
Extremista de Esquerda que Viveu Escondida em Comunidade Brasileira em Berlim é Condenada a 13 Anos de Prisão por Crimes Violentos
Extremista de Esquerda Escondida em Berlim é Condenada a 13 Anos de Prisão Daniele Klette, uma figura proeminente do extremismo de esquerda e ex-integrante do grupo terrorista Facção Exército Vermelho (RAF), foi sentenciada a 13 anos de prisão nesta quarta-feira (27) pelo Tribunal Regional de Verden, no norte da Alemanha. A condenação abrange seis acusações de roubo qualificado, extorsão e outros crimes cometidos entre 1999 e 2016. Klette, atualmente com 67 anos, negou participação em um assalto a carro-forte em Cremlingen, que resultou no roubo de 1,3 milhão de euros. Embora sem vítimas diretas, o ataque violento provocou crise de ansiedade em um segurança, que veio a falecer posteriormente. A defesa de Klette alega motivações políticas para o julgamento. Foragida por décadas, Klette foi identificada pelas autoridades como parte da terceira geração da RAF, grupo conhecido por uma série de ataques terroristas que marcaram a Alemanha nas décadas de 70 e 80. A promotoria sustenta que os roubos recentes serviam para financiar a vida clandestina dos foragidos. O Passado da Facção Exército Vermelho (RAF) A RAF, fundada à margem dos movimentos sociais de 1968, é responsável por pelo menos 34 mortes entre 1970 e 1991. A primeira geração, conhecida como Baader-Meinhof, protagonizou episódios chocantes como o sequestro de um avião da Lufthansa em 1977 e o assassinato do CEO do Deutsche Bank, Alfred Herrhausen, em 1989. Em 1998, a RAF anunciou o fim da luta armada. A Captura de Klette Após Décadas Foragida A prisão de Daniele Klette em 2024 ocorreu após um jornalista canadense utilizar inteligência artificial para cruzar fotos antigas com imagens online. Klette foi reconhecida em uma publicação de mídia social, onde aparecia em um grupo de capoeira em Berlim. Ela vivia no bairro de Kreuzberg, conhecido por abrigar imigrantes, e utilizava o nome brasileiro Cláudia Ivone. Um amigo de Klette, Emerson Gomes da Silva, que morou em Berlim e retornou ao Brasil nos anos 2000, declarou à emissora WDR que conhecia a versão brasileira da ex-extremista. Klette, inclusive, o visitou no Brasil. Em seu apartamento, além de centenas de milhares de euros e ouro, foram encontrados um fuzil Kalashnikov, uma metralhadora e armamento antitanque, além de um passaporte italiano falsificado. Declarações e Continuidade das Preocupações com Extremismo Próximo ao fim do julgamento, Klette lamentou o trauma causado às vítimas, mas atribuiu os atos ao capitalismo e imperialismo, sem assumir culpa direta pelas acusações. Ela deve retornar ao banco dos réus nos próximos meses por crimes cometidos no início dos anos 90. Apesar do fim oficial da RAF, o extremismo de esquerda ainda é uma preocupação na Alemanha. Recentemente, um grupo chamado Vulcan reivindicou a destruição de uma torre de energia que causou blecaute em bairros de Berlim. As autoridades ainda investigam os responsáveis por este ato.








