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Crédito imobiliário pode crescer até 15% em 2026, Caixa prevê ‘melhor ano da história’ e aponta chance de recorde nas concessões com mais funding

Crédito imobiliário deve registrar avanço em 2026 com projeção de 10% a 15%, possibilidade de recorde nas concessões da Caixa, e efeitos de mais funding e juros menores O mercado de crédito imobiliário tem sinais de recuperação para 2026, com expectativas de crescimento entre 10% e 15% e chance de bater recordes nas concessões bancárias. O avanço é sustentado por maior disponibilidade de funding, custos de financiamento mais baixos e demanda firme por imóveis, fatores que deixam famílias e investidores mais dispostos a operações de longo prazo. Roberto Ceratto afirmou que a Caixa projeta o “melhor ano da história do crédito imobiliário” do banco e “possivelmente no país”, enquanto Romero Albuquerque do Bradesco disse que o mercado será “10% a 15% maior do que foi 2025”, e o Banco Central anunciou o primeiro corte na taxa Selic, de 15% para 14,75% ao ano, conforme informações divulgadas por executivos da Caixa Econômica Federal e do Bradesco. Como o funding alimenta o crescimento O aumento de recursos disponíveis é um dos pilares para a expansão do crédito imobiliário. A Caixa conta com R$ 144,5 bilhões do FGTS, acima dos R$ 126,8 bilhões do ano passado, e tem também R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para financiar operações. No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, o orçamento saltou de R$ 64 bilhões para R$ 97 bilhões, o que amplia a capacidade de concessão e reduz a pressão por aumento de spreads. Medidas da Caixa que ampliam crédito A Caixa retomou o financiamento de imóveis acima de R$ 2,25 milhões e liberou a contratação de mais de um financiamento com recursos da poupança, medidas que ampliam o universo de clientes atendíveis. Sobre os efeitos dessas ações, Ceratto afirmou que “Todas essas medidas que adotamos trouxeram um incremento bastante importante neste primeiro trimestre”, apontando impacto direto nas operações e no ritmo de concessões. Juros em queda e apetite por decisões de longo prazo No Bradesco, a visão é de que o mercado de crédito imobiliário deve ser “10% a 15% maior do que foi 2025”, conforme Romero Albuquerque. A expectativa de queda de juros favorece escolhas de prazo mais longo, pois reduz o custo efetivo das operações. Como explicou Romero, “Quando você tem uma tendência de baixa, que é o que acontece esse ano, independentemente da velocidade, as pessoas ficam com mais apetite para tomar uma decisão de longo prazo”, o que tende a sustentar a demanda por imóveis e por novas contratações de crédito imobiliário. O que observar em 2026 Para quem busca imóvel ou acompanha o setor, vale monitorar o comportamento da Selic, a disponibilidade de recursos do FGTS e do SBPE, e as políticas internas dos bancos sobre limites e prazos de financiamento. Se as condições de funding e juros permanecerem favoráveis, a combinação pode levar a um crescimento real do mercado de crédito imobiliário em 2026 e a um aumento relevante nas concessões, com potencial para estabelecer novos recordes. Helisson Pelegrini, especialista em Mercado Imobiliário.

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Governo Lula lança novo “Desenrola” turbinado para combater endividamento recorde e aliviar orçamento das famílias

Governo Lula busca frear crise de endividamento com programa “Desenrola” turbinado Diante do alarmante índice de 80,4% das famílias endividadas em março de 2026, o governo Lula prepara o lançamento de uma nova versão do programa Desenrola. O objetivo é conter a perda de popularidade e oferecer alívio financeiro, especialmente em um ano de calendário eleitoral apertado. A estratégia visa reduzir a pressão sobre o orçamento doméstico. A iniciativa busca socorrer tanto pessoas de baixa renda com contas atrasadas há meses, quanto consumidores que, mesmo com pagamentos em dia, comprometem uma parcela significativa de sua renda com parcelas de dívidas. A proposta central é que o governo ofereça garantias aos bancos, incentivando descontos maiores e a troca de dívidas caras por empréstimos com juros mais baixos. Essa nova fase do programa, conforme apurado pela Gazeta do Povo, representa uma evolução do plano inicial, buscando soluções mais abrangentes para o problema crônico do endividamento no Brasil. Especialistas, no entanto, alertam para os desafios e a necessidade de medidas complementares. Uso do FGTS como ferramenta para quitação de dívidas Uma das frentes de negociação em estudo pelo governo prevê a possibilidade de trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos utilizarem até 20% do saldo de seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para abater débitos. Além disso, o FGTS pode ser usado como garantia para empréstimos consignados privados, buscando forçar a redução das taxas de juros, que atualmente se aproximam de 4% ao mês. Obstáculos fiscais e resistência do setor financeiro A equipe econômica do governo enfrenta dilemas significativos para financiar o novo programa sem comprometer as contas públicas. Uma das ideias é utilizar R$ 10,5 bilhões de “recursos esquecidos” em bancos, mas esta proposta encontra resistência das instituições financeiras e gera complexidades contábeis no Tesouro Nacional. Outro ponto de dificuldade é a cogitada redução do IOF (imposto sobre operações financeiras) nas renegociações, o que implicaria em menor arrecadação em um período de ajuste fiscal. Crise de endividamento: um problema estrutural no Brasil Especialistas apontam que o endividamento das famílias brasileiras é crítico não apenas pelo valor total devido, mas pelo alto “comprometimento da renda”. Atualmente, cerca de 30% do orçamento familiar é destinado exclusivamente ao pagamento de juros e amortizações, um índice alarmante em comparação com outros países. O uso frequente do cartão de crédito rotativo, com juros que podem chegar a 435% ao ano, cria um ciclo vicioso, onde o crédito é utilizado como se fosse renda adicional, agravando a situação. Ceticismo de especialistas sobre a eficácia das medidas Economistas demonstram certo ceticismo em relação à eficácia das medidas propostas. Eles alertam que, sem um foco em educação financeira e controle de gastos, o alívio proporcionado pelas renegociações pode ser apenas temporário. Ao regularizar o nome ou reduzir parcelas, as famílias podem acabar contraindo novos empréstimos, aumentando o estoque total de suas dívidas. Além disso, a inflação é apontada como um fator que corrói o poder de compra, especialmente dos mais pobres, tornando as medidas pontuais insuficientes

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Ex-presidente do INSS culpa Ministério da Previdência por filas de benefícios e rebate demissão: “Saio de consciência tranquila”

Ex-presidente do INSS atribui filas ao Ministério da Previdência e defende sua gestão após demissão O agora ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Junior, rompeu o silêncio após sua demissão, atribuindo a responsabilidade pela extensa fila de espera por benefícios ao Ministério da Previdência Social. A troca no comando do órgão ocorreu sob pressão do governo federal, que busca cumprir a promessa de campanha de reduzir o acúmulo de pedidos, especialmente com as próximas eleições se aproximando. Waller Junior argumenta que a maior parte dos casos em atraso depende de perícia médica, uma atribuição direta do ministério e não da estrutura interna do INSS. Segundo ele, a demissão deveria recair sobre o órgão superior, e não sobre os gestores do INSS. “Se for a fila, quem teria quer ser exonerado não era ninguém do INSS. A maioria dos que esperam há mais de 45 dias depende de perícia médica, que é de responsabilidade do ministério”, declarou o ex-presidente em entrevista à Folha de S. Paulo. Conforme informação divulgada pela Folha de S. Paulo, o ex-presidente rebateu a justificativa oficial do Ministério da Previdência, que alegou a mudança visava “acelerar a análise de benefícios”, afirmando que sua gestão já havia promovido uma redução significativa no tempo de espera. Fila de benefícios e responsabilidade do Ministério A fila de espera por benefícios do INSS soma cerca de 2,7 milhões de pedidos até março, um número ainda considerado alto, apesar de uma queda de aproximadamente 300 mil solicitações no período. Dados do próprio INSS indicam que mais de 821 mil pessoas aguardam há mais de 45 dias, sendo a maioria dependente de perícia médica, serviço sob responsabilidade direta do Ministério da Previdência. “Estou tranquilo, saio de consciência tranquila. Hoje, a fila é menor do que quando assumi, em abril de 2025, mesmo com aumento de requerimentos por mês. E deixo o órgão sem problemas no sistema”, afirmou Waller Junior. Ele destacou que o INSS registrou um recorde histórico de concessões em março, com 890 mil benefícios liberados, e que as análises de 1,6 milhão de pedidos foram concluídas no mesmo período. Falhas tecnológicas e prejuízos aos cofres públicos Uma nota técnica do próprio INSS, citada pelo ex-presidente, aponta que falhas tecnológicas e a Dataprev, responsável pelos sistemas, contribuem para a demora. Incidentes sistêmicos teriam gerado um impacto direto na produtividade, resultando em um prejuízo de mais de R$ 233 milhões aos cofres públicos entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026. Essas instabilidades afetaram diretamente as Centrais de Análise de Benefícios, prejudicando mais de 1,7 milhão de pontos de abatimento sistêmico e cerca de 2,9 milhões de horas de trabalho. Medidas do Ministério e críticas à comunicação da demissão Em resposta, o Ministério da Previdência atribuiu a recente redução da fila a medidas adotadas pela própria pasta, como mutirões, contratação de 500 peritos, uso de telemedicina e implementação de novos sistemas. O órgão retomou o pagamento de bônus de desempenho a servidores e implementou um cadastro nacional unificado para

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Trump vira ‘pé frio’ em eleições globais: Derrota de Orbán na Hungria reforça histórico, mas América Latina é exceção

Derrota de Viktor Orbán na Hungria evidencia ‘azar’ de Trump em eleições globais, com América Latina como contraponto A recente derrota do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em eleição realizada neste domingo (12), reforça um padrão observado em pleitos internacionais desde 2025: candidatos e partidos alinhados a Donald Trump têm acumulado mais perdas do que vitórias. Essa tendência, no entanto, não se aplica à América Latina, onde o cenário tem sido favorável aos movimentos trumpistas. Desde que assumiu a presidência em janeiro de 2025, Trump viu seus aliados perderem em países como Canadá, Austrália, Romênia e, agora, Hungria. A exceção notável vem da América Latina, onde vitórias foram registradas na Argentina, Chile, Honduras e Bolívia. O único candidato apoiado diretamente por Trump que obteve sucesso em outro continente foi Karol Nawrocki, atual presidente da Polônia, em agosto do ano passado. A vitória expressiva do partido Tisza, liderado por Péter Magyar, na Hungria, levanta questionamentos sobre a eficácia das tentativas de Trump de influenciar eleições estrangeiras, uma marca de sua política externa. Apesar das pesquisas indicarem um desempenho fraco para Orbán, Trump mobilizou esforços, incluindo a visita de seu vice-presidente, J.D. Vance, ao país, transmitindo apoio fervoroso ao aliado. Conforme divulgado em reportagem, Magyar reagiu à interferência declarando: “Nenhum país estrangeiro pode interferir nas eleições húngaras. Este é o nosso país”. Aliados de Trump sofrem reveses em democracias ocidentais No Canadá e na Austrália, por exemplo, candidatos que pareciam favoritos e alinhados ao ideário trumpista acabaram derrotados por forças centristas. No Canadá, o Partido Liberal se fortaleceu após Trump iniciar uma guerra comercial e fazer ameaças ao país, resultando na eleição de Mark Carney como primeiro-ministro. Já na Austrália, o candidato associado ao movimento “Maga” (Make America Great Again), Peter Dutton, perdeu para o Partido Trabalhista. Romênia e Polônia: Vitórias e derrotas sob influência trumpista A Romênia também presenciou uma derrota para um candidato alinhado ao trumpismo. Em maio de 2025, o centrista Nicușor Dan venceu George Simion, que era considerado favorito. Simion chegou a contestar o resultado judicialmente, mas seu recurso foi negado. Em contrapartida, a Polônia apresentou um cenário diferente, com a vitória do conservador Karol Nawrocki, que contou com apoio explícito de Trump e até mesmo com a participação de Kristi Noem, então secretária de Segurança Interna dos EUA, em discursos de campanha. América Latina: O contraponto onde o ‘toque de Trump’ tem sido vitorioso O cenário latino-americano se destaca como um ponto fora da curva no histórico recente de Trump. Em Honduras, no final do ano passado, o candidato de ultradireita Nasry “Tito” Asfura, apoiado por Trump, saiu vitorioso. A ex-presidente Xiomara Castro chegou a denunciar um “golpe eleitoral” devido à alegada “interferência do presidente dos Estados Unidos”. Na Argentina, a eleição legislativa do ano passado viu Trump condicionar um pacote de ajuda financeira de US$ 20 bilhões ao bom desempenho do partido de Javier Milei, o que se concretizou. O Brasil e o Peru se preparam para serem os próximos testes da chamada “Doutrina Monroe” na região,

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Novo Desenrola: Lula planeja relançar programa de renegociação de dívidas após volta da Europa com foco em evitar novo endividamento

Novo Desenrola: Lula planeja relançar programa de renegociação de dívidas após volta da Europa com foco em evitar novo endividamento O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem planos de lançar oficialmente uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola, logo após seu retorno de uma viagem oficial pela Europa. A expectativa é que o anúncio ocorra na próxima terça-feira, dia 21. A informação foi confirmada pelo ministro substituto da Fazenda, Dario Durigan, que destacou a importância do programa para a economia familiar. O objetivo é oferecer um alívio financeiro significativo para milhões de brasileiros que lutam contra o endividamento. O governo busca, com esta nova iniciativa, aprender com os resultados do primeiro Desenrola e implementar mecanismos que previnam o reendividamento, um desafio persistente na economia do país. Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, o novo programa visa ter um impacto ainda maior. Desenrola Original Renegociou R$ 58 Bilhões, Mas Novo Endividamento Preocupa O primeiro Desenrola Brasil, lançado em um ano eleitoral, conseguiu renegociar um volume expressivo de R$ 58 bilhões em dívidas, alcançando mais de 15 milhões de pessoas. No entanto, uma análise posterior revelou um cenário preocupante. Dados do Banco Central (BC) indicam que, para cada R$ 1 renegociado, surgiram R$ 1,15 em novas dívidas. Essa dinâmica acende um alerta sobre a sustentabilidade do alívio financeiro proporcionado, especialmente com um percentual de 15% de atraso no pagamento total acordado. Novos Mecanismos e Uso de FGTS Estão em Discussão Diante desse quadro, o governo estuda a criação de mecanismos inovadores para evitar o reendividamento. A preocupação é com a possível ampliação dos custos com juros, caso novos refinanciamentos se tornem necessários. Uma das frentes em estudo pela equipe econômica é permitir que trabalhadores utilizem seus saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. Essa medida teria um impacto estimado de R$ 7 bilhões, redirecionando recursos que iriam dos cofres públicos para os bancos. Endividamento Atinge Níveis Alarmantes Pós-Desenrola O cenário de inadimplência no Brasil permanece desafiador. Logo após o encerramento do Desenrola, o Serasa registrou a marca de 81,4 milhões de brasileiros inadimplentes, o maior patamar desde 2020. Este número é superior aos 72,9 milhões de inadimplentes encontrados pelo governo no início de sua gestão, evidenciando a necessidade de ações contínuas e eficazes para combater o endividamento e promover a saúde financeira da população. Viagem de Lula à Europa e Agenda Diplomática A viagem de Lula à Europa inclui visitas à Espanha, Alemanha e Portugal. Além das questões econômicas, o presidente buscará reforçar o apoio à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A comitiva presidencial será composta por presidentes de estatais e 15 ministros, demonstrando a amplitude dos temas a serem abordados durante a missão internacional.

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Trump Ameaça Controlar Estreito de Hormuz: Ilhas Estratégicas e Poder Iraniano em Jogo

Trump busca controlar o Estreito de Hormuz, ponto vital para o comércio global de petróleo, mas encontra um Irã com poder estratégico em ilhas próximas. Nas últimas semanas, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Oriente Médio. Essa movimentação ocorre em meio a declarações controversas do presidente Donald Trump sobre um possível fim para o conflito com o Irã. Antes mesmo de um cessar-fogo ser anunciado, mais de 5.000 militares, incluindo fuzileiros navais e forças especiais, chegaram à região, aumentando a especulação sobre uma possível invasão terrestre. Trump já expressou a intenção de invadir a ilha de Kharg, principal ponto de exportação de petróleo do Irã, e destruir suas instalações caso o país impedisse a retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz. Após o Irã ter bloqueado a passagem em resposta a ataques dos EUA e de Israel, a ordem de Trump para manter o bloqueio persistiu mesmo após a trégua anunciada. A possibilidade de uma operação militar para controlar o Estreito de Hormuz levanta questões sobre a viabilidade e os riscos envolvidos. Especialistas apontam que, embora o objetivo seja garantir a livre navegação, a geografia da região e o poder de fogo iraniano representam desafios significativos para as forças americanas. Conforme informação divulgada por fontes especializadas, a complexidade da operação pode ter implicações profundas para a estabilidade regional e o mercado global de energia. Ameaças diretas e o poder iraniano nas ilhas estratégicas Em uma eventual invasão à ilha de Kharg, as forças anfíbias americanas teriam que percorrer cerca de 800 km pelo Golfo Pérsico. Mark Cancian, consultor sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, avalia essa ação como “muito arriscada”, sugerindo que a abertura do estreito pode ser o primeiro passo. Autoridades americanas indicam que Trump também considerou a tomada de ilhas próximas ao estreito, essenciais para o fluxo normal de petróleo e gás. O Irã, com seus postos avançados militares em diversas ilhas e na costa, possui a capacidade de cobrir rapidamente as rotas marítimas com drones, mísseis antinavio e lanchas de ataque rápido. Para contornar essa defesa, os Estados Unidos precisariam capturar um conjunto de ilhas, incluindo Qeshm, Larak, Abu Musa e Tunb, conforme análise de Farzin Nadimi, pesquisador sênior do Instituto de Washington. Ele ressalta que “Eles precisam tomar todas elas” para garantir o controle. Riscos e custos de uma operação terrestre em ilhas iranianas O envio de 2.000 paraquedistas e forças de operações especiais para a região sinaliza a seriedade das intenções americanas. Se desembarcassem nas ilhas, essas tropas poderiam desmantelar redes de túneis e bases subterrâneas de mísseis, que são “inacessíveis até mesmo para bombas antibunker”, segundo Nadimi. A decisão crucial seria se as instalações seriam destruídas ou se as ilhas seriam mantidas para proteger o estreito, o que poderia gerar uma vantagem nas negociações com o Irã. No entanto, a permanência nas ilhas exigiria fuzileiros navais bem equipados e defesas aéreas robustas contra ameaças iranianas. Nadimi descreve essa possibilidade como uma “operação de alto risco e com muitas baixas”.

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Tragédia em Escola na Turquia: Ex-aluno de 19 anos abre fogo e fere 16 pessoas antes de se suicidar

Ataque a tiros em escola na Turquia deixa 16 feridos e autor se suicida Um ataque chocante abalou uma escola de ensino médio na província de Sanliurfa, no sudeste da Turquia, nesta terça-feira (14). Ao menos 16 pessoas, incluindo estudantes e professores, foram feridas por disparos realizados por um ex-aluno de 19 anos. Após o crime, o jovem autor dos disparos tirou a própria vida enquanto a polícia tentava detê-lo. O incidente levanta preocupações sobre a segurança em ambientes educacionais e a saúde mental de jovens. As autoridades locais confirmaram o número de feridos e o suicídio do atirador. A investigação sobre as motivações por trás da ação já está em andamento. Conforme informado pelo governador Hasan Sildak à emissora NTV, o autor dos disparos utilizou uma espingarda e agiu de forma indiscriminada no pátio da escola antes de adentrar o prédio. Detalhes do ataque e vítimas Segundo o governador Hasan Sildak, o atirador não possuía antecedentes criminais e a escola em questão era considerada segura pelas autoridades. O Ministério do Interior detalhou que entre os feridos estão dez estudantes, quatro professores, um policial e um funcionário da cantina. A gravidade dos ferimentos não foi divulgada, mas cinco das vítimas precisaram ser transferidas para hospitais na cidade central para tratamento adicional. Investigação em curso Imagens divulgadas do local mostram o pânico e a evacuação rápida dos estudantes enquanto equipes de emergência chegavam para prestar socorro. Ataques a tiros em escolas são eventos raros na Turquia, o que torna este incidente ainda mais alarmante para a sociedade e as autoridades. Contexto e segurança escolar A rápida resposta policial e das equipes de emergência foi crucial para minimizar o número de vítimas. No entanto, o ocorrido intensifica o debate sobre medidas de segurança em escolas e a necessidade de programas de apoio psicológico para estudantes. As autoridades turcas seguem apurando todas as circunstâncias que levaram ao trágico evento.

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Reembolso-Creche e Jornada Menor: Milhares de Terceirizados na Administração Pública são Beneficiados com Novas Regras

Terceirizados na Administração Pública: Conheça os Novos Benefícios de Reembolso-Creche e Redução de Jornada A partir desta terça-feira, 14 de maio, trabalhadores terceirizados que atuam na administração pública federal celebram importantes conquistas. As novas regras, publicadas no Diário Oficial da União, introduzem o reembolso-creche e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem impacto na remuneração. Essas alterações, que visam equiparar direitos entre diferentes categorias de trabalhadores, prometem beneficiar um número expressivo de profissionais. A medida reforça o compromisso com a valorização dos terceirizados, reconhecendo sua contribuição essencial para o funcionamento dos órgãos públicos. As instruções normativas detalham os procedimentos e critérios para acesso aos benefícios, garantindo transparência e clareza na aplicação das novas diretrizes. A expectativa é de que mais de 40 mil trabalhadores sejam diretamente impactados por essas mudanças significativas. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Reembolso-Creche: Apoio Essencial para Famílias com Filhos Pequenos Um dos principais avanços é a implementação do reembolso-creche, que beneficiará mais de 14 mil crianças com até seis anos de idade. A Instrução Normativa nº 147/2026 estabelece que o valor do reembolso será idêntico ao pago aos servidores públicos federais, correspondendo a R$ 526,64 por dependente, mensalmente. Este auxílio visa aliviar o orçamento das famílias e garantir um ambiente de cuidado seguro para os filhos enquanto os pais trabalham. Jornada Menor: Mais Tempo para a Vida Pessoal sem Perda Salarial A outra grande novidade é a redução da jornada de trabalho. A partir de agora, a carga horária semanal passa de 44 para 40 horas, mantendo o salário integral. A Instrução Normativa nº 148/2026 prevê que esta medida pode alcançar até 60 mil trabalhadores terceirizados. Essa mudança representa um ganho significativo em qualidade de vida, permitindo maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Ampliação de Direitos e Continuidade de Políticas de Valorização A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais para terceirizados na administração pública não é uma novidade isolada. Ela dá continuidade a uma ação iniciada em 2024, que já havia beneficiado cerca de 20 mil pessoas em fases anteriores, abrangendo 12 categorias de trabalhadores. Agora, a medida se expande para todos os demais postos que se enquadram neste tipo de contrato, com exceção apenas daqueles que operam em regime de escala de revezamento 12 por 36 horas ou 24 por 72 horas. Impacto e Expectativas para os Trabalhadores Terceirizados A dupla conquista do reembolso-creche e da jornada menor reforça a importância do reconhecimento e da valorização dos trabalhadores terceirizados. A expectativa é que essas novas regras contribuam para um ambiente de trabalho mais justo e equitativo, além de promoverem o bem-estar social e familiar dos profissionais. O MGI divulgou uma lista das atividades contempladas pela redução de jornada, que pode ser consultada para mais detalhes.

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Xi Jinping alerta contra “lei da selva” e critica Trump na crise Irã-EUA, enquanto bloqueio naval gera tensão

Xi Jinping, líder da China, se posiciona contra a “lei da selva” em meio à escalada de tensões entre EUA e Irã, criticando duramente as ações de Donald Trump e propondo um plano genérico para a paz na região, que vive um cessar-fogo frágil. Em declarações contundentes sobre a crise no Oriente Médio, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou nesta terça-feira (14) que o mundo não pode retroceder à “lei da selva”. A declaração foi feita em Pequim, durante um encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos foram um dos alvos da retaliação iraniana durante o recente conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Xi Jinping, que comanda a China, principal rival estratégica dos Estados Unidos, apresentou um plano genérico que visa a paz na região. A proposta se baseia em quatro pilares: coexistência pacífica, respeito à soberania, proteção ao Estado de Direito e desenvolvimento conjunto. No entanto, o plano não detalha soluções práticas para os pontos mais sensíveis da disputa atual, como o destino do programa nuclear iraniano. A crítica à “lei da selva” foi explicitamente direcionada ao presidente Donald Trump. Xi Jinping enfatizou que “o Estado de Direito não pode ser usado quando é conveniente e descartado quando não é”. A China, antes da guerra, dependia do Irã como seu terceiro maior fornecedor de petróleo, atrás apenas da Rússia e da Arábia Saudita. Conforme informação divulgada pelo g1, essa dependência torna a instabilidade na região uma preocupação para Pequim. Bloqueio Naval Americano Gera Preocupação e Tensão na Navegação Apesar de possuir confortáveis reservas de petróleo e gás para atravessar a instabilidade, Xi Jinping expressou preocupação com o bloqueio naval imposto por Trump ao trânsito de navios para e de portos iranianos, que entrou em vigor na segunda-feira (13). A chancelaria chinesa classificou a restrição como “irresponsável e perigosa” e solicitou a reabertura das vias normais de navegação na região. A negociação direta entre Estados Unidos e Irã, que ocorria no Paquistão, não apresentou avanços significativos, mas há a possibilidade de ser retomada em breve, coincidindo com o fim do cessar-fogo. A medida de bloqueio surtiu efeito, limitando drasticamente o tráfego marítimo na área. Antes do conflito, cerca de 140 embarcações passavam pelo estreito de Hormuz, número que caiu para apenas 10% após as hostilidades. Navios Chineses e o Dilema do Embargo na Rota Marítima Segundo dados do serviço MarineTraffic, da consultoria britânica Kpler, apenas seis navios transitaram pelo estreito de Hormuz após o bloqueio. Este estreito, controlado pelo Irã, tornou-se palco de uma rota alternativa de pagamento de pedágio ilegal. Desses seis navios, alguns não estavam sob as restrições do embargo, enquanto outros, como o navio chinês Rich Star, que transportava metanol, estavam sob sanções ocidentais por negócios anteriores com petróleo iraniano. A situação do Rich Star permanece incerta, apesar de tudo indicar que ele conseguirá seguir para a China sem maiores problemas. Donald Trump havia declarado que abordaria quaisquer navios que aceitassem

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Hezbollah Recusa Negociações de Paz do Líbano com Israel, Aumentando Tensão na Fronteira Sul

Hezbollah se opõe às conversas de paz entre Líbano e Israel, mediadas pelos EUA, e promete continuar a luta. O grupo armado libanês Hezbollah manifestou forte oposição às negociações de paz entre o Líbano e Israel, que estavam previstas para ocorrer em Washington com mediação dos Estados Unidos. Naim Qassem, líder do Hezbollah, classificou as conversas como inúteis e declarou que o grupo continuará a enfrentar as forças israelenses. A posição do Hezbollah adiciona uma camada significativa de incerteza ao já complexo cenário do conflito. O grupo, que é um importante aliado regional do Irã, afirmou categoricamente que não se sentirá vinculado a quaisquer acordos que possam ser firmados entre Beirute e Tel Aviv. Wafiq Safa, uma autoridade do conselho político do Hezbollah, foi explícito ao dizer que a facção “não está vinculada ao que for acordado”. Ele acrescentou, “Não estamos interessados ou preocupados com os resultados das negociações”, conforme relatado pela fonte. Essa declaração, feita antes das conversas, sinaliza um desafio direto à autoridade do governo libanês e às tentativas de mediação internacional. Israel Avança em Bint Jbeil e Reforça Controle na Fronteira Em paralelo à crise diplomática interna, as Forças Armadas de Israel intensificaram suas operações militares no sul do Líbano. As tropas israelenses completaram o cerco à cidade de Bint Jbeil, um reduto estratégico do Hezbollah, e iniciaram um ataque terrestre. A cidade é considerada de grande importância simbólica e estratégica para o grupo. Um porta-voz militar israelense confirmou o avanço, enquanto funcionários de segurança libaneses relataram à agência Reuters que combatentes do Hezbollah estão entrincheirados e prontos para resistir até a morte. Oficiais israelenses esperam obter o controle total da cidade em poucos dias, o que lhes daria maior domínio sobre a faixa de fronteira. Netanyahu Visita Tropas e Enfatiza Zona de Segurança O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou tropas israelenses que ocupam território libanês no domingo (12). Ele discursou aos soldados, enfatizando a importância da “zona de segurança” para evitar invasões vindas do Líbano. “Ainda há mais a ser feito, e estamos fazendo. Estamos repelindo o perigo das munições antitanque e estamos lidando com foguetes”, declarou Netanyahu, acompanhado pelo ministro da Defesa e altos comandantes militares. Ataques Cruzados e Impacto Humanitário na Região A escalada do conflito se reflete em ataques mútuos. O Exército de Israel informou ter interceptado mais de dez drones e foguetes lançados do Líbano. Por outro lado, um foguete do Hezbollah atingiu a cidade de Nahariyya, no norte de Israel, ferindo uma mulher e danificando um prédio residencial. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha também relatou um ataque a um de seus centros em Tiro, no sul do Líbano, que resultou na morte de uma pessoa, segundo a agência de notícias estatal libanesa. O exército israelense afirmou ter realizado um ataque contra um “terrorista do Hezbollah” em Tiro e está investigando o incidente. Governo Libanês em Posição Delicada O governo libanês encontra-se em uma posição extremamente delicada, com a necessidade de equilibrar as negociações de paz com a forte influência

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Crédito imobiliário pode crescer até 15% em 2026, Caixa prevê ‘melhor ano da história’ e aponta chance de recorde nas concessões com mais funding

Crédito imobiliário deve registrar avanço em 2026 com projeção de 10% a 15%, possibilidade de recorde nas concessões da Caixa, e efeitos de mais funding e juros menores O mercado de crédito imobiliário tem sinais de recuperação para 2026, com expectativas de crescimento entre 10% e 15% e chance de bater recordes nas concessões bancárias. O avanço é sustentado por maior disponibilidade de funding, custos de financiamento mais baixos e demanda firme por imóveis, fatores que deixam famílias e investidores mais dispostos a operações de longo prazo. Roberto Ceratto afirmou que a Caixa projeta o “melhor ano da história do crédito imobiliário” do banco e “possivelmente no país”, enquanto Romero Albuquerque do Bradesco disse que o mercado será “10% a 15% maior do que foi 2025”, e o Banco Central anunciou o primeiro corte na taxa Selic, de 15% para 14,75% ao ano, conforme informações divulgadas por executivos da Caixa Econômica Federal e do Bradesco. Como o funding alimenta o crescimento O aumento de recursos disponíveis é um dos pilares para a expansão do crédito imobiliário. A Caixa conta com R$ 144,5 bilhões do FGTS, acima dos R$ 126,8 bilhões do ano passado, e tem também R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para financiar operações. No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, o orçamento saltou de R$ 64 bilhões para R$ 97 bilhões, o que amplia a capacidade de concessão e reduz a pressão por aumento de spreads. Medidas da Caixa que ampliam crédito A Caixa retomou o financiamento de imóveis acima de R$ 2,25 milhões e liberou a contratação de mais de um financiamento com recursos da poupança, medidas que ampliam o universo de clientes atendíveis. Sobre os efeitos dessas ações, Ceratto afirmou que “Todas essas medidas que adotamos trouxeram um incremento bastante importante neste primeiro trimestre”, apontando impacto direto nas operações e no ritmo de concessões. Juros em queda e apetite por decisões de longo prazo No Bradesco, a visão é de que o mercado de crédito imobiliário deve ser “10% a 15% maior do que foi 2025”, conforme Romero Albuquerque. A expectativa de queda de juros favorece escolhas de prazo mais longo, pois reduz o custo efetivo das operações. Como explicou Romero, “Quando você tem uma tendência de baixa, que é o que acontece esse ano, independentemente da velocidade, as pessoas ficam com mais apetite para tomar uma decisão de longo prazo”, o que tende a sustentar a demanda por imóveis e por novas contratações de crédito imobiliário. O que observar em 2026 Para quem busca imóvel ou acompanha o setor, vale monitorar o comportamento da Selic, a disponibilidade de recursos do FGTS e do SBPE, e as políticas internas dos bancos sobre limites e prazos de financiamento. Se as condições de funding e juros permanecerem favoráveis, a combinação pode levar a um crescimento real do mercado de crédito imobiliário em 2026 e a um aumento relevante nas concessões, com potencial para estabelecer novos recordes. Helisson Pelegrini, especialista em Mercado Imobiliário.

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Governo Lula lança novo “Desenrola” turbinado para combater endividamento recorde e aliviar orçamento das famílias

Governo Lula busca frear crise de endividamento com programa “Desenrola” turbinado Diante do alarmante índice de 80,4% das famílias endividadas em março de 2026, o governo Lula prepara o lançamento de uma nova versão do programa Desenrola. O objetivo é conter a perda de popularidade e oferecer alívio financeiro, especialmente em um ano de calendário eleitoral apertado. A estratégia visa reduzir a pressão sobre o orçamento doméstico. A iniciativa busca socorrer tanto pessoas de baixa renda com contas atrasadas há meses, quanto consumidores que, mesmo com pagamentos em dia, comprometem uma parcela significativa de sua renda com parcelas de dívidas. A proposta central é que o governo ofereça garantias aos bancos, incentivando descontos maiores e a troca de dívidas caras por empréstimos com juros mais baixos. Essa nova fase do programa, conforme apurado pela Gazeta do Povo, representa uma evolução do plano inicial, buscando soluções mais abrangentes para o problema crônico do endividamento no Brasil. Especialistas, no entanto, alertam para os desafios e a necessidade de medidas complementares. Uso do FGTS como ferramenta para quitação de dívidas Uma das frentes de negociação em estudo pelo governo prevê a possibilidade de trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos utilizarem até 20% do saldo de seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para abater débitos. Além disso, o FGTS pode ser usado como garantia para empréstimos consignados privados, buscando forçar a redução das taxas de juros, que atualmente se aproximam de 4% ao mês. Obstáculos fiscais e resistência do setor financeiro A equipe econômica do governo enfrenta dilemas significativos para financiar o novo programa sem comprometer as contas públicas. Uma das ideias é utilizar R$ 10,5 bilhões de “recursos esquecidos” em bancos, mas esta proposta encontra resistência das instituições financeiras e gera complexidades contábeis no Tesouro Nacional. Outro ponto de dificuldade é a cogitada redução do IOF (imposto sobre operações financeiras) nas renegociações, o que implicaria em menor arrecadação em um período de ajuste fiscal. Crise de endividamento: um problema estrutural no Brasil Especialistas apontam que o endividamento das famílias brasileiras é crítico não apenas pelo valor total devido, mas pelo alto “comprometimento da renda”. Atualmente, cerca de 30% do orçamento familiar é destinado exclusivamente ao pagamento de juros e amortizações, um índice alarmante em comparação com outros países. O uso frequente do cartão de crédito rotativo, com juros que podem chegar a 435% ao ano, cria um ciclo vicioso, onde o crédito é utilizado como se fosse renda adicional, agravando a situação. Ceticismo de especialistas sobre a eficácia das medidas Economistas demonstram certo ceticismo em relação à eficácia das medidas propostas. Eles alertam que, sem um foco em educação financeira e controle de gastos, o alívio proporcionado pelas renegociações pode ser apenas temporário. Ao regularizar o nome ou reduzir parcelas, as famílias podem acabar contraindo novos empréstimos, aumentando o estoque total de suas dívidas. Além disso, a inflação é apontada como um fator que corrói o poder de compra, especialmente dos mais pobres, tornando as medidas pontuais insuficientes

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Ex-presidente do INSS culpa Ministério da Previdência por filas de benefícios e rebate demissão: “Saio de consciência tranquila”

Ex-presidente do INSS atribui filas ao Ministério da Previdência e defende sua gestão após demissão O agora ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Junior, rompeu o silêncio após sua demissão, atribuindo a responsabilidade pela extensa fila de espera por benefícios ao Ministério da Previdência Social. A troca no comando do órgão ocorreu sob pressão do governo federal, que busca cumprir a promessa de campanha de reduzir o acúmulo de pedidos, especialmente com as próximas eleições se aproximando. Waller Junior argumenta que a maior parte dos casos em atraso depende de perícia médica, uma atribuição direta do ministério e não da estrutura interna do INSS. Segundo ele, a demissão deveria recair sobre o órgão superior, e não sobre os gestores do INSS. “Se for a fila, quem teria quer ser exonerado não era ninguém do INSS. A maioria dos que esperam há mais de 45 dias depende de perícia médica, que é de responsabilidade do ministério”, declarou o ex-presidente em entrevista à Folha de S. Paulo. Conforme informação divulgada pela Folha de S. Paulo, o ex-presidente rebateu a justificativa oficial do Ministério da Previdência, que alegou a mudança visava “acelerar a análise de benefícios”, afirmando que sua gestão já havia promovido uma redução significativa no tempo de espera. Fila de benefícios e responsabilidade do Ministério A fila de espera por benefícios do INSS soma cerca de 2,7 milhões de pedidos até março, um número ainda considerado alto, apesar de uma queda de aproximadamente 300 mil solicitações no período. Dados do próprio INSS indicam que mais de 821 mil pessoas aguardam há mais de 45 dias, sendo a maioria dependente de perícia médica, serviço sob responsabilidade direta do Ministério da Previdência. “Estou tranquilo, saio de consciência tranquila. Hoje, a fila é menor do que quando assumi, em abril de 2025, mesmo com aumento de requerimentos por mês. E deixo o órgão sem problemas no sistema”, afirmou Waller Junior. Ele destacou que o INSS registrou um recorde histórico de concessões em março, com 890 mil benefícios liberados, e que as análises de 1,6 milhão de pedidos foram concluídas no mesmo período. Falhas tecnológicas e prejuízos aos cofres públicos Uma nota técnica do próprio INSS, citada pelo ex-presidente, aponta que falhas tecnológicas e a Dataprev, responsável pelos sistemas, contribuem para a demora. Incidentes sistêmicos teriam gerado um impacto direto na produtividade, resultando em um prejuízo de mais de R$ 233 milhões aos cofres públicos entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026. Essas instabilidades afetaram diretamente as Centrais de Análise de Benefícios, prejudicando mais de 1,7 milhão de pontos de abatimento sistêmico e cerca de 2,9 milhões de horas de trabalho. Medidas do Ministério e críticas à comunicação da demissão Em resposta, o Ministério da Previdência atribuiu a recente redução da fila a medidas adotadas pela própria pasta, como mutirões, contratação de 500 peritos, uso de telemedicina e implementação de novos sistemas. O órgão retomou o pagamento de bônus de desempenho a servidores e implementou um cadastro nacional unificado para

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Trump vira ‘pé frio’ em eleições globais: Derrota de Orbán na Hungria reforça histórico, mas América Latina é exceção

Derrota de Viktor Orbán na Hungria evidencia ‘azar’ de Trump em eleições globais, com América Latina como contraponto A recente derrota do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em eleição realizada neste domingo (12), reforça um padrão observado em pleitos internacionais desde 2025: candidatos e partidos alinhados a Donald Trump têm acumulado mais perdas do que vitórias. Essa tendência, no entanto, não se aplica à América Latina, onde o cenário tem sido favorável aos movimentos trumpistas. Desde que assumiu a presidência em janeiro de 2025, Trump viu seus aliados perderem em países como Canadá, Austrália, Romênia e, agora, Hungria. A exceção notável vem da América Latina, onde vitórias foram registradas na Argentina, Chile, Honduras e Bolívia. O único candidato apoiado diretamente por Trump que obteve sucesso em outro continente foi Karol Nawrocki, atual presidente da Polônia, em agosto do ano passado. A vitória expressiva do partido Tisza, liderado por Péter Magyar, na Hungria, levanta questionamentos sobre a eficácia das tentativas de Trump de influenciar eleições estrangeiras, uma marca de sua política externa. Apesar das pesquisas indicarem um desempenho fraco para Orbán, Trump mobilizou esforços, incluindo a visita de seu vice-presidente, J.D. Vance, ao país, transmitindo apoio fervoroso ao aliado. Conforme divulgado em reportagem, Magyar reagiu à interferência declarando: “Nenhum país estrangeiro pode interferir nas eleições húngaras. Este é o nosso país”. Aliados de Trump sofrem reveses em democracias ocidentais No Canadá e na Austrália, por exemplo, candidatos que pareciam favoritos e alinhados ao ideário trumpista acabaram derrotados por forças centristas. No Canadá, o Partido Liberal se fortaleceu após Trump iniciar uma guerra comercial e fazer ameaças ao país, resultando na eleição de Mark Carney como primeiro-ministro. Já na Austrália, o candidato associado ao movimento “Maga” (Make America Great Again), Peter Dutton, perdeu para o Partido Trabalhista. Romênia e Polônia: Vitórias e derrotas sob influência trumpista A Romênia também presenciou uma derrota para um candidato alinhado ao trumpismo. Em maio de 2025, o centrista Nicușor Dan venceu George Simion, que era considerado favorito. Simion chegou a contestar o resultado judicialmente, mas seu recurso foi negado. Em contrapartida, a Polônia apresentou um cenário diferente, com a vitória do conservador Karol Nawrocki, que contou com apoio explícito de Trump e até mesmo com a participação de Kristi Noem, então secretária de Segurança Interna dos EUA, em discursos de campanha. América Latina: O contraponto onde o ‘toque de Trump’ tem sido vitorioso O cenário latino-americano se destaca como um ponto fora da curva no histórico recente de Trump. Em Honduras, no final do ano passado, o candidato de ultradireita Nasry “Tito” Asfura, apoiado por Trump, saiu vitorioso. A ex-presidente Xiomara Castro chegou a denunciar um “golpe eleitoral” devido à alegada “interferência do presidente dos Estados Unidos”. Na Argentina, a eleição legislativa do ano passado viu Trump condicionar um pacote de ajuda financeira de US$ 20 bilhões ao bom desempenho do partido de Javier Milei, o que se concretizou. O Brasil e o Peru se preparam para serem os próximos testes da chamada “Doutrina Monroe” na região,

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Novo Desenrola: Lula planeja relançar programa de renegociação de dívidas após volta da Europa com foco em evitar novo endividamento

Novo Desenrola: Lula planeja relançar programa de renegociação de dívidas após volta da Europa com foco em evitar novo endividamento O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem planos de lançar oficialmente uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola, logo após seu retorno de uma viagem oficial pela Europa. A expectativa é que o anúncio ocorra na próxima terça-feira, dia 21. A informação foi confirmada pelo ministro substituto da Fazenda, Dario Durigan, que destacou a importância do programa para a economia familiar. O objetivo é oferecer um alívio financeiro significativo para milhões de brasileiros que lutam contra o endividamento. O governo busca, com esta nova iniciativa, aprender com os resultados do primeiro Desenrola e implementar mecanismos que previnam o reendividamento, um desafio persistente na economia do país. Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, o novo programa visa ter um impacto ainda maior. Desenrola Original Renegociou R$ 58 Bilhões, Mas Novo Endividamento Preocupa O primeiro Desenrola Brasil, lançado em um ano eleitoral, conseguiu renegociar um volume expressivo de R$ 58 bilhões em dívidas, alcançando mais de 15 milhões de pessoas. No entanto, uma análise posterior revelou um cenário preocupante. Dados do Banco Central (BC) indicam que, para cada R$ 1 renegociado, surgiram R$ 1,15 em novas dívidas. Essa dinâmica acende um alerta sobre a sustentabilidade do alívio financeiro proporcionado, especialmente com um percentual de 15% de atraso no pagamento total acordado. Novos Mecanismos e Uso de FGTS Estão em Discussão Diante desse quadro, o governo estuda a criação de mecanismos inovadores para evitar o reendividamento. A preocupação é com a possível ampliação dos custos com juros, caso novos refinanciamentos se tornem necessários. Uma das frentes em estudo pela equipe econômica é permitir que trabalhadores utilizem seus saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. Essa medida teria um impacto estimado de R$ 7 bilhões, redirecionando recursos que iriam dos cofres públicos para os bancos. Endividamento Atinge Níveis Alarmantes Pós-Desenrola O cenário de inadimplência no Brasil permanece desafiador. Logo após o encerramento do Desenrola, o Serasa registrou a marca de 81,4 milhões de brasileiros inadimplentes, o maior patamar desde 2020. Este número é superior aos 72,9 milhões de inadimplentes encontrados pelo governo no início de sua gestão, evidenciando a necessidade de ações contínuas e eficazes para combater o endividamento e promover a saúde financeira da população. Viagem de Lula à Europa e Agenda Diplomática A viagem de Lula à Europa inclui visitas à Espanha, Alemanha e Portugal. Além das questões econômicas, o presidente buscará reforçar o apoio à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A comitiva presidencial será composta por presidentes de estatais e 15 ministros, demonstrando a amplitude dos temas a serem abordados durante a missão internacional.

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Trump Ameaça Controlar Estreito de Hormuz: Ilhas Estratégicas e Poder Iraniano em Jogo

Trump busca controlar o Estreito de Hormuz, ponto vital para o comércio global de petróleo, mas encontra um Irã com poder estratégico em ilhas próximas. Nas últimas semanas, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Oriente Médio. Essa movimentação ocorre em meio a declarações controversas do presidente Donald Trump sobre um possível fim para o conflito com o Irã. Antes mesmo de um cessar-fogo ser anunciado, mais de 5.000 militares, incluindo fuzileiros navais e forças especiais, chegaram à região, aumentando a especulação sobre uma possível invasão terrestre. Trump já expressou a intenção de invadir a ilha de Kharg, principal ponto de exportação de petróleo do Irã, e destruir suas instalações caso o país impedisse a retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz. Após o Irã ter bloqueado a passagem em resposta a ataques dos EUA e de Israel, a ordem de Trump para manter o bloqueio persistiu mesmo após a trégua anunciada. A possibilidade de uma operação militar para controlar o Estreito de Hormuz levanta questões sobre a viabilidade e os riscos envolvidos. Especialistas apontam que, embora o objetivo seja garantir a livre navegação, a geografia da região e o poder de fogo iraniano representam desafios significativos para as forças americanas. Conforme informação divulgada por fontes especializadas, a complexidade da operação pode ter implicações profundas para a estabilidade regional e o mercado global de energia. Ameaças diretas e o poder iraniano nas ilhas estratégicas Em uma eventual invasão à ilha de Kharg, as forças anfíbias americanas teriam que percorrer cerca de 800 km pelo Golfo Pérsico. Mark Cancian, consultor sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, avalia essa ação como “muito arriscada”, sugerindo que a abertura do estreito pode ser o primeiro passo. Autoridades americanas indicam que Trump também considerou a tomada de ilhas próximas ao estreito, essenciais para o fluxo normal de petróleo e gás. O Irã, com seus postos avançados militares em diversas ilhas e na costa, possui a capacidade de cobrir rapidamente as rotas marítimas com drones, mísseis antinavio e lanchas de ataque rápido. Para contornar essa defesa, os Estados Unidos precisariam capturar um conjunto de ilhas, incluindo Qeshm, Larak, Abu Musa e Tunb, conforme análise de Farzin Nadimi, pesquisador sênior do Instituto de Washington. Ele ressalta que “Eles precisam tomar todas elas” para garantir o controle. Riscos e custos de uma operação terrestre em ilhas iranianas O envio de 2.000 paraquedistas e forças de operações especiais para a região sinaliza a seriedade das intenções americanas. Se desembarcassem nas ilhas, essas tropas poderiam desmantelar redes de túneis e bases subterrâneas de mísseis, que são “inacessíveis até mesmo para bombas antibunker”, segundo Nadimi. A decisão crucial seria se as instalações seriam destruídas ou se as ilhas seriam mantidas para proteger o estreito, o que poderia gerar uma vantagem nas negociações com o Irã. No entanto, a permanência nas ilhas exigiria fuzileiros navais bem equipados e defesas aéreas robustas contra ameaças iranianas. Nadimi descreve essa possibilidade como uma “operação de alto risco e com muitas baixas”.

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Tragédia em Escola na Turquia: Ex-aluno de 19 anos abre fogo e fere 16 pessoas antes de se suicidar

Ataque a tiros em escola na Turquia deixa 16 feridos e autor se suicida Um ataque chocante abalou uma escola de ensino médio na província de Sanliurfa, no sudeste da Turquia, nesta terça-feira (14). Ao menos 16 pessoas, incluindo estudantes e professores, foram feridas por disparos realizados por um ex-aluno de 19 anos. Após o crime, o jovem autor dos disparos tirou a própria vida enquanto a polícia tentava detê-lo. O incidente levanta preocupações sobre a segurança em ambientes educacionais e a saúde mental de jovens. As autoridades locais confirmaram o número de feridos e o suicídio do atirador. A investigação sobre as motivações por trás da ação já está em andamento. Conforme informado pelo governador Hasan Sildak à emissora NTV, o autor dos disparos utilizou uma espingarda e agiu de forma indiscriminada no pátio da escola antes de adentrar o prédio. Detalhes do ataque e vítimas Segundo o governador Hasan Sildak, o atirador não possuía antecedentes criminais e a escola em questão era considerada segura pelas autoridades. O Ministério do Interior detalhou que entre os feridos estão dez estudantes, quatro professores, um policial e um funcionário da cantina. A gravidade dos ferimentos não foi divulgada, mas cinco das vítimas precisaram ser transferidas para hospitais na cidade central para tratamento adicional. Investigação em curso Imagens divulgadas do local mostram o pânico e a evacuação rápida dos estudantes enquanto equipes de emergência chegavam para prestar socorro. Ataques a tiros em escolas são eventos raros na Turquia, o que torna este incidente ainda mais alarmante para a sociedade e as autoridades. Contexto e segurança escolar A rápida resposta policial e das equipes de emergência foi crucial para minimizar o número de vítimas. No entanto, o ocorrido intensifica o debate sobre medidas de segurança em escolas e a necessidade de programas de apoio psicológico para estudantes. As autoridades turcas seguem apurando todas as circunstâncias que levaram ao trágico evento.

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Reembolso-Creche e Jornada Menor: Milhares de Terceirizados na Administração Pública são Beneficiados com Novas Regras

Terceirizados na Administração Pública: Conheça os Novos Benefícios de Reembolso-Creche e Redução de Jornada A partir desta terça-feira, 14 de maio, trabalhadores terceirizados que atuam na administração pública federal celebram importantes conquistas. As novas regras, publicadas no Diário Oficial da União, introduzem o reembolso-creche e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem impacto na remuneração. Essas alterações, que visam equiparar direitos entre diferentes categorias de trabalhadores, prometem beneficiar um número expressivo de profissionais. A medida reforça o compromisso com a valorização dos terceirizados, reconhecendo sua contribuição essencial para o funcionamento dos órgãos públicos. As instruções normativas detalham os procedimentos e critérios para acesso aos benefícios, garantindo transparência e clareza na aplicação das novas diretrizes. A expectativa é de que mais de 40 mil trabalhadores sejam diretamente impactados por essas mudanças significativas. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Reembolso-Creche: Apoio Essencial para Famílias com Filhos Pequenos Um dos principais avanços é a implementação do reembolso-creche, que beneficiará mais de 14 mil crianças com até seis anos de idade. A Instrução Normativa nº 147/2026 estabelece que o valor do reembolso será idêntico ao pago aos servidores públicos federais, correspondendo a R$ 526,64 por dependente, mensalmente. Este auxílio visa aliviar o orçamento das famílias e garantir um ambiente de cuidado seguro para os filhos enquanto os pais trabalham. Jornada Menor: Mais Tempo para a Vida Pessoal sem Perda Salarial A outra grande novidade é a redução da jornada de trabalho. A partir de agora, a carga horária semanal passa de 44 para 40 horas, mantendo o salário integral. A Instrução Normativa nº 148/2026 prevê que esta medida pode alcançar até 60 mil trabalhadores terceirizados. Essa mudança representa um ganho significativo em qualidade de vida, permitindo maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Ampliação de Direitos e Continuidade de Políticas de Valorização A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais para terceirizados na administração pública não é uma novidade isolada. Ela dá continuidade a uma ação iniciada em 2024, que já havia beneficiado cerca de 20 mil pessoas em fases anteriores, abrangendo 12 categorias de trabalhadores. Agora, a medida se expande para todos os demais postos que se enquadram neste tipo de contrato, com exceção apenas daqueles que operam em regime de escala de revezamento 12 por 36 horas ou 24 por 72 horas. Impacto e Expectativas para os Trabalhadores Terceirizados A dupla conquista do reembolso-creche e da jornada menor reforça a importância do reconhecimento e da valorização dos trabalhadores terceirizados. A expectativa é que essas novas regras contribuam para um ambiente de trabalho mais justo e equitativo, além de promoverem o bem-estar social e familiar dos profissionais. O MGI divulgou uma lista das atividades contempladas pela redução de jornada, que pode ser consultada para mais detalhes.

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Xi Jinping alerta contra “lei da selva” e critica Trump na crise Irã-EUA, enquanto bloqueio naval gera tensão

Xi Jinping, líder da China, se posiciona contra a “lei da selva” em meio à escalada de tensões entre EUA e Irã, criticando duramente as ações de Donald Trump e propondo um plano genérico para a paz na região, que vive um cessar-fogo frágil. Em declarações contundentes sobre a crise no Oriente Médio, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou nesta terça-feira (14) que o mundo não pode retroceder à “lei da selva”. A declaração foi feita em Pequim, durante um encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos foram um dos alvos da retaliação iraniana durante o recente conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Xi Jinping, que comanda a China, principal rival estratégica dos Estados Unidos, apresentou um plano genérico que visa a paz na região. A proposta se baseia em quatro pilares: coexistência pacífica, respeito à soberania, proteção ao Estado de Direito e desenvolvimento conjunto. No entanto, o plano não detalha soluções práticas para os pontos mais sensíveis da disputa atual, como o destino do programa nuclear iraniano. A crítica à “lei da selva” foi explicitamente direcionada ao presidente Donald Trump. Xi Jinping enfatizou que “o Estado de Direito não pode ser usado quando é conveniente e descartado quando não é”. A China, antes da guerra, dependia do Irã como seu terceiro maior fornecedor de petróleo, atrás apenas da Rússia e da Arábia Saudita. Conforme informação divulgada pelo g1, essa dependência torna a instabilidade na região uma preocupação para Pequim. Bloqueio Naval Americano Gera Preocupação e Tensão na Navegação Apesar de possuir confortáveis reservas de petróleo e gás para atravessar a instabilidade, Xi Jinping expressou preocupação com o bloqueio naval imposto por Trump ao trânsito de navios para e de portos iranianos, que entrou em vigor na segunda-feira (13). A chancelaria chinesa classificou a restrição como “irresponsável e perigosa” e solicitou a reabertura das vias normais de navegação na região. A negociação direta entre Estados Unidos e Irã, que ocorria no Paquistão, não apresentou avanços significativos, mas há a possibilidade de ser retomada em breve, coincidindo com o fim do cessar-fogo. A medida de bloqueio surtiu efeito, limitando drasticamente o tráfego marítimo na área. Antes do conflito, cerca de 140 embarcações passavam pelo estreito de Hormuz, número que caiu para apenas 10% após as hostilidades. Navios Chineses e o Dilema do Embargo na Rota Marítima Segundo dados do serviço MarineTraffic, da consultoria britânica Kpler, apenas seis navios transitaram pelo estreito de Hormuz após o bloqueio. Este estreito, controlado pelo Irã, tornou-se palco de uma rota alternativa de pagamento de pedágio ilegal. Desses seis navios, alguns não estavam sob as restrições do embargo, enquanto outros, como o navio chinês Rich Star, que transportava metanol, estavam sob sanções ocidentais por negócios anteriores com petróleo iraniano. A situação do Rich Star permanece incerta, apesar de tudo indicar que ele conseguirá seguir para a China sem maiores problemas. Donald Trump havia declarado que abordaria quaisquer navios que aceitassem

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Hezbollah Recusa Negociações de Paz do Líbano com Israel, Aumentando Tensão na Fronteira Sul

Hezbollah se opõe às conversas de paz entre Líbano e Israel, mediadas pelos EUA, e promete continuar a luta. O grupo armado libanês Hezbollah manifestou forte oposição às negociações de paz entre o Líbano e Israel, que estavam previstas para ocorrer em Washington com mediação dos Estados Unidos. Naim Qassem, líder do Hezbollah, classificou as conversas como inúteis e declarou que o grupo continuará a enfrentar as forças israelenses. A posição do Hezbollah adiciona uma camada significativa de incerteza ao já complexo cenário do conflito. O grupo, que é um importante aliado regional do Irã, afirmou categoricamente que não se sentirá vinculado a quaisquer acordos que possam ser firmados entre Beirute e Tel Aviv. Wafiq Safa, uma autoridade do conselho político do Hezbollah, foi explícito ao dizer que a facção “não está vinculada ao que for acordado”. Ele acrescentou, “Não estamos interessados ou preocupados com os resultados das negociações”, conforme relatado pela fonte. Essa declaração, feita antes das conversas, sinaliza um desafio direto à autoridade do governo libanês e às tentativas de mediação internacional. Israel Avança em Bint Jbeil e Reforça Controle na Fronteira Em paralelo à crise diplomática interna, as Forças Armadas de Israel intensificaram suas operações militares no sul do Líbano. As tropas israelenses completaram o cerco à cidade de Bint Jbeil, um reduto estratégico do Hezbollah, e iniciaram um ataque terrestre. A cidade é considerada de grande importância simbólica e estratégica para o grupo. Um porta-voz militar israelense confirmou o avanço, enquanto funcionários de segurança libaneses relataram à agência Reuters que combatentes do Hezbollah estão entrincheirados e prontos para resistir até a morte. Oficiais israelenses esperam obter o controle total da cidade em poucos dias, o que lhes daria maior domínio sobre a faixa de fronteira. Netanyahu Visita Tropas e Enfatiza Zona de Segurança O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou tropas israelenses que ocupam território libanês no domingo (12). Ele discursou aos soldados, enfatizando a importância da “zona de segurança” para evitar invasões vindas do Líbano. “Ainda há mais a ser feito, e estamos fazendo. Estamos repelindo o perigo das munições antitanque e estamos lidando com foguetes”, declarou Netanyahu, acompanhado pelo ministro da Defesa e altos comandantes militares. Ataques Cruzados e Impacto Humanitário na Região A escalada do conflito se reflete em ataques mútuos. O Exército de Israel informou ter interceptado mais de dez drones e foguetes lançados do Líbano. Por outro lado, um foguete do Hezbollah atingiu a cidade de Nahariyya, no norte de Israel, ferindo uma mulher e danificando um prédio residencial. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha também relatou um ataque a um de seus centros em Tiro, no sul do Líbano, que resultou na morte de uma pessoa, segundo a agência de notícias estatal libanesa. O exército israelense afirmou ter realizado um ataque contra um “terrorista do Hezbollah” em Tiro e está investigando o incidente. Governo Libanês em Posição Delicada O governo libanês encontra-se em uma posição extremamente delicada, com a necessidade de equilibrar as negociações de paz com a forte influência

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