
Rússia na ONU: Lavrov acusa EUA de sequestro na Venezuela, condena “agressão” no Irã e culpa Europa por sabotar paz na Ucrânia
Lavrov condena ações dos EUA na Venezuela e Irã e acusa Europa de sabotar paz na Ucrânia Em um discurso contundente na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, dirigiu fortes críticas às ações dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. Ao mesmo tempo, o chanceler russo acusou a Europa de minar os esforços de paz na Ucrânia, país que tem sido palco de um conflito prolongado. Lavrov apresentou uma visão de uma Rússia que busca estabilidade global, mas que se vê cercada por ações que considera desestabilizadoras e contrárias ao direito internacional. A fala do ministro russo na ONU ressaltou as tensões geopolíticas atuais e as diferentes narrativas sobre os conflitos em curso. As declarações foram divulgadas neste sábado (26), e refletem a posição oficial de Moscou em relação a diversos temas sensíveis na agenda internacional, apresentando a perspectiva russa sobre eventos recentes e históricos. Conforme informação divulgada pelo g1, Lavrov detalhou as acusações em seu discurso. Acusações contra os EUA na Venezuela e Irã O chefe da diplomacia russa declarou que os Estados Unidos “invadiram a Venezuela e sequestraram seu presidente, Nicolás Maduro, junto da esposa”. Segundo Lavrov, ambos estariam detidos em uma prisão americana sem julgamento, apesar da imunidade garantida a chefes de Estado pela lei internacional. O julgamento de Maduro, acusado pelos EUA de facilitar o tráfico de drogas, está previsto para junho de 2027. Lavrov também condenou o uso da força contra Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, e seus familiares, referindo-se a uma suposta “agressão israelo-americana” que atingiria a infraestrutura civil iraniana, incluindo a nuclear. A Rússia se mostrou disposta a cooperar para “estabilizar” o estreito de Hormuz, que foi bloqueado pelo Irã. Rússia se vê como potência global em ascensão O ministro russo buscou projetar uma imagem de uma Rússia forte, cercada por aliados e parceiros, e não isolada internacionalmente. Lavrov destacou que “os países do sul e do leste global vem, cada vez mais, assumindo sua segurança por conta própria, sempre em respeito ao direito internacional”. Ele citou o Brics e a Organização de Cooperação de Xangai como exemplos de alianças que demonstram essa nova dinâmica global. Lavrov argumentou que o Ocidente, em sua tentativa de conter a Rússia, acabou por criar um regime “russofóbico” em Kiev, o que, segundo ele, prejudicou a segurança europeia. Europa acusada de sabotar a paz na Ucrânia Abordando o conflito na Ucrânia, Lavrov classificou como “ações irresponsáveis” a entrega de armas por aliados de Kiev, que seriam utilizadas contra a Rússia. Ele afirmou que a Europa, ao invés de buscar a paz, “faz de tudo para sabotar conversas de paz” nas quais, segundo ele, o governo Trump teria interesse. Lavrov reiterou a justificativa russa para a invasão, afirmando que a “operação militar especial” foi iniciada “para proteger pessoas” nas regiões anexadas. Ele concluiu declarando que a Rússia lutará até completar seus objetivos, eliminando ameaças à sua segurança e restaurando a paz. Encontro com a Alemanha e tensões persistentes Pouco








