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Zelenski anuncia reviravolta no governo ucraniano: substituição da primeira-ministra e foco renovado em adesão à UE e segurança

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, anunciou neste domingo (12) uma significativa reforma em seu governo. A principal mudança envolve a substituição da atual primeira-ministra, Iulia Sviridenko, e a reestruturação de outros órgãos governamentais essenciais. Esta decisão sinaliza uma mudança na estratégia política do país, conforme declarado pelo próprio Zelenski em sua conta na rede social X.

Zelenski agradeceu a Sviridenko por seu trabalho, que iniciou no cargo no ano passado, e informou que lhe foi oferecida a oportunidade de liderar uma nova e importante área de relações com um parceiro-chave. Os detalhes sobre essa nova função, no entanto, não foram revelados.

As alterações ocorrem em um contexto de crescente pressão militar da Rússia, com um ataque recente a Kiev resultando em 28 mortes. O líder ucraniano listou em comunicado uma série de prioridades para o país, incluindo o avanço na adesão à União Europeia e o reforço da segurança nas regiões de fronteira.

Avanço na Adesão à União Europeia e Segurança nas Fronteiras

Uma das metas centrais da nova configuração governamental é impulsionar o processo de adesão da Ucrânia à União Europeia. Paralelamente, Zelenski destacou a necessidade de reforçar a segurança nas áreas de fronteira, visando conter a agressão russa. Ele também pretende redistribuir a condução de diferentes áreas da política externa entre outros integrantes do governo, buscando maior eficiência e especialização.

Contexto de Corrupção e Ataques Russos

As mudanças no gabinete ocorrem após um período marcado pelo maior escândalo de corrupção da história recente da Ucrânia, o chamado caso Midas. Este esquema, que teria envolvido propinas de US$ 100 milhões na estatal de energia nuclear Energoatom, atingiu pessoas próximas a Zelenski e gerou questionamentos sobre a capacidade do governo em combater a corrupção em altos escalões. As autoridades acusam ex-sócios de Zelenski e o ex-chefe de gabinete, Andrii Yermak, de envolvimento, enquanto os acusados negam as alegações.

Enquanto o governo busca se reestruturar internamente, a Rússia mantém a ofensiva. Bombardeios na madrugada deste domingo resultaram na morte de quatro pessoas em diferentes regiões da Ucrânia. Na região de Dnipropetrovsk, ataques com drones e artilharia mataram três pessoas, incluindo dois em uma empresa industrial. Em Kherson, um homem de 48 anos morreu após um artefato explosivo ser lançado de um drone.

Aprovação Parlamentar Esperada

As mudanças propostas no gabinete ministerial precisam de aprovação do Parlamento ucraniano. No entanto, o histórico recente indica que os deputados têm apoiado as medidas de Zelenski desde o início da invasão russa em 2022, o que sugere que as alterações devem ser aprovadas sem grandes obstáculos.

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