
Irã Propõe Taxar Cabos de Internet no Estreito de Ormuz, Ameaçando Fluxo Global de Dados e Finanças
Irã considera cobrar pedágio por cabos de internet que cruzam o Estreito de Ormuz Agências de notícias iranianas ligadas à Guarda Revolucionária propuseram que o país passe a cobrar taxas sobre os cabos submarinos de fibra ótica que atravessam o Estreito de Ormuz. Essa iniciativa visa gerar novas receitas para o regime e exercer maior controle sobre uma infraestrutura vital para a conectividade global. A sugestão surge em um contexto de tensões geopolíticas na região, com o Irã em conflito com os Estados Unidos e Israel. A cobrança ou interrupção desses cabos, que conectam a internet de diversas partes do mundo, poderia ter **impactos significativos na economia global e no sistema financeiro**, incluindo o Swift. Grandes empresas de tecnologia americanas, como Amazon e OpenAI, têm investido pesadamente em data centers em países do Golfo, o que as torna particularmente vulneráveis a quaisquer disrupções nessa infraestrutura de comunicação. A proposta iraniana, divulgada pelas agências Tasnim e Fars, sugere uma mudança na forma como o Estreito de Ormuz é visto, de uma via de livre navegação para um ponto estratégico de onde o país poderia gerar riqueza legítima. Conforme informação divulgada pelas agências, o Irã seria privado de benefícios dessa infraestrutura pela visão tradicional do estreito. Três Medidas Propostas para a Cobrança de Taxas A agência de notícias Tasnim detalhou três medidas que o regime iraniano poderia adotar para capitalizar sobre os cabos submarinos. A primeira delas seria a cobrança de licenças e taxas de renovação anuais para as companhias estrangeiras que utilizam a infraestrutura. Isso estabeleceria um fluxo de receita direto para o governo. A segunda proposta envolve obrigar as grandes empresas de tecnologia a operarem sob a lei iraniana. Essa medida daria ao Irã uma maior autoridade legal e regulatória sobre as operações de empresas estrangeiras em seu território marítimo. A terceira sugestão é conceder o controle exclusivo da manutenção dos cabos a grupos iranianos, garantindo assim a soberania e a capacidade técnica do país sobre essa infraestrutura crítica. O Potencial Impacto Econômico da Disrupção A agência Fars, também ligada à Guarda Revolucionária, reforçou a ideia de controle iraniano sobre os cabos. O veículo de comunicação destacou que uma disrupção do fluxo de informações por apenas alguns dias poderia causar centenas de milhões de dólares em danos para a economia global. Este dado sublinha a importância crítica desses cabos para o funcionamento da internet e do comércio internacional. A Fars argumenta que essa infraestrutura passa por uma área onde o Irã exerce legalmente sua soberania. As mesmas três medidas sugeridas pela Tasnim foram endossadas pela Fars, indicando um consenso entre os órgãos de mídia ligados às forças de segurança iranianas sobre a viabilidade e a necessidade dessa estratégia para o país. Ormuz como Centro Estratégico de Riqueza A visão apresentada pelas agências iranianas transforma o Estreito de Ormuz em um “centro estratégico para a criação legítima de riqueza”. Ao invés de ser apenas um corredor de passagem, a região se tornaria um ponto de controle financeiro e tecnológico. A proposta








