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Milly Alcock revela a “responsabilidade” de dar vida à Supergirl no cinema e os bastidores do filme da DC

Milly Alcock compartilha expectativas e desafios ao assumir o manto da Supergirl em nova era do DCU

A aguardada estreia de “Supergirl” nos cinemas nesta quinta-feira (25) marca um novo capítulo para o universo cinematográfico da DC Comics (DCU). O filme, que tem como objetivo consolidar a nova fase liderada por James Gunn e Peter Safran, coloca a prima do Superman, Kara Zor-El, no centro das atenções.

Interpretada pela talentosa Milly Alcock, conhecida por seu papel em “A Casa do Dragão”, a heroína ganha destaque especial neste longa. A atriz australiana, que veio ao Brasil para divulgar o filme, compartilhou em entrevista ao g1 suas impressões sobre a jornada de dar vida a uma das personagens mais icônicas dos quadrinhos.

Alcock descreve a experiência como um misto de honra e aprendizado, destacando a profunda conexão que sentiu com a personagem. A atriz ressalta a importância de “Supergirl” para a continuidade do DCU e a expectativa do público em torno da nova heroína.

A conexão de Milly Alcock com a heroína “meio bagunçada”

Milly Alcock, de 26 anos, brinca ao afirmar que tem “tudo” em comum com Kara, mas logo pondera as diferenças. “Eu não tenho poderes, eu fico com a pior parte. Sou uma garota de um Sol vermelho”, declara a atriz, referindo-se à dependência de Kara de um sol amarelo para manifestar suas habilidades.

Em um tom mais reflexivo, Alcock descreve a interpretação de Kara como um processo catártico, aproximando-a de sua própria personalidade. “Há algo realmente bonito nela de ser essa heroína meio bagunçada. Isso me deu uma certa coragem de sentir que eu posso me salvar um pouco, sabe?”, confessa.

A atriz também aborda a **responsabilidade** de estrelar seu primeiro blockbuster, admitindo que prefere viver o momento presente em sua carreira. Ao ser questionada sobre ver seu rosto em toda a campanha de lançamento, Alcock, com seu humor característico, diz estar “muito cansada de ver minha cara”, mas reitera que é uma honra e um privilégio.

Craig Gillespie: da experiência com protagonistas femininas à Supergirl

O diretor Craig Gillespie, também australiano, confessa que não conhecia o universo dos super-heróis antes de aceitar o convite para dirigir “Supergirl”. No entanto, sua experiência com protagonistas femininas fortes em filmes como “Eu, Tonya” e “Cruella” o preparou para o desafio.

Gillespie vê um tema recorrente em seus trabalhos, incluindo “Supergirl”, que envolve “pessoas excluídas, tentando se encontrar e sendo incompreendidas, de uma certa forma”. O diretor elogiou o roteiro de Ana Nogueira como um dos principais motivadores para assumir o projeto.

O cineasta também fez questão de exaltar o trabalho de Milly Alcock. “Foi um presente enorme saber que Milly iria interpretar esse papel. Ela superou minhas expectativas”, afirmou Gillespie, detalhando como a atriz explorou a personagem, trouxe sua personalidade e o deixou “animado de ir ao set todo dia”.

Ana Nogueira: da atuação à escrita de roteiros para o DCU

Ana Nogueira, responsável pelo roteiro de “Supergirl”, baseado na graphic novel “Supergirl: Mulher do Amanhã”, detalha sua transição da atuação para a escrita. “Eu fui para uma escola de teatro e, enquanto atuava, aprendi muito sobre história, diálogo e enredo”, explica.

Nogueira apresentou seu roteiro a James Gunn após contatos com Peter Safran e Chantal Nong Vo. Segundo a roteirista, o CEO do DCU a deu total liberdade criativa, fazendo apenas “alguns toques importantes” e confiando em sua visão para a história.

Além de “Supergirl”, Nogueira também está envolvida nos roteiros dos futuros filmes da Mulher-Maravilha e dos Jovens Titãs, demonstrando entusiasmo com esses projetos. “Eu amo esses personagens. Eu adoro o tom das histórias dos Jovens Titãs. É muito divertido e irreverente”, declara.

Lobo: a adição icônica ao universo da Supergirl

Uma das mudanças notáveis em “Supergirl” em relação à graphic novel original foi a inclusão do personagem Lobo, interpretado por Jason Momoa. Ana Nogueira admitiu que integrar o anti-herói foi desafiador.

“Ele é tão icônico e eu tinha um pouco de medo de ser a pessoa que pôs o Lobo na tela”, confessa a roteirista. Contudo, ao descobrir como o personagem poderia se encaixar na narrativa, Nogueira percebeu que a história seria incompleta sem ele.

A roteirista, filha de brasileiro, também revelou que torcerá pelo Brasil na Copa do Mundo, que acontece em seu país. “Ele me ensinou bem”, concluiu, referindo-se à influência paterna em sua paixão pelo futebol.

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