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Keir Starmer Repreende Protestos Violentos Após Morte de Estudante, Nigel Farage é Criticado por Incitar Fúria

Keir Starmer condena protestos violentos e exploração política da morte de estudante no Reino Unido.

O Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, expressou forte condenação aos protestos violentos que eclodiram após a morte de um jovem de 18 anos, Henry Nowak, que foi esfaqueado e algemado pela polícia. A tragédia ganhou novos contornos com a condenação de seu assassino, Vickrum Digwa, que falsamente alegou ter sofrido um ataque racista.

Starmer classificou como “imperdoável” a atitude de explorar o caso para alimentar a discórdia social. As declarações surgiram após confrontos entre manifestantes e a polícia em Southampton, onde 11 policiais ficaram feridos na noite de terça-feira, perto do local onde Nowak foi morto em dezembro passado.

O premiê enfatizou a necessidade de um “trabalho sério” em vez de “fúria”, respondendo diretamente às falas de Nigel Farage, líder do partido de direita anti-imigração Reform UK. Farage havia incitado os cidadãos a responderem ao assassinato com “pura fúria fria”, alertando para a perda de confiança na polícia.

Família da vítima pede união e reflexão sobre o caso

A família de Henry Nowak descreveu o tratamento dado ao jovem pela polícia como “desumano e degradante”. No entanto, após a condenação de Vickrum Digwa a prisão perpétua, a família pediu que a morte de Henry não seja “usada para criar mais divisão, ódio ou tensão”.

Keir Starmer ecoou esse apelo, pedindo que todos “reflitam sobre essas palavras do pai de Henry”. Ele negou a existência de “policiamento de dois pesos e duas medidas” no Reino Unido, apesar das alegações que circulam, frequentemente impulsionadas por figuras como Nigel Farage e Elon Musk.

Acusações de racismo e o debate sobre policiamento no Reino Unido

O caso de Henry Nowak reacendeu o debate sobre a influência de alegações de racismo nas ações policiais. Vickrum Digwa, o assassino, mentiu à polícia, alegando que Nowak o ofendeu racialmente antes do ataque. As imagens das câmeras corporais dos policiais mostraram Nowak, ferido, sendo algemado enquanto clamava “fui esfaqueado” e “não consigo respirar”.

Legistas concluíram que Nowak teria morrido de seus ferimentos mesmo com uma resposta de emergência imediata. A família, apesar de criticar a conduta policial, pediu que a morte não gere mais divisões.

Investigação e revisão de diretrizes policiais em andamento

Em resposta ao caso, os chefes de polícia britânicos anunciaram uma revisão das diretrizes relacionadas a incidentes de racismo no policiamento. Keir Starmer reconheceu que existem “questões sérias a responder”, especialmente sobre como as acusações de racismo podem ter influenciado o julgamento policial.

Uma investigação independente sobre a conduta policial está em curso. A polícia local já pediu desculpas pela forma como lidou com a morte de Nowak. Um policial pediu demissão no ano passado, e ele, junto com outros três, são tratados como testemunhas na investigação.

Nigel Farage e a comparação com George Floyd

Nigel Farage tentou traçar paralelos entre o caso Nowak e o assassinato de George Floyd nos EUA em 2020, que impulsionou o movimento Black Lives Matter. Farage contrastou a resposta pública à morte de Floyd com o que ele descreveu como um “silêncio” em relação à morte de Nowak.

Farage e outros membros da ultradireita, incluindo Elon Musk, têm argumentado que políticas de diversidade e inclusão nas instituições, como a polícia, criaram um sistema desigual que favorece minorias étnicas, sob o receio de acusações de racismo. Elon Musk tem sido um crítico vocal do governo britânico e tem comentado repetidamente sobre o caso Nowak.

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