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Flávio Bolsonaro e a Economia: Adolfo Sachsida Revela Plano para Reorganizar Contas Públicas em 18 Meses

Adolfo Sachsida, nome forte na economia de Flávio Bolsonaro, detalha plano para futuro governo Um integrante da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o economista Adolfo Sachsida, um dos principais articuladores das propostas econômicas do senador, acredita que um eventual governo pode reorganizar as contas públicas em um prazo de até 18 meses. A estratégia central envolve o avanço em reformas microeconômicas para impulsionar a produtividade, preparando o Brasil para atrair investimentos e gerar mais empregos e renda. Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro, trabalha ao lado da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, e ex-integrantes do Ministério da Economia para formular alternativas nas áreas fiscal, de arrecadação e de ambiente de negócios. O grupo discute quais propostas dependem do Executivo e quais necessitam de aprovação do Congresso Nacional. Essa articulação ocorre enquanto o nome de Sachsida circula como um possível ministro da Economia em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Seu pensamento, expressado em artigos e propostas, aponta caminhos para a economia brasileira, com foco em estabilidade e crescimento. As informações foram divulgadas pela campanha e por publicações do próprio economista. Ajuste Fiscal: A Prioridade Absoluta para Estabilizar a Economia O diagnóstico de Adolfo Sachsida parte da necessidade urgente de conter o crescimento da dívida pública e restaurar a capacidade do Estado de se financiar sem pressionar continuamente os juros. Essa perspectiva, defendida em artigos recentes, aponta a consolidação fiscal e reformas pró-mercado como pilares para um crescimento sustentável. No Projeto Brasil, iniciativa apartidária que antecedeu sua entrada na campanha de Flávio, Sachsida já propunha uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para estabelecer um limite para a relação dívida pública/PIB, utilizando um teto de gastos como ferramenta de controle. A ideia é substituir aumentos de impostos por uma regra que controle a expansão das despesas. Essa visão converge com o plano de governo de Flávio Bolsonaro, que também prioriza o ajuste das contas públicas, prometendo um “tesourão” nos gastos e uma nova regra fiscal. A equipe de campanha confirmou a intenção de apresentar uma PEC fiscal ainda este ano, caso o senador seja eleito, buscando estabilizar o cenário econômico do país. Reforma Tributária e Redução da Burocracia: Caminhos para a Produtividade As propostas de Sachsida também incluem medidas para enxugar a estrutura administrativa e reduzir os custos regulatórios. O Projeto Brasil defendia a diminuição do número de ministérios de 39 para 25, meta que encontra eco no plano de governo de Flávio, que visa cortar ao menos dez pastas. Outra iniciativa relevante é a PEC da Liberdade Produtiva, que impediria o aumento de tributos, encargos trabalhistas e obrigações regulatórias sem uma contrapartida de simplificação ou redução de custos. Sachsida também propôs revogar mais de mil atos normativos que, segundo ele, aumentaram a burocracia sem benefícios claros. A campanha de Flávio Bolsonaro sinaliza a intenção de promover um “grande revogaço de normas infralegais e burocracias” nos primeiros 100 dias de um eventual governo, buscando agilizar o ambiente de negócios e facilitar a vida de empreendedores. Inclusão

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Aposta em Direita na América do Sul Fracassa: Mercados Financeiros Alertam para Realidade Pós-Vitória Eleitoral e Redução de Investimentos

Governos de direita na América do Sul enfrentam realidade após vitórias eleitorais, e investidores reduzem exposição. As fortes altas dos mercados financeiros, que foram impulsionadas por vitórias eleitorais em toda a América Latina, começam a mostrar sinais de fragilidade. Investidores demonstram dúvidas sobre manter suas posições ou realizar lucros, à medida que as promessas de campanha esbarram nas dificuldades de governar. Na Colômbia, após a eleição do presidente Abelardo de la Espriella, a moeda disparou e as ações subiram mais de 20%. Contudo, poucos meses após a posse, os ganhos perderam força. O líder de direita enfrenta o que seus assessores descreveram como a pior crise fiscal do país desde o século XIX. No Chile, a alta das ações que atingiu níveis recordes após a eleição do presidente ultradireitista Jose Antonio Kast, há 11 meses, também perdeu fôlego. As dificuldades de líderes de extrema direita no Peru, Equador e Argentina em manter a popularidade e avançar em suas agendas servem de alerta para investidores que apostam no Brasil. Conforme informação divulgada por fontes do mercado financeiro, alguns gestores, como o fundo de hedge Frontier Road e a Fidelity International, já reduziram sua exposição à região. Outros, no entanto, mantêm suas apostas. Eric Fine, da VanEck, que mantém uma posição de alta em títulos da dívida brasileira em moeda local, vê potencial para mais ganhos, mas teme que estes sejam limitados pelos desafios fiscais do Brasil. Desilusão pós-eleitoral: O que os investidores temem Matthew Graves, gestor de portfólio da PPM America, comentou que “há, sem dúvida, riscos de que essa euforia inicial dê lugar à desilusão”. Ele ressalta que as “eleições de mudança” foram motivadas mais pela rejeição ao status quo do que por um apoio expressivo a políticas como a austeridade fiscal. Por mais de um ano, operadores investiram em ativos da América Latina, atraídos por avaliações interessantes e pela expectativa de uma guinada política à direita. Essa especulação levou um índice MSCI que acompanha ações latino-americanas a acumular alta superior a 70% desde o início do ano passado. No entanto, o entusiasmo que impulsionou esses ganhos começa a diminuir. Títulos em dólar do Equador e do Peru, países que elegeram presidentes favoráveis ao mercado nos últimos anos, caíram mais de 3% nos últimos três meses. Martin Bercetche, da Frontier Road, reduziu quase todo o seu investimento na América Latina após mais de 18 meses com uma visão otimista. Equador e Peru: Sinais de alerta para o mercado A popularidade do equatoriano Daniel Noboa, impulsionada por políticas de linha dura contra o crime, inicialmente o ajudou a obter capital político para reformas fiscais. Contudo, seu índice de aprovação despencou, e o restabelecimento de subsídios aos combustíveis pressionou os títulos equatorianos em dólar. No Peru, a presidente Keiko Fujimori viu sua popularidade cair poucos meses após o início de seu mandato, em meio a preocupações crescentes com a economia e a criminalidade. Esses cenários indicam a rapidez com que o capital político pode se dissipar, lançando uma sombra sobre o Brasil.

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Eleições 2026: Entenda quem não votou no 1º turno e como participar do 2º turno, com regras claras

Segundo Turno das Eleições 2026: Saiba quem pode votar e como justificar sua ausência O eleitor que não compareceu ao primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, agendado para 25 de outubro. A ausência em uma etapa não impede a participação na outra, desde que sua situação eleitoral esteja regularizada. Cada turno de votação é considerado um evento eleitoral independente. Isso significa que, mesmo que você não tenha votado na primeira fase, ainda tem a oportunidade de exercer seu direito de voto na segunda. É fundamental, no entanto, estar atento aos prazos para justificar a ausência, caso não possa comparecer. O primeiro turno de 2026 registrou um número significativo de eleitores ausentes, totalizando 33,4 milhões, o que representa 21,08% do eleitorado apto a votar. Conforme informação divulgada pela Justiça Eleitoral, o eleitor tem até 60 dias após cada turno para apresentar a justificativa de ausência. Cargos em Disputa no Segundo Turno No segundo turno das Eleições 2026, os eleitores de todo o país decidirão quem será o próximo Presidente da República. Além disso, haverá disputa para o cargo de governador em cinco estados e no Distrito Federal. Nestas localidades, nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, necessitando de uma nova votação para definir o vencedor. Os estados que terão segundo turno para governador são Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. Em todos eles, a disputa promete ser acirrada, com os eleitores tendo a chance de escolher com mais precisão seus representantes. Como Justificar a Ausência e Prazos Importantes Para quem não pôde comparecer ao primeiro turno, a Justiça Eleitoral estabeleceu prazos para a justificativa de ausência. O prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Caso o eleitor também não vote no segundo turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa. O procedimento de justificativa pode ser realizado de forma prática através do aplicativo e-Título, disponível para smartphones e tablets. Outras opções incluem o Autoatendimento Eleitoral, acessível pelos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral. É importante lembrar que, após a eleição, o requerimento de justificativa deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da Justiça Eleitoral. Voto em Trânsito: Uma Opção para Quem Está Longe Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram o voto em trânsito para o segundo turno das eleições. Essa modalidade permite que eleitores votem fora de seu domicílio eleitoral, em locais designados pela Justiça Eleitoral. O voto em trânsito estará disponível nas capitais e em municípios com mais de 100 mil eleitores, em seções eleitorais específicas para esse fim. Se você estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do seu domicílio eleitoral, poderá votar para os dois cargos em disputa: presidente e governador. Para saber o local de votação, consulte o aplicativo e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral na internet. É essencial verificar o local correto

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Geração Z na Europa: Jovens Inspirados pela Ásia Lideram Onda de Protestos por Moradia e Educação

Geração Z europeia ecoa protestos asiáticos em manifestações massivas por moradia e educação acessível Estudantes franceses protestam: “Eu deveria estar preocupado com o exame de matemática, não com o meu futuro”, declaram, em meio a manifestações que se tornaram caóticas e violentas. A demanda por mais verbas para os estudos, e não para a repressão policial, ressoa em um continente cada vez mais mobilizado. Após um rastro de protestos na Ásia, a geração Z europeia assume a linha de frente. Grandes manifestações e acampamentos estudantis se espalham pela Europa, unindo-se a outras demandas sociais e atraindo diversos setores da sociedade civil para as ruas. Na Espanha, estudantes, professores e funcionários da Universidade Complutense de Madri paralisaram as atividades em busca de mais verbas e convocando greve. Essa mobilização se soma a um acampamento na Puerta del Sol, iniciado dias antes contra o aumento dos aluguéis, mostrando a forte conexão entre as pautas da juventude. Conforme informação divulgada nas fontes, “Vocês podem especular com relógios, joias, criptomoedas e Ferraris, mas não com as nossas casas”, afirmava um cartaz, evidenciando a preocupação com a crise imobiliária. Madrid e Paris se tornam epicentros de protestos com pautas intergeracionais Os protestos em Paris e Madri serviram de inspiração para outras cidades europeias. No Porto, Portugal, estudantes ergueram barracas em praça pública, ecoando o movimento espanhol. Lisboa também viu o surgimento de acampamentos similares. A tentativa de reinstalar barracas no Porto, após ordem de retirada, resultou em confronto com a polícia, deixando 37 feridos, segundo líderes do movimento. “Isto não é campismo, é um protesto, uma reivindicação política porque querem tornar o Porto um parque de atrações para turistas e as pessoas querem viver aqui”, declarou a ativista Sónia Quinche ao jornal O Público. As mesmas causas, mais verbas para o ensino e melhores condições de moradia, motivaram jovens em Atenas, Grécia, que ocuparam a praça Syntagma em frente ao Parlamento grego. Inspirados pelas manifestações francesas, os jovens gregos demonstraram disposição em continuar os atos ao longo da semana. Em Madri, a identificação entre gerações ficou evidente. Jovens que enfrentam dificuldades para arcar com aluguéis crescentes se solidarizaram com o caso de Maricarmen Abascal, aposentada de 87 anos despejada por não conseguir pagar o aluguel. Conforme as fontes, os protestos na Puerta del Sol levaram os proprietários a reduzir o valor, mas tarde demais, pois a idosa faleceu antes de poder retornar à sua casa. Crise educacional e repressão policial alimentam o descontentamento da geração Z Em Paris, as queixas dos jovens vão além da questão imobiliária, focando nos cortes de professores e no envelhecimento dos métodos de ensino. Isso gera uma profunda incerteza quanto ao futuro profissional. O cientista político brasileiro Thomás Zicman de Barros, pesquisador-associado do Instituto de Estudos Políticos de Paris, comentou que “As angústias normais que atravessam a adolescência ganham outra dimensão quando você vê que, ainda por cima, o ensino que recebe não dá condições para enfrentar o mercado de trabalho”. De Barros também ressalta a violência da repressão policial

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UNE: Estudantes Retomam Protagonismo em Momento Decisivo para a Democracia e Educação no Brasil

UNE: Estudantes Retomam Protagonismo em Momento Decisivo para a Democracia e Educação no Brasil A preocupação com os rumos do país e os riscos para as instituições democráticas e a educação impulsionaram o movimento estudantil a ocupar as ruas novamente. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades, defendendo a democracia e a educação pública, e se posicionando sobre as propostas dos candidatos às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Em entrevista à Agência Brasil, Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), ressalta o protagonismo de universitários e secundaristas nas manifestações. Ela relembra a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos cruciais da política nacional, como a luta contra a ditadura militar, as Diretas Já, o impeachment de Fernando Collor e os protestos contra o governo de Jair Bolsonaro. Bianca Borges enfatiza que o momento atual representa um risco real para o futuro do país, com a possibilidade de um governo autoritário que seria contrário à educação e representaria um retrocesso. A dirigente também aborda os desafios enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento e a necessidade de ampliar a assistência estudantil para garantir a permanência de alunos de baixa renda. A presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca a importância da organização estudantil contínua, ressaltando que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos concretos. A entidade apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva como forma de barrar o avanço do bolsonarismo e fortalecer a democracia. Histórico de Lutas Estudantis e Mobilização Atual Bianca Borges compara a mobilização atual com a histórica Passeata dos Cem Mil de 1968, realizada durante a ditadura militar. Ela menciona um ato recente no Rio de Janeiro que reuniu um grande número de pessoas, homenageando Edson Luís, símbolo da luta estudantil contra o autoritarismo. Os atos atuais, segundo Borges, convertem a indignação em protestos que tomam o país. O movimento estudantil tem se mobilizado ativamente desde o primeiro turno das eleições. O primeiro ato ocorreu na UFF (Universidade Federal Fluminense), que inicialmente seria uma assembleia para organizar a campanha de apoio a Lula, mas ganhou proporções maiores e tomou as ruas. O protagonismo é majoritariamente de universitários, mas a iniciativa e mobilização de estudantes secundaristas também têm sido uma grata surpresa, como no caso do Colégio Pedro II, que convocou um ato no Rio de Janeiro. Grêmios estudantis também têm se somado ao movimento. A UNE considera fundamental unir forças e tem demonstrado essa união nas ruas. Manifestações em Brasília também reuniram estudantes e outros setores da sociedade, como a classe trabalhadora, o que é considerado imprescindível para a força do movimento. Principais Reivindicações e Riscos para a Educação As reivindicações estudantis atuais giram em torno da defesa da educação pública e democrática. Borges relembra o projeto Future-se, apresentado em 2019, que a UNE considerava um ataque ao caráter público da universidade e um desvirtuamento

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Eleitor sem Biometria Pode Votar no Segundo Turno? Saiba o Que Fazer!

Eleitor sem biometria pode votar? Descubra como garantir seu voto no segundo turno! Muitos eleitores se perguntam se a ausência do cadastro biométrico impede o voto. A Justiça Eleitoral esclarece que o registro biométrico, embora importante, não é um requisito obrigatório para o exercício do voto. Portanto, quem não possui a biometria cadastrada ou enfrentou problemas no reconhecimento no dia da eleição poderá participar do segundo turno. O prazo para o cadastro biométrico se encerrou em maio, quando o cadastro eleitoral foi fechado. Mesmo assim, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui a biometria registrada por diversos motivos. A identificação biométrica, vale notar, não é utilizada em seções eleitorais localizadas fora do Brasil. A identificação biométrica, quando disponível, agiliza o processo na seção eleitoral. Ela funciona integrando leitores biométricos às urnas eletrônicas em todo o país. Ao se apresentar para votar, o eleitor com biometria cadastrada tem sua identidade confirmada pela impressão digital antes da liberação da urna para que ele possa registrar seu voto. Conforme informação divulgada pelo TSE, essa tecnologia confere mais segurança ao processo eleitoral. Como funciona a identificação do eleitor? Caso o sistema eletrônico não consiga validar a identidade do eleitor por meio da biometria após até quatro tentativas, o mesário intervirá. Para garantir que o eleitor possa exercer seu direito ao voto, será solicitada a data de nascimento para confirmação. Assim, mesmo com falha no reconhecimento digital, o voto é assegurado. Para eleitores que não possuem o cadastro biométrico, a confirmação da identidade ocorre por meio da apresentação de um documento oficial com foto. Documentos como a Carteira de Identidade Nacional ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) são aceitos para essa finalidade, garantindo que a pessoa correta esteja votando. Segurança e praticidade com a biometria A biometria é um conjunto de dados físicos únicos de cada indivíduo, como impressões digitais, assinatura e fotografia digital, que são coletados e armazenados pela Justiça Eleitoral. Essa coleta de dados, realizada no momento do alistamento eleitoral ou em atualizações cadastrais, visa aumentar a segurança do processo eleitoral e combater fraudes. Além de fortalecer a segurança, o TSE destaca que a biometria ajuda a detectar possíveis duplicidades no cadastro eleitoral. Ela também padroniza o atendimento aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes, contribuindo para um processo eleitoral mais confiável e moderno. Biometria é obrigatória para outras ações eleitorais É importante ressaltar que, embora não seja obrigatória para votar, a biometria é um requisito para a realização de outras operações junto à Justiça Eleitoral. Tirar o primeiro título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral para outra cidade ou realizar a revisão de dados pessoais, como mudança de nome ou estado civil, exigem o cadastramento biométrico. Os dados biométricos coletados também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN). Este programa busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas interações com o Estado, proporcionando maior segurança e eficiência em diversos serviços públicos. A iniciativa visa criar um

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Glasgow Reduz Violência com Saúde Pública e Apoio, Enquanto El Salvador Aumenta Mortes com Exceção: O Que o Brasil Deve Aprender?

Políticas de Segurança: Punição Antecipada é a Solução ou um Delírio? Entenda os Diferentes Caminhos A discussão sobre segurança pública no Brasil frequentemente se volta para o endurecimento das leis e a redução da maioridade penal. No entanto, a análise de experiências internacionais e dados recentes levanta questionamentos sobre a real eficácia de tais medidas na diminuição da violência. Enquanto alguns países buscam abordagens focadas em saúde pública e reintegração social, outros apostam em medidas extremas de exceção, com resultados contrastantes. A proposta de punir mais e mais cedo, ecoada por grande parte do espectro político brasileiro, ignora o potencial de outras estratégias que tratam as raízes da criminalidade. A ideia de que a redução da maioridade penal, por exemplo, é a chave para a segurança pública, tem sido desafiada por evidências e por modelos de sucesso em outras nações. Este artigo explora as diferentes abordagens, contrastando o modelo de Glasgow, na Escócia, com as políticas implementadas em El Salvador, além de analisar dados brasileiros sobre letalidade policial e os efeitos de medidas repressivas em outros países. Acompanhe para entender o que realmente funciona na busca por um país mais seguro, conforme divulgado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública e por análises internacionais. Glasgow: Violência como Questão de Saúde Pública e Prevenção Em contraste com o debate brasileiro, a cidade escocesa de Glasgow, que já enfrentou altos índices de criminalidade, adotou uma abordagem inovadora ao tratar a violência como um problema de saúde pública. Desde 2005, a cidade implementou um programa coordenado envolvendo polícia, escolas, hospitais e organizações comunitárias. O foco principal não é apenas a punição, mas a prevenção e o tratamento das causas subjacentes da violência. Em hospitais, vítimas de agressões recebem acompanhamento psicológico e social para quebrar ciclos de violência. Além disso, programas de formação profissional e apoio efetivo visam oferecer alternativas para jovens em risco, afastando-os da criminalidade. Os resultados são notáveis. Conforme os dados indicam, os homicídios em Glasgow caíram 66% entre os quinquênios encerrados em 2010 e 2025. Houve também uma redução de 10,7% nos registros de roubos e tentativas de roubo entre 2020 e 2022, demonstrando que investir em prevenção e saúde pública pode ser mais eficaz do que apenas endurecer as penas. El Salvador: Estado de Exceção e Controvérsias na Queda da Criminalidade Em contrapartida, El Salvador implementou um regime de exceção sob o governo de Nayib Bukele, resultando em uma queda oficial de cerca de 97% na taxa de homicídios entre 2018 e 2025. Essa política envolveu a prisão de mais de 90 mil pessoas e um endurecimento significativo das ações policiais e militares. No entanto, essa redução vem acompanhada de sérias denúncias. A contagem oficial de homicídios exclui mortes ocorridas em presídios, mortes provocadas por policiais e militares, e corpos encontrados em valas clandestinas. Uma análise citada pelo Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA sugere que a taxa de 2023 poderia ser até 47% maior se essas mortes fossem incluídas. Denúncias de detenções arbitrárias, tortura e mortes sob custódia

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Flávio Bolsonaro em ato na Paulista: promessas de posse, STF e confronto com Lula no debate

Flávio Bolsonaro agita Paulista com promessas e críticas a uma semana do segundo turno A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) realizou um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18). O candidato reforçou suas propostas e alfinetou o adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prometendo um embate direto no debate da TV Band. Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que seu pai participará da cerimônia de posse caso ele seja eleito. A declaração sugere um possível plano para a anistia do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou o candidato. As declarações foram feitas em um momento crucial da campanha eleitoral, onde a polarização entre os candidatos se intensifica. Conforme informação divulgada pelo g1, Flávio Bolsonaro também sinalizou a intenção de indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) com posições contrárias ao aborto e ao uso de drogas, além de prometer confrontar Lula no próximo debate. Discurso focado na “família brasileira” e no “fim do atraso” Flávio Bolsonaro dirigiu-se aos presentes com uma mensagem de esperança e mudança, declarando: “Vou falar com o coração e para cada um de vocês da família brasileira. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”. A fala busca ressoar com eleitores que anseiam por um novo rumo para o país. A manifestação contou com bandeiras, cartazes e uma réplica inflável de um míssil com a inscrição “Trump nuke Brazil”, uma alusão ao ex-presidente americano Donald Trump. A presença de símbolos e a atmosfera do evento refletiram o engajamento dos apoiadores do candidato. Apoiadores demonstram confiança na vitória e em políticas de “mão dura” Entre os presentes, a técnica de enfermagem Rainara Antunes de Oliveira, de 27 anos, destacou a importância de participar do ato para demonstrar representatividade. “Eu voto nele porque sempre concordei com leis mais duras e acredito que a solução para o país, tomado pela criminalidade, seja endurecer para as pessoas terem medo de serem presas”, afirmou. Rainara também expressou preocupação com a economia, concordando com a proposta de Flávio Bolsonaro para eliminar o déficit e gerar receita. “A economia também não está funcionando da forma como está indo e eu concordo com a forma como ele vai eliminar o déficit e gerar receita”, disse a eleitora. Cansaço do PT e busca por progresso pautam voto de aposentado O aposentado José Rafael Paschoal, de 84 anos, manifestou seu cansaço com o Partido dos Trabalhadores (PT) no governo e a crença de que é hora de uma mudança. “Nós temos que ver o progresso. Dar oportunidades, principalmente para os jovens”, declarou, lamentando o que considera um atraso para o Brasil. Paschoal acredita que o país poderia ser uma das maiores potências mundiais, e vê em Flávio Bolsonaro a possibilidade de alcançar esse objetivo, distanciando-se do que ele descreve como “discurso de pobreza”. A

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Museu Palestino Digitaliza História para Sobreviver à Guerra, Criando Arquivo “Indestrutível”

Museu Palestino Investe em Arquivo Digital “Indestrutível” para Preservar História em Meio à Guerra O diretor do Museu Palestino, Amer Shomali, assumiu o cargo em 3 de outubro de 2023, na Cisjordânia. Poucos dias depois, o início da guerra em Gaza transformou sua missão. Ele precisou lidar com o risco de que as instituições culturais palestinas fossem apagadas, um cenário preocupante diante de ataques que já destruíram escolas, universidades e sítios arqueológicos. Em resposta a essa ameaça, Shomali dedicou seu mandato a fortalecer o projeto de digitalização do museu. O objetivo é criar um arquivo eletrônico que ele descreve como “indestrutível” e “insaqueável”, garantindo a preservação da história da Palestina, pelo menos no ambiente virtual. O arquivo digital do Museu Palestino existe desde 2018, mas ganhou urgência com o conflito. Conforme informação divulgada na reportagem, o plano é assegurar que a rica história palestina seja guardada nas nuvens, longe da destruição física. O Museu Cultural de al-Qarara, em Gaza, com milhares de objetos, foi alvo de bombardeios logo nas primeiras semanas da guerra. Uma equipe conseguiu resgatar e digitalizar cerca de 1.800 itens antes que um segundo ataque destruísse suas instalações e vitimasse dois funcionários. Um Legado Ameaçado e a Luta Contra o Apagamento Histórico A preocupação com a preservação da história palestina não é nova. Há décadas, palestinos acusam o governo israelense de tentar apagar sua história, citando a destruição de vilarejos durante a criação de Israel em 1948 e o saque de artefatos. Shomali relata que, em 1967, relíquias como sarcófagos da Idade do Bronze de Deir al-Balah foram levadas de Gaza por Israel, com alguns objetos adquiridos pelo renomado comandante israelense Moshe Dayan. Após a morte de Dayan, sua viúva vendeu parte das relíquias ao Museu de Israel, mas alguns itens continuam a aparecer em sites de leilão, atribuídos à coleção de Dayan. O Museu Palestino conseguiu adquirir alguns desses artefatos, como uma ânfora da Idade do Bronze comprada por cerca de R$ 2.000, que veio com certificado e a assinatura de Dayan. Essa situação levanta um debate sobre a segurança de manter museus na Palestina, pois a possibilidade de saques por Israel pode desencorajar empréstimos de objetos. Desafios da Fragmentação Geográfica e a Força do Arquivo Digital Além da ameaça de destruição, instituições como o Museu Palestino em Birzeit enfrentam o desafio da fragmentação territorial sob controle palestino na Cisjordânia. A área é dividida por assentamentos e postos de controle, dificultando o acesso do público. Shomali observa que “um morador de Belém pensa dez vezes antes de sair de casa para visitar o museu”, o que resulta em poucas visitas presenciais a um acervo físico limitado. É nesse contexto que o arquivo digital se torna crucial. A equipe do museu visita residências para coletar imagens e objetos, que são fotografados e devolvidos aos proprietários. Atualmente, centenas de milhares de itens já foram digitalizados, permitindo a construção da “história vista de baixo”, como a chamam pesquisadores. Ao alimentar o arquivo com coleções familiares, o museu possibilita uma

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Milhares nas Ruas: Atos em Defesa da Democracia e por Lula Tomam Rio e Brasília com Artistas e Estudantes

Atos em apoio à democracia e a Lula reúnem milhares em diversas cidades do Brasil, com destaque para Rio de Janeiro e Brasília. O domingo foi marcado por uma onda de manifestações em defesa da democracia e pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todo o país. Estima-se que cerca de 500 cidades tenham sediado atos, com grande público reunido em locais como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza, conforme dados da coordenação da campanha petista. Na capital federal, a Esplanada dos Ministérios foi o palco principal da mobilização, atraindo milhares de pessoas ao longo do dia. No Rio de Janeiro, a orla de Copacabana recebeu um expressivo ato musical na parte da tarde, que contou com a participação de renomados artistas. Este movimento popular, que ressoa em diversas partes do Brasil, busca reafirmar os valores democráticos e o projeto político defendido pelo atual governo. A participação de artistas e estudantes demonstra a amplitude do apoio e a preocupação com o futuro do país, conforme informações divulgadas pela coordenação da campanha. Artistas ecoam defesa da democracia e soberania nacional O renomado cantor Caetano Veloso, que esteve presente no ato em Copacabana, relembrou sua própria experiência de repressão durante a ditadura militar. Ele destacou a importância de defender a democracia contra ameaças e resistir a retrocessos. Ao seu lado, o cantor Djavan reforçou a necessidade de proteger a **soberania brasileira** contra interferências externas, um tema crucial para o cenário político atual. A atriz Leticia Sabatella também se manifestou, enfatizando a luta pela manutenção dos direitos conquistados. Ela contrastou o projeto de governo atual, com suas importantes políticas sociais, com um projeto que, segundo ela, exalta torturadores e a ditadura militar, carecendo de um programa de Estado consistente para o Brasil. Estudantes e trabalhadores demonstram engajamento pela democracia Na Praça da Candelária, no centro do Rio, um ato de estudantes e trabalhadores também reuniu milhares de pessoas em apoio à democracia e ao presidente Lula. O evento, que ocorreu na parte da manhã, mostrou a força da juventude e dos trabalhadores na defesa do regime democrático. Alejandro Guerrero, diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE), viajou do Rio Grande do Sul para participar do ato, ressaltando que o país vive um momento de **encruzilhada histórica**. Ele apontou a existência de dois projetos distintos em disputa no segundo turno das eleições. Guerrero descreveu um projeto que representa a democracia e a defesa da soberania nacional, em oposição a um que, segundo ele, representa o entreguismo, o fascismo e a alienação de riquezas para os Estados Unidos. Para o estudante, este é o momento de reafirmar a luta pela soberania e pela democracia no Brasil. Cidadãos relatam experiências e esperanças em atos democráticos O casal Bráulio Martins, de 33 anos, e Laura Guimarães, de 27 anos, compareceu à manifestação com o filho Icaro, de 5 anos. Laura, que utiliza um adereço com adesivos de programas sociais do governo Lula, compartilhou sua experiência pessoal.

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Flávio Bolsonaro e a Economia: Adolfo Sachsida Revela Plano para Reorganizar Contas Públicas em 18 Meses

Adolfo Sachsida, nome forte na economia de Flávio Bolsonaro, detalha plano para futuro governo Um integrante da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o economista Adolfo Sachsida, um dos principais articuladores das propostas econômicas do senador, acredita que um eventual governo pode reorganizar as contas públicas em um prazo de até 18 meses. A estratégia central envolve o avanço em reformas microeconômicas para impulsionar a produtividade, preparando o Brasil para atrair investimentos e gerar mais empregos e renda. Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro, trabalha ao lado da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, e ex-integrantes do Ministério da Economia para formular alternativas nas áreas fiscal, de arrecadação e de ambiente de negócios. O grupo discute quais propostas dependem do Executivo e quais necessitam de aprovação do Congresso Nacional. Essa articulação ocorre enquanto o nome de Sachsida circula como um possível ministro da Economia em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Seu pensamento, expressado em artigos e propostas, aponta caminhos para a economia brasileira, com foco em estabilidade e crescimento. As informações foram divulgadas pela campanha e por publicações do próprio economista. Ajuste Fiscal: A Prioridade Absoluta para Estabilizar a Economia O diagnóstico de Adolfo Sachsida parte da necessidade urgente de conter o crescimento da dívida pública e restaurar a capacidade do Estado de se financiar sem pressionar continuamente os juros. Essa perspectiva, defendida em artigos recentes, aponta a consolidação fiscal e reformas pró-mercado como pilares para um crescimento sustentável. No Projeto Brasil, iniciativa apartidária que antecedeu sua entrada na campanha de Flávio, Sachsida já propunha uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para estabelecer um limite para a relação dívida pública/PIB, utilizando um teto de gastos como ferramenta de controle. A ideia é substituir aumentos de impostos por uma regra que controle a expansão das despesas. Essa visão converge com o plano de governo de Flávio Bolsonaro, que também prioriza o ajuste das contas públicas, prometendo um “tesourão” nos gastos e uma nova regra fiscal. A equipe de campanha confirmou a intenção de apresentar uma PEC fiscal ainda este ano, caso o senador seja eleito, buscando estabilizar o cenário econômico do país. Reforma Tributária e Redução da Burocracia: Caminhos para a Produtividade As propostas de Sachsida também incluem medidas para enxugar a estrutura administrativa e reduzir os custos regulatórios. O Projeto Brasil defendia a diminuição do número de ministérios de 39 para 25, meta que encontra eco no plano de governo de Flávio, que visa cortar ao menos dez pastas. Outra iniciativa relevante é a PEC da Liberdade Produtiva, que impediria o aumento de tributos, encargos trabalhistas e obrigações regulatórias sem uma contrapartida de simplificação ou redução de custos. Sachsida também propôs revogar mais de mil atos normativos que, segundo ele, aumentaram a burocracia sem benefícios claros. A campanha de Flávio Bolsonaro sinaliza a intenção de promover um “grande revogaço de normas infralegais e burocracias” nos primeiros 100 dias de um eventual governo, buscando agilizar o ambiente de negócios e facilitar a vida de empreendedores. Inclusão

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Aposta em Direita na América do Sul Fracassa: Mercados Financeiros Alertam para Realidade Pós-Vitória Eleitoral e Redução de Investimentos

Governos de direita na América do Sul enfrentam realidade após vitórias eleitorais, e investidores reduzem exposição. As fortes altas dos mercados financeiros, que foram impulsionadas por vitórias eleitorais em toda a América Latina, começam a mostrar sinais de fragilidade. Investidores demonstram dúvidas sobre manter suas posições ou realizar lucros, à medida que as promessas de campanha esbarram nas dificuldades de governar. Na Colômbia, após a eleição do presidente Abelardo de la Espriella, a moeda disparou e as ações subiram mais de 20%. Contudo, poucos meses após a posse, os ganhos perderam força. O líder de direita enfrenta o que seus assessores descreveram como a pior crise fiscal do país desde o século XIX. No Chile, a alta das ações que atingiu níveis recordes após a eleição do presidente ultradireitista Jose Antonio Kast, há 11 meses, também perdeu fôlego. As dificuldades de líderes de extrema direita no Peru, Equador e Argentina em manter a popularidade e avançar em suas agendas servem de alerta para investidores que apostam no Brasil. Conforme informação divulgada por fontes do mercado financeiro, alguns gestores, como o fundo de hedge Frontier Road e a Fidelity International, já reduziram sua exposição à região. Outros, no entanto, mantêm suas apostas. Eric Fine, da VanEck, que mantém uma posição de alta em títulos da dívida brasileira em moeda local, vê potencial para mais ganhos, mas teme que estes sejam limitados pelos desafios fiscais do Brasil. Desilusão pós-eleitoral: O que os investidores temem Matthew Graves, gestor de portfólio da PPM America, comentou que “há, sem dúvida, riscos de que essa euforia inicial dê lugar à desilusão”. Ele ressalta que as “eleições de mudança” foram motivadas mais pela rejeição ao status quo do que por um apoio expressivo a políticas como a austeridade fiscal. Por mais de um ano, operadores investiram em ativos da América Latina, atraídos por avaliações interessantes e pela expectativa de uma guinada política à direita. Essa especulação levou um índice MSCI que acompanha ações latino-americanas a acumular alta superior a 70% desde o início do ano passado. No entanto, o entusiasmo que impulsionou esses ganhos começa a diminuir. Títulos em dólar do Equador e do Peru, países que elegeram presidentes favoráveis ao mercado nos últimos anos, caíram mais de 3% nos últimos três meses. Martin Bercetche, da Frontier Road, reduziu quase todo o seu investimento na América Latina após mais de 18 meses com uma visão otimista. Equador e Peru: Sinais de alerta para o mercado A popularidade do equatoriano Daniel Noboa, impulsionada por políticas de linha dura contra o crime, inicialmente o ajudou a obter capital político para reformas fiscais. Contudo, seu índice de aprovação despencou, e o restabelecimento de subsídios aos combustíveis pressionou os títulos equatorianos em dólar. No Peru, a presidente Keiko Fujimori viu sua popularidade cair poucos meses após o início de seu mandato, em meio a preocupações crescentes com a economia e a criminalidade. Esses cenários indicam a rapidez com que o capital político pode se dissipar, lançando uma sombra sobre o Brasil.

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Eleições 2026: Entenda quem não votou no 1º turno e como participar do 2º turno, com regras claras

Segundo Turno das Eleições 2026: Saiba quem pode votar e como justificar sua ausência O eleitor que não compareceu ao primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, agendado para 25 de outubro. A ausência em uma etapa não impede a participação na outra, desde que sua situação eleitoral esteja regularizada. Cada turno de votação é considerado um evento eleitoral independente. Isso significa que, mesmo que você não tenha votado na primeira fase, ainda tem a oportunidade de exercer seu direito de voto na segunda. É fundamental, no entanto, estar atento aos prazos para justificar a ausência, caso não possa comparecer. O primeiro turno de 2026 registrou um número significativo de eleitores ausentes, totalizando 33,4 milhões, o que representa 21,08% do eleitorado apto a votar. Conforme informação divulgada pela Justiça Eleitoral, o eleitor tem até 60 dias após cada turno para apresentar a justificativa de ausência. Cargos em Disputa no Segundo Turno No segundo turno das Eleições 2026, os eleitores de todo o país decidirão quem será o próximo Presidente da República. Além disso, haverá disputa para o cargo de governador em cinco estados e no Distrito Federal. Nestas localidades, nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, necessitando de uma nova votação para definir o vencedor. Os estados que terão segundo turno para governador são Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. Em todos eles, a disputa promete ser acirrada, com os eleitores tendo a chance de escolher com mais precisão seus representantes. Como Justificar a Ausência e Prazos Importantes Para quem não pôde comparecer ao primeiro turno, a Justiça Eleitoral estabeleceu prazos para a justificativa de ausência. O prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Caso o eleitor também não vote no segundo turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa. O procedimento de justificativa pode ser realizado de forma prática através do aplicativo e-Título, disponível para smartphones e tablets. Outras opções incluem o Autoatendimento Eleitoral, acessível pelos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral. É importante lembrar que, após a eleição, o requerimento de justificativa deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da Justiça Eleitoral. Voto em Trânsito: Uma Opção para Quem Está Longe Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram o voto em trânsito para o segundo turno das eleições. Essa modalidade permite que eleitores votem fora de seu domicílio eleitoral, em locais designados pela Justiça Eleitoral. O voto em trânsito estará disponível nas capitais e em municípios com mais de 100 mil eleitores, em seções eleitorais específicas para esse fim. Se você estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do seu domicílio eleitoral, poderá votar para os dois cargos em disputa: presidente e governador. Para saber o local de votação, consulte o aplicativo e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral na internet. É essencial verificar o local correto

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Geração Z na Europa: Jovens Inspirados pela Ásia Lideram Onda de Protestos por Moradia e Educação

Geração Z europeia ecoa protestos asiáticos em manifestações massivas por moradia e educação acessível Estudantes franceses protestam: “Eu deveria estar preocupado com o exame de matemática, não com o meu futuro”, declaram, em meio a manifestações que se tornaram caóticas e violentas. A demanda por mais verbas para os estudos, e não para a repressão policial, ressoa em um continente cada vez mais mobilizado. Após um rastro de protestos na Ásia, a geração Z europeia assume a linha de frente. Grandes manifestações e acampamentos estudantis se espalham pela Europa, unindo-se a outras demandas sociais e atraindo diversos setores da sociedade civil para as ruas. Na Espanha, estudantes, professores e funcionários da Universidade Complutense de Madri paralisaram as atividades em busca de mais verbas e convocando greve. Essa mobilização se soma a um acampamento na Puerta del Sol, iniciado dias antes contra o aumento dos aluguéis, mostrando a forte conexão entre as pautas da juventude. Conforme informação divulgada nas fontes, “Vocês podem especular com relógios, joias, criptomoedas e Ferraris, mas não com as nossas casas”, afirmava um cartaz, evidenciando a preocupação com a crise imobiliária. Madrid e Paris se tornam epicentros de protestos com pautas intergeracionais Os protestos em Paris e Madri serviram de inspiração para outras cidades europeias. No Porto, Portugal, estudantes ergueram barracas em praça pública, ecoando o movimento espanhol. Lisboa também viu o surgimento de acampamentos similares. A tentativa de reinstalar barracas no Porto, após ordem de retirada, resultou em confronto com a polícia, deixando 37 feridos, segundo líderes do movimento. “Isto não é campismo, é um protesto, uma reivindicação política porque querem tornar o Porto um parque de atrações para turistas e as pessoas querem viver aqui”, declarou a ativista Sónia Quinche ao jornal O Público. As mesmas causas, mais verbas para o ensino e melhores condições de moradia, motivaram jovens em Atenas, Grécia, que ocuparam a praça Syntagma em frente ao Parlamento grego. Inspirados pelas manifestações francesas, os jovens gregos demonstraram disposição em continuar os atos ao longo da semana. Em Madri, a identificação entre gerações ficou evidente. Jovens que enfrentam dificuldades para arcar com aluguéis crescentes se solidarizaram com o caso de Maricarmen Abascal, aposentada de 87 anos despejada por não conseguir pagar o aluguel. Conforme as fontes, os protestos na Puerta del Sol levaram os proprietários a reduzir o valor, mas tarde demais, pois a idosa faleceu antes de poder retornar à sua casa. Crise educacional e repressão policial alimentam o descontentamento da geração Z Em Paris, as queixas dos jovens vão além da questão imobiliária, focando nos cortes de professores e no envelhecimento dos métodos de ensino. Isso gera uma profunda incerteza quanto ao futuro profissional. O cientista político brasileiro Thomás Zicman de Barros, pesquisador-associado do Instituto de Estudos Políticos de Paris, comentou que “As angústias normais que atravessam a adolescência ganham outra dimensão quando você vê que, ainda por cima, o ensino que recebe não dá condições para enfrentar o mercado de trabalho”. De Barros também ressalta a violência da repressão policial

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UNE: Estudantes Retomam Protagonismo em Momento Decisivo para a Democracia e Educação no Brasil

UNE: Estudantes Retomam Protagonismo em Momento Decisivo para a Democracia e Educação no Brasil A preocupação com os rumos do país e os riscos para as instituições democráticas e a educação impulsionaram o movimento estudantil a ocupar as ruas novamente. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades, defendendo a democracia e a educação pública, e se posicionando sobre as propostas dos candidatos às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Em entrevista à Agência Brasil, Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), ressalta o protagonismo de universitários e secundaristas nas manifestações. Ela relembra a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos cruciais da política nacional, como a luta contra a ditadura militar, as Diretas Já, o impeachment de Fernando Collor e os protestos contra o governo de Jair Bolsonaro. Bianca Borges enfatiza que o momento atual representa um risco real para o futuro do país, com a possibilidade de um governo autoritário que seria contrário à educação e representaria um retrocesso. A dirigente também aborda os desafios enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento e a necessidade de ampliar a assistência estudantil para garantir a permanência de alunos de baixa renda. A presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca a importância da organização estudantil contínua, ressaltando que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos concretos. A entidade apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva como forma de barrar o avanço do bolsonarismo e fortalecer a democracia. Histórico de Lutas Estudantis e Mobilização Atual Bianca Borges compara a mobilização atual com a histórica Passeata dos Cem Mil de 1968, realizada durante a ditadura militar. Ela menciona um ato recente no Rio de Janeiro que reuniu um grande número de pessoas, homenageando Edson Luís, símbolo da luta estudantil contra o autoritarismo. Os atos atuais, segundo Borges, convertem a indignação em protestos que tomam o país. O movimento estudantil tem se mobilizado ativamente desde o primeiro turno das eleições. O primeiro ato ocorreu na UFF (Universidade Federal Fluminense), que inicialmente seria uma assembleia para organizar a campanha de apoio a Lula, mas ganhou proporções maiores e tomou as ruas. O protagonismo é majoritariamente de universitários, mas a iniciativa e mobilização de estudantes secundaristas também têm sido uma grata surpresa, como no caso do Colégio Pedro II, que convocou um ato no Rio de Janeiro. Grêmios estudantis também têm se somado ao movimento. A UNE considera fundamental unir forças e tem demonstrado essa união nas ruas. Manifestações em Brasília também reuniram estudantes e outros setores da sociedade, como a classe trabalhadora, o que é considerado imprescindível para a força do movimento. Principais Reivindicações e Riscos para a Educação As reivindicações estudantis atuais giram em torno da defesa da educação pública e democrática. Borges relembra o projeto Future-se, apresentado em 2019, que a UNE considerava um ataque ao caráter público da universidade e um desvirtuamento

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Eleitor sem Biometria Pode Votar no Segundo Turno? Saiba o Que Fazer!

Eleitor sem biometria pode votar? Descubra como garantir seu voto no segundo turno! Muitos eleitores se perguntam se a ausência do cadastro biométrico impede o voto. A Justiça Eleitoral esclarece que o registro biométrico, embora importante, não é um requisito obrigatório para o exercício do voto. Portanto, quem não possui a biometria cadastrada ou enfrentou problemas no reconhecimento no dia da eleição poderá participar do segundo turno. O prazo para o cadastro biométrico se encerrou em maio, quando o cadastro eleitoral foi fechado. Mesmo assim, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui a biometria registrada por diversos motivos. A identificação biométrica, vale notar, não é utilizada em seções eleitorais localizadas fora do Brasil. A identificação biométrica, quando disponível, agiliza o processo na seção eleitoral. Ela funciona integrando leitores biométricos às urnas eletrônicas em todo o país. Ao se apresentar para votar, o eleitor com biometria cadastrada tem sua identidade confirmada pela impressão digital antes da liberação da urna para que ele possa registrar seu voto. Conforme informação divulgada pelo TSE, essa tecnologia confere mais segurança ao processo eleitoral. Como funciona a identificação do eleitor? Caso o sistema eletrônico não consiga validar a identidade do eleitor por meio da biometria após até quatro tentativas, o mesário intervirá. Para garantir que o eleitor possa exercer seu direito ao voto, será solicitada a data de nascimento para confirmação. Assim, mesmo com falha no reconhecimento digital, o voto é assegurado. Para eleitores que não possuem o cadastro biométrico, a confirmação da identidade ocorre por meio da apresentação de um documento oficial com foto. Documentos como a Carteira de Identidade Nacional ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) são aceitos para essa finalidade, garantindo que a pessoa correta esteja votando. Segurança e praticidade com a biometria A biometria é um conjunto de dados físicos únicos de cada indivíduo, como impressões digitais, assinatura e fotografia digital, que são coletados e armazenados pela Justiça Eleitoral. Essa coleta de dados, realizada no momento do alistamento eleitoral ou em atualizações cadastrais, visa aumentar a segurança do processo eleitoral e combater fraudes. Além de fortalecer a segurança, o TSE destaca que a biometria ajuda a detectar possíveis duplicidades no cadastro eleitoral. Ela também padroniza o atendimento aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes, contribuindo para um processo eleitoral mais confiável e moderno. Biometria é obrigatória para outras ações eleitorais É importante ressaltar que, embora não seja obrigatória para votar, a biometria é um requisito para a realização de outras operações junto à Justiça Eleitoral. Tirar o primeiro título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral para outra cidade ou realizar a revisão de dados pessoais, como mudança de nome ou estado civil, exigem o cadastramento biométrico. Os dados biométricos coletados também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN). Este programa busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas interações com o Estado, proporcionando maior segurança e eficiência em diversos serviços públicos. A iniciativa visa criar um

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Glasgow Reduz Violência com Saúde Pública e Apoio, Enquanto El Salvador Aumenta Mortes com Exceção: O Que o Brasil Deve Aprender?

Políticas de Segurança: Punição Antecipada é a Solução ou um Delírio? Entenda os Diferentes Caminhos A discussão sobre segurança pública no Brasil frequentemente se volta para o endurecimento das leis e a redução da maioridade penal. No entanto, a análise de experiências internacionais e dados recentes levanta questionamentos sobre a real eficácia de tais medidas na diminuição da violência. Enquanto alguns países buscam abordagens focadas em saúde pública e reintegração social, outros apostam em medidas extremas de exceção, com resultados contrastantes. A proposta de punir mais e mais cedo, ecoada por grande parte do espectro político brasileiro, ignora o potencial de outras estratégias que tratam as raízes da criminalidade. A ideia de que a redução da maioridade penal, por exemplo, é a chave para a segurança pública, tem sido desafiada por evidências e por modelos de sucesso em outras nações. Este artigo explora as diferentes abordagens, contrastando o modelo de Glasgow, na Escócia, com as políticas implementadas em El Salvador, além de analisar dados brasileiros sobre letalidade policial e os efeitos de medidas repressivas em outros países. Acompanhe para entender o que realmente funciona na busca por um país mais seguro, conforme divulgado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública e por análises internacionais. Glasgow: Violência como Questão de Saúde Pública e Prevenção Em contraste com o debate brasileiro, a cidade escocesa de Glasgow, que já enfrentou altos índices de criminalidade, adotou uma abordagem inovadora ao tratar a violência como um problema de saúde pública. Desde 2005, a cidade implementou um programa coordenado envolvendo polícia, escolas, hospitais e organizações comunitárias. O foco principal não é apenas a punição, mas a prevenção e o tratamento das causas subjacentes da violência. Em hospitais, vítimas de agressões recebem acompanhamento psicológico e social para quebrar ciclos de violência. Além disso, programas de formação profissional e apoio efetivo visam oferecer alternativas para jovens em risco, afastando-os da criminalidade. Os resultados são notáveis. Conforme os dados indicam, os homicídios em Glasgow caíram 66% entre os quinquênios encerrados em 2010 e 2025. Houve também uma redução de 10,7% nos registros de roubos e tentativas de roubo entre 2020 e 2022, demonstrando que investir em prevenção e saúde pública pode ser mais eficaz do que apenas endurecer as penas. El Salvador: Estado de Exceção e Controvérsias na Queda da Criminalidade Em contrapartida, El Salvador implementou um regime de exceção sob o governo de Nayib Bukele, resultando em uma queda oficial de cerca de 97% na taxa de homicídios entre 2018 e 2025. Essa política envolveu a prisão de mais de 90 mil pessoas e um endurecimento significativo das ações policiais e militares. No entanto, essa redução vem acompanhada de sérias denúncias. A contagem oficial de homicídios exclui mortes ocorridas em presídios, mortes provocadas por policiais e militares, e corpos encontrados em valas clandestinas. Uma análise citada pelo Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA sugere que a taxa de 2023 poderia ser até 47% maior se essas mortes fossem incluídas. Denúncias de detenções arbitrárias, tortura e mortes sob custódia

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Flávio Bolsonaro em ato na Paulista: promessas de posse, STF e confronto com Lula no debate

Flávio Bolsonaro agita Paulista com promessas e críticas a uma semana do segundo turno A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) realizou um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18). O candidato reforçou suas propostas e alfinetou o adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prometendo um embate direto no debate da TV Band. Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que seu pai participará da cerimônia de posse caso ele seja eleito. A declaração sugere um possível plano para a anistia do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou o candidato. As declarações foram feitas em um momento crucial da campanha eleitoral, onde a polarização entre os candidatos se intensifica. Conforme informação divulgada pelo g1, Flávio Bolsonaro também sinalizou a intenção de indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) com posições contrárias ao aborto e ao uso de drogas, além de prometer confrontar Lula no próximo debate. Discurso focado na “família brasileira” e no “fim do atraso” Flávio Bolsonaro dirigiu-se aos presentes com uma mensagem de esperança e mudança, declarando: “Vou falar com o coração e para cada um de vocês da família brasileira. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”. A fala busca ressoar com eleitores que anseiam por um novo rumo para o país. A manifestação contou com bandeiras, cartazes e uma réplica inflável de um míssil com a inscrição “Trump nuke Brazil”, uma alusão ao ex-presidente americano Donald Trump. A presença de símbolos e a atmosfera do evento refletiram o engajamento dos apoiadores do candidato. Apoiadores demonstram confiança na vitória e em políticas de “mão dura” Entre os presentes, a técnica de enfermagem Rainara Antunes de Oliveira, de 27 anos, destacou a importância de participar do ato para demonstrar representatividade. “Eu voto nele porque sempre concordei com leis mais duras e acredito que a solução para o país, tomado pela criminalidade, seja endurecer para as pessoas terem medo de serem presas”, afirmou. Rainara também expressou preocupação com a economia, concordando com a proposta de Flávio Bolsonaro para eliminar o déficit e gerar receita. “A economia também não está funcionando da forma como está indo e eu concordo com a forma como ele vai eliminar o déficit e gerar receita”, disse a eleitora. Cansaço do PT e busca por progresso pautam voto de aposentado O aposentado José Rafael Paschoal, de 84 anos, manifestou seu cansaço com o Partido dos Trabalhadores (PT) no governo e a crença de que é hora de uma mudança. “Nós temos que ver o progresso. Dar oportunidades, principalmente para os jovens”, declarou, lamentando o que considera um atraso para o Brasil. Paschoal acredita que o país poderia ser uma das maiores potências mundiais, e vê em Flávio Bolsonaro a possibilidade de alcançar esse objetivo, distanciando-se do que ele descreve como “discurso de pobreza”. A

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Museu Palestino Digitaliza História para Sobreviver à Guerra, Criando Arquivo “Indestrutível”

Museu Palestino Investe em Arquivo Digital “Indestrutível” para Preservar História em Meio à Guerra O diretor do Museu Palestino, Amer Shomali, assumiu o cargo em 3 de outubro de 2023, na Cisjordânia. Poucos dias depois, o início da guerra em Gaza transformou sua missão. Ele precisou lidar com o risco de que as instituições culturais palestinas fossem apagadas, um cenário preocupante diante de ataques que já destruíram escolas, universidades e sítios arqueológicos. Em resposta a essa ameaça, Shomali dedicou seu mandato a fortalecer o projeto de digitalização do museu. O objetivo é criar um arquivo eletrônico que ele descreve como “indestrutível” e “insaqueável”, garantindo a preservação da história da Palestina, pelo menos no ambiente virtual. O arquivo digital do Museu Palestino existe desde 2018, mas ganhou urgência com o conflito. Conforme informação divulgada na reportagem, o plano é assegurar que a rica história palestina seja guardada nas nuvens, longe da destruição física. O Museu Cultural de al-Qarara, em Gaza, com milhares de objetos, foi alvo de bombardeios logo nas primeiras semanas da guerra. Uma equipe conseguiu resgatar e digitalizar cerca de 1.800 itens antes que um segundo ataque destruísse suas instalações e vitimasse dois funcionários. Um Legado Ameaçado e a Luta Contra o Apagamento Histórico A preocupação com a preservação da história palestina não é nova. Há décadas, palestinos acusam o governo israelense de tentar apagar sua história, citando a destruição de vilarejos durante a criação de Israel em 1948 e o saque de artefatos. Shomali relata que, em 1967, relíquias como sarcófagos da Idade do Bronze de Deir al-Balah foram levadas de Gaza por Israel, com alguns objetos adquiridos pelo renomado comandante israelense Moshe Dayan. Após a morte de Dayan, sua viúva vendeu parte das relíquias ao Museu de Israel, mas alguns itens continuam a aparecer em sites de leilão, atribuídos à coleção de Dayan. O Museu Palestino conseguiu adquirir alguns desses artefatos, como uma ânfora da Idade do Bronze comprada por cerca de R$ 2.000, que veio com certificado e a assinatura de Dayan. Essa situação levanta um debate sobre a segurança de manter museus na Palestina, pois a possibilidade de saques por Israel pode desencorajar empréstimos de objetos. Desafios da Fragmentação Geográfica e a Força do Arquivo Digital Além da ameaça de destruição, instituições como o Museu Palestino em Birzeit enfrentam o desafio da fragmentação territorial sob controle palestino na Cisjordânia. A área é dividida por assentamentos e postos de controle, dificultando o acesso do público. Shomali observa que “um morador de Belém pensa dez vezes antes de sair de casa para visitar o museu”, o que resulta em poucas visitas presenciais a um acervo físico limitado. É nesse contexto que o arquivo digital se torna crucial. A equipe do museu visita residências para coletar imagens e objetos, que são fotografados e devolvidos aos proprietários. Atualmente, centenas de milhares de itens já foram digitalizados, permitindo a construção da “história vista de baixo”, como a chamam pesquisadores. Ao alimentar o arquivo com coleções familiares, o museu possibilita uma

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Milhares nas Ruas: Atos em Defesa da Democracia e por Lula Tomam Rio e Brasília com Artistas e Estudantes

Atos em apoio à democracia e a Lula reúnem milhares em diversas cidades do Brasil, com destaque para Rio de Janeiro e Brasília. O domingo foi marcado por uma onda de manifestações em defesa da democracia e pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todo o país. Estima-se que cerca de 500 cidades tenham sediado atos, com grande público reunido em locais como Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza, conforme dados da coordenação da campanha petista. Na capital federal, a Esplanada dos Ministérios foi o palco principal da mobilização, atraindo milhares de pessoas ao longo do dia. No Rio de Janeiro, a orla de Copacabana recebeu um expressivo ato musical na parte da tarde, que contou com a participação de renomados artistas. Este movimento popular, que ressoa em diversas partes do Brasil, busca reafirmar os valores democráticos e o projeto político defendido pelo atual governo. A participação de artistas e estudantes demonstra a amplitude do apoio e a preocupação com o futuro do país, conforme informações divulgadas pela coordenação da campanha. Artistas ecoam defesa da democracia e soberania nacional O renomado cantor Caetano Veloso, que esteve presente no ato em Copacabana, relembrou sua própria experiência de repressão durante a ditadura militar. Ele destacou a importância de defender a democracia contra ameaças e resistir a retrocessos. Ao seu lado, o cantor Djavan reforçou a necessidade de proteger a **soberania brasileira** contra interferências externas, um tema crucial para o cenário político atual. A atriz Leticia Sabatella também se manifestou, enfatizando a luta pela manutenção dos direitos conquistados. Ela contrastou o projeto de governo atual, com suas importantes políticas sociais, com um projeto que, segundo ela, exalta torturadores e a ditadura militar, carecendo de um programa de Estado consistente para o Brasil. Estudantes e trabalhadores demonstram engajamento pela democracia Na Praça da Candelária, no centro do Rio, um ato de estudantes e trabalhadores também reuniu milhares de pessoas em apoio à democracia e ao presidente Lula. O evento, que ocorreu na parte da manhã, mostrou a força da juventude e dos trabalhadores na defesa do regime democrático. Alejandro Guerrero, diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE), viajou do Rio Grande do Sul para participar do ato, ressaltando que o país vive um momento de **encruzilhada histórica**. Ele apontou a existência de dois projetos distintos em disputa no segundo turno das eleições. Guerrero descreveu um projeto que representa a democracia e a defesa da soberania nacional, em oposição a um que, segundo ele, representa o entreguismo, o fascismo e a alienação de riquezas para os Estados Unidos. Para o estudante, este é o momento de reafirmar a luta pela soberania e pela democracia no Brasil. Cidadãos relatam experiências e esperanças em atos democráticos O casal Bráulio Martins, de 33 anos, e Laura Guimarães, de 27 anos, compareceu à manifestação com o filho Icaro, de 5 anos. Laura, que utiliza um adereço com adesivos de programas sociais do governo Lula, compartilhou sua experiência pessoal.

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