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Rei Harald 5º da Noruega, o reformista que modernizou a monarquia, morre aos 89 anos em meio a crises familiares

Rei Harald 5º da Noruega falece aos 89 anos, encerrando um reinado de 33 anos marcado por reformas e popularidade. O Rei Harald 5º da Noruega, conhecido por sua postura reformista e por tirar a monarquia da sombra de seu pai, faleceu nesta sexta-feira (28), aos 89 anos. A notícia foi divulgada pelo palácio real, em um período de intensas turbulências para a família real norueguesa. Harald, que era o monarca vivo mais velho da Europa, foi internado no Hospital Universitário de Oslo no dia 17 de agosto, onde tratou de uma infecção bacteriana no sangue. Sua saúde já vinha sendo motivo de atenção, com internações anteriores em 2024, incluindo um episódio na Malásia que resultou na implantação de um marca-passo. O reinado de Harald, que se iniciou em 1991, foi caracterizado por sua capacidade de modernizar a monarquia e adaptá-la aos tempos atuais. Ele sempre demonstrou compromisso com seu juramento, descartando a ideia de abdicar e afirmando que seu papel como rei era vitalício. Conforme informações divulgadas pelo palácio real, o Rei Harald morreu tranquilamente no hospital às 6h35 (horário local). Um Rei Próximo do Povo e Símbolo de Resiliência Ao longo de seu reinado, o Rei Harald 5º se destacou por sua proximidade com o povo norueguês. Ele desempenhou um papel crucial em momentos de luto nacional, como após o atentado de Anders Behring Breivik em 2011, quando confortou a nação com um discurso marcante sobre a força da liberdade sobre o medo. Em situações de desastres naturais, como enchentes e tempestades, o rei era frequentemente visto visitando as áreas afetadas, vestindo botas de borracha e jaquetas simples, para oferecer apoio direto às vítimas. Essa postura humanizada contribuiu para sua alta popularidade, que, segundo pesquisa de fevereiro de 2026, o colocava como o membro da realeza mais representativo do país, com nota 9,2 em uma escala de 1 a 10. Defensor da Tolerância e Abertura Real O Rei Harald 5º também se firmou como um defensor da tolerância e da diversidade. Em um discurso em 2016, ele ressaltou que os noruegueses podiam ter diversas origens, crenças e orientações sexuais, promovendo uma mensagem de inclusão. Em 2005, em celebração ao centenário da independência da Noruega, ele e a Rainha Sonja convidaram 550 noruegueses para um baile. Na ocasião, Harald expressou sua visão de que as famílias reais europeias não deveriam recuar em relação aos avanços em abertura, afirmando que “depois que se abre o portão, é muito difícil fechá-lo novamente”. Essa declaração refletia sua crença na importância da monarquia se manter acessível e conectada com a sociedade. Paixões e Influências de um Reformista Assim como seu pai, Olav, o Rei Harald 5º era um entusiasta de esportes e automobilismo, dirigindo com frequência seu próprio carro. Como velejador, conquistou um título mundial e participou de diversas Olimpíadas, embora não tenha alcançado a medalha de ouro olímpica de seu pai. Um de seus grandes sonhos foi realizado aos 76 anos, quando passou quatro dias na Amazônia brasileira, convivendo com o povo

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Agenda Presidencial: Lula em sabatina, Zema foca em infraestrutura e Caiado visita hospital

Presidenciáveis em campanha: Veja os destaques da agenda desta quinta-feira (27) A quinta-feira (27) foi marcada por uma série de atividades dos candidatos à Presidência da República. As agendas incluíram desde sabatinas importantes em veículos de comunicação até visitas a locais que representam demandas sociais e econômicas. Os presidenciáveis buscaram diversificar seus compromissos, transitando entre entrevistas, visitas a hospitais e abrigos, e ações em feiras e locais de trabalho. O objetivo é alcançar diferentes setores do eleitorado e apresentar suas propostas. O dia também contou com atividades relacionadas a obras públicas e outras ações de campanha, demonstrando a intensidade da corrida eleitoral. Conforme divulgado pelas assessorias dos candidatos, as agendas refletem as prioridades de cada campanha. Lula foca em salário mínimo e sabatina na TV Globo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um dia com foco em comunicação e propostas econômicas. O candidato participou de uma **sabatina na TV Globo** na noite desta quinta-feira (27). Em suas redes sociais, Lula reforçou seu compromisso com a política de reajuste do **salário mínimo**, defendendo que os aumentos ocorram acima da inflação para garantir ganho real aos trabalhadores. Ele afirmou que, caso eleito, manterá essa política. Romeu Zema destaca infraestrutura para o agronegócio Romeu Zema (Novo) direcionou sua agenda para o interior de Minas Gerais. O candidato **vistoriou obras na cidade de São Francisco**, no norte do estado. Durante a visita, Zema enfatizou a necessidade de **mais infraestrutura para o escoamento das safras agrícolas** e para aumentar a competitividade do setor. “O nosso agro é muito eficiente da porteira para dentro, mas paga um preço caríssimo da porteira para fora”, declarou Zema ao percorrer uma ponte crucial para a região. Ronaldo Caiado visita hospital e promete mais investimentos em saúde O candidato Ronaldo Caiado (PSD) teve uma agenda voltada para a área da saúde em São Paulo. Ele concedeu entrevista a uma rádio local e, em seguida, **visitou o Hospital Santa Marcelina**. Na saída da unidade de saúde, Caiado **prometeu aumentar o investimento na atenção primária**, visando reduzir a demanda nos hospitais, e também o repasse de recursos federais para unidades hospitalares via SUS. À noite, o presidenciável participou do lançamento da candidatura de Otoni de Paula a deputado federal no Rio de Janeiro. Outros candidatos cumprem agendas pelo país Renan Santos (Missão) participou de sabatinas no Rio de Janeiro, defendendo o fim da Justiça do Trabalho. Romeu Zema (Novo) vistoriou obras em Minas Gerais. Ronaldo Caiado (PSD) visitou um hospital em São Paulo e participou de um evento no Rio de Janeiro. Rui Costa Pimenta (PCO) explanou sobre geopolítica em um canal do YouTube. Samara Martins (UP) realizou atividades de campanha no Recife, incluindo bandeiraço e caminhada. Wilson Grassi (Democrata) focou sua agenda em São Paulo na defesa da causa animal, participando de campanha de castração de pets. Clariana Barão (DC) visitou instituições em Cuiabá, como hospital e abrigo. Hertz Dias (PSTU) esteve com trabalhadores da indústria em São José dos Campos (SP), defendendo a manutenção de empregos e direitos trabalhistas,

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Alerta no Himalaia: Mudanças Climáticas Amplificam Risco de Inundações Catastróficas e Deslizamentos Chocantes

Desastres no Himalaia Ligados às Mudanças Climáticas: Especialistas Preocupados com Inundações e Deslizamentos Cientistas apontam que as mudanças climáticas estão criando um cenário de risco elevado para desastres na região do Himalaia, como as recentes e catastróficas enchentes na fronteira entre Nepal e Tibete, na China. A situação é alarmante, com milhares de pessoas desaparecidas após um deslizamento massivo de lama e rochas que atingiu um rio. O evento, que ocorreu nesta quarta-feira, causou inundações devastadoras em cidades e vales, deixando um rastro de destruição. Autoridades reportaram aproximadamente 1.500 desaparecidos, incluindo 800 estrangeiros, evidenciando a magnitude da tragédia e a vulnerabilidade da região. A causa exata do desastre está sob investigação, mas a avaliação preliminar de especialistas sugere que uma avalanche de gelo e rochas nas encostas do pico Langtang Lirung, no Nepal, pode ter iniciado a sequência de eventos. Essa massa atingiu o rio Lhende Khola, no lado tibetano, desencadeando as enxurradas. Conforme informação divulgada por cientistas, as mudanças climáticas estão gerando condições capazes de desestabilizar rochas e gelo em regiões de alta montanha, tornando desmoronamentos mais frequentes. Instabilidade Geológica Amplificada pelo Aquecimento Global Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea do Earth Sciences New Zealand, explica que o aquecimento global contribui para a desestabilização de encostas em áreas de alta montanha. O aumento das temperaturas e o consequente derretimento de geleiras e gelo reduzem o suporte em terrenos íngremes. Isso, por sua vez, pode fragilizar as montanhas e aumentar a probabilidade de grandes desmoronamentos, como o observado recentemente. O desastre desta quarta-feira causou danos significativos, incluindo a destruição de pelo menos seis grandes usinas hidrelétricas e parte da infraestrutura do polo comercial de Gyirong. Os rios foram alterados em mais de 100 km, chegando perto da fronteira com a Índia, demonstrando o alcance e a gravidade do evento. Eventos Semelhantes Crescem em Frequência e Intensidade Não é a primeira vez que a região do Himalaia enfrenta tragédias dessa natureza. Nos últimos anos, ocorreram eventos catastróficos semelhantes, embora em menor escala. Em 2025, uma inundação atingiu Gyirong, e em 2024, o rompimento de um lago glacial ocorreu na aldeia sherpa de Thame. Em 2023, um evento similar aconteceu em Sikkim, no nordeste da Índia. O Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (Icimod), com sede no Nepal, alerta que inundações, deslizamentos, avalanches e secas estão se tornando mais frequentes e intensos em toda a cordilheira Hindu Kush. As rápidas mudanças no clima e no ambiente representam uma grande ameaça para a população local. O Impacto da Perda de Gelo e a Ameaça de Eventos Compostos Farooq Azam, especialista em criosfera do Icimod, destaca que o aumento das temperaturas nas montanhas torna a criosfera, a parte do planeta coberta de gelo, muito mais vulnerável. A combinação do intenso derretimento da neve com a atividade sísmica é apontada como um provável gatilho para a avalanche inicial que resultou na inundação. A tendência de longo prazo é preocupante. Um relatório das Nações Unidas de 2023 indicou que o aquecimento global

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Desespero em Hidrelétrica no Nepal: Funcionário filma fuga de enchente devastadora que deixou mais de 1.300 desaparecidos

Enchente catastrófica no Nepal: imagens chocantes de usina hidrelétrica revelam o pânico e a destruição Um vídeo dramático capturado por um funcionário de uma usina hidrelétrica no distrito de Rasuwa, uma das áreas mais severamente atingidas pelas enchentes que assolaram o Nepal na última quarta-feira (27), está comovendo o mundo. As imagens, que rapidamente viralizaram nas redes sociais, mostram o exato momento em que o trabalhador e seus colegas precisam fugir desesperadamente da enxurrada de lama e água que avançava sobre a instalação. As gravações, que já ultrapassaram a marca de 36 milhões de visualizações, iniciam com o funcionário, identificado como Vivek Shrestha, filmando a aproximação da água. A percepção da imensa força e volume da correnteza o leva a abandonar a filmagem e correr em direção a pontos mais elevados da montanha, em busca de segurança. Em publicações posteriores, Shrestha documentou a evolução da situação, mostrando-se em um local seguro e registrando a força destrutiva da massa de lama descendo pelo leito do rio. Mais tarde, com o fluxo de água diminuindo, ele filmou o grupo aguardando o resgate em meio ao cenário desolador. Conforme informações divulgadas pela Reuters, um outro vídeo, também gravado no distrito de Rasuwa, evidencia a destruição de uma usina hidrelétrica em construção. As imagens chocantes revelam a violência da enxurrada cobrindo completamente o local de trabalho, onde máquinas pesadas e funcionários operavam momentos antes. O poder avassalador da natureza A força da enchente foi tamanha que a estrutura da usina em construção foi rapidamente submersa por uma onda de água e lama. A pessoa que filmava a cena, posicionada no alto da montanha, precisou se afastar rapidamente, com a câmera tremendo em suas mãos devido ao susto e à urgência da situação. Balanço trágico e busca por desaparecidos As enchentes atingiram a região do Himalaia, afetando tanto o Nepal quanto o Tibete, e deixaram um rastro de destruição sem precedentes. As equipes de resgate continuam as buscas por mais de 1.300 pessoas desaparecidas. Até a última quinta-feira (27), o número de mortos já havia chegado a 362, segundo balanços ainda preliminares das autoridades. Impacto devastador nos povoados A tragédia resultou na devastação e submersão de povoados inteiros sob uma espessa camada de lama. Do total de vítimas fatais, 359 foram registradas no Nepal, de acordo com informações oficiais, enquanto três mortes ocorreram no lado chinês, conforme noticiado pela imprensa estatal. É importante notar que as informações sobre o número de vítimas não são centralizadas, sendo divulgadas separadamente pelas autoridades de cada país e pela imprensa. Origem da tragédia: colapso de geleira A enxurrada de água e lama, descrita como semelhante a um tsunami, foi desencadeada pelo colapso de uma geleira. O evento teve uma intensidade comparável a um “evento sísmico” de magnitude 5,2, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, evidenciando a magnitude da catástrofe natural que assola a região.

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Colapso Glacial Devasta Nepal e Tibete: Entenda o Fenômeno que Causou Enchentes Catastróficas e Deixou Centenas de Vítimas

Colapso Glacial: A Causa da Enchente Devastadora no Nepal e Tibete que Deixou Centenas de Mortos e Desaparecidos Uma enchente repentina e devastadora atingiu o Nepal e o Tibete na manhã de quarta-feira (26), causando centenas de mortos e desaparecidos. Imagens chocantes registraram o momento em que comunidades inteiras foram varridas por uma enorme massa de lama, destruindo pontes, edifícios e outras estruturas em segundos. Inicialmente, cogitou-se um terremoto como o gatilho do desastre, mas investigações posteriores revelaram um fenômeno mais complexo e alarmante: um colapso glacial. A força da água e dos detritos gerou uma onda avassaladora que percorreu rios da região, como o Lhende Khola, Bhote Koshi, Trishuli e Narayani. A geografia acidentada do Himalaia, com vales estreitos e encostas íngremes, intensificou a velocidade e o poder destrutivo dessa enxurrada. Especialistas alertam para o risco de novas inundações nos próximos dias, pois grandes quantidades de detritos podem formar novos bloqueios nos rios. O evento levanta sérias preocupações sobre o papel das mudanças climáticas nesse tipo de desastre. O aquecimento global pode estar desestabilizando o permafrost, solo congelado que sustenta encostas de montanha, aumentando a probabilidade de deslizamentos, colapsos de geleiras e rompimentos de lagos glaciais. O Nepal já perdeu quase um terço de seu gelo nas últimas três décadas, com geleiras derretendo em ritmo acelerado, segundo a ONU. Conforme informações divulgadas pela BBC News e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o desastre se deu por um grande deslocamento de gelo e detritos. O Fenômeno do Colapso Glacial Explicado O que inicialmente foi registrado como um tremor de magnitude 4,4 pelo USGS, logo foi corrigido. O próprio serviço americano constatou que o evento sísmico, com magnitude equivalente a 5,2, foi uma consequência direta de um colapso glacial. Uma grande porção de uma geleira se desprendeu em uma área montanhosa e despencou vale abaixo, arrastando consigo gelo, pedras e sedimentos. Imagens de satélite corroboram essa hipótese, mostrando o desaparecimento de parte de uma geleira próxima à área afetada, indicando uma avalanche de gelo ou um desprendimento maciço. Simon Cook, especialista em glaciologia da Universidade de Dundee, explicou à BBC News que o colapso da geleira ao atingir o fundo do vale gerou o tremor. Essa massa de gelo e detritos atingiu o rio Lhende Khola, bloqueando temporariamente seu curso. Quando o bloqueio cedeu, uma enorme onda de água, gelo, pedras e lama avançou rio abaixo, devastando tudo em seu caminho. Risco Iminente de Novas Tragédias e Alerta para o Futuro A geografia da região, com vales estreitos e terrenos muito íngremes, favorece a propagação rápida dessas ondas de água e detritos. Basanta Raj Adhikari, diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, alertou para o risco de “segunda e terceira ondas” de inundações. Ele destacou que a quantidade de detritos carregada pelos rios pode criar novos bloqueios em trechos mais estreitos, elevando o perigo de formação de novas represas e, consequentemente, novas enchentes destrutivas. As autoridades e cientistas estão trabalhando intensamente para avaliar a

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Terras Raras: Ministro Brasileiro Vê Oportunidade Estratégica em Disputa EUA-China por Minerais Críticos

Minério estratégico: Brasil na mira de potências mundiais em busca de terras raras O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o potencial do Brasil como fornecedor de terras raras, minerais essenciais para tecnologias modernas e para a indústria bélica. A declaração surge em um contexto de intensa disputa geopolítica entre Estados Unidos e China pelo controle dessas matérias-primas, conforme relatado pelo ministro após conversas com representantes americanos. Silveira compartilhou que, durante uma visita a Washington em maio, ouviu de Donald Trump e sua equipe que os Estados Unidos “perderam a corrida dos minerais críticos para a China”. Essa admissão ressalta a urgência americana em diversificar suas fontes de suprimento e a importância estratégica do Brasil nesse cenário. A fala do ministro ocorreu durante a Exposibram, um importante congresso de mineração em Belo Horizonte. Ele enfatizou a necessidade de atrair capital estrangeiro para o processamento desses minerais em território nacional, visando agregar valor e gerar empregos no país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25). EUA buscam alternativas ao domínio chinês em terras raras O Ministro Alexandre Silveira explicou que os Estados Unidos reconhecem a dificuldade e o custo mais elevado de produzir terras raras em seu próprio território, tornando o Brasil uma alternativa viável e necessária. A China, por sua vez, domina grande parte da tecnologia de processamento e refino desses minerais, o que pode limitar seu interesse em investir em etapas de maior valor agregado no Brasil. Recentemente, o Departamento de Defesa americano anunciou um investimento de US$ 750 milhões (aproximadamente R$ 3,8 bilhões) para a aquisição de carbonato misto de terras raras da Serra Verde, em Goiás. Este aporte eleva o total de investimentos previstos para o projeto a US$ 1,5 bilhão, incluindo contratos de compra antecipada e dívidas bancárias. Serra Verde: um ativo estratégico com novo direcionamento comercial A mina de Serra Verde, atualmente a única em operação no Brasil, tinha seus contratos de exportação voltados majoritariamente para processadores chineses. No entanto, a aquisição do ativo pela USA Rare Earth por cerca de US$ 2,8 bilhões marca uma mudança significativa nesse panorama, com um acordo de offtake de quinze anos com os Estados Unidos. Essa transição, embora garanta um comprador estratégico, levanta questionamentos sobre a real agregação de valor dentro do Brasil. A etapa de separação e processamento dos minerais críticos, que concentra a maior parte do valor econômico, continua sendo realizada fora do país, o que pode limitar os benefícios econômicos de longo prazo para o Brasil. Brasil em busca de equilíbrio na geopolítica dos minerais A decisão de priorizar o comprador americano para a produção da Serra Verde pode estreitar o espaço para a política de equidistância defendida pelo governo brasileiro. A escolha de onde o valor agregado será gerado passa a ser influenciada por acordos internacionais, distanciando a tomada de decisão estratégica de Brasília. A notícia sobre o investimento americano ocorre em paralelo a outros desenvolvimentos na relação Brasil-China. A China e a Índia, por exemplo, concordaram em buscar soluções para disputas

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Keiko Fujimori: “Lua de Mel” no Peru com alta aprovação e promessas de mão dura e ajuda social

Keiko Fujimori vive “lua de mel” surpreendente no Peru após eleição apertada, com 60% de aprovação e otimismo geral Menos de um mês após assumir a presidência do Peru, Keiko Fujimori desfruta de um período de alta popularidade, com aprovação de 60% nas pesquisas Datum e 57% na Ipsos. Uma pesquisa da Datum revelou que 62% dos peruanos estão otimistas com o futuro do país. Este cenário de “lua de mel” é notável para uma política que chegou ao cargo após quatro segundos turnos e carrega o peso do sobrenome Fujimori. O início de seu governo explica parte desse entusiasmo, com anúncios que atendem a anseios populares. Conforme divulgado pela Cercanías, newsletter da Folha sobre América Latina, Keiko Fujimori começou seu mandato com promessas de aumento do salário mínimo, o dobro do valor para programas de assistência a idosos em extrema pobreza e maior presença das Forças Armadas no combate ao crime organizado. Populismo e demanda por segurança moldam o início do governo Fujimori A estratégia de Keiko Fujimori combina elementos reconhecíveis do populismo: redistribuição econômica e uma política de “mão dura”. No entanto, essa abordagem responde a uma demanda real da sociedade peruana, que clama por segurança e estabilidade, algo que o Estado tem falhado em entregar há anos. O Peru enfrenta uma grave crise de criminalidade, especialmente marcada por extorsões. Nas primeiras três semanas do novo governo, foram registrados 121 homicídios, sendo 93 deles com armas de fogo. O “Plan Escudo”, lançado com mais de 4.000 policiais e militares para combater extorsões no transporte público, ainda não dissipou a sensação de insegurança. Congresso desacreditado impulsiona popularidade de Keiko Fujimori Um fator crucial para o início de governo de Keiko Fujimori é a **enorme rejeição popular ao Congresso peruano**. Próximo à eleição, cerca de 90% dos peruanos desaprovavam o Legislativo. Nesse contexto, conceder mais poderes ao Executivo torna-se atraente, não por uma confiança cega na presidente, mas pela desconfiança ainda maior nas instituições que deveriam fiscalizá-la. Esse cenário cria um terreno fértil para o populismo. Uma presidente bem avaliada diante de instituições desacreditadas pode se apresentar como a voz direta das angústias populares, oferecendo soluções rápidas para problemas complexos. Eco histórico e o desafio de governar o Peru O eco histórico de Alberto Fujimori, pai de Keiko, é inevitável. Ele construiu grande parte de sua popularidade confrontando uma classe política e instituições desacreditadas. Embora seja precipitado prever o futuro do governo da filha com base nessa semelhança, ignorá-la seria um erro. Após três derrotas eleitorais, Keiko Fujimori finalmente encontrou um Peru disposto a lhe dar poder. O primeiro mês de seu governo já sinaliza as intenções de como ela pretende utilizá-lo, buscando consolidar sua base de apoio e enfrentar os desafios do país.

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PEC da Segurança Pública: Senado Pauta Votação Crucial para Combater Facções Criminosas e Fortalecer Pacto Federativo

CCJ do Senado avança na votação da PEC da Segurança Pública, com foco no combate a facções e novo pacto federativo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal incluiu na pauta de votação da próxima quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. A matéria, que propõe um endurecimento das regras para chefes de facções criminosas e um novo pacto federativo para o enfrentamento à criminalidade, representa um marco nas discussões sobre segurança no país. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve integralmente o texto aprovado na Câmara dos Deputados, visando agilizar a tramitação e evitar a necessidade de nova análise pelos deputados. O objetivo é responder de forma mais eficaz ao avanço das organizações criminosas no território nacional. A PEC da Segurança Pública visa promover uma ampla reforma constitucional, abordando a política criminal, a organização policial, a inteligência, o sistema penitenciário, o controle institucional e o financiamento do setor. A proposta surge como resposta à fragilidade do atual modelo federativo diante da complexidade do crime organizado, conforme aponta o relator. Reformulação do Sistema de Segurança Pública e Enfrentamento a Facções Um dos pontos centrais da PEC é a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o artigo 144 da Constituição. A proposta estabelece que a segurança pública deve ser exercida em regime de cooperação federativa, com atuação integrada e descentralizada das diversas instituições envolvidas. O texto define que os órgãos de segurança pública se articularão por meio do SUSP para assegurar a eficiência na prevenção, persecução e execução penal. Para combater o avanço das facções criminosas, a PEC propõe penas mais duras e regimes especiais de prisão para seus chefes. Isso inclui a possibilidade de reclusão em unidades de segurança máxima e restrições ou vedação à progressão de penas. A medida visa desarticular a liderança e o controle exercido por essas organizações. Fortalecimento do Pacto Federativo e Financiamento da Segurança A proposta também busca fortalecer o pacto federativo na área da segurança pública, que, segundo o relator, mostrou-se frágil diante da nova realidade do crime. O modelo atual, altamente descentralizado, permitiu que facções, originadas em presídios estaduais, se enraizassem em territórios vulnerabilizados, tornando-se um problema de escala internacional. A PEC visa criar uma governança e um diálogo interfederativo mais eficazes. No que tange ao financiamento, a PEC amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para a segurança. Cerca de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União aos estados e municípios. Além disso, 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, serão destinados aos fundos de segurança, garantindo um financiamento contínuo. Rejeição de Emendas e Próximos Passos O relator Rogério Carvalho rejeitou as emendas apresentadas pelos senadores, argumentando que alterações neste momento poderiam gerar insegurança jurídica e desequilíbrio na alocação de recursos. A

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Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi, revela sentimento de ‘solidão’ e ‘tristeza’ após funcionário matar barata em residência oficial

Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, expressa sentimentos inusitados após incidente com inseto em sua residência oficial. A chefe de governo do Japão, Sanae Takaichi, compartilhou uma experiência peculiar em sua residência oficial, que gerou um misto de alívio e melancolia. O episódio inusitado envolveu o aparecimento de uma barata e a reação de um funcionário. Takaichi, conhecida por sua dedicação ao trabalho e por passar longas horas na residência oficial, revelou em uma publicação recente no X, antigo Twitter, que se sentiu “um pouco solitária, ou talvez triste” após o inseto ser eliminado. A primeira-ministra explicou que sua aversão a matar insetos remonta à infância, influenciada pela leitura do mangá “Fênix”, de Osamu Tezuka. A obra, que aborda o conceito de reencarnação, impactou profundamente Takaichi desde cedo, levando-a a acreditar no ciclo da vida e a hesitar em tirar a vida de qualquer criatura. Reflexões sobre a vida e a reencarnação Em sua publicação, Sanae Takaichi relatou que, ao se deparar com a barata, pensou sobre a ideia de reencarnação. “Talvez esta vida [da barata] também seja parte desse longo ciclo de reencarnação”, ponderou a primeira-ministra, que esperou que o inseto desaparecesse por conta própria. No entanto, a situação exigiu uma intervenção. Funcionários da residência oficial agiram para se livrar do inseto e implementaram medidas de controle de pragas, como a aplicação de inseticidas, o que resultou no fim do aparecimento de baratas no local. Apesar do alívio com a solução do problema, Takaichi admitiu ter vivenciado um sentimento inesperado. “Eu me senti aliviada, mas também um pouco solitária, ou talvez triste…”, escreveu a líder política, demonstrando sua conexão com a ideia de que até mesmo um pequeno inseto possui seu próprio ciclo de vida. O uso da residência oficial como local de trabalho intensivo O episódio também lança luz sobre a rotina de trabalho de Sanae Takaichi. Segundo o jornal Nikkei, a primeira-ministra tem dedicado a maior parte do seu tempo à residência oficial desde que assumiu o cargo em outubro de 2025, raramente saindo do local em fins de semana e feriados. Essa dedicação é justificada por Takaichi, que defende o uso da residência como um centro de operações para otimizar sua gestão. “Posso obter as informações necessárias, avaliar e dar respostas prontamente logo cedo, de noite ou em feriados”, afirmou. A intensidade de seu trabalho se contrasta com os antecessores. Os três premiês anteriores, de acordo com a mesma publicação, passaram uma porcentagem menor de seus dias não úteis dentro de casa, variando entre 3% e 16%. Impacto da cultura popular na visão de mundo A declaração de Takaichi ressalta como elementos da cultura popular, como mangás, podem moldar a visão de mundo e as reações pessoais, mesmo em figuras públicas de alto escalão. A referência a “Fênix”, de Osamu Tezuka, um dos pioneiros do mangá no Japão, demonstra a influência duradoura de obras artísticas na formação de valores e perspectivas individuais, como a compaixão por todas as formas de vida. O caso da primeira-ministra do Japão

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Trump remove quadro “woke” de embaixada dos EUA e planeja vendê-lo: Arte de Kehinde Wiley vira alvo político

Departamento de Estado dos EUA retira obra de Kehinde Wiley de embaixada e considera venda em meio a polêmica. Uma pintura do renomado artista Kehinde Wiley, conhecido por criar o retrato oficial de Barack Obama, foi retirada da Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana na semana passada. A decisão, tomada pelo Departamento de Estado, gerou controvérsia e levanta questões sobre a politização da arte diplomática. A obra, intitulada “Young Artists After Siamesas 1960”, foi encomendada pelo governo federal em 2013 com fundos públicos. No entanto, a diretora do programa Arte nas Embaixadas, Erin Scavino, a classificou como “muito woke” e “esteticamente aterrorizante”, conforme divulgado pelo The New York Times. A embaixadora dos EUA na República Dominicana, Leah Campos, celebrou a retirada da pintura em redes sociais, associando-a a “ideologias globalistas e woke” e afirmando que a arte deveria refletir “o patriotismo americano”. O Departamento de Estado agora avalia a possibilidade legal de vender a obra, o que seria inédito para o programa Arte nas Embaixadas. O que diz o Departamento de Estado sobre a retirada da obra Em comunicado oficial, um porta-voz do Departamento de Estado não comentou diretamente o conteúdo da pintura, mas criticou declarações feitas por Wiley em 2023 sobre outra obra sua, “Judith and Holofernes”. Wiley teria descrito a peça como “uma brincadeira com essa coisa de ‘matar brancos’”, o que, segundo o porta-voz, “não tem lugar no Departamento de Estado da política América em Primeiro Lugar”. O porta-voz também mencionou acusações de agressão sexual contra Wiley, que o artista nega. A justificativa para a retirada e possível venda da pintura “Young Artists After Siamesas 1960” baseia-se nessas alegações e nas declarações interpretadas como violentas e racistas, alinhando-se à política externa do governo Trump. Artista Kehinde Wiley e a diplomacia cultural Kehinde Wiley é conhecido por suas releituras de obras clássicas, inserindo modelos negros contemporâneos em composições históricas. Para “Young Artists After Siamesas 1960”, Wiley estudou pinturas de artistas dominicanos e colaborou com estudantes de arte locais, um processo que durou dois anos. Em 2015, o próprio Departamento de Estado o premiou por suas contribuições à diplomacia cultural. Virginia Shore, que encomendou a obra em questão quando dirigia o programa Arte nas Embaixadas, defendeu o trabalho, classificando-o como apartidário. Ela ressaltou a importância do programa para a construção de confiança e empatia entre países, citando que o programa recebeu apoio durante o governo Bush. Histórico do programa Arte nas Embaixadas e outras polêmicas O programa Arte nas Embaixadas foi criado em 1963, durante o governo Kennedy, com o objetivo de promover a diplomacia cultural. A retirada da obra de Wiley é vista por alguns como uma tentativa de politizar o programa. A diretora Erin Scavino já esteve envolvida em outras controvérsias, como a demissão de um embaixador na Romênia por conta de uma obra considerada “satânica” e a organização de uma exposição em Washington com o lema “Tornar a Arte Grande Novamente”. A embaixadora Leah Campos, por sua vez, reafirmou em redes sociais que seu objetivo

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Rei Harald 5º da Noruega, o reformista que modernizou a monarquia, morre aos 89 anos em meio a crises familiares

Rei Harald 5º da Noruega falece aos 89 anos, encerrando um reinado de 33 anos marcado por reformas e popularidade. O Rei Harald 5º da Noruega, conhecido por sua postura reformista e por tirar a monarquia da sombra de seu pai, faleceu nesta sexta-feira (28), aos 89 anos. A notícia foi divulgada pelo palácio real, em um período de intensas turbulências para a família real norueguesa. Harald, que era o monarca vivo mais velho da Europa, foi internado no Hospital Universitário de Oslo no dia 17 de agosto, onde tratou de uma infecção bacteriana no sangue. Sua saúde já vinha sendo motivo de atenção, com internações anteriores em 2024, incluindo um episódio na Malásia que resultou na implantação de um marca-passo. O reinado de Harald, que se iniciou em 1991, foi caracterizado por sua capacidade de modernizar a monarquia e adaptá-la aos tempos atuais. Ele sempre demonstrou compromisso com seu juramento, descartando a ideia de abdicar e afirmando que seu papel como rei era vitalício. Conforme informações divulgadas pelo palácio real, o Rei Harald morreu tranquilamente no hospital às 6h35 (horário local). Um Rei Próximo do Povo e Símbolo de Resiliência Ao longo de seu reinado, o Rei Harald 5º se destacou por sua proximidade com o povo norueguês. Ele desempenhou um papel crucial em momentos de luto nacional, como após o atentado de Anders Behring Breivik em 2011, quando confortou a nação com um discurso marcante sobre a força da liberdade sobre o medo. Em situações de desastres naturais, como enchentes e tempestades, o rei era frequentemente visto visitando as áreas afetadas, vestindo botas de borracha e jaquetas simples, para oferecer apoio direto às vítimas. Essa postura humanizada contribuiu para sua alta popularidade, que, segundo pesquisa de fevereiro de 2026, o colocava como o membro da realeza mais representativo do país, com nota 9,2 em uma escala de 1 a 10. Defensor da Tolerância e Abertura Real O Rei Harald 5º também se firmou como um defensor da tolerância e da diversidade. Em um discurso em 2016, ele ressaltou que os noruegueses podiam ter diversas origens, crenças e orientações sexuais, promovendo uma mensagem de inclusão. Em 2005, em celebração ao centenário da independência da Noruega, ele e a Rainha Sonja convidaram 550 noruegueses para um baile. Na ocasião, Harald expressou sua visão de que as famílias reais europeias não deveriam recuar em relação aos avanços em abertura, afirmando que “depois que se abre o portão, é muito difícil fechá-lo novamente”. Essa declaração refletia sua crença na importância da monarquia se manter acessível e conectada com a sociedade. Paixões e Influências de um Reformista Assim como seu pai, Olav, o Rei Harald 5º era um entusiasta de esportes e automobilismo, dirigindo com frequência seu próprio carro. Como velejador, conquistou um título mundial e participou de diversas Olimpíadas, embora não tenha alcançado a medalha de ouro olímpica de seu pai. Um de seus grandes sonhos foi realizado aos 76 anos, quando passou quatro dias na Amazônia brasileira, convivendo com o povo

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Agenda Presidencial: Lula em sabatina, Zema foca em infraestrutura e Caiado visita hospital

Presidenciáveis em campanha: Veja os destaques da agenda desta quinta-feira (27) A quinta-feira (27) foi marcada por uma série de atividades dos candidatos à Presidência da República. As agendas incluíram desde sabatinas importantes em veículos de comunicação até visitas a locais que representam demandas sociais e econômicas. Os presidenciáveis buscaram diversificar seus compromissos, transitando entre entrevistas, visitas a hospitais e abrigos, e ações em feiras e locais de trabalho. O objetivo é alcançar diferentes setores do eleitorado e apresentar suas propostas. O dia também contou com atividades relacionadas a obras públicas e outras ações de campanha, demonstrando a intensidade da corrida eleitoral. Conforme divulgado pelas assessorias dos candidatos, as agendas refletem as prioridades de cada campanha. Lula foca em salário mínimo e sabatina na TV Globo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um dia com foco em comunicação e propostas econômicas. O candidato participou de uma **sabatina na TV Globo** na noite desta quinta-feira (27). Em suas redes sociais, Lula reforçou seu compromisso com a política de reajuste do **salário mínimo**, defendendo que os aumentos ocorram acima da inflação para garantir ganho real aos trabalhadores. Ele afirmou que, caso eleito, manterá essa política. Romeu Zema destaca infraestrutura para o agronegócio Romeu Zema (Novo) direcionou sua agenda para o interior de Minas Gerais. O candidato **vistoriou obras na cidade de São Francisco**, no norte do estado. Durante a visita, Zema enfatizou a necessidade de **mais infraestrutura para o escoamento das safras agrícolas** e para aumentar a competitividade do setor. “O nosso agro é muito eficiente da porteira para dentro, mas paga um preço caríssimo da porteira para fora”, declarou Zema ao percorrer uma ponte crucial para a região. Ronaldo Caiado visita hospital e promete mais investimentos em saúde O candidato Ronaldo Caiado (PSD) teve uma agenda voltada para a área da saúde em São Paulo. Ele concedeu entrevista a uma rádio local e, em seguida, **visitou o Hospital Santa Marcelina**. Na saída da unidade de saúde, Caiado **prometeu aumentar o investimento na atenção primária**, visando reduzir a demanda nos hospitais, e também o repasse de recursos federais para unidades hospitalares via SUS. À noite, o presidenciável participou do lançamento da candidatura de Otoni de Paula a deputado federal no Rio de Janeiro. Outros candidatos cumprem agendas pelo país Renan Santos (Missão) participou de sabatinas no Rio de Janeiro, defendendo o fim da Justiça do Trabalho. Romeu Zema (Novo) vistoriou obras em Minas Gerais. Ronaldo Caiado (PSD) visitou um hospital em São Paulo e participou de um evento no Rio de Janeiro. Rui Costa Pimenta (PCO) explanou sobre geopolítica em um canal do YouTube. Samara Martins (UP) realizou atividades de campanha no Recife, incluindo bandeiraço e caminhada. Wilson Grassi (Democrata) focou sua agenda em São Paulo na defesa da causa animal, participando de campanha de castração de pets. Clariana Barão (DC) visitou instituições em Cuiabá, como hospital e abrigo. Hertz Dias (PSTU) esteve com trabalhadores da indústria em São José dos Campos (SP), defendendo a manutenção de empregos e direitos trabalhistas,

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Alerta no Himalaia: Mudanças Climáticas Amplificam Risco de Inundações Catastróficas e Deslizamentos Chocantes

Desastres no Himalaia Ligados às Mudanças Climáticas: Especialistas Preocupados com Inundações e Deslizamentos Cientistas apontam que as mudanças climáticas estão criando um cenário de risco elevado para desastres na região do Himalaia, como as recentes e catastróficas enchentes na fronteira entre Nepal e Tibete, na China. A situação é alarmante, com milhares de pessoas desaparecidas após um deslizamento massivo de lama e rochas que atingiu um rio. O evento, que ocorreu nesta quarta-feira, causou inundações devastadoras em cidades e vales, deixando um rastro de destruição. Autoridades reportaram aproximadamente 1.500 desaparecidos, incluindo 800 estrangeiros, evidenciando a magnitude da tragédia e a vulnerabilidade da região. A causa exata do desastre está sob investigação, mas a avaliação preliminar de especialistas sugere que uma avalanche de gelo e rochas nas encostas do pico Langtang Lirung, no Nepal, pode ter iniciado a sequência de eventos. Essa massa atingiu o rio Lhende Khola, no lado tibetano, desencadeando as enxurradas. Conforme informação divulgada por cientistas, as mudanças climáticas estão gerando condições capazes de desestabilizar rochas e gelo em regiões de alta montanha, tornando desmoronamentos mais frequentes. Instabilidade Geológica Amplificada pelo Aquecimento Global Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea do Earth Sciences New Zealand, explica que o aquecimento global contribui para a desestabilização de encostas em áreas de alta montanha. O aumento das temperaturas e o consequente derretimento de geleiras e gelo reduzem o suporte em terrenos íngremes. Isso, por sua vez, pode fragilizar as montanhas e aumentar a probabilidade de grandes desmoronamentos, como o observado recentemente. O desastre desta quarta-feira causou danos significativos, incluindo a destruição de pelo menos seis grandes usinas hidrelétricas e parte da infraestrutura do polo comercial de Gyirong. Os rios foram alterados em mais de 100 km, chegando perto da fronteira com a Índia, demonstrando o alcance e a gravidade do evento. Eventos Semelhantes Crescem em Frequência e Intensidade Não é a primeira vez que a região do Himalaia enfrenta tragédias dessa natureza. Nos últimos anos, ocorreram eventos catastróficos semelhantes, embora em menor escala. Em 2025, uma inundação atingiu Gyirong, e em 2024, o rompimento de um lago glacial ocorreu na aldeia sherpa de Thame. Em 2023, um evento similar aconteceu em Sikkim, no nordeste da Índia. O Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (Icimod), com sede no Nepal, alerta que inundações, deslizamentos, avalanches e secas estão se tornando mais frequentes e intensos em toda a cordilheira Hindu Kush. As rápidas mudanças no clima e no ambiente representam uma grande ameaça para a população local. O Impacto da Perda de Gelo e a Ameaça de Eventos Compostos Farooq Azam, especialista em criosfera do Icimod, destaca que o aumento das temperaturas nas montanhas torna a criosfera, a parte do planeta coberta de gelo, muito mais vulnerável. A combinação do intenso derretimento da neve com a atividade sísmica é apontada como um provável gatilho para a avalanche inicial que resultou na inundação. A tendência de longo prazo é preocupante. Um relatório das Nações Unidas de 2023 indicou que o aquecimento global

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Desespero em Hidrelétrica no Nepal: Funcionário filma fuga de enchente devastadora que deixou mais de 1.300 desaparecidos

Enchente catastrófica no Nepal: imagens chocantes de usina hidrelétrica revelam o pânico e a destruição Um vídeo dramático capturado por um funcionário de uma usina hidrelétrica no distrito de Rasuwa, uma das áreas mais severamente atingidas pelas enchentes que assolaram o Nepal na última quarta-feira (27), está comovendo o mundo. As imagens, que rapidamente viralizaram nas redes sociais, mostram o exato momento em que o trabalhador e seus colegas precisam fugir desesperadamente da enxurrada de lama e água que avançava sobre a instalação. As gravações, que já ultrapassaram a marca de 36 milhões de visualizações, iniciam com o funcionário, identificado como Vivek Shrestha, filmando a aproximação da água. A percepção da imensa força e volume da correnteza o leva a abandonar a filmagem e correr em direção a pontos mais elevados da montanha, em busca de segurança. Em publicações posteriores, Shrestha documentou a evolução da situação, mostrando-se em um local seguro e registrando a força destrutiva da massa de lama descendo pelo leito do rio. Mais tarde, com o fluxo de água diminuindo, ele filmou o grupo aguardando o resgate em meio ao cenário desolador. Conforme informações divulgadas pela Reuters, um outro vídeo, também gravado no distrito de Rasuwa, evidencia a destruição de uma usina hidrelétrica em construção. As imagens chocantes revelam a violência da enxurrada cobrindo completamente o local de trabalho, onde máquinas pesadas e funcionários operavam momentos antes. O poder avassalador da natureza A força da enchente foi tamanha que a estrutura da usina em construção foi rapidamente submersa por uma onda de água e lama. A pessoa que filmava a cena, posicionada no alto da montanha, precisou se afastar rapidamente, com a câmera tremendo em suas mãos devido ao susto e à urgência da situação. Balanço trágico e busca por desaparecidos As enchentes atingiram a região do Himalaia, afetando tanto o Nepal quanto o Tibete, e deixaram um rastro de destruição sem precedentes. As equipes de resgate continuam as buscas por mais de 1.300 pessoas desaparecidas. Até a última quinta-feira (27), o número de mortos já havia chegado a 362, segundo balanços ainda preliminares das autoridades. Impacto devastador nos povoados A tragédia resultou na devastação e submersão de povoados inteiros sob uma espessa camada de lama. Do total de vítimas fatais, 359 foram registradas no Nepal, de acordo com informações oficiais, enquanto três mortes ocorreram no lado chinês, conforme noticiado pela imprensa estatal. É importante notar que as informações sobre o número de vítimas não são centralizadas, sendo divulgadas separadamente pelas autoridades de cada país e pela imprensa. Origem da tragédia: colapso de geleira A enxurrada de água e lama, descrita como semelhante a um tsunami, foi desencadeada pelo colapso de uma geleira. O evento teve uma intensidade comparável a um “evento sísmico” de magnitude 5,2, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, evidenciando a magnitude da catástrofe natural que assola a região.

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Colapso Glacial Devasta Nepal e Tibete: Entenda o Fenômeno que Causou Enchentes Catastróficas e Deixou Centenas de Vítimas

Colapso Glacial: A Causa da Enchente Devastadora no Nepal e Tibete que Deixou Centenas de Mortos e Desaparecidos Uma enchente repentina e devastadora atingiu o Nepal e o Tibete na manhã de quarta-feira (26), causando centenas de mortos e desaparecidos. Imagens chocantes registraram o momento em que comunidades inteiras foram varridas por uma enorme massa de lama, destruindo pontes, edifícios e outras estruturas em segundos. Inicialmente, cogitou-se um terremoto como o gatilho do desastre, mas investigações posteriores revelaram um fenômeno mais complexo e alarmante: um colapso glacial. A força da água e dos detritos gerou uma onda avassaladora que percorreu rios da região, como o Lhende Khola, Bhote Koshi, Trishuli e Narayani. A geografia acidentada do Himalaia, com vales estreitos e encostas íngremes, intensificou a velocidade e o poder destrutivo dessa enxurrada. Especialistas alertam para o risco de novas inundações nos próximos dias, pois grandes quantidades de detritos podem formar novos bloqueios nos rios. O evento levanta sérias preocupações sobre o papel das mudanças climáticas nesse tipo de desastre. O aquecimento global pode estar desestabilizando o permafrost, solo congelado que sustenta encostas de montanha, aumentando a probabilidade de deslizamentos, colapsos de geleiras e rompimentos de lagos glaciais. O Nepal já perdeu quase um terço de seu gelo nas últimas três décadas, com geleiras derretendo em ritmo acelerado, segundo a ONU. Conforme informações divulgadas pela BBC News e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o desastre se deu por um grande deslocamento de gelo e detritos. O Fenômeno do Colapso Glacial Explicado O que inicialmente foi registrado como um tremor de magnitude 4,4 pelo USGS, logo foi corrigido. O próprio serviço americano constatou que o evento sísmico, com magnitude equivalente a 5,2, foi uma consequência direta de um colapso glacial. Uma grande porção de uma geleira se desprendeu em uma área montanhosa e despencou vale abaixo, arrastando consigo gelo, pedras e sedimentos. Imagens de satélite corroboram essa hipótese, mostrando o desaparecimento de parte de uma geleira próxima à área afetada, indicando uma avalanche de gelo ou um desprendimento maciço. Simon Cook, especialista em glaciologia da Universidade de Dundee, explicou à BBC News que o colapso da geleira ao atingir o fundo do vale gerou o tremor. Essa massa de gelo e detritos atingiu o rio Lhende Khola, bloqueando temporariamente seu curso. Quando o bloqueio cedeu, uma enorme onda de água, gelo, pedras e lama avançou rio abaixo, devastando tudo em seu caminho. Risco Iminente de Novas Tragédias e Alerta para o Futuro A geografia da região, com vales estreitos e terrenos muito íngremes, favorece a propagação rápida dessas ondas de água e detritos. Basanta Raj Adhikari, diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, alertou para o risco de “segunda e terceira ondas” de inundações. Ele destacou que a quantidade de detritos carregada pelos rios pode criar novos bloqueios em trechos mais estreitos, elevando o perigo de formação de novas represas e, consequentemente, novas enchentes destrutivas. As autoridades e cientistas estão trabalhando intensamente para avaliar a

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Terras Raras: Ministro Brasileiro Vê Oportunidade Estratégica em Disputa EUA-China por Minerais Críticos

Minério estratégico: Brasil na mira de potências mundiais em busca de terras raras O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o potencial do Brasil como fornecedor de terras raras, minerais essenciais para tecnologias modernas e para a indústria bélica. A declaração surge em um contexto de intensa disputa geopolítica entre Estados Unidos e China pelo controle dessas matérias-primas, conforme relatado pelo ministro após conversas com representantes americanos. Silveira compartilhou que, durante uma visita a Washington em maio, ouviu de Donald Trump e sua equipe que os Estados Unidos “perderam a corrida dos minerais críticos para a China”. Essa admissão ressalta a urgência americana em diversificar suas fontes de suprimento e a importância estratégica do Brasil nesse cenário. A fala do ministro ocorreu durante a Exposibram, um importante congresso de mineração em Belo Horizonte. Ele enfatizou a necessidade de atrair capital estrangeiro para o processamento desses minerais em território nacional, visando agregar valor e gerar empregos no país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25). EUA buscam alternativas ao domínio chinês em terras raras O Ministro Alexandre Silveira explicou que os Estados Unidos reconhecem a dificuldade e o custo mais elevado de produzir terras raras em seu próprio território, tornando o Brasil uma alternativa viável e necessária. A China, por sua vez, domina grande parte da tecnologia de processamento e refino desses minerais, o que pode limitar seu interesse em investir em etapas de maior valor agregado no Brasil. Recentemente, o Departamento de Defesa americano anunciou um investimento de US$ 750 milhões (aproximadamente R$ 3,8 bilhões) para a aquisição de carbonato misto de terras raras da Serra Verde, em Goiás. Este aporte eleva o total de investimentos previstos para o projeto a US$ 1,5 bilhão, incluindo contratos de compra antecipada e dívidas bancárias. Serra Verde: um ativo estratégico com novo direcionamento comercial A mina de Serra Verde, atualmente a única em operação no Brasil, tinha seus contratos de exportação voltados majoritariamente para processadores chineses. No entanto, a aquisição do ativo pela USA Rare Earth por cerca de US$ 2,8 bilhões marca uma mudança significativa nesse panorama, com um acordo de offtake de quinze anos com os Estados Unidos. Essa transição, embora garanta um comprador estratégico, levanta questionamentos sobre a real agregação de valor dentro do Brasil. A etapa de separação e processamento dos minerais críticos, que concentra a maior parte do valor econômico, continua sendo realizada fora do país, o que pode limitar os benefícios econômicos de longo prazo para o Brasil. Brasil em busca de equilíbrio na geopolítica dos minerais A decisão de priorizar o comprador americano para a produção da Serra Verde pode estreitar o espaço para a política de equidistância defendida pelo governo brasileiro. A escolha de onde o valor agregado será gerado passa a ser influenciada por acordos internacionais, distanciando a tomada de decisão estratégica de Brasília. A notícia sobre o investimento americano ocorre em paralelo a outros desenvolvimentos na relação Brasil-China. A China e a Índia, por exemplo, concordaram em buscar soluções para disputas

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Keiko Fujimori: “Lua de Mel” no Peru com alta aprovação e promessas de mão dura e ajuda social

Keiko Fujimori vive “lua de mel” surpreendente no Peru após eleição apertada, com 60% de aprovação e otimismo geral Menos de um mês após assumir a presidência do Peru, Keiko Fujimori desfruta de um período de alta popularidade, com aprovação de 60% nas pesquisas Datum e 57% na Ipsos. Uma pesquisa da Datum revelou que 62% dos peruanos estão otimistas com o futuro do país. Este cenário de “lua de mel” é notável para uma política que chegou ao cargo após quatro segundos turnos e carrega o peso do sobrenome Fujimori. O início de seu governo explica parte desse entusiasmo, com anúncios que atendem a anseios populares. Conforme divulgado pela Cercanías, newsletter da Folha sobre América Latina, Keiko Fujimori começou seu mandato com promessas de aumento do salário mínimo, o dobro do valor para programas de assistência a idosos em extrema pobreza e maior presença das Forças Armadas no combate ao crime organizado. Populismo e demanda por segurança moldam o início do governo Fujimori A estratégia de Keiko Fujimori combina elementos reconhecíveis do populismo: redistribuição econômica e uma política de “mão dura”. No entanto, essa abordagem responde a uma demanda real da sociedade peruana, que clama por segurança e estabilidade, algo que o Estado tem falhado em entregar há anos. O Peru enfrenta uma grave crise de criminalidade, especialmente marcada por extorsões. Nas primeiras três semanas do novo governo, foram registrados 121 homicídios, sendo 93 deles com armas de fogo. O “Plan Escudo”, lançado com mais de 4.000 policiais e militares para combater extorsões no transporte público, ainda não dissipou a sensação de insegurança. Congresso desacreditado impulsiona popularidade de Keiko Fujimori Um fator crucial para o início de governo de Keiko Fujimori é a **enorme rejeição popular ao Congresso peruano**. Próximo à eleição, cerca de 90% dos peruanos desaprovavam o Legislativo. Nesse contexto, conceder mais poderes ao Executivo torna-se atraente, não por uma confiança cega na presidente, mas pela desconfiança ainda maior nas instituições que deveriam fiscalizá-la. Esse cenário cria um terreno fértil para o populismo. Uma presidente bem avaliada diante de instituições desacreditadas pode se apresentar como a voz direta das angústias populares, oferecendo soluções rápidas para problemas complexos. Eco histórico e o desafio de governar o Peru O eco histórico de Alberto Fujimori, pai de Keiko, é inevitável. Ele construiu grande parte de sua popularidade confrontando uma classe política e instituições desacreditadas. Embora seja precipitado prever o futuro do governo da filha com base nessa semelhança, ignorá-la seria um erro. Após três derrotas eleitorais, Keiko Fujimori finalmente encontrou um Peru disposto a lhe dar poder. O primeiro mês de seu governo já sinaliza as intenções de como ela pretende utilizá-lo, buscando consolidar sua base de apoio e enfrentar os desafios do país.

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PEC da Segurança Pública: Senado Pauta Votação Crucial para Combater Facções Criminosas e Fortalecer Pacto Federativo

CCJ do Senado avança na votação da PEC da Segurança Pública, com foco no combate a facções e novo pacto federativo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal incluiu na pauta de votação da próxima quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. A matéria, que propõe um endurecimento das regras para chefes de facções criminosas e um novo pacto federativo para o enfrentamento à criminalidade, representa um marco nas discussões sobre segurança no país. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve integralmente o texto aprovado na Câmara dos Deputados, visando agilizar a tramitação e evitar a necessidade de nova análise pelos deputados. O objetivo é responder de forma mais eficaz ao avanço das organizações criminosas no território nacional. A PEC da Segurança Pública visa promover uma ampla reforma constitucional, abordando a política criminal, a organização policial, a inteligência, o sistema penitenciário, o controle institucional e o financiamento do setor. A proposta surge como resposta à fragilidade do atual modelo federativo diante da complexidade do crime organizado, conforme aponta o relator. Reformulação do Sistema de Segurança Pública e Enfrentamento a Facções Um dos pontos centrais da PEC é a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o artigo 144 da Constituição. A proposta estabelece que a segurança pública deve ser exercida em regime de cooperação federativa, com atuação integrada e descentralizada das diversas instituições envolvidas. O texto define que os órgãos de segurança pública se articularão por meio do SUSP para assegurar a eficiência na prevenção, persecução e execução penal. Para combater o avanço das facções criminosas, a PEC propõe penas mais duras e regimes especiais de prisão para seus chefes. Isso inclui a possibilidade de reclusão em unidades de segurança máxima e restrições ou vedação à progressão de penas. A medida visa desarticular a liderança e o controle exercido por essas organizações. Fortalecimento do Pacto Federativo e Financiamento da Segurança A proposta também busca fortalecer o pacto federativo na área da segurança pública, que, segundo o relator, mostrou-se frágil diante da nova realidade do crime. O modelo atual, altamente descentralizado, permitiu que facções, originadas em presídios estaduais, se enraizassem em territórios vulnerabilizados, tornando-se um problema de escala internacional. A PEC visa criar uma governança e um diálogo interfederativo mais eficazes. No que tange ao financiamento, a PEC amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para a segurança. Cerca de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União aos estados e municípios. Além disso, 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, serão destinados aos fundos de segurança, garantindo um financiamento contínuo. Rejeição de Emendas e Próximos Passos O relator Rogério Carvalho rejeitou as emendas apresentadas pelos senadores, argumentando que alterações neste momento poderiam gerar insegurança jurídica e desequilíbrio na alocação de recursos. A

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Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi, revela sentimento de ‘solidão’ e ‘tristeza’ após funcionário matar barata em residência oficial

Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, expressa sentimentos inusitados após incidente com inseto em sua residência oficial. A chefe de governo do Japão, Sanae Takaichi, compartilhou uma experiência peculiar em sua residência oficial, que gerou um misto de alívio e melancolia. O episódio inusitado envolveu o aparecimento de uma barata e a reação de um funcionário. Takaichi, conhecida por sua dedicação ao trabalho e por passar longas horas na residência oficial, revelou em uma publicação recente no X, antigo Twitter, que se sentiu “um pouco solitária, ou talvez triste” após o inseto ser eliminado. A primeira-ministra explicou que sua aversão a matar insetos remonta à infância, influenciada pela leitura do mangá “Fênix”, de Osamu Tezuka. A obra, que aborda o conceito de reencarnação, impactou profundamente Takaichi desde cedo, levando-a a acreditar no ciclo da vida e a hesitar em tirar a vida de qualquer criatura. Reflexões sobre a vida e a reencarnação Em sua publicação, Sanae Takaichi relatou que, ao se deparar com a barata, pensou sobre a ideia de reencarnação. “Talvez esta vida [da barata] também seja parte desse longo ciclo de reencarnação”, ponderou a primeira-ministra, que esperou que o inseto desaparecesse por conta própria. No entanto, a situação exigiu uma intervenção. Funcionários da residência oficial agiram para se livrar do inseto e implementaram medidas de controle de pragas, como a aplicação de inseticidas, o que resultou no fim do aparecimento de baratas no local. Apesar do alívio com a solução do problema, Takaichi admitiu ter vivenciado um sentimento inesperado. “Eu me senti aliviada, mas também um pouco solitária, ou talvez triste…”, escreveu a líder política, demonstrando sua conexão com a ideia de que até mesmo um pequeno inseto possui seu próprio ciclo de vida. O uso da residência oficial como local de trabalho intensivo O episódio também lança luz sobre a rotina de trabalho de Sanae Takaichi. Segundo o jornal Nikkei, a primeira-ministra tem dedicado a maior parte do seu tempo à residência oficial desde que assumiu o cargo em outubro de 2025, raramente saindo do local em fins de semana e feriados. Essa dedicação é justificada por Takaichi, que defende o uso da residência como um centro de operações para otimizar sua gestão. “Posso obter as informações necessárias, avaliar e dar respostas prontamente logo cedo, de noite ou em feriados”, afirmou. A intensidade de seu trabalho se contrasta com os antecessores. Os três premiês anteriores, de acordo com a mesma publicação, passaram uma porcentagem menor de seus dias não úteis dentro de casa, variando entre 3% e 16%. Impacto da cultura popular na visão de mundo A declaração de Takaichi ressalta como elementos da cultura popular, como mangás, podem moldar a visão de mundo e as reações pessoais, mesmo em figuras públicas de alto escalão. A referência a “Fênix”, de Osamu Tezuka, um dos pioneiros do mangá no Japão, demonstra a influência duradoura de obras artísticas na formação de valores e perspectivas individuais, como a compaixão por todas as formas de vida. O caso da primeira-ministra do Japão

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Trump remove quadro “woke” de embaixada dos EUA e planeja vendê-lo: Arte de Kehinde Wiley vira alvo político

Departamento de Estado dos EUA retira obra de Kehinde Wiley de embaixada e considera venda em meio a polêmica. Uma pintura do renomado artista Kehinde Wiley, conhecido por criar o retrato oficial de Barack Obama, foi retirada da Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana na semana passada. A decisão, tomada pelo Departamento de Estado, gerou controvérsia e levanta questões sobre a politização da arte diplomática. A obra, intitulada “Young Artists After Siamesas 1960”, foi encomendada pelo governo federal em 2013 com fundos públicos. No entanto, a diretora do programa Arte nas Embaixadas, Erin Scavino, a classificou como “muito woke” e “esteticamente aterrorizante”, conforme divulgado pelo The New York Times. A embaixadora dos EUA na República Dominicana, Leah Campos, celebrou a retirada da pintura em redes sociais, associando-a a “ideologias globalistas e woke” e afirmando que a arte deveria refletir “o patriotismo americano”. O Departamento de Estado agora avalia a possibilidade legal de vender a obra, o que seria inédito para o programa Arte nas Embaixadas. O que diz o Departamento de Estado sobre a retirada da obra Em comunicado oficial, um porta-voz do Departamento de Estado não comentou diretamente o conteúdo da pintura, mas criticou declarações feitas por Wiley em 2023 sobre outra obra sua, “Judith and Holofernes”. Wiley teria descrito a peça como “uma brincadeira com essa coisa de ‘matar brancos’”, o que, segundo o porta-voz, “não tem lugar no Departamento de Estado da política América em Primeiro Lugar”. O porta-voz também mencionou acusações de agressão sexual contra Wiley, que o artista nega. A justificativa para a retirada e possível venda da pintura “Young Artists After Siamesas 1960” baseia-se nessas alegações e nas declarações interpretadas como violentas e racistas, alinhando-se à política externa do governo Trump. Artista Kehinde Wiley e a diplomacia cultural Kehinde Wiley é conhecido por suas releituras de obras clássicas, inserindo modelos negros contemporâneos em composições históricas. Para “Young Artists After Siamesas 1960”, Wiley estudou pinturas de artistas dominicanos e colaborou com estudantes de arte locais, um processo que durou dois anos. Em 2015, o próprio Departamento de Estado o premiou por suas contribuições à diplomacia cultural. Virginia Shore, que encomendou a obra em questão quando dirigia o programa Arte nas Embaixadas, defendeu o trabalho, classificando-o como apartidário. Ela ressaltou a importância do programa para a construção de confiança e empatia entre países, citando que o programa recebeu apoio durante o governo Bush. Histórico do programa Arte nas Embaixadas e outras polêmicas O programa Arte nas Embaixadas foi criado em 1963, durante o governo Kennedy, com o objetivo de promover a diplomacia cultural. A retirada da obra de Wiley é vista por alguns como uma tentativa de politizar o programa. A diretora Erin Scavino já esteve envolvida em outras controvérsias, como a demissão de um embaixador na Romênia por conta de uma obra considerada “satânica” e a organização de uma exposição em Washington com o lema “Tornar a Arte Grande Novamente”. A embaixadora Leah Campos, por sua vez, reafirmou em redes sociais que seu objetivo

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