
Ativista Brasileira Relata Espancamentos e Humilhações Durante Prisão por Israel em Flotilha para Gaza
Ativista brasileira relata tortura e humilhação após ser detida por Israel em flotilha humanitária para Gaza A ativista brasileira Beatriz Moreira, de 23 anos, integrante de uma flotilha de ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza, prestou um relato chocante sobre as agressões e humilhações que afirma ter sofrido nas mãos de soldados israelenses durante sua detenção. O incidente ocorreu quando o barco em que estava, o Amazon, foi interceptado em águas internacionais. Beatriz, natural de Belém (PA) e membro do Movimento dos Atingidos por Barragens, foi detida junto com mais de 400 pessoas. O grupo foi levado para a Turquia, onde desembarcaram em Istambul. Outros três brasileiros estavam na flotilha, e a previsão é que retornem ao Brasil na próxima terça-feira (26). As denúncias da ativista, que incluem espancamentos, tortura e condições desumanas, contrastam com a versão oficial de Israel. A ONG que organiza as flotilhas acusou as forças israelenses de agressões e estupros, enquanto o serviço prisional de Israel classificou as alegações como falsas e sem base factual, afirmando que todos os detidos são tratados de acordo com a lei. Relatos de Violência e Maus-Tratos Segundo Beatriz, as agressões começaram no momento da abordagem do barco Amazon, que navegava com nove mulheres e um homem a bordo. Uma lancha com 11 soldados israelenses surpreendeu a embarcação a mais de 250 milhas náuticas de Gaza. As comunicações foram cortadas, e os ativistas se sentiram isolados. Ao serem levados para um navio-prisão, os detidos teriam enfrentado dois dias de maus-tratos. Beatriz descreve a falta de condições básicas de sobrevivência, a necessidade de motins para obter água e pão congelado. Cerca de 60 pessoas eram forçadas a dormir amontoadas em contêineres, e o frio era intensificado pela umidificação do chão. Agressões com Balas de Borracha e Tortura no Porto Beatriz relatou que os soldados israelenses atiravam balas de borracha nos detidos sempre que cantavam “Palestina Livre”. Três pessoas ficaram feridas em seu navio, sem acesso a medicamentos. No entanto, o momento mais aterrorizante para ela foi quando o navio atracou no porto, e os ativistas começaram a ser torturados. Ela ouviu gritos assustadores, especialmente de pessoas do Sul Global, e percebeu um tratamento mais violento com os turcos. Ao ser retirada do navio, Beatriz afirma ter sido algemada com lacres de plástico que apertaram seus pulsos, puxada agressivamente e impedida de respirar. Ela alega ter sido jogada no chão, ofendida com termos vulgares e teve a cabeça batida em uma estrutura de ferro. Durante uma revista, que ela descreve como “pesada”, foi levada para uma tenda onde ouvia os gritos de pessoas sendo torturadas. Humilhação e Resistência dos Ativistas A humilhação era constante, segundo o relato da brasileira. Os detidos eram forçados a ficar de joelhos com a cabeça no chão, enquanto o hino de Israel tocava. Os soldados mais jovens, com cerca de 19 anos, eram os mais agressivos. As forças israelenses também tentaram obrigar os presos a assinar documentos admitindo estarem em situação ilegal, o que Beatriz recusou.








