
Luto e Ruínas: 6 Meses Após Ataque à Escola no Irã, Pais Revivem Dor Sem Fim e Buscam Respostas
O peso da memória em Minab: Seis meses de dor e incerteza após ataque a escola no Irã Seis meses se passaram desde que a escola Shajareh Tayebeh, na cidade de Minab, no sul do Irã, foi alvo de um bombardeio devastador. O ataque, que ocorreu nas primeiras horas da guerra no Oriente Médio, ceifou a vida de 155 pessoas, entre elas 120 crianças. Para pais como Massoumeh Zakeri e Yaghoub Yazdanpanah, o tempo não apaga a dor, e a busca por respostas e justiça continua. A tragédia marcou profundamente a comunidade, deixando um rastro de destruição e um luto que parece não ter fim. O local onde antes havia o riso e os sonhos de crianças, hoje é um símbolo da guerra, com suas ruínas e retratos das jovens vítimas. Apesar do tempo transcorrido, a memória daquele dia permanece vívida para os sobreviventes e para as famílias que perderam seus entes queridos. A AFP obteve acesso exclusivo ao local, onde as marcas da tragédia ainda são visíveis, e conversou com pais que compartilham suas histórias de dor e resiliência. Conforme informações divulgadas pela agência de notícias AFP, as autoridades iranianas consideram este o ataque mais letal da guerra. A última manhã de Motahareh: Uma lembrança que dói Massoumeh Zakeri, de 44 anos, revive a cada instante a última noite que passou com sua filha de nove anos, Motahareh. Falando com a agência AFP, ela descreve a filha como “muito carinhosa, alegre e realmente cheia de energia”. Naquela noite, Motahareh falava animadamente sobre as férias e os eventos familiares que se aproximavam. Pouco antes do amanhecer, durante o jejum do Ramadã, Motahareh comeu e foi colocada na cama por sua mãe. “Nunca mais a vi”, relata Zakeri, com a voz embargada pela emoção e pela dor. Naquela manhã, a menina acordou cedo e pegou o ônibus para a escola. Horas depois, os ataques começaram. Zakeri recebeu um chamado para buscar a filha, mas não chegou a tempo. A escola foi bombardeada, e Motahareh se tornou uma das centenas de vítimas. O horror em Minab: Pais em busca de respostas e corpos Yaghoub Yazdanpanah, 44 anos, professor de literatura persa, também vive o pesadelo de ter perdido sua filha de seis anos, Fatemeh, no ataque. Ele recorda o desespero ao receber as primeiras ligações sobre os bombardeios em Teerã e, em seguida, a notícia devastadora sobre a escola. Ao chegar ao local, Yazdanpanah se deparou com uma cena aterradora. “Eu desabei”, conta, descrevendo homens recolhendo fragmentos de corpos. O corpo de sua filha foi encontrado horas depois, sob uma laje de concreto. O pintor Javad Shahrjou relata a busca angustiante por seu filho de sete anos, Alireza, entre os escombros. O menino foi encontrado três dias depois, “completamente carbonizado”. Shahrjou visita o túmulo do filho diariamente, em um cemitério onde uma ala especial foi reservada para as vítimas do ataque. Um memorial em ruínas e a busca por justiça O local da escola Shajareh Tayebeh tornou-se um memorial improvisado. Bandeiras iranianas








