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Mundo

Tragédia na Tailândia: Número de mortos em tiroteio escolar sobe para 9 após menina de 12 anos não resistir

Tragédia na Tailândia: Número de mortos em tiroteio escolar sobe para 9 após menina de 12 anos não resistir Um novo óbito foi confirmado neste sábado (8) em decorrência do chocante tiroteio ocorrido em uma escola nos arredores de Bangkok, na Tailândia. Uma menina de apenas 12 anos, que estava internada em estado grave após ser atingida pelo atirador, não resistiu aos ferimentos, elevando o número total de vítimas fatais para nove. O ataque, que teve como autor um adolescente de 14 anos, abriu fogo na escola na sexta-feira (7). Antes de cometer o ato na instituição de ensino, o jovem já havia tirado a vida de seus dois avós em casa. Após o massacre na escola, o estudante cometeu suicídio. As autoridades tailandesas informaram que o adolescente disparou pelo menos 26 vezes dentro da escola utilizando uma arma que pertencia ao seu avô. No local, foram encontradas outras 34 munições. Este foi o pior massacre ocorrido no país desde 2022, e conforme informação divulgada pela Reuters, este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano. Ataque em escola na Tailândia choca o país e expõe fragilidade nas leis de armas O terrível incidente aconteceu na região de Nonthaburi, vizinha à capital tailandesa. Na sexta-feira, a polícia já havia divulgado que ao menos 30 pessoas ficaram feridas no ataque, com nove delas em estado grave. A violência em escolas tem sido uma preocupação crescente no país. Posse de armas na Tailândia e o histórico de massacres A Tailândia possui uma das mais altas taxas de posse de armas de fogo na região. Estima-se que cerca de 10 milhões de armas estejam em circulação, o que equivale a uma arma para cada sete habitantes. Apesar de promessas anteriores de endurecer as leis sobre o controle de armas, ataques violentos continuam a ocorrer com frequência preocupante. Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia somente este ano. Em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. Naquela ocasião, o adolescente agressor utilizou a arma de um policial. Relembrando massacres anteriores na Tailândia O ataque deste fim de semana evoca memórias de outros massacres trágicos no país. Em 2022, um ex-policial invadiu uma creche no norte da Tailândia, armado com uma pistola e uma faca, tirando a vida de 24 crianças e 12 adultos. Foi um dos episódios mais sangrentos da história recente da Tailândia.

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Crise Diplomática EUA-Brasil: Senado Americano Confirma Daniel Perez para Embaixada, Mas Governo Lula Adia Aval

Senado dos EUA aprova Daniel Perez como embaixador no Brasil em meio a impasse diplomático com governo Lula O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (7) a nomeação de Daniel Perez para o cargo de embaixador americano no Brasil. A aprovação ocorreu em uma votação apertada, com 51 votos a favor e 47 contra, como parte de um pacote que incluiu outras 73 indicações diplomáticas e governamentais. Perez agora aguarda o agrément, autorização formal do governo brasileiro, para assumir a embaixada, vaga desde janeiro de 2021. A indicação de Perez se tornou o epicentro de uma crise diplomática entre Brasil e EUA. Washington acusa o governo Lula de atrasar deliberadamente a concessão do agrément, enquanto o Brasil argumenta que o pedido rompeu o rito diplomático tradicional ao ser anunciado publicamente antes da autorização. Em resposta ao impasse, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. O Departamento de Estado classificou a medida como recíproca, embora Viotti possa permanecer em solo americano e continuar exercendo suas funções. A decisão gerou críticas de políticos americanos, que a consideraram prejudicial à relação bilateral. Conforme informação divulgada pelo Senado dos EUA, a aprovação de Perez ocorreu horas antes do recesso parlamentar de cinco semanas. A confirmação legislativa nos EUA representa um passo significativo, mas a posse efetiva no Brasil depende da concessão do agrément pelo governo brasileiro, um processo que tem sido marcado por atrasos e tensões. Atraso na Concessão do Agrément e Quebra de Protocolo O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que pretende adiar a análise de novos embaixadores estrangeiros para depois das eleições presidenciais de outubro. Essa postura é vista por Washington como um atraso deliberado e uma forma de obstáculo. A Casa Branca afirma ter oferecido diversas oportunidades para que o Brasil concedesse o agrément a Perez. A justificativa brasileira para a demora na concessão do agrément está ligada ao rompimento do rito diplomático tradicional. Geralmente, o nome de um embaixador é anunciado apenas após a obtenção da autorização do país anfitrião, um processo que costuma ser sigiloso. No caso de Daniel Perez, a administração Trump anunciou a indicação antes de receber o aval brasileiro, o que intensificou as tensões. Retaliação Americana e Críticas Internas A revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti foi classificada pelo Departamento de Estado dos EUA como uma medida de retaliação diante da persistência do impasse. Apesar disso, a diplomata pode continuar em suas funções em Washington, mas precisaria de um novo visto caso deixasse o território americano. Políticos americanos, como a senadora democrata Jeanne Shaheen, criticaram a decisão, considerando-a prejudicial aos interesses dos EUA e à relação bilateral. Shaheen ironizou a medida, afirmando que “nada representa melhor o avanço dos interesses dos EUA do que revogar o visto da principal diplomata de um de nossos parceiros”. Ela lamentou que o governo tenha “desperdiçado a diplomacia em prejuízo dos povos americano e brasileiro”. Posição do Brasil e Futuro de Daniel Perez Apesar das

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Rede Criminosa Recruta Adolescentes na Europa para Assassinatos a Mando: “Violência como Serviço” Atrai Jovens Vulneráveis

Rede Criminosa Transforma Jovens em Assassinos de Aluguel na Europa: “Violência como Serviço” é a Nova Tática Um estudante de 20 anos morto a tiros em Estocolmo, um adolescente norueguês condenado em Londres por planejar um assassinato, e uma rede criminosa que opera com um modelo de “violência como serviço” (VaaS). Esses são os contornos de uma nova e alarmante realidade na Europa, onde gangues recrutam adolescentes para executar crimes violentos, muitas vezes sem que os jovens recebam o pagamento prometido. A Rede Foxtrot, um grupo de crime organizado com suspeitas de ligações com o regime iraniano, é um dos principais exemplos dessa prática. A organização é acusada de orquestrar cerca de 35 assassinatos e diversos ataques contra alvos israelenses na Europa desde 2022. O modus operandi envolve o recrutamento de jovens, muitas vezes em situação de vulnerabilidade, através de táticas inspiradas em videogames. A Europol, agência de polícia da União Europeia, criou uma força-tarefa, a OTF GRIMM, para combater esse fenômeno. Com 11 países europeus envolvidos, a operação busca desmantelar essas redes que exploram a juventude para seus objetivos criminosos, sejam eles ligados a disputas por drogas ou a agendas políticas. Conforme informações divulgadas pela Europol, os adolescentes são atraídos por promessas de dinheiro e instruídos em um sistema “gamificado”. O Recrutamento “Gamificado” e a Vulnerabilidade Juvenil O caso de Johannes Natland, um adolescente norueguês de 18 anos, exemplifica o perigo desse sistema. Natland foi condenado em Londres por planejar um assassinato a mando da Rede Foxtrot. Ele foi recrutado através de redes sociais por um contato com o codinome “UnknownHustler”, que lhe propôs uma quantia considerável em dinheiro para executar um crime na Inglaterra. A oferta, segundo a fonte, era de 270 mil coroas norueguesas, aproximadamente R$ 143 mil. Natland, apesar de ter uma criação confortável, envolveu-se com drogas e desenvolveu psicose, o que o levou a conhecer outros jovens em instituições de reabilitação. Foi nesse ambiente que ele foi exposto ao recrutamento. O contato com “UnknownHustler” o levou a “Generalen”, outro adolescente que, aos 16 anos, já possuía experiência em instituições para menores e passou a recrutar Natland para o assassinato. A instrução de Natland foi conduzida de forma detalhada e metódica, com um membro da Foxtrot, identificado como “Agent 47” (uma referência ao jogo “Hitman”), guiando-o em cada passo. “Agent 47” providenciou a passagem aérea, ajudou com um passaporte de emergência e, via aplicativo de mensagens Signal, transmitiu as instruções. A orientação incluía um mapa e vídeos ensinando como encontrar armas escondidas e um esconderijo de dinheiro, simulando uma dinâmica de videogame. Rede Foxtrot e as Suspeitas Ligações com o Irã A Rede Foxtrot, liderada por Rawa Majid, que fugiu da Suécia e agora reside em Teerã, capital do Irã, é suspeita de ter ligações com o regime iraniano. Diamant Salihu, jornalista investigativo sueco, aponta que o regime pode estar utilizando a rede para atingir “inimigos do governo”, como dissidentes, jornalistas opositores e alvos israelenses. Essas ligações teriam se intensificado após Majid se mudar para o

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Lula acusa Marco Rubio de ser “antilatino-americano” e “bolsonarista” em meio a crise diplomática com EUA

Lula dispara contra Marco Rubio e critica postura “antilatino-americana” do secretário de Estado dos EUA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar duramente o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta sexta-feira (7). Em um evento em São José dos Campos (SP), o petista classificou o secretário de Estado como “antilatino-americano” e o associou ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu enquanto Lula comentava a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, especialmente as tensões com o governo Donald Trump. O presidente brasileiro fez um paralelo com o uso que a administração Trump fez da questão do desmatamento da Amazônia para justificar a imposição de novas tarifas ao Brasil. “Quero tirar uma fotografia para mandar para o Trump”, disse Lula, referindo-se aos dados de queda do desmatamento. Ele complementou, no entanto, que um “cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista, que é o secretário de Estado, Marco Rubio” tem atuado de forma contrária ao diálogo. Marco Rubio: Origem e Histórico Familiar Marco Rubio é filho de pais cubanos que imigraram para os Estados Unidos em 1956, fugindo da crise econômica na ilha. Segundo o republicano, sua família não possuía posses significativas, com seu pai atuando como garçom e sua mãe como caixa de supermercado. O avô de Rubio, por sua vez, deixou Cuba em 1962, fugindo do regime comunista. O próprio Rubio nunca viveu em Cuba, tendo nascido em Miami. Sua família teve seu status imigratório legalizado em 1966 pelo governo Lyndon Johnson, que acolheu imigrantes e dissidentes cubanos após a ascensão de Fidel Castro. Essa origem familiar, segundo Lula, não o impede de ter uma postura hostil. Críticas à Política Externa de Rubio Lula afirmou que Marco Rubio “odeia Cuba, odeia a Colômbia, odeia o Brasil” e que suas ações divergem do que é discutido com o próprio Donald Trump. O presidente brasileiro enfatizou a posição do Brasil de não ter vetos ou preferências específicas por países como China ou França, buscando relações de igualdade com todas as nações. “O que nós não queremos é que o Brasil vire um mero exportador de uma riqueza que não é nossa, é do povo”, declarou Lula, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento nacional e a valorização dos recursos brasileiros. A declaração reforça a tensão diplomática em curso. Crise Diplomática entre Brasil e EUA As relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos atravessam uma crise diplomática sem precedentes recentes. A tensão escalou após Washington revogar o visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Viotti, em resposta à suposta protelação do Brasil em aprovar Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada americana em Brasília. Daniel Perez foi aprovado pelo Senado dos EUA como embaixador nesta sexta-feira (7). Contudo, o anúncio de seu nome ao Legislativo ocorreu antes da concessão do agrément pelo Brasil, um rito diplomático que usualmente precede tal divulgação e é mantido em sigilo. A atitude de Rubio, segundo Lula, estaria influenciando negativamente

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Espriella Toma Posse na Colômbia e Promete ‘Combate Definitivo’ a Grupos Armados; Militares Recebem Garantias Jurídicas

Novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assume o cargo com discurso firme contra o crime organizado e promessa de apoio às forças de segurança. Oposição já articula resistência. Em uma cerimônia de posse incomum, realizada em Cali e não na capital Bogotá, o novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, dirigiu-se diretamente a dezenas de militares. Seu discurso foi marcado por uma ordem clara: o “combate definitivo” contra todos os grupos criminosos e seus membros. Espriella, conhecido por sua postura ultradireitista, assegurou aos militares e policiais que terão “todas as garantias jurídicas” para o cumprimento de seus deveres, buscando evitar perseguições futuras. Essa abordagem contrasta com a de seu antecessor, Gustavo Petro, com quem houve conflitos durante a transição. O novo líder colombiano prometeu “fechar um grande capítulo de resignação” e iniciar um “tempo de recuperação da ordem, da autoridade e da liberdade”. A fala, que buscou restaurar a confiança nas forças de segurança, foi divulgada em um contexto de forte polarização política no país, conforme informado pela fonte do conteúdo. Mudança de Cenário e Mensagem Clara de Autoridade A cerimônia de posse de Espriella ocorreu em um auditório da Universidade Santiago de Cali, uma decisão que quebrou o protocolo de eventos anteriores realizados no Congresso Nacional. A escolha do local, e a presença militar expressiva, sinalizam a prioridade que o novo governo dá à segurança pública. “Militares e policiais da pátria, este governo os protegerá”, declarou Espriella, reforçando seu compromisso com as forças armadas. A decisão de realizar o discurso em um batalhão, mesmo após o ex-presidente Petro ter vetado a ideia de iniciar o mandato em uma instalação militar fora de Bogotá, demonstra a determinação do novo presidente em impor sua agenda. O presidente afirmou que derrotará o “narcoterrorismo” e todas as organizações criminosas que ameaçam a liberdade da Colômbia. Sua campanha centrou-se na promessa de acabar com negociações com grupos armados, construir megaprisionais e retomar a fumigação aérea de plantações de coca. Críticas ao Governo Anterior e Revisão de Acordos de Paz Em seu discurso, Espriella criticou veementemente o governo anterior, afirmando que “o Estado historicamente foi suficientemente nobre, o Estado, sob o regime que terminou, foi suficientemente cúmplice”. Ele prometeu uma abordagem “certeira e contundente contra o crime”, referindo-se a si mesmo com o apelido de “Tigre”. A Jurisdição Especial para a Paz (JEP), criada pelo acordo de paz de 2016 com as Farc, também foi alvo de críticas. Espriella anunciou que pretende “revisar rigorosamente a natureza e o efeito” do órgão, que julga violações de direitos humanos ocorridas durante o conflito colombiano. O novo presidente também abordou a economia, prometendo apresentar provas de corrupção durante o governo Petro e assinar um decreto para congelar gastos públicos. “Temos que pôr a casa em ordem”, declarou, criticando o “crescimento excessivo da despesa” baseado em dívidas. Repercussão Política e oposição Organizada A posse contou com a presença de diversos líderes de direita da América Latina, como os presidentes do Chile, Argentina, Equador e Paraguai. O

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Espanha Restringe Fronteiras com Itália em Resposta à Crise Migratória em Ceuta: Entenda o Conflito Europeu

Espanha impõe controles fronteiriços à Itália em meio à crise migratória, gerando tensão na União Europeia A Espanha anunciou a reintrodução de controles temporários de fronteira para passageiros provenientes da Itália. A medida, que entra em vigor neste sábado (8) e vai até 7 de setembro, é uma resposta direta às ações de Roma diante do fluxo massivo de migrantes para Ceuta, enclave espanhol no norte da África. A decisão espanhola visa conter a pressão migratória irregular persistente, segundo o Ministério do Interior. Passageiros italianos e de outras nacionalidades vindos da Itália poderão ser submetidos a verificações de passaporte, nacionalidade e visto, em um movimento que eleva as tensões diplomáticas entre os dois países membros da União Europeia. Esta retaliação ocorre após a Itália ter implementado suas próprias medidas de controle em pontos de entrada marítimos e aéreos para viajantes da Espanha. O governo italiano, liderado por Giorgia Meloni, afirmou que não pretende suspender essas restrições antes de 15 de agosto, alegando necessidade de proteção à segurança nacional. Crise em Ceuta e o Impacto na Livre Circulação Europeia O estopim para essa escalada de tensões foi a chegada de mais de 70 mil migrantes a Ceuta vindos do Marrocos em 30 de julho. Embora o governo espanhol informe que cerca de 70 mil retornaram ao território marroquino, o incidente gerou forte repercussão e elevou a tensão entre Madri e Roma. A Espanha acusou a Itália de colocar em risco a livre circulação no espaço Schengen, uma das conquistas fundamentais da integração europeia, classificando a decisão italiana como “injusta, contrária aos interesses da UE e discriminatória”. Divergências sobre Imigração Expostas no Cenário Europeu A resposta da Itália, por sua vez, foi justificada como uma medida necessária para a segurança. O governo italiano declarou que só reconsiderará os controles quando houver garantias de que não há riscos de segurança e que migrantes em situação irregular não estão se dirigindo ao território europeu. A Espanha havia previamente ameaçado adotar “medidas proporcionais” caso os controles italianos não fossem suspensos. O episódio de Ceuta evidenciou as profundas divergências entre os países da União Europeia sobre como lidar com a imigração. Enquanto o governo espanhol defende uma abordagem mais aberta, a Itália se alinha a países que pressionam por políticas de fronteira mais rígidas. Vidas Perdidas na Travessia e a Situação dos Menores em Ceuta A chegada massiva a Ceuta resultou em cenas chocantes, com 80 mortes relatadas pelas autoridades espanholas durante as tentativas de travessia da fronteira. O Ministério do Interior do Marrocos informou 11 mortes em seu território, a maioria por afogamento. Organizações não governamentais marroquinas, contudo, indicam um número mais elevado, com até 141 mortes registradas. Entre os migrantes que permanecem em Ceuta, há centenas de menores de 18 anos desacompanhados, que, segundo relatos, enfrentam dificuldades de acesso a necessidades básicas como comida, água e abrigo.

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Petro deixa legado de esquerda consolidada na Colômbia, apesar de agenda de reformas patinar e sucessor não eleito

Petro encerra mandato na Colômbia com esquerda mais forte, mas sem sucessor eleito e reformas adiadas Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, deixa o poder nesta sexta-feira (7), após quatro anos marcados por avanços sociais e um fortalecimento significativo das forças progressistas no país. Apesar de não ter conseguido eleger um sucessor e enfrentar obstáculos na aprovação de suas ambiciosas reformas, Petro encerra seu mandato com a esquerda consolidada, um feito notável em um país com histórico de conflitos e forte aliança com os Estados Unidos. Apesar do resultado, a eleição de seu sucessor, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, evidencia a acentuada polarização política que divide a Colômbia, conforme informações divulgadas pela imprensa colombiana. A ascensão da esquerda em um cenário conservador Enquanto a América do Sul experimentava a chamada “onda rosa” de governos de esquerda nos anos 2000, a Colômbia manteve uma orientação mais conservadora, com Álvaro Uribe no poder. Agora, em contrapartida à “onda azul” de governos de direita que varre a região, a Colômbia viu a ascensão de Petro. Apesar disso, a eleição de Abelardo de la Espriella, que venceu em um segundo turno acirrado, demonstra a profundidade da polarização. Espriella, que surpreendeu analistas ao liderar o primeiro turno, quase perdeu a eleição final, mesmo com apoio internacional. Um Congresso fragmentado e desafios para o futuro A polarização se reflete também no Congresso colombiano, o que representa um desafio adicional para o novo presidente. O Pacto Histórico, partido de Petro, foi o que mais cresceu nas eleições legislativas de março, elegendo 25 senadores e 42 deputados. Esses números, que representam 23% dos assentos na Câmara e 24% no Senado, são expressivos quando comparados com décadas anteriores, quando a representação de partidos de esquerda não ultrapassava 20% do Congresso. Redução da pobreza e reformas parciais Um dos maiores êxitos do governo Petro foi a redução da pobreza, que atingiu 28%, o menor nível histórico do país. Além disso, o presidente conseguiu aprovar uma reforma tributária que aumentou impostos para os mais ricos e uma reforma trabalhista que melhorou pagamentos para trabalhos noturnos, domingos e feriados. No entanto, promessas como a “paz total” com grupos armados e a reforma da saúde ficaram pelo caminho, com o aumento de sequestros e o sistema de saúde em crise persistente, um dos maiores problemas para os colombianos, segundo pesquisas. O caminho à frente para Abelardo de la Espriella O novo presidente, Abelardo de la Espriella, assume o país com propostas ainda mais ousadas, incluindo o retorno da fumigação aérea contra plantações de coca e o fim de negociações com grupos armados. Ele também planeja reduzir o tamanho do Estado, revisando ministérios e órgãos públicos. Para implementar suas medidas, Espriella, que estreia em seu primeiro cargo público, precisará navegar em uma sociedade profundamente dividida e lidar com um Congresso fragmentado, o que exigirá habilidade política e negociação.

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Bancoc: Adolescente mata avós e ataca escola, deixando 7 mortos e 30 feridos em massacre chocante na Tailândia

Chocante massacre em escola tailandesa: Adolescente de 14 anos causa 7 mortes e deixa dezenas feridos após matar avós Um ato de violência brutal abalou a Tailândia nesta sexta-feira, quando um adolescente de apenas 14 anos tirou a vida de seus avós e, em seguida, invadiu uma escola nos arredores de Bancoc, perpetrando um massacre que resultou em pelo menos sete mortes e deixou cerca de 30 pessoas feridas. O incidente, que se configura como o pior ataque do tipo na nação do Sudeste Asiático desde 2022, desencadeou pânico e tristeza, com pais correndo para buscar seus filhos e autoridades expressando profunda consternação. A polícia confirmou que o jovem atirador, um aluno da própria instituição de ensino, utilizou uma arma pertencente ao avô para cometer os crimes. As autoridades revisaram o número de vítimas, estabelecendo em sete o total de mortos: os dois avós, três professores e dois funcionários da escola. Detalhes sombrios do ataque em Nonthaburi O autor do tiroteio, cuja identidade não foi plenamente revelada, agiu com frieza ao assassinar seus avós antes de se dirigir à escola. Segundo informações policiais, ele disparou pelo menos 26 vezes dentro da instituição, e outras 34 munições foram encontradas no local. Nove dos feridos encontram-se em estado grave, recebendo atendimento médico intensivo. Reações e o problema da posse de armas na Tailândia O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul manifestou sua tristeza e incredulidade diante da tragédia. “É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde acontecer em nosso país?”, declarou a jornalistas. A estudante Pawarisa Maylissa relatou ter ouvido os disparos altos e os cartuchos caindo, expressando choque com o fato de um jovem ter acesso a uma arma de fogo. A Tailândia possui uma das maiores taxas de posse de armas de fogo na região, com uma estimativa de cerca de 10 milhões de armas em circulação, uma para cada sete habitantes. Apesar de promessas anteriores de endurecer as leis, ataques com armas de fogo continuam a ocorrer com frequência preocupante. Histórico de violência em escolas tailandesas Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano. Em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. O caso mais trágico ocorreu em 2022, quando um ex-policial matou 24 crianças e 12 adultos em uma creche no norte do país, um dos massacres mais terríveis da história tailandesa. Atendimento às vítimas e o último disparo Socorristas chegaram ao local enquanto o ataque ainda ocorria, atendendo alunos com ferimentos nas costas, peito e braços. Um professor foi encontrado morto em um andar superior, e outra professora ferida em uma sala. O socorrista Kiatikhun Verapongpradith relatou ter sido chamado para atender o atirador após ouvir um último disparo, presumivelmente o de seu suicídio.

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Guerra na Ucrânia: Ataques Russos em Casa Levam Apoio à Invasão ao Menor Nível Histórico na Rússia

Guerra na Ucrânia: Apoio à invasão russa atinge menor patamar desde o início do conflito Os recentes ataques da Ucrânia contra o sistema energético e logístico da Rússia parecem ter impactado significativamente a opinião pública russa. Pela primeira vez desde o início da invasão em 2022, o apoio à guerra lançada por Vladimir Putin atingiu seu menor nível, conforme dados divulgados pelo Centro Levada, o principal instituto de pesquisa independente da Rússia. A pesquisa, realizada entre os dias 21 e 28 de julho, ouviu 1.612 pessoas em 137 cidades russas e aponta que apenas 66% dos entrevistados apoiam as ações militares na Ucrânia. Este número representa uma queda considerável em relação a meses anteriores, quando o apoio chegou a bater em 80%. Esses resultados, divulgados nesta semana, refletem um crescente descontentamento e preocupação entre a população russa, que começa a sentir os efeitos diretos do conflito em seu próprio território, além de problemas econômicos e logísticos crescentes. Os dados são do Centro Levada, que sofre sanções do Kremlin. Crescente impacto dos ataques ucranianos em solo russo Desde que o presidente ucraniano Volodimir Zelenski anunciou a intenção de levar a guerra para o território russo, com o uso de mísseis de longo alcance e drones, as imagens de ataques em solo russo tornaram-se mais frequentes. Refinarias de petróleo em chamas, navios atacados no Mar Negro e depósitos de grandes empresas, como o da gigante do comércio online Wildberries, têm sido alvos frequentes. Essa nova fase da guerra trouxe o conflito para mais perto dos russos, gerando um impacto humano e psicológico. Em julho, o número de civis mortos na guerra chegou a 21, o maior desde o início do conflito, com dois russos entre as vítimas, segundo informações divulgadas sobre a guerra. Crise de combustível e preocupações econômicas dominam o debate As consequências da guerra também se manifestam na economia russa, com destaque para a crise de combustível. Filas em postos de gasolina e o aumento expressivo nos preços se tornaram comuns em cidades como Moscou. O litro da gasolina AI-95, por exemplo, saltou de 70 rublos para quase 95 rublos em algumas redes privadas em junho. Embora o governo tenha implementado medidas para estabilizar os preços, a escassez ainda é uma realidade. Segundo a pesquisa do Levada, 13% dos russos citaram a crise do combustível como a principal questão dos últimos meses. Esse tema só perde para os próprios ataques, mencionados por 17% dos entrevistados. Aprovação de Putin e percepção sobre o sucesso da guerra em queda A crise atual também arranhou a imagem do presidente Vladimir Putin, embora seu sistema de poder permaneça estável. A aprovação do presidente, que já foi de 80% a 90%, caiu para 74% em julho. Essa marca, embora ainda alta em comparação internacional, representa uma queda significativa. Além disso, a percepção sobre o sucesso da guerra também diminuiu. Apenas 50% dos russos acreditam que a operação militar está sendo bem-sucedida, um índice 19 pontos menor que o registrado há um ano. Em contrapartida, 28%

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Autora pacifista: OTAN deveria ter acabado em 1991, e hoje caminha para o esgotamento

Medea Benjamin, voz do pacifismo, analisa o fim da URSS e o papel da OTAN no cenário global atual. Mais de três décadas após o fim da União Soviética, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) continua ativa, mas, segundo a escritora pacifista americana Medea Benjamin, a aliança militar já perdeu sua razão de existir. Benjamin defende que a OTAN deveria ter sido dissolvida em 1991, com o fim da URSS, mas, ao contrário, seguiu um caminho que, em sua visão, a leva a um processo de esgotamento. Benjamin, renomada ativista e autora de diversos livros sobre política externa e conflitos globais, é cofundadora da organização pacifista e feminista CodePink. Sua trajetória é marcada por críticas contundentes às intervenções militares promovidas pelos Estados Unidos. Ela estará no Brasil para participar da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) e lançar seus livros “Otan: O Que Você Precisa Saber” e “Por Dentro do Irã: A Verdadeira História Política da República Islâmica”. Em entrevista recente, Benjamin detalhou sua visão sobre o cenário internacional, com um foco especial na crítica ao militarismo em ascensão, que tem dominado a agenda do governo republicano de Donald Trump. A autora aponta para a complexidade das relações internacionais e a necessidade de repensar o papel das alianças militares em um mundo em constante transformação. O Irã em face da pressão americana Sobre a situação atual do Irã, Benjamin observa que o regime se encontra fortalecido por conta do recente conflito. Ela explica que muitos iranianos, que antes eram opositores do governo, agora sentem a necessidade de se unir diante da ameaça do governo Trump, que chegou a falar em “varrê-los do mapa”. A escritora critica a postura de certos grupos, especialmente na diáspora iraniana, que apoiam o retorno do xá e chegam a sugerir que o povo iraniano deseja bombardeios. “Como é possível dizer que as pessoas querem ser bombardeadas,”, questiona Benjamin, ressaltando que os ataques, ao invés de derrubar o governo, tornam a vida da população mais difícil, apesar de os iranianos estarem preparados para um conflito prolongado. Benjamin acredita que Trump interpretou mal o poder do regime iraniano internamente. Ela sugere que o presidente americano agiu de forma impulsiva, possivelmente influenciado por conselheiros como Benjamin Netanyahu, e ignorou informações de agências de inteligência que alertavam sobre a inviabilidade de tal ação. Essa postura coloca Trump em uma situação difícil, buscando reverter os efeitos de sua decisão. A OTAN em declínio e o futuro da segurança global A autora pacifista expressa dúvidas sobre o futuro da OTAN. Ela aponta que, embora Trump pressione os membros a aumentar os gastos militares, a população europeia enfrenta dificuldades para manter serviços essenciais como a saúde. Há uma resistência crescente a esse aumento de despesas militares, em parte alimentada por uma campanha de propaganda que busca incutir medo de uma possível agressão russa a outros países europeus, o que Benjamin considera “ridículo”. Benjamin reitera sua posição de que a OTAN deveria ter se dissolvido em 1991. Na sua visão,

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Tragédia na Tailândia: Número de mortos em tiroteio escolar sobe para 9 após menina de 12 anos não resistir

Tragédia na Tailândia: Número de mortos em tiroteio escolar sobe para 9 após menina de 12 anos não resistir Um novo óbito foi confirmado neste sábado (8) em decorrência do chocante tiroteio ocorrido em uma escola nos arredores de Bangkok, na Tailândia. Uma menina de apenas 12 anos, que estava internada em estado grave após ser atingida pelo atirador, não resistiu aos ferimentos, elevando o número total de vítimas fatais para nove. O ataque, que teve como autor um adolescente de 14 anos, abriu fogo na escola na sexta-feira (7). Antes de cometer o ato na instituição de ensino, o jovem já havia tirado a vida de seus dois avós em casa. Após o massacre na escola, o estudante cometeu suicídio. As autoridades tailandesas informaram que o adolescente disparou pelo menos 26 vezes dentro da escola utilizando uma arma que pertencia ao seu avô. No local, foram encontradas outras 34 munições. Este foi o pior massacre ocorrido no país desde 2022, e conforme informação divulgada pela Reuters, este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano. Ataque em escola na Tailândia choca o país e expõe fragilidade nas leis de armas O terrível incidente aconteceu na região de Nonthaburi, vizinha à capital tailandesa. Na sexta-feira, a polícia já havia divulgado que ao menos 30 pessoas ficaram feridas no ataque, com nove delas em estado grave. A violência em escolas tem sido uma preocupação crescente no país. Posse de armas na Tailândia e o histórico de massacres A Tailândia possui uma das mais altas taxas de posse de armas de fogo na região. Estima-se que cerca de 10 milhões de armas estejam em circulação, o que equivale a uma arma para cada sete habitantes. Apesar de promessas anteriores de endurecer as leis sobre o controle de armas, ataques violentos continuam a ocorrer com frequência preocupante. Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia somente este ano. Em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. Naquela ocasião, o adolescente agressor utilizou a arma de um policial. Relembrando massacres anteriores na Tailândia O ataque deste fim de semana evoca memórias de outros massacres trágicos no país. Em 2022, um ex-policial invadiu uma creche no norte da Tailândia, armado com uma pistola e uma faca, tirando a vida de 24 crianças e 12 adultos. Foi um dos episódios mais sangrentos da história recente da Tailândia.

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Crise Diplomática EUA-Brasil: Senado Americano Confirma Daniel Perez para Embaixada, Mas Governo Lula Adia Aval

Senado dos EUA aprova Daniel Perez como embaixador no Brasil em meio a impasse diplomático com governo Lula O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (7) a nomeação de Daniel Perez para o cargo de embaixador americano no Brasil. A aprovação ocorreu em uma votação apertada, com 51 votos a favor e 47 contra, como parte de um pacote que incluiu outras 73 indicações diplomáticas e governamentais. Perez agora aguarda o agrément, autorização formal do governo brasileiro, para assumir a embaixada, vaga desde janeiro de 2021. A indicação de Perez se tornou o epicentro de uma crise diplomática entre Brasil e EUA. Washington acusa o governo Lula de atrasar deliberadamente a concessão do agrément, enquanto o Brasil argumenta que o pedido rompeu o rito diplomático tradicional ao ser anunciado publicamente antes da autorização. Em resposta ao impasse, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. O Departamento de Estado classificou a medida como recíproca, embora Viotti possa permanecer em solo americano e continuar exercendo suas funções. A decisão gerou críticas de políticos americanos, que a consideraram prejudicial à relação bilateral. Conforme informação divulgada pelo Senado dos EUA, a aprovação de Perez ocorreu horas antes do recesso parlamentar de cinco semanas. A confirmação legislativa nos EUA representa um passo significativo, mas a posse efetiva no Brasil depende da concessão do agrément pelo governo brasileiro, um processo que tem sido marcado por atrasos e tensões. Atraso na Concessão do Agrément e Quebra de Protocolo O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que pretende adiar a análise de novos embaixadores estrangeiros para depois das eleições presidenciais de outubro. Essa postura é vista por Washington como um atraso deliberado e uma forma de obstáculo. A Casa Branca afirma ter oferecido diversas oportunidades para que o Brasil concedesse o agrément a Perez. A justificativa brasileira para a demora na concessão do agrément está ligada ao rompimento do rito diplomático tradicional. Geralmente, o nome de um embaixador é anunciado apenas após a obtenção da autorização do país anfitrião, um processo que costuma ser sigiloso. No caso de Daniel Perez, a administração Trump anunciou a indicação antes de receber o aval brasileiro, o que intensificou as tensões. Retaliação Americana e Críticas Internas A revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti foi classificada pelo Departamento de Estado dos EUA como uma medida de retaliação diante da persistência do impasse. Apesar disso, a diplomata pode continuar em suas funções em Washington, mas precisaria de um novo visto caso deixasse o território americano. Políticos americanos, como a senadora democrata Jeanne Shaheen, criticaram a decisão, considerando-a prejudicial aos interesses dos EUA e à relação bilateral. Shaheen ironizou a medida, afirmando que “nada representa melhor o avanço dos interesses dos EUA do que revogar o visto da principal diplomata de um de nossos parceiros”. Ela lamentou que o governo tenha “desperdiçado a diplomacia em prejuízo dos povos americano e brasileiro”. Posição do Brasil e Futuro de Daniel Perez Apesar das

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Rede Criminosa Recruta Adolescentes na Europa para Assassinatos a Mando: “Violência como Serviço” Atrai Jovens Vulneráveis

Rede Criminosa Transforma Jovens em Assassinos de Aluguel na Europa: “Violência como Serviço” é a Nova Tática Um estudante de 20 anos morto a tiros em Estocolmo, um adolescente norueguês condenado em Londres por planejar um assassinato, e uma rede criminosa que opera com um modelo de “violência como serviço” (VaaS). Esses são os contornos de uma nova e alarmante realidade na Europa, onde gangues recrutam adolescentes para executar crimes violentos, muitas vezes sem que os jovens recebam o pagamento prometido. A Rede Foxtrot, um grupo de crime organizado com suspeitas de ligações com o regime iraniano, é um dos principais exemplos dessa prática. A organização é acusada de orquestrar cerca de 35 assassinatos e diversos ataques contra alvos israelenses na Europa desde 2022. O modus operandi envolve o recrutamento de jovens, muitas vezes em situação de vulnerabilidade, através de táticas inspiradas em videogames. A Europol, agência de polícia da União Europeia, criou uma força-tarefa, a OTF GRIMM, para combater esse fenômeno. Com 11 países europeus envolvidos, a operação busca desmantelar essas redes que exploram a juventude para seus objetivos criminosos, sejam eles ligados a disputas por drogas ou a agendas políticas. Conforme informações divulgadas pela Europol, os adolescentes são atraídos por promessas de dinheiro e instruídos em um sistema “gamificado”. O Recrutamento “Gamificado” e a Vulnerabilidade Juvenil O caso de Johannes Natland, um adolescente norueguês de 18 anos, exemplifica o perigo desse sistema. Natland foi condenado em Londres por planejar um assassinato a mando da Rede Foxtrot. Ele foi recrutado através de redes sociais por um contato com o codinome “UnknownHustler”, que lhe propôs uma quantia considerável em dinheiro para executar um crime na Inglaterra. A oferta, segundo a fonte, era de 270 mil coroas norueguesas, aproximadamente R$ 143 mil. Natland, apesar de ter uma criação confortável, envolveu-se com drogas e desenvolveu psicose, o que o levou a conhecer outros jovens em instituições de reabilitação. Foi nesse ambiente que ele foi exposto ao recrutamento. O contato com “UnknownHustler” o levou a “Generalen”, outro adolescente que, aos 16 anos, já possuía experiência em instituições para menores e passou a recrutar Natland para o assassinato. A instrução de Natland foi conduzida de forma detalhada e metódica, com um membro da Foxtrot, identificado como “Agent 47” (uma referência ao jogo “Hitman”), guiando-o em cada passo. “Agent 47” providenciou a passagem aérea, ajudou com um passaporte de emergência e, via aplicativo de mensagens Signal, transmitiu as instruções. A orientação incluía um mapa e vídeos ensinando como encontrar armas escondidas e um esconderijo de dinheiro, simulando uma dinâmica de videogame. Rede Foxtrot e as Suspeitas Ligações com o Irã A Rede Foxtrot, liderada por Rawa Majid, que fugiu da Suécia e agora reside em Teerã, capital do Irã, é suspeita de ter ligações com o regime iraniano. Diamant Salihu, jornalista investigativo sueco, aponta que o regime pode estar utilizando a rede para atingir “inimigos do governo”, como dissidentes, jornalistas opositores e alvos israelenses. Essas ligações teriam se intensificado após Majid se mudar para o

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Lula acusa Marco Rubio de ser “antilatino-americano” e “bolsonarista” em meio a crise diplomática com EUA

Lula dispara contra Marco Rubio e critica postura “antilatino-americana” do secretário de Estado dos EUA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar duramente o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta sexta-feira (7). Em um evento em São José dos Campos (SP), o petista classificou o secretário de Estado como “antilatino-americano” e o associou ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu enquanto Lula comentava a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, especialmente as tensões com o governo Donald Trump. O presidente brasileiro fez um paralelo com o uso que a administração Trump fez da questão do desmatamento da Amazônia para justificar a imposição de novas tarifas ao Brasil. “Quero tirar uma fotografia para mandar para o Trump”, disse Lula, referindo-se aos dados de queda do desmatamento. Ele complementou, no entanto, que um “cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista, que é o secretário de Estado, Marco Rubio” tem atuado de forma contrária ao diálogo. Marco Rubio: Origem e Histórico Familiar Marco Rubio é filho de pais cubanos que imigraram para os Estados Unidos em 1956, fugindo da crise econômica na ilha. Segundo o republicano, sua família não possuía posses significativas, com seu pai atuando como garçom e sua mãe como caixa de supermercado. O avô de Rubio, por sua vez, deixou Cuba em 1962, fugindo do regime comunista. O próprio Rubio nunca viveu em Cuba, tendo nascido em Miami. Sua família teve seu status imigratório legalizado em 1966 pelo governo Lyndon Johnson, que acolheu imigrantes e dissidentes cubanos após a ascensão de Fidel Castro. Essa origem familiar, segundo Lula, não o impede de ter uma postura hostil. Críticas à Política Externa de Rubio Lula afirmou que Marco Rubio “odeia Cuba, odeia a Colômbia, odeia o Brasil” e que suas ações divergem do que é discutido com o próprio Donald Trump. O presidente brasileiro enfatizou a posição do Brasil de não ter vetos ou preferências específicas por países como China ou França, buscando relações de igualdade com todas as nações. “O que nós não queremos é que o Brasil vire um mero exportador de uma riqueza que não é nossa, é do povo”, declarou Lula, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento nacional e a valorização dos recursos brasileiros. A declaração reforça a tensão diplomática em curso. Crise Diplomática entre Brasil e EUA As relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos atravessam uma crise diplomática sem precedentes recentes. A tensão escalou após Washington revogar o visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Viotti, em resposta à suposta protelação do Brasil em aprovar Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada americana em Brasília. Daniel Perez foi aprovado pelo Senado dos EUA como embaixador nesta sexta-feira (7). Contudo, o anúncio de seu nome ao Legislativo ocorreu antes da concessão do agrément pelo Brasil, um rito diplomático que usualmente precede tal divulgação e é mantido em sigilo. A atitude de Rubio, segundo Lula, estaria influenciando negativamente

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Espriella Toma Posse na Colômbia e Promete ‘Combate Definitivo’ a Grupos Armados; Militares Recebem Garantias Jurídicas

Novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assume o cargo com discurso firme contra o crime organizado e promessa de apoio às forças de segurança. Oposição já articula resistência. Em uma cerimônia de posse incomum, realizada em Cali e não na capital Bogotá, o novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, dirigiu-se diretamente a dezenas de militares. Seu discurso foi marcado por uma ordem clara: o “combate definitivo” contra todos os grupos criminosos e seus membros. Espriella, conhecido por sua postura ultradireitista, assegurou aos militares e policiais que terão “todas as garantias jurídicas” para o cumprimento de seus deveres, buscando evitar perseguições futuras. Essa abordagem contrasta com a de seu antecessor, Gustavo Petro, com quem houve conflitos durante a transição. O novo líder colombiano prometeu “fechar um grande capítulo de resignação” e iniciar um “tempo de recuperação da ordem, da autoridade e da liberdade”. A fala, que buscou restaurar a confiança nas forças de segurança, foi divulgada em um contexto de forte polarização política no país, conforme informado pela fonte do conteúdo. Mudança de Cenário e Mensagem Clara de Autoridade A cerimônia de posse de Espriella ocorreu em um auditório da Universidade Santiago de Cali, uma decisão que quebrou o protocolo de eventos anteriores realizados no Congresso Nacional. A escolha do local, e a presença militar expressiva, sinalizam a prioridade que o novo governo dá à segurança pública. “Militares e policiais da pátria, este governo os protegerá”, declarou Espriella, reforçando seu compromisso com as forças armadas. A decisão de realizar o discurso em um batalhão, mesmo após o ex-presidente Petro ter vetado a ideia de iniciar o mandato em uma instalação militar fora de Bogotá, demonstra a determinação do novo presidente em impor sua agenda. O presidente afirmou que derrotará o “narcoterrorismo” e todas as organizações criminosas que ameaçam a liberdade da Colômbia. Sua campanha centrou-se na promessa de acabar com negociações com grupos armados, construir megaprisionais e retomar a fumigação aérea de plantações de coca. Críticas ao Governo Anterior e Revisão de Acordos de Paz Em seu discurso, Espriella criticou veementemente o governo anterior, afirmando que “o Estado historicamente foi suficientemente nobre, o Estado, sob o regime que terminou, foi suficientemente cúmplice”. Ele prometeu uma abordagem “certeira e contundente contra o crime”, referindo-se a si mesmo com o apelido de “Tigre”. A Jurisdição Especial para a Paz (JEP), criada pelo acordo de paz de 2016 com as Farc, também foi alvo de críticas. Espriella anunciou que pretende “revisar rigorosamente a natureza e o efeito” do órgão, que julga violações de direitos humanos ocorridas durante o conflito colombiano. O novo presidente também abordou a economia, prometendo apresentar provas de corrupção durante o governo Petro e assinar um decreto para congelar gastos públicos. “Temos que pôr a casa em ordem”, declarou, criticando o “crescimento excessivo da despesa” baseado em dívidas. Repercussão Política e oposição Organizada A posse contou com a presença de diversos líderes de direita da América Latina, como os presidentes do Chile, Argentina, Equador e Paraguai. O

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Espanha Restringe Fronteiras com Itália em Resposta à Crise Migratória em Ceuta: Entenda o Conflito Europeu

Espanha impõe controles fronteiriços à Itália em meio à crise migratória, gerando tensão na União Europeia A Espanha anunciou a reintrodução de controles temporários de fronteira para passageiros provenientes da Itália. A medida, que entra em vigor neste sábado (8) e vai até 7 de setembro, é uma resposta direta às ações de Roma diante do fluxo massivo de migrantes para Ceuta, enclave espanhol no norte da África. A decisão espanhola visa conter a pressão migratória irregular persistente, segundo o Ministério do Interior. Passageiros italianos e de outras nacionalidades vindos da Itália poderão ser submetidos a verificações de passaporte, nacionalidade e visto, em um movimento que eleva as tensões diplomáticas entre os dois países membros da União Europeia. Esta retaliação ocorre após a Itália ter implementado suas próprias medidas de controle em pontos de entrada marítimos e aéreos para viajantes da Espanha. O governo italiano, liderado por Giorgia Meloni, afirmou que não pretende suspender essas restrições antes de 15 de agosto, alegando necessidade de proteção à segurança nacional. Crise em Ceuta e o Impacto na Livre Circulação Europeia O estopim para essa escalada de tensões foi a chegada de mais de 70 mil migrantes a Ceuta vindos do Marrocos em 30 de julho. Embora o governo espanhol informe que cerca de 70 mil retornaram ao território marroquino, o incidente gerou forte repercussão e elevou a tensão entre Madri e Roma. A Espanha acusou a Itália de colocar em risco a livre circulação no espaço Schengen, uma das conquistas fundamentais da integração europeia, classificando a decisão italiana como “injusta, contrária aos interesses da UE e discriminatória”. Divergências sobre Imigração Expostas no Cenário Europeu A resposta da Itália, por sua vez, foi justificada como uma medida necessária para a segurança. O governo italiano declarou que só reconsiderará os controles quando houver garantias de que não há riscos de segurança e que migrantes em situação irregular não estão se dirigindo ao território europeu. A Espanha havia previamente ameaçado adotar “medidas proporcionais” caso os controles italianos não fossem suspensos. O episódio de Ceuta evidenciou as profundas divergências entre os países da União Europeia sobre como lidar com a imigração. Enquanto o governo espanhol defende uma abordagem mais aberta, a Itália se alinha a países que pressionam por políticas de fronteira mais rígidas. Vidas Perdidas na Travessia e a Situação dos Menores em Ceuta A chegada massiva a Ceuta resultou em cenas chocantes, com 80 mortes relatadas pelas autoridades espanholas durante as tentativas de travessia da fronteira. O Ministério do Interior do Marrocos informou 11 mortes em seu território, a maioria por afogamento. Organizações não governamentais marroquinas, contudo, indicam um número mais elevado, com até 141 mortes registradas. Entre os migrantes que permanecem em Ceuta, há centenas de menores de 18 anos desacompanhados, que, segundo relatos, enfrentam dificuldades de acesso a necessidades básicas como comida, água e abrigo.

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Petro deixa legado de esquerda consolidada na Colômbia, apesar de agenda de reformas patinar e sucessor não eleito

Petro encerra mandato na Colômbia com esquerda mais forte, mas sem sucessor eleito e reformas adiadas Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, deixa o poder nesta sexta-feira (7), após quatro anos marcados por avanços sociais e um fortalecimento significativo das forças progressistas no país. Apesar de não ter conseguido eleger um sucessor e enfrentar obstáculos na aprovação de suas ambiciosas reformas, Petro encerra seu mandato com a esquerda consolidada, um feito notável em um país com histórico de conflitos e forte aliança com os Estados Unidos. Apesar do resultado, a eleição de seu sucessor, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, evidencia a acentuada polarização política que divide a Colômbia, conforme informações divulgadas pela imprensa colombiana. A ascensão da esquerda em um cenário conservador Enquanto a América do Sul experimentava a chamada “onda rosa” de governos de esquerda nos anos 2000, a Colômbia manteve uma orientação mais conservadora, com Álvaro Uribe no poder. Agora, em contrapartida à “onda azul” de governos de direita que varre a região, a Colômbia viu a ascensão de Petro. Apesar disso, a eleição de Abelardo de la Espriella, que venceu em um segundo turno acirrado, demonstra a profundidade da polarização. Espriella, que surpreendeu analistas ao liderar o primeiro turno, quase perdeu a eleição final, mesmo com apoio internacional. Um Congresso fragmentado e desafios para o futuro A polarização se reflete também no Congresso colombiano, o que representa um desafio adicional para o novo presidente. O Pacto Histórico, partido de Petro, foi o que mais cresceu nas eleições legislativas de março, elegendo 25 senadores e 42 deputados. Esses números, que representam 23% dos assentos na Câmara e 24% no Senado, são expressivos quando comparados com décadas anteriores, quando a representação de partidos de esquerda não ultrapassava 20% do Congresso. Redução da pobreza e reformas parciais Um dos maiores êxitos do governo Petro foi a redução da pobreza, que atingiu 28%, o menor nível histórico do país. Além disso, o presidente conseguiu aprovar uma reforma tributária que aumentou impostos para os mais ricos e uma reforma trabalhista que melhorou pagamentos para trabalhos noturnos, domingos e feriados. No entanto, promessas como a “paz total” com grupos armados e a reforma da saúde ficaram pelo caminho, com o aumento de sequestros e o sistema de saúde em crise persistente, um dos maiores problemas para os colombianos, segundo pesquisas. O caminho à frente para Abelardo de la Espriella O novo presidente, Abelardo de la Espriella, assume o país com propostas ainda mais ousadas, incluindo o retorno da fumigação aérea contra plantações de coca e o fim de negociações com grupos armados. Ele também planeja reduzir o tamanho do Estado, revisando ministérios e órgãos públicos. Para implementar suas medidas, Espriella, que estreia em seu primeiro cargo público, precisará navegar em uma sociedade profundamente dividida e lidar com um Congresso fragmentado, o que exigirá habilidade política e negociação.

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Bancoc: Adolescente mata avós e ataca escola, deixando 7 mortos e 30 feridos em massacre chocante na Tailândia

Chocante massacre em escola tailandesa: Adolescente de 14 anos causa 7 mortes e deixa dezenas feridos após matar avós Um ato de violência brutal abalou a Tailândia nesta sexta-feira, quando um adolescente de apenas 14 anos tirou a vida de seus avós e, em seguida, invadiu uma escola nos arredores de Bancoc, perpetrando um massacre que resultou em pelo menos sete mortes e deixou cerca de 30 pessoas feridas. O incidente, que se configura como o pior ataque do tipo na nação do Sudeste Asiático desde 2022, desencadeou pânico e tristeza, com pais correndo para buscar seus filhos e autoridades expressando profunda consternação. A polícia confirmou que o jovem atirador, um aluno da própria instituição de ensino, utilizou uma arma pertencente ao avô para cometer os crimes. As autoridades revisaram o número de vítimas, estabelecendo em sete o total de mortos: os dois avós, três professores e dois funcionários da escola. Detalhes sombrios do ataque em Nonthaburi O autor do tiroteio, cuja identidade não foi plenamente revelada, agiu com frieza ao assassinar seus avós antes de se dirigir à escola. Segundo informações policiais, ele disparou pelo menos 26 vezes dentro da instituição, e outras 34 munições foram encontradas no local. Nove dos feridos encontram-se em estado grave, recebendo atendimento médico intensivo. Reações e o problema da posse de armas na Tailândia O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul manifestou sua tristeza e incredulidade diante da tragédia. “É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde acontecer em nosso país?”, declarou a jornalistas. A estudante Pawarisa Maylissa relatou ter ouvido os disparos altos e os cartuchos caindo, expressando choque com o fato de um jovem ter acesso a uma arma de fogo. A Tailândia possui uma das maiores taxas de posse de armas de fogo na região, com uma estimativa de cerca de 10 milhões de armas em circulação, uma para cada sete habitantes. Apesar de promessas anteriores de endurecer as leis, ataques com armas de fogo continuam a ocorrer com frequência preocupante. Histórico de violência em escolas tailandesas Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano. Em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. O caso mais trágico ocorreu em 2022, quando um ex-policial matou 24 crianças e 12 adultos em uma creche no norte do país, um dos massacres mais terríveis da história tailandesa. Atendimento às vítimas e o último disparo Socorristas chegaram ao local enquanto o ataque ainda ocorria, atendendo alunos com ferimentos nas costas, peito e braços. Um professor foi encontrado morto em um andar superior, e outra professora ferida em uma sala. O socorrista Kiatikhun Verapongpradith relatou ter sido chamado para atender o atirador após ouvir um último disparo, presumivelmente o de seu suicídio.

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Guerra na Ucrânia: Ataques Russos em Casa Levam Apoio à Invasão ao Menor Nível Histórico na Rússia

Guerra na Ucrânia: Apoio à invasão russa atinge menor patamar desde o início do conflito Os recentes ataques da Ucrânia contra o sistema energético e logístico da Rússia parecem ter impactado significativamente a opinião pública russa. Pela primeira vez desde o início da invasão em 2022, o apoio à guerra lançada por Vladimir Putin atingiu seu menor nível, conforme dados divulgados pelo Centro Levada, o principal instituto de pesquisa independente da Rússia. A pesquisa, realizada entre os dias 21 e 28 de julho, ouviu 1.612 pessoas em 137 cidades russas e aponta que apenas 66% dos entrevistados apoiam as ações militares na Ucrânia. Este número representa uma queda considerável em relação a meses anteriores, quando o apoio chegou a bater em 80%. Esses resultados, divulgados nesta semana, refletem um crescente descontentamento e preocupação entre a população russa, que começa a sentir os efeitos diretos do conflito em seu próprio território, além de problemas econômicos e logísticos crescentes. Os dados são do Centro Levada, que sofre sanções do Kremlin. Crescente impacto dos ataques ucranianos em solo russo Desde que o presidente ucraniano Volodimir Zelenski anunciou a intenção de levar a guerra para o território russo, com o uso de mísseis de longo alcance e drones, as imagens de ataques em solo russo tornaram-se mais frequentes. Refinarias de petróleo em chamas, navios atacados no Mar Negro e depósitos de grandes empresas, como o da gigante do comércio online Wildberries, têm sido alvos frequentes. Essa nova fase da guerra trouxe o conflito para mais perto dos russos, gerando um impacto humano e psicológico. Em julho, o número de civis mortos na guerra chegou a 21, o maior desde o início do conflito, com dois russos entre as vítimas, segundo informações divulgadas sobre a guerra. Crise de combustível e preocupações econômicas dominam o debate As consequências da guerra também se manifestam na economia russa, com destaque para a crise de combustível. Filas em postos de gasolina e o aumento expressivo nos preços se tornaram comuns em cidades como Moscou. O litro da gasolina AI-95, por exemplo, saltou de 70 rublos para quase 95 rublos em algumas redes privadas em junho. Embora o governo tenha implementado medidas para estabilizar os preços, a escassez ainda é uma realidade. Segundo a pesquisa do Levada, 13% dos russos citaram a crise do combustível como a principal questão dos últimos meses. Esse tema só perde para os próprios ataques, mencionados por 17% dos entrevistados. Aprovação de Putin e percepção sobre o sucesso da guerra em queda A crise atual também arranhou a imagem do presidente Vladimir Putin, embora seu sistema de poder permaneça estável. A aprovação do presidente, que já foi de 80% a 90%, caiu para 74% em julho. Essa marca, embora ainda alta em comparação internacional, representa uma queda significativa. Além disso, a percepção sobre o sucesso da guerra também diminuiu. Apenas 50% dos russos acreditam que a operação militar está sendo bem-sucedida, um índice 19 pontos menor que o registrado há um ano. Em contrapartida, 28%

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Autora pacifista: OTAN deveria ter acabado em 1991, e hoje caminha para o esgotamento

Medea Benjamin, voz do pacifismo, analisa o fim da URSS e o papel da OTAN no cenário global atual. Mais de três décadas após o fim da União Soviética, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) continua ativa, mas, segundo a escritora pacifista americana Medea Benjamin, a aliança militar já perdeu sua razão de existir. Benjamin defende que a OTAN deveria ter sido dissolvida em 1991, com o fim da URSS, mas, ao contrário, seguiu um caminho que, em sua visão, a leva a um processo de esgotamento. Benjamin, renomada ativista e autora de diversos livros sobre política externa e conflitos globais, é cofundadora da organização pacifista e feminista CodePink. Sua trajetória é marcada por críticas contundentes às intervenções militares promovidas pelos Estados Unidos. Ela estará no Brasil para participar da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) e lançar seus livros “Otan: O Que Você Precisa Saber” e “Por Dentro do Irã: A Verdadeira História Política da República Islâmica”. Em entrevista recente, Benjamin detalhou sua visão sobre o cenário internacional, com um foco especial na crítica ao militarismo em ascensão, que tem dominado a agenda do governo republicano de Donald Trump. A autora aponta para a complexidade das relações internacionais e a necessidade de repensar o papel das alianças militares em um mundo em constante transformação. O Irã em face da pressão americana Sobre a situação atual do Irã, Benjamin observa que o regime se encontra fortalecido por conta do recente conflito. Ela explica que muitos iranianos, que antes eram opositores do governo, agora sentem a necessidade de se unir diante da ameaça do governo Trump, que chegou a falar em “varrê-los do mapa”. A escritora critica a postura de certos grupos, especialmente na diáspora iraniana, que apoiam o retorno do xá e chegam a sugerir que o povo iraniano deseja bombardeios. “Como é possível dizer que as pessoas querem ser bombardeadas,”, questiona Benjamin, ressaltando que os ataques, ao invés de derrubar o governo, tornam a vida da população mais difícil, apesar de os iranianos estarem preparados para um conflito prolongado. Benjamin acredita que Trump interpretou mal o poder do regime iraniano internamente. Ela sugere que o presidente americano agiu de forma impulsiva, possivelmente influenciado por conselheiros como Benjamin Netanyahu, e ignorou informações de agências de inteligência que alertavam sobre a inviabilidade de tal ação. Essa postura coloca Trump em uma situação difícil, buscando reverter os efeitos de sua decisão. A OTAN em declínio e o futuro da segurança global A autora pacifista expressa dúvidas sobre o futuro da OTAN. Ela aponta que, embora Trump pressione os membros a aumentar os gastos militares, a população europeia enfrenta dificuldades para manter serviços essenciais como a saúde. Há uma resistência crescente a esse aumento de despesas militares, em parte alimentada por uma campanha de propaganda que busca incutir medo de uma possível agressão russa a outros países europeus, o que Benjamin considera “ridículo”. Benjamin reitera sua posição de que a OTAN deveria ter se dissolvido em 1991. Na sua visão,

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