em terra no sul russo. Mísseis balísticos “Iskander-M”, com alcance de 500 km e já testados em exercícios nucleares, também foram utilizados. Um batalhão armado com “Orechnik” está posicionado em solo bielorrusso, que,

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Bomba em trem militar no Paquistão: Ataque separatista mata 24 e fere 50 em Quetta, Baluchistão

Ataque brutal no Paquistão: Bomba em trem militar deixa 24 mortos e 50 feridos na província do Baluchistão Um violento ataque com bomba contra um trem que transportava militares e seus familiares na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, resultou na trágica morte de pelo menos 24 pessoas e deixou cerca de 50 feridos. O incidente chocou a região, que tem visto um aumento na violência nos últimos meses. O principal grupo separatista local, o Exército de Liberação do Baluchistão (BLA), reivindicou a autoria do atentado. Considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, o BLA tem intensificado seus ataques contra alvos militares e civis. As informações foram divulgadas por um alto funcionário do governo paquistanês à agência de notícias AFP. As vítimas viajavam de Quetta, capital da província, para Peshawar, no noroeste do país, onde iriam celebrar a Festa do Sacrifício. Vagão destruído e explosão devastadora Imagens divulgadas do local do desastre mostravam um vagão completamente destruído, tombado de lado. Pessoas eram vistas escalando os destroços em busca de sobreviventes, enquanto outras carregavam macas com feridos. Um funcionário descreveu o ataque como uma colisão de um carro carregado com explosivos contra um dos vagões, provocando uma enorme explosão. A força da explosão foi tamanha que estilhaçou janelas e destruiu veículos próximos. Segundo a polícia, o artefato explosivo utilizado pesava cerca de 35 quilos, evidenciando a magnitude do ataque. A violência no Baluchistão, uma das províncias mais pobres e extensas do Paquistão, tem aumentado significativamente. Motivações separatistas e exploração de recursos O BLA, que busca a independência do Baluchistão, acusa o governo paquistanês de explorar os ricos recursos naturais da província, como gás natural e minerais, sem que a população local veja benefícios. Essa tensão histórica e a busca por autonomia são pano de fundo para a escalada da violência na região. O grupo tem direcionado seus ataques não apenas a instalações militares, mas também à administração civil e a trabalhadores de outras províncias ou de empresas estrangeiras que operam no Baluchistão. A situação na província, que apresenta atrasos significativos em indicadores de educação, emprego e desenvolvimento econômico, continua sendo um ponto de grande preocupação.

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Rommel Barion: A Saga Familiar que Transformou a Barion em Gigante do Chocolate Apesar do “Custo Brasil” e Recuperação Judicial

Rommel Barion: A Força do Chocolate Paranaense em Meio a Desafios Industriais e Sucessão Familiar A história da Barion, uma das principais fabricantes de chocolate do Paraná, é marcada pela visão empreendedora de Rommel Barion. Aos 73 anos, o empresário lidera a consolidação da empresa como uma potência industrial em Colombo, mesmo diante de adversidades como a recuperação judicial em 2025 e o complexo “custo Brasil”. A jornada de sucesso da Barion começou modestamente em 1959, com uma pequena loja de doces em Curitiba, fundada pelo patriarca Ricardo Barion. Rommel, o filho mais novo, deu seus primeiros passos no negócio familiar ainda na adolescência, aos 14 anos, trabalhando no balcão. A experiência adquirida na Alemanha, onde buscou especialização técnica, foi um divisor de águas. Essa vivência internacional permitiu a Rommel trazer para o Brasil uma visão industrial moderna e tecnologias inovadoras, fundamentais para expandir a fábrica e solidificar a marca. Conforme apurado pela equipe de reportagem, a Barion hoje produz cerca de 300 toneladas de chocolates e doces mensalmente, empregando aproximadamente 350 funcionários fixos, número que cresce para mais de 400 na Páscoa, período crucial para o setor. Os Obstáculos do “Custo Brasil” na Produção de Chocolate Produzir chocolate no Brasil, segundo Rommel Barion, enfrenta barreiras significativas. A **alta carga tributária**, a **insegurança jurídica** e a **baixa produtividade** são apontados como grandes entraves para o crescimento do setor. Esses fatores, somados a crises externas, pressionam as empresas do ramo. Recentemente, a Barion precisou se reorganizar através de um processo de recuperação judicial. Dificuldades financeiras surgiram em decorrência da crise em grandes redes varejistas e de uma **disparada expressiva no preço do cacau**. Em poucos meses, o valor da matéria-prima saltou de 2,5 mil para 12,5 mil dólares, um impacto direto na operação da fábrica. Expansão e Estratégia de Mercado da Barion A Barion já teve sua presença em 14 países, mas atualmente concentra seus esforços de exportação no Mercosul, incluindo mercados como Argentina, Paraguai e Uruguai. A meta é que as vendas internacionais representem 10% da produção total, impulsionando a marca além das fronteiras nacionais. No entanto, exportar exige um olhar atento para os riscos. Rommel Barion destaca a importância de gerenciar a **inadimplência** e as **barreiras sanitárias**, além de enfrentar a forte concorrência do chocolate europeu, especialmente em períodos de valorização do real brasileiro. A estratégia de internacionalização é, portanto, cuidadosamente planejada. Sucessão Familiar: Um Processo Rigoroso para a Terceira Geração A transição de liderança para a terceira geração da família Barion foi conduzida com **regras rígididas e profissionalismo**. Rommel Barion implementou um processo seletivo criterioso. Dos oito membros da terceira geração que iniciaram o processo de sucessão, apenas três continuaram na operação. Os critérios de permanência incluíram a **formação acadêmica** e a **experiência profissional externa**, garantindo que apenas os mais preparados assumissem responsabilidades. Rommel Barion defende a ideia de que os herdeiros devem compreender que recebem a participação em uma sociedade com regras claras, e não apenas um negócio pronto, assegurando a continuidade e o futuro da Barion.

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Barata vira “estrela” política na Índia: o que o meme inseto revela sobre a juventude e a frustração online

A inusitada ascensão da barata como ícone político na Índia e o que isso significa para a juventude Um inseto detestado e considerado indestrutível se tornou um improvável símbolo político na Índia, conectando-se com jovens indianos nas redes sociais. A barata, antes associada a comentários controversos de um juiz da Suprema Corte, agora lidera um movimento satírico que desafia a política tradicional. O “Cockroach Janta Party” (CJP), como é chamado o coletivo online, nasceu de uma piada, mas rapidamente acumulou milhões de seguidores e apoio de figuras da oposição. O movimento reflete a frustração e o cansaço de uma geração que se sente alienada do cenário político. Com hashtags como #MainBhiCockroach (“Eu também sou uma barata”), o CJP transformou o que era uma ofensa em um grito de união, com jovens vestidos de baratas em protestos e mutirões de limpeza. A BBC News aponta que este fenômeno, impulsionado por memes e humor ácido, pode ser apenas o começo de novas formas de expressão política juvenil no país. O “Cockroach Janta Party”: uma sátira que se tornou fenômeno O “Cockroach Janta Party” (CJP) não é um partido político formal, mas um coletivo online com critérios de adesão que incluem estar desempregado, ser preguiçoso, passar muito tempo online e ter a “habilidade profissional de reclamar”. Criado por Abhijeet Dipke, estrategista de comunicação política, o CJP começou como uma brincadeira. A ideia de Dipke, que já trabalhou com o Partido Aam Aadmi (AAP), conhecido por sua forte presença digital, era criar uma plataforma para unir pessoas com sentimentos semelhantes. O que se seguiu superou todas as expectativas, com dezenas de milhares de inscrições em poucos dias e a hashtag #MainBhiCockroach viralizando. O movimento ganhou tração com o apoio de políticos da oposição, como Mahua Moitra e Kirti Azad, e do advogado sênior Prashant Bhushan. A adesão teatral, com jovens se fantasiando de baratas em eventos públicos, demonstra a forma como o CJP ressoa com o público. A força da juventude indiana e a fadiga política A Índia possui uma das populações mais jovens do mundo, com cerca de metade de seus 1,4 bilhão de habitantes com menos de 30 anos. No entanto, a participação política formal entre esses jovens é limitada. Uma pesquisa recente indicou que 29% evitam o engajamento político, e apenas 11% são membros de partidos. Dipke ressalta que “as pessoas estão frustradas porque não se sentem ouvidas ou representadas”. Essa frustração é um reflexo de desafios como o mercado de trabalho instável, a desigualdade e o custo de vida crescente, que afetam a promessa de mobilidade ascendente para muitos jovens. A economia indiana em rápido crescimento não tem sido suficiente para aliviar as preocupações com emprego e desigualdade. Para muitos que estão entrando na vida adulta, a educação não garante mais estabilidade, tornando a perspectiva de ascensão social cada vez mais frágil. Um novo idioma para a insatisfação: memes, humor e representatividade O CJP se descreve como “a voz dos preguiçosos e desempregados”, com um site que emula a cultura

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Forças de Paz da ONU Encolhem Pela Metade em 10 Anos: Crise de Financiamento e Mudança no Cenário Global

Forças de Paz da ONU Encolhem Pela Metade em 10 Anos: Crise de Financiamento e Mudança no Cenário Global O número de militares envolvidos em missões de paz lideradas pela ONU e outras organizações internacionais sofreu uma redução drástica, caindo pela metade em uma década. Um novo estudo do Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri) aponta que essa diminuição se intensificou, com uma queda de 17% apenas entre 2024 e 2025. Essa retração reflete uma crise no modelo de manejo de conflitos armados que tem sido prevalente no século XXI, intensificada por dificuldades de financiamento e uma mudança no panorama geopolítico. As perspectivas para a gestão multilateral de conflitos não são promissoras, conforme alertam os autores do estudo, Claudia Pfeifer Cruz e Jaïr van der Lijn. Os números apresentados são um reflexo claro dessa preocupação. Em 2016, considerado o auge do modelo, 152.803 militares estavam engajados em 61 missões de paz. Deste total, 22 eram lideradas diretamente pela ONU, com os famosos capacetes azuis, e outras 42.800 pessoas serviam em operações comandadas por entidades multilaterais ou países envolvidos nas crises. Uma década depois, a realidade é outra. Atualmente, são 78.633 militares atuando em 58 operações, sendo que 18 delas ainda são chefiadas pelas Nações Unidas. Ao todo, 34 países são palco dessas missões. Essa redução expressiva no efetivo e no número de operações sinaliza um enfraquecimento significativo das iniciativas de paz globais. Conforme informação divulgada pelo Sipri, essa queda é um indicativo de que o modelo de manejo de conflitos armados está em crise. A Escassez de Recursos Financeiros e o Corte nos Orçamentos Um dos principais fatores que explicam essa retração é a escassez de financiamento. Os recursos destinados pela ONU para missões de paz, após correção monetária, caíram pela metade, passando de US$ 11 bilhões em 2016 para US$ 5,5 bilhões previstos para 2025. Essa diminuição é ainda mais preocupante quando se considera que esses valores representam apenas o que é autorizado para ser bancado pelos 193 membros plenos da ONU. A decisão do ex-presidente americano Donald Trump, em seu segundo mandato, de cortar financiamentos à ONU, por considerá-la um item obsoleto do pós-guerra, teve um impacto considerável. Os Estados Unidos eram o maior contribuinte financeiro da organização, e sua saída gerou um déficit significativo. Segundo a própria ONU, faltam cerca de US$ 2 bilhões para fechar o orçamento de 2025 das operações de paz. Impacto dos Cortes e a Mudança nas Estratégias de Paz Esse rombo financeiro forçou cortes lineares de 15% nas operações, resultando em uma queda de 25% no pessoal militar alocado pela ONU, o que, por sua vez, puxou o declínio geral. O cenário reflete também uma mudança na forma como o mundo lida com conflitos, priorizando ações mais focadas em detrimento de grandes operações politicamente complexas. Atualmente, 4 das 10 maiores missões de paz não são lideradas pela ONU, como é o caso da terceira maior operação, na Somália, onde a União Africana emprega quase 12 mil soldados e policiais.

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Xi Jinping explode em ataque contra Japão em cúpula com Trump, temendo “neomilitarismo”

Xi Jinping critica “remilitarização” do Japão em cúpula com Trump, gerando tensão O líder chinês, Xi Jinping, protagonizou um momento de alta tensão durante uma cúpula com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao fazer um discurso acalorado contra o que chamou de “remilitarização” do Japão. A repreensão direcionada à então primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, surpreendeu as autoridades americanas, pois o tema não estava na pauta oficial das conversas. O embate verbal de Xi Jinping, descrito como exaltado e agitado, foi o ponto mais crítico dos dois dias de reunião. A China tem expressado crescente preocupação com o aumento dos gastos militares do Japão e sua postura de segurança mais assertiva, especialmente em relação a Taiwan. Em contrapartida, Trump teria argumentado que o Japão necessitava de uma postura de segurança mais forte diante da ameaça crescente da Coreia do Norte. Conforme informações de pessoas familiarizadas com o encontro em Pequim, a China tem intensificado seus ataques verbais e ações concretas contra o Japão desde declarações de Takaichi sobre Taiwan, o que deteriorou as relações bilaterais. Japão busca autossuficiência em segurança diante das críticas chinesas Christopher Johnstone, ex-alto funcionário da Casa Branca para o Japão, comentou que a “abordagem cáustica” de Xi Jinping em relação ao Japão, e a tentativa de explorar o desejo de Trump por relações estáveis entre EUA e China, apenas reforçam a busca de Tóquio pela própria autossuficiência em segurança. Ele destacou a “falta de autoconsciência de Xi”, afirmando que suas próprias ações estão acelerando o surgimento de um Japão mais forte. A retórica anti-Japão da China, segundo Johnstone, não encontra eco além de suas fronteiras. Tóquio, por sua vez, tem fortalecido laços de segurança com parceiros regionais como Austrália, Filipinas e Coreia do Sul, que demonstram maior preocupação com a assertividade chinesa do que com um Japão em processo de “remilitarização”. China aponta “neomilitarismo” japonês e aumento de gastos militares O Ministério das Relações Exteriores da China informou que o Japão aumentou seus gastos militares em 9,7% até 2025. O país asiático tem citado a ameaça representada pela China como prioritária em seus relatórios anuais de defesa, descrevendo as atividades militares chinesas como o “maior desafio estratégico”. Pequim acusa o Japão de deslizar rumo ao “neomilitarismo”, com o orçamento de defesa japonês aumentando por 14 anos consecutivos. A China, por sua vez, aumentou seus próprios gastos com defesa em 7,4% no ano passado, alcançando US$ 336 bilhões, o 31º aumento anual consecutivo, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo. O Japão gastou US$ 62 bilhões. Preocupações de Tóquio com a aliança EUA-Japão e atrasos em entregas militares Tóquio também demonstra apreensão quanto ao estado da aliança com os Estados Unidos, especialmente após Trump impor tarifas a aliados e diante de novas preocupações de que a dissuasão militar americana contra a China esteja sendo diluída pela guerra com o Irã. Relatos indicam que os EUA informaram ao Japão sobre sérios atrasos na entrega de 400 mísseis Tomahawk, encomendados por Tóquio para servirem como

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Lula defende investimento em ciência e tecnologia: “Brasil não é menor nem menos competitivo que ninguém”

Brasil tem potencial para ser gigante, afirma Lula em inauguração de centro tecnológico da Fiocruz no Rio Em um evento marcado pela celebração da ciência e inovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou neste sábado (23) a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A entrega de um empreendimento como este, segundo o presidente, reforça a convicção de que o Brasil não possui limitações intrínsecas em termos de capacidade ou competitividade global. “Esse centro tecnológico dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém. Basta a gente ousar, ter coragem e fazer,” declarou Lula, enfatizando o potencial do país quando há investimento e determinação. As palavras do presidente vieram após informações divulgadas pelo governo federal sobre a importância estratégica da nova estrutura. O centro é voltado para o desenvolvimento de tecnologias, medicamentos, vacinas, diagnósticos e soluções inovadoras cruciais para o Sistema Único de Saúde (SUS), demonstrando um compromisso com o avanço científico e a saúde pública brasileira. A pesquisa como motor do desenvolvimento Lula destacou que o investimento em pesquisa, embora nem sempre popular devido à incerteza de resultados imediatos, é fundamental para o progresso. Ele comparou a situação à descoberta de petróleo, que só é possível através de extensos trabalhos de pesquisa. Para o presidente, a pesquisa é a base para todas as inovações e descobertas que impulsionam o país. Superando os entraves financeiros para a ciência O presidente também abordou os desafios comuns enfrentados pela área de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Ele mencionou que a justificativa frequente para a falta de investimentos é o alto custo, com frases como “custa muito”, “é muito caro” ou “não tem dinheiro”. Lula contrapôs essa visão ao questionar o custo de não fazer, sugerindo que a ausência de investimento em ciência e tecnologia gera perdas maiores a longo prazo. O Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde: um hub de inovação A nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz representa um marco significativo. Com 15 mil metros quadrados, o espaço foi projetado para funcionar como um polo de inovação em saúde. O objetivo é reunir pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e parceiros, tanto nacionais quanto internacionais, para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias. Criado em 2002 com o apoio do Ministério da Saúde, o centro já tem um histórico de sucesso na conexão entre a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico. Sua atuação é focada em acelerar projetos que visam a criação de vacinas, biofármacos, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias essenciais para fortalecer o SUS e garantir o acesso à saúde de qualidade para todos os brasileiros.

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Conflitos Societários Disparam: Estresse Financeiro e Troca de Gerações Pressionam Empresas no Brasil

Disputas Societárias em Alta: Entenda os Fatores que Agitam o Mundo Corporativo Brasileiro O cenário empresarial brasileiro tem sido palco de um aumento significativo em conflitos societários. Desde o início de 2026 até abril, foram registrados 889 novos processos de dissolução parcial de sociedade, indicando uma tendência de crescimento nas desavenças entre sócios. Especialistas apontam que a **instabilidade econômica**, somada a **mudanças geracionais** nas lideranças e alterações na legislação, têm contribuído para esse aumento. A judicialização do ambiente corporativo se intensificou nos últimos anos, com diversas ações como apuração de haveres, exclusão de sócios e prestação de contas apresentando crescimento. Conflitos recentes, como o caso entre os sócios Alexandre Birman e Roberto Jatahy na Azzas, evidenciam a complexidade e a frequência dessas disputas. Esses desentendimentos refletem a combinação de um **cenário econômico desafiador** com o **amadurecimento dos mecanismos de governança** corporativa. Essa dinâmica tem levado a explosões no número de desentendimentos entre blocos de controle, acionistas minoritários e fundadores de empresas, conforme apontado por Laura Isabel Nogarolli, gestora jurídica e sócia da Tahech Advogados. A informação foi divulgada pelo InfoMoney. O Impacto da Economia e da Sucessão Familiar nos Conflitos A **alta persistente da taxa de juros (Selic)** no Brasil é apontada como um dos principais vilões por trás do estresse financeiro das empresas. Eduardo Terashima, sócio do NHM Advogados, explica que empresas endividadas tendem a reduzir o pagamento de dividendos e a demandar aportes que nem sempre os sócios minoritários conseguem acompanhar. Isso gera brigas sobre a alocação de caixa e frequentemente coloca o sócio minoritário descontente como protagonista em processos de apuração de haveres. Além do aperto financeiro, a **transição geracional em empresas familiares** fundadas nas décadas de 1980 e 1990 também é um fator crucial. A pulverização da herança entre herdeiros com perfis e visões de futuro incompatíveis frequentemente resulta em conflitos societários acirrados, segundo Terashima. Venture Capital, Reestruturações e o Papel da Legislação O boom do **venture capital** entre 2020 e 2021, que viu empresas atingirem valuations elevados, foi seguido por um período de escassez de financiamento. Essa seca no mercado levou a reestruturações de capital e trocas de controle, cujas resoluções judiciais podem levar de um a três anos, mantendo litígios ativos por um longo período. É importante notar que os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre dissolução parcial de sociedade não abrangem todos os casos. Grandes corporações, especialmente sociedades anônimas, preferem a **arbitragem ou mediação**, vias rápidas e técnicas, mas com custo proibitivo para pequenas e médias empresas, segundo Nogarolli. Novas Leis e a Facilitação de Conflitos Mudanças recentes na legislação também contribuem para o cenário de conflitos. A **Lei 14.451/2022**, por exemplo, reduziu o quórum para deliberações importantes em sociedades limitadas, como alterações contratuais, fusões e dissoluções. Bruno Boris, sócio fundador do Bruno Boris Advogados, destaca que essa alteração permite que a maioria simples possa aprovar questões relevantes. Essa flexibilização pode, com o tempo, facilitar a reorganização de minoritários para obter a maioria simples, um processo mais acessível do que a

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Trump Impulsiona Mudanças Drásticas em Mapas Eleitorais nos EUA: 20% dos Distritos Alterados Antes das Midterms

A pressão de Donald Trump para alterar o mapa eleitoral nos Estados Unidos já mudou ou está em processo de mudar divisões de distritos eleitorais em 10 estados, o que representa 20% do total. O objetivo é favorecer um ou outro partido nas próximas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, em novembro. Donald Trump tem exigido de aliados em estados de maioria republicana que os distritos eleitorais sejam redefinidos. A meta explícita é aumentar as chances do partido eleger candidatos em locais onde tradicionalmente não detêm maioria. O foco principal é ampliar a estreita maioria republicana na Câmara dos Representantes. Atualmente, o partido conta com 217 republicanos contra 212 democratas, com um independente que geralmente vota com os republicanos, compondo a maioria simples de 218 deputados. Estados como Texas, Missouri, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Flórida, Tennessee e Alabama já tiveram ou estão em processo de mudanças em seus mapas eleitorais para favorecer os republicanos. Já a Califórnia e Utah estão inclinados a mudanças que beneficiam os democratas. Conforme informação divulgada pelo conteúdo original, com essas alterações, espera-se que os republicanos conquistem de 8 a 10 cadeiras a mais, mesmo com a reação democrata. O que é ‘Gerrymandering’ e por que é controverso? A prática de manipular o desenho dos distritos eleitorais, conhecida como ‘gerrymandering’, não é nova na política americana. No entanto, a pressão de Trump traz um elemento de novidade: essas alterações geralmente ocorrem a cada dez anos, após a atualização dos dados do Censo nacional. Desta vez, o processo está ocorrendo no meio da década, com dados demográficos desatualizados, tornando o processo mais explicitamente político. Essa alteração flagrantemente partidária no meio da década era mais comum no século 19 e foi caindo em desuso. No início do século 20, alguns estados com força política concentrada em zonas rurais passaram a recusar mudanças para evitar que as áreas urbanas, cada vez mais populosas, ganhassem proeminência. A partir da década de 1960, decisões da Suprema Corte estabeleceram que os distritos precisavam ser redesenhados para garantir que os votos de cada eleitor tivessem a mesma força. Isso abriu portas para que mapas estaduais fossem questionados na Justiça. A influência da Suprema Corte e a nova interpretação da Lei dos Direitos do Voto Dos 40 redesenhos de distritos realizados no meio da década entre 1970 e 2025, 36 foram por ordem judicial, segundo o Pew Research Center. Esse cenário indica um período de novas normas e judicialização. Contudo, sob a influência de Trump, o número de redesenhos voluntários pelos estados no meio da década já supera em mais de duas vezes o registrado nos 55 anos anteriores. Em agosto passado, a pressão de Trump se intensificou em abril. A Suprema Corte, com maioria conservadora, mudou seu entendimento sobre a Lei dos Direitos do Voto ao declarar inconstitucional um mapa da Louisiana que adicionava um segundo distrito eleitoral de maioria negra. Essa decisão, na prática, permite que estados usem a raça como critério para desenhar os distritos. Michael

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Alerta Europa: Repatriação de Brasileiros Quase Dobra em 2025, Entrada na UE Mais Difícil

Eurostat aponta aumento drástico de brasileiros repatriados da União Europeia em 2025, indicando endurecimento nas políticas migratórias. Um levantamento divulgado pelo Eurostat, o instituto de estatísticas da União Europeia, acende um alerta para os brasileiros que planejam ou já residem no bloco. Os dados relativos a 2025 mostram um aumento significativo no número de cidadãos brasileiros impedidos de entrar na UE, notificados para deixar o bloco e, consequentemente, repatriados. O Brasil figura entre as 15 nacionalidades com maior incidência em barreiras de entrada e repatriações. O número de brasileiros que tiveram que deixar a União Europeia quase dobrou em um ano, refletindo uma política de fronteiras mais restritiva e fiscalização intensificada. Essas estatísticas, divulgadas no início de maio, sinalizam um endurecimento nas regras de imigração e um controle mais rigoroso sobre a permanência de estrangeiros nos países membros. Acompanhe os detalhes deste cenário em transformação. Brasileiros Repatriados Quase Dobram em 2025 Os números revelados pelo Eurostat são contundentes: em 2025, o total de brasileiros repatriados para fora da União Europeia atingiu 3.050 pessoas. Este dado representa um **aumento expressivo de 94%** em comparação com o ano anterior, 2024, colocando o Brasil na 13ª posição entre cerca de 170 nacionalidades. Este cenário de alta na repatriação de brasileiros reflete um endurecimento nas políticas migratórias da UE. O aumento expressivo indica que mais brasileiros foram identificados em situação irregular ou tiveram sua entrada negada nos portos e aeroportos europeus. Entrada na UE Dificultada e Notificações de Saída em Alta Além das repatriações, outros indicadores também apontam para um controle mais rígido. O número de estrangeiros impedidos de entrar na UE em suas fronteiras externas aumentou 7% em 2025, totalizando 132,6 mil pessoas. Deste total, os brasileiros ocupam a 12ª posição, com 2.910 pessoas barradas, sendo a **grande maioria (92%) em aeroportos**. Portugal e Irlanda foram os países que mais rejeitaram a entrada de brasileiros, ambos com grandes comunidades de compatriotas, o que pode atrair outros em busca de oportunidades, mas que acabam sendo barrados pela falta de documentação adequada. Outro índice que registrou alta foi o de notificações para deixar um país da UE devido a situação irregular, como falta de autorização de residência ou visto de trabalho. Em 2025, 6.875 brasileiros receberam esta ordem, um aumento de 57% em relação a 2024. Bélgica, França e Portugal foram os países que mais emitiram essas notificações. Mudanças Legislativas e Efeito Escala no Aumento da Repatriação Em Portugal, as mudanças na legislação, como a extinção da “manifestação de interesse”, que permitia a regularização de turistas sem visto, contribuíram para o aumento de brasileiros notificados a sair. Agora, vistos de trabalho ou estudo devem ser obtidos antes da viagem. Os países que mais repatriaram brasileiros foram Bélgica, França, Portugal e Irlanda. A maioria (56%) foi repatriada voluntariamente com assistência, enquanto cerca de 30% foram deportados. Em Portugal, brasileiros representaram 74% do total de repatriados. Pedro Góis, professor da Universidade de Coimbra, explica que os dados refletem o **aumento do rigor na aplicação das regras da

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Rússia Lança Supermíssil “Orechnik” em Ataque Massivo Contra Ucrânia, Sinalizando Escalada Nuclear na Europa

Rússia Emprega Supermíssil “Orechnik” em Maior Ataque Aéreo Contra Ucrânia em Quatro Anos A Rússia realizou um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início da guerra, na madrugada deste domingo, 24 de março. Pela primeira vez no conflito, o país utilizou o supermíssil balístico de alcance intermediário “Orechnik”, que pode carregar múltiplas ogivas capazes de atingir velocidades hipersônicas, tornando-as praticamente indefensáveis. O ataque, que atingiu um alvo próximo a Kiev, resultou na morte de ao menos 4 pessoas e deixou outras 80 feridas. O Ministério da Defesa russo classificou a ação como uma retaliação ao bombardeio que vitimou 18 pessoas em um dormitório estudantil na região de Lugansk, ocupada pela Rússia, na sexta-feira, 22 de março. “Foi uma noite terrível em Kiev”, declarou o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, em sua conta no Telegram. A ação russa concentrou-se na cidade, empregando cerca de 90 mísseis e 600 drones, um escopo de equipamento sem precedentes no conflito, conforme divulgado por fontes jornalísticas. “Orechnik”: Um Sinal de Força com Potencial Nuclear O lançamento do supermíssil “Orechnik”, cujo nome significa “aveleira” em russo, é interpretado como um forte sinal para a Europa, que busca uma solução diplomática para o conflito. Este míssil, projetado para cenários de conflito nuclear, foi disparado apenas outras duas vezes no conflito, em novembro de 2024 e janeiro deste ano. Em ataques anteriores contra a Ucrânia, ogivas sem explosivos foram utilizadas, causando destruição unicamente por sua força cinética. Neste domingo, o alvo principal foi Bila Tservka, cidade localizada a 64 km ao sul de Kiev. Relatos não confirmados indicam um segundo ataque contra a própria capital ucraniana. O uso do “Orechnik” demonstra a capacidade russa de atingir qualquer capital europeia em questão de minutos, elevando a tensão na região. Maior Exercício Nuclear Recente e o Papel da Bielorrússia A ação russa segue um padrão de demonstração de força, evidenciado na semana passada com o maior exercício nuclear desde a Guerra Fria. Nesse exercício, foram disparados mísseis estratégicos e táticos, estes últimos em conjunto com a Bielorrússia, aliada da Rússia e fronteiriça a membros da OTAN. Essa demonstração visava enviar uma mensagem a potências como os Estados Unidos, representados por Donald Trump, e a China, com o líder Xi Jinping tendo recebido Vladimir Putin recentemente. O míssil “Orechnik” se encaixa nesse contexto de ameaça, capaz de atingir alvos em toda a Europa. O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, já criticou a ação em sua conta no X (antigo Twitter), classificando-a como uma “escalada irresponsável”, demonstrando a preocupação europeia com o uso de armamentos de ponta. Armas Hipersônicas e Pressão sobre Putin na Ucrânia Além do “Orechnik”, a Rússia empregou grande parte de seu arsenal operacional de armas hipersônicas, incluindo os mísseis ar-terra “Kinjal” e os “Tsirkon”, estes últimos disparados de baterias costeiras “Bastion” posicionadas em terra no sul russo. Mísseis balísticos “Iskander-M”, com alcance de 500 km e já testados em exercícios nucleares, também foram utilizados. Um batalhão armado com “Orechnik” está posicionado em solo bielorrusso, que,

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Bomba em trem militar no Paquistão: Ataque separatista mata 24 e fere 50 em Quetta, Baluchistão

Ataque brutal no Paquistão: Bomba em trem militar deixa 24 mortos e 50 feridos na província do Baluchistão Um violento ataque com bomba contra um trem que transportava militares e seus familiares na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, resultou na trágica morte de pelo menos 24 pessoas e deixou cerca de 50 feridos. O incidente chocou a região, que tem visto um aumento na violência nos últimos meses. O principal grupo separatista local, o Exército de Liberação do Baluchistão (BLA), reivindicou a autoria do atentado. Considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, o BLA tem intensificado seus ataques contra alvos militares e civis. As informações foram divulgadas por um alto funcionário do governo paquistanês à agência de notícias AFP. As vítimas viajavam de Quetta, capital da província, para Peshawar, no noroeste do país, onde iriam celebrar a Festa do Sacrifício. Vagão destruído e explosão devastadora Imagens divulgadas do local do desastre mostravam um vagão completamente destruído, tombado de lado. Pessoas eram vistas escalando os destroços em busca de sobreviventes, enquanto outras carregavam macas com feridos. Um funcionário descreveu o ataque como uma colisão de um carro carregado com explosivos contra um dos vagões, provocando uma enorme explosão. A força da explosão foi tamanha que estilhaçou janelas e destruiu veículos próximos. Segundo a polícia, o artefato explosivo utilizado pesava cerca de 35 quilos, evidenciando a magnitude do ataque. A violência no Baluchistão, uma das províncias mais pobres e extensas do Paquistão, tem aumentado significativamente. Motivações separatistas e exploração de recursos O BLA, que busca a independência do Baluchistão, acusa o governo paquistanês de explorar os ricos recursos naturais da província, como gás natural e minerais, sem que a população local veja benefícios. Essa tensão histórica e a busca por autonomia são pano de fundo para a escalada da violência na região. O grupo tem direcionado seus ataques não apenas a instalações militares, mas também à administração civil e a trabalhadores de outras províncias ou de empresas estrangeiras que operam no Baluchistão. A situação na província, que apresenta atrasos significativos em indicadores de educação, emprego e desenvolvimento econômico, continua sendo um ponto de grande preocupação.

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