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Saúde e bem estar

Vapes Disfarçados: Tecnologia Oculta Cigarros Eletrônicos, Aumentando o Risco de Câncer e Dependência em Jovens

Vapes disfarçados se tornam nova ameaça à saúde pública, especialmente para jovens O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, traz um alerta preocupante sobre a crescente popularidade dos cigarros eletrônicos, os chamados vapes, entre os jovens. Novas tecnologias e designs inovadores estão camuflando esses dispositivos, tornando-os mais atraentes e de difícil identificação, o que representa um sério desafio para as políticas de saúde pública no Brasil. Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, destaca que esses avanços tecnológicos, embora pareçam modernos, mascaram um perigo real. A estratégia da indústria visa seduzir uma nova geração para a dependência da nicotina, revertendo anos de progresso no controle do tabagismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça essa preocupação com o tema da campanha deste ano: “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A proibição da comercialização de vapes pela Anvisa desde 2009 não tem sido suficiente para conter seu uso, que se expande rapidamente por meio de redes sociais e comércio informal. A tecnologia a serviço do vício: disfarces imperceptíveis Os cigarros eletrônicos proibidos no Brasil ganham novas formas para se tornarem quase indetectáveis. Muitos desses dispositivos não possuem cheiro, ou utilizam aromatizantes que despistam os mais desatentos. O vapor inalado, muitas vezes, passa despercebido, facilitando o início do vício precocemente. A inovação vai além: surgem os chamados “dispositivos disfarçados”. Estes aparelhos se integram ao cotidiano de forma sutil, aparecendo em acessórios e objetos comuns. Um exemplo alarmante são os vaporizer hoodies, moletons com vaporizadores embutidos no tecido, onde o bocal fica escondido na ponta do cordão do capuz. Maltoni critica essa abordagem, classificando-a como uma tática antiética para viciar jovens. “De uma maneira totalmente articulada, e muito mal articulada do ponto de vista da ética, criam até casaco com bocal escondido para a pessoa fumar”, lamenta. A intenção é clara: permitir o uso discreto em locais públicos, como metrô ou escolas, para atrair e manter os jovens dependentes. Crescimento alarmante e o risco de retrocesso nas políticas de saúde A facilidade de acesso é gritante. Dados da Receita Federal revelam a apreensão de mais de 238 mil unidades de cigarros eletrônicos entre janeiro e fevereiro de 2026, o que equivale a uma média de mais de 4 mil dispositivos por dia. Essa realidade compromete décadas de avanços no controle do tabaco no Brasil, que já foi referência mundial. “O que estamos vendo agora é um risco real de retrocesso, agora embalado em tecnologia e integrado ao cotidiano dos jovens”, alerta Maltoni. A Fundação do Câncer intensifica sua campanha “Spoiler: ele não te ama”, utilizando um filme que compara o vício em vapes a um relacionamento abusivo, buscando conscientizar a juventude sobre os perigos reais por trás do apelo da indústria. Dependência digital e química: a nova fronteira do vício Os novos vapes incorporam tecnologia de ponta, com telas sensíveis ao toque, jogos, música e sistemas de mensagens, alinhados aos hábitos digitais dos jovens. Alguns dispositivos possuem mecanismos que reagem quando o uso é

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Homem com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite meningocócica, mas investigação para o vírus Ebola continua

Suspeita de Ebola em SP: Homem testa positivo para meningite, mas alerta para o vírus persiste Um paciente internado em São Paulo com sintomas que levantaram a suspeita de **Ebola** recebeu um diagnóstico inicial para **meningite meningocócica**. O homem, de 37 anos, apresentava febre intensa após retornar de viagem recente à República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença viral. Ele está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência estadual para esses casos. A confirmação da meningite meningocócica veio após um exame de sangue PCR. No entanto, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que a **suspeita de Ebola ainda segue em investigação**. Novas análises laboratoriais e genômicas serão realizadas para descartar ou confirmar a presença do vírus Ebola. O caso acendeu um alerta em São Paulo, seguindo os protocolos estabelecidos para doenças infecciosas graves. A agilidade na comunicação e nos exames é fundamental para o controle de possíveis surtos. Conforme informado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o diagnóstico diferencial para o Ebola está a cargo do Instituto Adolfo Lutz. Investigação de Ebola segue em andamento em São Paulo Apesar do diagnóstico positivo para meningite meningocócica, a equipe médica e a vigilância epidemiológica mantêm a cautela em relação à **suspeita de Ebola**. O paciente, que esteve na República Democrática do Congo, é monitorado de perto. A investigação para o vírus Ebola envolve a realização de exames laboratoriais e genômicos mais aprofundados, visando um diagnóstico definitivo. Protocolo de segurança é seguido rigorosamente O estado de São Paulo possui um protocolo claro para o manejo de casos suspeitos de doenças como o Ebola. Ao chegar ao Brasil e apresentar sintomas como febre alta, o paciente foi imediatamente encaminhado para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde está em **isolamento total**. A vigilância epidemiológica municipal e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) foram comunicados prontamente. Entenda a meningite meningocócica e a suspeita de Ebola A **meningite meningocócica** é uma infecção bacteriana grave que afeta as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Já o **Ebola** é um vírus que causa uma doença hemorrágica grave e muitas vezes fatal. A semelhança em alguns sintomas iniciais, como a febre alta, exige uma investigação cuidadosa para diferenciar as duas condições e garantir o tratamento adequado e o controle de possíveis contaminações. Próximos passos na investigação do caso O paciente continuará em observação e sob monitoramento rigoroso. As **análises laboratoriais e genômicas** em andamento são cruciais para determinar se há, de fato, a presença do vírus Ebola. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo reforça a importância do acompanhamento e da divulgação de informações precisas sobre o caso, mantendo a população informada sobre os desdobramentos da investigação.

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INCA Alerta: Cigarros com Sabor e Vapes Viram Armadilha da Nicotina para Jovens Brasileiros

INCA Expõe Estratégias da Indústria da Nicotina para Atrair Jovens com Sabores e Aromas em Cigarros e Vapes O Brasil enfrenta um novo desafio no combate ao tabagismo, que vai além do cigarro tradicional. A luta agora é contra a expansão da “indústria da nicotina”, que utiliza produtos com sabores, aromas e tecnologias avançadas para atrair adolescentes e jovens. Essa preocupação foi destacada pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco. Roberto Gil ressaltou a necessidade de combater a desinformação, lembrando que um produto que mata metade de seus usuários não deveria existir. A campanha deste ano, com o tema “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”, foca nas táticas usadas pela indústria para capturar novos consumidores, especialmente os mais jovens. A Secretaria-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva, alertou para a transição global de cigarros para produtos com nicotina sintética, sais de nicotina e dispositivos eletrônicos, que aumentam a atratividade para futuras gerações se tornarem dependentes. Conforme dados da Opas, milhões de adolescentes nas Américas já consomem tabaco e cigarros eletrônicos, com projeções de gastos bilionários para o Brasil com doenças relacionadas ao fumo. Cigarros Aromatizados e Dispositivos Eletrônicos: A Nova Fronteira da Dependência O Ministério da Saúde tem emitido alertas sobre o uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como vapes e pods. Esses produtos adicionam sabores doces, refrescantes, cheiros e cores, tornando a iniciação ao tabaco mais “atrativa e palatável”, especialmente para o público jovem. A facilidade de acesso e a percepção de menor risco contribuem para a disseminação desses itens entre adolescentes e adultos jovens. A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, enfatizou que “não há dispositivo eletrônico para fumar seguro”. Ela destacou que essa fase da vida, marcada pela construção de identidade e pertencimento social, torna os jovens mais vulneráveis à experimentação e à influência das redes sociais, onde esses produtos são frequentemente promovidos. Regulamentação e Desafios Legais Contra Aditivos Aromatizantes Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu aditivos que conferem sabor, aroma, cores ou aumentam a palatabilidade em produtos de tabaco, através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012. O objetivo é reduzir o apelo desses produtos. No entanto, a indústria fumageira contesta a legalidade dessa norma em instâncias judiciais, argumentando que a proibição inviabilizaria a produção nacional. Um estudo recente publicado pela revista científica Tobacco Control, lançado pelo INCA, refuta esse argumento. Pesquisadores analisaram dados da própria Anvisa e constataram que cerca de metade das marcas de cigarros manufaturados registradas no Brasil em 2025 não utilizava os aditivos vetados. “O que a gente tá mostrando é que há viabilidade logística, e há viabilidade de produção, o que não há é interesse mercadológico das indústrias de tabaco de colocar um produto que não tem esses aromas e sabores

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Alerta em SP: Homem de 37 anos com sintomas de Ebola é internado em hospital de referência; investigação em andamento

São Paulo investiga possível caso de Ebola em homem de 37 anos com febre alta e sintomas graves Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com sintomas que levantam suspeitas de Ebola. O diagnóstico definitivo ainda está em andamento, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) confirmou que medidas de contingência foram imediatamente acionadas. O paciente apresentou febre intensa e outros sinais compatíveis com a doença após uma recente viagem ao seu país de origem, onde ocorre um surto de Ebola classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional. As autoridades de saúde seguem protocolos rigorosos para investigar o caso e evitar qualquer risco de disseminação. A rápida ação visa garantir a segurança da população, com o paciente isolado e sob observação médica intensiva. A investigação epidemiológica e laboratorial está a cargo de equipes especializadas para determinar a causa dos sintomas. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Protocolos de Segurança e Investigação em Curso Ao chegar em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com febre alta e exames inconclusivos para malária, o paciente foi transferido para o Emílio Ribas. Lá, ele apresentou um quadro de saúde grave, incluindo diarreia, desorientação e rápida piora clínica, necessitando de intubação. A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) são os responsáveis pela análise detalhada do caso suspeito de Ebola. Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da CCD, enfatizou que todas as medidas previstas em plano de contingência foram adotadas. “O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, explicou. O Instituto Adolfo Lutz é a unidade de referência para a investigação laboratorial e o diagnóstico diferencial. Risco de Introdução da Doença Considerado Baixo Apesar da gravidade do caso suspeito, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avalia o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul como muito baixo. Fatores como a ausência histórica de transmissão autóctone na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e o continente, e a forma de transmissão do Ebola, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas, contribuem para essa avaliação. A transmissão do Ebola ocorre somente após o início dos sintomas, que incluem febre alta, dores intensas de cabeça e musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias. Tratamentos e Vacinas em Desenvolvimento Atualmente, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto na República Democrática do Congo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não apresentam eficácia comprovada para esta variante. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou recentemente que tratamentos e vacinas contra

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Ypê: Anvisa libera fábrica de detergentes e lava-roupas após correções, mas alerta sobre lotes específicos

Anvisa autoriza retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo e libera comercialização de produtos feitos a partir de 1º de abril A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a liberação da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, interior de São Paulo. A decisão foi tomada após a constatação de que a empresa, Quimica Amparo, implementou correções significativas nas falhas sanitárias identificadas em inspeções anteriores. Com a liberação, a fábrica pode operar imediatamente, e os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 voltam a ser comercializados e utilizados normalmente. A Anvisa, no entanto, reforça a necessidade de atenção a lotes específicos que ainda permanecem suspensos. A medida representa um avanço importante para a marca Ypê, que enfrentou restrições em sua produção. A agência sanitária continuará o monitoramento para garantir a manutenção das boas práticas. A informação foi divulgada pela Anvisa. Mudanças e Garantias Sanitárias na Fábrica da Ypê A Quimica Amparo apresentou um plano detalhado para atender às 76 exigências sanitárias apontadas pela Anvisa em uma inspeção realizada em abril deste ano. Entre as melhorias implementadas, destacam-se o aprimoramento dos processos de fabricação, o reforço no rastreamento dos produtos e um controle de qualidade mais rigoroso, além de um monitoramento mais eficaz de potenciais riscos sanitários. O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou em nota que a fábrica da Ypê agora reúne as condições necessárias para operar com segurança, assegurando a disponibilização de produtos sem riscos à saúde da população brasileira. A agência, contudo, manterá um acompanhamento contínuo das ações corretivas adotadas pela empresa. Produtos Liberados e Restrições que Persistem A liberação da fábrica da Ypê permite que produtos como lava-roupas líquidos, detergentes para louças líquidos e desinfetantes, produzidos a partir de 1º de abril de 2026, retornem ao mercado. Essa decisão traz alívio para consumidores e para a própria empresa, que poderá retomar a produção e comercialização desses itens essenciais. Apesar da boa notícia, a Anvisa esclarece que uma parte dos produtos da marca Ypê continua com a comercialização e o uso suspensos. A restrição se aplica a todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes cujos lotes terminam com o número “1”. Para esses produtos suspensos, a recomendação da Anvisa é que permaneçam armazenados em local seguro e não sejam descartados. Sua liberação para o mercado dependerá da apresentação, pela empresa, de laudos de laboratórios autorizados pela agência sanitária, que atestem a segurança dos lotes. Entenda o Caso: Da Suspensão à Liberação Gradual A crise sanitária envolvendo a Ypê teve início em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos. A medida foi motivada pela identificação de falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo, que incluíam 76 irregularidades sanitárias e apontavam para um risco de contaminação microbiológica. A situação ganhou ainda mais atenção devido a um episódio anterior, registrado em novembro de 2025, quando a empresa já havia enfrentado uma contaminação microbiológica. Naquela ocasião, a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada

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SUS Amplia Proteção Contra Doença Pneumocócica: Nova Vacina 20-Valente Substitui a 10-Valente a Partir de Junho

SUS oferece vacina mais moderna contra Doença Pneumocócica, ampliando proteção a partir de junho. O Sistema Único de Saúde (SUS) dará um importante passo na proteção contra a doença pneumocóccica a partir de junho. Uma nova vacina, a pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), substituirá a atual 10-valente, dobrando a quantidade de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae que serão combatidos. Esta atualização representa um avanço significativo na prevenção de doenças graves como meningite, pneumonia bacteriana e sepse, que podem ser causadas pelo pneumococo. A medida visa oferecer uma cobertura mais ampla e eficaz, especialmente para crianças, idosos e indivíduos com condições de saúde que os tornam mais vulneráveis. O Ministério da Saúde já divulgou um guia técnico preliminar para orientar os profissionais de saúde sobre a implementação da nova vacina. Os municípios poderão iniciar a aplicação assim que receberem o imunizante, garantindo que a população tenha acesso à proteção ampliada o mais rápido possível. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, esta mudança visa combater o aumento recente de casos de meningite pneumocócica em crianças. Entendendo a Doença Pneumocóccica e a Importância da Vacinação A doença pneumocóccica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida popularmente como pneumococo. Essa infecção pode variar de quadros mais leves, como otites e sinusites, a quadros gravíssimos, que incluem pneumonia bacteriana, meningite e sepse. Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% dos casos de meningite bacteriana em crianças, com uma taxa de mortalidade de cerca de 30% nesses casos. A proteção contra a doença pneumocóccica através da vacinação foi introduzida no calendário infantil em 2010 com a vacina 10-valente (VPC10). Desde então, houve uma redução expressiva de 60% nos casos de doença meningocóccica e 65% nos casos de meningite pneumocócica em crianças menores de dois anos, causados pelos sorotipos cobertos pela vacina. Por que a Mudança Para a Vacina 20-Valente é Necessária? Apesar da eficácia da VPC10, observa-se um crescimento nos casos de doença pneumocóccica em anos recentes. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocóccica em crianças de até 5 anos. Entre 2022 e 2024, essa média subiu para 211,3 casos. Flávia Bravo, Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que esse fenômeno está ligado a uma mudança epidemiológica. “Você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”, afirma Bravo, referindo-se ao fenômeno de “replacement” (substituição) de sorotipos. Dados do Ministério da Saúde indicam que quase 40% dos casos graves entre 2018 e 2023 foram causados por dois sorotipos não cobertos pela VPC10, mas presentes na VPC20. “Isso significa que há a possibilidade de a gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa. A Nova Vacina VPC20 e Grupos de Risco A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) protegerá contra 20 sorotipos da bactéria, dobrando a proteção oferecida pela VPC10. Além de proteger os vacinados, as vacinas conjugadas também impedem que o pneumococo se aloje na nasofaringe, reduzindo a transmissão

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Mulheres 45-64 anos: A Força Empreendedora que Lidera o Mercado de Cannabis Medicinal no Brasil

Mulheres acima de 45 anos lideram o uso de cannabis medicinal no Brasil Um levantamento pioneiro divulgado pela Blis Data, especializada em dados sobre tratamento canábico, revela que mulheres com mais de 45 anos são as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no país. A pesquisa, que analisou 7.092 pacientes do gênero feminino com filhos, aponta para um perfil específico de usuárias que buscam alternativas terapêuticas. Os dados, divulgados em homenagem ao Mês das Mães, mostram que essa faixa etária, frequentemente associada a carreiras consolidadas e responsabilidades familiares, encontra na cannabis medicinal uma aliada para o bem-estar. As informações completas da pesquisa estão disponíveis no site especial da Blis Data. Essa tendência demonstra uma **mudança de percepção e maior acesso** a tratamentos inovadores, especialmente entre um público que busca qualidade de vida e alívio para condições crônicas. Conforme informação divulgada pela Blis Data, a pesquisa compila dados de pacientes que usam medicamentos canábicos sob prescrição médica. Perfil demográfico e socioeconômico das usuárias de cannabis medicinal A liderança no segmento é ocupada pelas mulheres na faixa de 55 a 64 anos, representando 28,2% do total de pacientes. Logo em seguida, o grupo de 45 a 54 anos aparece com 27,2%. Juntas, essas duas faixas etárias somam mais da metade das mulheres que utilizam cannabis medicinal no Brasil, evidenciando a forte presença de mulheres maduras no mercado. O grupo de 35 a 44 anos compõe a terceira maior parcela, com 18,7%. As mulheres com mais de 65 anos representam 16,3%, enquanto as mais jovens, de 18 a 34 anos, somam apenas 9,6%. Isso indica que a cannabis medicinal tem atraído um público mais experiente e estabelecido. A pesquisa também aponta que a maioria dessas consumidoras é trabalhadora (79,9%) e praticante de atividades físicas (75,1%). Este dado reforça a imagem de um público ativo e engajado com a própria saúde e bem-estar. Todas as regiões do Brasil estão representadas, com destaque para o Sudeste (61,6%) e o Sul (19,7%), que juntos totalizam 81,3% das pacientes. Principais indicações e abordagens terapêuticas Os distúrbios do sono são a queixa mais frequente entre as pacientes, motivando 28,9% dos tratamentos com cannabis medicinal. A dor crônica surge como a segunda principal indicação, representando 16,3% dos casos. Esses dados sublinham a eficácia da cannabis no manejo de condições que afetam significativamente a qualidade de vida. A saúde mental também se mostra como um campo relevante para o uso terapêutico. O transtorno de ansiedade é responsável por 14,9% das prescrições, e a depressão por 9,2%. Outras condições como fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também são tratadas com cannabis medicinal. Um dado relevante é que sete em cada dez mães que utilizam o tratamento combinam os medicamentos derivados da planta com tratamentos convencionais. Além disso, metade das participantes declarou que nunca havia utilizado cannabis antes de iniciar o tratamento médico prescrito, o que demonstra a confiança na abordagem regulamentada e supervisionada por profissionais de saúde. Cannabis medicinal: Uma nova fronteira para mulheres maduras

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HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo

HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo Cânceres associados ao HPV (Papilomavírus Humano) são responsáveis por cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações por ano no Brasil. A maioria dos afetados, impressionantes 85%, são mulheres. A boa notícia é que grande parte desses casos é considerada prevenível, seja pela identificação e tratamento de lesões precursoras, seja pela vacinação. Esses dados alarmantes provêm de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou informações oficiais do Ministério da Saúde. A pesquisa focou em identificar tendências de hospitalização e mortalidade no período de 2011 a 2019, anterior aos impactos da pandemia de COVID-19 nos indicadores de saúde. A diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, ressalta que o estudo serve como um importante alerta sobre a multiplicidade de cânceres que o HPV pode desencadear. Os pesquisadores estimaram a proporção de casos de câncer causados pelo vírus, com base em dados consolidados pela literatura médica. Câncer de Colo do Útero: O Principal Alvo, Mas Não o Único O câncer de colo do útero continua sendo a maior preocupação, respondendo por 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes no período analisado. Contudo, é crucial notar que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outras partes do corpo, totalizando mais de 50 mil hospitalizações por outros tipos de câncer relacionados ao HPV. “O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, explica Cintia Parellada. Aumento Alarmante em Cânceres Anais e de Cabeça e Pescoço O câncer anal apresentou o maior aumento em ocorrências, com 3,1% nas hospitalizações e 10,9% na mortalidade. Grupos como homens que fazem sexo com homens e pessoas com sistema imunológico comprometido são particularmente vulneráveis a este tipo de câncer. Adicionalmente, Cintia Parellada destaca que os cânceres de cabeça e pescoço acometem quatro vezes mais homens do que mulheres. “Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica. Tendências Preocupantes no Câncer de Colo do Útero O estudo revela uma tendência preocupante em relação ao câncer de colo do útero. Enquanto as hospitalizações caíram 4,7% entre 2011 e 2016, houve um crescimento de 3,9% entre 2016 e 2019. A mortalidade seguiu o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo. Outro dado alarmante é a análise etária. Enquanto outros tipos de câncer relacionados ao HPV tendem a ter maior incidência a partir dos 40 ou

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Fiocruz Revela: Medo de Calçadas Quebradas e Insegurança Afetam 42% dos Idosos Urbanos no Brasil

Fiocruz lança painel inédito com 100 indicadores sobre saúde e bem-estar de idosos brasileiros A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou os resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). Esta pesquisa, considerada uma das mais abrangentes sobre o envelhecimento no país, disponibiliza em plataforma online cerca de 100 indicadores de saúde para pessoas com 60 anos ou mais. Os dados revelam que fatores ambientais, sociais e estruturais desempenham um papel crucial na qualidade de vida dos idosos brasileiros. O envelhecimento no Brasil apresenta desafios que vão muito além da ausência de doenças, impactando diretamente a mobilidade, a autonomia e a participação social dessa parcela da população. Essas descobertas, divulgadas pela Fiocruz e UFMG, reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para garantir um envelhecimento saudável e digno no país. O estudo detalha aspectos como condições de vida, funcionalidade, ambiente social e acesso a políticas públicas, oferecendo um panorama completo. O medo de cair e a insegurança urbana: barreiras para o idoso Um dos pontos alarmantes destacados pela pesquisa é a percepção do ambiente urbano. Cerca de 42,7% dos idosos em áreas urbanas relatam medo de cair devido a problemas em calçadas, passeios ou vias públicas próximas às suas residências. Esse índice chega a 50,5% entre as mulheres idosas e aumenta com a idade, atingindo 63,1% entre aqueles com 80 anos ou mais. “Os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação das cidades para uma população cada vez mais envelhecida, incluindo acessibilidade, segurança viária, mobilidade e planejamento urbano inclusivo”, avalia a coordenadora do Elsi-Brasil, Maria Fernanda Lima-Costa. A insegurança relacionada à violência e criminalidade também é uma preocupação significativa. O estudo aponta que 12,1% dos idosos brasileiros consideram sua vizinhança muito insegura, o que representa aproximadamente 3,8 milhões de pessoas vivendo em contextos de medo e vulnerabilidade social. Hipertensão arterial: um desafio persistente na terceira idade A hipertensão arterial sistêmica continua sendo uma das condições de saúde mais relevantes entre os idosos. A pesquisa identificou que 34,4% dos idosos apresentam níveis compatíveis com hipertensão (pressão de 14 por 9 ou acima), totalizando cerca de 11 milhões de brasileiros idosos que necessitam de acompanhamento clínico. A prevalência da hipertensão aumenta com a idade, sendo de 31,9% entre 60 e 69 anos e chegando a 40,1% entre os com 80 anos ou mais. Os pesquisadores ressaltam a importância do rastreamento regular e do fortalecimento da atenção primária à saúde para evitar o subdiagnóstico e complicações graves, como infarto e AVC. Limitações funcionais e a fragilidade da rede de apoio A perda da capacidade funcional é outro eixo central do estudo, com 20,4% dos idosos brasileiros apresentando dificuldade em realizar atividades básicas da vida diária, como se vestir ou tomar banho. Isso afeta cerca de 6,5 milhões de pessoas, impactando sua autonomia e sobrecarregando famílias e sistemas de saúde. A limitação funcional é mais comum entre mulheres (23,1%) do que entre homens (17%), e a prevalência

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Mais de 574 mil brasileiros bloqueiam acesso a sites de apostas: saiba como funciona a autoexclusão e seus motivos

Plataforma de Autoexclusão: Uma Ferramenta Essencial para o Controle de Apostas Online no Brasil Um número expressivo de brasileiros, mais de 574 mil pessoas, já utilizou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão do governo federal. Essa ferramenta inovadora permite aos cidadãos bloquear o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados a operar no país, demonstrando uma crescente preocupação com o jogo responsável. A iniciativa, lançada em dezembro de 2023, surge como uma resposta direta aos desafios impostos pelo avanço das apostas online. O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério da Fazenda, busca oferecer um mecanismo de proteção eficaz para aqueles que enfrentam dificuldades relacionadas ao jogo. Os dados revelam que a busca por essa ferramenta vai além de uma simples decisão pessoal. Uma parcela significativa dos usuários busca ajuda para lidar com questões de saúde mental e financeiras, evidenciando a complexidade do problema e a importância de soluções governamentais. Motivações por Trás da Autoexclusão em Sites de Apostas Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, a principal razão apontada por 207 mil usuários, o que representa 41% dos pedidos, foi a perda de controle sobre o jogo e, em alguns casos, danos à saúde mental. Esses números ressaltam a necessidade de um olhar atento para os impactos psicológicos do vício em apostas. Outros fatores relevantes incluem os riscos associados ao vazamento de dados, mencionados por 18% dos usuários, e os problemas financeiros decorrentes do jogo, citados por 12%. Cerca de 14% dos usuários optaram por não informar o motivo, enquanto 13% declararam ter tomado a decisão de forma voluntária, sem pressões externas. Como Funciona a Plataforma de Autoexclusão Desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que qualquer pessoa interessada bloqueie seu acesso a todos os sites de apostas autorizados com um único pedido. O processo é simples e pode ser feito de forma online. Ao optar pela autoexclusão, o usuário pode escolher entre bloquear o acesso por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar de um a 12 meses. Atualmente, 69% dos usuários optaram pela exclusão indeterminada, enquanto 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. Além de impedir o acesso aos sites, a autoexclusão suspende o envio de publicidade direcionada sobre apostas e impede novos cadastros em nome do usuário. Essa medida visa criar um ambiente mais seguro e livre de gatilhos para quem busca se afastar do jogo. Recursos Adicionais para Saúde Mental e Financeira A Plataforma Centralizada de Autoexclusão vai além do bloqueio de acesso, oferecendo um portal completo de informações e suporte. O sistema disponibiliza conteúdos sobre saúde mental, orientações e links diretos para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para aqueles que sofrem com o uso problemático de jogos de apostas. Adicionalmente, a plataforma oferece acesso a um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para avaliação da saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde, auxiliando os usuários a compreenderem melhor sua

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Vapes Disfarçados: Tecnologia Oculta Cigarros Eletrônicos, Aumentando o Risco de Câncer e Dependência em Jovens

Vapes disfarçados se tornam nova ameaça à saúde pública, especialmente para jovens O Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, traz um alerta preocupante sobre a crescente popularidade dos cigarros eletrônicos, os chamados vapes, entre os jovens. Novas tecnologias e designs inovadores estão camuflando esses dispositivos, tornando-os mais atraentes e de difícil identificação, o que representa um sério desafio para as políticas de saúde pública no Brasil. Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, destaca que esses avanços tecnológicos, embora pareçam modernos, mascaram um perigo real. A estratégia da indústria visa seduzir uma nova geração para a dependência da nicotina, revertendo anos de progresso no controle do tabagismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça essa preocupação com o tema da campanha deste ano: “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A proibição da comercialização de vapes pela Anvisa desde 2009 não tem sido suficiente para conter seu uso, que se expande rapidamente por meio de redes sociais e comércio informal. A tecnologia a serviço do vício: disfarces imperceptíveis Os cigarros eletrônicos proibidos no Brasil ganham novas formas para se tornarem quase indetectáveis. Muitos desses dispositivos não possuem cheiro, ou utilizam aromatizantes que despistam os mais desatentos. O vapor inalado, muitas vezes, passa despercebido, facilitando o início do vício precocemente. A inovação vai além: surgem os chamados “dispositivos disfarçados”. Estes aparelhos se integram ao cotidiano de forma sutil, aparecendo em acessórios e objetos comuns. Um exemplo alarmante são os vaporizer hoodies, moletons com vaporizadores embutidos no tecido, onde o bocal fica escondido na ponta do cordão do capuz. Maltoni critica essa abordagem, classificando-a como uma tática antiética para viciar jovens. “De uma maneira totalmente articulada, e muito mal articulada do ponto de vista da ética, criam até casaco com bocal escondido para a pessoa fumar”, lamenta. A intenção é clara: permitir o uso discreto em locais públicos, como metrô ou escolas, para atrair e manter os jovens dependentes. Crescimento alarmante e o risco de retrocesso nas políticas de saúde A facilidade de acesso é gritante. Dados da Receita Federal revelam a apreensão de mais de 238 mil unidades de cigarros eletrônicos entre janeiro e fevereiro de 2026, o que equivale a uma média de mais de 4 mil dispositivos por dia. Essa realidade compromete décadas de avanços no controle do tabaco no Brasil, que já foi referência mundial. “O que estamos vendo agora é um risco real de retrocesso, agora embalado em tecnologia e integrado ao cotidiano dos jovens”, alerta Maltoni. A Fundação do Câncer intensifica sua campanha “Spoiler: ele não te ama”, utilizando um filme que compara o vício em vapes a um relacionamento abusivo, buscando conscientizar a juventude sobre os perigos reais por trás do apelo da indústria. Dependência digital e química: a nova fronteira do vício Os novos vapes incorporam tecnologia de ponta, com telas sensíveis ao toque, jogos, música e sistemas de mensagens, alinhados aos hábitos digitais dos jovens. Alguns dispositivos possuem mecanismos que reagem quando o uso é

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Homem com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite meningocócica, mas investigação para o vírus Ebola continua

Suspeita de Ebola em SP: Homem testa positivo para meningite, mas alerta para o vírus persiste Um paciente internado em São Paulo com sintomas que levantaram a suspeita de **Ebola** recebeu um diagnóstico inicial para **meningite meningocócica**. O homem, de 37 anos, apresentava febre intensa após retornar de viagem recente à República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença viral. Ele está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência estadual para esses casos. A confirmação da meningite meningocócica veio após um exame de sangue PCR. No entanto, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que a **suspeita de Ebola ainda segue em investigação**. Novas análises laboratoriais e genômicas serão realizadas para descartar ou confirmar a presença do vírus Ebola. O caso acendeu um alerta em São Paulo, seguindo os protocolos estabelecidos para doenças infecciosas graves. A agilidade na comunicação e nos exames é fundamental para o controle de possíveis surtos. Conforme informado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o diagnóstico diferencial para o Ebola está a cargo do Instituto Adolfo Lutz. Investigação de Ebola segue em andamento em São Paulo Apesar do diagnóstico positivo para meningite meningocócica, a equipe médica e a vigilância epidemiológica mantêm a cautela em relação à **suspeita de Ebola**. O paciente, que esteve na República Democrática do Congo, é monitorado de perto. A investigação para o vírus Ebola envolve a realização de exames laboratoriais e genômicos mais aprofundados, visando um diagnóstico definitivo. Protocolo de segurança é seguido rigorosamente O estado de São Paulo possui um protocolo claro para o manejo de casos suspeitos de doenças como o Ebola. Ao chegar ao Brasil e apresentar sintomas como febre alta, o paciente foi imediatamente encaminhado para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde está em **isolamento total**. A vigilância epidemiológica municipal e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) foram comunicados prontamente. Entenda a meningite meningocócica e a suspeita de Ebola A **meningite meningocócica** é uma infecção bacteriana grave que afeta as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Já o **Ebola** é um vírus que causa uma doença hemorrágica grave e muitas vezes fatal. A semelhança em alguns sintomas iniciais, como a febre alta, exige uma investigação cuidadosa para diferenciar as duas condições e garantir o tratamento adequado e o controle de possíveis contaminações. Próximos passos na investigação do caso O paciente continuará em observação e sob monitoramento rigoroso. As **análises laboratoriais e genômicas** em andamento são cruciais para determinar se há, de fato, a presença do vírus Ebola. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo reforça a importância do acompanhamento e da divulgação de informações precisas sobre o caso, mantendo a população informada sobre os desdobramentos da investigação.

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INCA Alerta: Cigarros com Sabor e Vapes Viram Armadilha da Nicotina para Jovens Brasileiros

INCA Expõe Estratégias da Indústria da Nicotina para Atrair Jovens com Sabores e Aromas em Cigarros e Vapes O Brasil enfrenta um novo desafio no combate ao tabagismo, que vai além do cigarro tradicional. A luta agora é contra a expansão da “indústria da nicotina”, que utiliza produtos com sabores, aromas e tecnologias avançadas para atrair adolescentes e jovens. Essa preocupação foi destacada pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco. Roberto Gil ressaltou a necessidade de combater a desinformação, lembrando que um produto que mata metade de seus usuários não deveria existir. A campanha deste ano, com o tema “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”, foca nas táticas usadas pela indústria para capturar novos consumidores, especialmente os mais jovens. A Secretaria-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva, alertou para a transição global de cigarros para produtos com nicotina sintética, sais de nicotina e dispositivos eletrônicos, que aumentam a atratividade para futuras gerações se tornarem dependentes. Conforme dados da Opas, milhões de adolescentes nas Américas já consomem tabaco e cigarros eletrônicos, com projeções de gastos bilionários para o Brasil com doenças relacionadas ao fumo. Cigarros Aromatizados e Dispositivos Eletrônicos: A Nova Fronteira da Dependência O Ministério da Saúde tem emitido alertas sobre o uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), como vapes e pods. Esses produtos adicionam sabores doces, refrescantes, cheiros e cores, tornando a iniciação ao tabaco mais “atrativa e palatável”, especialmente para o público jovem. A facilidade de acesso e a percepção de menor risco contribuem para a disseminação desses itens entre adolescentes e adultos jovens. A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, enfatizou que “não há dispositivo eletrônico para fumar seguro”. Ela destacou que essa fase da vida, marcada pela construção de identidade e pertencimento social, torna os jovens mais vulneráveis à experimentação e à influência das redes sociais, onde esses produtos são frequentemente promovidos. Regulamentação e Desafios Legais Contra Aditivos Aromatizantes Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu aditivos que conferem sabor, aroma, cores ou aumentam a palatabilidade em produtos de tabaco, através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012. O objetivo é reduzir o apelo desses produtos. No entanto, a indústria fumageira contesta a legalidade dessa norma em instâncias judiciais, argumentando que a proibição inviabilizaria a produção nacional. Um estudo recente publicado pela revista científica Tobacco Control, lançado pelo INCA, refuta esse argumento. Pesquisadores analisaram dados da própria Anvisa e constataram que cerca de metade das marcas de cigarros manufaturados registradas no Brasil em 2025 não utilizava os aditivos vetados. “O que a gente tá mostrando é que há viabilidade logística, e há viabilidade de produção, o que não há é interesse mercadológico das indústrias de tabaco de colocar um produto que não tem esses aromas e sabores

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Alerta em SP: Homem de 37 anos com sintomas de Ebola é internado em hospital de referência; investigação em andamento

São Paulo investiga possível caso de Ebola em homem de 37 anos com febre alta e sintomas graves Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com sintomas que levantam suspeitas de Ebola. O diagnóstico definitivo ainda está em andamento, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) confirmou que medidas de contingência foram imediatamente acionadas. O paciente apresentou febre intensa e outros sinais compatíveis com a doença após uma recente viagem ao seu país de origem, onde ocorre um surto de Ebola classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional. As autoridades de saúde seguem protocolos rigorosos para investigar o caso e evitar qualquer risco de disseminação. A rápida ação visa garantir a segurança da população, com o paciente isolado e sob observação médica intensiva. A investigação epidemiológica e laboratorial está a cargo de equipes especializadas para determinar a causa dos sintomas. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Protocolos de Segurança e Investigação em Curso Ao chegar em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com febre alta e exames inconclusivos para malária, o paciente foi transferido para o Emílio Ribas. Lá, ele apresentou um quadro de saúde grave, incluindo diarreia, desorientação e rápida piora clínica, necessitando de intubação. A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) são os responsáveis pela análise detalhada do caso suspeito de Ebola. Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da CCD, enfatizou que todas as medidas previstas em plano de contingência foram adotadas. “O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, explicou. O Instituto Adolfo Lutz é a unidade de referência para a investigação laboratorial e o diagnóstico diferencial. Risco de Introdução da Doença Considerado Baixo Apesar da gravidade do caso suspeito, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avalia o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul como muito baixo. Fatores como a ausência histórica de transmissão autóctone na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e o continente, e a forma de transmissão do Ebola, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas, contribuem para essa avaliação. A transmissão do Ebola ocorre somente após o início dos sintomas, que incluem febre alta, dores intensas de cabeça e musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias. Tratamentos e Vacinas em Desenvolvimento Atualmente, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto na República Democrática do Congo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não apresentam eficácia comprovada para esta variante. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou recentemente que tratamentos e vacinas contra

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Ypê: Anvisa libera fábrica de detergentes e lava-roupas após correções, mas alerta sobre lotes específicos

Anvisa autoriza retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo e libera comercialização de produtos feitos a partir de 1º de abril A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a liberação da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, interior de São Paulo. A decisão foi tomada após a constatação de que a empresa, Quimica Amparo, implementou correções significativas nas falhas sanitárias identificadas em inspeções anteriores. Com a liberação, a fábrica pode operar imediatamente, e os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 voltam a ser comercializados e utilizados normalmente. A Anvisa, no entanto, reforça a necessidade de atenção a lotes específicos que ainda permanecem suspensos. A medida representa um avanço importante para a marca Ypê, que enfrentou restrições em sua produção. A agência sanitária continuará o monitoramento para garantir a manutenção das boas práticas. A informação foi divulgada pela Anvisa. Mudanças e Garantias Sanitárias na Fábrica da Ypê A Quimica Amparo apresentou um plano detalhado para atender às 76 exigências sanitárias apontadas pela Anvisa em uma inspeção realizada em abril deste ano. Entre as melhorias implementadas, destacam-se o aprimoramento dos processos de fabricação, o reforço no rastreamento dos produtos e um controle de qualidade mais rigoroso, além de um monitoramento mais eficaz de potenciais riscos sanitários. O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou em nota que a fábrica da Ypê agora reúne as condições necessárias para operar com segurança, assegurando a disponibilização de produtos sem riscos à saúde da população brasileira. A agência, contudo, manterá um acompanhamento contínuo das ações corretivas adotadas pela empresa. Produtos Liberados e Restrições que Persistem A liberação da fábrica da Ypê permite que produtos como lava-roupas líquidos, detergentes para louças líquidos e desinfetantes, produzidos a partir de 1º de abril de 2026, retornem ao mercado. Essa decisão traz alívio para consumidores e para a própria empresa, que poderá retomar a produção e comercialização desses itens essenciais. Apesar da boa notícia, a Anvisa esclarece que uma parte dos produtos da marca Ypê continua com a comercialização e o uso suspensos. A restrição se aplica a todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes cujos lotes terminam com o número “1”. Para esses produtos suspensos, a recomendação da Anvisa é que permaneçam armazenados em local seguro e não sejam descartados. Sua liberação para o mercado dependerá da apresentação, pela empresa, de laudos de laboratórios autorizados pela agência sanitária, que atestem a segurança dos lotes. Entenda o Caso: Da Suspensão à Liberação Gradual A crise sanitária envolvendo a Ypê teve início em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos. A medida foi motivada pela identificação de falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo, que incluíam 76 irregularidades sanitárias e apontavam para um risco de contaminação microbiológica. A situação ganhou ainda mais atenção devido a um episódio anterior, registrado em novembro de 2025, quando a empresa já havia enfrentado uma contaminação microbiológica. Naquela ocasião, a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada

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SUS Amplia Proteção Contra Doença Pneumocócica: Nova Vacina 20-Valente Substitui a 10-Valente a Partir de Junho

SUS oferece vacina mais moderna contra Doença Pneumocócica, ampliando proteção a partir de junho. O Sistema Único de Saúde (SUS) dará um importante passo na proteção contra a doença pneumocóccica a partir de junho. Uma nova vacina, a pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), substituirá a atual 10-valente, dobrando a quantidade de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae que serão combatidos. Esta atualização representa um avanço significativo na prevenção de doenças graves como meningite, pneumonia bacteriana e sepse, que podem ser causadas pelo pneumococo. A medida visa oferecer uma cobertura mais ampla e eficaz, especialmente para crianças, idosos e indivíduos com condições de saúde que os tornam mais vulneráveis. O Ministério da Saúde já divulgou um guia técnico preliminar para orientar os profissionais de saúde sobre a implementação da nova vacina. Os municípios poderão iniciar a aplicação assim que receberem o imunizante, garantindo que a população tenha acesso à proteção ampliada o mais rápido possível. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, esta mudança visa combater o aumento recente de casos de meningite pneumocócica em crianças. Entendendo a Doença Pneumocóccica e a Importância da Vacinação A doença pneumocóccica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida popularmente como pneumococo. Essa infecção pode variar de quadros mais leves, como otites e sinusites, a quadros gravíssimos, que incluem pneumonia bacteriana, meningite e sepse. Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% dos casos de meningite bacteriana em crianças, com uma taxa de mortalidade de cerca de 30% nesses casos. A proteção contra a doença pneumocóccica através da vacinação foi introduzida no calendário infantil em 2010 com a vacina 10-valente (VPC10). Desde então, houve uma redução expressiva de 60% nos casos de doença meningocóccica e 65% nos casos de meningite pneumocócica em crianças menores de dois anos, causados pelos sorotipos cobertos pela vacina. Por que a Mudança Para a Vacina 20-Valente é Necessária? Apesar da eficácia da VPC10, observa-se um crescimento nos casos de doença pneumocóccica em anos recentes. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocóccica em crianças de até 5 anos. Entre 2022 e 2024, essa média subiu para 211,3 casos. Flávia Bravo, Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que esse fenômeno está ligado a uma mudança epidemiológica. “Você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”, afirma Bravo, referindo-se ao fenômeno de “replacement” (substituição) de sorotipos. Dados do Ministério da Saúde indicam que quase 40% dos casos graves entre 2018 e 2023 foram causados por dois sorotipos não cobertos pela VPC10, mas presentes na VPC20. “Isso significa que há a possibilidade de a gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa. A Nova Vacina VPC20 e Grupos de Risco A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) protegerá contra 20 sorotipos da bactéria, dobrando a proteção oferecida pela VPC10. Além de proteger os vacinados, as vacinas conjugadas também impedem que o pneumococo se aloje na nasofaringe, reduzindo a transmissão

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Mulheres 45-64 anos: A Força Empreendedora que Lidera o Mercado de Cannabis Medicinal no Brasil

Mulheres acima de 45 anos lideram o uso de cannabis medicinal no Brasil Um levantamento pioneiro divulgado pela Blis Data, especializada em dados sobre tratamento canábico, revela que mulheres com mais de 45 anos são as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no país. A pesquisa, que analisou 7.092 pacientes do gênero feminino com filhos, aponta para um perfil específico de usuárias que buscam alternativas terapêuticas. Os dados, divulgados em homenagem ao Mês das Mães, mostram que essa faixa etária, frequentemente associada a carreiras consolidadas e responsabilidades familiares, encontra na cannabis medicinal uma aliada para o bem-estar. As informações completas da pesquisa estão disponíveis no site especial da Blis Data. Essa tendência demonstra uma **mudança de percepção e maior acesso** a tratamentos inovadores, especialmente entre um público que busca qualidade de vida e alívio para condições crônicas. Conforme informação divulgada pela Blis Data, a pesquisa compila dados de pacientes que usam medicamentos canábicos sob prescrição médica. Perfil demográfico e socioeconômico das usuárias de cannabis medicinal A liderança no segmento é ocupada pelas mulheres na faixa de 55 a 64 anos, representando 28,2% do total de pacientes. Logo em seguida, o grupo de 45 a 54 anos aparece com 27,2%. Juntas, essas duas faixas etárias somam mais da metade das mulheres que utilizam cannabis medicinal no Brasil, evidenciando a forte presença de mulheres maduras no mercado. O grupo de 35 a 44 anos compõe a terceira maior parcela, com 18,7%. As mulheres com mais de 65 anos representam 16,3%, enquanto as mais jovens, de 18 a 34 anos, somam apenas 9,6%. Isso indica que a cannabis medicinal tem atraído um público mais experiente e estabelecido. A pesquisa também aponta que a maioria dessas consumidoras é trabalhadora (79,9%) e praticante de atividades físicas (75,1%). Este dado reforça a imagem de um público ativo e engajado com a própria saúde e bem-estar. Todas as regiões do Brasil estão representadas, com destaque para o Sudeste (61,6%) e o Sul (19,7%), que juntos totalizam 81,3% das pacientes. Principais indicações e abordagens terapêuticas Os distúrbios do sono são a queixa mais frequente entre as pacientes, motivando 28,9% dos tratamentos com cannabis medicinal. A dor crônica surge como a segunda principal indicação, representando 16,3% dos casos. Esses dados sublinham a eficácia da cannabis no manejo de condições que afetam significativamente a qualidade de vida. A saúde mental também se mostra como um campo relevante para o uso terapêutico. O transtorno de ansiedade é responsável por 14,9% das prescrições, e a depressão por 9,2%. Outras condições como fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também são tratadas com cannabis medicinal. Um dado relevante é que sete em cada dez mães que utilizam o tratamento combinam os medicamentos derivados da planta com tratamentos convencionais. Além disso, metade das participantes declarou que nunca havia utilizado cannabis antes de iniciar o tratamento médico prescrito, o que demonstra a confiança na abordagem regulamentada e supervisionada por profissionais de saúde. Cannabis medicinal: Uma nova fronteira para mulheres maduras

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HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo

HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo Cânceres associados ao HPV (Papilomavírus Humano) são responsáveis por cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações por ano no Brasil. A maioria dos afetados, impressionantes 85%, são mulheres. A boa notícia é que grande parte desses casos é considerada prevenível, seja pela identificação e tratamento de lesões precursoras, seja pela vacinação. Esses dados alarmantes provêm de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou informações oficiais do Ministério da Saúde. A pesquisa focou em identificar tendências de hospitalização e mortalidade no período de 2011 a 2019, anterior aos impactos da pandemia de COVID-19 nos indicadores de saúde. A diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, ressalta que o estudo serve como um importante alerta sobre a multiplicidade de cânceres que o HPV pode desencadear. Os pesquisadores estimaram a proporção de casos de câncer causados pelo vírus, com base em dados consolidados pela literatura médica. Câncer de Colo do Útero: O Principal Alvo, Mas Não o Único O câncer de colo do útero continua sendo a maior preocupação, respondendo por 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes no período analisado. Contudo, é crucial notar que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outras partes do corpo, totalizando mais de 50 mil hospitalizações por outros tipos de câncer relacionados ao HPV. “O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, explica Cintia Parellada. Aumento Alarmante em Cânceres Anais e de Cabeça e Pescoço O câncer anal apresentou o maior aumento em ocorrências, com 3,1% nas hospitalizações e 10,9% na mortalidade. Grupos como homens que fazem sexo com homens e pessoas com sistema imunológico comprometido são particularmente vulneráveis a este tipo de câncer. Adicionalmente, Cintia Parellada destaca que os cânceres de cabeça e pescoço acometem quatro vezes mais homens do que mulheres. “Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica. Tendências Preocupantes no Câncer de Colo do Útero O estudo revela uma tendência preocupante em relação ao câncer de colo do útero. Enquanto as hospitalizações caíram 4,7% entre 2011 e 2016, houve um crescimento de 3,9% entre 2016 e 2019. A mortalidade seguiu o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo. Outro dado alarmante é a análise etária. Enquanto outros tipos de câncer relacionados ao HPV tendem a ter maior incidência a partir dos 40 ou

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Fiocruz Revela: Medo de Calçadas Quebradas e Insegurança Afetam 42% dos Idosos Urbanos no Brasil

Fiocruz lança painel inédito com 100 indicadores sobre saúde e bem-estar de idosos brasileiros A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou os resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). Esta pesquisa, considerada uma das mais abrangentes sobre o envelhecimento no país, disponibiliza em plataforma online cerca de 100 indicadores de saúde para pessoas com 60 anos ou mais. Os dados revelam que fatores ambientais, sociais e estruturais desempenham um papel crucial na qualidade de vida dos idosos brasileiros. O envelhecimento no Brasil apresenta desafios que vão muito além da ausência de doenças, impactando diretamente a mobilidade, a autonomia e a participação social dessa parcela da população. Essas descobertas, divulgadas pela Fiocruz e UFMG, reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para garantir um envelhecimento saudável e digno no país. O estudo detalha aspectos como condições de vida, funcionalidade, ambiente social e acesso a políticas públicas, oferecendo um panorama completo. O medo de cair e a insegurança urbana: barreiras para o idoso Um dos pontos alarmantes destacados pela pesquisa é a percepção do ambiente urbano. Cerca de 42,7% dos idosos em áreas urbanas relatam medo de cair devido a problemas em calçadas, passeios ou vias públicas próximas às suas residências. Esse índice chega a 50,5% entre as mulheres idosas e aumenta com a idade, atingindo 63,1% entre aqueles com 80 anos ou mais. “Os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação das cidades para uma população cada vez mais envelhecida, incluindo acessibilidade, segurança viária, mobilidade e planejamento urbano inclusivo”, avalia a coordenadora do Elsi-Brasil, Maria Fernanda Lima-Costa. A insegurança relacionada à violência e criminalidade também é uma preocupação significativa. O estudo aponta que 12,1% dos idosos brasileiros consideram sua vizinhança muito insegura, o que representa aproximadamente 3,8 milhões de pessoas vivendo em contextos de medo e vulnerabilidade social. Hipertensão arterial: um desafio persistente na terceira idade A hipertensão arterial sistêmica continua sendo uma das condições de saúde mais relevantes entre os idosos. A pesquisa identificou que 34,4% dos idosos apresentam níveis compatíveis com hipertensão (pressão de 14 por 9 ou acima), totalizando cerca de 11 milhões de brasileiros idosos que necessitam de acompanhamento clínico. A prevalência da hipertensão aumenta com a idade, sendo de 31,9% entre 60 e 69 anos e chegando a 40,1% entre os com 80 anos ou mais. Os pesquisadores ressaltam a importância do rastreamento regular e do fortalecimento da atenção primária à saúde para evitar o subdiagnóstico e complicações graves, como infarto e AVC. Limitações funcionais e a fragilidade da rede de apoio A perda da capacidade funcional é outro eixo central do estudo, com 20,4% dos idosos brasileiros apresentando dificuldade em realizar atividades básicas da vida diária, como se vestir ou tomar banho. Isso afeta cerca de 6,5 milhões de pessoas, impactando sua autonomia e sobrecarregando famílias e sistemas de saúde. A limitação funcional é mais comum entre mulheres (23,1%) do que entre homens (17%), e a prevalência

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Mais de 574 mil brasileiros bloqueiam acesso a sites de apostas: saiba como funciona a autoexclusão e seus motivos

Plataforma de Autoexclusão: Uma Ferramenta Essencial para o Controle de Apostas Online no Brasil Um número expressivo de brasileiros, mais de 574 mil pessoas, já utilizou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão do governo federal. Essa ferramenta inovadora permite aos cidadãos bloquear o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados a operar no país, demonstrando uma crescente preocupação com o jogo responsável. A iniciativa, lançada em dezembro de 2023, surge como uma resposta direta aos desafios impostos pelo avanço das apostas online. O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério da Fazenda, busca oferecer um mecanismo de proteção eficaz para aqueles que enfrentam dificuldades relacionadas ao jogo. Os dados revelam que a busca por essa ferramenta vai além de uma simples decisão pessoal. Uma parcela significativa dos usuários busca ajuda para lidar com questões de saúde mental e financeiras, evidenciando a complexidade do problema e a importância de soluções governamentais. Motivações por Trás da Autoexclusão em Sites de Apostas Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, a principal razão apontada por 207 mil usuários, o que representa 41% dos pedidos, foi a perda de controle sobre o jogo e, em alguns casos, danos à saúde mental. Esses números ressaltam a necessidade de um olhar atento para os impactos psicológicos do vício em apostas. Outros fatores relevantes incluem os riscos associados ao vazamento de dados, mencionados por 18% dos usuários, e os problemas financeiros decorrentes do jogo, citados por 12%. Cerca de 14% dos usuários optaram por não informar o motivo, enquanto 13% declararam ter tomado a decisão de forma voluntária, sem pressões externas. Como Funciona a Plataforma de Autoexclusão Desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que qualquer pessoa interessada bloqueie seu acesso a todos os sites de apostas autorizados com um único pedido. O processo é simples e pode ser feito de forma online. Ao optar pela autoexclusão, o usuário pode escolher entre bloquear o acesso por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar de um a 12 meses. Atualmente, 69% dos usuários optaram pela exclusão indeterminada, enquanto 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. Além de impedir o acesso aos sites, a autoexclusão suspende o envio de publicidade direcionada sobre apostas e impede novos cadastros em nome do usuário. Essa medida visa criar um ambiente mais seguro e livre de gatilhos para quem busca se afastar do jogo. Recursos Adicionais para Saúde Mental e Financeira A Plataforma Centralizada de Autoexclusão vai além do bloqueio de acesso, oferecendo um portal completo de informações e suporte. O sistema disponibiliza conteúdos sobre saúde mental, orientações e links diretos para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para aqueles que sofrem com o uso problemático de jogos de apostas. Adicionalmente, a plataforma oferece acesso a um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para avaliação da saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde, auxiliando os usuários a compreenderem melhor sua

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