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Principais Matérias

Família Cruzou Minas Terrestres e Mar Revolto em Fuga Dramática da Coreia do Norte para a Liberdade

Família Enfrenta Minas Terrestres e Mar Revolto para Fugir da Coreia do Norte Uma família norte-coreana viveu momentos de puro terror ao escapar de seu país em um pequeno barco de madeira, enfrentando um mar revolto e a ameaça iminente de minas terrestres. A fuga, ocorrida há três anos, em meio a uma noite tempestuosa, revelou a coragem e o desespero de nove pessoas, incluindo duas crianças pequenas e uma mulher grávida de seis meses, que arriscaram tudo em busca de liberdade. Após conseguirem evadir um navio de patrulha norte-coreano, a embarcação adentrou águas sul-coreanas, onde foi interceptada por um navio de guerra. A tensão aumentou com a mira de atiradores de elite sobre os adultos, que gritaram por ajuda, declarando sua deserção. A aparição das crianças foi o que aliviou a situação, demonstrando que eram civis. A família, liderada pelos irmãos Kim Il-hyeok e Yi-hyeok, composta também por suas mães, esposas e filhos, conseguiu escapar em 2023, um feito notável após o lockdown rigoroso imposto por Kim Jong-un durante a pandemia de Covid-19. Sua jornada oferece um vislumbre raro de uma nação isolada, como descreveu Yu-mi, esposa de Yi-hyeok: “Naquela noite, cruzamos de um mar de escuridão para um mar de liberdade.” Origens de um Sonho de Liberdade Os irmãos Kim Il-hyeok e Yi-hyeok são originários de Pyoksong, no sudoeste da Coreia do Norte. As dificuldades enfrentadas durante a fome dos anos 1990, com relatos sombrios de seu pai, um oficial de segurança ferroviária, sobre corpos de crianças congeladas, abalaram a fé da família no regime. O pai, desiludido, apontou um dia para as luzes do outro lado da fronteira sul-coreana, dizendo: “É para lá que devemos ir. Para viver e andar de cabeça erguida.” Yu-mi, vivendo na cidade costeira de Kangryong, via os aviões decolando do Aeroporto Internacional de Incheon, um símbolo inalcançável de um mundo exterior restrito. Ela descreveu seu país como “uma prisão sem grades”, onde viagens eram proibidas e a internet inacessível. Planejamento e Desilusão no Norte A ideia de desertar era arriscada, mas o pai dos irmãos utilizou suas conexões para transferir Yi-hyeok para Kangryong. Lá, ele aprendeu navegação, mapeou postos de guarda e cultivou contatos, tornando-se mergulhador. Enquanto isso, Il-hyeok navegava na economia paralela, subornando autoridades e lucrando com a venda de bens como arroz roubado. Ambos se tornaram desiludidos com o sistema que tentavam manipular. A morte inesperada do pai em 2014 pareceu enterrar o sonho sul-coreano. Yi-hyeok casou-se com Yu-mi em 2017, constituindo família e ingressando em uma empresa de pesca militar. Apesar das sanções da ONU, compradores chineses atuavam abertamente, permitindo que Yi-hyeok ganhasse bem. O Impacto da Pandemia e a Fuga Arriscada A pandemia de Covid-19 impôs um dos lockdowns mais severos do mundo, fechando o acesso ao mar em Kangryong com arame farpado e guardas armados. Os barcos de Yi-hyeok ficaram parados, e suas dívidas aumentaram. Enquanto as autoridades alegavam que a Coreia do Sul despejava lixo infectado nas águas, as elites continuavam a pescar e desfrutar de

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Lena Bergstein: Como a Arte e a Literatura se Tornaram um Portal para a Palestina Após Viagens Frustradas

Artista plástica Lena Bergstein transforma frustração de viagens em obra literária sobre a Palestina A renomada artista plástica carioca Lena Bergstein, aos 80 anos, encontrou nas páginas de seu novo livro, “Um Diário em Aberto: Palestina”, a forma de explorar um destino que por anos lhe escapou. Após três tentativas frustradas de visitar Jerusalém, a artista decidiu empreender a jornada por meio da imaginação, da pesquisa e da arte. O livro, divulgado pela Cosac, vai além da ficção tradicional, apresentando-se como um ensaio híbrido. Bergstein entrelaça sua própria trajetória intelectual e pessoal com análises literárias e experimentos visuais, criando uma obra única e multifacetada. O fascínio pela região, que remonta a uma curiosidade quase arqueológica, ganhou novas dimensões durante o período de reclusão. A obra é fruto de um profundo mergulho no universo palestino, impulsionado pela impossibilidade de viajar. Bergstein dedicou-se à leitura e ao estudo, especialmente durante a pandemia, quando o isolamento a permitiu aprofundar sua pesquisa. Conforme divulgado, o livro mescla referências históricas, filosóficas e literárias, oferecendo um olhar sensível e crítico sobre a Palestina. Essa imersão resultou em um trabalho que desafia classificações, convidando o leitor a uma experiência de descoberta. O Fascínio pelos Manuscritos e a Descoberta de Edward Said O interesse de Lena Bergstein pela Palestina nasceu de uma profunda admiração pela história e pelos artefatos da região. “O que eu mais queria era ver os manuscritos do mar Morto”, revela a artista, que em sua carreira explorou por décadas a intrínseca relação entre a palavra e seu suporte material. A vontade de ver como textos antigos foram gravados em diferentes materiais, como papiros, pergaminhos e até folhas de cobre, era um motor para sua investigação artística. Essa trajetória de pesquisa a levou a parcerias significativas, como a colaboração com o filósofo francês Jacques Derrida nos anos 1990. Em 1998, Bergstein ilustrou o texto “Enlouquecer o Subjétil”, obra que inclusive foi premiada com um Jabuti. Após as frustradas tentativas de viajar a Jerusalém, a artista assistiu a um documentário sobre o intelectual palestino Edward Said, um momento que a

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Protestos na Índia: Modi propõe “tribunais rápidos” contra vazamento de provas, mas oposição exige renúncia de ministro

Crise de vazamento de provas na Índia: Jovens exigem justiça e oposição pressiona governo após promessa de “tribunais rápidos”. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta quinta-feira (23) a criação de “tribunais de julgamento rápido” para punir os responsáveis pelo vazamento de provas nacionais. A medida surge em resposta a dias de intensos protestos de jovens e à pressão da oposição, que pede a renúncia do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. No entanto, a proposta de Modi foi prontamente rejeitada por manifestantes e partidos de oposição. Eles insistem na renúncia imediata do ministro como condição para o fim das manifestações e das interrupções nos trabalhos do Parlamento, que já ocorrem pelo quarto dia consecutivo nesta semana. Os protestos representam o maior desafio da juventude ao governo de Modi desde 2014 e ganharam força com o apoio da oposição, que interrompeu a sessão parlamentar. A crise política atinge o terceiro mandato de Modi, iniciado em 2024, e levanta questões sobre o futuro dos jovens indianos. A informação é baseada no conteúdo divulgado pela fonte 1. Oposição e manifestantes rejeitam “tribunais rápidos” e exigem demissão do ministro Em sua primeira declaração pública sobre o escândalo, Modi postou no X (antigo Twitter) que “nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro de nossos jovens!”. Ele declarou que os “tribunais de julgamento acelerado” garantirão punições rápidas e rigorosas aos envolvidos no vazamento de provas, assegurando que aqueles que tentarem prejudicar o futuro dos jovens “não serão poupados”. Os tribunais de julgamento acelerado, que já existem na Índia para crimes como os de natureza sexual contra mulheres e crianças, terrorismo, lavagem de dinheiro e crimes cometidos por legisladores, visam agilizar processos em um sistema judiciário notoriamente sobrecarregado e lento. A intenção é contornar a morosidade que pode levar anos para concluir casos. Vazamentos de provas afetam milhões e geram revolta nacional O autodenominado Cockroach Janta Party (CJP), ou “Partido das Baratas”, tem liderado os protestos, que foram desencadeados pelos vazamentos de provas que afetaram cerca de 2 milhões de estudantes e foram associados a diversos suicídios. O porta-voz do movimento, Ashutosh Ranka, questionou a eficácia da medida de Modi. “Mas, Modi-ji, diga-nos por que os vazamentos de provas estão ocorrendo neste país, para começar?”, indagou Ranka. Ele também expressou ceticismo sobre a resolução de problemas com a criação de tribunais especiais, afirmando que a resposta à pergunta sobre se eles realmente resolveram as questões “você sabe a resposta, e nós também”. O fundador do CJP, Abhijeet Dipke, declarou que os protestos continuarão até que o Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, renuncie. O líder do principal partido de oposição, o Partido do Congresso, Rahul Gandhi, também acusou Modi de ser o maior prejudicador do futuro dos jovens indianos. Parlamento paralisado e confrontos nas ruas marcam a crise Parlamentares da oposição têm interrompido os trabalhos no Parlamento, exibindo cartazes e gritando slogans que exigem a renúncia de Pradhan. Essa paralisação forçou a suspensão repetida das sessões legislativas. Em contrapartida, parlamentares do partido de

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Monções Devastam Índia, Paquistão e Afeganistão: Mais de 82 Mortos em Tragédia Climática

Chuvas de monções provocam cenário de devastação em três países da Ásia, com mais de 80 vítimas fatais. Um cenário desolador se instalou na Índia, Paquistão e Afeganistão devido às intensas chuvas de monções que assolaram a região nesta semana. Autoridades locais confirmam que ao menos 82 pessoas perderam a vida em meio a inundações catastróficas e deslizamentos de terra. A situação mais crítica é observada no estado indiano de Assam, onde as últimas 24 horas registraram 10 novas mortes, elevando o total para 36 vítimas. O governador Himanta Biswa Sarma descreveu a devastação como algo “sem precedentes”, com precipitações que superaram em 436% a média histórica em algumas áreas montanhosas. Esses volumes extremos de chuva desencadearam enchentes em vilarejos que, segundo o governador, nunca haviam presenciado tamanha destruição. Cerca de 900 mil pessoas em mais de 1.800 vilarejos foram diretamente afetadas, com aproximadamente 30 mil deslocados buscando refúgio em quase 150 abrigos temporários. Conforme informação divulgada pelas autoridades locais, os alagamentos foram intensificados pelas chuvas excepcionais que atingiram o estado vizinho de Nagaland entre os dias 18 e 20 de maio, elevando o nível dos rios, incluindo o Brahmaputra, que corta Assam. Resgates em Larga Escala e Apoio Aéreo em Áreas Isoladas As operações de resgate em Assam contam com o trabalho incessante da Força Aérea da Índia, da Força Estadual de Resposta a Desastres e da Força Nacional de Resposta a Desastres. Para alcançar regiões de difícil acesso, equipes utilizam drones de transporte de carga e mais de 50 pequenas embarcações, adaptadas para navegar em águas rasas onde barcos maiores não conseguem operar. Paquistão e Afeganistão Também Sofrem com as Monções A tragédia não se restringe à Índia. No Afeganistão, na província de Nuristão, e no Paquistão, na província de Khyber Pakhtunkhwa, as enchentes causaram pelo menos 46 mortes e deixaram mais de 100 feridos nas últimas 72 horas. A força das águas foi tamanha que arrastou casas e hotéis, deixando um rastro de destruição total, segundo relatos de moradores locais. A vulnerabilidade desses países às mudanças climáticas é um fator agravante. Especialistas alertam que o aumento na frequência e intensidade de eventos extremos, como enchentes e secas, além do derretimento acelerado de geleiras, coloca milhões de pessoas em risco iminente. Monções: Essenciais, mas Perigosas As chuvas de monções, embora vitais para a agricultura e o abastecimento de água na Índia, também são responsáveis por desastres recorrentes entre os meses de junho e agosto. As mudanças climáticas, em conjunto com a urbanização desenfreada, têm intensificado a frequência e a severidade desses fenômenos naturais, tornando a preparação e a resposta a desastres cada vez mais cruciais. Histórico de Tragédias Ligadas às Monções Este não é um evento isolado. Na semana passada, outras 19 mortes foram registradas em enchentes repentinas e deslizamentos de terra causados pelas monções nos estados indianos de Nagaland e na Caxemira administrada pela Índia, reforçando o padrão de perigo associado a este período do ano.

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Trump Impõe Condição Chocante para Acordo Nuclear com Arábia Saudita: Paz com Israel é Essencial!

Trump Vincula Acordo Nuclear Saudita à Paz com Israel e Nega Enriquecimento de Urânio Em um movimento inesperado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo nuclear civil com a Arábia Saudita está condicionado à paz entre o reino árabe e Israel. A afirmação, feita através de sua rede social Truth Social, contradiz informações anteriores sobre o arranjo e adiciona uma nova camada de complexidade às relações diplomáticas na região. A declaração surge um dia após Washington e Riad confirmarem o acordo, que agora precisará passar pela aprovação do Congresso americano. As reações iniciais indicam uma recepção positiva por parte de Israel, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificando a condição como um “salto histórico à frente” para a paz regional. Os termos exatos do acordo e a ciência prévia da Arábia Saudita sobre a exigência de Trump ainda são pontos de interrogação. No entanto, a posição do ex-presidente, que já se manifestou anteriormente sobre a importância dos Acordos de Abraão, sugere uma estratégia clara para expandir a normalização das relações no Oriente Médio. Conforme informação divulgada pelo Truth Social, o acordo nuclear civil “não haverá enriquecimento de material” e é “totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”. O Legado dos Acordos de Abraão e a Geopolítica Regional Os Acordos de Abraão, promovidos por Trump durante seu primeiro mandato, buscaram normalizar as relações entre Israel e diversas nações árabes, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. O objetivo estratégico principal era isolar o Irã, principal potência xiita da região, em contraste com os vizinhos árabes predominantemente sunitas. A expansão desses acordos para incluir a Arábia Saudita era vista como o próximo grande passo. No entanto, as negociações foram impactadas por conflitos recentes, como os ataques do Hamas a Israel e a subsequente ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Historicamente, a Arábia Saudita condicionava qualquer acordo de paz com Israel à criação de um Estado palestino autônomo, um cenário que se tornou mais distante com o atual contexto de guerra e a recusa do governo Netanyahu em avançar nesse sentido. Preocupações com o Enriquecimento de Urânio e a Proliferação Nuclear Uma das principais preocupações levantadas sobre o acordo nuclear com a Arábia Saudita era a possibilidade de permitir o enriquecimento de urânio no reino com tecnologia americana. Essa perspectiva gerou críticas em Israel e em outros países, temendo uma corrida armamentista nuclear no volátil Oriente Médio. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) confirmou estar ciente das discussões e que americanos e sauditas “planejam pedir à agência para que implementem medidas de verificação”. Contudo, Trump negou explicitamente que o acordo permitirá o enriquecimento de urânio. Ele sugeriu que o acordo saudita seguirá o formato dos acordos anteriores, como o assinado com os Emirados Árabes Unidos em 2009, que prevê a importação de urânio enriquecido dos EUA e submissão a inspeções adicionais da AIEA. A possibilidade de que centrífugas usadas para fins civis possam ser adaptadas para a produção de armas

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Embraer e SAAB Fecham Mega Acordo para Produzir Mais 20 Caças Gripen: O Futuro da Defesa Aérea Brasileira em Foco

Embraer e SAAB Expandem Produção do Caça Gripen no Brasil A Embraer anunciou um marco significativo para a indústria de defesa brasileira: a assinatura de um acordo com a sueca SAAB para a potencial fabricação de 20 caças Gripen adicionais. Essa expansão visa fortalecer a capacidade operacional da Força Aérea Brasileira (FAB) e consolidar o país como um polo de produção aeronáutica fora da Suécia. A produção das novas aeronaves Gripen está prevista para ocorrer no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Esta unidade já é o único centro de produção do jato supersônico fora da Suécia, demonstrando a crescente importância da colaboração bilateral entre Brasil e Suécia na área de defesa. “A ampliação desta parceria com a Saab reflete a confiança mútua construída ao longo dos últimos dez anos e reforça o papel estratégico da Embraer no programa Gripen”, afirmou Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. As informações foram divulgadas pela Embraer na terça-feira, 21 de maio. Decisão Estratégica para a FAB A intenção de adquirir mais caças Gripen foi antecipada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante uma visita oficial à Suécia em junho. O novo pedido complementará a frota existente de 36 aeronaves, que representam um dos pilares da modernização da Força Aérea Brasileira. A formalização dessa intenção ocorreu por meio de uma declaração conjunta assinada entre os governos dos dois países, visando aprofundar a cooperação na área de defesa. Cooperação Bilateral e Desenvolvimento Tecnológico Além da possível ampliação da frota de caças Gripen, Brasil e Suécia assinaram um importante memorando de entendimento para aprofundar a cooperação militar bilateral. Uma das iniciativas mais promissoras é a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Este centro será dedicado à operação, manutenção e modernização dos caças Gripen, promovendo a transferência de conhecimento e tecnologia. O desenvolvimento do programa Gripen no Brasil tem uma longa trajetória. Iniciado em 2014, o contrato original previa a aquisição de 36 caças Gripen E/F da Saab, após uma concorrência internacional. O acordo foi fundamental para incluir a indústria nacional na produção das aeronaves e na transferência de tecnologia. Gavião Peixoto, Polo Estratégico da Embraer Desde 2023, a linha de montagem em Gavião Peixoto (SP) tem sido fundamental para a produção dos caças. Em março deste ano, foi apresentado o primeiro Gripen montado no Brasil, um marco para a Embraer e para o programa. Ao todo, 15 aeronaves do contrato original deverão ser produzidas nas instalações da Embraer, reforçando a capacidade industrial brasileira. Este anúncio de expansão ocorre em um contexto de restrições orçamentárias para o Ministério da Defesa, que neste ano teve R$ 4,36 bilhões bloqueados devido a medidas de contenção de despesas do governo federal. A decisão de investir em mais caças Gripen demonstra a prioridade estratégica dada à modernização e à soberania aérea do país.

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Ex-político suíço da ultradireita acusado de estuprar enteada mais de 40 vezes sob sedação; vítimas ameaçadas de deportação

Ultradireitista suíço Patrick Frei é acusado de estuprar enteada sedada mais de 40 vezes; mãe e filha polonesas enfrentam ameaça de deportação Um escândalo abala a Suíça com a denúncia contra Patrick Frei, ex-político local do Partido do Povo Suíço (SVP), acusado de drogar e estuprar sua enteada, então criança, em mais de 40 ocasiões. Os crimes teriam ocorrido sob sedação da vítima, dificultando até mesmo sua memória dos abusos. A mãe da menina, companheira de Frei na época, também teria sido vítima de estupro e outras agressões. As acusações são múltiplas, incluindo tentativa de homicídio e abuso sexual infantil. O caso ganha contornos ainda mais chocantes com a reação das autoridades locais. Em vez de oferecerem o suporte necessário à mãe e à filha, que são cidadãs polonesas, o município de Untersiggenthal e o departamento de imigração de Aargau negaram assistência social integral e ordenaram que deixem o país. A mãe, Iwona L., e a filha, Paula L., agora com 18 anos, relatam sentir-se “vitimizadas duas vezes, duplamente traumatizadas”, tanto pelo agressor quanto pelas autoridades suíças. Patrick Frei, especialista em TI e com 57 anos, ocupava um cargo no parlamento cantonal de Aargau até sua prisão em 2023. Durante sua carreira política, ele frequentemente culpava estrangeiros pela violência contra mulheres e, ironicamente, pouco antes de ser detido, assinou uma petição por medidas mais rigorosas contra pedófilos. O Ministério Público suíço pede prisão perpétua para Frei, que nega grande parte das acusações. Conforme informação divulgada pelo jornal suíço Tages-Anzeiger, as vítimas decidiram tornar seus nomes públicos para encorajar outras vítimas de violência sexual. Acusações graves contra ex-político do SVP A acusação formal contra Patrick Frei demorou quase três anos para ser apresentada, devido à complexidade e à necessidade de análise de um extenso material de imagens e vídeos apreendidos. O Ministério Público detalha que Frei teria sedado a filha de 14 anos de sua então companheira para cometer os estupros, que teriam sido registrados por ele mesmo em vídeos. A lista de crimes imputados a Frei é extensa e inclui múltiplas tentativas de homicídio, estupros, coerção sexual, atentado ao pudor, atos sexuais com crianças, agressões, crimes relacionados a drogas, pornografia e violação de privacidade. As vítimas corriam risco de morte devido à sedação, conforme aponta o Ministério Público. Frei, que atuava como empregador de Iwona L., negociava com ela um contrato de trabalho que, segundo a acusação, poderia ter sido uma farsa para mantê-la na Suíça. A mãe e a filha eram financeiramente dependentes dele, e após sua prisão, continuaram morando na mesma casa, no mesmo quarto onde os abusos ocorreram, o que Paula L. descreveu como “terrível”. Mãe e filha polonesas enfrentam deportação e negam assistência social Após a prisão de Frei, Iwona L. solicitou assistência social ao município de Untersiggenthal, mas o caso foi encaminhado ao departamento de imigração, que suspeitou de fraude no contrato de trabalho. Como resultado, as autoridades decidiram que mãe e filha, cidadãs polonesas, deveriam deixar a Suíça sob ameaça de deportação forçada. O

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MPF Ajuíza Ação Contra Aumento da Mistura de Etanol na Gasolina: Entenda os Riscos e a Controvérsia Técnica

MPF aciona Justiça Federal contra aumento da mistura de etanol na gasolina O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça Federal para suspender a decisão do governo de elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. A ação, movida pela Procuradoria da República em Uberlândia (MG), levanta preocupações sobre a base técnica para essa mudança. A principal alegação do MPF é que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) utilizou estudos já feitos para o aumento anterior, de 27% para 30%, sem considerar as especificidades da nova alteração. Isso gerou uma “relevante controvérsia técnico-científica”, especialmente em relação ao potencial impacto em veículos mais antigos. A Procuradoria busca o reconhecimento judicial de que os estudos que embasaram a elevação para 30% não são suficientes para justificar o novo patamar de 32%. Além disso, pede indenização por dano moral coletivo e que o governo seja obrigado a realizar campanhas informativas sobre as características da nova mistura. A informação foi divulgada pelo órgão nesta quinta-feira (22). Controvérsia sobre a base técnica da nova mistura de etanol De acordo com a petição inicial do MPF, os estudos reaproveitados pelo CNPE dizem respeito ao impacto no desempenho dos veículos, mas não contemplariam as particularidades da nova elevação para 32% de etanol na gasolina. O órgão ressalta a existência de uma “relevante controvérsia técnico-científica” sobre o tema, com especial atenção aos riscos para carros mais antigos. “O Estado brasileiro não pode impor compulsoriamente à coletividade a utilização de combustível com composição diversa daquela existente quando da fabricação de milhões de veículos sem demonstrar, de forma clara, objetiva, transparente e tecnicamente consistente, que a medida foi precedida de estudos suficientemente abrangentes”, afirma o documento. Setor de combustíveis compartilha preocupações do MPF A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) também expressou preocupação com a falta de estudos aprofundados quando a mudança foi anunciada. A entidade argumenta que o consumidor final pode ser prejudicado com o aumento dos custos de manutenção, especialmente para carros leves e motocicletas. A decisão do CNPE de aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32% entra em vigor em 1º de agosto e terá validade inicial de seis meses, podendo ser estendida por até um ano. O Ministério de Minas e Energia justificou a medida pela intenção de reduzir as importações de gasolina e combater a volatilidade dos preços do petróleo. MPF defende estudos abrangentes e transparentes Para o MPF, a alteração compulsória da composição da gasolina não deve se basear apenas em objetivos econômicos. O órgão defende que a medida deve considerar a diversidade da frota nacional e submeter a nova mistura a testes de corrosão, compatibilidade com diferentes materiais e estabilidade da solução resultante. “Em um Estado Democrático de Direito, a demonstração da segurança de política pública com potencial de afetar milhões de consumidores não pode apoiar-se na mera referência genérica à existência de estudos técnicos. Exige-se que tais estudos sejam públicos, metodologicamente auditáveis, cientificamente consistentes, reprodutíveis e suficientemente representativos da

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Houthis Atingem Petroleiros Sauditas no Mar Vermelho Após Bloqueio Naval, Tensão Aumenta no Oriente Médio

Houthis Declararam Bloqueio Naval e Atacaram Petroleiros; Tráfego Marítimo em Alerta Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram nesta quarta-feira (22) a realização de uma operação militar contra dois petroleiros sauditas. Segundo o grupo, as embarcações teriam violado um bloqueio naval previamente imposto por eles. A agência marítima britânica UKMTO confirmou que um navio foi atingido, mas não forneceu detalhes adicionais sobre a extensão do dano. Este incidente ocorre em meio a um alerta emitido pela força naval multinacional que atua na região. Navegantes foram informados sobre a preparação dos houthis para atacar embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, um corredor marítimo vital que liga o sul da região ao oceano Índico. Conforme informações de fontes próximas ao grupo rebelde, os houthis teriam completado os preparativos para atacar navios, incluindo a instalação de mísseis e drones nas proximidades de Bab el-Mandeb. O alerta foi divulgado pelo centro de informações da CMF (Forças Marítimas Combinadas), que representa a maior coalizão naval do mundo. A guerra entre Israel e Hamas, que já incluía ataques houthis a navios, expandiu o escopo de atuação da CMF. As informações são baseadas em um texto divulgado na segunda-feira (20) à noite, quando os aliados do Irã, que controlam o oeste do Iêmen, decretaram o embargo a portos sauditas, abrindo uma nova frente no conflito do Oriente Médio. O alerta só circulou na mídia nesta quarta-feira (22). Missão Naval da UE Alerta Navios Mercantes e Impacto no Tráfego Marítimo A missão naval da União Europeia no Oriente Médio emitiu um alerta nesta quarta-feira (22), recomendando que “navios mercantes ligados a interesses israelenses, americanos ou sauditas devem evitar o trânsito no mar Vermelho e no golfo de Aden até que o nível de ameaça diminua”. A ameaça houthis já provoca mudanças significativas no tráfego marítimo da região. O mar Vermelho é uma rota crucial para exportação de petróleo saudita, representando quase 70% do total devido à interdição no estreito de Hormuz. Desde segunda-feira (20), pelo menos nove petroleiros que navegavam no mar Vermelho optaram por retornar em direção ao canal de Suez, no norte, para contornar a África em direção à Ásia. Essa manobra aumenta o tempo de viagem em quase 50%, resultando em custos adicionais importantes. Outros navios também deram meia-volta sem estarem carregados, evitando ir até portos sauditas como Yanbu. A incerteza paira sobre outros navios que utilizam a rota para transportar diversos tipos de bens, especialmente da China para a Europa. Embora os houthis afirmem que essas embarcações não são alvos, a situação permanece tensa. Queda no Tráfego e Aumento no Preço do Petróleo Após Incidentes Dados do monitor MaritimeTraffic, da consultoria Kpler, indicam uma redução drástica no tráfego em Bab el-Mandeb. O número de navios que passaram pelo estreito caiu de 73 na segunda-feira (20) para 29 na terça-feira (21). O preço do petróleo em contratos futuros subiu mais de 3% nesta quarta-feira (22), flutuando em torno de US$ 94 o barril. Este aumento ocorre após uma queda para quase US$ 70 com a trégua

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Gafisa em Crise: Venda de Hotel em Ipanema e Fashion Mall para Holding Carioca

Gafisa negocia venda de ativos icônicos no Rio de Janeiro em meio a forte crise financeira A construtora Gafisa anunciou a venda de três de seus importantes empreendimentos no Rio de Janeiro, incluindo o tradicional Hotel Praia Ipanema e o Fashion Mall, localizado em São Conrado. A transação ocorre em um momento delicado para a empresa, que enfrenta um cenário de alto endividamento, prejuízos e forte desvalorização de suas ações na Bolsa de Valores, acumulando uma queda de 91,6% apenas neste ano, conforme apuração do Metro Quadrado. O comprador dos ativos é a Glória Participações, uma holding de investidores cariocas que já possui experiência no mercado imobiliário, com foco em hotéis e imóveis comerciais, principalmente em Copacabana e no Centro do Rio. A estratégia da Glória é manter os imóveis em sua carteira para geração de renda, diferentemente de fundos imobiliários. A venda também encerra um período de incertezas sobre esses imóveis, que chegaram a ser alvo de cobranças do ex-prefeito Eduardo Paes no fim do ano passado. A decisão da Gafisa de se desfazer desses ativos estratégicos faz parte de um esforço para reorganizar suas finanças e enfrentar as dificuldades que se acumulam. A empresa tem buscado soluções para reequilibrar seu balanço, e a alienação desses bens representa um passo significativo nesse processo de reestruturação. A operação, divulgada pelo Metro Quadrado, indica a busca por liquidez em um mercado desafiador para o setor. Hotel Praia Ipanema será reativado com foco em luxo O Hotel Praia Ipanema, um dos imóveis vendidos, está localizado em um ponto privilegiado da Avenida Vieira Souto e encontra-se fechado desde 2023. Ele fazia parte do portfólio da Gafisa após a aquisição da incorporadora Bait. A nova proprietária, Glória Participações, tem planos de reativar o hotel, com um reposicionamento voltado para o segmento de luxo. A expectativa é contratar uma bandeira hoteleira renomada para operar o empreendimento, devolvendo vida a um ícone da Zona Sul carioca. Fashion Mall ganhará torres residenciais de alto padrão Já o Fashion Mall, situado em São Conrado, continuará em operação, mas com planos de expansão. A Glória Participações pretende aproveitar o potencial construtivo do imóvel para desenvolver torres residenciais de alto padrão sobre a estrutura atual do shopping. Inaugurado em 1982, o Fashion Mall já foi um centro de compras de destaque, mas busca se reinventar para continuar relevante diante das mudanças nos hábitos de consumo. O Shopping Jardim Guadalupe também seguirá funcionando normalmente, sem planos de novos projetos adicionais por enquanto. Gafisa busca saídas em meio a dificuldades financeiras A venda dos ativos ocorre em um contexto de profunda crise financeira para a Gafisa. A empresa tem enfrentado um alto endividamento, resultados negativos expressivos e batalhas judiciais com credores. A desvalorização acentuada de suas ações na bolsa demonstra a preocupação do mercado com a saúde financeira da incorporadora. A saída de ativos importantes como o Hotel Praia Ipanema e o Fashion Mall é vista como uma tentativa de gerar caixa e aliviar a pressão sobre suas finanças. Glória Participações foca

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Família Cruzou Minas Terrestres e Mar Revolto em Fuga Dramática da Coreia do Norte para a Liberdade

Família Enfrenta Minas Terrestres e Mar Revolto para Fugir da Coreia do Norte Uma família norte-coreana viveu momentos de puro terror ao escapar de seu país em um pequeno barco de madeira, enfrentando um mar revolto e a ameaça iminente de minas terrestres. A fuga, ocorrida há três anos, em meio a uma noite tempestuosa, revelou a coragem e o desespero de nove pessoas, incluindo duas crianças pequenas e uma mulher grávida de seis meses, que arriscaram tudo em busca de liberdade. Após conseguirem evadir um navio de patrulha norte-coreano, a embarcação adentrou águas sul-coreanas, onde foi interceptada por um navio de guerra. A tensão aumentou com a mira de atiradores de elite sobre os adultos, que gritaram por ajuda, declarando sua deserção. A aparição das crianças foi o que aliviou a situação, demonstrando que eram civis. A família, liderada pelos irmãos Kim Il-hyeok e Yi-hyeok, composta também por suas mães, esposas e filhos, conseguiu escapar em 2023, um feito notável após o lockdown rigoroso imposto por Kim Jong-un durante a pandemia de Covid-19. Sua jornada oferece um vislumbre raro de uma nação isolada, como descreveu Yu-mi, esposa de Yi-hyeok: “Naquela noite, cruzamos de um mar de escuridão para um mar de liberdade.” Origens de um Sonho de Liberdade Os irmãos Kim Il-hyeok e Yi-hyeok são originários de Pyoksong, no sudoeste da Coreia do Norte. As dificuldades enfrentadas durante a fome dos anos 1990, com relatos sombrios de seu pai, um oficial de segurança ferroviária, sobre corpos de crianças congeladas, abalaram a fé da família no regime. O pai, desiludido, apontou um dia para as luzes do outro lado da fronteira sul-coreana, dizendo: “É para lá que devemos ir. Para viver e andar de cabeça erguida.” Yu-mi, vivendo na cidade costeira de Kangryong, via os aviões decolando do Aeroporto Internacional de Incheon, um símbolo inalcançável de um mundo exterior restrito. Ela descreveu seu país como “uma prisão sem grades”, onde viagens eram proibidas e a internet inacessível. Planejamento e Desilusão no Norte A ideia de desertar era arriscada, mas o pai dos irmãos utilizou suas conexões para transferir Yi-hyeok para Kangryong. Lá, ele aprendeu navegação, mapeou postos de guarda e cultivou contatos, tornando-se mergulhador. Enquanto isso, Il-hyeok navegava na economia paralela, subornando autoridades e lucrando com a venda de bens como arroz roubado. Ambos se tornaram desiludidos com o sistema que tentavam manipular. A morte inesperada do pai em 2014 pareceu enterrar o sonho sul-coreano. Yi-hyeok casou-se com Yu-mi em 2017, constituindo família e ingressando em uma empresa de pesca militar. Apesar das sanções da ONU, compradores chineses atuavam abertamente, permitindo que Yi-hyeok ganhasse bem. O Impacto da Pandemia e a Fuga Arriscada A pandemia de Covid-19 impôs um dos lockdowns mais severos do mundo, fechando o acesso ao mar em Kangryong com arame farpado e guardas armados. Os barcos de Yi-hyeok ficaram parados, e suas dívidas aumentaram. Enquanto as autoridades alegavam que a Coreia do Sul despejava lixo infectado nas águas, as elites continuavam a pescar e desfrutar de

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Lena Bergstein: Como a Arte e a Literatura se Tornaram um Portal para a Palestina Após Viagens Frustradas

Artista plástica Lena Bergstein transforma frustração de viagens em obra literária sobre a Palestina A renomada artista plástica carioca Lena Bergstein, aos 80 anos, encontrou nas páginas de seu novo livro, “Um Diário em Aberto: Palestina”, a forma de explorar um destino que por anos lhe escapou. Após três tentativas frustradas de visitar Jerusalém, a artista decidiu empreender a jornada por meio da imaginação, da pesquisa e da arte. O livro, divulgado pela Cosac, vai além da ficção tradicional, apresentando-se como um ensaio híbrido. Bergstein entrelaça sua própria trajetória intelectual e pessoal com análises literárias e experimentos visuais, criando uma obra única e multifacetada. O fascínio pela região, que remonta a uma curiosidade quase arqueológica, ganhou novas dimensões durante o período de reclusão. A obra é fruto de um profundo mergulho no universo palestino, impulsionado pela impossibilidade de viajar. Bergstein dedicou-se à leitura e ao estudo, especialmente durante a pandemia, quando o isolamento a permitiu aprofundar sua pesquisa. Conforme divulgado, o livro mescla referências históricas, filosóficas e literárias, oferecendo um olhar sensível e crítico sobre a Palestina. Essa imersão resultou em um trabalho que desafia classificações, convidando o leitor a uma experiência de descoberta. O Fascínio pelos Manuscritos e a Descoberta de Edward Said O interesse de Lena Bergstein pela Palestina nasceu de uma profunda admiração pela história e pelos artefatos da região. “O que eu mais queria era ver os manuscritos do mar Morto”, revela a artista, que em sua carreira explorou por décadas a intrínseca relação entre a palavra e seu suporte material. A vontade de ver como textos antigos foram gravados em diferentes materiais, como papiros, pergaminhos e até folhas de cobre, era um motor para sua investigação artística. Essa trajetória de pesquisa a levou a parcerias significativas, como a colaboração com o filósofo francês Jacques Derrida nos anos 1990. Em 1998, Bergstein ilustrou o texto “Enlouquecer o Subjétil”, obra que inclusive foi premiada com um Jabuti. Após as frustradas tentativas de viajar a Jerusalém, a artista assistiu a um documentário sobre o intelectual palestino Edward Said, um momento que a

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Protestos na Índia: Modi propõe “tribunais rápidos” contra vazamento de provas, mas oposição exige renúncia de ministro

Crise de vazamento de provas na Índia: Jovens exigem justiça e oposição pressiona governo após promessa de “tribunais rápidos”. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anunciou nesta quinta-feira (23) a criação de “tribunais de julgamento rápido” para punir os responsáveis pelo vazamento de provas nacionais. A medida surge em resposta a dias de intensos protestos de jovens e à pressão da oposição, que pede a renúncia do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. No entanto, a proposta de Modi foi prontamente rejeitada por manifestantes e partidos de oposição. Eles insistem na renúncia imediata do ministro como condição para o fim das manifestações e das interrupções nos trabalhos do Parlamento, que já ocorrem pelo quarto dia consecutivo nesta semana. Os protestos representam o maior desafio da juventude ao governo de Modi desde 2014 e ganharam força com o apoio da oposição, que interrompeu a sessão parlamentar. A crise política atinge o terceiro mandato de Modi, iniciado em 2024, e levanta questões sobre o futuro dos jovens indianos. A informação é baseada no conteúdo divulgado pela fonte 1. Oposição e manifestantes rejeitam “tribunais rápidos” e exigem demissão do ministro Em sua primeira declaração pública sobre o escândalo, Modi postou no X (antigo Twitter) que “nada é mais importante do que o bem-estar e o futuro de nossos jovens!”. Ele declarou que os “tribunais de julgamento acelerado” garantirão punições rápidas e rigorosas aos envolvidos no vazamento de provas, assegurando que aqueles que tentarem prejudicar o futuro dos jovens “não serão poupados”. Os tribunais de julgamento acelerado, que já existem na Índia para crimes como os de natureza sexual contra mulheres e crianças, terrorismo, lavagem de dinheiro e crimes cometidos por legisladores, visam agilizar processos em um sistema judiciário notoriamente sobrecarregado e lento. A intenção é contornar a morosidade que pode levar anos para concluir casos. Vazamentos de provas afetam milhões e geram revolta nacional O autodenominado Cockroach Janta Party (CJP), ou “Partido das Baratas”, tem liderado os protestos, que foram desencadeados pelos vazamentos de provas que afetaram cerca de 2 milhões de estudantes e foram associados a diversos suicídios. O porta-voz do movimento, Ashutosh Ranka, questionou a eficácia da medida de Modi. “Mas, Modi-ji, diga-nos por que os vazamentos de provas estão ocorrendo neste país, para começar?”, indagou Ranka. Ele também expressou ceticismo sobre a resolução de problemas com a criação de tribunais especiais, afirmando que a resposta à pergunta sobre se eles realmente resolveram as questões “você sabe a resposta, e nós também”. O fundador do CJP, Abhijeet Dipke, declarou que os protestos continuarão até que o Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, renuncie. O líder do principal partido de oposição, o Partido do Congresso, Rahul Gandhi, também acusou Modi de ser o maior prejudicador do futuro dos jovens indianos. Parlamento paralisado e confrontos nas ruas marcam a crise Parlamentares da oposição têm interrompido os trabalhos no Parlamento, exibindo cartazes e gritando slogans que exigem a renúncia de Pradhan. Essa paralisação forçou a suspensão repetida das sessões legislativas. Em contrapartida, parlamentares do partido de

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Monções Devastam Índia, Paquistão e Afeganistão: Mais de 82 Mortos em Tragédia Climática

Chuvas de monções provocam cenário de devastação em três países da Ásia, com mais de 80 vítimas fatais. Um cenário desolador se instalou na Índia, Paquistão e Afeganistão devido às intensas chuvas de monções que assolaram a região nesta semana. Autoridades locais confirmam que ao menos 82 pessoas perderam a vida em meio a inundações catastróficas e deslizamentos de terra. A situação mais crítica é observada no estado indiano de Assam, onde as últimas 24 horas registraram 10 novas mortes, elevando o total para 36 vítimas. O governador Himanta Biswa Sarma descreveu a devastação como algo “sem precedentes”, com precipitações que superaram em 436% a média histórica em algumas áreas montanhosas. Esses volumes extremos de chuva desencadearam enchentes em vilarejos que, segundo o governador, nunca haviam presenciado tamanha destruição. Cerca de 900 mil pessoas em mais de 1.800 vilarejos foram diretamente afetadas, com aproximadamente 30 mil deslocados buscando refúgio em quase 150 abrigos temporários. Conforme informação divulgada pelas autoridades locais, os alagamentos foram intensificados pelas chuvas excepcionais que atingiram o estado vizinho de Nagaland entre os dias 18 e 20 de maio, elevando o nível dos rios, incluindo o Brahmaputra, que corta Assam. Resgates em Larga Escala e Apoio Aéreo em Áreas Isoladas As operações de resgate em Assam contam com o trabalho incessante da Força Aérea da Índia, da Força Estadual de Resposta a Desastres e da Força Nacional de Resposta a Desastres. Para alcançar regiões de difícil acesso, equipes utilizam drones de transporte de carga e mais de 50 pequenas embarcações, adaptadas para navegar em águas rasas onde barcos maiores não conseguem operar. Paquistão e Afeganistão Também Sofrem com as Monções A tragédia não se restringe à Índia. No Afeganistão, na província de Nuristão, e no Paquistão, na província de Khyber Pakhtunkhwa, as enchentes causaram pelo menos 46 mortes e deixaram mais de 100 feridos nas últimas 72 horas. A força das águas foi tamanha que arrastou casas e hotéis, deixando um rastro de destruição total, segundo relatos de moradores locais. A vulnerabilidade desses países às mudanças climáticas é um fator agravante. Especialistas alertam que o aumento na frequência e intensidade de eventos extremos, como enchentes e secas, além do derretimento acelerado de geleiras, coloca milhões de pessoas em risco iminente. Monções: Essenciais, mas Perigosas As chuvas de monções, embora vitais para a agricultura e o abastecimento de água na Índia, também são responsáveis por desastres recorrentes entre os meses de junho e agosto. As mudanças climáticas, em conjunto com a urbanização desenfreada, têm intensificado a frequência e a severidade desses fenômenos naturais, tornando a preparação e a resposta a desastres cada vez mais cruciais. Histórico de Tragédias Ligadas às Monções Este não é um evento isolado. Na semana passada, outras 19 mortes foram registradas em enchentes repentinas e deslizamentos de terra causados pelas monções nos estados indianos de Nagaland e na Caxemira administrada pela Índia, reforçando o padrão de perigo associado a este período do ano.

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Trump Impõe Condição Chocante para Acordo Nuclear com Arábia Saudita: Paz com Israel é Essencial!

Trump Vincula Acordo Nuclear Saudita à Paz com Israel e Nega Enriquecimento de Urânio Em um movimento inesperado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo nuclear civil com a Arábia Saudita está condicionado à paz entre o reino árabe e Israel. A afirmação, feita através de sua rede social Truth Social, contradiz informações anteriores sobre o arranjo e adiciona uma nova camada de complexidade às relações diplomáticas na região. A declaração surge um dia após Washington e Riad confirmarem o acordo, que agora precisará passar pela aprovação do Congresso americano. As reações iniciais indicam uma recepção positiva por parte de Israel, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificando a condição como um “salto histórico à frente” para a paz regional. Os termos exatos do acordo e a ciência prévia da Arábia Saudita sobre a exigência de Trump ainda são pontos de interrogação. No entanto, a posição do ex-presidente, que já se manifestou anteriormente sobre a importância dos Acordos de Abraão, sugere uma estratégia clara para expandir a normalização das relações no Oriente Médio. Conforme informação divulgada pelo Truth Social, o acordo nuclear civil “não haverá enriquecimento de material” e é “totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”. O Legado dos Acordos de Abraão e a Geopolítica Regional Os Acordos de Abraão, promovidos por Trump durante seu primeiro mandato, buscaram normalizar as relações entre Israel e diversas nações árabes, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. O objetivo estratégico principal era isolar o Irã, principal potência xiita da região, em contraste com os vizinhos árabes predominantemente sunitas. A expansão desses acordos para incluir a Arábia Saudita era vista como o próximo grande passo. No entanto, as negociações foram impactadas por conflitos recentes, como os ataques do Hamas a Israel e a subsequente ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Historicamente, a Arábia Saudita condicionava qualquer acordo de paz com Israel à criação de um Estado palestino autônomo, um cenário que se tornou mais distante com o atual contexto de guerra e a recusa do governo Netanyahu em avançar nesse sentido. Preocupações com o Enriquecimento de Urânio e a Proliferação Nuclear Uma das principais preocupações levantadas sobre o acordo nuclear com a Arábia Saudita era a possibilidade de permitir o enriquecimento de urânio no reino com tecnologia americana. Essa perspectiva gerou críticas em Israel e em outros países, temendo uma corrida armamentista nuclear no volátil Oriente Médio. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) confirmou estar ciente das discussões e que americanos e sauditas “planejam pedir à agência para que implementem medidas de verificação”. Contudo, Trump negou explicitamente que o acordo permitirá o enriquecimento de urânio. Ele sugeriu que o acordo saudita seguirá o formato dos acordos anteriores, como o assinado com os Emirados Árabes Unidos em 2009, que prevê a importação de urânio enriquecido dos EUA e submissão a inspeções adicionais da AIEA. A possibilidade de que centrífugas usadas para fins civis possam ser adaptadas para a produção de armas

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Embraer e SAAB Fecham Mega Acordo para Produzir Mais 20 Caças Gripen: O Futuro da Defesa Aérea Brasileira em Foco

Embraer e SAAB Expandem Produção do Caça Gripen no Brasil A Embraer anunciou um marco significativo para a indústria de defesa brasileira: a assinatura de um acordo com a sueca SAAB para a potencial fabricação de 20 caças Gripen adicionais. Essa expansão visa fortalecer a capacidade operacional da Força Aérea Brasileira (FAB) e consolidar o país como um polo de produção aeronáutica fora da Suécia. A produção das novas aeronaves Gripen está prevista para ocorrer no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Esta unidade já é o único centro de produção do jato supersônico fora da Suécia, demonstrando a crescente importância da colaboração bilateral entre Brasil e Suécia na área de defesa. “A ampliação desta parceria com a Saab reflete a confiança mútua construída ao longo dos últimos dez anos e reforça o papel estratégico da Embraer no programa Gripen”, afirmou Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. As informações foram divulgadas pela Embraer na terça-feira, 21 de maio. Decisão Estratégica para a FAB A intenção de adquirir mais caças Gripen foi antecipada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante uma visita oficial à Suécia em junho. O novo pedido complementará a frota existente de 36 aeronaves, que representam um dos pilares da modernização da Força Aérea Brasileira. A formalização dessa intenção ocorreu por meio de uma declaração conjunta assinada entre os governos dos dois países, visando aprofundar a cooperação na área de defesa. Cooperação Bilateral e Desenvolvimento Tecnológico Além da possível ampliação da frota de caças Gripen, Brasil e Suécia assinaram um importante memorando de entendimento para aprofundar a cooperação militar bilateral. Uma das iniciativas mais promissoras é a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Este centro será dedicado à operação, manutenção e modernização dos caças Gripen, promovendo a transferência de conhecimento e tecnologia. O desenvolvimento do programa Gripen no Brasil tem uma longa trajetória. Iniciado em 2014, o contrato original previa a aquisição de 36 caças Gripen E/F da Saab, após uma concorrência internacional. O acordo foi fundamental para incluir a indústria nacional na produção das aeronaves e na transferência de tecnologia. Gavião Peixoto, Polo Estratégico da Embraer Desde 2023, a linha de montagem em Gavião Peixoto (SP) tem sido fundamental para a produção dos caças. Em março deste ano, foi apresentado o primeiro Gripen montado no Brasil, um marco para a Embraer e para o programa. Ao todo, 15 aeronaves do contrato original deverão ser produzidas nas instalações da Embraer, reforçando a capacidade industrial brasileira. Este anúncio de expansão ocorre em um contexto de restrições orçamentárias para o Ministério da Defesa, que neste ano teve R$ 4,36 bilhões bloqueados devido a medidas de contenção de despesas do governo federal. A decisão de investir em mais caças Gripen demonstra a prioridade estratégica dada à modernização e à soberania aérea do país.

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Ex-político suíço da ultradireita acusado de estuprar enteada mais de 40 vezes sob sedação; vítimas ameaçadas de deportação

Ultradireitista suíço Patrick Frei é acusado de estuprar enteada sedada mais de 40 vezes; mãe e filha polonesas enfrentam ameaça de deportação Um escândalo abala a Suíça com a denúncia contra Patrick Frei, ex-político local do Partido do Povo Suíço (SVP), acusado de drogar e estuprar sua enteada, então criança, em mais de 40 ocasiões. Os crimes teriam ocorrido sob sedação da vítima, dificultando até mesmo sua memória dos abusos. A mãe da menina, companheira de Frei na época, também teria sido vítima de estupro e outras agressões. As acusações são múltiplas, incluindo tentativa de homicídio e abuso sexual infantil. O caso ganha contornos ainda mais chocantes com a reação das autoridades locais. Em vez de oferecerem o suporte necessário à mãe e à filha, que são cidadãs polonesas, o município de Untersiggenthal e o departamento de imigração de Aargau negaram assistência social integral e ordenaram que deixem o país. A mãe, Iwona L., e a filha, Paula L., agora com 18 anos, relatam sentir-se “vitimizadas duas vezes, duplamente traumatizadas”, tanto pelo agressor quanto pelas autoridades suíças. Patrick Frei, especialista em TI e com 57 anos, ocupava um cargo no parlamento cantonal de Aargau até sua prisão em 2023. Durante sua carreira política, ele frequentemente culpava estrangeiros pela violência contra mulheres e, ironicamente, pouco antes de ser detido, assinou uma petição por medidas mais rigorosas contra pedófilos. O Ministério Público suíço pede prisão perpétua para Frei, que nega grande parte das acusações. Conforme informação divulgada pelo jornal suíço Tages-Anzeiger, as vítimas decidiram tornar seus nomes públicos para encorajar outras vítimas de violência sexual. Acusações graves contra ex-político do SVP A acusação formal contra Patrick Frei demorou quase três anos para ser apresentada, devido à complexidade e à necessidade de análise de um extenso material de imagens e vídeos apreendidos. O Ministério Público detalha que Frei teria sedado a filha de 14 anos de sua então companheira para cometer os estupros, que teriam sido registrados por ele mesmo em vídeos. A lista de crimes imputados a Frei é extensa e inclui múltiplas tentativas de homicídio, estupros, coerção sexual, atentado ao pudor, atos sexuais com crianças, agressões, crimes relacionados a drogas, pornografia e violação de privacidade. As vítimas corriam risco de morte devido à sedação, conforme aponta o Ministério Público. Frei, que atuava como empregador de Iwona L., negociava com ela um contrato de trabalho que, segundo a acusação, poderia ter sido uma farsa para mantê-la na Suíça. A mãe e a filha eram financeiramente dependentes dele, e após sua prisão, continuaram morando na mesma casa, no mesmo quarto onde os abusos ocorreram, o que Paula L. descreveu como “terrível”. Mãe e filha polonesas enfrentam deportação e negam assistência social Após a prisão de Frei, Iwona L. solicitou assistência social ao município de Untersiggenthal, mas o caso foi encaminhado ao departamento de imigração, que suspeitou de fraude no contrato de trabalho. Como resultado, as autoridades decidiram que mãe e filha, cidadãs polonesas, deveriam deixar a Suíça sob ameaça de deportação forçada. O

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MPF Ajuíza Ação Contra Aumento da Mistura de Etanol na Gasolina: Entenda os Riscos e a Controvérsia Técnica

MPF aciona Justiça Federal contra aumento da mistura de etanol na gasolina O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça Federal para suspender a decisão do governo de elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. A ação, movida pela Procuradoria da República em Uberlândia (MG), levanta preocupações sobre a base técnica para essa mudança. A principal alegação do MPF é que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) utilizou estudos já feitos para o aumento anterior, de 27% para 30%, sem considerar as especificidades da nova alteração. Isso gerou uma “relevante controvérsia técnico-científica”, especialmente em relação ao potencial impacto em veículos mais antigos. A Procuradoria busca o reconhecimento judicial de que os estudos que embasaram a elevação para 30% não são suficientes para justificar o novo patamar de 32%. Além disso, pede indenização por dano moral coletivo e que o governo seja obrigado a realizar campanhas informativas sobre as características da nova mistura. A informação foi divulgada pelo órgão nesta quinta-feira (22). Controvérsia sobre a base técnica da nova mistura de etanol De acordo com a petição inicial do MPF, os estudos reaproveitados pelo CNPE dizem respeito ao impacto no desempenho dos veículos, mas não contemplariam as particularidades da nova elevação para 32% de etanol na gasolina. O órgão ressalta a existência de uma “relevante controvérsia técnico-científica” sobre o tema, com especial atenção aos riscos para carros mais antigos. “O Estado brasileiro não pode impor compulsoriamente à coletividade a utilização de combustível com composição diversa daquela existente quando da fabricação de milhões de veículos sem demonstrar, de forma clara, objetiva, transparente e tecnicamente consistente, que a medida foi precedida de estudos suficientemente abrangentes”, afirma o documento. Setor de combustíveis compartilha preocupações do MPF A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) também expressou preocupação com a falta de estudos aprofundados quando a mudança foi anunciada. A entidade argumenta que o consumidor final pode ser prejudicado com o aumento dos custos de manutenção, especialmente para carros leves e motocicletas. A decisão do CNPE de aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32% entra em vigor em 1º de agosto e terá validade inicial de seis meses, podendo ser estendida por até um ano. O Ministério de Minas e Energia justificou a medida pela intenção de reduzir as importações de gasolina e combater a volatilidade dos preços do petróleo. MPF defende estudos abrangentes e transparentes Para o MPF, a alteração compulsória da composição da gasolina não deve se basear apenas em objetivos econômicos. O órgão defende que a medida deve considerar a diversidade da frota nacional e submeter a nova mistura a testes de corrosão, compatibilidade com diferentes materiais e estabilidade da solução resultante. “Em um Estado Democrático de Direito, a demonstração da segurança de política pública com potencial de afetar milhões de consumidores não pode apoiar-se na mera referência genérica à existência de estudos técnicos. Exige-se que tais estudos sejam públicos, metodologicamente auditáveis, cientificamente consistentes, reprodutíveis e suficientemente representativos da

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Houthis Atingem Petroleiros Sauditas no Mar Vermelho Após Bloqueio Naval, Tensão Aumenta no Oriente Médio

Houthis Declararam Bloqueio Naval e Atacaram Petroleiros; Tráfego Marítimo em Alerta Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram nesta quarta-feira (22) a realização de uma operação militar contra dois petroleiros sauditas. Segundo o grupo, as embarcações teriam violado um bloqueio naval previamente imposto por eles. A agência marítima britânica UKMTO confirmou que um navio foi atingido, mas não forneceu detalhes adicionais sobre a extensão do dano. Este incidente ocorre em meio a um alerta emitido pela força naval multinacional que atua na região. Navegantes foram informados sobre a preparação dos houthis para atacar embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, um corredor marítimo vital que liga o sul da região ao oceano Índico. Conforme informações de fontes próximas ao grupo rebelde, os houthis teriam completado os preparativos para atacar navios, incluindo a instalação de mísseis e drones nas proximidades de Bab el-Mandeb. O alerta foi divulgado pelo centro de informações da CMF (Forças Marítimas Combinadas), que representa a maior coalizão naval do mundo. A guerra entre Israel e Hamas, que já incluía ataques houthis a navios, expandiu o escopo de atuação da CMF. As informações são baseadas em um texto divulgado na segunda-feira (20) à noite, quando os aliados do Irã, que controlam o oeste do Iêmen, decretaram o embargo a portos sauditas, abrindo uma nova frente no conflito do Oriente Médio. O alerta só circulou na mídia nesta quarta-feira (22). Missão Naval da UE Alerta Navios Mercantes e Impacto no Tráfego Marítimo A missão naval da União Europeia no Oriente Médio emitiu um alerta nesta quarta-feira (22), recomendando que “navios mercantes ligados a interesses israelenses, americanos ou sauditas devem evitar o trânsito no mar Vermelho e no golfo de Aden até que o nível de ameaça diminua”. A ameaça houthis já provoca mudanças significativas no tráfego marítimo da região. O mar Vermelho é uma rota crucial para exportação de petróleo saudita, representando quase 70% do total devido à interdição no estreito de Hormuz. Desde segunda-feira (20), pelo menos nove petroleiros que navegavam no mar Vermelho optaram por retornar em direção ao canal de Suez, no norte, para contornar a África em direção à Ásia. Essa manobra aumenta o tempo de viagem em quase 50%, resultando em custos adicionais importantes. Outros navios também deram meia-volta sem estarem carregados, evitando ir até portos sauditas como Yanbu. A incerteza paira sobre outros navios que utilizam a rota para transportar diversos tipos de bens, especialmente da China para a Europa. Embora os houthis afirmem que essas embarcações não são alvos, a situação permanece tensa. Queda no Tráfego e Aumento no Preço do Petróleo Após Incidentes Dados do monitor MaritimeTraffic, da consultoria Kpler, indicam uma redução drástica no tráfego em Bab el-Mandeb. O número de navios que passaram pelo estreito caiu de 73 na segunda-feira (20) para 29 na terça-feira (21). O preço do petróleo em contratos futuros subiu mais de 3% nesta quarta-feira (22), flutuando em torno de US$ 94 o barril. Este aumento ocorre após uma queda para quase US$ 70 com a trégua

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Gafisa em Crise: Venda de Hotel em Ipanema e Fashion Mall para Holding Carioca

Gafisa negocia venda de ativos icônicos no Rio de Janeiro em meio a forte crise financeira A construtora Gafisa anunciou a venda de três de seus importantes empreendimentos no Rio de Janeiro, incluindo o tradicional Hotel Praia Ipanema e o Fashion Mall, localizado em São Conrado. A transação ocorre em um momento delicado para a empresa, que enfrenta um cenário de alto endividamento, prejuízos e forte desvalorização de suas ações na Bolsa de Valores, acumulando uma queda de 91,6% apenas neste ano, conforme apuração do Metro Quadrado. O comprador dos ativos é a Glória Participações, uma holding de investidores cariocas que já possui experiência no mercado imobiliário, com foco em hotéis e imóveis comerciais, principalmente em Copacabana e no Centro do Rio. A estratégia da Glória é manter os imóveis em sua carteira para geração de renda, diferentemente de fundos imobiliários. A venda também encerra um período de incertezas sobre esses imóveis, que chegaram a ser alvo de cobranças do ex-prefeito Eduardo Paes no fim do ano passado. A decisão da Gafisa de se desfazer desses ativos estratégicos faz parte de um esforço para reorganizar suas finanças e enfrentar as dificuldades que se acumulam. A empresa tem buscado soluções para reequilibrar seu balanço, e a alienação desses bens representa um passo significativo nesse processo de reestruturação. A operação, divulgada pelo Metro Quadrado, indica a busca por liquidez em um mercado desafiador para o setor. Hotel Praia Ipanema será reativado com foco em luxo O Hotel Praia Ipanema, um dos imóveis vendidos, está localizado em um ponto privilegiado da Avenida Vieira Souto e encontra-se fechado desde 2023. Ele fazia parte do portfólio da Gafisa após a aquisição da incorporadora Bait. A nova proprietária, Glória Participações, tem planos de reativar o hotel, com um reposicionamento voltado para o segmento de luxo. A expectativa é contratar uma bandeira hoteleira renomada para operar o empreendimento, devolvendo vida a um ícone da Zona Sul carioca. Fashion Mall ganhará torres residenciais de alto padrão Já o Fashion Mall, situado em São Conrado, continuará em operação, mas com planos de expansão. A Glória Participações pretende aproveitar o potencial construtivo do imóvel para desenvolver torres residenciais de alto padrão sobre a estrutura atual do shopping. Inaugurado em 1982, o Fashion Mall já foi um centro de compras de destaque, mas busca se reinventar para continuar relevante diante das mudanças nos hábitos de consumo. O Shopping Jardim Guadalupe também seguirá funcionando normalmente, sem planos de novos projetos adicionais por enquanto. Gafisa busca saídas em meio a dificuldades financeiras A venda dos ativos ocorre em um contexto de profunda crise financeira para a Gafisa. A empresa tem enfrentado um alto endividamento, resultados negativos expressivos e batalhas judiciais com credores. A desvalorização acentuada de suas ações na bolsa demonstra a preocupação do mercado com a saúde financeira da incorporadora. A saída de ativos importantes como o Hotel Praia Ipanema e o Fashion Mall é vista como uma tentativa de gerar caixa e aliviar a pressão sobre suas finanças. Glória Participações foca

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