
Governo propõe pena de até 5 anos de prisão para aumento abusivo de combustíveis e amplia poderes da ANP
Governo busca frear alta de combustíveis com nova lei e punições severas. Em uma medida para conter a escalada dos preços dos combustíveis, o governo federal anunciou o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional. A proposta, que tramitará em regime de urgência, visa estabelecer penalidades mais duras para empresas que praticarem aumentos considerados abusivos. O objetivo é proteger o consumidor de práticas que afetam diretamente o bolso, especialmente em um cenário de instabilidade econômica. A iniciativa busca garantir que as subvenções governamentais cheguem ao preço final, sem margens excessivas repassadas pelos distribuidores e postos. A nova legislação prevê penas de prisão, novas tipificações criminais e o fortalecimento de órgãos reguladores. Conforme informação divulgada pelo Ministério do Planejamento, a proposta busca evitar que a população fique refém de condutas especulativas no mercado de combustíveis. Aumento de Pena e Novas Tipificações Criminais O projeto de lei estabelece penas de 2 a 5 anos de prisão para empresas que não repassarem as subvenções implementadas pelo governo ao consumidor. Além disso, o texto propõe uma nova tipificação para condutas como o aumento abusivo de preço e a restrição artificial de ofertas de combustíveis, que passarão a ser considerados crimes contra a economia popular. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou a urgência da medida, afirmando que o objetivo é coibir práticas que prejudicam a população. A proposta visa criar um ambiente mais justo e transparente no setor de combustíveis, assegurando que os preços reflitam as condições de mercado e as políticas governamentais. ANP Ganha Poderes Ampliados para Fiscalizar e Interditar A medida provisória do diesel também trará mudanças significativas para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A agência terá seus poderes ampliados, podendo agora interditar postos e outros estabelecimentos em casos de irregularidades graves, além de aplicar penalidades mais rigorosas. Anteriormente, a ANP se limitava à aplicação de multas. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, explicou que a medida visa fortalecer a fiscalização e garantir o cumprimento das leis. A responsabilização se estenderá também aos sócios e administradores das empresas, por meio da responsabilização solidária. “Agora, não só o agente no seu CNPJ, mas também no CPF, aqueles empresários que venham a infringir as leis da economia popular passam a ser punidos”, ressaltou Silveira. Combate a Práticas Anticoncorrenciais e Multas Agravadas As infrações detectadas serão obrigatoriamente comunicadas ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O objetivo é intensificar o combate a práticas anticoncorrenciais, como cartelização e manipulação de preços. As multas também serão agravadas, calculadas de forma proporcional ao ganho econômico obtido de maneira irregular, aumentando o caráter dissuasório das sanções. Segundo o Ministério de Minas e Energia, essas ações são fundamentais para proteger o consumidor em um cenário internacional adverso. “Estamos atuando de forma coordenada para proteger o consumidor e garantir o abastecimento. O Brasil segue adotando respostas firmes e responsáveis para enfrentar os efeitos de uma crise internacional, preservando o acesso da população aos combustíveis e ao gás de cozinha”, afirmou Silveira.








