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Trump diz que Irã aceitou renunciar a armas nucleares, mas Teerã nega e exige fim de sanções

Tensão no Oriente Médio: Trump anuncia acordo nuclear com Irã, mas Teerã contesta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter recebido garantias do Irã de que o país não desenvolverá armas nucleares. A afirmação surge após notícias de que Trump teria endurecido sua proposta de paz com a república islâmica, levantando expectativas sobre um possível acordo para encerrar conflitos na região.

No entanto, a versão apresentada por Trump foi rapidamente posta em dúvida pelo principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento. Qalibaf afirmou que o Irã não aceitará nenhum acordo que não garanta os direitos do povo iraniano, desconfiando das promessas americanas.

Essa divergência de narrativas adiciona mais um capítulo à complexa relação entre os dois países e pode adiar ainda mais qualquer resolução para a guerra que se desenrola no Oriente Médio. As informações foram divulgadas por veículos de imprensa americanos e confirmadas parcialmente pela mídia estatal iraniana.

Proposta de Paz e Exigências Irânicas

Segundo o jornal The New York Times e o site Axios, Donald Trump enviou ao Irã um novo plano de negociações com condições mais rigorosas. As prioridades de Trump para um eventual acordo incluem o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares e a reabertura do Estreito de Hormuz, rota vital para o transporte de petróleo mundial.

Em contrapartida, o Irã insiste na liberação de cerca de US$ 12 bilhões em ativos congelados como condição para avançar em discussões mais profundas sobre seu programa nuclear. Além disso, Teerã refutou os comentários de Trump sobre a suposta destruição de seu urânio enriquecido, um precursor para a fabricação de armas nucleares.

Desconfiança Mútua e Cenário de Guerra

Mohammad Baqer Qalibaf expressou sua desconfiança em relação às palavras e promessas dos americanos, declarando: “Não há confiança nas palavras e promessas do inimigo. Nosso único critério é alcançar resultados tangíveis antes de cumprirmos nossos compromissos em troca”.

A guerra no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, com ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A possibilidade de um acordo para cessar as hostilidades e restabelecer o tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz parece cada vez mais distante diante das declarações conflitantes.

Inclusão do Líbano e Ameaça de Reinício da Guerra

Teerã também reivindica a inclusão do Líbano em qualquer acordo de paz, após acusações de Beirute contra Israel de aplicar uma “política de terra arrasada” em seus ataques contra o território libanês, em meio ao conflito com o Hezbollah. O Exército israelense, por sua vez, anunciou a extensão de sua ofensiva contra o Hezbollah para “outras zonas”.

Fontes americanas indicaram à AFP que a proposta de paz com o Irã ainda aguarda a aprovação final de Trump, que afirmou não ter pressa. “De forma lenta, mas segura, estamos conseguindo, acredito, o que queremos e, se não obtivermos o que queremos, vamos terminar de outra maneira”, declarou o presidente americano.

Em tom similar, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, garantiu em Singapura que Washington é “mais que capaz” de reiniciar a guerra, caso necessário, demonstrando a postura firme dos Estados Unidos nas negociações e no conflito em curso.

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