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Principais Matérias

Trump acena com acordo diplomático para Cuba, mas ameaça militar na região preocupa; entenda o vaivém

Trump sinaliza acordo com Cuba, mas histórico de retórica beligerante gera apreensão O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (26) que acredita ser possível alcançar um acordo com Cuba sem a necessidade de intervenção militar. “Eu diria que Cuba e nós faremos um acordo”, afirmou a jornalistas na Casa Branca, minimizando a possibilidade de recorrer às Forças Armadas. Essa declaração representa mais um capítulo no comportamento volátil de Trump em relação a Havana, alternando entre discursos de endurecimento e indicações de aproximação diplomática. Essa nova postura contrasta com declarações anteriores do presidente. Em março, Trump chegou a afirmar que teria “a honra de tomar Cuba” e que poderia “fazer o que quiser” com a ilha, a qual descreveu como uma “nação falida”. Dois meses depois, em maio, indicou que um acordo diplomático estava próximo, independentemente de mudanças no regime cubano. A recente mudança de tom, negando a necessidade de uso militar, diverge de ameaças feitas na mesma semana. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), Trump havia ameaçado o emprego de força militar na América Latina e no Caribe. O foco principal dessas ameaças eram os cartéis de drogas, comparados pelo presidente ao Estado Islâmico, reforçando a narrativa de combate ao narcoterrorismo. Conforme informação divulgada pelo g1, essa mesma narrativa foi usada para justificar ataques a embarcações que resultaram na morte de mais de 230 pessoas, sem comprovação de que eram realmente criminosas. Cuba na mira da ONU e acusações de “agressão multidimensional” Durante seu discurso na ONU, Trump também mencionou Cuba, destacando que seu Secretário de Estado, Marco Rubio, estaria buscando um acordo com a ilha. O presidente reiterou seus motivos para desejar uma mudança de liderança em Havana, acusando o “regime cubano” de coordenar ações com radicais de esquerda e redes comunistas nos EUA, incluindo laços com o Partido Comunista dos EUA, a Antifa e os Socialistas Democráticos da América. A delegação cubana chegou a deixar a assembleia durante a fala de Trump, com o Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, acusando o presidente americano de propagar mentiras e de ser incapaz de aceitar a soberania de Cuba. Repercussão cubana e comparações com a Venezuela O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, discursou na ONU no mesmo sábado, relembrando as ações dos EUA contra seu país como uma “agressão multidimensional” e um “ato de punição coletiva, um crime também proibido pelo direito internacional humanitário”. Ele enfatizou que a “aspiração do governo dos EUA de impor a paz pela força é irrealizável”, citando também o conflito na Palestina, ataques a embarcações e execuções extrajudiciais no Caribe e Pacífico, além da intervenção na Venezuela e a guerra contra o Irã como exemplos dessa “atrocidade”. A postura de Trump em relação a Cuba pode ser comparada à operação realizada em janeiro contra a Venezuela, onde militares americanos capturaram o ditador Nicolás Maduro. Maduro agora responde a acusações de tráfico de drogas nos EUA, enquanto sua vice, Delcy Rodríguez, lidera o governo venezuelano sob a tutela de

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Seca Severa Atinge 74% de Maharashtra, Estado Mais Rico da Índia, Ameaçando Milhões de Agricultores e Culturas Essenciais

Maharashtra enfrenta seca histórica: 74% do estado mais rico da Índia sob escassez hídrica Uma grave seca assola Maharashtra, o estado economicamente mais próspero da Índia, com três quartos de seu território declarados em estado de escassez hídrica. A situação alarmante, divulgada pelo governo estadual no último sábado, é resultado de um prolongado período de chuvas abaixo do esperado, intensificado por um fenômeno El Niño mais forte que o usual. Este cenário de baixa precipitação não se limita a Maharashtra, que abriga a vibrante metrópole de Mumbai, centro financeiro e comercial do país. O departamento meteorológico nacional prevê que toda a Índia encerrará a temporada anual de monções com um déficit significativo de chuvas, colocando em risco o sustento de milhões de agricultores. O fenômeno climático El Niño, conhecido por sua tendência a causar condições mais secas no sul da Ásia, é apontado como um dos principais responsáveis por esses padrões de chuva anormais. A declaração de seca em Maharashtra, um estado com 130 milhões de habitantes, acende um alerta sobre a vulnerabilidade da agricultura indiana às flutuações climáticas. Conforme informação divulgada pelo governo de Maharashtra e pelo departamento meteorológico nacional, a seca afeta 74% do território e o El Niño intensifica as condições mais secas. Governo de Maharashtra promete apoio integral aos agricultores em crise Diante da gravidade da situação, o ministro-chefe de Maharashtra, Devendra Fadnavis, assegurou que o governo está “firmemente ao lado de nossos irmãos agricultores” durante esta crise. Seu gabinete informou que será realizada uma avaliação detalhada dos danos às lavouras. O objetivo é garantir que agricultores, trabalhadores rurais e famílias do campo recebam a assistência necessária em tempo hábil. A agricultura em Maharashtra é vital, com o estado sendo um grande produtor de algodão, soja, cana-de-açúcar e leguminosas, culturas que dependem diretamente das chuvas das monções. Dependência das monções e o impacto devastador da seca Na Índia, centenas de milhões de pessoas dependem intrinsecamente das monções, que ocorrem entre junho e setembro, para prover as chuvas essenciais para a agricultura e, consequentemente, para a indústria. Muitos agricultores dependem exclusivamente da chuva para irrigar suas terras, tornando-os extremamente vulneráveis à perda de safras. Essa vulnerabilidade pode desencadear crises financeiras severas que afetam famílias inteiras. A importância dessas chuvas para a economia e a vida de milhões de indianos não pode ser subestimada, tornando a atual seca um desafio de proporções nacionais. El Niño e as mudanças climáticas: uma tempestade perfeita para a agricultura O fenômeno El Niño, um padrão climático natural caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, tem a capacidade de alterar significativamente os padrões de ventos e chuvas globalmente. Cientistas alertam que as mudanças climáticas, impulsionadas pela atividade humana, podem estar amplificando os efeitos do El Niño. Ao disponibilizar mais energia e umidade na atmosfera, as mudanças climáticas podem alimentar eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e chuvas torrenciais, aumentando a imprevisibilidade e a severidade dos impactos na agricultura e nas populações que dela dependem. O sul da Índia também sente os efeitos,

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China na ONU: Vice de Xi Jinping critica EUA sem citar Trump após visita tensa a Washington

China na ONU critica EUA sem citar Trump em discurso após visita tensa Após a visita de Estado do líder chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, o vice-líder da China, Han Zheng, fez um pronunciamento na 81ª Assembleia Geral da ONU neste sábado (26) com críticas contundentes a diversas políticas internacionais. Contudo, em um movimento diplomático notável, Han Zheng evitou citar nominalmente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump em seu discurso. O discurso de Han Zheng, que substituiu Xi Jinping no debate da ONU, ocorreu logo após o retorno do líder chinês de uma visita oficial a Washington. A duração da visita, limitada a três dias pela China, foi interpretada pela imprensa asiática como uma mensagem de igualdade de importância entre as duas potências, espelhando a visita de Trump a Xi em maio, que também durou o mesmo período. As críticas abordaram temas como conflitos bélicos, o respeito à soberania de nações no Oriente Médio, a crise em Cuba e a necessidade de apoio ao Sul Global. As declarações, embora indiretas, ecoam tensões recentes entre as duas nações, especialmente em relação a questões como o Irã e o comércio internacional. Essas informações foram divulgadas pela imprensa asiática. Críticas indiretas a políticas americanas em diversas frentes O vice-líder chinês iniciou seu pronunciamento destacando a busca global pela paz, afirmando que “o mundo quer paz, não guerras”. Ele enfatizou a necessidade de superar conflitos para construir uma paz duradoura. Em seguida, abordou a questão da soberania, declarando que “a China considera que a soberania e a segurança dos países do Oriente Médio, incluindo os países do Golfo, devem ser respeitadas”. Essa declaração surge em um contexto de tensões na região, onde os Estados Unidos têm um papel significativo. Durante as negociações em Washington, o presidente Trump alertou Xi Jinping sobre o apoio chinês ao Irã. Relatos indicavam que Pequim estaria fornecendo armamentos ao regime iraniano e auxiliando na evasão de sanções. Xi Jinping teria garantido a Trump que a China não apoiaria o regime iraniano, segundo informações da imprensa asiática. Ucrânia, Cuba e a crítica ao protecionismo comercial Em relação ao conflito na Ucrânia, Han Zheng poupou a Rússia, aliada da China, e não mencionou o país de Vladimir Putin. Ele se limitou a afirmar que Xi Jinping já apresentou os pontos de vista da China sobre o assunto. No entanto, o vice-dirigente chinês direcionou críticas mais diretas aos Estados Unidos ao comentar a crise em Cuba. “A China insta o país em questão [os EUA] a cessar imediatamente o uso da ameaça da força contra Cuba e a suspender imediata e completamente o bloqueio e as sanções”, declarou Han Zheng. Ao contrário de pronunciamentos anteriores, o discurso deste ano na ONU não mencionou Taiwan. Han Zheng apenas relembrou a Resolução 2.758 da ONU de 1971, que reconheceu a República Popular da China como a única representante legítima do país nas Nações Unidas. A questão de Taiwan, que a China considera parte inalienável de seu território, foi um ponto sensível

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Elif Eralp: A “inquilina” turca que assusta a elite de Berlim com promessa de “teto para aluguel” e revoluciona a política alemã

Elif Eralp, a “inquilina” que promete revolucionar Berlim e desafia o establishment alemão com a bandeira do “teto para aluguel”. Berlim está em polvorosa com a ascensão de Elif Eralp, a provável nova prefeita da capital alemã. Sua plataforma, centrada na ideia de “Mietendeckel”, ou “teto para aluguel”, ressoa profundamente com os berlinenses que lutam contra o aumento constante dos custos de moradia. Eralp, advogada e mãe, identifica-se diretamente com o medo dos inquilinos diante da especulação imobiliária. O partido de Eralp, A Esquerda, obteve a maior votação em Berlim no último domingo, um feito notável em um cenário político alemão cada vez mais polarizado. Enquanto a extrema-direita da AfD também registrava ganhos em outras regiões, a mensagem de Eralp sobre moradia acessível conquistou um eleitorado jovem, urbano e progressista. A proposta de Eralp, que visa estatizar mais de 200 mil apartamentos através de um mecanismo jurídico específico chamado “socialização”, tem gerado forte reação do mercado e de opositores políticos. A principal bandeira de sua campanha, a “socialização” de imóveis, é vista por alguns como “expropriação” ou “desapropriação”, termos que Eralp e seu partido refutam, defendendo a figura jurídica alemã que reconhece a função social da propriedade privada mediante indenização. Conforme informação divulgada pelo partido, a iniciativa custaria cerca de € 7 bilhões (R$ 40,9 bilhões), enquanto o mercado estima o valor em € 40 bilhões (R$ 235 bilhões). A crise habitacional como motor da eleição em Berlim A urgência da questão habitacional em Berlim é inegável. Atualmente, 85% dos domicílios na capital são alugados, um índice significativamente maior que em outras grandes cidades como Paris (61%) e São Paulo (29%). Nos últimos nove anos, o preço do metro quadrado disparou 78%, e a cidade necessita de 211 mil novas moradias até 2040 para atender à demanda crescente. A moradia liderou a lista de “problemas urgentes” dos eleitores berlinenses neste ano, sendo citada duas vezes mais que o transporte. Apenas A Esquerda e os Verdes colocaram o tema como prioridade em suas campanhas, com o partido de Eralp, herdeiro do legado socialista da Alemanha Oriental, atraindo um expressivo voto jovem. Eralp conquistou 43% dos eleitores entre 16 e 24 anos e 48% entre 25 e 34 anos, demonstrando um forte apelo entre as novas gerações. Um passado que molda o presente político A trajetória de Elif Eralp é marcada por suas origens. Filha de socialistas que fugiram da Turquia nos anos 80, ela se vê como imigrante, assim como seus pais, segundo a estatística oficial alemã. Sua formação em direito e sua filiação ao partido em 2017, no mesmo dia em que a AfD entrou no Bundestag, moldaram sua visão política. Eralp, que se expressou em turco durante boa parte de sua campanha, agradeceu em seu discurso de vitória a um integrante da Anistia Internacional por ter ajudado sua família. “Fizemos história, amigos”, declarou, ressaltando a importância de suas raízes e de sua identidade para sua atuação política. Controvérsias e desafios na formação do governo A ascensão de Eralp não

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Eleições 2026: Conheça os 3 Candidatos que Disputam o Governo de Goiás e Quem São Seus Vices

Eleições 2026 em Goiás: Tudo sobre os Candidatos ao Governo O estado de Goiás se prepara para um momento crucial em 2026: as eleições para o governo. Com um total de 5.080.755 eleitores aptos a votar, a escolha do próximo chefe do Poder Executivo estadual definirá os rumos da administração pública nos próximos anos. A diversidade do eleitorado goiano se reflete em sua composição: 53% mulheres e 47% homens. Na declaração de cor/raça, a maioria se identifica como parda (59,17%), seguida por brancos (29,95%), pretos (9,71%), amarelos (1,06%) e indígenas (0,12%). As datas importantes já estão marcadas: o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, e caso haja a necessidade de um segundo turno, os eleitores retornarão às urnas em 25 de outubro. Além do governo, serão eleitos presidente, senadores, deputados federais e estaduais. Conheça os Candidatos ao Governo de Goiás A corrida pelo governo de Goiás em 2026 apresenta seis candidaturas, cada uma representando diferentes visões e propostas para o estado. A ordem alfabética, conforme o nome que aparecerá na urna eletrônica, ajuda a conhecer os concorrentes. Um dos nomes na disputa é Daniel Vilela, cujo nome completo é Daniel Elias Carvalho Vilela, concorrendo pela coligação Pra Goiás Seguir Em Frente. Ele busca a preferência do eleitorado com as bandeiras defendidas por seu partido. Outro candidato é Danilo da Silva, com nome completo Danilo Pinheiro Evangelista da Silva, representando o PCO. Sua participação na eleição traz ao debate as propostas de seu partido para o futuro de Goiás. Fechando o grupo de candidatos apresentados nas fontes, temos Luciana Amorim, cujo nome completo é Luciana de Deus Amorim, filiada ao UP. Ela busca conquistar o voto dos goianos com suas propostas de governo. As eleições de 2026 prometem ser um divisor de águas para Goiás, e a escolha dos eleitores definirá o futuro do estado. Acompanhar as campanhas e propostas de cada candidato é fundamental para uma decisão consciente.

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Ex-refém das Farc vira biólogo e lidera expedições de observação de aves com ex-guerrilheiros na Colômbia

Um encontro improvável: biólogo e ex-guerrilheiros unidos pela observação de aves após conflito na Colômbia A Colômbia, marcada por décadas de conflito armado, testemunha um capítulo singular de reconciliação. Diego Calderón-Franco, um biólogo que viveu a dura realidade do sequestro pelas Farc, hoje lidera expedições de observação de aves ao lado de ex-combatentes do grupo. A iniciativa, impulsionada pelo Acordo de Paz, busca transformar a memória do conflito em uma ponte para o entendimento e a preservação ambiental. Em 2004, enquanto realizava uma expedição científica na Serranía del Perijá, Diego foi sequestrado pelas Farc. Passou 88 dias em cativeiro, uma experiência que o marcou profundamente. Contudo, longe de cultivar rancor, o Acordo de Paz, assinado em 2016, abriu um caminho inesperado: o reencontro com alguns de seus algozes, agora como colegas em projetos de ecoturismo. Essa jornada de transformação e esperança é um reflexo do potencial da Colômbia em reescrever sua história, utilizando a riqueza de sua biodiversidade como ferramenta para a cura e a união. Conforme informação divulgada pelo próprio Diego Calderón-Franco, a iniciativa é uma tentativa de apresentar outro ângulo do conflito e, a partir disso, “deixar as pessoas desconfortáveis com respeito e carinho”. Do cativeiro à paixão pela natureza Diego iniciou seus estudos em biologia na Universidade de Antioquia em 2000. Na época, a guerra civil tornava as expedições científicas em áreas rurais um desafio constante. Ele relata que era comum, para jovens estudantes de 18 a 20 anos, serem parados por grupos armados. Cartas da universidade, atestando a natureza acadêmica das viagens, eram o único salvo-conduto. O sequestro ocorreu durante uma expedição planejada para a Serranía del Perijá, uma região rica em biodiversidade e pouco explorada devido ao conflito. A expedição, que contava com botânicos, ictiólogos e ornitólogos, foi interrompida por membros da Frente 41 das Farc. Diego descreve o momento em que os guerrilheiros se identificaram e anunciaram que não poderiam ir embora. Após dias de incerteza, o comandante das Farc decidiu verificar a identidade dos estudantes. A liberação de Diego só aconteceu após 88 dias de cativeiro, um período que ele descreve como uma sensação de regressão à infância, dependendo de outros para necessidades básicas. Apesar da dificuldade, ele buscou manter uma perspectiva estoica, focando na beleza natural ao redor e nas atividades científicas. O Acordo de Paz e o renascimento Com o término dos estudos em 2007, Diego dedicou-se ao turismo e à observação de aves. A assinatura do Acordo de Paz em 2016 despertou nele o desejo de fazer algo concreto pela reconciliação. Ele viu uma oportunidade única em um fundo criado para explorar áreas antes inacessíveis devido ao conflito. Uma dessas áreas era em Antioquia, onde ele participou de uma expedição com cerca de 60 pessoas, incluindo ex-guerrilheiros, estudantes, vítimas e observadores internacionais. Essa experiência foi o ponto de partida para uma série de capacitações e expedições de observação de aves com ex-combatentes. Ele já realizou cerca de dez desses encontros. Em um desses encontros, Diego reencontrou Omar, um dos guerrilheiros

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Eleições 2026: Guia Completo para Votar em até Seis Candidatos e Organizar sua “Cola” para Votação Rápida

Eleições 2026: Saiba como votar em até seis candidatos e a ordem correta na urna eletrônica As Eleições 2026 se aproximam e, com elas, a necessidade de estar bem informado sobre como exercer seu direito ao voto. No primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro, os eleitores terão a oportunidade de escolher seus representantes para diversos cargos. É fundamental conhecer a quantidade de candidatos em que se pode votar e a sequência correta na urna eletrônica para garantir uma votação eficiente e sem erros. Com a possibilidade de votar em até seis nomes diferentes, a organização se torna uma aliada indispensável. A Justiça Eleitoral recomenda uma prática simples, mas eficaz, para evitar imprevistos e contribuir para a fluidez do processo: a elaboração de uma “cola” com os números dos seus candidatos preferidos. Essa medida, aliada ao conhecimento da ordem de votação, pode fazer toda a diferença no dia da eleição. A atenção aos detalhes é crucial, especialmente porque o uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos dentro da cabine de votação é estritamente proibido. O objetivo principal é resguardar o sigilo do voto, um dos pilares da democracia. Portanto, prepare-se com antecedência e siga as orientações para garantir uma experiência de votação tranquila e segura. Conforme informação divulgada pela Justiça Eleitoral, essa organização prévia é essencial para uma votação rápida. Entendendo a Ordem de Votação na Urna Eletrônica A urna eletrônica apresenta uma sequência específica para cada cargo, exigindo um número distinto de dígitos para cada opção. Para a votação de deputado federal, por exemplo, o eleitor deverá digitar quatro dígitos. Já para deputado estadual ou distrital, a sequência aumenta para cinco dígitos. A escolha para o Senado Federal requer a digitação de três dígitos para cada uma das duas vagas em disputa. A votação para os cargos executivos também segue uma lógica clara. Para governador, serão necessários dois dígitos. Da mesma forma, para presidente da República, o eleitor precisará inserir dois dígitos na urna. Dominar essa ordem é o primeiro passo para uma votação ágil e assertiva. A “Cola” como Aliada Essencial do Eleitor Diante da diversidade de cargos e da quantidade de dígitos envolvidos, a Justiça Eleitoral recomenda enfaticamente a elaboração de uma “cola” em papel. Essa prática simples permite que o eleitor anote previamente os números de todos os seus candidatos, facilitando o preenchimento na urna eletrônica e minimizando a possibilidade de erros. A coordenadora de Mídias e Web do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rakell Dimanski, destaca a importância da “cola”: “São seis cargos, muitos dígitos, ou seja, muito para se decorar. Essa demora ou dúvida gera um efeito dominó nas filas. Nosso recado é direto: anote tudo em um papelzinho e leve-o com você, já que o celular não pode entrar na cabine. O lembrete tradicional em papel continua sendo o melhor amigo do eleitor para uma votação rápida.” A proibição do uso de celulares e câmeras dentro da cabine de votação reforça a necessidade da “cola” em papel. Qualquer equipamento eletrônico, mesmo desligado,

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Trump é ‘paciente zero’ da “pandemia de negacionismo eleitoral” global, alerta especialista do IDEA

Secretário-geral do Instituto Internacional para a Democracia e Auxílio Eleitoral (IDEA) detalha como o ex-presidente americano se tornou o epicentro de uma crise democrática mundial. O negacionismo eleitoral, que tem abalado democracias ao redor do globo, encontra seu principal vetor no ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa é a tese central de Kevin Casas-Zamora, secretário-geral do IDEA, que compara o fenômeno a uma “pandemia” com Trump como o “paciente zero”. Um relatório recente do IDEA estabelece uma conexão direta entre a erosão democrática nos EUA, impulsionada por Trump, e o crescimento de movimentos autoritários em outras nações, incluindo o Brasil. A invasão do Capitólio em 2021 e o ataque às instituições democráticas brasileiras em 8 de janeiro de 2023 são apresentados como eventos interligados. Casas-Zamora discute em entrevista exclusiva como a postura de Trump em questionar resultados eleitorais sem provas tem servido de inspiração para atores políticos em diversos países, e aborda a complexa relação entre interferência estrangeira e a saúde democrática, especialmente na América Latina. A análise abrange ainda a situação democrática nos EUA e no Brasil, com dados que indicam uma melhora nos indicadores brasileiros, mas também levantam preocupações sobre o papel do Judiciário. A “pandemia” do negacionismo eleitoral e o papel de Trump Segundo Kevin Casas-Zamora, a “pandemia de negacionismo eleitoral” que assola o mundo democrático há pelo menos cinco anos tem em Donald Trump o seu “paciente zero”. O IDEA observa que o ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, incentivado por Trump, serviu de modelo para eventos posteriores, como a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. “Tudo que acontece nos EUA tem impactos globais”, afirma Casas-Zamora, destacando que os paralelos entre os eventos em Washington e no Brasil são evidentes. A disseminação de dúvidas sobre processos eleitorais confiáveis, sem a apresentação de provas, tornou-se uma tática recorrente de políticos em todo o mundo. Essa estratégia, que enfraquece a confiança nas instituições democráticas, encontra no comportamento de Trump um de seus maiores catalisadores. O relatório do IDEA aponta que a forma de intervenção externa em eleições mudou, tornando-se mais explícita em alguns casos na América Latina. Interferência estrangeira e a integridade eleitoral Casas-Zamora reconhece que a intervenção estrangeira é um “fator deletério” para a justiça eleitoral, assim como o acesso desigual a recursos financeiros por diferentes partidos. Ele ressalta a dificuldade em determinar com exatidão quando a influência externa ou o uso de dinheiro distorcem um pleito a ponto de ele deixar de ser justo e transparente. “A ciência não sabe dizer por que as pessoas votam como votam”, pondera o secretário-geral do IDEA. “Enquanto não houver evidência contundente de que o comportamento eleitoral foi alterado por algum desses fatores, creio que é necessário, no caso de um país como o Brasil, presumir que o processo é suficientemente aberto e transparente para que a eleição seja justa, independentemente do resultado.” Ele cita exemplos de interferência em outros países da América Latina, como Colômbia, Honduras e

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Eleições 2024: TSE Alerta Eleitor para Antecipar Consulta do Local de Votação e Evitar Surpresas no Dia da Eleição

TSE reforça a necessidade de conferência do local de votação antes das eleições A menos de oito dias para o primeiro turno das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faz um alerta importante aos eleitores: **é fundamental conferir o local de votação com antecedência**. Isso porque a sua seção eleitoral pode ter mudado de endereço desde o último pleito, pegando muitos de surpresa no dia da votação. Para os eleitores que vão votar pela primeira vez, a necessidade de se informar é ainda maior. É preciso descobrir onde ficam a zona e a seção eleitorais que constam em seu título de eleitor. Embora para os eleitores mais experientes o endereço de votação costume permanecer o mesmo, a Justiça Eleitoral ressalta que mesmo pequenas alterações podem impactar um grande número de pessoas. Considerando o universo de 158,7 milhões de cidadãos aptos a votar, a atenção a essas mudanças se torna crucial. O TSE, em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), está divulgando as atualizações para garantir que todos possam exercer seu direito ao voto sem contratempos. A informação sobre onde votar está disponível em plataformas digitais, facilitando o acesso a todos os eleitores. Mudanças em Locais de Votação Afetam Milhares de Eleitores O alerta do TSE ganha ainda mais relevância ao considerarmos que diversas regiões do país registraram alterações nos locais de votação. Somente no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, as mudanças afetam pelo menos 670 mil eleitores. Ao todo, 277 locais de votação tiveram seus endereços modificados, sendo que 72 dessas alterações ocorreram por motivos de segurança, visando garantir um processo eleitoral mais tranquilo e seguro para todos. A Justiça Eleitoral de pelo menos 10 estados e do Distrito Federal já anunciou publicamente as alterações em seus respectivos endereços de seções eleitorais. Essa comunicação é essencial para que os cidadãos se mantenham informados e evitem transtornos no dia da eleição. A organização do processo eleitoral envolve uma logística complexa, e a atualização dos locais de votação é uma parte fundamental para o seu sucesso. Como Consultar o Seu Local de Votação Facilmente Para facilitar o acesso à informação, os 27 Tribunais Regionais Eleitorais costumam manter em seus portais oficiais uma lista completa das mudanças. O eleitor deve acessar o site do TRE de seu estado e verificar os avisos sobre o tema. Essa é uma forma direta e confiável de obter os dados atualizados sobre o seu local de votação. Além disso, o TSE disponibilizou desde o dia 1º de setembro uma funcionalidade para consulta direta do endereço do local de votação pelo aplicativo do e-Título. Disponível para sistemas Android e iOS, o aplicativo oferece duas maneiras simples de verificar essa informação. A tecnologia tem sido uma grande aliada para aproximar a Justiça Eleitoral do cidadão. Consulte Seu Local de Votação pelo e-Título ou Portal do TSE A consulta pelo aplicativo e-Título é bastante intuitiva. Na tela inicial, basta clicar na opção “onde votar” para ter acesso ao seu endereço de votação. Para aqueles que preferem utilizar

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Rússia na ONU: Lavrov acusa EUA de sequestro na Venezuela, condena “agressão” no Irã e culpa Europa por sabotar paz na Ucrânia

Lavrov condena ações dos EUA na Venezuela e Irã e acusa Europa de sabotar paz na Ucrânia Em um discurso contundente na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, dirigiu fortes críticas às ações dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. Ao mesmo tempo, o chanceler russo acusou a Europa de minar os esforços de paz na Ucrânia, país que tem sido palco de um conflito prolongado. Lavrov apresentou uma visão de uma Rússia que busca estabilidade global, mas que se vê cercada por ações que considera desestabilizadoras e contrárias ao direito internacional. A fala do ministro russo na ONU ressaltou as tensões geopolíticas atuais e as diferentes narrativas sobre os conflitos em curso. As declarações foram divulgadas neste sábado (26), e refletem a posição oficial de Moscou em relação a diversos temas sensíveis na agenda internacional, apresentando a perspectiva russa sobre eventos recentes e históricos. Conforme informação divulgada pelo g1, Lavrov detalhou as acusações em seu discurso. Acusações contra os EUA na Venezuela e Irã O chefe da diplomacia russa declarou que os Estados Unidos “invadiram a Venezuela e sequestraram seu presidente, Nicolás Maduro, junto da esposa”. Segundo Lavrov, ambos estariam detidos em uma prisão americana sem julgamento, apesar da imunidade garantida a chefes de Estado pela lei internacional. O julgamento de Maduro, acusado pelos EUA de facilitar o tráfico de drogas, está previsto para junho de 2027. Lavrov também condenou o uso da força contra Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, e seus familiares, referindo-se a uma suposta “agressão israelo-americana” que atingiria a infraestrutura civil iraniana, incluindo a nuclear. A Rússia se mostrou disposta a cooperar para “estabilizar” o estreito de Hormuz, que foi bloqueado pelo Irã. Rússia se vê como potência global em ascensão O ministro russo buscou projetar uma imagem de uma Rússia forte, cercada por aliados e parceiros, e não isolada internacionalmente. Lavrov destacou que “os países do sul e do leste global vem, cada vez mais, assumindo sua segurança por conta própria, sempre em respeito ao direito internacional”. Ele citou o Brics e a Organização de Cooperação de Xangai como exemplos de alianças que demonstram essa nova dinâmica global. Lavrov argumentou que o Ocidente, em sua tentativa de conter a Rússia, acabou por criar um regime “russofóbico” em Kiev, o que, segundo ele, prejudicou a segurança europeia. Europa acusada de sabotar a paz na Ucrânia Abordando o conflito na Ucrânia, Lavrov classificou como “ações irresponsáveis” a entrega de armas por aliados de Kiev, que seriam utilizadas contra a Rússia. Ele afirmou que a Europa, ao invés de buscar a paz, “faz de tudo para sabotar conversas de paz” nas quais, segundo ele, o governo Trump teria interesse. Lavrov reiterou a justificativa russa para a invasão, afirmando que a “operação militar especial” foi iniciada “para proteger pessoas” nas regiões anexadas. Ele concluiu declarando que a Rússia lutará até completar seus objetivos, eliminando ameaças à sua segurança e restaurando a paz. Encontro com a Alemanha e tensões persistentes Pouco

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Trump acena com acordo diplomático para Cuba, mas ameaça militar na região preocupa; entenda o vaivém

Trump sinaliza acordo com Cuba, mas histórico de retórica beligerante gera apreensão O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (26) que acredita ser possível alcançar um acordo com Cuba sem a necessidade de intervenção militar. “Eu diria que Cuba e nós faremos um acordo”, afirmou a jornalistas na Casa Branca, minimizando a possibilidade de recorrer às Forças Armadas. Essa declaração representa mais um capítulo no comportamento volátil de Trump em relação a Havana, alternando entre discursos de endurecimento e indicações de aproximação diplomática. Essa nova postura contrasta com declarações anteriores do presidente. Em março, Trump chegou a afirmar que teria “a honra de tomar Cuba” e que poderia “fazer o que quiser” com a ilha, a qual descreveu como uma “nação falida”. Dois meses depois, em maio, indicou que um acordo diplomático estava próximo, independentemente de mudanças no regime cubano. A recente mudança de tom, negando a necessidade de uso militar, diverge de ameaças feitas na mesma semana. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), Trump havia ameaçado o emprego de força militar na América Latina e no Caribe. O foco principal dessas ameaças eram os cartéis de drogas, comparados pelo presidente ao Estado Islâmico, reforçando a narrativa de combate ao narcoterrorismo. Conforme informação divulgada pelo g1, essa mesma narrativa foi usada para justificar ataques a embarcações que resultaram na morte de mais de 230 pessoas, sem comprovação de que eram realmente criminosas. Cuba na mira da ONU e acusações de “agressão multidimensional” Durante seu discurso na ONU, Trump também mencionou Cuba, destacando que seu Secretário de Estado, Marco Rubio, estaria buscando um acordo com a ilha. O presidente reiterou seus motivos para desejar uma mudança de liderança em Havana, acusando o “regime cubano” de coordenar ações com radicais de esquerda e redes comunistas nos EUA, incluindo laços com o Partido Comunista dos EUA, a Antifa e os Socialistas Democráticos da América. A delegação cubana chegou a deixar a assembleia durante a fala de Trump, com o Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, acusando o presidente americano de propagar mentiras e de ser incapaz de aceitar a soberania de Cuba. Repercussão cubana e comparações com a Venezuela O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, discursou na ONU no mesmo sábado, relembrando as ações dos EUA contra seu país como uma “agressão multidimensional” e um “ato de punição coletiva, um crime também proibido pelo direito internacional humanitário”. Ele enfatizou que a “aspiração do governo dos EUA de impor a paz pela força é irrealizável”, citando também o conflito na Palestina, ataques a embarcações e execuções extrajudiciais no Caribe e Pacífico, além da intervenção na Venezuela e a guerra contra o Irã como exemplos dessa “atrocidade”. A postura de Trump em relação a Cuba pode ser comparada à operação realizada em janeiro contra a Venezuela, onde militares americanos capturaram o ditador Nicolás Maduro. Maduro agora responde a acusações de tráfico de drogas nos EUA, enquanto sua vice, Delcy Rodríguez, lidera o governo venezuelano sob a tutela de

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Seca Severa Atinge 74% de Maharashtra, Estado Mais Rico da Índia, Ameaçando Milhões de Agricultores e Culturas Essenciais

Maharashtra enfrenta seca histórica: 74% do estado mais rico da Índia sob escassez hídrica Uma grave seca assola Maharashtra, o estado economicamente mais próspero da Índia, com três quartos de seu território declarados em estado de escassez hídrica. A situação alarmante, divulgada pelo governo estadual no último sábado, é resultado de um prolongado período de chuvas abaixo do esperado, intensificado por um fenômeno El Niño mais forte que o usual. Este cenário de baixa precipitação não se limita a Maharashtra, que abriga a vibrante metrópole de Mumbai, centro financeiro e comercial do país. O departamento meteorológico nacional prevê que toda a Índia encerrará a temporada anual de monções com um déficit significativo de chuvas, colocando em risco o sustento de milhões de agricultores. O fenômeno climático El Niño, conhecido por sua tendência a causar condições mais secas no sul da Ásia, é apontado como um dos principais responsáveis por esses padrões de chuva anormais. A declaração de seca em Maharashtra, um estado com 130 milhões de habitantes, acende um alerta sobre a vulnerabilidade da agricultura indiana às flutuações climáticas. Conforme informação divulgada pelo governo de Maharashtra e pelo departamento meteorológico nacional, a seca afeta 74% do território e o El Niño intensifica as condições mais secas. Governo de Maharashtra promete apoio integral aos agricultores em crise Diante da gravidade da situação, o ministro-chefe de Maharashtra, Devendra Fadnavis, assegurou que o governo está “firmemente ao lado de nossos irmãos agricultores” durante esta crise. Seu gabinete informou que será realizada uma avaliação detalhada dos danos às lavouras. O objetivo é garantir que agricultores, trabalhadores rurais e famílias do campo recebam a assistência necessária em tempo hábil. A agricultura em Maharashtra é vital, com o estado sendo um grande produtor de algodão, soja, cana-de-açúcar e leguminosas, culturas que dependem diretamente das chuvas das monções. Dependência das monções e o impacto devastador da seca Na Índia, centenas de milhões de pessoas dependem intrinsecamente das monções, que ocorrem entre junho e setembro, para prover as chuvas essenciais para a agricultura e, consequentemente, para a indústria. Muitos agricultores dependem exclusivamente da chuva para irrigar suas terras, tornando-os extremamente vulneráveis à perda de safras. Essa vulnerabilidade pode desencadear crises financeiras severas que afetam famílias inteiras. A importância dessas chuvas para a economia e a vida de milhões de indianos não pode ser subestimada, tornando a atual seca um desafio de proporções nacionais. El Niño e as mudanças climáticas: uma tempestade perfeita para a agricultura O fenômeno El Niño, um padrão climático natural caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, tem a capacidade de alterar significativamente os padrões de ventos e chuvas globalmente. Cientistas alertam que as mudanças climáticas, impulsionadas pela atividade humana, podem estar amplificando os efeitos do El Niño. Ao disponibilizar mais energia e umidade na atmosfera, as mudanças climáticas podem alimentar eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e chuvas torrenciais, aumentando a imprevisibilidade e a severidade dos impactos na agricultura e nas populações que dela dependem. O sul da Índia também sente os efeitos,

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China na ONU: Vice de Xi Jinping critica EUA sem citar Trump após visita tensa a Washington

China na ONU critica EUA sem citar Trump em discurso após visita tensa Após a visita de Estado do líder chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, o vice-líder da China, Han Zheng, fez um pronunciamento na 81ª Assembleia Geral da ONU neste sábado (26) com críticas contundentes a diversas políticas internacionais. Contudo, em um movimento diplomático notável, Han Zheng evitou citar nominalmente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump em seu discurso. O discurso de Han Zheng, que substituiu Xi Jinping no debate da ONU, ocorreu logo após o retorno do líder chinês de uma visita oficial a Washington. A duração da visita, limitada a três dias pela China, foi interpretada pela imprensa asiática como uma mensagem de igualdade de importância entre as duas potências, espelhando a visita de Trump a Xi em maio, que também durou o mesmo período. As críticas abordaram temas como conflitos bélicos, o respeito à soberania de nações no Oriente Médio, a crise em Cuba e a necessidade de apoio ao Sul Global. As declarações, embora indiretas, ecoam tensões recentes entre as duas nações, especialmente em relação a questões como o Irã e o comércio internacional. Essas informações foram divulgadas pela imprensa asiática. Críticas indiretas a políticas americanas em diversas frentes O vice-líder chinês iniciou seu pronunciamento destacando a busca global pela paz, afirmando que “o mundo quer paz, não guerras”. Ele enfatizou a necessidade de superar conflitos para construir uma paz duradoura. Em seguida, abordou a questão da soberania, declarando que “a China considera que a soberania e a segurança dos países do Oriente Médio, incluindo os países do Golfo, devem ser respeitadas”. Essa declaração surge em um contexto de tensões na região, onde os Estados Unidos têm um papel significativo. Durante as negociações em Washington, o presidente Trump alertou Xi Jinping sobre o apoio chinês ao Irã. Relatos indicavam que Pequim estaria fornecendo armamentos ao regime iraniano e auxiliando na evasão de sanções. Xi Jinping teria garantido a Trump que a China não apoiaria o regime iraniano, segundo informações da imprensa asiática. Ucrânia, Cuba e a crítica ao protecionismo comercial Em relação ao conflito na Ucrânia, Han Zheng poupou a Rússia, aliada da China, e não mencionou o país de Vladimir Putin. Ele se limitou a afirmar que Xi Jinping já apresentou os pontos de vista da China sobre o assunto. No entanto, o vice-dirigente chinês direcionou críticas mais diretas aos Estados Unidos ao comentar a crise em Cuba. “A China insta o país em questão [os EUA] a cessar imediatamente o uso da ameaça da força contra Cuba e a suspender imediata e completamente o bloqueio e as sanções”, declarou Han Zheng. Ao contrário de pronunciamentos anteriores, o discurso deste ano na ONU não mencionou Taiwan. Han Zheng apenas relembrou a Resolução 2.758 da ONU de 1971, que reconheceu a República Popular da China como a única representante legítima do país nas Nações Unidas. A questão de Taiwan, que a China considera parte inalienável de seu território, foi um ponto sensível

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Elif Eralp: A “inquilina” turca que assusta a elite de Berlim com promessa de “teto para aluguel” e revoluciona a política alemã

Elif Eralp, a “inquilina” que promete revolucionar Berlim e desafia o establishment alemão com a bandeira do “teto para aluguel”. Berlim está em polvorosa com a ascensão de Elif Eralp, a provável nova prefeita da capital alemã. Sua plataforma, centrada na ideia de “Mietendeckel”, ou “teto para aluguel”, ressoa profundamente com os berlinenses que lutam contra o aumento constante dos custos de moradia. Eralp, advogada e mãe, identifica-se diretamente com o medo dos inquilinos diante da especulação imobiliária. O partido de Eralp, A Esquerda, obteve a maior votação em Berlim no último domingo, um feito notável em um cenário político alemão cada vez mais polarizado. Enquanto a extrema-direita da AfD também registrava ganhos em outras regiões, a mensagem de Eralp sobre moradia acessível conquistou um eleitorado jovem, urbano e progressista. A proposta de Eralp, que visa estatizar mais de 200 mil apartamentos através de um mecanismo jurídico específico chamado “socialização”, tem gerado forte reação do mercado e de opositores políticos. A principal bandeira de sua campanha, a “socialização” de imóveis, é vista por alguns como “expropriação” ou “desapropriação”, termos que Eralp e seu partido refutam, defendendo a figura jurídica alemã que reconhece a função social da propriedade privada mediante indenização. Conforme informação divulgada pelo partido, a iniciativa custaria cerca de € 7 bilhões (R$ 40,9 bilhões), enquanto o mercado estima o valor em € 40 bilhões (R$ 235 bilhões). A crise habitacional como motor da eleição em Berlim A urgência da questão habitacional em Berlim é inegável. Atualmente, 85% dos domicílios na capital são alugados, um índice significativamente maior que em outras grandes cidades como Paris (61%) e São Paulo (29%). Nos últimos nove anos, o preço do metro quadrado disparou 78%, e a cidade necessita de 211 mil novas moradias até 2040 para atender à demanda crescente. A moradia liderou a lista de “problemas urgentes” dos eleitores berlinenses neste ano, sendo citada duas vezes mais que o transporte. Apenas A Esquerda e os Verdes colocaram o tema como prioridade em suas campanhas, com o partido de Eralp, herdeiro do legado socialista da Alemanha Oriental, atraindo um expressivo voto jovem. Eralp conquistou 43% dos eleitores entre 16 e 24 anos e 48% entre 25 e 34 anos, demonstrando um forte apelo entre as novas gerações. Um passado que molda o presente político A trajetória de Elif Eralp é marcada por suas origens. Filha de socialistas que fugiram da Turquia nos anos 80, ela se vê como imigrante, assim como seus pais, segundo a estatística oficial alemã. Sua formação em direito e sua filiação ao partido em 2017, no mesmo dia em que a AfD entrou no Bundestag, moldaram sua visão política. Eralp, que se expressou em turco durante boa parte de sua campanha, agradeceu em seu discurso de vitória a um integrante da Anistia Internacional por ter ajudado sua família. “Fizemos história, amigos”, declarou, ressaltando a importância de suas raízes e de sua identidade para sua atuação política. Controvérsias e desafios na formação do governo A ascensão de Eralp não

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Eleições 2026: Conheça os 3 Candidatos que Disputam o Governo de Goiás e Quem São Seus Vices

Eleições 2026 em Goiás: Tudo sobre os Candidatos ao Governo O estado de Goiás se prepara para um momento crucial em 2026: as eleições para o governo. Com um total de 5.080.755 eleitores aptos a votar, a escolha do próximo chefe do Poder Executivo estadual definirá os rumos da administração pública nos próximos anos. A diversidade do eleitorado goiano se reflete em sua composição: 53% mulheres e 47% homens. Na declaração de cor/raça, a maioria se identifica como parda (59,17%), seguida por brancos (29,95%), pretos (9,71%), amarelos (1,06%) e indígenas (0,12%). As datas importantes já estão marcadas: o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, e caso haja a necessidade de um segundo turno, os eleitores retornarão às urnas em 25 de outubro. Além do governo, serão eleitos presidente, senadores, deputados federais e estaduais. Conheça os Candidatos ao Governo de Goiás A corrida pelo governo de Goiás em 2026 apresenta seis candidaturas, cada uma representando diferentes visões e propostas para o estado. A ordem alfabética, conforme o nome que aparecerá na urna eletrônica, ajuda a conhecer os concorrentes. Um dos nomes na disputa é Daniel Vilela, cujo nome completo é Daniel Elias Carvalho Vilela, concorrendo pela coligação Pra Goiás Seguir Em Frente. Ele busca a preferência do eleitorado com as bandeiras defendidas por seu partido. Outro candidato é Danilo da Silva, com nome completo Danilo Pinheiro Evangelista da Silva, representando o PCO. Sua participação na eleição traz ao debate as propostas de seu partido para o futuro de Goiás. Fechando o grupo de candidatos apresentados nas fontes, temos Luciana Amorim, cujo nome completo é Luciana de Deus Amorim, filiada ao UP. Ela busca conquistar o voto dos goianos com suas propostas de governo. As eleições de 2026 prometem ser um divisor de águas para Goiás, e a escolha dos eleitores definirá o futuro do estado. Acompanhar as campanhas e propostas de cada candidato é fundamental para uma decisão consciente.

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Ex-refém das Farc vira biólogo e lidera expedições de observação de aves com ex-guerrilheiros na Colômbia

Um encontro improvável: biólogo e ex-guerrilheiros unidos pela observação de aves após conflito na Colômbia A Colômbia, marcada por décadas de conflito armado, testemunha um capítulo singular de reconciliação. Diego Calderón-Franco, um biólogo que viveu a dura realidade do sequestro pelas Farc, hoje lidera expedições de observação de aves ao lado de ex-combatentes do grupo. A iniciativa, impulsionada pelo Acordo de Paz, busca transformar a memória do conflito em uma ponte para o entendimento e a preservação ambiental. Em 2004, enquanto realizava uma expedição científica na Serranía del Perijá, Diego foi sequestrado pelas Farc. Passou 88 dias em cativeiro, uma experiência que o marcou profundamente. Contudo, longe de cultivar rancor, o Acordo de Paz, assinado em 2016, abriu um caminho inesperado: o reencontro com alguns de seus algozes, agora como colegas em projetos de ecoturismo. Essa jornada de transformação e esperança é um reflexo do potencial da Colômbia em reescrever sua história, utilizando a riqueza de sua biodiversidade como ferramenta para a cura e a união. Conforme informação divulgada pelo próprio Diego Calderón-Franco, a iniciativa é uma tentativa de apresentar outro ângulo do conflito e, a partir disso, “deixar as pessoas desconfortáveis com respeito e carinho”. Do cativeiro à paixão pela natureza Diego iniciou seus estudos em biologia na Universidade de Antioquia em 2000. Na época, a guerra civil tornava as expedições científicas em áreas rurais um desafio constante. Ele relata que era comum, para jovens estudantes de 18 a 20 anos, serem parados por grupos armados. Cartas da universidade, atestando a natureza acadêmica das viagens, eram o único salvo-conduto. O sequestro ocorreu durante uma expedição planejada para a Serranía del Perijá, uma região rica em biodiversidade e pouco explorada devido ao conflito. A expedição, que contava com botânicos, ictiólogos e ornitólogos, foi interrompida por membros da Frente 41 das Farc. Diego descreve o momento em que os guerrilheiros se identificaram e anunciaram que não poderiam ir embora. Após dias de incerteza, o comandante das Farc decidiu verificar a identidade dos estudantes. A liberação de Diego só aconteceu após 88 dias de cativeiro, um período que ele descreve como uma sensação de regressão à infância, dependendo de outros para necessidades básicas. Apesar da dificuldade, ele buscou manter uma perspectiva estoica, focando na beleza natural ao redor e nas atividades científicas. O Acordo de Paz e o renascimento Com o término dos estudos em 2007, Diego dedicou-se ao turismo e à observação de aves. A assinatura do Acordo de Paz em 2016 despertou nele o desejo de fazer algo concreto pela reconciliação. Ele viu uma oportunidade única em um fundo criado para explorar áreas antes inacessíveis devido ao conflito. Uma dessas áreas era em Antioquia, onde ele participou de uma expedição com cerca de 60 pessoas, incluindo ex-guerrilheiros, estudantes, vítimas e observadores internacionais. Essa experiência foi o ponto de partida para uma série de capacitações e expedições de observação de aves com ex-combatentes. Ele já realizou cerca de dez desses encontros. Em um desses encontros, Diego reencontrou Omar, um dos guerrilheiros

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Eleições 2026: Guia Completo para Votar em até Seis Candidatos e Organizar sua “Cola” para Votação Rápida

Eleições 2026: Saiba como votar em até seis candidatos e a ordem correta na urna eletrônica As Eleições 2026 se aproximam e, com elas, a necessidade de estar bem informado sobre como exercer seu direito ao voto. No primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro, os eleitores terão a oportunidade de escolher seus representantes para diversos cargos. É fundamental conhecer a quantidade de candidatos em que se pode votar e a sequência correta na urna eletrônica para garantir uma votação eficiente e sem erros. Com a possibilidade de votar em até seis nomes diferentes, a organização se torna uma aliada indispensável. A Justiça Eleitoral recomenda uma prática simples, mas eficaz, para evitar imprevistos e contribuir para a fluidez do processo: a elaboração de uma “cola” com os números dos seus candidatos preferidos. Essa medida, aliada ao conhecimento da ordem de votação, pode fazer toda a diferença no dia da eleição. A atenção aos detalhes é crucial, especialmente porque o uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos dentro da cabine de votação é estritamente proibido. O objetivo principal é resguardar o sigilo do voto, um dos pilares da democracia. Portanto, prepare-se com antecedência e siga as orientações para garantir uma experiência de votação tranquila e segura. Conforme informação divulgada pela Justiça Eleitoral, essa organização prévia é essencial para uma votação rápida. Entendendo a Ordem de Votação na Urna Eletrônica A urna eletrônica apresenta uma sequência específica para cada cargo, exigindo um número distinto de dígitos para cada opção. Para a votação de deputado federal, por exemplo, o eleitor deverá digitar quatro dígitos. Já para deputado estadual ou distrital, a sequência aumenta para cinco dígitos. A escolha para o Senado Federal requer a digitação de três dígitos para cada uma das duas vagas em disputa. A votação para os cargos executivos também segue uma lógica clara. Para governador, serão necessários dois dígitos. Da mesma forma, para presidente da República, o eleitor precisará inserir dois dígitos na urna. Dominar essa ordem é o primeiro passo para uma votação ágil e assertiva. A “Cola” como Aliada Essencial do Eleitor Diante da diversidade de cargos e da quantidade de dígitos envolvidos, a Justiça Eleitoral recomenda enfaticamente a elaboração de uma “cola” em papel. Essa prática simples permite que o eleitor anote previamente os números de todos os seus candidatos, facilitando o preenchimento na urna eletrônica e minimizando a possibilidade de erros. A coordenadora de Mídias e Web do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rakell Dimanski, destaca a importância da “cola”: “São seis cargos, muitos dígitos, ou seja, muito para se decorar. Essa demora ou dúvida gera um efeito dominó nas filas. Nosso recado é direto: anote tudo em um papelzinho e leve-o com você, já que o celular não pode entrar na cabine. O lembrete tradicional em papel continua sendo o melhor amigo do eleitor para uma votação rápida.” A proibição do uso de celulares e câmeras dentro da cabine de votação reforça a necessidade da “cola” em papel. Qualquer equipamento eletrônico, mesmo desligado,

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Trump é ‘paciente zero’ da “pandemia de negacionismo eleitoral” global, alerta especialista do IDEA

Secretário-geral do Instituto Internacional para a Democracia e Auxílio Eleitoral (IDEA) detalha como o ex-presidente americano se tornou o epicentro de uma crise democrática mundial. O negacionismo eleitoral, que tem abalado democracias ao redor do globo, encontra seu principal vetor no ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa é a tese central de Kevin Casas-Zamora, secretário-geral do IDEA, que compara o fenômeno a uma “pandemia” com Trump como o “paciente zero”. Um relatório recente do IDEA estabelece uma conexão direta entre a erosão democrática nos EUA, impulsionada por Trump, e o crescimento de movimentos autoritários em outras nações, incluindo o Brasil. A invasão do Capitólio em 2021 e o ataque às instituições democráticas brasileiras em 8 de janeiro de 2023 são apresentados como eventos interligados. Casas-Zamora discute em entrevista exclusiva como a postura de Trump em questionar resultados eleitorais sem provas tem servido de inspiração para atores políticos em diversos países, e aborda a complexa relação entre interferência estrangeira e a saúde democrática, especialmente na América Latina. A análise abrange ainda a situação democrática nos EUA e no Brasil, com dados que indicam uma melhora nos indicadores brasileiros, mas também levantam preocupações sobre o papel do Judiciário. A “pandemia” do negacionismo eleitoral e o papel de Trump Segundo Kevin Casas-Zamora, a “pandemia de negacionismo eleitoral” que assola o mundo democrático há pelo menos cinco anos tem em Donald Trump o seu “paciente zero”. O IDEA observa que o ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, incentivado por Trump, serviu de modelo para eventos posteriores, como a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. “Tudo que acontece nos EUA tem impactos globais”, afirma Casas-Zamora, destacando que os paralelos entre os eventos em Washington e no Brasil são evidentes. A disseminação de dúvidas sobre processos eleitorais confiáveis, sem a apresentação de provas, tornou-se uma tática recorrente de políticos em todo o mundo. Essa estratégia, que enfraquece a confiança nas instituições democráticas, encontra no comportamento de Trump um de seus maiores catalisadores. O relatório do IDEA aponta que a forma de intervenção externa em eleições mudou, tornando-se mais explícita em alguns casos na América Latina. Interferência estrangeira e a integridade eleitoral Casas-Zamora reconhece que a intervenção estrangeira é um “fator deletério” para a justiça eleitoral, assim como o acesso desigual a recursos financeiros por diferentes partidos. Ele ressalta a dificuldade em determinar com exatidão quando a influência externa ou o uso de dinheiro distorcem um pleito a ponto de ele deixar de ser justo e transparente. “A ciência não sabe dizer por que as pessoas votam como votam”, pondera o secretário-geral do IDEA. “Enquanto não houver evidência contundente de que o comportamento eleitoral foi alterado por algum desses fatores, creio que é necessário, no caso de um país como o Brasil, presumir que o processo é suficientemente aberto e transparente para que a eleição seja justa, independentemente do resultado.” Ele cita exemplos de interferência em outros países da América Latina, como Colômbia, Honduras e

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Eleições 2024: TSE Alerta Eleitor para Antecipar Consulta do Local de Votação e Evitar Surpresas no Dia da Eleição

TSE reforça a necessidade de conferência do local de votação antes das eleições A menos de oito dias para o primeiro turno das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faz um alerta importante aos eleitores: **é fundamental conferir o local de votação com antecedência**. Isso porque a sua seção eleitoral pode ter mudado de endereço desde o último pleito, pegando muitos de surpresa no dia da votação. Para os eleitores que vão votar pela primeira vez, a necessidade de se informar é ainda maior. É preciso descobrir onde ficam a zona e a seção eleitorais que constam em seu título de eleitor. Embora para os eleitores mais experientes o endereço de votação costume permanecer o mesmo, a Justiça Eleitoral ressalta que mesmo pequenas alterações podem impactar um grande número de pessoas. Considerando o universo de 158,7 milhões de cidadãos aptos a votar, a atenção a essas mudanças se torna crucial. O TSE, em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), está divulgando as atualizações para garantir que todos possam exercer seu direito ao voto sem contratempos. A informação sobre onde votar está disponível em plataformas digitais, facilitando o acesso a todos os eleitores. Mudanças em Locais de Votação Afetam Milhares de Eleitores O alerta do TSE ganha ainda mais relevância ao considerarmos que diversas regiões do país registraram alterações nos locais de votação. Somente no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, as mudanças afetam pelo menos 670 mil eleitores. Ao todo, 277 locais de votação tiveram seus endereços modificados, sendo que 72 dessas alterações ocorreram por motivos de segurança, visando garantir um processo eleitoral mais tranquilo e seguro para todos. A Justiça Eleitoral de pelo menos 10 estados e do Distrito Federal já anunciou publicamente as alterações em seus respectivos endereços de seções eleitorais. Essa comunicação é essencial para que os cidadãos se mantenham informados e evitem transtornos no dia da eleição. A organização do processo eleitoral envolve uma logística complexa, e a atualização dos locais de votação é uma parte fundamental para o seu sucesso. Como Consultar o Seu Local de Votação Facilmente Para facilitar o acesso à informação, os 27 Tribunais Regionais Eleitorais costumam manter em seus portais oficiais uma lista completa das mudanças. O eleitor deve acessar o site do TRE de seu estado e verificar os avisos sobre o tema. Essa é uma forma direta e confiável de obter os dados atualizados sobre o seu local de votação. Além disso, o TSE disponibilizou desde o dia 1º de setembro uma funcionalidade para consulta direta do endereço do local de votação pelo aplicativo do e-Título. Disponível para sistemas Android e iOS, o aplicativo oferece duas maneiras simples de verificar essa informação. A tecnologia tem sido uma grande aliada para aproximar a Justiça Eleitoral do cidadão. Consulte Seu Local de Votação pelo e-Título ou Portal do TSE A consulta pelo aplicativo e-Título é bastante intuitiva. Na tela inicial, basta clicar na opção “onde votar” para ter acesso ao seu endereço de votação. Para aqueles que preferem utilizar

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Rússia na ONU: Lavrov acusa EUA de sequestro na Venezuela, condena “agressão” no Irã e culpa Europa por sabotar paz na Ucrânia

Lavrov condena ações dos EUA na Venezuela e Irã e acusa Europa de sabotar paz na Ucrânia Em um discurso contundente na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, dirigiu fortes críticas às ações dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. Ao mesmo tempo, o chanceler russo acusou a Europa de minar os esforços de paz na Ucrânia, país que tem sido palco de um conflito prolongado. Lavrov apresentou uma visão de uma Rússia que busca estabilidade global, mas que se vê cercada por ações que considera desestabilizadoras e contrárias ao direito internacional. A fala do ministro russo na ONU ressaltou as tensões geopolíticas atuais e as diferentes narrativas sobre os conflitos em curso. As declarações foram divulgadas neste sábado (26), e refletem a posição oficial de Moscou em relação a diversos temas sensíveis na agenda internacional, apresentando a perspectiva russa sobre eventos recentes e históricos. Conforme informação divulgada pelo g1, Lavrov detalhou as acusações em seu discurso. Acusações contra os EUA na Venezuela e Irã O chefe da diplomacia russa declarou que os Estados Unidos “invadiram a Venezuela e sequestraram seu presidente, Nicolás Maduro, junto da esposa”. Segundo Lavrov, ambos estariam detidos em uma prisão americana sem julgamento, apesar da imunidade garantida a chefes de Estado pela lei internacional. O julgamento de Maduro, acusado pelos EUA de facilitar o tráfico de drogas, está previsto para junho de 2027. Lavrov também condenou o uso da força contra Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, e seus familiares, referindo-se a uma suposta “agressão israelo-americana” que atingiria a infraestrutura civil iraniana, incluindo a nuclear. A Rússia se mostrou disposta a cooperar para “estabilizar” o estreito de Hormuz, que foi bloqueado pelo Irã. Rússia se vê como potência global em ascensão O ministro russo buscou projetar uma imagem de uma Rússia forte, cercada por aliados e parceiros, e não isolada internacionalmente. Lavrov destacou que “os países do sul e do leste global vem, cada vez mais, assumindo sua segurança por conta própria, sempre em respeito ao direito internacional”. Ele citou o Brics e a Organização de Cooperação de Xangai como exemplos de alianças que demonstram essa nova dinâmica global. Lavrov argumentou que o Ocidente, em sua tentativa de conter a Rússia, acabou por criar um regime “russofóbico” em Kiev, o que, segundo ele, prejudicou a segurança europeia. Europa acusada de sabotar a paz na Ucrânia Abordando o conflito na Ucrânia, Lavrov classificou como “ações irresponsáveis” a entrega de armas por aliados de Kiev, que seriam utilizadas contra a Rússia. Ele afirmou que a Europa, ao invés de buscar a paz, “faz de tudo para sabotar conversas de paz” nas quais, segundo ele, o governo Trump teria interesse. Lavrov reiterou a justificativa russa para a invasão, afirmando que a “operação militar especial” foi iniciada “para proteger pessoas” nas regiões anexadas. Ele concluiu declarando que a Rússia lutará até completar seus objetivos, eliminando ameaças à sua segurança e restaurando a paz. Encontro com a Alemanha e tensões persistentes Pouco

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