
Juiz dos EUA ordena retorno de colombiana deportada ilegalmente para a República Democrática do Congo
Juiz Federal dos EUA Determina Devolução de Colombiana Deportada Ilegalmente para a República Democrática do Congo Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que o governo do ex-presidente Donald Trump agiu ilegalmente ao deportar uma cidadã colombiana para a República Democrática do Congo em abril. A mulher, Adriana Maria Quiroz Zapata, de 55 anos, foi enviada ao país africano mesmo após este ter se recusado a recebê-la, alegando impossibilidade de oferecer o tratamento médico necessário para suas condições de saúde. A decisão, considerada rara em meio à intensificação das políticas de deportação durante a gestão Trump, ordena que o governo americano providencie o retorno de Zapata aos Estados Unidos. A notícia da decisão foi divulgada pela advogada da colombiana ao jornal The New York Times, pois o documento judicial não estava publicamente disponível. O caso levanta sérias questões sobre os procedimentos de deportação e a responsabilidade do governo em garantir condições adequadas para os deportados, especialmente quando há recusa do país de destino devido a necessidades médicas. Conforme informações divulgadas pelo The New York Times, tanto o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) quanto o Departamento de Estado estavam sob pressão para encontrar destinos para migrantes que não poderiam retornar aos seus países de origem, por medo de perseguição ou tortura. Deportação Ignorando Recusa Médica e Legalidade Questionada Adriana Maria Quiroz Zapata sofre de diabetes, hiperlipidemia e hipotireoidismo. De acordo com sua advogada, Lauren O’Neal, o Ministério do Interior da República Democrática do Congo comunicou oficialmente ao ICE que não poderia aceitar Zapata devido à incapacidade de fornecer o atendimento médico adequado para suas doenças. Esta informação consta em uma carta obtida pelo The New York Times. Apesar dessa clara recusa e das condições médicas da deportada, o governo a enviou para a República Democrática do Congo. O juiz Richard J. Leon, em sua decisão, afirmou que o envio da mulher para a RDC foi “provavelmente ilegal”. A lei americana, de fato, permite a deportação para países que não sejam os de origem, mas exige o consentimento do país receptor. Políticas de Deportação e Acordos com Outros Países A administração Trump tem buscado fechar acordos com nações dispostas a receber migrantes deportados, especialmente aqueles que enfrentam riscos em seus países natais. A República Democrática do Congo havia concordado em aceitar alguns deportados, mas fez uma exceção no caso de Zapata, justamente por motivos médicos. O Departamento de Segurança Interna dos EUA não comentou o caso, e a embaixada da RDC em Washington não respondeu imediatamente a pedidos de esclarecimento. A falta de resposta oficial sugere a complexidade da situação diplomática e legal envolvida. Precedente Judicial e Histórico de Deportações Equivocadas Este caso guarda semelhanças com o de Kilmar Abrego Garcia, um homem que foi deportado erroneamente para El Salvador no ano passado e, posteriormente, teve o retorno aos EUA ordenado pela justiça. O juiz Leon citou este precedente em sua decisão de três páginas, reforçando a importância do cumprimento dos trâmites legais. Zapata havia fugido de








