Jill Biden confessa pavor de que Joe Biden tivesse um derrame em debate crucial e livro reacende polêmica
As lembranças de Jill Biden sobre o desempenho de seu marido, Joe Biden, em um debate presidencial em 2024 estão gerando forte repercussão. Na ocasião, a ex-primeira-dama expressou um temor profundo, acreditando que o então presidente pudesse estar sofrendo um derrame. Essa revelação, feita em entrevista à CBS News e em trechos de seu livro de memórias, “View from the East Wing”, levanta questões incômodas para o Partido Democrata.
O evento em questão marcou o início de uma série de questionamentos sobre a capacidade e a idade de Joe Biden para o cargo, culminando em sua decisão de abandonar a candidatura à reeleição. A derrota de Kamala Harris para Donald Trump nas eleições seguintes intensificou as discussões internas sobre as falhas que levaram a esse resultado.
Agora, com a publicação de seu livro, Jill Biden se coloca novamente sob os holofotes, mas as narrativas apresentadas parecem agravar tensões já existentes. Críticos dentro do próprio partido expressam frustração com a forma como o livro pode dificultar a reconstrução da confiança do eleitorado e a oposição a Trump e aos republicanos.
O Medo de Jill Biden Durante o Debate
Minutos após Joe Biden deixar o palco do debate presidencial em 2024, Jill Biden liderava apoiadores em um coro de “mais quatro anos”. Ela elogiou o desempenho do marido, afirmando que ele respondeu a todas as perguntas e sabia todos os fatos. No entanto, dois anos depois, a perspectiva de Jill Biden mudou drasticamente.
“Fiquei assustada, porque nunca tinha visto Joe daquele jeito antes ou depois”, confessou a ex-primeira-dama à CBS News. “Enquanto assistia, pensei: ‘Meu Deus, ele está tendo um derrame’. E isso me deixou apavorada.” Essa declaração, detalhada em seu livro, descreve o momento como se estivessem assistindo a um “holograma de inteligência artificial do homem que conhecíamos, e o holograma estava com defeito”.
Impacto no Partido Democrata e Críticas Internas
O desempenho hesitante de Joe Biden no debate foi visto como o ponto de inflexão que iniciou o fim de sua carreira política. A decisão de abandonar a candidatura à reeleição, um mês depois, foi atribuída a questionamentos persistentes sobre sua idade e capacidade. A derrota subsequente de Kamala Harris para Donald Trump intensificou a busca por respostas dentro do Partido Democrata.
O livro de memórias de Jill Biden, lançado para promover sua obra, tem gerado manchetes desagradáveis e novas preocupações. Michael LaRosa, ex-secretário de imprensa de Jill Biden, criticou a forma como os Bidens e seu círculo íntimo tornaram difícil para os democratas defendê-los. Ele descreveu a reação negativa dentro do partido ao livro como “notavelmente afiada, incisiva e implacável”.
A análise controversa do Comitê Nacional Democrata sobre a eleição de 2024 também culpou a operação política de Biden pela derrota de Kamala Harris. Muitos democratas ainda se sentem frustrados, enganados ou ressentidos com o desenrolar dos últimos anos, e o livro parece estar exacerbando essa tensão.
Polêmica sobre Indulto a Hunter Biden e Divisões Ideológicas
Além das questões sobre a saúde de Joe Biden, o livro de Jill Biden também aborda a discordância inicial do marido em conceder um indulto presidencial a Hunter Biden, filho do ex-presidente, envolvido em escândalos e acusações legais. Jill Biden expressou a opinião de que Joe Biden pode ter ido longe demais para mostrar imparcialidade, resultando em um destino legal pior para Hunter.
A decisão de Joe Biden de conceder o indulto ao filho em dezembro de 2024, pouco antes de deixar a Casa Branca, foi controversa. Essa revelação adiciona outra camada de complexidade às discussões sobre as decisões tomadas durante a administração Biden.
Perspectivas para as Eleições de Meio de Mandato
Apesar das polêmicas geradas pelo livro de Jill Biden, alguns democratas acreditam que a atenção midiática sobre os Bidens não prejudicará as perspectivas do partido nas eleições de meio de mandato de novembro. A estrategista democrata Mary Anne Marsh argumenta que as pessoas têm preocupações mais urgentes, como o custo de vida e a corrupção no governo Trump.
Há sinais de que os democratas podem se sair bem em novembro, com os índices de aprovação de Trump em queda e uma vantagem de cerca de 8 pontos percentuais nas intenções de voto para o Congresso, segundo o agregador RealClearPolitics. Paul Begala, consultor democrata, vê Jill Biden como uma “primeira-dama popular” e acredita que suas memórias podem até ajudar o partido.
“Ser lembrado de uma época em que pessoas decentes e bondosas lideravam este país é algo bom”, afirmou Begala, sugerindo que os democratas preocupados com o livro deveriam focar em questões mais práticas.





